Os dinossauros e a Bíblia

Por Ken Ham

DinossauroUma aura de mistério envolve os dinossauros: De onde vieram? Será que eles evoluíram? Será que eles viveram há “milhões de anos” atrás? O que foi que aconteceu com eles? Será que ainda há dinossauros vivos? Será que os seres humanos alguma vez viram um dinossauro vivo?

As crianças e os adultos ficam igualmente fascinados com estas criaturas misteriosas. Imensos livros e imensos filmes foram produzidos para satisfazer a aparentemente insaciável fome por informação relativa a estes animais intrigantes.

A realidade dos factos é que, mal estamos na posse de informação fundamental que não é normalmente conhecida do público, não há mistério nenhum sobre eles.

Acompanhem-me à medida que damos um passeio pela História e revelamos alguns factos espantosos que irão responder a muitas das vossas perguntas em relação a estes “lagartos terríveis”.

1. Será que os dinossauros realmente existiram?

Certamente que os dinossauros andaram pela Terra no passado remoto. Foram encontrados fósseis um pouco por todo o mundo, e os seus ossos encontram-se em exposição pública nos museus. Os cientistas foram capazes de reconstruir muitos dos seus esqueletos, e como tal, sabemos muito em relação à sua forma.

2. Quando foi que os dinossauros foram inicialmente encontrados?

A história da sua descoberta começou por volta da década 20 do século 19 (1820s), quando Gideon Mantell, um médico Inglês, encontrou uns dentes e ossos poucos usuais numa pedreira. O Dr Mantell apercebeu-se que havia algo de diferente em relação a estes restos animais, e ele acreditou que havia encontrado um tipo totalmente diferente de répteis.

Por volta de 1841, nove tipos destes répteis distintos haviam sido desenterrados, incluindo dois chamados Megalosaurus e Iguanodon. Por volta desta altura, Dr Richard Owen, famoso cientista Britânico, cunhou o termo “dinosauria“, que significa “lagarto terrível”, visto que era isto que os ossos enormes lhe faziam lembrar.

3. O que torna os dinossauros diferentes?

Para além do seu tamanho enorme, um dos mais importantes traços que realmente distingue os dinossauros dos outros répteis (tais como o crocodilo) é a posição dos seus membros. Os dinossauros tinham um postura que era totalmente erecta, semelhante a dos mamíferos, enquanto que a maior parte dos outros répteis têm membros expandidos.

Comparem, por exemplo, a forma como “anda” o crocodilo e a forma como anda uma vaca; os dinossauros movimentavam-se mais como uma vaca, com os membros a suportarem o corpo a partir duma posição mais embaixo. Por outro lado, os crocodilos “bamboleam” à medida que os seus membros se projectam para o lado a partir dos seus corpos.

4. Qual era o tamanho dos dinossauros?

Alguns eram tão pequenos como uma galinha, e outros até menores. Alguns dinossauros, obviamente, eram enormes, pensando umas estimadas 80 toneladas e chegando a atingir os 12 metros de altura! No entanto, o tamanho médio dos dinossauros muito provavelmente era o de um carneiro ou o de um bisonte.

5. Quando é que viveram os dinossauros?

A história que todos nós já ouvímos, dos filmes, da televisão, dos jornais, e da maior parte das revistas e dos livros escolares, é que os dinossauros viveram há “milhões de anos atrás”. Segundo os evolucionistas, os dinossauros “dominaram a Terra” durante 140 “milhões de anos”, morrendo há cerca de “65 milhões de anos”.

No entanto, os cientistas nunca desenterram coisa alguma a dizer “Tem X milhões de anos”.  Pelo contrário, eles apenas encontraram dinossauros mortos (isto é, os seus ossos), e estes mesmos ossos não têm etiquetas a dizer qual era a sua idade.

A ideia dos “milhões de anos”, necessários para a evolução, nada mais é que a história evolucionista do passado. Nenhum cientista estava presente durante esta suposta “era dos dinossauros” e, de facto, não há a mínima evidência de que os fósseis têm “milhões de anos”.

Nenhum cientista observou a extinção dos dinossauros, e tudo o que encontramos são ossos nos dias de hoje; e visto que muitos deles são evolucionistas, eles tentam enquadrar os ossos de dinossauro dentro da sua visão do mundo.

Os outros cientistas, chamados de criacionistas, têm uma posição diferente em relação à altura em que viveram os dinossauros. Eles defendem que podem resolver os supostos mistérios dos dinossauros e mostrar como as evidências se encaixam maravilhosamente com as suas ideias relativas ao passado, ideias essas que têm como base a Bíblia.

A Bíblia, o Livro Especial de Deus (ou, melhor ainda, colecção de Livros), alega que cada escritor foi inspirado de forma sobrenatural para escrever exactamente o que o Criador de todas as coisas queria que o escritor registasse de modo a que nós pudéssemos saber:

a) de onde nós viemos (e de onde vieram os dinossauros).

b) o porquê de estarmos aqui,

c) e qual será o nosso futuro.

O Primeiro Livro da Bíblia – Génesis – ensina muitas coisas relativas à forma como o universo e a vida vieram surgiram. Génesis declara que Deus criou tudo – a Terra, as estrelas, o sol, a lua, as plantas, os animais, e as primeiras duas pessoas.

E embora a Bíblia não nos diga de forma precisa há quanto tempo é que Deus fez o mundo e as suas criaturas, nós podemos fazer uma boa estimativa da data da criação ao lermos por toda a Bíblia, e ao tomarmos em conta algumas passagens interessantes:

1. Deus fez todas as coisas em seis dias.

Ele fez as coisas destas forma, diga-se de passagem, para estabelecer um padrão para a humanidade, que se tornaria na nossa semana de sete dias (tal como descrito em Êxodo 20:11). Deus trabalhou durante seis dias e descançou durante um dia para que isso fosse um modelo para nós. Para além disso, os estudiosos da Bíblia dirão que, dentro deste contexto, a palavra Hebraica usada para “dia” em Génesis 1 só pode significar um dia normal.

2. É-nos dito que Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher – Adão e Eva – no Sexto Dia.

Muitos outros factos sobre os seus filhos e os filhos dos seus filhos são-nos ditos no Livro de Génesis. Estas genealogias encontram-se registadas por todo o Antigo Testamento até ao tempo de Cristo. Certamente que não são cronologias com a duração de milhões de anos.

Se por acaso somarmos todas as datas, e aceitarmos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio à Terra há cerca de 2000 anos atrás, chegamos à conclusão de que a criação da Terra e dos animais (incluindo a criação dos dinossauros) ocorreu há apenas alguns milhares de anos atrás (muito provavelmente, há apenas 6,000 anos!) e não há milhões de anos atrás.

Portanto, se a Bíblia está correcta (e está!), então os dinossauros têm que ter vivido nos milhares de anos que entretanto se passaram.

6. De onde vieram os dinossauros?

Dinossauro_SauropodeOs evolucionistas alegam que os dinossauros evoluíram durante milhões de anos, para além de imaginarem que um tipo de animal evoluiu lentamente para outro tipo de animal totalmente diferente.

Por exemplo, eles acreditam que os anfíbios foram lentamente mudando até passarem a ser répteis (incluindo dinossauros) através deste processo gradual.

Claro que isto iria significar que, durante esse tempo. teriam que ter existido milhões de criaturas que se encontravam “no meio” entre anfíbios e répteis. As evidências destas “formas transicionais” (que é o nome que estes animais que se encontram “a meio caminho” receberam) deveriam ser abundantes. No entanto, muitos peritos em fósseis admitem que não existe um único fóssil transicional inquestionável que faça a ligação entre um grupo de criaturas e um outro grupo de criaturas.

Por exemplo, se por acaso os dinossauros tivessem evoluído de anfíbios, deveriam existir evidências fósseis de animais que são parte dinossauros e parte outra-coisa-qualquer. No entanto, não há evidência disto em lugar algum.

De facto, se por acaso forem aos museus e olharem para os fósseis, verão que eles são 100% ossos de dinossauros, e não algo “a meio caminho”; não há fósseis que são 25%, ou 50%, ou 75% ou mesmo 99% de dinossauro; eles são 100% de dinossauro.

A Bíblia diz-nos que Deus criou todos os animais terrestres no Sexto Dia da criação. Visto que os dinossauros eram animais terrestres, eles devem ter sido criados neste dia, lado a lado com Adão e Eva (que também foram criados no Dia Seis – Génesis 1:24-31). Se Deus arquitectou e criou os dinossauros, eles certamente que eram totalmente funcionais, criados para fazerem o que era suposto eles fazerem, e certamente que eram 100% dinossauros. Isto está perfeitamente de acordo com as evidências do registo fóssil.

Os evolucionistas declaram que nenhum homem viveu lado a lado com dinossauros, mas a Bíblia deixa bem claro que os dinossauros e as pessoas devem ter vivido lado a lado. E de facto, existem muitas evidências em favor desta posição, tal como veremos brevemente.

7. O que comiam os dinossauros?

A Bíblia ensina-nos (em Génesis 1:29-30) que os animais originais (bem como os primeiros humanos) foram ordenados a ser vegetarianos, o que implica que não havia carnívoros na criação original. Para além disso, não havia morte; era um mundo sem mácula, onde Adão e Eva e os animais (incluindo os dinossauros) viviam em harmonia perfeita, alimentando-se de nada mais que plantas.

Infelizmente, as coisas não ficaram assim por muito tempo. Adão rebelou-se contra o Criador, trazendo o pecado para o mundo (Génesis 3:1-7, Romanos 3:12) Devido a esta rebelião, Adão, e desde logo todos os seus descendentes (tu e eu), abdicou do direito de viver com o Deus Santo (sem pecado) e Justo. Consequentemente, Deus julgou o pecado com a morte.

A Bíblia ensinada de forma clara – de Génesis a Revelação – que não havia morte de animais ou humanos antes de Adão ter pecado. (Levem em consideração algumas passagens tais como Romanos 5:12, Génesis 2:17, Génesis 1:29-30, Romanos 8:20-22, Actos 3:21, Hebreus 9:22, 1 Coríntos 15, Revelação 21:1-4, Revelação 22:3.) Isto significa que nunca poderiam existir fósseis (e nunca poderiam existir ossos de dinossauro) antes do pecado de Adão.

