O mito de que os cientistas estão sempre prontos a abandonar as suas teorias se as evidências assim o exigirem.

Fonte

Durante os últimos dias um escândalo tem assolado a ciência política. Um aluno de pós-graduação da UCLA, Michael LaCour, parece ter falsificado os dados que são a base dum artigo que ele publicou para o altamente prestigiada revista científica com o nome de Science. Já examinei um segundo artigo também feito por LaCour, e tal como irei explicar, estou convencido que este também é o produto de resultados falsificados.

Michael_LaCour.wO artigo na Science alegadamente mostrou que a prospecção personalizada, porta-a-porta, é eficaz na alteração dos pontos de vista políticos. LaCour e o seu co-autor, Don Green da “Columbia University”, alistaram membros duma organização lgbt da UCLA para entrarem em contacto com os votantes que haviam indicado previamente (numa pesquisa) que eram contra o “casamento” homossexual.

O artigo mostra, com base em pesquisas posteriores, que a prospecção porta-a-porta levada a cabo pelos membros do grupo lgbt havia tido um efeito significativo na mudança dos pontos de vista de contra para a favor do “casamento” homossexual.

No entanto, dois estudantes da UC Berkeley tiveram dificuldades em replicar o estudo. Eles entraram em contacto com a empresa privada com a qual LaCour havia comissionado para levar a cabo a pesquisa, mas a empresa disse que não tinha levado a cabo tal pesquisa. LaCour tinha também revelado o nome dum funcionário da firma com quem ele alegadamente tinha trabalhado, mas a firma disse que os seus registos não tinham um funcionário com esse nome.

Depois de confrontar o seu co-autor, Green pediu que a Science retraia o artigo. LaCour, no entanto, continua a defender a veracidade dos seus resultados. Deparados com este dilema, a Science ainda não se retraiu do artigo.

Isto resume de forma gráfica se a ciência actual está mais preocupada com o método científico do que com a profissão científica. Uma “expressão editorial de preocupação” não é o suficiente. Não foi possível replicar o estudo, e existem evidências de que o primeiro estudo não é legítimo.

Logo, uma publicação reputada, que está preocupada com o método cientifico, iria retrair o estudo imediatamente, e comprometer-se a publicado no futuro se forem apresentadas evidências. Claramente a Science não está preocupada com a ciência, especialmente se levarmos em conta que o homem que desenvolveu o método que o pesquisador utilizou veio a público colocar-se contra a legitimidade do trabalho de LaCour.

Acho que a maior parte das evidências sugerem que LaCour falsificou pelo menos alguns dos resultados do segundo artigo. Não só eu estaria disposto a apostar nesta conclusão, como estaria disposto a dar-lhe uma probabilidade e 10:1. Mas mesmo assim, não tenho a certeza. e estaria hesitante em dar-lhe probabilidades na ordem de 100:1. E eu recusaria dar-lhe probabilidades na ordem dos 1,000:1

Mesmo assim, estou certo que LaCour falsificou os resultados do artigo original – aquele que foi publicado na Science. Prevejo que a UCLA se recuse a conferir-lhe o PhD e prevejo que Princeton se retraia na oferta do cargo de professor-assistente que lhe havia oferecido. Prevejo que UCLA ou Princeton ou ambas irão levar a cabo uma investigação. Suspeito que irão descobrir que ele falsificou os resultados de mais do que um artigo, e não só de um.

Mas a parte mais condenatória, principalmente no que toca à credibilidade da Science, é a seguinte observação:

É muito raro que cientistas políticos tenham os seus resultados mencionados lado a lado com as ciências “exacta”.

Então, porque é que este artigo foi seleccionado para uma publicação tão pouco usual?

Modificado a partir do original – http://goo.gl/D9JX6m

* * * * * * *

Não só a Science publicou um artigo bem fora do seu admitido contexto científico, como nem se deu ao trabalho de analisar os dados e as fontes, e apurar a veracidade do estudo. Como se isso não fosse suficiente, viemos a saber que pelo menos o artigo original teve resultados falsificados, mas mesmo assim, a Science não se retraiu em relação ao artigo.

Para mostrar de forma ainda mais total e óbvia como as grandes publicações científicas estão mais dedicadas a proteger as profissões científicas e não o método cientifico, ficamos a saber agora que o mesmo autor que a Science publicou, falsificou o seu Curriculum Vitae.

Três erros crassos daquela que é uma das maiores revistas cientificas no mundo. Mas, na opinião do evolucionista comum, este é o mundo que deve ser a base de julgamento para o resto da sociedade.

E se por acaso este mundo – que aceita dados falsos, que não se retrai, e que cita “estudos” que não estão de maneira alguma associados ao que é normal na revista – rejeitar uma teoria como o criacionismo, então todos nós temos que aceitar o que este mundo diz que é a verdade absoluta.

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As Pedras de Ica são falsas ou genuínas?

Por Dr Dennis Swift

A Fortean Times publicou um artigo sobre as Pedras de Ica por parte de Filip Coppens, com o título de “Jurassic Library” e nele, Filip qualifica as Pedras de Ica como fraudes levadas a cabo por Javier Cabrera e esculpidas por Basilio Uschuya para a indústria de turismo. (1)

Dinossauro_Triceratops_Pedra_IcaOs criacionistas têm apresentado a ideia das Pedras de Ica como evidência prima facie de que os dinossauros e o homem viveram lado a lado. As pedras retratam dinossauros de forma tão vívidamente detalhada que os paleontólogos ficam pálidos perante as perturbadoras representações de dinossauros.

Será que Filip Coppens está certo na sua alegação de que as pedras são falsificações, ou será ele ignorou de forma  descarada os factos e inadvertidamente propagou informação errónea e em segunda mão sobre as pedras? Qualquer investigação em torno da autenticidade ds pedras deveria ter início nos factos. A história e a análise científica das pedras tem que ser levada em conta antes delas serem colocadas à parte como bugigangas turísticas.

A primeira menção feita às pedras chega-nos dum padre Espanhol que viajava pela região de Ica no ano de 1535. (2) O Padre Simão, um missionário Jesuíta, acompanhou Pizarro por toda a costa Peruana e registou o seu espanto ao observar as pedras. Em 1562, exploradores Espanhóis enviaram algumas dessas pedras para a Espanha.

O cronista Índio, Juan de Santa Cruz Pachacuti Llamqui, escreveu que por altura dos Inca Pachacutec, muitas pedras gravadas foram encontradas no reino de Chincha em Chimchayunga que se chamava Manco. (3) Chinchayunga era conhecida como a parte baixa da costa central do Peru, que é onde Ica se encontra localizada hoje.

O pai de Javier Cabrera, Dom Pedro, tinha cerca de 9 anos em 1906, quando testemunhou o seu pai a escavar fora de Ica e a descobrir três ou quatro pedras nos túmulos. O avô de Javier Cabrera, tal como muitos outros Peruanos ricos, tinha uma extensa colecção de artefactos pré-Colombianos. As três ou quatro pedras gravadas foram roubadas ou foram perdidas muito antes de Javier Cabrera ter nascido em 1926. (4)

Em 1936, camponeses a arar os campos fora de Ica, em Salas, descobriram uma única pedra. As autoridades atribuíram a gravação das pedras aos Incas porque, na região de Salas, a maior parte da cerâmica, dos têxteis e das múmias estavam associados aos Incas.

Os primeiros coleccionadores foram Carlos e Pablo Soldi, que eram donos da plantação em Ocucaje. Em 1955 foram escavadas pedras dos túmulos que se encontravam dentro da sua propriedade. Pablo e Carlos soldi começaram a comprar outras pedras que haviam sido encontradas pelos huaqueros de Ocucaje.

Os irmãos Soldi foram testemunhas das pedras estarem a ser escavadas juntamente com as múmias e com outros artefactos que se encontravam na sua propriedade, e eles foram os primeiros a reconhecer a importância científica das pedras. Devido a isto, eles requisitaram que fossem levados testes oficiais às mesmas.

Herman Buse dá o testemunho de que Pablo Soldi disse, “a camada espessa de salitre a cobrir os espécimes principais só pode ser explicada através do decorrer dum tempo considerável.” Arqueólogos Peruanos foram convidados a escavar na plantação ou a testemunhar em primeira mão o local de onde vieram as pedras, mas eles não aproveitaram a oportunidade.

