Gradualismo aleatório ou design inteligente?

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A ciência avança ignorando a teoria da evolução

Resposta a este comentário da Ana.

apendice-refutadoÉ interessante como este blogue retorna a temas que já foram debatidos e esclarecidos pelos comentadores, como se nada disso tivesse acontecido. Este post é um exemplo disso. Voltamos, mais uma vez, ao tema do conceito de “órgão vestigial”. Como já disse num comentário anterior, publicado há quase 2 anos, um órgão vestigial é um órgão “reduzido em tamanho ou utilidade quando comparado com órgãos homólogos em outros animais” (conforme definição do próprio Darwin, apresentada há mais de 100 anos). É um órgão que tendo perdido a sua função principal, manteve uma função secundária (como os ossos da pélvis na baleia, que suportam músculos importantes na actividade sexual) ou passou a ter uma nova função (como o caso do apêndice nos humanos, que serve de reservatório para a regulação da flora intestinal) [https://darwinismo.wordpress.com/2014/10/08/os-movimentos-de-cintura-da-teoria-da-evolucao/#comment-27403].

Logo aqui temos a ilusão darwinista. Órgão vestigial, tal como mantido por Darwin e companhia, é aquele que NÃO TEM FUNÇÃO ALGUMA. Entende a diferença? Vocês hoje falam em “órgãos que perderam a função principal”, mas isso é uma tentativa falhada de esconder o erro que vocês evolucionistas fizerem durante décadas (até que a ciência vos forçou a mudar de posição – finalmente).

Outra coisa a levar em conta é que vocês falam de “função principal”, mas vocês não sabem que “função principal” era essa. O que vocês sabem é que vocês não sabiam qual era a função do apêndice na altura em que ele começou a ser estudado. Portanto, a ilusão de que órgão vestigial é aquele que não executa a sua “função principal” (fosse ela qual fosse dentro do vosso paradigma) é falso. Dentro da mitologia evolutiva, órgão vestigial é aquele que não tem função.

Claro que com o passar do tempo e com o avanço da ciência, os cientistas começaram a descobrir funções para os órgãos que os evolucionistas diziam ser “sem função”. Isso forçou os crentes evolucionistas a mudar a definição de “vestigial” de modo a ocultar o seu erro grosseiro. Mas agora é tarde demais.

Volto a dizer o que já disse noutro comentário, vocês evolucionistas devem ser um dos poucos grupos do mundo que usa a ignorância como evidência em favor da vossa teoria religiosa: “Eu não sei qual é a função do apêndice, LOGO, ele não tem função, LOGO ele não foi criado mas é, sim, resultado dum processo gradual aleatório impessoal que, com o passar dos milhões de anos, o deixou sem função”.

Isto é o que passa por “ciência” aos vossos olhos?

[ Nota: É também importante relembrar que o conceito de “órgão vestigial” não surgiu com a teoria da evolução: Aristóteles (que viveu antes de Cristo), já tinha feito referência a estas estruturas.]

E se ele dizia que não tinham função, ele estava tão errado como Darwin. Apelar ao alegado erro de Aristóteles não muda o facto do mesmo erro ter sido feito por Darwin e pelos seus ministros.

Tenho dificuldade em compreender a crítica que o Lucas faz neste caso em particular, de que médicos e cientistas tenham, durante décadas, defendido que o apêndice não tinha função “e que quando algo corre bem”.

Simples. Vocês evolucionistas diziam uma coisa, mas a ciência mostrou que vocês estavam errados. Pelo que estamos a descobrir, não existem “órgão vestigiais” mas sim órgãos cuja função nós ainda não sabemos. É esta humildade que vocês evolucionistas não têm; vocês assumem que como não sabem como uma estrutura funciona, ela não tem qualquer função. Isso não é ciência mas sim algo que impede o avanço da ciência.

Pior ainda é o facto de vocês evolucio-animistas usarem a PERDA de funções como evidência em favor do poder criativo do gradualismo aleatório. Se uma estrutura perdeu a sua função com o passar dos anos, isso de maneira nenhuma é evidência de que forças graduais aleatórias podem gerar essa mesma função. O que vocês revelam quando usam o argumento do “mau design” é que vocês assumem que o “bom design” é evidência óbvia em favor de Deus. Logo, esmagados pela  preponderância de design excelente na biosfera, vocês buscam por “deformidades” e “mau design” como evidência CONTRA O CRIADOR, e não evidência em favor do gradualismo aleatório.