Depois do pecado de Adão, os animais e as pessoas começaram a morrer. Estávamos agora num mundo diferente, marcado pela morte e pela luta. Um mundo que havia sido maravilhoso sofria agora da maldição colocada pelo Criador (Génesis 3:14-19). Mas foi dada a promessa (Génesis 3:15) de que Deus providenciaria uma forma através da qual a penalidade do pecado seria paga de modo a que o ser humano pudesse voltar para Deus.

8. Porque é que encontrámos fósseis de dinossauro?

Em Génesis 6 lemos que toda a carne (homens e seres humanos) havia “corrompido o seu caminho sobre a terra” (Génesis 6:12). É provável que os animais se tenham começado a matar uns aos outros; talvez os dinossauros tenham começado a matar outros animais e a matar seres humanos. De qualquer das formas, Deus descreve este mundo como “malvado”.

Devido a esta maldade, Deus avisou a um homem piedoso chamado Noé de que Ele haveria de destruir o mundo com um Dilúvio (Génesis 6:13). Devido a isso, Deus ordenou-o que construísse um barco enorme (a Arca) de modo a que todos os tipos de animais terrestres (o que deve ter incluído dinossauros) e a família de Noé pudesse sobreviver à bordo enquanto o Dilúvio destruía toda a Terra (Génesis 6:14-20).

Algumas pessoas pensam que os dinossauros eram demasiado grandes, ou eram em número demasiado grande, para puderem entrar na Arca. No entanto. não existiam muitos tipos de dinossauro. Certamente que existem centenas de nomes de dinossauro, mas muitos destes nomes foram atribuídos a um pedaço de osso ou a um esqueleto do mesmo tipo de dinossauro encontrado noutros países.

É razoável assumir que tamanhos distintos, variedades diferentes e sexo distintos do mesmo tipo de dinossauro tenham recebido nomes diferentes. Tome-se como exemplo a imensa variedade e a totalidade de tamanhos dos cães, embora eles sejam todos o mesmo tipo – o tipo canino. Na verdade, podem até só ter existido menos de 50 tipos de dinossauros.

Como é que Noé conseguiu colocar todos aqueles animais dentro da Arca?Deus enviou dois de cada tipo de animal terrestre (sete de alguns) para a Arca (Génesis 7:2-3, 7:8-9), e não houve excepções. Consequentemente, os dinossauros têm que ter estado na Arca. Embora a gigantesca embarcação tenha tido espaço suficiente para os animais, é provável que Deus tenha enviado jovens adultos para dentro da Arca, o que significa que eles ainda podiam crescer mais.

Dito isto, o que foi que aconteceu com os animais que não entraram na Arca? Muito simplesmente, eles morreram afogados. Muitos foram cobertos com toneladas de lama à medida que as águas furiosas cobriam a terra seca (Génesis 7:11-12,19). Devido a este enterro rápido, muitos animais teriam que ter sido preservados em fósseis. Se isto realmente aconteceu, então seria de esperar milhões de coisas mortas enterradas em camadas rochosas (formadas a partir desta lama) um pouco por toda a Terra. É exactamente isto que encontramos.

A propósito, a Dilúvio de Noé muito provavelmente ocorreu há apenas 4,500 anos atrás. Os criacionistas acreditam que este evento formou muitas das camadas rochosas que se encontram pela Terra. (As outras camadas fósseis foram formadas por outros dilúvios à medida que a Terra se acalmava depois do grande Dilúvio.) Logo, os fósseis de dinossauro, que se formaram como consequência deste Dilúvio, muito provavelmente foram formados há cerca de 4,500 anos atrás (e não há “milhões de anos” atrás).

9. Será que os dinossauros viveram em tempos recentes?

Se tipos distintos de dinossauros sobreviveram ao Dilúvio, então eles devem ter saído da Arca e devem ter vivido no mundo pós-Diluviano. Na Bíblia, em Jó 40:15-24, Deus descreve a Jó (que viveu depois do Dilúvio) um animal enorme que era conhecido por Jó. Este animal gigantesco, chamado de beemonte, é descrito como a “obra-prima dos caminhos de Deus”, muito provavelmente o maior animal terrestre que Deus criou.

Dinossauro_SauropodeImpressionantemente, ele movia a sua cauda como a árvore de cedro! Embora alguns comentados da Bíblia digam que ele pode ter sido um hipopótamo ou um elefante, a descrição ajusta-se de forma perfeita num dinossauro tal como o Brachiosaurus. Certamente que os elefantes e os hipopótamos não têm caudas como uma árvore de cedro.

De facto, na Bíblia, muito poucos animais são descritos de forma singular como o é o beemonte. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o animal que nós hoje chamamos de dinossauros recebe mais atenção Bíblica que a maior parte dos animais. Portanto, os dinossauros – de todos os tipos – devem ter vivido lado a lado com as pessoas depois do Dilúvio.

10. Os dinossauros são mencionados na literatura antiga?

Curiosamente, a palavra “dragão” é usada um certo número de vezes no Antigo Testamento e na maior parte dos casos, a palavra “dinossauro” pode ser usada no lugar da palavra “dragão” e ajustar-se na perfeição. Os cientistas criacionistas acreditam que antigamente os dinossauros eram chamados de “dragões” antes do termo “dinossauro” ter sido inventado em 1841. Não seria de esperar, portanto, que a palavra “dinossauro” estivesse nas Bíblia tal como a Versão Autorizada de 1611 visto que esta versão foi traduzida antes da palavra “dinossauro” ter sido criada.

Dinossauro_Mokele_MbembePara além disso, existem muitos livros de História nas várias livrarias do mundo que têm registos detalhados de dragões e dos seus encontros com as pessoas. Surpreendentemente, (e daí, talvez não seja surpreendente para os criacionistas) muitas destas descrições de “dragões” ajustam-se à forma como os cientistas modernos descrevariam animais tais como o Tyrannosaurus. Infelizmente, devido à sua crença de que humanos e dinossauros não coexistiram, tais evidências não são consideradas como válidas por parte dos evolucionistas.

No entanto, quanto mais nós pesquisamos a literatura histórica, mais nos apercebemos que existem evidências sobrepujantes de que os dragões eram animais de verdade, muito parecidos com as reconstruções modernas dos dinossauros, e que a sua existência foi regista por muitas pessoas distintas, até mesmo há algumas centenas de anos atrás.

11. O que foi que aconteceu com os dinossauros?

Os evolucionistas usam a sua imaginação duma forma fantástica quando tentam responder esta questão. Devido à sua crença de que os dinossauros “dominaram” o mundo durante “milhões de anos”, e que desaparecera “milhões de anos” antes do homem supostamente ter evoluído, eles têm que avançar com todo o tipo de palpites para explicar o seu desaparecimento “misterioso”.

Quando lemos a literatura evolucionista, ficamos perplexos com a vasta gama de ideias relativas à suposta “extinção” dos dinossauros. O que se segue é apenas uma pequena lista das suas teorias:

Os dinossauros morrem de fome; eles morreram de sobreaquecimento; eles foram envenenados; eles ficara cegos devido a cataratas e não conseguiram mais se reproduzir; os mamíferos comeram os seus ovos. A lista de outras causas inclui poeira vulcânica, gases venenosos, cometas, manchas solares, meteoritos, suicídio em massa, constipação, parasitas, cérebros diminuídos (e estupidez maior), hérnias discais, mudanças na composição do ar, etc, etc.

É por demais óbvio que os evolucionistas não fazem ideia nenhuma do que aconteceu, e estão a lançar teorias sem fundamento. Num livro recente relativo a dinossauros, “A New Look At the Dinosaurs,” o autor fez a seguinte declaração:

E agora chega a pergunta importante. O que foi que causou todas estas extinções, num momento temporal particular, há aproximadamente 65 milhões de anos atrás? Dezenas de motivos foram sugeridos, alguns sérios e sensíveis, outros bastante loucos, e outros ainda nada mais que piadas. Todos os anos as pessoas avançam com novas teorias em torno deste problema espinhoso.

O problema é que se fossemos a encontrar um só motivo que justificasse por todos eles, esse mesmo motivo teria que explicar a morte simultânea de animais que viviam em terra e animais que viviam nos mares, mas em ambos os casos, só a morte de alguns desses animais visto que muitos dos animais terrestres e muitos dos animais marinhos continuaram a viver alegremente no período que se seguiu.

Infelizmente, tal explicação não existe. (Alan Charig, p. 150).

Mas tal explicação não existe. Se deixarmos de lado o ponto de vista evolutivo, bem como os milhões de anos, e olharmos a sério para o que a Bíblia diz, iremos encontrar uma explicação que está de acordo com os factos, e uma que faz todo o sentido.

Por altura do Dilúvio, muitas criaturas marinhas morreram, mas algumas sobreviveram. Para além disso, todas as criaturas terrestres que se encontravam fora da Arca morreram, mas os representantes de todos os tupos que sobreviveram dentro da Arca, viveram num novo mundo logo a seguir ao Dilúvio. Esses animais terrestres (incluindo os dinossauros) encontraram um mundo muito diferente do mundo que existia antes do Dilúvio.

Devido à (1) competição por alimento que já não existia em abundância, (2) outras catástrofes, (3) caça que o homem levou cabo contra eles por alimento (talvez também por diversão), e (4) destruição dos seus habitats, muitas espécies de animais eventualmente morreram.

O grupo de animais que hoje chamamos de dinossauros também morreu, algo que é perfeitamente normal, se levarmos em conta que, actualmente, todos os anos testemunham a extinção de animais. A extinção parece ser a regra na história da Terra (e não a formação de novos tipos de animais, tal como seria de esperar se a teoria da evolução estivesse certa).

12. Será que algum dia iremos ver um dinossauro vivo?

A resposta é, provavelmente não………e daí talvez não. Existem alguns cientistas que defendem que ainda podem existir alguns dinossauros a viver em selvas remotas da Terra. Nós ainda estamos a descobrir novas espécies de animais e plantas em áreas que eram difíceis de explorar até hoje. Até os nativos de alguns países descrevem animais que estão de acordo com o que poderia ser um dinossauro.

