As mutações causam algum tipo de evolução?

Será razoável acreditar que, dado tempo suficiente, as mutações podem causar a evolução dum organismo? É lógico aceitar – como o fazem os evo-animistas – que tudo pode acontecer desde que haja tempo suficiente;? Ou será mais lógico aceitar que as mutações são, de forma geral, inimigas do gradualismo aleatório?

Charles Darwin explicou o modelo evolutivo em torno das origens através do mecanismo da selecção natural atravessando longos períodos de tempo. Ele acreditava também que certas características adquiridas poderiam ser passadas para a geração seguinte. Por exemplo, a girafa evoluiu o seu longo pescoço porque foi tentando esticá-lo para atingir o alimento que se encontrava no topo das árvores. A informação genética para um pescoço mais longo era passada para a descendência através da “pangênese”.

gregor_mendelNo entanto, no princípio do século 20, os cientistas começaram a entender melhor o trabalho de genética levado a cabo pelo monge agostiniano, botânico e meteorologista  Gregor Mendel, e aperceberam-se que a pangênese era cientificamente impossível.

Eles propuseram a explicação de que erros aleatórios na replicação do ADN, com o nome de mutações, causavam mutações benéficas. Isto ficou conhecido como o Neo-Darwinismo; algo novo (neo) havia sido acrescentado aos conceitos Darwinianos.

Os problemas em relação às mutações como força contribuidora para a evolução são imensos, extensos e amplamente documentados.

A evolução requer um aumento absoluto na quantidade e na qualidade da informação genética. Para que um organismo possa evoluir para outro organismo, nova informação genética tem que ser adicionada. O motivo pelo qual o homem é diferente duma beringela, por exemplo, é porque o homem tem código genético para coisas que a beringela não tem. Devido a isto, a evolução depende de mutações de modo a que estas possam causar um aumento dos dados genéticos.

Para que uma mutação possa desempenhar um papel na evolução, muitas coisas teriam que acontecer. O problema é que as mutações frequentemente causam perdas de informação, e por vezes uma transferência de informação, mas nunca uma aumento de informação. Isto é, as mutações caminham na direcção errada visto que a evolução requer uma expansão genética sem fim (algo cientificamente impossível).

Em vez de explicarem a origem de novas formas de vida, as mutações explicam a origem da morte e das doenças.

MatematicaOutro problema é a matemática; as mutações são raras e elas ocorrem uma vez em cada 10 milhões de replicações. As probabilidades de duas mutações relacionadas ocorrerem é uma entre 100 triliões [numeração Americana]; no entanto, dada a abundância de genes nos organismos, as mutações podem e de facto ocorrem. Mesmo assim, a maior parte das mutações são prejudiciais, levando à morte do organismo antes do nascimento, ou à perda de funções específicas.

Apenas uma em cada 1000 mutações não é prejudicial, e a maior parte delas são neutrais – isto é, não têm efeito algum nos organismos. Certamente que é por isso que elas têm que ser evitadas. As radiações e as substâncias químicas mutagénicas são evitadas e não buscadas.

No entanto, outro problema para as mutações é que muitas das que são conhecidas como “mutações” nada mais são que variações genéticas. No passado acreditava-se que a resistência das moscas ao DDT era uma mutação e que estas moscas eram mutantes. Considerando a improbabilidade matemática das mutações, os cientistas buscaram por outra explicação. Foi apurado que certas populações de moscas já tinham dentro de si o material genético que lhes fazia resistentes ao DDT.

Esta grande variedade de tipos é exactamente o que seria de esperar dentro do modelo criacionista das nossas origens. A frase Bíblica “segundo seu tipo” é repetida dez vezes no primeiro capítulo do Livro de Génesis. As plantas e os animais foram criados por Deus para apenas se reproduzirem dentro dos seus tipos básicos. As mutações que nós vêmos são o que seria de esperar da corrupção causada pela Queda (Romanos 8:19-22).

