Fósseis transicionais não foram encontrados porque eles não existem.

Por Brad Harrub, Ph.D.

Origem_SubitaPorque é que os fósseis transicionais nunca foram encontrados? Segundo o evolucionista Jeffery Schwartz, “eles não foram encontrados porque eles não existem” (“Pitt. Professor’s Theory…,” 2006). Será que este evolucionista abandonou o barco e juntou-se aos criacionistas? Claro que não. De facto, a sua declaração nada mais é que uma forma de apoiar uma teoria evolutiva alternativa à medida que os Neo-Darwinistas se apressam para defender a sua premissa vacilante.

Jeffery Schwartz defende uma nova teoria, com o nome de “origem súbita”, no lugar das mudanças graduais e incrementais outrora propostas pelos evolucionistas. [Se o conceito da “origem súbita” parece irónico, pode ser porque é exactamente isso que os criacionistas há décadas têm alegado.] Schwartz defende que a mudança gradual não ocorre, declarando que “a evolução não é necessariamente gradual, mas frequentemente súbita, e com expressões de mudança extremas.” (“Pitt Professor’s…,”)

Em Janeiro de 2006 Schwartz publicou um artigo na revista “New Anatomist”. O comunicado de imprensa da universidade de Pittsburg indicou que o seu artigo [então]  vindouro disponibiliza um melhor entendimento da estrutura celular, que, segundo Schwartz, confirma de forma mais vincada a sua teoria evolutiva da “origem súbita”.

Esta versão evolutiva “recém melhorada”, ou “arrumada” de forma organizada, foi originalmente detalhada no seu livro de 2000 com o título de “Sudden Origins: Fossils, Genes, and the Emergence of Species”. Segundo Schwartz, a evolução é uma expressão de “mudança que teve início ao nível celular devido a radicais factores de stress ambiental (tais como o calor, o frio ou a aglomeração) anos antes”. (“Pitt Professor’s…”). Segundo Schwartz, o mecanismo é o seguinte:

 A convulsão ambiental causa a que os genes sofram mutações, e estes genes que sofreram mutações permanecem num estado recessivo, propagando-se silenciosamente por toda a população até que apareçam descendentes com duas cópias da nova mutação e sofram uma mudança súbita, o que causa a impressão de aparecerem do nada. (“Pitt Professor’s…”).

Aparecerem do nada?

Em defesa da sua teoria, Schwartz descreveu o porquê das células não sofrerem modifições subtis e constantes de pequena escala com o passar do tempo, que é o que Darwin e os seus seguidores previram. O comunidado de imprensa salientou:

Os biólogos celulares sabem a resposta: as células não gostam de sofrer mutações e elas não as sofrem com facilidade.

Consequentemente, estas gigantescas modificações ambientais levam a mutações que “podem ser importantes e benéficas (tais como dentes ou membros) ou, o que é mais comum, levam à morte do organismo.” Schwartz alegou posteriormente que “é o meio ambiente que perturba o seu equilíbrio e, como é o mais provável, tanto os mata como os modifica. Como tal, os organismos estão a ser controlados pelo meio ambiente, e não a adaptarem-se a ele.” (“Pitt Professor’s…”)

Façamos um resumo:

1. Os fósseis transicionais não existem.
2. As modificações graduais não acontecem; o que acontece são modificações súbitas.
3. As células não gostam de modificações e dificilmente mudam.
4. As mutações não se podem “cimentar” o suficiente de modo a permitir que a evolução ocorra – e mesmo assim, quando ocorrem, é mais provável as mutações matarem o organismo.
5. Os organismos não se estão a adaptar ao meio ambiente, mas sim a serem “controlados pelo meio ambiente”.

Tudo isto nada mais parece que um texto escrito por criacionistas ha décadas atrás visto que há já muito tempo que eles reconheceram que a vida surgiu subitamente na Terra. De facto, não só não existem fósseis transicionais, como a diversidade que observamos à nossa volta não pode ser explicada como efeito de modificações graduais.

Para além disso, é amplamente sabido que a maior parte das modificações não são benéficas e que as células não gostam de “mudar”. Quanto tempo mais até que estes homens dêem o passo final e creditem a Deus pela “origem súbita” da vida?