Claro que os criacionistas não ficariam surpresos se por acaso alguém encontrasse um dinossauro vivo. No entanto, os evolucionistas teriam que explicar o porquê de terem feito declarações dogmáticas de que os homens e os dinossauros nunca viveram lado a lado. Desconfio que eles diram que este dinossauro conseguiu de alguma forma sobreviver porque se encontrava preso numa área remota que não mudou nada em milhões de anos.

Como se pode ver, independentemente do que é encontrado, do quão embaraçosas sejam as ideias evolutivas, eles serão sempre capazes de inventar uma “resposta” porque a evolução é uma crença; não é ciência e nem é um facto.

13. Que lições podemos aprender com os dinossauros?

Quando olhamos para os ossos dum dinossauro, podemos ser lembrados de que a morte não fazia parte da criação original. A morte é, na verdade, uma intrusa, que teve acesso ao mundo depois do homem ter desobedecido a Deus. A Bíblia diz-nos que uma vez que somos todos descendentes de Adão, também nós pecamos:

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Romanos 5:12

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:12

Temos que reconhecer que a maldade que existe no mundo é consequência do pecado, porque o homem revoltou-se contra Deus.

Podemos também ser lembrados que Deus, que fez todas as coisas, incluindo os dinossauros, é o Juiz da Sua criação. Ele julgou a rebelião de Adão amaldiçoando o mundo com a morte. Adão foi avisado do que aconteceria se ele desobedecesse a instrucção de Deus de não comer o fruto duma árvora particular:

Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Génesis 2:17

Os dinossauros lembram-nos também que Deus julgou a rebelião dos dias de Noé ao destruir o mundo maligno com água, o que resultou na morte de milhões de criaturas. A Bíblia ensina-nos que Ele irá mais uma vez julgar o mundo, mas desta vez será com fogo:

Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. 2 Pedro 3:10

Podemos também ser lembrados de que, após este julgamento com fogo, Deeus irá fazer novos céus e uma nova Terra:

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. 2 Pedro 3:13

E como serão as coisas nesta nova Terra?

E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. Revelação 21:4

HellMas nós somos também avisados que muitos não receberão permissão para entrar nesta nova Terra, mas irão, em vez disso, sofrer durante toda a eternidade:

Mas, quanto aos tímidos, e aos descrentes, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos devassos, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Revelação 21:8

Os seres humanos, que são pecadores desde a nascença (Salmo 51:5) não podem viver com o Deus Santo, mas estão condenados a ficar separados de Deus. Mas, Ele disponibilizou uma forma maravilhosa para que, através da qual, possamos ser libertos do pecado. A Bíblia ensina que Deus levou a cabo o sacrifício perfeito, necessário para o pagamento do pecado do ser humano.

O Próprio Filho de Deus, Aquele que na verdade criou o mundo (Col 1:16), veio à Terra como um Homem, Descendente de Adão, para sofrer a pena de morte pelos pecados do ser humano:

Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. 1 Cor 15:20-22

O Senhor Jesus Cristo morreu na cruz, mas ao terceiro dia, ressuscitou, conquistando a morte, para que todos aqueles que tenham fé NEle e O aceitem para a sua vida, sejam capazes de voltar para Deus, e viver eternamente com o Criador:

Porque Deus amou o mundo, de tal maneira, que deu o seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 1 João 1:9

Para aqueles que não aceitem com fé no que Cristo fez por eles, e que não reconhecer a sua natureza pecadora que precisa de redenção, a Bíblia avisa que tais pessoas irão viver para sempre, para serão separados de Deus e lançados num lugar de tormento que a Bíblia chama de Inferno. Mas aqueles que entregam a sua vida ao Senhor, que mensagem maravilhosa! Que Salvador Maravilhoso” Que maravilhosa salvação nó temos em Cristo o Criador.

Ken Ham.

Beemonte

http://bit.ly/1NH4dnU

 

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O sistema de aterragem das abelhas está de acordo com o gradualismo aleatório?

Por David Catchpoole

AbelhaAterrar em segurança é um dos aspectos mais difíceis do vôo porque a velocidade de aproximação tem que ser reduzida até quase ao ponto zero no momento de aterragem. Isto é suficientemente difícil em superfíceis horizontais, mas é ainda mais desafiador sempre que a inclinação aumenta – isto é, quando as superfícies de aterragem têm uma orientação diferente. No entanto, as abelhas conseguem fazer isto sem dificuldade centenas de vezes por dia.

Para surpresa dos engenheiros que, sem sucesso, tentaram laseres, radares, sondas, e tecnologia GPS quanto tentavam construir um sistema de aterragem autónomo para os robôs voadores, a estratégia de orientação das abelhas é “surpreendentemente simples”. (1,2)

As experiências revelaram que as abelhas aterram com segurança simplesmente garantindo que a superfície sobre a qual querem aterrar expande-se a uma taxa constante dentro do seu campo de visão. (1) Isto é uma forma de monitorização do fluxo óptico (3) que já havia sido observada no passado. (4)

Mandyam Srinivasan, professor de neurociência visual na Universidade de Queensland (Australia) explicou:

Se tu te aproximas a uma velocidade constante [para aterrar], a imagem [da superfície] parece expandir-se mais rapidamente à medida que te aproximas. Mas se por acaso tu manténs constante a taxa de expansão da imagem, tu automaticamente desacelerar; e quando entras em contacto [com a superfície], já te estás a movimentar a velocidade quase nula. (2)

Modelagens matemáticas revelaram que a técnica visual “auto-piloto” das abelhas funcionou em quase todos os tipos de superfícies – incluindo paredes e flores – e não precisou de qualquer tipo de informação em relação à velocidade do vento ou em relação à distância do destino.

“Porque é que não pensamos nisto antes?” lamentou o Professor Srinivasan. (2) Ele disse que o robô voador poderia brevemente ficar equipado de modo a imitar a estratégia de aterragem das abelhas, usando uma câmera de vídeo simples e leve.

A técnica de aterragem só-imagem pode ser também aplicada aos aviões militares furtivos (sem radar ou sem sonar para ser detectado pelo inimigo) e para os veículos espaciais (que podem aterrar noutros planetas sem o uso de GPS). No entanto, dificilmente o computador necessário para esta programação virá a ser tão pequeno como o cérebro da abelha.

É auto-evidente que nenhuma “técnica de orientação” veio a existir através do gradualismo aleatório. (5) E Aquele que criou a técnica de vôo das abelhas também nos deu a maior “técnica de orientação” que nos permitará evitar a maior “aterragem desastrosa” de todas:

 Porque NEle [Senhor JESUS Cristo] foram criadas todas as coisas que há, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele;

E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele; E Ele é a Cabeça do corpo da igreja, é o Princípio e o Primogénito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude NEle habitasse, E que, havendo por Ele feito a paz, pelo sangue da Sua cruz, por meio DEle reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. (Colossenses 1:16-20)

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. (Revelação 20:15)

http://bit.ly/1OtdsH2

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Abelha_FlorJá é suficientemente complicado acreditar que um processo gradual e aleatório tenha “criado” uma única célula, das milhões que as abelhas têm dentro de si, mas é o ponto mais alto da credulidade ateísta aceitar que este mesmo processo seja capaz de gerar (aleatoriamente e gradualmente) uma técnica de vôo/aterragem  que permita a este insecto aterrar com segurança.

Técnicas de vôo não se geram a elas mesmas; abelhas não se criam a elas mesmas; células não são o efeito de forças aleatórias. A teoria da evolução, que se baseia num anti-cientifico gradualismo aleatório, encontra-se em oposição directa ao que ciência empírica nos revela.

Por outro lado, a teoria científica do Design Inteligente e o criacionismo Bíblico estão perfeitamente de acordo com o que se pode observar ao postularem uma Causa Inteligente para as formas biológicas, bem como para as suas surpreendentes e informaticamente complexas capacidades de navegação.

Referências e notas:
1. Baird, E., Boeddeker, N., Ibbotson, M., and Srinivasan, M., A universal strategy for visually guided landing, Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 110(46):18686–18691, 2013.
2. Ross, J., Bees no drones when it comes to landing, theaustralian.com, 29 October 2013.
3. Esch, H., Zhang, S., Srinivasan, M.V. and Tautz, J., Honeybee dances communicate distances measured by optic flow, Nature 411(6837):581–583, 31 May 2001.
4. Sarfati, J., Can it bee? Creation 25(2):44–45, 2003; creation.com/bee.
5. For many other examples of human engineers wanting to copy the Master Engineer’s designs in nature, see creation.com/biomimetics.
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A ciência aponta para o Criador

Por Bill Federer

“Ó Deus Todo Poderoso, estou a pensar os Teus Pensamentos segundo Tu mesmo”, escreveu o astrónomo Johannes Kepler, em 1619, no seu “The Harmonies of the World.”

Johannes_KeplerUm ataque de varíola que aconteceu quando ele tinha quatro anos, deixou-o com mãos aleijadas e com visão deficiente. superando todos estes contratempos, ele estudou as obras de Copérnico, e com 23 anos tornou-se professor de Astronomia. O seu nome era  Johannes Kepler, nascido no dia 27 de Dezembro de 1571.

Ele avançou mais ainda com a teoria heliocêntrica do sistema solar de Copérnico, com os planetas a girarem à volta do sol e não da Terra. Ele descobriu as leis que governam o movimento dos planetas e deu início à disciplina da mecânica celestial conhecida Leis de Kepler, que mais tarde vieram a ajudar Newton a formular a sua teoria de gravitação. A publicação das suas tabelas de efeméride, necessárias para o mapeamento do movimento das estrelas, contribuiu para a teoria do cálculo.

No livro quinto do “The Harmonies of the World”  Johannes Kepler escreveu:

A matriz está lançada; o livro está escrito, para ser lido ou agora ou na posterioridade, não me interessa. Pode até ser bom esperar um século por um leitor, tal como Deus esperou 6,000 anos por um observador.