O problema final que irei mencionar é que as mutações nunca são vistas a produzir uma nova espécie em laboratório. Isto é especialmente significante se levarmos em conta a mosca da fruta visto que há anos que as salas de biologia têm estado a causar mutações nelas como forma de produzir algum tipo novo das mesmas. Os resultados têm sido moscas sem asas, moscas com asas curvas, moscas com asas longas; mas todas elas são moscas da fruta – e nunca uma áve, uma mosca doméstica ou outra coisa qualquer.

mosca_fruta_muitacoesMuito raramente as mutações causam algum tipo de benefício para o organismo. Algumas bactérias podem perder informação para um gene regulador e passarem a ser resistentes a certos anti-bióticos. As pessoas que têm anemia falciforme não são susceptíveis de contrair a malária. Em todos estes casos, no entanto, as mutações nunca causam algum tipo de evolução visto que houve informação que foi destruída, e não criada.

Conclusão:

As mutações não criam; elas corrompem e na maior parte das vezes levam à morte da vida. Devido a isto, com o passar dos longos períodos de tempo, mais mutações  prejudiciais irão ocorrer, e menos provável é a evolução de ocorrer e explicar a origem das novas formas de vida. A teoria da evolução, que depende em absoluto dos não-existentes poderes criativos das mutações aleatórias, está errada logo à partida.

Modificado a partir do original ~ http://bit.ly/2dfs2IL

About Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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13 Responses to As mutações causam algum tipo de evolução?

  1. Excelente texto brother, gostei bastante. Pretendo cursar brevemente biologia e acompanhar suas postagens tem me ajudado bastante a estar preparado.

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  2. Ana Silva says:

    Mats:

    [Nota: Mais uma vez um post sobre um tema que já foi (pelo menos em parte) debatido respondido e explicado. É pena que o texto postado não apresente realmente nenhuma argumentação nova que contrarie o que já foi referido em comentários anteriores.]

    “O problema é que as mutações frequentemente causam perdas de informação, e por vezes uma transferência de informação, mas nunca uma aumento de informação. Isto é, as mutações caminham na direcção errada visto que a evolução requer uma expansão genética sem fim (algo cientificamente impossível).”

    Nem todas as mutações causam perdas de informação. Muitas não causam “alteração” nenhuma (são mutações neutras), particularmente as trocas de nucleótido. Outras provocam um aumento de informação, ao duplicarem a informação (duplicação de DNA), ou criarem alterações a nível da actividade da proteína que o gene modificado codifica. Outras ainda, provocam alterações na forma como a expressão genética é regulada (nomeadamente a formação de proteínas).

    Quando um gene é duplicado, não só ele passa a poder ser expressado mais vezes (por exemplo a duplicação de um gene que codifique para uma proteína pode levar à duplicação de proteína produzida), mas a existência de uma cópia permite que as mutações sofridas pelo gene não criem “problemas”. O gene mutado pode assim adquirir uma nova função sem que isso crie problemas ao organismo (pelo contrário, a mutação pode trazer vantagens).

    [Nota: eu já tinha referido isto anteriormente, pelo menos numa sequência de comentários, https://darwinismo.wordpress.com/2014/09/12/sera-que-as-bacterias-evoluem-resistencia-aos-antibioticos/#comment-27217 e https://darwinismo.wordpress.com/2014/09/12/sera-que-as-bacterias-evoluem-resistencia-aos-antibioticos/#comment-27244 ]

    A evolução também não requer uma “evolução genética sem fim”. Requer apenas a possibilidade de ocorrência de mutações e a diversidade genética dentro de uma população. A adaptação a um novo habitat pode levar a uma rápida “evolução genética”, apenas em resultado da adaptação natural [ver, por exemplo https://www.sciencedaily.com/releases/2008/04/080417112433.htm e https://www.sciencedaily.com/releases/2015/08/150831101831.htm ).

    “As mutações são raras e elas ocorrem uma vez em cada 10 milhões de replicações.”

    Na verdade o que acontece é que “cerca de um nucleótido em cada 10 milhões de nucleótidos de uma cadeia de DNA corre o risco de ser mutado” [cada gene corresponde a (pelo menos) centenas de nucleótidos]. Eu referi isto num comentário em Agosto de 2015 (https://darwinismo.wordpress.com/2015/08/09/neurocirurgiao-explica-o-porque-de-nao-ter-fe-na-teoria-da-evolucao/#comment-31475 ). Nesse comentário também indiquei que 99% destes erros são corrigidos, mas que ainda assim cada nova criança nasce em média com mais de uma centena de mutações por substituição (que não herdou dos seus pais).