Britanicos_Duvidam_GradualismoÀ medida que estudos tais como este continuam a aparecer nas notícias, não é de estranhar que tantas pessoas continuem a duvidar da teoria da evolução. Muitas pessoas começam a entender que a teoria da evolução não tem as respostas que prometia ter. De facto, e tal como reportou a BBC News, “segundo uma sondagem de opinião, pouco menos de metade dos Britânicos aceita a teoria da evolução como a melhor descrição para o desenvolvimento da vida” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

No artigo da BBC, Andrew Cohen, editor para a “Horizon”, salientou:

A maior parte das pessoas esperaria que o público se colocasse do lado da teoria da evolução, mas parece que existem muitas pessoas que parecem acreditar numa teoria alternativa para a origem da vida.

A notícia continua:

 Estes dados causaram surpresa junto da comunidade científica. Lord Martin Rees, Presidente da “Royal Society” disse: “É surpreendente que tantas pessoas continuem a ter dúvidas em relação à evolução Darwiniana. Darwin propôs a sua teoria há quase 150 anos atrás, e ela é agora apoiada por um imenso peso de evidências.” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

Imenso peso de evidências? Claramente, Martin Rees ainda tem que chegar às mesmas conclusões a que chegou Schwartz e muitos outros. O verdadeiro “peso” está do lado de quem defende uma origem súbita – origem esta que só pode ser explicada como efeito da Mão criadora de Deus.

Não há fósseis transicionais, não há modificações graduais e nem há modificações benéficas que expliquem a diversidade biológica; parece que o verdadeiro “peso” é a verdade que o evolucionistas têm agora que explicar.

http://bit.ly/1XexK8Y

Referências:

“Britons Unconvinced on Evolution,” (2006), BBC News, January 26, [On-line], URL: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/4648598.stm.

“Pitt Professor’s Theory of Evolution Gets Boost From Cell Research” (2006), University of Pittsburg: News From Pitt, January 26, [On-line], URL: http://www.umc.pitt.edu:591/m/FMPro?-db=ma&-lay=a&-format=d.html&id=2297&-Find.

About Miguel

"Contempla agora o Beemoth, que Eu fiz contigo, que come a erva como o boi." (Job 40:15)
This entry was posted in Biologia and tagged , , , , , , , , . Bookmark the permalink.

10 Responses to Fósseis transicionais não foram encontrados porque eles não existem.

  1. Mello says:

    Haha, nem os evolucionistas ajudam!

    Like

  2. Victor Manoel dos Reis Castelo says:

    Mas afinal com propriedade falam os Srs sobre Darwin e a sua teoria da evolução porque é que põe um macaco a servir de evolucionismo, não sabem que a unica coisa entre os macacos e o Homem Sapiens é um passado comum em relação a um primata?;

    Quem são os Srs. para pôr em causa que o fascismo, o neo-nazismo,, os neoliberais e outros quejandos já não existem… existem é claro e só á uma resposta a dar-lhes, eliminação pura e simples de andarem por cá a baralhar o pessoal iletrado;

    Como é que aparece o simbolo dos Maçons faz numa vossa inteligente conclusão;

    Como é que os Srs. fazem uma inventona sobre as cruzadas e o Papa…. coitado do Papa….. calem mas é a cloaca…. á pois só a vossa palestra é a verdadeira. Não sabem que qualquer guerra começa por motivos puramente económicos e esta não fugiu á regra.

    Mais poderia dizer, sobre o aborto, etc. mas a vossa conversa é cheira tanto a bolor… de maneira vão lá entreter-se com os evangélicos e “Tea Parties” porque já não tenho paciência para vos aturar.

    Só mais uma coisinha para poderem ruminar durante o caminho…. se quiserem eu também posso recomentar o site dos MARXISTAS.ORG assim como a série CAPITALISMO transmitidida pelo o canal Odisseia…. não custa nada são 5 episódios e o 5º tem como interrogação: “E SE MARX TIVESSE RAZÃO”

    Like

  3. johanneskp21 says:

    Fósseis transicionais existem centenas, se não milhares. O problema é os criacionistas “científicos” negarem que eles sejam transicionais. Como já dizia o modelo Kubler-Ross, o primeiro passo é a negação. Depois a raiva. Ai depois vem negociação, e depois depressão. Porém a maioria dos criacionistas não parecem seguir o passo final: a aceitação.