Comparando as órbitas celestiais dos planetas com as harmonias polifónicas da música, Kepler escreveu o seguinte no seu livro “The Harmonies of the Worlds”:

Pai Santo, protege-nos dentro da harmonia do nosso amor uns pelos outros, de modo a que possamos ser um, tal como Tu o és com o Teu Filho, o Nosso Senhor, e com o Espírito Santo, e tal como através dos doces laços harmónicos Tu uniste todas as tuas obras, e que trazendo o Teu Povo à concórdia, o corpo da Tua Igreja possa ser construído na Terra, tal como construíste os próprios céus através das harmonias.

Na conclusão do seu tratado, Kepler escreveu:

Agradeço-Te, meu Criador e Senhor, que me deste esta alegria na Tua criação, esta alegria nas obras das Tuas Mãos; Mostrei a excelência das Tuas obras aos homens, tal como a minha mente finita foi capaz de entender a Tua Infinidade; Se disse qualquer coisa contra a Tua Glória, perdoa-me graciosamente.

Dois séculos mais tarde, Benjamin Silliman, professor de Yale e homem que, em 1818, fundou a “American Journal of Science and Arts”, declarou:

A relação entre a Geologia, bem como a Astronomia, com a Bíblia, quando ambas são bem entendidas, é de perfeita harmonia. ….. A Palavra e as obras de Deus não podem entrar em conflicto, e quanto mais elas são estudadas, mais a harmonia entre ambas se torna aparente.

O autor best-seller Eric Metaxas escreveu um artigo para o Wall Street Journal com o título de “Science Increasingly Makes the Case for God” onde diz:

No ano de 1966 . . .  o astrónomo Carl Sagan anunciou que existiam dois critérios importantes para que um planeta tenha a capacidade de suportar vida, o tipo de estrela certo, e um planeta à distância certa dessa estrela. Dados os (mais ou menos) octilhões de planetas no universo – 1 seguido de 27 zeros – deveriam existir septilhões – 1 seguido de 24 zeros – de planetas capazes de conter a vida. …

Mas à medida que os anos foram passando, o silêncio do universo era ensurdecedor. O Congresso Americano deixou de financiar a SETI em 1993, mas a busca prosseguiu, mas desta vez com verbas privadas. Até 2014, os pesquisadores descobriram precisamente nada – 0 seguido dum vazio.

Eric Metaxas continua:

O que foi que aconteceu? À medida que o nosso conhecimento foi aumentando, tornou-se cada vez mais claro que existiam muitos mais factores necessários para a vida do que aqueles que Sagan havia suposto.

Os seus dois parâmetros aumentaram para 10, e depois para 20, e depois para 50, o que causou a que o número de planetas com a capacidade de suportar a vida tenha diminuído; …. Peter Schenkel escreveu um artigo para a revista “Skeptical Inquirer” onde dizia: “À luz dos mais recentes achados e à luz dos novos pontos de vista, parece apropriado colocar de parte a euforia excessiva….  Se calhar o melhor é admitir calmamente que as estimativas iniciais . . . podem já não ser sustentáveis.

À medida que os factores continuaram a ser descobertos, o número de planetas possíveis baixou para zero, e continuou a avançar. Dito por outras palavras, as probabilidades voltaram-se contra a ideia de algum planeta do universo vir a poder ter vida, incluindo o planeta Terra. ….. Actualmente, existem mais de 200 parâmetros conhecidos necessários para que haja vida num planeta – cada um destes parâmetros tem que ser satisfeito ou então tudo entra em descalabro.

Sem um planeta gigantesco como Júpiter por perto, cuja gravidade irá atrair os asteróides, o número destes asteróides a atingir a Terra seria mil vezes superior. As probabilidades de vida no universo são pura e simplesmente assombrosas, no entanto, aqui estamos nós, não só a existir, mas também a falar dessa mesma existência.

O que pode explicar tal facto? …  A que ponto é justo admitir que a ciência sugere que nós não podemos ser o efeito de forças aleatórias?

Eric Metaxas termina dizendo:

O físico Paul Davies afirmou que “a aparência de design é sobrepujante”, e John Lennox, professor de Oxford, disse que “quanto mais nos conhecemos o nosso universo, mais a hipótese de que existe Um Criador ganha credibilidade como a melhor explicação do porquê nós estarmos aqui.”

http://bit.ly/1Oor8i0

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A ciência é arma contra o ateísmo e não contra Deus

Por Eric Metaxas

Is_God_DeadNo ano de 1966, a revista Time teve uma capa onde se lia, “Será que Deus Está Morto?” Muitos aceitaram a narrativa cultural de que Ele é Obsoleto, e que à medida que a ciência avança, há cada vez menos necessidade de um “Deus” para explicar o universo. No entanto, parece que os rumores da morte de Deus foram largamente prematuros. Ainda mais espantoso é que o relativamente recente argumento em favor da Sua existência chega-nos duma fonte surpreendente: da própria ciência.

Eis a história: no mesmo ano em que a Time exibiu a famosa capa de revista, o astrónomo Carl Sagan anunciou que existiam dois critérios importantes para que um planeta tenha a capacidade de suportar vida: o tipo de estrela certo, e um planeta à distância certa dessa estrela. Dados os (mais ou menos) octilhões de planetas no universo – 1 seguido de 27 zeros – deveriam existir septilhões – 1 seguido de 24 zeros – de planetas capazes de conter a vida.

Com probabilidades tão espectaculares, a “Search for Extraterrestrial Intelligence”, uma enorme e dispendiosa colecção de projectos (financiada com dinheiros públicos e privados) iniciada nos anos 60, estava segura de que rapidamente encontraria algo. Usando uma vasta rede rádio-telescópica, os cientistas escutaram por sinais com a aparência de inteligência codificada, e não aqueles que eram puramente aleatórios.

Mas à medida que os anos foram passando, o silêncio do universo era ensurdecedor. O Congresso Americano deixou de financiar a SETI em 1993, mas a busca prosseguiu, mas desta vez com verbas privadas. Até 2014, os pesquisadores descobriram precisamente nada – 0 seguido dum vazio.

O que foi que aconteceu? À medida que o nosso conhecimento foi aumentando, tornou-se cada vez mais claro que existiam muitos mais factores necessários para a vida do que aqueles que Sagan havia suposto. Os seus dois parâmetros aumentaram para 10, e depois para 20, e depois para 50, o que causou a que o número de planetas com a capacidade de suportar a vida tenha diminuido; o número foi reduzido para alguns milhares de planetas e o número tem caído desde então.

Até mesmo os defensores do projecto SETI reconhecem o problema. Em 2006 Peter Schenkel escreveu um artigo para a revista “Skeptical Inquirer” onde dizia:

À luz dos mais recentes achados e à luz dos novos pontos de vista, parece apropriado colocar de parte a euforia excessiva….  Se calhar o melhor é admitir calmamente que as estimativas iniciais . . . podem já não ser sustentáveis . .

À medida que os factores continuaram a ser descobertos, o número de planetas possíveis baixou para zero, e continuou a avançar. Dito por outras palavras, as probabilidades voltaram-se contra a ideia de algum planeta do universo vir a poder ter vida, incluindo o planeta Terra. As probabilidades indicam que nós não deveríamos estar aqui.

Actualmente, existem mais de 200 parâmetros conhecidos necessários para que haja vida num planeta – cada um destes parâmetros tem que ser satisfeito ou então tudo entra em descalabro. Sem um planeta gigantesco como Júpiter por perto, cuja gravidade irá atrair os asteróides, o número destes asteróides a atingir a Terra seria mil vezes superior.

As probabilidades de vida no universo são pura e simplesmente assombrosas, no entanto, aqui estamos nós, não só a existir, mas também a falar dessa mesma existência. O que pode explicar tal facto? Será que cada um destes parâmetros foi satisfeito por acidente? A que ponto é justo admitir que a ciência sugere que nós não podemos ser o efeito de forças aleatórias?

Será que assumir que Uma Inteligência criou estas condições perfeitas não requer menos fé do que acreditar que esta Terra, com a capacidade de suster a vida, pura e simplesmente conseguiu superar as probabilidades inconcebíveis para poder começar a existir?

E há mais.

A afinação perfeita necessária para que a vida exista não se compara em nada com a afinação perfeita necessária para que o universo venha a existir. Por exemplo, os astrofísicos sabem hoje que os valores das quatro forças fundamentais – força da gravidade, força electromagnética, força nuclear “forte”, e  força nuclear “fraca” – foram determinadas menos de um milionésimo de segundo depois do big bang [sic]. Se um destes valores fosse alterado, o universo nunca poderia existir.

Por exemplo, se por acaso o rácio entre a força nuclear forte e a força electromagnética estivessem minimamente mal ajustadas – por exemplo, uma parte em  100,000,000,000,000,000 – então nenhuma estrela se formaria. (Fiquem à vontade para engolir em seco).

Multipliquem só esse parâmetro por todas as outras condições necessárias, e as probabilidades contra a existência do universo são tão astronomicamente gigantescas que qualquer noção em favor da tese de que “aconteceu por acaso” está contra o senso comum. Seria como lançar uma moeda e ela dar caras 10 quintilhões de vezes seguidas. Alguém acredita nisto?

c. 1950s

c. 1950s

Fred Hoyle, o astrónomo que cunhou o termo “big bang”, disse que o seu ateísmo foi “gravemente perturbado” com estes desenvolvimentos. Mais tarde, ele escreveu que “uma interpretação dos factos com base no senso comum sugere que Um Super Intelecto andou a brincar com a Física, tal como com a Química e com a Biologia….Os números que calculamos a partir dos factos parecem tão sobrepujantes que parecem estabelecer esta conclusão para além de qualquer dúvida.”

O físico Paul Davies afirmou que “a aparência de design é sobrepujante”, e John Lennox, professor de Oxford, disse que “quanto mais nos conhecemos o nosso universo, mais a hipótese de que existe Um Criador ganha credibilidade como a melhor explicação do porquê nós estarmos aqui.”