Eventualmente, Carlos e Pablo tinham consigo uma colecção enorme de pedras gravadas; eles eram apaixonados pela arqueologia e dedicaram-se a preservar as pedras para os museus do Peru.

Em 1967 os irmãos Soldi entraram em contacto com o Dr Cabrera para que este comprasse a maior parte da sua colecção. Cabrera estava curioso mas céptico porque as pedras exibiam imagens de cirurgias ao coração, Índios a olhar para o céu com telescópios, e dinossauros.

Depois de examinar a colecção, ele apercebeu-se que a mesma era composta por antiguidades dum passado remoto e com imensa importância científica. Os irmãos Soldi venderam-lhe as 341 pedras por uns ridículos $7,000 Sois Peruanos – cerca de 45 dólares Americanos. Javier fez com que as pedras fossem guardadas num dos quartos da sua mansão Espanhola.

No final da década 50, o Comandante Elias, curador do Museu Naval de Callao até 1973, adquiriu pedras aos huaqueros incluindo algumas que ainda existiam em Ocucaje. Existiam depósitos de pedras que haviam sido encontrados há cerca de 20 milhas a sul-sudoeste de Ica, perto de Ocuaje e do Rio Ica.

As pedras foram documentadas como havendo sido descobertas em cavernas e em sepulturas. O Comandante Elias era um homem com um interesse ardente pela arqueologia, e ele, por volta de 1973, tinha aproximadamente 300 pedras em exposição no Museu Naval.

O Museu Regional de Ica tinha algumas poucas pedras extraídas dos túmulos em redor de Ica; Carlos e Pablo Soldi tentaram preservar as pedras para os museus do Peru. Carlos morreu em 1967 e Pablo em 1968; 114 das pedras foram dadas ao Museu Regional de Ica. Algumas destas pedras encontravam-se em exibição pública no Museu de Ica durante a década 60.

O Coronel Omar Chioino Carraza, que era o Director do Museu Aeronáutico Peruano, não tiinha dúvidas em relação à autenticidade das pedras. Depois dos testes oficiais, em 1974 Carraza declarou:

Parece-me certo…que elas [as pedras] são uma mensagem que nos chega dum povo cuja memória foi perdida pela História. Elas foram gravadas há vários milhares de anos atrás. Há já muito tempo que são conhecidas no Peru, e o meu museu tem mais de 400 delas.

A colecção do Museu Aeronáutico Nacional de pedras gravadas, que exibem dinossauros, foi adquirida em várias localizações por todo o Peru. Muito pouco destas pedras eram de Ocucaje. Herman Buse revelou que no ano de 1961 houve uma enchente do Rio Ica, e uma enorme quantidade de pedras gravadas foi descoberta. Os huaqueros (saqueadores de túmulos) venderam muitas delas aos museus e aos irmãos Soldi. (5)

No início da década 60, o arquitecto Santiago Agurto Calvo, antigo reitor da Universidade Nacional de Engenharia, tinha uma crescente colecção de pedras gravadas mas ele nunca deu nenhuma das suas pedras ao Museu Ica. A família Calvo ainda tem consigo essa colecção de pedras, e elas estão armazenadas.

Calvo publicou um artigo para o  Jornal “El Comercio” de Lima falando das coisas fantásticas que se encontram gravadas nas pedras, (6)  para além de ter submetido as pedras a uma análise num laboratório científico na Universidade Nacional de Engenharia e na Companhia de Exploração Mineira Maurico Hochshild.

O arqueólogo Alejandro Pezzia Asserto, que se encontrava no comando das investigações arqueológicas na provícia cultural da Ica e era curador do Museu Ica, dirigiu as escavações oficiais nos antigos cemitérios de Paracas e Ica, Max Uhle e Toma Luz.

Em duas ocasiões distintas, foram excavadas pedras gravadas provenientes de túmulos Índios pré-Hispânicos datados de 400 AC a 700 AD. As pedras gravadas encontravam-se incorporadas nos lados da câmara mortuária das túmulos e junto às múmias.

Alejandro Pezzia Asserto era um arqueólogo do Departamento Arqueológico Nacional do Peru, e em 1968 ele publicou o seu trabalho com desenhos e descrições de pedras que tinham uma lhama de cinco dedos, que era suposta estar extinta há mais de 40 milhões de anos. (7) Outras pedras tinham peixes que alegadamente se encontravam extintos há mais de 100 milhões de anos, e áves em pleno vôo. Estas pedras passaram a estar na posse do Museu Ica como parte da Colecção Colca.

Em 1966, Felix Llosa Romero presenteou Javier Cabrera com uma pedra com uma forma oval; num dos lados estava gravada uma espécie de peixe que era suposta estar extinta há milhões de anos. A pedra dada a Javier era uma que havia sido escavada nas túmulos de Max Uhle e Toma Luz nas áreas perto de Ocucaje.

O Dr. Cabrera disse-me que o presente da pedra desencadeou a sua memória para o ano de 1936, e para algo semelhante que ele havia visto numa pedra gravada quando ele tinha cerca de 10 anos de idade. Javier tinha uma lucrativa carreira como uma distinto doutor de medicina, e ele era o fundador da Universidade Nacional “San Luis Gonzaga” de Ica, para além de ter fundado a “Casa de Cultura” de Ica como forma de investigar cientificamente e preservar as pedras gravadas.

Eu ouvi falar das estranhas pedras gravadas no princípio dos anos 70; fiquei intrigado com as notícias periódicas em jornais obscuros e revistas que falavam da Colecção Cabrera. Ocasionalmente, programas televisivos nocturnos que falavam de antigos astronautas ou mistérios sem-explicação exibiam filmagens do Dr Cabrera e das pedras.

Entrei em contacto com o Dr Cabrera e troquei correspondência com ele, mantendo um interesse pelas pedras nos anos que se seguiram. Passei anos a estudar as pedras e trouxe comigo 20 delas durante as seis expedições que fiz ao Peru.

Fiquei fascinado com o artigo de Filip Coppens, presente no Fortean Times, com o título de “Jurassic Library”. Era óbvio que ele não tinha conhecimento em primeira mão das pedras e dependia mais de informação que era enganadora e errónea. Ele começa o seu artigo dizendo, “A nossa história tem vários inícios possíveis…”. Eu sugiro que o início tem que ser a verdade e a história factual, e não o rumor ou o entretenimento.

Coppens diz que o museu privado de Cabrera inclui uma colecção de pedras que pertenciam ao seu pai. Isto não é verdade, tal como demonstrei a partir das entrevistas com a família do Dr Cabrera e com o próprio. O nome do pai do Dr Cabrera não era “Bolivia” e ele não recolheu um número de pedras a partir das plantações familiares no final da década 30.

Testes às pedras

Qualquer relato imparcial das pedras tem que lidar com os estudos científicos que foram levados a cabo nas mesmas. No seu artigo, Coppens leva as pessoas a acreditar que os vários testes levados a cabo às pedras foram inconclusivos ou que as pedras tinham pátina sobre elas mas não nas ranhuras. Ele chega a sugerir que Javier Cabrera havia acrescentado que “o revestimento da oxidação natural também cobre as incisões.”

Já vi relatórios provenientes da Universidade Nacional de Engenharia, da Universidade de Bona, e da Companhia de Exploração Mineira Maurico Hochshild de Lima (Peru). Em 1967,  Dr Cabrera escolheu 33 pedras da sua colecção e enviou-as à companhia Mineira Mauricio Hochshild. O laboratório enviou de volta uma análise assinada pelo geólogo Eric Wolf, e o documento declara:

As pedras encontram-se cobertas com pátina fina da oxidação natural, que também cobre as ranhuras, através do qual a idade pode ser deduzida….
Eric Wolf, Lima (Peru), 1967.

O Dr Cabrera não acrescentou nada em relação à oxidação das ranhuras; isso fazia parte do relatório do laboratório.

No dia 28 de Janeiro de 1969 o Dr Cabrera recebeu os resultados dos testes de laboratório levados a cabo pelo Professor Frenchen, da Universidade de Bona, e o mesmo confirmou o relatório anterior:

As pedras eram andesitas e estavam cobertas com uma pátina ou membrana de oxidação natural que também cobria as gravuras.

Em 1966, Santiago Agurto Calvo submeteu algumas das suas pedras a um laboratório na Universidade Nacional de Engenharia de Peru. As conclusões dos testes levam-nos inequivocamente a concluir que as pedras são de origem pré-Hispânica.