    “As probabilidades de duas mutações relacionadas ocorrerem é uma entre 100 triliões [numeração Americana]”

    Penso que o autor original do texto postado se está a referir à probabilidade de duas mutações específicas acontecerem exactamente “ao mesmo tempo”. No entanto isto não tem de acontecer, como ficou provado, por exemplo no caso da resistência do protozoário responsável pela malária a medicamentos, discutida por Behe no seu livro “The edge of evolution”.

    “A maior parte das mutações são prejudiciais, levando à morte do organismo antes do nascimento, ou à perda de funções específicas.”

    Na verdade a maior parte das mutações é neutra. Senão a Humanidade teria graves problemas, nem que fosse pelo facto de cada criança nascer com perto de 100 novas mutações por substituição de nucleótido, que não herdou de nenhum dos seus pais.

    “Apenas uma em cada 1000 mutações não é prejudicial, e a maior parte delas são neutrais – isto é, não têm efeito algum nos organismos.”

    Em que fonte se baseou o autor do texto para chegar a esta conclusão?

    “Certamente que é por isso que [as mutações] têm que ser evitadas. As radiações e as substâncias químicas mutagénicas são evitadas e não buscadas.”

    “As radiações e as substâncias químicas mutagénicas” devem ser “evitadas e não buscadas” porque aumentam consideravelmente a taxa de mutação. Por exemplo a exposição aos raios UV aumenta consideravelmente o número de mutações por substituição no DNA. Como a capacidade de reparação deste tipo de erro é constante, isso quer dizer que aumenta também o número de mutações que fica por corrigir. E isso aumenta a probabilidade de ocorrerem mutações prejudiciais, capazes de criar tumores que podem levar ao cancro de pele.

    “Outro problema para as mutações é que muitas das que são conhecidas como “mutações” nada mais são que variações genéticas.”

    A ocorrência de mutações, como as que ocorrem durante a produção de gâmetas (óvulos e espermatozoides), é uma explicação muito plausível para a existência de “variações genéticas” dentro de uma população. Até porque, como já referi, a maior parte das mutações são neutras.

    “O problema final […] é que as mutações nunca são vistas a produzir uma nova espécie em laboratório. Isto é especialmente significante se levarmos em conta a mosca da fruta visto que há anos que as salas de biologia têm estado a causar mutações nelas como forma de produzir algum tipo novo das mesmas.”

    O objectivo principal do estudo genético de moscas-de-fruta é perceber como funciona a expressão dos genes e a sua regulação. Nunca tinha ouvido falar deste objectivo em particular (“produzir uma nova espécie”) e não consigo encontrar referências que corroborem tal facto. Fazer a referência no texto postado sem qualquer indicação da fonte de informação pode criar a ideia de que esta argumentação é uma falácia de espantalho.

    “Muito raramente as mutações causam algum tipo de benefício para o organismo. […] Em todos estes casos, no entanto, as mutações nunca causam algum tipo de evolução visto que houve informação que foi destruída, e não criada.”

    Foram publicados várias propostas para a evolução por mutação de proteínas usando o método de “ancestral protein reconstruction”, por exemplo (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=ancestral+protein+reconstruction ). Vários desses exemplos implicaram informação nova e “benefícios para o organismo”. A resistência do protozoácio da malária a medicamentos é um desses exemplos.

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    • Ana, tudo isso são suposições históricas, supõe-se que existiram tais mutações…

      O que se observa hoje, com a possibilidade de aplicação do método científico, não chega nem perto do que deveria ter ocorrido…Como vocês mesmo dizem, essas transformações levaram e levam milhões ou bilhões de anos, mas nós aqui vivemos apenas uma pequena fração disso, não podemos ver uma transformação objetiva utilizando métodos científicos, somos limitados pelo tal tempo. Resta à academia apenas palpites sem confirmações.

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      • Anderson F. says:

        Narrativa,

        É por isso que dizemos que ela e os evolucionistas têm fé, afinal fé é acreditar naquilo que não se pode comprovar.
        Tão pouco podemos comprovar a existência de Deus, o fazemos pela fé, e também eles não podem dizer que Deus não existe, o fazem pela fé.
        Essa discussão é sem fim, podem passar gerações e gerações sem ocorrem evoluções que transformam uma espécie em outra, ainda assim o argumento evolucionista do “tempo” como causador da evolução vai valer, mesmo que atinja milhares de anos em gerações pois eles assumem que a coisa acontece em milhões ou bilhões de anos.
        Na TE o que parece, é. Na TE as pressupostos são provas. A real ciência, aquela que vai ao laboratório e faz os experimentos, é colocada de lado se não condiz com a crença fundamental da TE.