O maior milagre de todos os tempos, sem nada que esteja remotamente perto, é o universo. Este é o milagre dos milagres, e um que, com o brilho combinado de todas as estrelas, inelutavelmente aponta para algo – ou para Alguém – que está para além do universo.

https://archive.is/PclmM

* * * * * * *

Devido às probabilidades assombrosas contra a origem gradual e aleatória do universo, é  hilariante ver ateus menos informados a tentar usar a ciência como arma com Deus. Claramente, a ciência nunca pode ser evidência contra o Criador visto que a ciência tenta estudar aquilo cuja existência é melhor explicada como efeito de criação – isto é, o universo.

Como sempre a Bíblia já nos tinha alertado para o facto do universo ser uma evidência em favor do Criador visto que o Salmo 19:1 diz:

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Os Filósofos de Deus e o mito da “Idade das Trevas”

Por Tim O’Neill

O meu interesse pela ciência Medieval foi largamente estimulado por um livro. Por volta de 1991, quando eu era um aluno de pós-graduação empobrecido e frequentemente esfomeado na Universidade da Tasmânia, dei com uma cópia do livro de Robert T. Gunther com o título de “Astrolabes of the World” – 598 páginas-fólio de astrolábios islâmicos, Medievais e Renascentistas meticulosamente catalogados, cheio de fotos, diagramas e listas estreladas, bem como uma vasta gama de outro tipo de informação.

Dei com ele, e de forma bem apropriada e não incidental, nos “Astrolabe Books” de Michael Sprod – no piso de cima de um dos lindos e antigos armazéns de arenito que se encontram alinhados num lugar com o nome de “Salamanca Place” (…). Infelizmente, o livro custava $200, o que por aquela altura era o equivalente ao que eu tinha para gastar durante o mês inteiro.

Mas o Michael já estava habituado a vender livros a estudantes empobrecidos, e devido a isso, não almocei e fiz um adiantamento de $10 e, durante vários meses, regressava todas as semanas para dar o mais que podia até que eventualmente consegui levá-lo para casa, embrulhado em papel castanho duma forma que só as livrarias Hobart se preocupam em fazer. Há poucos prazeres mais gratificantes do que aquele em que se tem nas mãos o livro que há já muito tempo se quer ler.

Filosofos_de_Deus_Gods_PhilosophersTive outra experiência igualmente gratificante quando, há algumas semanas atrás, recebi uma cópia do livro de James Hannam com o título de “God’s Philosophers: How the Medieval World Laid the Foundations of Modern Science [“Os Filósofos de Deus: Como o Mundo Medieval Estabeleceu os Fundamentos da Ciência Moderna”].

Há já alguns anos que brinco com a ideia de criar um site dedicado à ciência e à tecnologia Medieval como forma de tornar públicas as mais recentes pesquisas em torno do tópico, e também para refutar os mitos preconceituosos que caracterizam esse período como uma Idade das Trevas repleta de superstição irracional. Felizmente, hoje posso riscar essa tarefa da minha lista porque o suberbo livro de Hannam fez esse trabalho por mim, e em grande estilo.

A Idade das Trevas Cristã e Outros Mitos Histéricos

Um do riscos ocupacionais de se ser um ateu e um humanista secular que divaga por fórums de discussão é o de encontrar níveis assombrosos de ignorância histórica. Gosto de me consolar com a ideia de que muitas das pessoas que se encontram em tais fórums adoptaram o ateísmo através do estudo da ciência, e como tal, mesmo que essas pessoas tenham conhecimentos avançados em áreas tais como a geologia e a biologia, o seu conhecimento histórico encontra-se parado no nível secundário. Geralmente, eu costumo agir assim porque a alternativa é admitir que o entendimento histórico médio da pessoa comum, e a forma como a História é estudada, é tão frágil que se torna deprimente.

Logo, para além de ventilações regulares de mitos cabeludos tais como o da Bíblia ter sido organizada no Concílio de Niceia, ou do enfadonho disparate cibernético de que “Jesus nunca existiu!”, ou também do facto de pessoas inteligentes estarem a propagar alegações pseudo-históricas que fariam com que até Dan Brown suspirasse com escárnio, o mito de que a Igreja Católica causou a Idade das Trevas, e que o Período Medieval foi um vazio científico, é regularmente empurrado com um carrinho-de-mão ferrugento para a linha da frente como forma de o expor por toda a arena.

O mito diz que os Gregos e os Romanos eram sábios e pessoas racionais que amavam a ciência, e que estavam à beira de fazer todo o tipo de coisas maravilhosas (normalmente, a invenção de máquinas a vapor de grande porte é inocentemente invocada) até que o Cristianismo chegou. O Cristianismo baniu, então, todo o conhecimento e todo o pensamento racional, e inaugurou a Idade das Trevas.

Durante este período, diz o mito, a teocracia com punho de ferro, apoiada pela Inquisição ao estilo da Gestapo, impediu que fosse feita qualquer actividade científica, ou qualquer actividade de investigação, até que Leonardo da Vinci inventou a inteligência e o Renascimento nos salvou a todos das trevas Medievais.

As manifestações cibernéticas desta ideia curiosamente pitoresca, mas aparentemente infatigável, variam de quase atabalhoadas a totalmente chocantes, mas a ideia continua a ser uma daquelas coisas que “toda a gente sabe”, e que permeia a cultura moderna.

Um episódio recente da série “Family Guy” exibiu o Stewie e o Brian a entrar num mundo alternativo futurista onde, foi-nos dito, as coisas eram avançadas desse modo porque o Cristianismo não havia destruído o conhecimento, dado início à Idade das Trevas, e impedido o desenvolvimento da ciência. Os escritores não sentiram a necessidade de explicar o significado das palavras de Stewie porque assumiram que toda a gente sabia.

Cerca de uma vez a cada 3 ou 4 meses em fórums tais como RichardDawkins.Net temos algumas discussões onde sempre aparece alguém a invocar a “Tese do Conflicto”. Isso evolui para o normal ritual onde a Idade Média é retratada como um deserto intelectual onde a humanidade se encontrava algemada pela superstição e oprimida pelos cacarejadores asseclas da Velha e Maligna Igreja Católica.

Os velhos estandartes são apresentados na altura certa: Giordano Bruno é apresentado como um mártir da ciência, nobre e sábio, e não como o irritante místico “Nova Era” que ele era. Hipatia é apresentada como outra mártir deste tipo, e a mitológica destruição da Grande Biblioteca de Alexandria é falada num tom silencioso, apesar de ambas estas ideias serem totalmente falsas.

O incidente em torno de Galileu é apresentado como evidência dum cientista destemido a opor-se ao obscurantismo científico da Igreja, apesar do incidente ter tanto a ver com a ciência como com as Escrituras. E, como é normal, aparece sempre alguém a exibir um gráfico (ver mais embaixo), que eu dei o nome de “A Coisa Mais Errada de Sempre da Internet”, e a mostrá-lo triunfalmente como se o mesmo fosse prova de algo que não do facto da maior parte das pessoas serem totalmente ignorantes da História, e incapazes de ver que algo como “Avanço Científico” nunca pode ser quantificado, e muito menos pode ser representado visualmente num gráfico.

Ciencia_Idade_Media_Segundo_Os_Ignorantes

 

Não é difícil pontapear este disparate e reduzi-lo a nada, especialmente porque as pessoas que o apresentam não só não sabem quase nada de História, como também tudo o que fazem é repetir ideias estranhas como esta que eles viram em sites e livros populares. Estas alegações entram em colapso mal tu as atacas com evidências sólidas.

Eu gosto de embaraçar por completo estes propagadores perguntando-lhes que me apresentem um – um só – cientista que foi queimado, perseguido, ou oprimido durante a Idade Média por motivos científicos. Eles são incapazes de me apresentar um único nome. Normalmente, eles tentam forçar Galileu de volta à Idade Média, o que é engraçado visto que ele foi contemporâneo de Descartes.

Quando lhes é perguntado o porquê deles serem incapazes de apresentar um único nome dum cientista que tenha sofrido por motivos científicos, visto que aparentemente a Igreja esta ocupada a oprimi-los, eles normalmente alegam que a Velha e Maligna Igreja fez um trabalho tão bom a oprimi-los que todas as pessoas passaram a ter medo de fazer ciência.

Quando eu lhes apresento uma lista de cientistas da Idade Média – tais como Albertus Magnus, Robert Grosseteste, Roger Bacon, John Peckham, Duns Scotus, Thomas Bradwardine, Walter Burley, William Heytesbury, Richard Swineshead, John Dumbleton, Richard de Wallingford, Nicholas Oresme, Jean Buridan e Nicolau of Cusa – e lhes pergunto o porquê destes homens levarem a cabo a sua actividade científica durante a Idade Média alegremente e sem terem sofrido qualquer tipo de interferência por parte da Igreja, os meus adversários frequentemente coçam as cabeças confusos sobre o que foi que correu mal.

A Origem dos Mitos

A forma como os mitos que deram origem “A Coisa Mais Errada de Sempre da Internet” surgiram encontra-se bem documentada em vários livros em torno da história da ciência. Mas Hannam inteligentemente lida com eles nas páginas iniciais do seu livro visto que seria provável que eles viessem a formar uma base que levasse muitos leitores do público geral a olhar com suspeição para a ideia dos fundamentos Medievais da ciência moderna.

Uma melange purulenta envolvendo a intolerância do Iluminismo, os ataques anti-papistas feitos por Protestantes, o anti-clericalismo Francês, e a arrogância Classicista, levou a que o período Medieval ficasse caracterizado como uma era de atraso e superstição – o oposto do que a pessoa comum associa com a ciência e com a razão.

Hannam não só mostra como polemistas tais como Thomas Huxley, John William Draper, e Andrew Dickson White – todos eles com o seu preconceito anti-Cristão – conseguiram moldar a ainda presente ideia de que a Idade Média foi uma era vazia de ciência e de conhecimento racional, como revela que só quando historiadores no verdadeiro sentido do termo se incomodaram em colocar em causa os polemistas através das obras de pioneiros na área, tais como Pierre DuhemLynn Thorndike, e o autor do meu livro sobre o astrolábio,  Robert T. Gunther, que as distorções dos preconceituosos começaram a ser corrigidas através pesquisas fiáveis e vazias de preconceito .