Joseph F. Blumrich, que era um proeminente cientista da NASA e que desenvolveu o design do míssel Saturn V e trabalhou no design do Skylab, também estudou as pedras. O Dr Blumrich escreveu que as pedras, segundo os testes de laboratório, eram autênticas e que “não existem dúvidas nenhumas na minha mente em relação à autenticidade destas imagens.”

Parece que Filip Coppens fez pouca pesquisa em relação às Pedras de Ica. O seu artigo está repleto de erros e anedotas fictícias. De facto, Coppens escreve que “alegar em favor das origens genuínas das pedras coloca Cabrera no mesmo grupo dos Von Danikenitas, o que é ao mesmo tempo irónico e cómico visto que o próprio Von Daniken já escreveu a dizer que acredita que as pedras quase de certeza que eram falsas.”

Na verdade, Erich Von Daniken nunca acreditou que as pedras eram falsificações. Erich Von Daniken tinha uma pedra, proveniente de Basilio, e outra proveniente do próprio  Cabrera. Nas palavras de Von Daniken:

Através dum microscópio poderiam-se ver ranhuras com ângulação perfeita e limpas nas novas pedras, enquanto que a olho nu se poderiam ver microorganismos nas ranhuras das pedras de Cabrera. (8)

Coppens sabe muito bem que Von Daniken acreditava que a Colecção de Cabrera era genuína, e Filip já viu fotos tiradas às análises microscópicas de Von Daniken. Essas fotos mostram claramente mostram que não há pátina nas ranhuras das falsificações de Basilio enquanto há uma oxidação forte nas ranhuras da pedra de Cabrera.

Qualquer investigação científica académica teria revelado os outros testes feitos às pedras. Ryan Drum, um biólogo Americano, trouxe duas pedras para os Estados Unidos e levou a cabo estudos microscópicos a elas:

Examinei as pedras com ampliação de 30 e de 60 num microscópio estéreo, e não encontrei marcas óbvias de polimento ou esmerilhamento…..(9)

Robert Charroux também fez testes às pedras, e os resultados revelaram que não havia evidências de ferramentas rotativas a serem usadas para fazer as pedras:

Isso estabeleceu uma coisa de forma clara: os desenhos sobre as Pedras de Ica não foram feitas no nosso tempo com uma ferramenta eléctrica. (10)

Coppens faz-se acompanhar do apoio de Neil Steede, que faz trabalho arqueológico. Bill Cote produziu um vídeo com o nome de “Jurassic Art” com Neil Steede como pesquisador. Nesse vídeo, Steede, a usar bifocais, olha para as rochas que se encontram no Museu de Cabrera e diz com confiança, “As pedras têm pátina, mas não há pátina nas ranhuras.”

Isto é ciência ou é especulação? Será que Steede tem visão raio-X? Porque é que os laboratórios com microscópios estereoscópicos revelaram exactamente o contrário? Será que este tipo de pesquisa é profissional? É o artigo de Coppens um relato informado ou algo que deveria aparecer no National Enquirer? Neil Steede, por sua própria admissão, demonstra que é legalmente cego.

Coppens declara que os investigadores alegam que lhes foi proibido o acesso à Colecção Colca no Museu de Ica. O autor viu recusada a permissão por cinco ocasiões separadas e as autoridades do museu negam a existência de qualquer tipo de pedras na sua colecção. Uma equipa de filmagens da National Geographic também viu negado o seu pedido de acesso à Colecção Colca.

No vídeo “Jurassic Art”, Neil Steede inflexivelmente proclamou que esta Colecção Colca era autêntica, e concluiu que estas “pedras claramente autênticas mostram uma obra mais fina e têm menos cortes que as pedras de Cabrera.” Já colocaram os vossos [óculos] cépticos? Tragam para fora o vosso detector de mentiras! De que forma é que Neil foi capaz de ver o quão profundos eram os cortes olhando para os mesmos com bifocais?

No dia 6 de Abril de 2002, eu finalmente recebi permissão para ver a Colecção de Colca. Foi-me dito “Não, não há pedras armazenadas lá em cima. Señor, você está confuso.” Depois de evidências suficientes terem sido apresentadas, então eles disseram, “Sim, nós temos as pedras, mas ninguém tem permissão para as ver. Elas não se encontram disponíveis para exposição pública.”

Eu continuei com os meus apelos e fui ignorado até que Jesus Cabel Moscoso, Director do Departamento de Cultura para a Província de Ica, ter intervido e me ter dado permissão para analisar cientificamente a colecção.

O processo foi restrito por parte das autoridades do Museu de Ica porque eles não iriam permitir que mais do que três pedras fossem fotografadas. Eles pensaram que me poderiam parar cobrando-me somas ridículas de dinheiro mas eu concordei em pagar o preço. Não pude fotografar um grupo de pedras, mas pude olhar e medir as pedras.

Existem aproximadamente 121 pedras na Colecção Colca; um inventário exacto foi impedido por parte dos oficiais do museu. As pedras variam de tamanho de três polegadas [cerca de 7,6 centímetros] de comprimento e duas polegadas de largura, para doze polegadas de comprimento e doze de largura.

O peso varia de algumas onças até quinze libras [cerca de 6,8 quilos]. Isto é consistente com as pedras de Cabrera em termos de peso e do tipo de pedras: andesitas e pedras fluviais. As pedras da Colecção Colca e as pedras da Colecção Cabrera são o mesmo tipo de pedras, a contrário do que Steede disse.

As pedras que se encontram na Colecção Colca variam em perícia artesanal de primitivas para arte de qualidade elevada. Isto é o que se passa nas pedras de Cabrera, desde desenhos crudes e rústicos para pedras que fariam com que Miguel Ângelo corasse devido ao detalhe e devido às bonitas ornamentações. As ranhuras das pedras da Colecção Colca têm entre menos de 1/16 duma polegada em termos de profundidade, até um pouco mais de 1/16 de uma polegada.

As pedras têm, simultaneamente, ranhuras e estilos de baixo-relevo, onde as representações são elevadas acima da superfície da pedra. A Colecção Cabrera tem tipos idênticos de pedras. Neste ponto, as pedras da Colecção Colca e as pedras da Colecção Cabrera são indistinguíveis.

A Colecção Cabrera tem pedras com um polimento enegrecido mas eu não encontrei pedras com este polimento enegrecido nas pedras da Colecção Colca. A Colecção Cabrera tem pedras que são lisas, tal como acontece com a Colecção Colca.

A minha examinação das Colecção Colca foi abruptamente terminada porque eu comecei a revelar o meu conhecimento histórico em relação às pedras:

1. Que 114 das pedras haviam sido dadas ao museu por parte dos irmãos Soldi.
2. Que Alejandro Pezzia Asserto havia dado três pedras ao museu.
3. Que o Dr Javier Cabrera havia dado algumas pedras ao museu.

Neil Steede encontra-se encurralado dentro dum trilema. Ao autenticar a Colecção Colca, ele autenticou também a Colecção Cabrera. Alguns dos tipos idênticos de pedras encontram-se no Museu de Ica e no Museu Cabrera provenientes das mesmas fontes. Neil Steede tem também que rejeitar os seus próprios testes feitos às pedras e à madeira da Colecção Cabrera. A madeira e as amostras de alcatrão raspadas das pedras foram datadas com 2,000 anos.

Uma má-concepção popular é que o material negro esfregado às pedras de Cabrera é material para polir sapatos, mas na verdade, é uma substância alcatruosa proveniente dos poços de alcatrão que se encontram a sul de Ocucaje. Coppens diz:

Mesmo que assumamos que as pedras são autênticas e têm milhões de anos [sic], elas não têm necessariamente o tipo de informação que Cabrera alega; os transplantes de coração e de cérebro podem muito bem ser mutilações ou actos de canibalismo.

Tal declaração revela que Coppens nunca esteve no Museu Cabrera ou nunca estudou as pedras. O Dr E. Stanton Maxey, Membro da “American College of Surgeons” diz:

Nas fotos das esculturas em pedra, exibindo uma cirurgia cardíaca, o detalhe é claro: os sete vasos sanguíneos a sair do coração estão copiados de forma exacta. Todo este aparato parece uma operação cardíaca, e os cirurgiões parecem estar a usar técnicas que estão de acordo com o nosso conhecimento moderno.

