A fé dos cientistas

A ciência propriamente dita assume pelo menos 4 coisas:

1. A uniformidade da natureza, que leva os cientistas a assumir que o futuro vai ser como o passado (o que permite fazer previsões cientificas). Dizer que o futuro vai ser como o passado porque “sempre foi assim” é assumir o que tem que se provar.

2. A constância das leis da natureza, que permite assumir que estas leis operam essencialmente da mesma forma em todo o universo. Devido a esta fé, é possível aplicar o conhecimento da ciência atómica aos corpos celestiais visto a análise presencial estar impossibilitada devido às distâncias.

3. A capacidade humana de entender o universo, que permite assumir que todo o fenómeno natural tem uma explicação, e que a mente humana pode entender essa explicação. Se Deus não existe, não há motivo para assumir isto visto que, dentro do paradigma ateísta, a mente humana “evoluiu” para nada mais que caçar e procriar (não para estudar as estrelas ou fazer outro tipo de actividade que não esteja directamente relacionada com a procriação ou nutrição).

4. A fiabilidade da Lógica. A ciência não ‘prova’ as leis da lógica: a ciência assume-as e usa-as para provar tudo o resto. Usar a lógica para provar a lógica é uma falácia.

O ateísmo, ao negar a auto-evidente existência do Deus dos Cristãos, encontra-se em oposição a tudo isto visto que se Deus não existe, não há Fundamento e nem Explicação para a uniformidade da natureza, nem para a fiabilidade da Lógica, e muito menos para a fé de que a mente humana tem a capacidade de entender o universo.

Advertisements

About Mats

"Contempla agora o Beemoth, que Eu fiz contigo, que come a erva como o boi." (Job 40:15)
This entry was posted in Biologia and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink.

5 Responses to A fé dos cientistas

  1. Cícero says:

    Os ateus ignoram; mas a própria mente inteligível deles é parte da revelação de Deus, testemunhando contra sua defesa irracionalista ilógica sem causas inteligíveis, do mundo e da vida originadas do nada, acidentes, caos e acaso às cegas.
    Sem o controle soberano do universo e a revelação de Deus a nós, não saberíamos absolutamente nada e ficaríamos numa total ignorância e caos.
    Os céticos pressupõem e aplicam, mesmo inconscientemente (ou até sabendo!) os princípios básicos da cosmovisão teísta cristã para entender o mundo.

    Like

    • Mats says:

      O Ichthyornis dispar era muito semelhante a uma ave marinha, mas com os dentes afiados de um dinossauro.

      lol

      Como sempre.

      Like

  2. Ana Silva says:

    “A ciência não ‘prova’ as leis da lógica: a ciência assume-as e usa-as para provar tudo o resto. Usar a lógica para provar a lógica é uma falácia.”

    Como assim?

    A lógica é (dito de uma forma muito simplista) um conjunto de técnicas de argumentação usadas com o objectivo de estabelecer uma relação com significado entre duas afirmações distintas. Por exemplo, o autor do texto postado faz uma construção lógica, recorrendo às regras da lógica, para tentar demonstrar que a ciência prova a existência de Deus, e que, como consequência ciência e ateísmo são antagónicos.

    Existe uma certa ironia, que acredito possa ter passado despercebida ao autor do texto postado, no facto de ele recorrer à lógica para tentar demonstrar que a ciência (ab)usa a lógica!:
    É que, desta forma, “[o autor do texto] não ‘prova’ as leis da lógica: [o autor do texto] assume-as e usa-as para provar tudo o resto.” Desta forma, TAL como a ciência e TAL como os cientistas, o autor do texto NÃO USA “a lógica para provar a lógica”. O autor do texto usa a lógica (apenas) para argumentar e tentar demonstrar a veracidade do seu argumento.

    E faz muito bem, claro.

    Porque é exactamente para isso que a lógica serve! 🙂

    “A ciência propriamente dita assume pelo menos 4 coisas.”

    Na verdade, não. “A ciência propriamente dita” não “assume” nada. A ciência, como todas as actividades humanas, trabalha sobre pressupostos. Ou seja a ciência tem “pontos de partida” e a ciência tem “regras de funcionamento”.

    “A capacidade humana de entender o universo” não é exactamente uma “capacidade”. Na verdade ela resulta da nossa feroz tendência para estabelecer padrões (basta lembrar o Teste de Rorschach dos borrões de tinta) e a nossa tenaz tendência para ordenar por classes (ou seja, para classificar) tudo o que observamos. Ambas estas características são tipicamente humanas. São também essenciais para a nossa sobrevivência em ambientes mais “selvagens”. Estabelecer padrões permitem-nos reconhecer animais e plantas. Classificar/organizar permite-nos determinar “no impulso do momento” (ou seja, imediatamente, quando os vemos) se esses animais ou plantas são comestíveis ou tóxicos ou perigosos. Por exemplo.