Esse trabalho foi agora completado pela mais recente gama de modernos historiadores da ciência tais como David C. Lindberg, Ronald Numbers, e Edward Grant. Na esfera académica pelo menos a “Tese do Conflicto” duma guerra histórica entre a ciência e a teologia há muito que foi colocada à parte.

É, portanto, estranho que tantos dos meus amigos ateus se agarrem de forma tão desesperada a uma posição há muito morta que só foi mantida por polemistas amadores do século 19, em vez de se agarrarem às  pesquisas apuradas levadas a cabo por historiadores objectivos e actuais, e que cujas obras foram alvo de revisão por pares. Este comportamento é estranho especialmente quando o mesmo é levado a cabo por pessoas que se intitulam de “racionalistas”.

Falando em racionalismo, o ponto crucial que o mito obscurece é precisamente o quão racional a pesquisa intelectual foi durante a Idade Média. Embora escritores tais como Charles Freeman continuem a alegar que o Cristianismo matou o uso da razão, a realidade dos factos é que graças ao encorajamento de pessoas tais como Clemente de Alexandria e Agostinho em favor do uso da filosofia dos pagãos, e das traduções das obras de lógica de Aristóteles, e de outros feitas, por Boécio, a investigação racional foi uma das jóias intelectuais que sobreviveu ao colapso catastrófico do Império Romano do Ocidente, e foi preservada durante a assim-chamada Idade das Trevas.

O soberbo livro God and Reason in the Middle Ages de Edward Grant detalha precisamente isto com um vigor característico, mas nos seus primeiros 4 capítulos Hannam faz um bom resumo deste elemento-chave. O que torna a versão histórica de Hannam mais acessível do que a de Grant é que ele conta-a através das vidas das pessoas-chave da altura – Gerbert de Aurillac, Anselmo, Guilherme de Conches, Adelardo de Bath, etc.

Algumas das pessoas que fizeram uma avaliação [inglês: “review] do livro de Hannam qualificaram esta abordagem de um bocado confusa dado que o enorme volume de nomes e mini-biografias podem fazer com que as pessoas sintam que estão a aprender um bocado sobre um vasto número de pessoas. Mas dada amplitude do tópico de Hannam, isto é francamente inevitável e a abordagem semi-biográfica é claramente mais acessível que a pesada e abstracta análise da evolução do pensamento Medieval.

Hannam disponibiliza também um excelente resumo da Renascimento do Século 12 que, contrariando a percepção popular e contrariando “o Mito”, foi efectivamente o período durante o qual o conhecimento antigo invadiu a Europa Ocidental. Longe de ter sido resistido pela Igreja, foram os homens da Igreja que buscaram este conhecimento junto dos muçulmanos e das Judeus da Espanha e da Sicília.

E longe de ter sido resistido e banido pela Igreja, o conhecimento foi absorvido e usado para formar a base do programa de estudo dessa outra grande contribuição Medieval para o mundo: as universidades que começavam a aparecer um pouco por todo o mundo Cristão.

Deus e a Razão

Deus_Razao_Ciencia_Idade_MediaO encapsulamento da razão no centro da pesquisa, combinada com o influxo do “novo” conhecimento Grego e Árabe, deu início a uma autêntica explosão de actividade intelectual na Europa, começando no Século 12 e avançando por aí em adiante. Foi como se o estímulo súbito de novas perspectivas e as novas formas de olhar para o mundo tenham caído em terreno fértil numa Europa que, pela primeira vez em séculos, encontrava-se em paz  relativa, era próspera, olhava para o exterior, e era genuinamente curiosa.

Isto não significa que as forças mais conservadoras e reaccionárias não tenham tido dúvidas em relação às novas áreas de pesquisa, especialmente em relação à forma como a filosofia e a especulação em torno do mundo natural e em torno do cosmos poderia afectar a teologia aceite. Hannam é cuidadoso para não fingir que não houve qualquer tipo de resistência ao florescimento do novo pensamento e da investigação, mas, ao contrário dos perpetuadores “do Mito”, ele leva em consideração essa resistência mas não a apresenta como tudo o que há para saber sobre esse período.

De facto, os esforços dos conservadores e dos reaccionários eram normalmente acções de retaguarda e foram em quase todas as instâncias infrutíferas nas suas tentativas de  limitar a inevitável inundação de ideias que começou a jorrar das universidades. Mal ela começou, ela foi literalmente imparável.

De facto, alguns dos esforços dos teólogos de colocar alguns limites ao que poderia e não poderia ser aceite através do “novo conhecimento”, geraram como consequência o estímulo da investigação, e não a sua constrição.

As “Condenações de 1277” tentaram afirmar algumas coisas que não poderiam ser declaradas como “filosoficamente verdadeiras”, particularmente aquelas coisas que colocavam limites à Omnipotência Divina. Isto teve o interessante efeito de mostrar que Aristóteles havia, de facto feito alguns erros graves – algo que Tomás de Aquinas havia colocado ênfase na sua altamente influente Summa Theologiae:

As condenações e a Summa Theologiae de Aquinas haviam gerado um enquadramento dentro do qual os filósofos naturais poderiam prosseguir os seus estudos em segurança, e esse enquadramento havia estabelecido o princípio de que Deus havia decretado as leis naturais mas que Ele não Se encontrava limitado pelas mesmas. Finalmente, esse enquadramento declarou que Aristóteles esteve por vezes errado. O mundo não era “eterno segundo a razão” e “finito segundo a fé”. O mundo não era eterno. Ponto final.

E se Aristóteles poderia estar errado em algo que ele considerava certamente certo, isso colocava em dúvida toda a sua filosofia. Estava assim aberto o caminho para que os filósofos naturais da Idade Média avançassem de forma mais firme para além das façanhas dos Gregos. (Hannam, pp 104-105)

E foi exactamente isso que eles passaram a fazer. Longe de ser uma era sombria e estagnada, tal como o foi a primeira metade do Período Medieval (500-1000), o periodo que vai desde o ano 1000 até ao ano 1500 é, na verdade, o mais impressionante florescimento da pesquisa e da investigação científica desde o tempo dos antigos Gregos, deixando muito para trás as Eras Helénicas e Romanas em todos os aspectos.

Com Occam e Duns Scotus a avançarem com a abordagem crítica aos trabalhos de Aristóteles para além da abordagem mais cautelosa de Aquinas, estava aberto o caminho para que os cientistas Medievais dos Séculos 14 e 15 questionassem, examinassem e testassem as perspectivas que os tradutores dos Séculos 12 e 13 lhes haviam dado, e isto com efeitos surpreendentes:

Durante o século 14, os pensadores medievais começaram a reparar que havia algo seriamente errado em todos os aspectos da filosofia Natural de Aristóteles, e não só naqueles aspectos que contradiziam directamente a Fé Cristã. Havia chegado o momento em que os estudiosos medievais seriam capazes de começar a sua busca como forma de avançar o conhecimento……enveredando por novas direcções que nem os Gregos e nem os Árabes haviam explorado. O seu primeiro avanço foi o de combinar as duas disciplinas da matemática e da físicas duma forma que não havia sido feita no passado. (Hannam p. 174)

A história deste avanço, e os espantosos estudiosos de Oxford que o levaram a cabo e, desde logo, lançaram as bases da ciência genuína – os “Calculadores de Merton” – muito provavelmente merece um livro separado, mas o relato de Hannam certamente que lhes faz justiça e é uma secção fascinante da sua obra.

Os nomes destes pioneiros do método científico – Thomas BradwardineWilliam Heytesbury, John Dumbleton e o deliciosamente nomeado Richard Swineshead – merecem ser conhecidos. Infelizmente, a obscurecedora sombra “do Mito” significa que eles continuam a ser ignorados ou desvalorizados até mesmo em histórias da ciência recentes e populares. O resumo de Bradwardine do discernimento-chave que estes homens trouxeram para a ciência é uma das citações mais importantes da ciência inicial e ela merece ser reconhecida como tal:

[A matemática] é a reveladora da verdade genuína…..quem quer que tenha o descaramento de estudar a física ao mesmo tempo que negligencia a matemática, tem que saber desde o princípio que nunca entrará pelos portais da sabedoria. (Citado por Hannam, p. 176)

Estes homens não só foram os primeiros a aplicar de forma genuína a matemática à física, como desenvolveram funções logarítmicas 300 anos antes de John Napier, e o Teorema da Velocidade Média 200 anos antes de Galileu. O facto de Napier e Galileu serem creditados por terem descoberto coisas que os estudiosos Medievais já haviam desenvolvido é mais um indicador da forma como “o Mito” tem distorcido a nossa percepção da história da ciência.

Nicolas_OresmeSemelhantemente, a física e a astronomia de Jean Buridan e de Nicholas Oresme eram radicais e profundas, mas de modo geral, desconhecidas para o leitor comum.  Buridan foi um dos primeiros a comparar os movimentos do cosmos com os movimentos daquela que é outra inovação Medieval: o relógio. A imagem dum universo a operar como um relógio, imagem essa que passou a ser usada com sucesso pelos cientistas até aos dias de hoje, começou na Idade Média.

E as especulações de Oresme em relação a uma Terra em rotação mostra que os estudiosos Medievais alegremente contemplavam ideias que (para eles) eram razoalmente estranhas como forma de ver se funcionariam; Oresme descobriu que esta ideia em especial na verdade funcionava muito bem.

Dificilmente estes homens eram o resultado duma “idade das trevas” e as suas carreiras estão conspicuamente livres de qualquer tipo de Inquisidores e de ameaças de queimas tão amadas e sinistramente imaginadas pelos fervorosos proponentes “do Mito”.

Galileu, Inevitavelmente.

Tal como dito em cima, nenhuma manifestação “do Mito” está completa se que o Incidente de Galileu seja mencionado. Os proponentes da ideia de que durante a Idade Média a Igreja sufocou a ciência e a racionalidade têm que empurrá-lo para a linha da frente visto que, sem ele, eles não têm exemplos da Igreja a perseguir alguém por motivos relacionados à pesquisa do mundo natural.