Em 1972, o Peruvian Times escreveu um artigo em relação às pedras, onde eles concluíram dizendo, “elas têm imagens claras de operações que os cirurgiões do século 20 só agora estão a contemplar”. (11)

Coppens revela uma ignorância em relação ao quão avançados os antigos Peruanos eram. R.L. Moodie, o grande paleopatologista, resumiu desta forma o seu estudo da antiga cirurgia Peruana:

Acredito que está certo declarar que nenhuma raça de povos antiga ou primitiva em qualquer parte do mundo havia desenvolvido um tal campo de conhecimento cirúrgico tal como o tinham feito os Peruanos Pré-Colombianos. As suas tentativas cirúrgicas são realmente espantosas, e incluem amputações, excisões, trepanações, enfaixamento, transplantes de ossos, cauterização e outros procedimentos menos evidentes. (12)

Existem evidências suficientes que mostram que os antigos Peruanos envolveram-se com a cirurgia cerebral, com cesarianas, e com tratamentos para algumas doenças que ainda confundem a ciência moderna. Existe um crescente corpo de evidências em favor da tese de que eles levaram a cabo operações ao coração. O meu próximo livro, “The Mystery of the Ica Stones and Nazca Lines: Proofs That Dinosaurs and Man Lived Together,” cobre de forma exaustiva esta dimensão de cirurgia avançada entre os povos Pré-Colombianos.

Os Dinossauros

O debate em torno do facto das pedras exibirem dinossauros com espinhos dérmicos e muitos outros traços anatómicos que só recentemente foram descobertos pelos   paleontólogos, é perturbador. Coppens tenta justificar a origem das pedras através dum explicação alternativa.

Ele postula que, se forem autênticas, isto podem ser “representações votivas por parte do shamã da tribo……Será que não é possível que um shamã tenha apanhado um osso de dinossauro, entrado num transe em ligação com  antigo dono do ossos, e tenha visto a era dos dinossauros numa visão?” Quem disse que os jornalistas não acreditam em milagres?

O enigma em torno das pedras de Ica tem que ser resolvido com pesquisas científicas robustas e não com alegações sem fundamento que se encontram contra a lógica. Se a alucinogénica bebida de cactos, induzida pelas drogas, com o nome de San Pedro pode causar a que se veja o Jurássico, então todo o paleontólogo tem que ter uma mente alterada, e não uma qualificação universitária. Sherlock Holmes disse:

Quando se eliminou o impossível, o que quer que reste, por mais improvável que seja, tem que ser a verdade.

A verdade parece ser que os povos Pré-Colombianos viram dinossauros.

Basilio Uschuya

Basilio_UschuyaSempre que as pedras de Ica são mencionadas, é alegado que Basilio Uschuya é o falsificador. Eu já conheço o Basilio há muitos anos, e visitei-o em Ocucaje por diversas vezes. Basilio é um Peruano pobre e sem educação, que tem estado no centro do turbilhão em torno da autenticidade das pedras de Ica. Basilio vive num barraco de chão sujo sem qualquer tipo de engenho moderno. Ele não tem televisão, gerador eléctrico e vive com cerca de 20 dólares por mês.

Existem algumas características curiosas em relação a Basilio. Se por acaso tu chegas a Ocucaje com uma equipa televisiva e uma câmara, então ele passar a ser um showman por excelência. Com as câmaras a gravar, ele dirá que ele fez as pedras para Cabrera, e fará uma demonstração com um pedaço de lâmina de serra de como ele fez as pedras. Basilio dará um sorriso bem dentado e aceitará qualquer tipo de pagamento oferecido pelos seus serviços.

Com o passar dos anos, à medida que fui criando amizade com Basilio, ele foi-se abrindo mais e revelando o porquê dele fazer este papel para os programas de televisão. Primeiro, isto faz com que ele ganhe alguns dólares para a sua família, que é pobre mesmo segundo padrões Peruanos. Segundo, isto exonera-o de acusações de tráfico de antiguidades como um ladrão de túmulos. Terceiro, isto faz com que ele venda algumas pedras aos turistas.

Visto que conquistei a sua amizade, ele, juntamente com a sua esposa, já me levaram aos túmulos Pré-Colombianos Max Uhle e Toma Luz a noroeste de Ocucaje. Foi aqui, neste cemitério de milhares de túmulos por escavar, que Alejandro Pezzia Asserto, numa escavação arqueológica oficial, encontrou pedras gravadas. (13) Enquanto andávamos sobre a enorme morre cinzento, que é um monte de enterros, depara-mo-nos com alguns túmulos que haviam cedido recentemente e ali, para nossa surpresa, encontrava-se uma pedra gravada in situ, embutida num dos lados do túmulo. Nós filmamos isto com a nossa camcorder.

Em privado, Basilio admite que, nos túmulos, ele encontrou pedras, e que ele já assaltou túmulos. Em público, ele não dirá isto porque isso pode significar uma longa pena de prisão como consequência da violação das leis da antiguidade do Peru. Para além disso, Basilio já me mostrou items que ele encontrou nos túmulos.

Basílio já fez algumas pedras para os turistas, e estas pedras são facilmente identificáveis porque elas frequentemente têm um avião a voar nos céus ou uma máquina de Coca-Cola. Basilio não faz ideia nenhuma da linha temporal evolutiva e nem de quando os dinossauros supostamente se extinguiram. Para além do dinossauro ao estilo do Diplodicus, ele não conhece os vários tipos de dinossauros.

Pedi ao Basilio que fizesse uma pedra com um certo tipo de dinossauro, mas ele nunca havia ouvido falar desse tipo de dinossauros e nem sequer havia visto algum livro com fotos de dinossauros. Um dos filhos de Basilio, que havia tido alguma educação, disse que tinha ouvido falar de tais dinossauros. Eu trouxe a Basilio uma foto de tal espécie de dinossauro. Ele gravou a pedra com um único dinossauro durante o período dum dia. A pedra havia sido feita de modo rude e bem trivial. Eu passei a ter comigo um original do Basilio, que eu passaria a usar em testes de autenticidade.

Basilio faz cerca de 4 ou 5 pedras por mês e estas pedras têm incisões brancas brilhantes. A Colecção de Cabrera tem cerca de 11,000 pedras. Seriam precisas no mínimo quinze horas para fazer as gravações numa pedra comum da Colecção Cabrera, isto sem falar que as pedras da Colecção Cabrera terem sido feitas com uma elevada precisão artística e criatividade.

Estima-se que seriam precisas mais de 375,000 horas laborais, ou 41,250 dias, para fazer as pedras que se encontram na Colecção Cabrera. Se Basilio fez as pedras, então ele teve ao seu dispor um exército de elfos a trabalhar para si. Basilio admite que ele adquiriu algumas pedras para Cabrera e que estas pedras vieram de túmulos e de cavernas da região de Ocucaje. Sob ameaça duma sentença de prisão, ele disse que ele as havia feito.

No meu próximo livro, está presente um relato total e completo da controvérsia em torno de Basilio; ele diz que mais de 5,000 das pedras de Cabrera são reais. Quando ele é pressionado, ele confessa que 10,000 pedras podem ser genuínas.

Coppens parece ignorar os factos que se seguem:

1) Existem referências às pedras, por parte de missionários Jesuítas, que nos chegam de 1535 e de 1562; para além disso, os Espanhóis enviaram algumas das pedras de volta para Espanha.

2) Os arqueólogos encontraram pedras em Paracas, Tiahuanaco, e nos túmulos de Ica datados do período que vai de 500 AC até 1,000 AD.

3) Testes levados a cabo em laboratórios indicam um nível de antiguidade nas pátinas que cobrem as ranhuras das pedras.

4) Análise microscópica revela que não existem evidências de que ferramentas rotativas ou lâminas de serras tenham sido usadas na gravação das pedras.

5) Existem 12 vasos Moche nos museus Peruanos que são datados do período que vai de 70 AD a 900 AD.

6) Um têxtil de Nazca retrata 31 figuras de dinossauro e o mesmo foi encontrado num túmulo de Nazca. Ele foi autenticado e datado do período que se encontra entre o ano 400 AD e o ano 700 AD.

7) Existem mais de 30,000 figuras gravadas em mais de 3,000 pedras descobertas no Sul do Peru em 1951, em Toro Muerto.