    Like

    • Miguel says:

      Fósseis transicionais existem centenas, se não milhares.

      O evolucionista citado no post diz que não há. Sabes de alguma coisa que ele não saiba?

      Mats.

      Like

      • Douglas says:

        O evolucionista do texto não é o único que dizer isso. Vários evolucionistas conceituados falaram a mesma coisa.

        GOULD, S. J., Evolution’s Erratic Pace, Natural History (May, 1977). GOULD discute neste artigo o fato de as formas transicionais estarem comumente faltando no registro fóssil. Ele afirmou: “The extreme rarity of transitional forms in the fossil record persists as the trade secret of paleontology. The evolutionary trees that adorn our textbooks have data only at the tips and nodes of their branches; the rest is inference, however reasonable, not the evidence of fossils.”

        GOULD, S. J., The Return of Hopeful Monsters, Natural History, Vol. 86(6):22-25 (June / July, 1977). Neste outro artigo, GOULD admite o fato de as transições evolucionárias no registro fóssil serem tipicamente abruptas e a inexistência de formas transicionais. Ele afirmou: “The fossil record with its abrupt transitions offers no support for gradual change, and the principle of natural selection does not require it—selection can operate rapidly.”

        RICKLEFS, R. E., Paleontologists Confronting Macroevolution, Science, Vol. 199:58-60 (January 6, 1978). Nesta resenha, RICKLEFS discute como que o modelo de evolução do equilíbrio pontuado tenta explicar o surgimento abrupto, sem formas transicionais de novas espécies no registro fóssil. Mas ele discute também o fato de muitos biólogos serem céticos do equilíbrio pontuado devido ao fato de não ter uma base genética plausível. Ele afirmou: “Speculation about punctuated equilibria is symptomatic of paleontology as a whole. … ecologists and geneticists have not elucidated macroevolutionary patterns; the gap has not been bridged from either side.”

        GOULD, S. J., Is a new and general theory of evolution emerging?, Paleobiology, Vol. 6(1):119-130 (January, 1980). Neste artigo famoso, GOULD, mostra como os cientistas admitem o fato das formas intermediárias funcionais serem difíceis de serem imaginadas e encontradas no registro fóssil, ao declarar: “The absence of fossil evidence for intermediary stages between major transitions in organic design, indeed our inability, even in our imagination, to construct functional intermediates in many cases, has been a persistent and nagging problem for gradualistic accounts of evolution.”

        HOLDEN, C., The Politics of Paleoanthropology, Science, Vol. 213:737-740 (August 14, 1981). Nesta nota, HOLDEN faz um balanço do campo de paleoantropologia, e põe em dúvida a objetividade dos seus praticantes, e de suas muitas afirmações evolucionárias sobre as origens humanas. O autor enfatizou que as emoções humanas frequentemente influenciam a interpretação dos dados no campo da paleoantropologia.

        CRANE, P. R.; FRIIS, E. M.; PEDERSON, K. R., The origin and early diversification of angiosperms, Nature, Vol. 374:27-33 (March 2, 1995). Neste artigo, CRANE et al discutem o súbito surgimento das plantas (que dão flores), das angiospermas no registro fóssil e o fato de que há uma explosão de angiosperma na história da vida.

        COOPER, A.; FORTEY, R., Evolutionary explosions and the phylogenetic fuse, Trends in Ecology and Evolution, Vol. 13(4):151-156 (April, 1998). COOPER e FORTEY discutem neste artigo um problema importante que a biologia evolutiva enfrenta nos dias de hoje: as muitas explosões de diversidade biológica encontradas na história da vida, inclusive a Explosão Cambriana, uma explosão de mamíferos, e uma explosão de aves. Os autores admitem que essas explosões da vida ainda não são bem compreendidas: “The processes taking place during these prolonged but obscure periods of evolutionary innovation are the next issue to be examined.”