A ideia comum de que Galileu foi perseguido por estar certo em relação ao heliocentrismo é uma total simplificação dum assunto complexo, e um que ignora o facto do principal problema de Galileu não ser só que as suas ideias estavam em desacordo com a interpretação das Escrituras, mas também em desacordo com a ciência dos seus dias.

Ao contrário da forma como este assunto é normalmente caracterizado, nos dias de Galileu o ponto principal era o facto das objecções científicas ao heliocentrismo ainda serem suficientemente poderosas para impedirem a sua aceitação.

Em 1616 o Cardeal Bellarmine deixou bem claro para Galileu que se aquelas objecções científicas pudessem ser superadas, então as Escrituras poderiam e deveriam ser reinterpretadas. Mas enquanto essas objecções se mantivessem, a Igreja, compreensivelmente, dificilmente iria derrubar séculos de exegese em favor duma teoria errónea. Galileu concordou em só ensinar o heliocentrismo como um dispositivo de cálculo teórico, mas depois mudou de ideia e, num estilo típico, ensinou-a como um facto. Isto causou a que em 1633 ele fosse acusado pela Inquisição.

Hannam disponibiliza o contexto para tudo isto com detalhe adequado numa secção do livro que também explica a forma como o Humanismo do “Renascimento” causou a que uma nova vaga de estudiosos não só tenha buscado formas de idolatrar os antigos, mas também formas de voltar as costas às façanhas de estudiosos mais recentes tais como Duns Scotus, Bardwardine, Buridan, e Orseme.

Consequentemente, muitas das suas descobertas e muitos dos seus avanços ou foram ignorados, ou foram esquecidos (só para serem redescobertos independentemente), ou foram desprezados mas silenciosamente apropriados. O caso de Galileu usar o trabalho dos estudiosos Medievais sem reconhecimento é suficientemente condenador.

Na sua ânsia de rejeitar a “dialéctica” Medieval e emular os Gregos e os Romanos – que, curiosamente, e de muitas formas, fez do “Renascimento” um movimento conservador e retrógrado – eles rejeitaram desenvolvimentos e avanços genuínos dos estudiosos Medievais. Que um pensador do calibre Duns Scotus se tenha tornado primordialmente conhecido como a etimologia da palavra “dunce” é profundamente irónico.

Por melhor que seja a parte final do livro, e por mais valiosa que seja a análise razoavelmente detalhada das realidades em torno do Incidente de Galileu, tenho que dizer que os últimos 4 ou 5 capítulos do livro de Hannam passam a ideia de terem falado de coisas que eram demasiado complicadas de se “digerir”. Eu fui capaz de seguir o seu argumento facilmente, mas eu estou bem familiarizado com o material e com o argumento que ele está a avançar.

Acredito que para aqueles com esta ideia do “Renascimento”, e para aqueles com a ideia de que Galileu nada mais era que um mártir perseguido da ciência e um génio, a parte final do livro pode avançar duma forma demasiado rápida para eles entenderem. Afinal de contas, os mitos têm uma inércia muito pesada.

Pelo menos uma pessoa que reviu o livro parece ter achado o peso dessa inércia demasiado dura para resistir, embora seja provável que ela tenha a sua própria bagagem para carregar. Nina Power, escrevendo para a revista New Humanist, certamente que parece ter tido alguns problemas em deixar de parte a ideia da Igreja a perseguir os cientistas Medievais:

Só porque a perseguição não era tão má como poderia ter sido, e só porque alguns pensadores não eram as pessoas mais simpáticas do mundo, isso não significa que interferir no seu trabalho ou banir os seus livros era justificável nessa altura ou que seja justificável nos dias de hoje.

Bem, ninguém disse que era justificável; explicar como é que ela surgiu, e o porquê dela não ter sido tão extensa como as pessoas pensam, e como ela não teve a natureza que as pessoas pensam que teve, não é “justificar” nada, mas sim corrigir um mal-entendido pseudo-histórico.

Dito isto, Power tem algo que parece ser a razão quando salienta que “A caracterização de Hannam dos pensadores [do Renascimento] como ‘reaccionários incorrigíveis’ que ‘quase conseguiram destruir 300 anos de progresso na filosofia natural’ está em oposição com a sua caracterização mais cuidada daqueles que vieram antes.” No entanto, isto não é porque a caracterização está errada, mas sim porque a dimensão e a extensão do livro realmente não lhe dão espaço para fazer justiça a esta ideia razoavelmente complexa, e, para muitos, radical. (…)

Deixando isso de parte, este é um livro maravilhoso, e um antídoto acessível e brilhante contra “o Mito”. Ele deveria estar na lista de Natal de qualquer Medievalista, estudioso da história da ciência, ou de qualquer pessoa que tem um amigo equivocado que ainda pensa que as luzes da Idade Média eram acesas queimando cientistas.

~ http://goo.gl/fXGJMg

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Será que todos aqueles cientistas estão errados?

Por Gordon Howard

Quando um criacionista sugere para a pessoa comum que a evolução [o gradualismo aleatório a gerar toda a biocomplexidade] não é cientificamente viável, a resposta comum é: “De que forma é que todos aqueles cientistas podem estar errados?”

Isto é perfeitamente compreensível visto que os livros populares, as revistas, os programas de televisão, os filmes, e até as conversas comuns, parecem confirmar de modo constante que o big bang, a origem natural da vida a partir do lodo primordial, e a evolução dos seres vivos a partir dos organismos originais, são posições aceites por todos os cientistas. Acredita-se que as únicas pessoas que colocam em causa estas coisas são os fanáticos religiosos ou os cientificamente iletrados.

Portanto, fica a pergunta: será que “todos aqueles cientistas” podem estar errados? A História claramente diz que sim, eles podem estar errados.

Note-se que, sem dados extraídos de experiências, ou sem tentativas de se falsificar uma teoria científica através das observações dos antagonistas ou através de teorias alternativas, as ideias dum cientista podem mesmo assim ser fortemente distorcidas pelos seu viés filosófico. (1) Isto é particularmente verídico na interpretação das “evidências” e não na observação actual do fenómeno, e aplica-se de modo particular às teorias em torno de eventos históricos tais como o conceito da evolução.

De facto, como iremos ver, não é apenas um mas sim um corpo imenso de cientistas que pode olhar para o mundo através dum paradigma que está errado nas suas bases. Isto é porque o cientista é como outra pessoa qualquer que pode ter uma crença forte em algo mesmo quando se depara perante evidências contraditórias. (2)

Exemplo: Astronomia

Talvez os exemplos mais conhecido de cientistas que “nadaram contra a maré” sejam os de Galileu e de Nicolau Copérnico. A “maioria dos cientistas”, que eram seus conteporâneos, acreditavam que a Terra era o centro do universo, e que todos os corpos celestiais giravam à volta dela. Tal como acontece com os cientistas modernos e com a teoria da evolução, a sua crença tinha como base um conceito filosofíco, e não as observações. E eles estavam errados.

A famosa “luta” de Galileu com a igreja não estava relacionada com a Bíblia, mas sim com líderes religiosos da época (que seguiam o que os cientistas da altura qualificavam de “verdade científica”) e também com a comunidade científica como um todo. (3)

Os cientistas da altura mantinham esta crença embora observações contínuas e cálculos contínuos revelassem que tinha que existir uma falha na ideia universalmente aceite de “epicíclos” (corpos celestes que se moviam em círculos dentro de outros círculos). Demorou muito tempo, e foi necessária a publicação de muitas evidências observacionais provenientes dos recém-criados telescópios, para que a comunidade científica começasse a aceitar que eles haviam acreditado num sistema defeituoso: a Terra não era o centro rotacional absoluto dos corpos celestes.

Observações adicionais provenientes de telescópios melhorados colocou um ponto final noutra crença também universalmente aceite durante essa altura: de que os corpos celestes eram esferas perfeitas que se moviam-se em círculos perfeitos. Foram observadas irregularidades na lua, indicando que não era uma esfera perfeita. Alarme! A órbita da Terra em redor do sol era uma elipse. Mais horror! “Todos aqueles cientistas” estavam errados e a base da sua visão do universo era falsa.

Os cientistas actuais dizem-nos que o nosso universo surgiu do nada, e por nenhum outro motivo que não o big bang. Será que é possível que todos estes cientistas também tenham uma visão errada do nosso universo, bem como da sua origem?

Exemplo: Química.

Durante o final do século 17 e durante o século 18, o “flogisto” era usado para explicar a forma como as substâncias se queimavam e se enferrujavam. Era acreditado (pela “maioria dos cientistas”) que ele [o flogisto] era uma substância contida em material combustível, e que a mesma era libertada quando os objectos entravam em combustão.

LavoisierFoi preciso o trabalho persistente de vários cientistas de renome da altura, incluindo Antoine-Laurent de Lavoisier, para demonstrar que a combustão era uma reacção química, normalmente envolvendo o oxigénio. As substâncias que ardiam ficavam normalmente mais pesadas devido ao oxigénio acrescido, e não mais leves devido à perda de flogisto. A maioria [dos cientistas] estava errada. (4)

Mais tarde, Lavoisier foi executado durante o fanaticamente anti-Cristão “reino do terror” que ocorreu na França. Diz-se que o juiz que o sentenciou afirmou:

A República não precisa nem de cientistas e nem de químicos.

Hoje em dia, a maior parte dos cientistas acredita que os químicos básicos da vida (tais como as proteínas) se organizaram a eles mesmos, posição que se encontra em oposição às probabilidades químicas experimentalmente estabelecidas. Será que existe a possibilidade dos cientistas actuais também estarem errados?

A alquimia (5) é a ideia de que os metais básicos (tais como o cobre) podem ser transformados em ouro. Este conceito persistiu durante centenas de anos, e embora as experiências que giraram em torno deste conceito tenham levado à descoberta de substâncias químicas interessantes, as experiências levadas a cabo de forma correcta provaram que isto é impossível (através de métodos químicos).