Muitas da pedras estão gravadas como as pedras que se encontram no Museu Cabrera – no estilo de baixo-relevo. Acredita-se que as pedras foram feitas pelos Wari, que habitaram na região entre 500 AD até 1000 AD, e algumas destas pedras exibem dinossauros.

(continua)

Referências:

1. Filip Coppens. “Jurassic Library.” http://www.forteantimes.com/articles/isi.
2. Cientifico Descubre Dinosaurios en Ica. Ojo-Lima, Domingo 03 de Octobre de 1993, p. 7.
3. Juan de Santa Cruz Pachacuti Llamquie: Relacion de antiquedades deste reyno del Piru. 1571.
4. Interviews with Dr. Javier Cabrera, his sister, Isabel Cabrera, and his daughter, Eugenia Cabrera.
5. Herman buse. Introduccion Al Peru. Lima, 1965.
6. Santiago Agurto Calvo. “Las piedras magicas de Ocucaje”. El Comercio. Lima, 11 December, 1966.
7. Alejandro Pezzia Asserto. Ica y el Peru Precolombino. Volume I (Ica: 1968), p. 25ff.
8. Erich Von Daniken. According to the Evidence. (Souvenier Press: Great Britain, 1976), pp 284ff. For a full account read my forthcoming book, Secrets of the Ica Stones and Nazca Lines: Proofs that Dinosaurs and Man Lived Together.
9. Ryan Drum. “The Cabrera Rocks,” Info Journal. No. 17 (May, 1976), p. 10.
10. Robert Charrous. L’Enigme des Andes Editions. (Robert Laffont: Paris, 1974), p. 72.
11. “The Amazing Ica Stones. The Peruvian Times. (August, 25, 1972).
12. Roy L. Moodie. “Injuries to the Head Among the Pre-Columbian Peruvians”. Annals of Medical History. (Vol. 9), p 278.
13. Alejandro Pezzia Asserto. Ica y el Peru Pre-Colombino, Vol. 1. (Ica: 1968).
14. John W. Verano. “Prehistoric Disease and Demography in the Andes.” In Disease and Demography in the Americas. Ed. J. Verano and D. Ubelaker, pp. 15-24, (Washington D.C. and London: Smithsonian Institution Press), 1992. John W. Verano. “Physical Evidence of Human Sacrifice in Ancient Peru.” In Ritual Sacrifice in Ancient Peru. Ed. Elizabeth P. Benson and Anita G. Gouv, (Austin: University of Texas Press), 2001, pp. 165-184.
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Os animais estranhos que se encontram no túmulo do Bispo Bell

Por Dr Phil

Bispo_BellDurante a altura recente em que pensava nos ossos do Old King Canute, fui também lembrado de outro velho excêntrico santo que causou problemas enormes com o seu túmulo.

Este encontra-se situado na povoação normalmente desinteressante de Carlisle. Se por acaso encontrarem o caminho até à grande catedral da cidade, e entrarem pelo corredor central, irão encontrar o elegante túmulo do Bispo Richard Bell.

Tal como muitos outros túmulos dessa era, este tem um esplêndido trabalho em bronze e ele seria um bom tópico para os entusiastas da gravação em bronze. As listras de bronze encontram-se maravilhosamente decoradas com todo o tipo de animais, alguns facilmente reconhecíveis enquanto que outros não. E é um dos animais não-reconhecidos que causou todo o tipo de consternação em Carlisle.

Se olharmos com cuidado, veremos que estão gravados dois animais ao longo das tiras de bronze. O que se encontra do lado esquerdo está obscurecido pelo que se encontra do lado direito, e este tem uma aparência suspeitosamente pré-histórica [sic]. Ele claramente tem uma cauda longa, e um pescoço ainda mais longo que acaba numa cabeça. Com um pescoço como aquele, se não fossem as 4 pernas grossas e o corpo arredondado, podemos estar tentados a pensar que é uma girafa.

Obviamente que esta é para nós uma imagem que todas as crianças em idade escolar reconhecem imediatamente. No entanto, o único animal que ele não pode ser é um dinossauro. Isso, obviamente, é impossível.

Bispo__Bell_Dinossauros

Como todos nós sabemos, os dinossauros só foram descoberto em 1841, e este túmulo foi construído em 1496. Há 500 anos atrás, ninguém sabia o que eram dinossauros, muito menos qual era a sua aparência. Logo, isto não podem ser dinossauros. Final de história.

No entanto, e como se estivéssemos a ser alvos duma brincadeira, mais adiante, e ao longo das tiras de bronze do túmulo do Bispo Bell, há outras imagens de “criaturas com a aparência de dinossauro” para nós contemplarmos – como se elas estivessem a mostrar que isto não havia sido um erro dos gravadores.

Sugiro que um dia desses visitem a Catedral de Carlisle, quando lá passarem, e vejam com os vossos olhos. Infelizmente, hoje em dia isso não é tão fácil porque todo o aparato encontra-se coberto por um tapete espesso, aparentemente como forma de evitar o desgaste.

Aqueles que tentaram levantar o tapete para dar uma vista de olhos às estranhas gravações, viram os seus esforços a serem recompensados com uma reprimenda por parte do Sacristão, que não vê com bons olhos que esses metais sejam expostos

Se por acaso queres ver as gravações, tens que ter uma autorização por escrito – algo que não parece ser muito fácil visto que o Decano não aprova a “narração de histórias de dinossauros” em torno dum dos seus túmulos. Ele já deixou bem claro que a sugestão de dinossauros desacredita a catedral. Não são dinossauros – disse o Decano. E isso é o final da história.

Mosaico Nilótico de Palestrina

Claro que esta não é a primeira vez que coisas inconvenientes são varridas para debaixo do tapete. Tomemos como exemplo outra imagem – O Mosaico Nilótico de Palestrina [“Nile Mosaic of Palestrina”]. Esta imagem é considerada como uma das maravilhas do segundo século, e ela representa cenas do Nilo desde o Egipto até à Etiópia. Toda a obra é espantosa, e se por acaso querem ver a imagem completa, podem fazê-lo aqui.

No canto superior direito encontra-se uma caracterização de animais Africanos a serem caçados pelos guerreiros. Eles perseguem o que parece ser algum tipo de criatura enorme – de qualquer maneira, eles, os animais, são maiores do que os caçadores.

Também isto não são dinossauros. Nós sabemos isto com toda a segurança porque a imagem diz-nos que animal ele é. As letras Gregas por cima do animal reptilíneo dizem a palavra: KROKODILOPARDALIS que literalmente quer dizer Crocodilo-Leopardo.

Bispo_Bell_AfricanosNinguém sabe o que é um crocodilo-leopardo, mas o que sabemos é que de certeza que não é um dinossauro. Nós temos uma imagem dum deles, e se por acaso ela é espantosamente semelhante a uma imagem de dinossauro, isso é pura coincidência.

As outras imagens do mosaico exibem coisas normais tais como crocodilos e hipopótamos. A imagem do crocodilo-leopardo é a única que não pode ser identificada, e vou mais longe avançando com a suspeição de que nem os autores da obra foram capazes de o identificar. É bem provável que eles não tivessem uma palavra para o animal, e como tal, tivessem juntado duas palavras como forma de cativar a nossa imaginação.

Não sabemos o porquê deles terem escolhido as palavras crocodilo e leopardo – a menos que isso lhes lembre um perigoso e rápido réptil. Mas nós nunca iremos saber porque até hoje, o crocodilo-leopardo tem escapado a todas as nossas tentativas de captura.

É dito que a dada altura, Alexandre o Grande perguntou a Diogenes qual era o animal mais astuto que existia. A resposta foi, “Aquele que ainda não viste.” Ainda mais astuto é o animal no qual nós não podemos acreditar. Charles Fort tinha um nome para dados tais como estes. Ele dava-lhes o nome de “Os Amaldiçoados”, visto que eles eram amaldiçoados e lançados para a obscuridade por parte duma comunidade científica que não tem qualquer explicação para estes tipo de dados.

Se por acaso tu varres as coisas para debaixo do tapete, tens que ter a esperança  de que talvez um dia essas coisas desapareçam.

http://bit.ly/1Ij9zk1

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George Smith e o Dilúvio de Noé

Por Dominic Statham

George-SmithGeorge Smith (1840-1876) teve origens humildes; nasceu numa pobre família da Inglaterra Vitoriana e, havendo deixado a escola ao 14 anos, teve um educação rudimentar. No entanto ele tinha muitos talentos, e obteve perícia para ser um gravador de notas, um emprego exigente que requeria fortes habilidades de desenho técnico e poderes excelentes de observação.