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      • Ana Silva says:

        Narrativa e Anderson:

        Não vi, em nenhum dos vossos dois comentários uma contestação real ao que eu disse. E o que eu disse foi muito simples: (1) Os argumentos do texto postado já foram, pelo menos em parte contestados e explicados em comentários a outros textos postados neste mesmo blogue e (2) o texto postado não apresenta informação/argumentação nova que contrarie o que que já foi referido (nesses comentários mais antigos).

        Em vez disso temos um desvio para generalidades.

        Diz o Narrativa:
        “O que se observa hoje, com a possibilidade de aplicação do método científico, não chega nem perto do que deveria ter ocorrido… […] Nós aqui vivemos apenas uma pequena fração disso, não podemos ver uma transformação objetiva utilizando métodos científicos, somos limitados pelo tal tempo. Resta à academia apenas palpites sem confirmações.”

        Ou seja, o velho argumento de “não estávamos lá para ver, logo…”.

        Não é esse argumento contrariado por outro argumento criacionista, o de que a “regularidade é uma evidência da existência do Divino”? (por exemplo, https://darwinismo.wordpress.com/2016/09/30/o-ateismo-e-benefico-para-a-ciencia/).

        É que É a mesma “REGULARIDADE” que permite aos cientistas considerar como factual a ideia de que as leis científicas são “universais”, hoje e no passado (ou seja as mesmas leis aplicam-se em qualquer ponto do Universo e o que se observa hoje, sempre se “observou”).

        “A real ciência, aquela que vai ao laboratório e faz os experimentos, é colocada de lado se não condiz com a crença fundamental da TE.”

        A argumentação da ciência “histórica” vs. ciência “observacional” é um equívoco, algo que não se baseia na realidade de como a ciência é feita.

        Nem toda a ciência se faz “no laboratório”, baseada em “experimentos”. Muitos cientistas limitam-se a “observar”, desenvolver modelos para descrever o que observam e verificar a capacidade desses modelos para, por um lado, descrever o que é observado agora e, por outro, prever o que possa ser observado no futuro.

        Exemplos disto e de como isto é feito abundam na ciência. Desde os modelos climáticos até aos modelos que explicam a vida das estrelas e o choque de galáxias, passado pelos modelos que explicam o que acontece numa reacção química e dentro do átomo. O mesmo acontece, também, para os modelos usados em biologia.

        Finalizo relembrando o que disse no início, Narrativa e Anderson. Nada nos vossos comentário, é uma contestação ao que eu disse e nada nos vossos comentários colmata as falhas que eu apontei ao texto postado.

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  3. Sabrina says:

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  4. jephsimple says:

    Eu não sei como pessoas anti-ID usam a palavrinha INFORMAÇÃO.

    Afinal…

    Título do Science Daily: A complexa gramática da linguagem genômica. (Complex grammar of the genomic language)

    A “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso, até mesmo mais que idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada ( que outros idiomas). Os resultados explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribuem para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

    Um novo estudo do Instituto Karolinska na Suécia mostra que a “gramática” do código genético humano é mais complexa do que isso (ou seja, que nossa gramática), mesmo diante dos idiomas (do mundo todo) construídos de forma muito mais elaborada. Os resultados, publicados na revista Nature, explicam por que o genoma humano é tão difícil de decifrar – e contribui para um maior entendimento de como as diferenças genéticas afetam o risco de desenvolvimento de doenças a nível individual.

    O genoma contém todas as informações necessárias para construir e manter um organismo, mas também mantém os detalhes de um indivíduo com risco de desenvolvimento de doenças comuns, tais como diabetes, doenças cardíacas e câncer“, diz o autor principal do estudo, Arttu Jolma, estudante de doutorado no Departamento de Biociências e Nutrição. “Se nós podemos melhorar a nossa capacidade de ler e compreender o genoma humano, assim também, seremos capazes de fazer melhor uso da informação genômica; que rapidamente se acumula em um grande número de doenças, para benefícios médicos.

    A sequenciação do genoma humano em 2000 revelou como as 3 bilhões de letras  A, C,G e T, que compõem o genoma humano , são ordenadas. No entanto, sabendo apenasa ordem das letras não é suficiente para traduzir as descobertas da genômica em benefícios médicos; também é preciso entender o que as sequências de letras significam. Em outras palavras, é necessário identificar as “palavras” e “gramática” da língua do genoma.