Muito mais dinheiro e tempo (e disponibilidade profissional) foi desperdiçado na investigação desta ideia científica errónea – ideia essa que impediu muitos de analisar possibilidades mais úteis. Será possível que os cientistas que buscam o fenómeno natural capaz de causar a origem da vida estão também a desperdiçar o seu tempo e as suas energias num exercício futil?

Exemplo: Medicina

Que as ideias erradas podem persistir pervasivamente durante centenas de anos é algo feito notório quando ficamos a saber da teoria do “humores” (6), cujo conceito básico remonta aos tempos de Aristóteles (384–322 A.C.), mas que foi clarificado e popularizado pelo famoso médico Hipócrates (de quem provém o código de práctica que incorpora o “Juramento de Hipócrates” tradicionalmente dito pelos médicos no princípio da sua práctica profissional).

O conceito em torno da teoria é o de que os corpos tem quatro tipos básicos de fluidos: bílis (Grego: chole), fleuma, bílis negra (Grego: melanchole), e sangue (Latim: sanguis). Era suposto isto corresponder aos quatro temperamentos tradicionais: colérico, fleumático, melancólico e sanguinário. Segundo a teoria, estes quatro têm que ser mantidos em equílbrio como forma de se ter boa saúde.

Na maior parte dos casos, o tratamento recomendado para o desequilíbrio era a dieta e o exercício, mas por vezes eram administrados laxantes e enemas como forma de purgar do corpo o “humor” indesejado. Semelhantemente, se alguém tinha febre, acreditava-se que era devido a um excesso de sangue, e como tal, a cura era o “sangramento” do paciente (normalmente através do uso de sanguessugas) num processo que tinha o nome de “sangria”.

Claro que esta “cura” era frequentemente pior que a doença. Mas mesmo assim, os médicos persistiram com a mesma metodologia através da Idade Média porque ninguém se encontrava preparado para colocar em dúvida Galeano, o médico, escritor e filósofo do primeiro século que publicitou esta ideia nos seus escritos populares e autoritários.

Apesar do exemplo de Galeano, e do ensino da observação e da experimentação, bem como das evidências acumuladas de que havia algo de errado, esta foi uma práctica comum até ao final do século 19. E mais uma vez, eles estavam errados.

Tudo o que eles defendiam em relação à causa da doença estava errado, e a propagação deste erro ocorreu  porque eles acreditavam nas teorias de outros cientistas sem as colocar em causa. Isto é parecido ao que ocorre nos dias de hoje, onde muitos cientistas acreditam na teoria da evolução apenas e só porque os cientistas que eles consideram fiáveis acreditam na teoria da evolução.

Exemplo: Biologia.

De onde é que se originam os vermes? Será que as baratas, os ratos e as larvas pura e simplesmente “aparecem” dos vegetais em decomposição e dos resíduos de origem animal, ou até mesmo das rochas? Durante muito tempo acreditava-se que sim, até mesmo por parte de pensadores famosos tais como Aristóteles (4º século antes de Cristo).

Esta ideia tinha o nome de “geração espontânea” e foi tida como um facto até meados do século 19. (7) Foi preciso que o cientista criacionista Louis Pasteur (1822–1895) provasse que a vida provém da vida (num processo com o nome de “biogénese”) para que ficasse claro que todas as pessoas que acreditavam na geração espontânea estavam erradas.

Hoje em dia, e apesar das evidências de Pasteur e das observações contínuas, muitos cientistas ainda acreditam na abiogénese (que a vida pode surgir de químicos sem vida). Os evolucionistas chamam a este processo de “mistério” visto que o mesmo encontra-se em oposição à química. Mas mesmo assim, eles acreditam nele. Porquê?

A ciência não é determinada através do voto da maioria

Na verdade, o motivo maior que leva os cientistas a acreditar na teoria da evolução é o facto da maioria dos cientistas acreditar na teoria da evolução. Isto é um tipo de “viés de confirmação”: o alegado consenso científico surgiu através da contagem de cabeças, cabeças essas que por sua vez chegaram às suas conclusões através duma contagem de outras cabeças.

Se a maior parte destes cientistas fosse alvo dum questionamento onde lhes era pedido que disponibilizassem algum tipo de evidência, muito provavelemente eles iriam dar respostas fracas provenientes de fora da sua área técnica. Por exemplo, uma das maiores autoridades no que toca aos fósseis de áves – e um crítico acérrimo do dogma evolutivo dinossauro-evoluindo-para-pássaro – é o Dr Alan Feduccia, Professor Emérito na Universidade da Carolina do Norte. Ele continua a ser um evolucionista, mas quando desafiado, a sua maior “prova” da evolução é milho que passa a ser…..milho! (8)

Tal como disse Michael Crichton (1942–2008), famoso autor que havia tido uma carreira prévia na área da medicina e da ciência:

Michael_CrichtonDeixem-me deixar as coisas bem claras: o trabalho científico de maneira alguma está relacionado com o consenso. O consenso é área da política. A ciência, pelo contrário, só precisa dum pesquisador que tem a razão do seu lado, o que significa que ele ou ela tem resultados que podem ser verificados referenciado no mundo real.

Na ciência, o consenso é irrelevante. O que é relevante é a existência de resultados que podem ser duplicados. Os maiores cientistas da História são cientistas de renome precisamente porque eles foram para além do que era aceite pelo consenso.

Não existe tal coisa com o nome de ciência consensual. Se é consensual, não é ciência. Se é ciência, não é consensual. (9)

Mesmo assim, tal como os defensores dos epicíclos, dos flogistos, dos humores, e da geração espontânea, muitos cientistas actuais acreditam na teoria da evolução. Será que todos estes cientistas podem estar errados? A Hístória revela que “sim”. Evidências acumuladas provenientes da genética, da biologia molecular, da teoria da informação, da cosmologia, e de outras áreas, revelam que sim, todos estes cientistas estão errados.

Estes cientistas acreditam no paradigma dominante – o naturalismo – apesar das evidências contra esta filosofia. Eles não querem confrontar a ideia dum Criador, e, tal como no passado, a avaliação honesta das evidências da ciência operacional irá demonstrar que eles estão errados; o Criador será Vindicado. (Romanos 1:18–22).

~ http://bit.ly/1NSVVcG

* * * * * * *

Referências e notas:
1. Sarfati, J., Refuting Evolution, ch. 1, 4th ed., Creation Book Publishers, 2008; creation.com/refutingch1.
2. Walker, T., Challenging dogmas: Correcting wrong ideas, Creation 34(2):6, 2012; creation.com/challenging-dogmas.
3. Sarfati, J., Galileo Quadricentennial: Myth vs fact, Creation 31(3):49–51, 2009; creation.com/galileo-quadricentennial.
phlogiston, Encyclopædia Britannica, Encyclopædia Britannica Online, 2012; Britannica.com/EBchecked/topic/456974/phlogiston.
5. Alchemyanswers.com/topic/alchemy.
6. From Greek ??µ?? (chumos) meaning juice or sap; Humours, Science Museum; sciencemuseum.org.uk.
7. What is spontaneous generation? allaboutscience.org. Spontaneous Generation; allaboutthejourney.org/spontaneous-generation.htm.
8. Discover Dialogue: Ornithologist and evolutionary biologist Alan Feduccia plucking apart the dino-birds, Discover 24(2), February 2003; see also creation.com/4wings.
9. Crichton, M., Aliens cause global warming, 17 January 2003 speech at the California Institute of Technology; s8int.com/crichton.html.
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O argumento “mais um deus que tu”

Por Edward Feser

Os deuses do Olimpo, ou qualquer outro deus de algum outro panteão, são, em essência, seres finitos e contingentes como nós, tão impressionantes como os extraterrestres – que seria de facto impressionante, mas mesmo assim, dentro da ordem da criação.

De modo particular (e para ser filosoficamente mais correcto), esses deuses seriam uma mistura de actualidade e potencialidade, e uma mistura de essência e existência; todos eles seriam governados por princípios que existem fora deles mesmos. Para além disso, todos eles seriam menos que absolutamente necessários na sua existência, e imperfeitos na sua natureza.

Isto significa que, tal como nós, a sua existência iria depender do que é Actualidade Pura, Aquele que é o Próprio Ser (isto é, Aquele onde a essência e a existência são idênticas), Aquele que existe duma forma necessária e independente, e onde todas as perfeições finitas, diversas e derivativas manifestas no mundo da nossa experiência existem duma forma unificada, não-derivada e infinita.

Isto significa que eles, tal como nós, iriam depender a sua existência no Deus do Teísmo clássico.

Logo, em resposta à objecção “mais um deus que tu”, nada mais é preciso dizer que isto:

Quando tu entenderes o porquê de eu rejeitar todos os outros deuses, irás entender o porquê de eu rejeitar o teu argumento “mais um deus que tu”.

* * * * * * *

Basicamente, o que Feser diz é que quando o anti-Cristão usa o argumento “mais um deus que tu”, ele não entende o que é que os Cristãos acreditam em relação aos outros deuses:

Porque, ainda que haja, também, alguns que se chamem deuses, quer no céu, quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores); Todavia, para nós, há um só Deus, o Pai, de quem é tudo, e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele. 1 Cor 8:5-6

Os Cristãos não defendem que não existam seres que os humanos qualificam de “deuses”; o que nós defendemos é que só há Um Ser que é Deus por Natureza (e não por atribuição humana).

DemoniosQuando o ateu diz que o que ele acredita sobre o Deus da Bíblia é o mesmo que os Cristãos acreditam sobre os outros deuses, ele está a fazer um erro grave porque o que os Cristãos acreditam sobre os outros deuses não é o que ele defende sobre o Deus da Bíblia.

Um exemplo disto é que, em algumas situações, os Cristãos identificam os outros deuses como demónios, algo que os ateus nunca iriam defender sobre o Deus da Bíblia visto que eles não acreditam que demónios existam.

Resumindo: o Deus da Bíblia é Deus por Natureza (isto é, Nele mesmo), e Ele existe independentemente da criação – “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou. (João 8:58) – mas por outro lado, os deuses pagãos são, na hipótese mais benigna, meras projecções humanas, mas na pior das hipóteses, demónios enganadores.

Antes digo que, as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios. 1 Cor 10:20

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