O seu local de trabalho encontrava-se localizado perto do Museu Britânico em Londres, sítio que ele visitava regularmente. Ele tinha um fascínio enorme pelos antigos tabletes de argila, com os seus estranhos caracteres compostos por impressões em forma de cunha com o nome de cuneiformes, e mais tarde na sua vida, ele foi contratado pelo museu para o seu “Department of Oriental Antiquities.” Ele tinha habilidades espantosas como linguista, e rapidamente foi capaz de entender e traduzir  os textos que se encontravam nos cuneiformes.

Smith era um firme crente na Bíblia, e ficou bastante contente quando, em 1872, descobriu um antigo tablete da  Mesopotâmia contendo a descrição dum dilúvio global. Este foi um dum certo número de tabletes que, juntos, ficaram conhecidos como “O Épico de Gilgamesh”. Em muitos detalhes, a descrição do dilúvio era muito semelhante à descrição presente em Génesis 1 e considerou isto como uma confirmação espantosa da história Bíblica de Noé.

Epico_GilgameshEm Dezembro desse ano, ele leu um documento perante a “Society of Biblical Archaeology” com o titulo de, “A Descrição Caldeia do Diluvio”2

O encontro foi avidamente esperado, e teve a presença de muitas pessoas influentes, incluindo o então Primeiro Ministro Britânico, William Gladstone – ele mesmo um Cristão devoto.

Sendo uma testemunho independente da Veracidade da Bíblia, ela foi, no entanto, demasiado para os cépticos visto que eles continuaram a ridicularizar a ideia dum dilúvio global, alegando que o relato de Génesis havia sido copiado, com embelezamentos, do épico de Gilgamesh.

No entanto, outro tablete cuneiforme encontrado menos de 30 anos mais tarde fez com que a alegação dos cépticos ficasse totalmente indefensável.

Outro tablete, e mais antigo

Durante a última década do século 19, a Universidade da  Pennsylvania levou a cabo um certo número de escavações arqueológicas na antiga cidade Babilónica de Nippur, e entre os restos da livraria do tempo, encontraram um pequeno fragmento dum tablete contendo outra descrição do Dilúvio.3

O mesmo foi traduzido por Hermann Hilprecht, um perito Assiriólogo, e foi apurado que o mesmo estava surpreendentemente e detalhadamente de acordo com Génesis. O fragmento fala duma dilúvio que iria destruir toda a vida, e da forma como Deus ordenou a construção duma grande barco onde o construtor, a família e os animais seriam preservados.

Foi possível datar o tablete com algum grau de precisão devido a um  certo número de motivos, acima de todos o facto da livraria onde o mesmo foi encontrado ter sido destruída por volta de 2100 AC, quando os Elamitas invadiram Nippur.4 Hilprecht era de opinião de que o tablete havia sido escrito entre  2137 e 2005 AC.

Em contraste, é aceite que o Épico de Gilgamesh é uma cópia do 7º século antes de Cristo dum documento produzido por volta de 2000 BC.5 Mais ainda, o tablete falando do Dilúvio é considerado como sendo uma adição posterior, feita a partir do relato de Atrahasis e escrita por volta de 1800 AC, segundo o próprio escriba6,7 De que forma, então, é que o Épico de Gilgamesh pode ser a história original do Dilúvio?

Cuneiforme_SumerioTambém importante é o facto da linguagem do tablete ser completamente diferente de todos os outros tabletes recuperados na mesma altura.

Ele é muito parecido com o Hebraico Bíblico,8,9 indicando mais uma vez que o relato de Génesis não deriva de mitos Babilónicos. Para além disso,  ele não tem o óbvio politeísmo do relato de Gilgamesh.

O registo do diluvio global, onde Deus julgou a maldade do homem, deve ser uma das passagens mais ridicularizadas da Bíblia. Mas ao mesmo tempo, ela é confirmada pelos nossos mais antigos registos históricos,10 por numerosas lendas que nos chegam de todo o mundo,11,12 pelo registo fóssil,13 e por muitos factos da geologia.14

Nós ignorá-la por nossa conta e risco.

http://bit.ly/1cCP06c

Referências
  1. Sarfati, J., Noah’s Flood and the Gilgamesh Epic, Creation 28(4):12–17, 2006;creation.com/gilgamesh.
  2. Smith, G., The Chaldean account of the deluge, Transactions of the Society of Biblical Archaeology 2:213–234, 1873.
  3. Hilprecht, H., The Babylonian Expedition of the University of Pennsylvania, Series D; Researches and Treatises, Vol V, Fasciculus I; The Earliest Version of the Babylonian Deluge Story and the Temple Library of Nippur, University of Pennsylvania, 1910;archive.org/stream/babylonianexped04archgoog#page/n12/mode/2up
  4. Cooper, W.R., The Authenticity of the Book of Genesis, Creation Science Movement, UK, p. 390, 2011.
  5. Tigay, J.H., The Evolution of the Gilgamesh Epic, University of Pennsylvania Press, p. 39, 1982.
  6. Ref. 5, p. 216.
  7. Ref. 4, pp. 386–389.
  8. Ref. 4, p. 394.
  9. Ref. 3, pp. 49–65
  10. Ref. 4.
  11. Conolly, R. and Grigg, R., Flood, Creation 23(1):26–30, 2000;creation.com/many-flood-legends.
  12. Ref. 4, pp. 160–366.
  13. Fossils Questions and Answers; creation.com/fossils-questions-and-answers.
  14. Geology Questions and Answers; creation.com/geology-questions-and-answers.
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A descoberta que pode obrigar a mudar todos os livros de história

Por Ana Cristina Marques

(OBS: Texto escrito por uma crente nos mitológicos “milhões de anos”)

Uma equipa de 22 arqueólogos descobriu ferramentas de pedra fabricadas há 3,3 milhões de anos, mais velhas do que a espécie humana. O homem é mais velho 700 mil anos?

DescobertaUma equipa de 22 arqueólogos descobriu artefactos de pedra no Quénia fabricados há 3,3 milhões de anos, questionando, assim, a história da evolução humana. As ferramentas em questão precedem a altura em que a espécie terá começado a evoluir para Homo sapiens – que terá surgido há cerca de 200 mil anos -, sendo que as mais antigas até agora identificadas são 700 mil anos mais novas e foram descobertas na Etiópia. O anúncio consta num artigo publicado na conceituada revista científica Nature.

O achado foi feito por acidente no campo arqueológico de Lomekwi, no Quénia, quando os arqueólogos liderados por dois membros da Stony Brook University se enganaram no caminho previsto. Ao todo, foram descobertos 150 artefactos num local sem a presença de quaisquer fósseis.

Desconhece-se, então, qual a espécie humana responsável por esta criação, até porque o antepassado comum mais próximo do Homem (Homo) como o conhecemos hoje, terá surgido há 2,5 milhões de anos na costa oriental de África. Ainda assim, o Globo escreve que o antepassado humano Kenyanthropus platyops estaria presente na região e que restos do Australopithicus afarensis foram encontrados no leste de África no mesmo período.

Os investigadores acreditam que os artefactos foram fabricados por uma ainda por determinar espécie de hominídeo com um bom controlo motor, diz o Daily Mail. O certo é que os achados fazem crescer a crença de que formas pré-humanas exibiram comportamento “humano”, além de desafiarem a ideia de que os nossos antepassados mais diretos foram os primeiros a fazerem de duas pedras um utensílio.

Se a descoberta confirmar que o homem é afinal quase 700 mil anos mais velho do que o que se pensava, isso obrigará a mudar todos os manuais de história. Ou os de ciência, porque pode também pôr em causa o último elo da teoria da evolução das espécies e mostrar que os pré-hominídeos já usavam ferramentas.

Seja como for, pode ser obrigatório dar novas datas à era da pedra lascada.

http://bit.ly/1FPc66M

* * * * * * *

Na verdade, a única “História” que tem que ser alvo duma revisão é aquela que depende dos mitológicos “milhões de anos”., porque o resto da História não sofre qualquer tipo de perturbação.

Lembrem-se: quem coloca em causa estes “métodos de datação” é “cientificamente ignorante”, mas quem os defende religiosamente é perfeitamente lógico e racional.