    As células do nosso corpo têm genomas quase idênticos, mas que diferem um do outro devido a diferentes genes estão que ativos (expressos) em diferentes tipos de células. Cada gene tem uma região reguladora que contém as instruções de controlo, quando e onde o gene é expresso. Este código regulador do gene é lido por proteínas chamadas fatores de transcrição que se ligam ao “DNA words”  específico e, ou aumentam ou diminuem a expressão do gene associado.

    Sob a supervisão do Professor Jussi Taipale, pesquisadores do Karolinska Institutet já identificaram a maioria das palavras de DNA reconhecidas por fatores de transcrição individuais. No entanto, tal como na linguagem humana natural, as palavras do DNA podem ser unidas para formarem palavras compostas, que são lidas por vários factores de transcrição. No entanto, o mecanismo pelo qual tais palavras compostassão lidas não foi analisado anteriormente. Por isso, em seu estudo recente na revista Nature, a equipe de Taipale examina as preferências de ligação dos pares de fatores de transcrição, e sistematicamente mapeia as palavras que se ligam no DNA composto.

    A análise revela que a gramática do código genético é muito mais complexa que os mais complexos idiomas humanos. Em vez de simplesmente juntar duas palavras entre si por um espaço de exclusão, as palavras individuais que são unidas empalavras compostas de DNA são alteradas, levando a um grande número depalavras completamente novas.

    “Nosso estudo identificou muitas dessas palavras, aumentando a compreensão de como os genes são regulados, tanto no seu desenvolvimento normal quanto no do câncer”, diz Arttu Jolma. “Os resultados abrem caminho para decifrar o código genético que controla a expressão de genes.”

    [Grifo meu]

     

    [Texto adaptado]

     

    Original: https://www.sciencedaily.com/releases/2015/11/151109140252.htm

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  5. Então Anderson, concordo que na TE pressupostos são provas.. Mas sobre Deus, não só um Criador, como o Deus bíblico, podemos provar sim, e por um meio bastante simples, por exemplo, mostrando que é impossível Jesus (que teve que provar e atestar ter ligação divina) ter sido uma farsa.

    O problema não é provar, o problema é que poucos da área acadêmica aceitam essa prova, mesmo ela seguindo a lei do conhecimento humano…

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  6. Anderson F. says:

    Ana Silva,

    Nem toda a ciência se faz “no laboratório”, baseada em “experimentos”. Muitos cientistas limitam-se a “observar”, desenvolver modelos para descrever o que observam e verificar a capacidade desses modelos para, por um lado, descrever o que é observado agora e, por outro, prever o que possa ser observado no futuro.

    Exemplos disto e de como isto é feito abundam na ciência. Desde os modelos climáticos até aos modelos que explicam a vida das estrelas e o choque de galáxias, passado pelos modelos que explicam o que acontece numa reacção química e dentro do átomo. O mesmo acontece, também, para os modelos usados em biologia.

    E essa “ciência” observacional pode ser base de vossa crença? É esse o teu mínimo aceitável para acreditar no que dizem?
    Com base nisso muitos mitos evolucionistas já foram derrubados, porque uma coisa é propor uma teoria outra é valida-la. Eu posso falar que tem um oceano abaixo da crosta de gelo de uma lua de Júpiter, mas se não escavar lá vou acreditar nisso? Descarto todas as outras variáveis que podem ter sido desde “evidências plantadas” até mesmo falha de leitura nos instrumentos? Ou mesmo que haja água já extrapolo para que se tenha vida?
    A observação e construção de modelos são necessárias mas longe de serem, pra mim, o ponto final.
    A ânsia dos evolucionistas de se “construir” o Universo pelo acaso é tão grande que a pressuposição é lei… Até que se prove o contrário, e aí criam outra mentira para crer e seguem num ciclo de fé e negação ao Criador.

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    • Ana Silva says:

      Anderson:

      [Nota: O seu comentário, Anderson, com a referência a “uma lua de Júpiter”, despertou em mim a curiosidade sobre este tema. Eu conhecia a hipótese de Europa, uma das luas de Saturno, ter um oceano interno. Mas desconhecia essa possibilidade para as luas de Júpiter. Fiz uma “pequena” pesquisa (demorou mais tempo do que eu gostaria de admitir, confesso) e o que descobri pode ser usado para demonstrar como funciona a tal “ciência observacional”, em que modelos são criados e depois testados recorrendo a “observações”. Dai este (extenso) comentário (desde já as minhas sinceras desculpas, mas é mesmo muita informação).]