Só que para vosso desespero, não só os Cristãos têm uma resposta para o “mau design” e para as deformações, como temos a melhor explicação para o bom design. Vocês  evolucionistas não só estão errados em qualificar certas estruturas de “vestigiais”, como continuam sem as poder usar como evidência em favor da vossa fé MESMO que sejam “órgãos vestigiais” (que, como já disse em cima, não existem).

É que as apendicites são, ainda hoje, possível causa de morte mesmo em países ditos “civilizados” (quando não são detectadas a tempo), as pessoas podem perfeitamente viver sem um apêndice sem problemas de maior (como é o meu caso, por exemplo).

As pessoas também podem viver sem braços, sem pernas e sem olhos, mas isso não quer dizer que essas estruturas sejam “vestigiais”. O facto duma pessoa poder viver sem uma estrutura significa que…..ela pode viver sem essa estrutura, não significa que a estrutura não tem função.

Logo, DESCONHECENDO qualquer função para o apêndice nos humanos, é natural que cientistas e médicos concluíssem (sabemos hoje que erradamente) que este órgão não tem função.

Não, não é “natural” os evolucionistas dizerem que algo dentro do corpo humano “não tem função” só porque não se sabe como funciona. O natural é 1) defender que não sabem como funciona e 2) estudar até descobrir a sua função. Claro que o paradigma evolucionista impede esta atitude científica porque esta visão do mundo dá legitimidade a uma mundo aleatório, irracional, onde as coisas surgem e existem sem propósito algum.

Por outro lado, a visão do mundo Cristã, ao assumir como base de partida que a o mundo e as formas de vida surgiram como efeito do Poder Criativo do Deus Todo Poderoso, valida uma atitude mais científica e investigativa: “Eu não sei qual é a função deste órgão, mas como o corpo humano foi criado por Deus, e como Deus não faz as coisas sem intenção, então esta estrutura deve ter alguma função. Vamos estudar, analisar e fazer testes até descobrir o porquê de Deus ter feito o apêndice”.

Entende a diferença? A atribuição de “sem função” ao apêndice é consequência lógica do paradigma gradualista aleatório. Estudar e investigar e analisar são atitudes que estão de acordo com quem sabe que todas as estruturas do corpo humano estão lá por algum motivo. Descobrir uma função é algo que joga contra a teoria da evolução.

P.S.: O exemplo que o Lucas dá, da “nova” função do apêndice, é um belíssimo exemplo da importância da “ignorância” em ciência e de como a ciência funciona.

Mas a atitude dos evolucionistas não foi de “ignorância” mas de pseudo-conhecimento: vocês SABIAM (de sabedoria) que o apêndice não tinha função alguma e vocês SABIAM  que isso era evidência em favor da vossa fé no gradualismo aleatório. Onde está a “ignorância” nisto?

Até há dois anos a ciência desconhecia a importância do apêndice nos humanos.

A Ana não quer antes dizer “Até há dois anos os evolucionistas afirmavam que o apêndice não tinha função”? Note que a questão aqui é a falsa explicação dada por Darwin e pelos seus seguidores.

“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Romanos 1:22)

Se os cientistas se limitassem a aceitar como facto imutável, como “verdade inerrante”, de que o apêndice “não tem função”, os cientistas de TRÊS universidades norte-americanas não se teriam interessando neste pequeno órgão vestigial e não teriam descoberto a sua função, levando ao aumento do conhecimento científico.

Mas eles foram capazes de descobrir qual era a função do apêndice porque COLOCARAM DE LADO a errónea posição evolucionista de que o apêndice “não tem função”.

Portanto, a questão aqui não é que a ciência parou no tempo, mas sim que ela só avançou porque colocou de lado Darwin e operou segundo princípios mais de acordo com o criacionismo e com a Teoria do Design Inteligente: as estruturas existem com uma ou mais funções específicas.

Portanto, a Ana está no seu direito de louvar o trabalho dos cientistas; a Ana não se pode esquecer que a ciência avançou porque Darwin e as pseudo-conclusões da sua teoria foram ignoradas. Se a Ana diz que é assim que a ciência avança, eu concordo e assino por baixo: a ciência avança ignorando as desilusões de Darwin .