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O significado de “Dia” em Génesis

Por James Stambaugh

A duração dos “dias” da criação em Génesis tem causado uma controvérsia enorme na interpretação da Bíblia junto dos evangélicos durante os últimos 150 anos. Muitos buscaram redefinir o termo à luz das pressuposições naturalistas do cientificismo moderno. Logo, vamos tentar, de forma honesta, examinar as evidências a partir das Escrituras.

A comunicação da linguagem é feita através das palavras e do seu uso. Temos que nos questionar do porquê Moisés ter usado as palavras que usou, e não ter usado outras palavras. Qual é o entendimento que ele estava a tentar comunicar para a sua audiência original, e para nós também?

Porque é que Moisés usou a palavra “dia” e não o termo mais genérico como “tempo”? Há algum significado por trás do repetido uso de números no relato (“primeiro dia”, “segundo dia”, etc)? Porque é que estes dias estão limitados pelos termos “tarde e manhã”? À medida que vamos examinado o Texto de Génesis, as respostas para estas questões tornam-se claras.

O significado de “Dia”

Yom_HebraicoAqueles que alegam que a palavra “dia” significa “longo tempo” salientam que a palavra Hebraica pode ter um certo número de significados, sendo que apenas um destes é “dia de 24 horas”.(1)

Eles tentam consolidar mais ainda a sua posição citando Salmo 90:4  II Pedro 3:8, comparando o dia com mil anos. No entanto, em ambos os versos está a ser usada uma figura de linguagem (analogia) para mostrar como Deus não Se encontra Limitado pelos mesmos parâmetros que nós, seres humanos. Estes versos são irrelevantes na discussão do significa do termo “dia” em Génesis 1.

Obviamente que é reconhecido que a palavra “dia” pode ser usada com um certo número de entendimentos. Ela pode ter cinco significados:

1) um período de luz,
2) um período de 24 horas,
3) um período de tempo vago e geral,
4) um ponto no tempo,
5) um ano.

O que determina a intenção do escritor é o contexto. A língua inglesa pode ter também até 14 entendimentos para a palavra “dia”. (3) O leitor tem que ser lembrado de que o  propósito da língua é comunicar. Moisés escreveu numa linguagem que tinha como propósito comunicar com os leitores. As palavras têm que ser definidas através do seu relacionamento umas com as outras, (4) e o significado das palavras tem que ser determinado a partir do seu contexto. Seguidamente será explicado a forma como o contexto de Génesis 1 define a palavra “dia”.

O uso dum número com a palavra “dia” é muito esclarecedor. Esta combinação ocorre 357 fora de Génesis 1, e a combinação é usada de quatro formas distintas mas em cada uma delas, ela significa períodos de tempo com 24 horas. Se a combinação tivesse o propósito de significar longos períodos de tempo, então o texto e o contexto passam a não fazer qualquer tipo de sentido.

Um verso típico é Génesis 30:36: “E [Labão] pôs três dias de caminho entre si e Jacó; e Jacó apascentava o restante dos rebanhos de Labão.”

Deus frequentemente emitiu ordens que era suposto as pessoas fazerem ou não fazerem certas coisas num certo dia. Isto ocorre 162 vezes, e um bom exemplo é Êxodo: “E a Glória do Senhor repousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; e ao sétimo dia chamou a Moisés do meio da nuvem.”

Estas são as formas mais típicas do uso da palavra “dia” com um número. Por quatro vezes o termpo é usado para demonstrar o ponto de partida. Esdras 3:6 diz: ” Desde o primeiro dia do sétimo mês começaram a oferecer holocaustos ao SENHOR; porém ainda não estavam postos os fundamentos do templo do SENHOR.”

Um número pode também ser usado com a palavra “dia” para passar a mensagem dum ponto de finalização. Um exemplo disto é Levítico 19:6 que diz: “No dia em que 7o sacrificardes, e no dia seguinte, se comerá; mas o que sobejar ao terceiro dia, será queimado com fogo.”

Estas passagens parecem indicar, então, que sempre que o Antigo Testamento usa um número com a palavra “dia”, isso tem o significado um período de 24 horas, e não há exemplo duma excepção. Se fora de Génesis o significado da palavra “dia” associada a um número significa sempre um período de 24 horas, então dentro de Génesis também significa um período de 24 horas.

As palavras que Moisés usou para comunicar o que Deus fez durante a criação são muito significativas. Se Moisés quisesse passar a mensagem de que os “dias” eram um período maior do que um período de 24 horas em duração, ele poderia facilmente ter feito isso. Se o propósito é entender o que Moisés escreveu, então a linguagem que ele usou tem que ser entendida segundo o seu entendimento normal. O entendimento normal é que é um período de tempo com a duração de 24 horas.

Ausência do Artigo

Agora que já determinamos o significado do termo “dia”, temos que examinar também outro problema associado aos dias de Génesis. Alguns escritores observaram na ausência do artigo na menção de cada um dos primeiros cinco dias. Eles concluíram que Moisés deve ter tido a intenção de revelar aos seus leitores que pelo menos esses dias eram longos períodos de tempo. Eles notaram que o uso normal do artigo é fazer que o substantivo seja definido. (5) Gleason Archer faz a seguinte declaração:

Na prosa Hebraica deste estilo, o artigo definido era geralmente usado onde o substantivo era suposto ser definido. (6)

O estilo, ou a forma da literatura (isto é, história em oposição à poesia) a qual ele se refere aqui é a história. Vejamos agora se ele está correcto neste uso do artigo.

O leitor tem que levar sempre em conta dois pontos em relação ao uso do artigo em Hebraico. Primeiro, o artigo encontra-se normalmente presente nas secções históricas do Antigo Testamento por motivos de definição, mas nem sempre isto acontece. Segundo, o Hebraico tem mais peculiaridades no seu uso do artigo que a maior parte das línguas. (7). Isto tem que deixar o leitor mais sensível à natureza da língua Hebraica.

É a língua Hebraica que tem que ser analisada de forma mais atenta. A observação mais comum entre os comentadores Judeus e Cristãos é que o uso do artigo nos últimos dois dias tem como propósito mostrar a importância do sexto e do sétimo dia da criação. (8) Isto está também de totalmente de acordo a regra gramatical Hebraica de que o artigo pode ser usado desta forma. (9) Com base só na gramática, ainda temos justificação para usar a nossa interpretação de “dia” como um período de 24 de duração.

Para além disso, há também outro motivo para a ausência do artigo; parece que os números dentro da língua Hebraica têm uma qualidade definitiva neles mesmos. Kautzsch refere-se a eles como substantivos (10), no entanto o significado é o mesmo.  O substantivo é um nome que pode ser tocado, tal como uma cadeira. Ele cita vários exemplos onde um número e um nome ocorrem sem o artigo, sendo no entanto o significado definido.

Existem 13 outras instâncias semelhantes a Génesis 1, onde substantivo não tem o artigo mas encontra-se com um número. Em cada uma destas instâncias, a tradução Inglesa usa o artigo definido (11).  Logo, somos levados a concluir que a ausência do artigo em Génesis 1 não signifca que os dias são longos períodos de tempo. O ponto de vista de Moisés é claro: os dias têm que ser considerados dias normais de 24 horas.

Manhã e Tarde.

O significa do termo “dia” tem que ser visto em junção com o uso de “tarde” e “manhã”. Aqueles que querem alegar que os dias são longos períodos de tempo respondem que os termos podem ter significado figurativo. (12). Mas qual é o seu significado dentro do contexto de Génesis 1? Temos que nos questionar sobre a forma como os ouvintes iriam entender os termos “tarde” e “manhã”. Está Moisés, e por extensão, Deus, a nos tentar enganar ao não nos dizer a verdade sobre a duração dos “dias”?

O Antigo Testamento regista 38 instâncias onde estas duas palavras são usadas no mesmo verso. Em cada uma das ocorrências, o significado tem que ser o de um dia normal. Eis aqui alguns exemplos que ilustram este ponto: Êxodo 16:8 diz, “Disse mais Moisés: Isso será quando o Senhor à tarde vos der carne para comer, e pela manhã pão a fartar” Também Êxodo 18:13 diz, “E aconteceu que, no outro dia, Moisés assentou-se para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até à tarde.” Todas as outras ocorrências são essencialmente iguais, e como tal, isto parece indicar que quando as palavras “manhã” e “tarde” são usadas no mesmo verso, elas têm que se referir a um dia normal.