      “E essa “ciência” observacional pode ser base de vossa crença?”

      Pode (embora não seja realmente uma “crença”).

      “É esse o teu mínimo aceitável para acreditar no que dizem?”

      Depende do que o Anderson defende como “mínimo aceitável”. Depende do número de “observações”, da forma como as “observações” são feitas, de as “observações” serem concordantes ou não entre si, e de serem concordantes com os modelos propostos.

      “Eu posso falar que tem um oceano abaixo da crosta de gelo de uma lua de Júpiter, mas se não escavar lá vou acreditar nisso?”

      Depende. Embora sim, na verdade não preciso propriamente de “escavar” para determinar se uma lua tem ou não um oceano interno.

      O Anderson, por acaso, está a falar de Europa, uma das luas de Júpiter? Se sim, o exemplo que dá, Anderson, é em si um exemplo de como funciona a “ciência observacional” acoplada com (o desenvolvimento de) modelos . Os dados sobre Europa, uma lua de Júpiter que tem uma crosta de gelo no exterior e se pensa ter um oceano no interior, resultam de múltiplas observações, usando instrumentos diferentes presentes em diferentes sondas e telescópios (Sondas Voyager, Galileu, Hubble, etc.).

      Por exemplo, os métodos espectrofotométricos usados para confirmar que a lua Europa tem uma crosta de gelo, são os MESMOS usados para determinar a constituição química da água que bebemos. E existem desde meados do século XIX. Ou seja, são métodos muito, mesmo muito fiáveis, testados e confirmados.

      Concluindo: é um dado certo que a lua Europa tem uma crosta de gelo

      A possibilidade de existir um oceano debaixo da crosta de gelo da lua Europa está baseada em (pelo menos) 3 factos. Para lá dos métodos espectrofotométricos que referi, existem os métodos que permitiram determinar oscilações na órbita da lua Europa em torno de Júpiter e as fotografias dos geíseres de gelo (poucas, mas existentes). Todos estes dados apontam fortemente para a existência de um oceano debaixo da crosta de gelo.

      Como é que é possível a existência deste oceano interior? Poderá, em princípio ser explicável pela acção das forças da maré (https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7a_de_mar%C3%A9). A enorme massa de Saturno tem um efeito gravitacional muito forte sobre a muito mais leve lua Europa, efeito esse que “gera” na lua uma grande quantidade de calor. É este calor que impede o congelar completo da água na lua Europa.

      Ou seja, a acção gravítica (vulgo força de maré) de Júpiter sobre Europa também é um ponto muito forte a favor da existência de um oceano interno nesta lua.

      Mas será o oceano interno da lua Europa quimicamente puro? Ou existirão pelo menos sais dissolvidos nas águas desta lua. A disrupção do campo magnético de Júpiter provocado pela lua Europa pode facilmente ser explicada pela existência de um oceano “salgado”. Estes sais seriam um ponto de partida importante para a possibilidade de existência de vida no oceano interior da lua Europa CASO se provasse existirem também moléculas orgânicas.

      Ou talvez o Anderson se esteja a referir a Ganimedes, a maior lua de Júpiter? As mesmas regras indicadas para Europa também se aplicam aqui (com excepção dos geíseres). Os métodos espetrofotométricos indicam a existência de uma crosta de gelo, as oscilações na órbita de Ganimedes em torno de Júpiter indiciam a existência de um oceano interno e a disrupção do campo magnético de Júpiter criada por Ganimedes podem facilmente ser explicadas pela existência de um oceano “salgado”.

      “Descarto todas as outras variáveis que podem ter sido desde “evidências plantadas” até mesmo falha de leitura nos instrumentos?”

      Depende. Quantos instrumentos, quantos métodos diferentes foram usados para se chegar à conclusão de um oceano interno nas luas de Júpiter? Muitos, mesmo muitos.

      Ou, melhor ainda, QUANTAS LUAS são conhecidas com uma crosta de gelo e a possibilidade de terem um oceano interno?