    Quando se estabelece uma “lei natural” está-se a reconhecer um padrão, nada mais. Quando é apresentada uma teoria científica está-se a organizar (classificar, etc.) o conhecimento. Literalmente estamos a fazer ciência fazendo uso de capacidades que foram fundamentais para a sobrevivência dos nossos antepassados.

    Portanto, quando o autor do texto postado diz que “dentro do paradigma ateísta, a mente humana “evoluiu” para nada mais que caçar e procriar”, o autor esquece-se que nós usamos as mesmas capacidades para “estudar as estrelas ou fazer outro tipo de actividade” que os nossos antepassados usavam para sobreviver, “caçando e procriando”. Usamos as MESMAS capacidades, mas para fins DIFERENTES. Que esses “fins” estejam ou não “directamente relacionados” entre si torna-se, assim, irrelevante.

    Quando o autor do texto postado se refere à “uniformidade da natureza” e à constância das leis da natureza” está, na verdade, a referir-se a uma só coisa. O Homem, pela sua natureza, procura padrões. As “leis da natureza” registam e descrevem padrões que o homem reconhece ao observar os fenómenos naturais. E, aparentemente, o que detectamos é que as “leis naturais” se parecem aplicar de uma forma consistente e uniforme relativamente a tudo o que observamos.

    Poderá a uniformidade e constância do universo ser uma indicação da existência do Divino? Quem sabe. Pode ser um indício, porque não. Mas isso é uma questão teológica, não científica. A ciência não prova nem deixa de provar o Divino.

    Nota:
    Movido pela sua vontade de provar a veracidade da sua argumentação, o autor do texto postado apresenta um exemplo que não se aplica no seu caso em concreto. É o exemplo da aplicação “da ciência atómica aos corpos celestiais”.

    A aplicação “da ciência atómica aos corpos celestiais” NÃO é uma questão “de fé”. Os ÁTOMOS são tão pequenos que são INVISÍVEIS para nós. Nós NÃO conseguimos VER átomos, quer eles estejam em outros “corpos celestiais”, quer eles estejam “mesmo à frente do nosso nariz”. Onde quer que eles estejam, nós detectamos os átomos pela luz que eles emitem. Dito de uma forma mais científica, nós usamos técnicas de espectroscopia para determinarmos que e quantos átomos estão aonde.

    É um facto que cada elemento químico tem uma “impressão digital” própria, o seu “espectro de emissão”. Descrito de uma forma simplista, o espectro de emissão é uma barra preta com risquinhas coloridas. O espectro de emissão do oxigénio é sempre o mesmo, é único, e é diferente do espectro de emissão de qualquer outro elemento químico. Se for feita a espectroscopia de uma estrela e o espectro apresentar uma risca típica do oxigénio, porque não concluir que essa estrela tem oxigénio na sua constituição? É explicação mais simples, até.

    Padrões, tudo padrões.

    E depois há o exemplo do hélio. De todos os elementos químicos descobertos pelo seu espectro de emissão, o hélio tem a história mais peculiar. O próprio nome “hélio” diz tudo: “hélio”, do grego “sol”. Porque o hélio foi descoberto pela primeira vez a partir da análise do espectro do Sol. E quando finalmente o hélio foi isolado na Terra o seu espectro era igualzinho, igualzinho ao espectro do hélio do Sol.

    De certa forma a descoberta do hélio prova que a constância e a uniformidade do universo parece ser apenas algo que está de acordo com aquilo que vemos. A ciência não tem de se apoiar forçosamente nisso. Pura e simplesmente é o que observamos.

    Like

  3. Darcy says:

    Mats e amigos aí do outro lado do Atlântico, Passando (embora bem atrasado) só para avisar (agora apenas do quase término) da semana de palestras com Michelson Borges, jornalista brasileiro, administrador do blogue “Criacionismo.com” (Brasil). Em Lisboa (IASD, central – endereço no link):
    http://www.iasdcentral.org
    Grande abraço!

    Like

Todos os comentários contendo demagogia, insultos, blasfémias, alegações fora do contexto, "deus" em vez de Deus, "bíblia" em vez de "Bíblia", só links e pura idiotice, serão apagados. Se vais comentar, primeiro vê se o que vais dizer tem alguma coisa em comum com o que está a ser discutido. Se não tem (e se não justificares o comentário fora do contexto) então nem te dês ao trabalho.

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out /  Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out /  Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out /  Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out /  Change )

Connecting to %s