        GOULD, S. J., On Embryos and Ancestors, Natural History (July/August, 1998). GOULD discute a natureza explosiva do surgimento de novos filos de animais que aparecem na Explosão Cambriana. Ele também explica por que a descoberta de alguns fósseis pré-cambrianos não tornam a Explosão Cambriana menos “explosiva.”

        WOOD, B.; COLLARD, M., The Human Genus, Science, Vol. 284:65-71 (April 2, 1999). Neste artigo que merece atenção, os autores desafiam a noção de que o Homo habilis tenha características que o faria um elo evolutivo apropriado entre o nosso gênero Homo e o gênero Australopithecus. Neste artigo, eles também deixam subentender que há poucas espécies com quaisquer tipos de características transicionais entre o nosso gênero Homo e os australopitecíneos.

        VALENTINE, J. W.; JABLONSKI, D.; ERWIN, D. H., Fossils, molecules and embryos: new perspectives on the Cambrian Explosion, Development, Vol. 126:851-859 (1999). VALENTINE et al admitem neste artigo que o caráter explosivo da Explosão Cambriana e o fato de que os cientistas ainda não têm explicações de como isso ocorreu. Eles também admitem o conflito existente na hipótese do relógio molecular.

        CARROLL, R. L., Towards a new evolutionary synthesis, Trends in Ecology and Evolution, Vol. 15(1):27-32 (2000). CARROLL é um eminente biólogo evolucionista. Neste artigo, ele descreve como os modelos típicos de evolução são incapazes de explicar o surgimento abrupto de novas espécies no registro fóssil. Ele afirmou: “The most striking features of large-scale evolution are the extremely rapid divergence of lineages near the time of their origin, followed by long periods in which basic body plans and ways of life are retained. What is missing are the many intermediate forms hypothesized by Darwin, and the continual divergence of major lineages into the morphospace between distinct adaptive types.”

        COLLARD, M.; AIELLO, L. C., Human evolution: From forelimbs to two legs, Nature, Vol. 404:339 (March 23, 2000). Neste artigo, COLLARD e AIELLO discutem os ossos das mãos do famoso fóssil de australopitecíneo, “Lucy”, supostamente um ancestral humano. A análise deles reporta que as características ósseas das mãos e dos punhos de Lucy indicam que ela era, provavelmente, um animal “que anda apoiado sobre os nós dos dedos” [knuckle-walker], observações que são inconsistentes com as afirmações de antropólogos evolucionistas de que ela era um hominídeo bípede.

        FEDUCCIA, A., ‘Big bang’ for tertiary birds?, Trends in Ecology and Evolution, Vol.18(4):172-176 (April, 2003). FEDUCCIA, um ornitólogo de renome, fala abertamente neste artigo sobre as explosões no registro fóssil, tais como a grande explosão dos taxa de aves. Ele também discute exemplos onde as predições evolutivas de evolução molecular não correspondem com o registro fóssil, e menciona alguns exemplos de evolução incrivelmente rápida.

        SIMMONS, N. B., An Eocene Big Bang for Bats, Science, Vol. 307:527-528 (January 28, 2005). Neste artigo, SIMMONS explica que a filogenia dos morcegos exige, atualmente, que a ecolocalização dos morcegos tenha evoluído duas vezes—a conclusão forçada do que ele chama de “surprising molecular results.” Os morcegos teriam surgidos num “Big Bang”—pois precursores claramente evolucionários indo até ao primeiro surgimento de morcegos não são conhecidos.

        DE BODT, S.; MAERE, S.; DE PEER, Y. V., Genome duplication and the origin of angiosperms, Trends in Ecology and Evolution, Vol. 20(11):591-597 (November, 2005). DE BODT et al discutem o súbito aparecimento de plantas (que produzem flores), as angiospermas no registro fóssil, e o fato de que há uma explosão de angiosperma na história da vida. Essas explosões questionam as típicas explicações darwinianas para a origem da diversidade biológica.