Declaração de Deus

Deus não deixou a duração da criação aberta à dúvidas, mas disse-nos exactamente a duração de cada dia. Em Êxodo 20:11 Ele disse que “em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou”. O contexto desta declaração é uma ordem enfática; Deus diz ao povo, “lembrem-se” e “guardem” o Sábado. Deus diz-lhes a forma como devem guardar o Sábado; as pessoas podem ficar a saber que estão a guardar o Sábado se elas estiverem a descansar no sétimo dia.

Depois disto, Deus fundamenta a realidade dos dias presentes na realidade dos dias da criação passados. Deus disponibilizou o padrão da semana de trabalho de Israel; os “dias” são do mesmo tipo de dias que as pessoas já sabiam.

Tal como já foi demonstrado previamente, “dia”, usado com um número, significa um dia de 24 horas, e parece óbvio que durante toda a história de Israel, o povo entendeu isto como sendo um dia com 24 horas. Até aqueles que acreditam nos longos períodos de tempo em Génesis reconhecem que os “dias” de Êxodo 20:8-11 são dias normais de 24 horas. (13) Logo, os “dias” da criação têm que ser também dias com 24 horas de duração.

Conclusão:

O que é que se pode concluir em relação à duração aos “dias” da criação? O uso da palavra “dia”, associada a um número, significa um período de 24 horas. A ausência do artigo não altera o significado. Para além disso, o uso de “tarde” e “manhã” indica que em Génesis 1 tem-se em mente o tempo normal. Deus Mesmo disse que a criação durou seis dias.

Temos também que nos questionar: Será que Moisés e Deus nos enganaram ao usar a palavra “dia”, quando na verdade eles tinham em mente longos períodos de tempo? Se por acaso responderemos que sim, então não podemos usar a Bíblia como suporte para qualquer crença por ós mantida visto que, se Deus nos pode enganar no que toca à criação, Ele pode ter feito isso em tópicos relacionados com a vida, a morte, e a ressurreição do nosso Senhor.

O ponto a reter é que não podemos confiar na Palavra de Deus, se por acaso acreditarmos que os “dias” de Génesis significam longos períodos de tempo. É muito melhor acreditar em Deus e na Sua Palavra, e acreditar que os dias da criação são dias com 24 horas.

http://bit.ly/1JL3wUr

Referências:
1 For typical arguments, examine Davis Young, Creation and the Flood
(Grand Rapids: Baker Book House, 1977), pp. 83, 84.
2 Theological Wordbook of the Old Testament, I:371.
3 Webster’s 20th Century Dictionary, unabridged.
4 Beekman, John and John CalIow. Translating the Word of God (Grand Rapids: Zondervan, 1974), p.69.
5 Kautzsch, E. Gesenius’ Hebrew Grammar, 2nd ed. (Oxford: Clarendon Press 1980), p. 404.
6 Archer, Gleason. Encyclopedia of Bible Difficulties (Grand Rapids: Zonderyan, 1982), p. 61.
7 Kautzsch, pp.406, 407.
8 One should consult Jewish commentators Cassuto, Rashi, and Cohen. Some of the Christian commentators are Keil, Leupold, and E.J. Young.
9 Kautzsch, p.408.
10 Kautzsch, p.432.
11 The occurrences are Numbers 11:19; I Samuel 1:1; 1 Chronicles 12:39; II Chronicles 20:25; Ezra 8:15, 32; Nehemiah 2:11; Daniel 1:12, 14,15; 12:12, 13, and Jonah 3:4.
12 Ross, Hugh. Genesis One: A Scientific Perspective (Sierra Madre: Wiseman Productions, 1983), p.16.
13 Archer, pp. 116,117, also Henry Alford, The Book of Genesis and Part of Exodus (Minneapolis: Klock and Klock, 1979), pp.313, 314.
* Mr. Stambaugh is Librarian at the Institute for Creation Research.
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Será que Marco Polo viu um dinossauro?

Marco_PoloMarco Polo foi um comerciante e um explorador que passou 20 anos a viajar pela Ásia, Pérsia, China e Indonésia. Foi esta viagem que, em última análise, inspirou outros homens tais como Cristóvão Colombo a explorar o mundo. As viagens de Marco Polo ocorreram entre 1271 a 1298.

O livro, “As Viagens de Marco Polo”, é um registo escrito que relata as aventuras e as viagens que Marco Polo experimentou enquanto explorava o mundo oriental. Na parte 2 do capítulo 40, Marco Polo relata o que ele descreve como sendo “serpentes enormes”. A descrição dada soa de muitas formas como algo parecido às descrições dadas dos dinossauros presentes nos livros escolares. O que se segue é um excerto do livro de Marco Polo onde ele descreve um dinossauro:

Deixando a cidade de Yachi, e viajando 10 dias em direcção ao ocidente, chega-se a província de Karazan, que é também o nome da cidade principal…. Aqui são vistas serpentes enormes, com 10 passos de comprimento [cerca de 9 metros], e 10 vãos [cerca de 2,5 metros] de diâmetro. Na parte da frente, perto da cabeça, elas têm duas pernas pequenas, que têm três garras tais como as de um tigre, e olhos mais largos que um naco de forepenny (“pane da quattro denari”) e muito brilhantes.

As maxilas são suficientemente grandes para engolir um homem, os dentes são grandes e afiados, e toda a sua aparência é tão formidável que nenhum homem ou animal se pode aproximar dela sem sentir terror.

Dragao_DinossauroOutras pessoas encontram outras com tamanhos menores, tendo cerca de 8, 6, ou 5 passos de comprimento; e o método seguinte é usado para as caçar. Durante o dia, devido ao elevado calor, elas escondem-se dentro de cavernas, de onde, à noite, saem em busca de comida, e qualquer que seja o animal que elas encontrem, seja ele um tigre, um lobo ou qualquer outro, elas devoram;

Depois disso, elas arrastam-se de volta para o lago, para a nascente e água, ou para o rio, para beber. Devido à forma como se deslocam até à costa, e devido ao seu peso enorme, elas fazem uma impressão enorme [no solo] como se uma vigo enorme tivesse sido arrastada pela areia.

Aqueles cujo emprego é caçá-las, tomam atenção à pista através da qual elas estão habituadas a caminhar, e preparam o solo com várias peças de madeira, armadas com estacas de ferro afiadas, que eles cobrem com a areia como forma de não serem visíveis.

Quando, portanto, os animais caminham rumo aos lugares onde estão habituados a caçar, eles são feridos com estes instrumentos, e rapidamente mortos. Os corvos, mal se apercebem que eles estão mortos, começam a gritar, como se isto servisse de sinal para os caçadores; estes avançam para o lugar e procedem separando a pele da carne, tomando cuidado para guardar imediatamente a visícula biliar, que é altamente valorizada pela medicina.

Se por acaso alguém é mordido por um cão raivoso, 1,5 gramas dele [“a penny weight”], dissolvidos com vinho, são administrados. Ele é também útil para se acelerar o parto, quando as dores de parto da mulher começam.

Uma pequena quantidade do mesmo, quando aplicado aos carbúnculos, às pústulas, bem como a outras erupções no corpo, serve para dispersá-los rapidamente; e é também muito eficaz em muitas outras queixas.

Também a carne do animal é vendida a uma taxa preciosa, pensando-se que tem um sabor melhor que a outros tipos de carne, e sendo estimada por todas as pessos como uma iguaria.

Nota do autor: Podem fazer download do livro e lê-lo vocês mesmos no link: “The Travels of Marco Polo: Book 2

É espantoso que tantos relatos provenientes do todo o mundo sejam ignorados pela ciência moderna. A pressuposição de que os dinossauros morreram há milhões de anos atrás cega-os para a ideia de que os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos.

Fonte: http://bit.ly/1FdnKbj

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O motivo que leva os evolucionistas e os crentes nos milhões de anos a rejeitar as imensas evidências de que dinossauros e seres humanos sempre viveram lado a lado prende-se com o facto disso ser uma evidência irrefutável da Verdade literal do Livro de Génesis.

Os evolucionistas e os defensores dos milhões de anos sabem que não podem ceder neste ponto e como tal, tudo aquilo que as evidências e a Bíblia dizem sobre isso tem que ser rejeitado.

Cegos_Surdos_Mudos

Como os crentes nos milhões de anos reagem às evidências

 

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