      Na verdade não são apenas as luas Europa e Ganimedes que têm uma crosta de gelo e a forte possibilidade de ter um oceano interno. Existem várias candidatas para esse lugar, luas de Júpiter e, também, de Saturno (Dione, uma lua de Saturno é a mais nova candidata) E, mais uma vez, todas elas analisadas recorrendo a diferentes métodos e diferentes instrumentos.

      O melhor exemplo (e também o mais estudado) de uma lua com um oceano interno é Encélado, uma lua de Saturno. Ao contrário do que acontece com Júpiter e as suas luas, Saturno, os seus anéis e as suas luas têm sido estudados de perto por uma sonda espacial ainda em funcionamento, a sonda Cassini. A sonda Cassini analisou a superfície de Encélado com atenção, tirou fotografias e mediu a sua órbita. Em conjunto todos os dados, obtidos recorrendo a diferentes instrumentos, indiciam fortemente a presença de um oceano interno em Encélado.

      “Ou mesmo que haja água já extrapolo para que se tenha vida?”

      A análise dos geíseres de Encélado, da atmosfera de Encélado e do material que constitui o anel de Saturno mais próximo de Encélado (cuja fonte é a própria lua) levam à conclusão que a água existente no oceano interno desta lua é constituída por sais, moléculas orgânicas e outros elementos importantes para a existência de vida como a conhecemos.

      Portanto, tendo em conta as leis da Física e aquilo que conhecemos sobre a vida no nosso planeta Terra existe a possibilidade (ainda que ínfima) de existir vida (pelo menos) na lua Europa.

      Nota final – Alguns links interessantes sobre este tema (todos em inglês, infelizmente):
      http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?feature=4718
      https://www.nasa.gov/press/2015/march/nasa-s-hubble-observations-suggest-underground-ocean-on-jupiters-largest-moon
      http://www.space.com/25720-jupiter-moon-ganymede-ocean-life.html
      http://www.ibtimes.com/jupiters-moon-ganymede-saturns-moon-enceladus-may-have-massive-underground-oceans-1845968
      http://solarsystem.nasa.gov/europa/evidence.cfm

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    • Ana Silva says:

      Mats e Anderson:

      Postei agora um comentário-resposta ao Anderson sobre as luas de Júpiter e Saturno com oceanos interiores, mas ele não aparece. Foi para o spam?

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  7. Ana, nada do que você escreveu mostra transformações objetivas do tipo “molécula-homem”.
    A verdade das premissas não garantem a verdade da conclusão, lembre-se: V–>F = F

    O que o estudo da Evolução faz é apontar características em comum entre o seres para dizer que transformações ocorreram no passado não observado, mas eu posso utilizar a mesma premissa para uma conclusão diferente da adotada pelos cientistas céticos.

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    • Ana Silva says:

      Narrativa:

      “Ana, nada do que você escreveu mostra transformações objetivas do tipo “molécula-homem”.”

      Pois não. Mas o conceito “transformação do tipo “molécula-homem” é uma espécie de “espantalho”: não existe e nunca existiu. Mas também não foi proposto por ninguém.

      O que foi proposto por cientistas foi o aparecimento GRADUAL de sistemas de moléculas cada vez mais complexos até ao aparecimento de seres unicelulares e (depois) a organização de células em colónias celulares cada vez mais diferenciadas até ao surgimento de seres multicelulares precursores de animais, fungos e plantas.

      “O que o estudo da Evolução faz é apontar características em comum entre o seres para dizer que transformações ocorreram no passado não observado, mas eu posso utilizar a mesma premissa para uma conclusão diferente da adotada pelos cientistas céticos.”

      Pois pode, Narrativa. A questão importante é que o “estudo da Evolução” relaciona entre si essas “características apontadas” e apresenta uma justificação coordenada para essas “características apontadas” que explica as “características apontadas” e a relação entre elas, respondendo a perguntas como “quem”, “como, “quando”, “onde” e “porquê”.

      Se a sua premissa, Narrativa, lhe permite fazer o mesmo, então você está a ser cientista, está a fazer “ciência”.

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Todos os comentários contendo demagogia, insultos, blasfémias, alegações fora do contexto, "deus" em vez de Deus, "bíblia" em vez de "Bíblia", só links e pura idiotice, serão apagados. Se vais comentar, primeiro vê se o que vais dizer tem alguma coisa em comum com o que está a ser discutido. Se não tem (e se não justificares o comentário fora do contexto) então nem te dês ao trabalho.

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