        KOONIN, E. V., The Biological Big Bang model for the major transitions in evolution, Biology Direct, Vol. 2:21 (2007). Neste artigo, KOONIN aceita a existência de descontinuidades abruptas na história da vida e admite que essas explosões abruptas “do not seem to fit the tree pattern that, following Darwin’s original proposal, remains the dominant description of biological evolution.”

        ATKINSON, Q. D. et al., Languages Evolve in Punctuational Bursts, Science, Vol. 319:588 (February 1, 2008). ATKINSON et al revelam neste artigo que os grupos de línguas humanas são tão diferentes uns dos outros que eles não devem ter evoluído num processo lento e gradual. Isso questiona as explicações darwinianas graduais para a origem da linguagem, e pode apontar para uma explicação não-darwiniana—extremamente abrupta—para a origem da linguagem humana.

        KERR, R. A., Life’s Innovations Let It Diversify, at Least Up to a Point, Science, Vol. 321:24-25 (July 4, 2008). O artigo de KERR discute o fato de a diversidade ter surgido logo no início do registro fóssil e que a diversidade dos invertebrados marinhos não tem aumentado com o passar do tempo, de tal modo que “something has been constraining evolution and diversity for hundreds of millions of years”. Isso contraria a visão da evolução de baixo para cima que tem sido classicamente ensinada nas escolas, e também implica em certos limites para a evolução.

        Liked by 1 person

      • A questão é que depende da abrangência ao qual o cientista se refere. Aproveitando que o Douglas apresentou uma lista de obras nas quais o Stephen Jay Gould aparece várias vezes, eis aqui minha tradução de um texto dele que esclarece bem a questão:
        _____

        http://www.stephenjaygould.org/library/gould_fact-and-theory.html

        “O terceiro argumento é mais direto: transições são frequentemente encontradas no registro fóssil. Transições preservadas não são comuns — e não deveriam ser, de acordo com o nosso entendimento da evolução (vide a próxima seção) mas elas não são inteiramente ausentes, como os criacionistas frequentemente alegam. [Neste ponto Gould apresenta dois exemplos: os intermediários terápsidos entre répteis e mamíferos, e as espécies humanas (conhecidas até então) que aparecem em uma sequência temporal ininterrupta de características progressivamente mais modernas. Então ele prossegue:]

        Confrontados com esses fatos da evolução e com a falência filosófica de sua própria posição, os criacionistas recorrem à distorção e à desinformação para apoiar sua alegação retórica. Se eu soar rude ou amargo, de fato o estou — pois eu me tornei um alvo frequente dessas práticas.

        Eu me conto entre os evolucionistas que argumentam em favor de um ritmo de mudança irregular ou episódico, em vez de suavemente gradual. Em 1972 meu colega Niles Eldredge e eu desenvolvemos a teoria do equilíbrio pontuado. Nós argumentamos que dois fatos proeminentes do registro fóssil — a origem geologicamente “súbita” de novas espécies e a ausência de mudança posterior (estase) — refletem as previsões da teoria evolucionária, não as imperfeições do registro fóssil. Na maioria das teorias, pequenas populações isoladas são a fonte de novas espécies, e o processo de especiação leva milhares ou dezenas de milhares de anos. Essa quantidade de tempo, tão longa quando comparada com nossas vidas, é um microssegundo geológico […]

        Desde que propusemos o equilíbrio pontuado […], é enfurecedor ser repetidamente citado por criacionistas — se de caso pensado ou por estupidez, eu não sei — como se eu admitisse que o registro fóssil não inclui formas transicionais. Formas transicionais são geralmente ausentes no nível de espécie, mas são abundantes entre grupos maiores.”
        _____

        Portanto, Gould (como Schwartz, provavelmente) não discute se houve ou não evolução — isso está bem evidenciado pelo quadro amplo de quando e onde as espécies são encontradas no registro fóssil, e com abundantes formas intermediárias. É no nível mais “fino”, de espécie, que as formas intermediárias começam a rarear, por motivos que Gould busca explicar.

        Criacionistas citam fora de contexto cientistas que defendem o “equilíbrio pontuado” em detrimento do “gradualismo”, dando a entender que a evolução é necessariamente gradualista e que consequentemente esses cientistas estariam se opondo à evolução em si, o que é falso.

        Like

  4. Jaque says:

    Que lindo❤
    Quero estudar isso a vida toda!
    Parabéns pelos anos de estudo amigos!
    Quero casar com vocês todos.

    Like

  5. Cícero says:

    É a formidável e descomunal fé darwinista mais uma vez nos brindando com suas bizarrices dogmáticas.
    Por essa nova ‘descoberta’ eles creem então, que um réptil botou um ovo e dali saiu um passarinho voando!

    Like

  6. Dalton says:

    Sabe o que é interessante?
    Todas essas teorias ainda tem uma base em comum: o animal que vai evoluir tem alguma necessidade quanto à natureza, e a evolução vem para lhe dar essa característica.
    O problema é que do ponto onde é “diagnosticada” a necessidade, e o momento em que a natureza “concede” a capacidade, passam-se milhares ou milhões de anos…. o que com certeza só prova uma coisa… que o animal realmente NÃO tinha a menor necessidade daquela característica……

    Like

  7. “Façamos um resumo:
    1. Os fósseis transicionais não existem.”

    Geralmente não, na escala à qual Schwartz se refere. Como Stephen Jay Gould já dizia, tratando também de sua própria teoria não-gradualista: “Desde que propusemos o equilíbrio pontuado para explicar as tendências, é enfurecedor ser repetidamente citado por criacionistas — se de caso pensado ou por estupidez, eu não sei — como se eu admitisse que o registro fóssil não inclui formas transicionais. Formas transicionais são geralmente ausentes no nível de ESPÉCIE, mas são ABUNDANTES entre grupos maiores.” (Ênfases minhas.)

    “2. As modificações graduais não acontecem; o que acontece são modificações súbitas.”

    Note-se o “MODIFICAÇÕES” aqui. Isto será importante adiante.

    “3. As células não gostam de modificações e dificilmente mudam.
    4. As mutações não se podem “cimentar” o suficiente de modo a permitir que a evolução ocorra – e mesmo assim, quando ocorrem, é mais provável as mutações matarem o organismo.”

    Segundo Schwartz, o que acontece na maior parte do tempo é que a atuação dos mecanismos celulares de prevenção e correção de mutações causaria os períodos de “estase”, em que a espécie não apresenta modificações significativas. Porém, a proposta de Schwartz é que em situações de estresse ambiental a eficácia da proteção contra mutações seja prejudicada e elas tenham maiores chances de se fixarem.

    Ele também propõe que as mutações tenderiam a constituir genes inicialmente recessivos, permanecendo “ocultas”, e só se manifestariam mais tarde, quando dois indivíduos com o mesmo gene tivessem descendentes. Aí a característica mutante apareceria visualmente de maneira súbita, e não gradual.

    “5. Os organismos não se estão a adaptar ao meio ambiente, mas sim a serem “controlados pelo meio ambiente”.

    http://www.news.pitt.edu/news/pitt-professors-theory-evolution-gets-boost-cell-research

    O texto original diz “rocked”, que se traduz melhor como “sacudidos”, o que condiz com a explicação de que o estresse ambiental propicia oportunidades para a fixação de mutações.

    “Tudo isto nada mais parece que um texto escrito por criacionistas ha décadas atrás visto que há já muito tempo que eles reconheceram que a vida surgiu subitamente na Terra.”

    De jeito nenhum, pois o texto não fala em surgimento súbito da VIDA NA TERRA, mas de MODIFICAÇÕES (“como dentes ou membros”) em espécies já existentes.

    Enfim, Schwartz propõe um interessante mecanismo não-gradualista de EVOLUÇÃO.

    Like

Todos os comentários contendo demagogia, insultos, blasfémias, alegações fora do contexto, "deus" em vez de Deus, "bíblia" em vez de "Bíblia", só links e pura idiotice, serão apagados. Se vais comentar, primeiro vê se o que vais dizer tem alguma coisa em comum com o que está a ser discutido. Se não tem (e se não justificares o comentário fora do contexto) então nem te dês ao trabalho.

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s