Anti-Evolution

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Ateísmo versus ciência

Apendice  Refutação

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O que os evolucionistas não revelam sobre os seus “métodos de datação”

Por Marcos Sabino

A datação radiométrica é o procedimento através do qual os geólogos tentam estimar a idade de uma rocha, baseando-se no processo de desintegração radioactiva de determinados elementos instáveis. As rochas possuem certos elementos instáveis, o que significa que o núcleo dos seus átomos se desintegra espontaneamente, permitindo a transformação dos referidos elementos (chamados isótopos-pai) noutros diferentes mais estáveis (isótopos-filho).

O evolucionista refere muito estes métodos como evidência da extrema antiguidade da Terra, como se a medição da quantidade de isótopos numa rocha revelasse directamente a idade da mesma. O Cristão que acredita na Bíblia deve ter em mente as pressuposições assumidas pelos geólogos quando utilizam estes métodos.

Na palestra em Espinho, um dos presentes referiu um destes métodos para afirmar que a ciência provou que a Terra tem mais que 10.000 anos. Eu perguntei se ele sabia as pressuposições dos geólogos ao utilizar estes métodos. Como a resposta foi negativa, utilizei um exemplo para mostrar o que é assumido na datação radiométrica.

TorneiraDesenhei no quadro um esquema como o que se encontra à esquerda deste post, com variáveis diferentes. Vou falar como se tivesse utilizado as variáveis presentes nesta ilustração, para facilitar a compreensão.

Perguntei quanto tempo demorou para o copo ficar com aquela quantidade de água, com base nos valores conhecidos. A resposta foi rápida: 6 horas! Perguntei se os restantes concordavam. Todos concordaram.

Eu disse “muito bem” e em seguida perguntei se tinham notado aquilo que eles assumiram para avançarem com essa resposta. Uma voz disse: “Que a torneira esteve sempre a correr à mesma velocidade“. Eu disse “muito bem” e perguntei: “E quanto ao copo?“. Da audiência veio outra resposta: “Que o copo estava vazio quando a torneira começou a correr“.

Fiquei contente porque as pessoas deram conta daquilo que elas tiveram de assumir para chegar à resposta das “6 horas“. E ainda faltou referir outra coisa que foi assumida: que não houve “contaminação” externa, isto é, que a água do copo só veio da torneira.

Voltando à datação radiométrica

Pois é, com a datação radiométrica acontece precisamente a mesma coisa. Os geólogos assumem:

1) Que a taxa de decaimento dos isótopos radioactivos foi sempre constante;

2) Que não houve contaminação externa (isto é, que nenhuma quantidade de isótopos-pai ou isótopos-filho entrou ou saiu da amostra);

3) Que as condições iniciais da amostra são conhecidas (isto é, que não havia isótopos-filho na amostra).

CONCLUSÃO

É bom ter em mente o que está por trás dos métodos de datação radiométrica. Uma coisa é medir a quantidade de isótopos-pai e isótopos-filho presentes em determinada rocha. Isso é possível fazer com grande precisão. Outra coisa totalmente diferente é extrapolar essa observação para determinar a idade da rocha em questão. Isso depende de factores não observados e não conhecidos que simplesmente se têm de assumir. Não dá para voltar atrás no tempo até à altura em que a rocha se começou a formar e acompanhar o seu desenvolvimento.

~ ~ http://bit.ly/1UCoNHJ

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Os “métodos de datação” evolucionistas funcionam?

DatacaoUma das ideias muito aceites pelo público leigo (e, infelizmente, por um grande número de Cristãos) é que os “métodos de datação” evolucionistas são a última palavra no que toca à “idade” de determinada rocha ou fóssil.

A ideia que passa para fora é que os geólogos evolucionistas aceitam qualquer que seja a “idade” dada por determinado método de datação e que essas datas não estão de maneira nenhuma envoltas em controvérsia. Na prática, e como já se sabe, não é isso que acontece.

Como funciona na prática

Em 1964, trabalhadores municipais descobriram, por acaso, algumas pegadas numa praia e elas receberam o nome de “As Pegadas de Nahoon”. As pegadas foram avaliadas e e datadas, e o carbono-14 deu-lhes a “idade” de 30 mil anos (30.000 anos).

Em 1995, o geólogo Dave Roberts descobriu as pegadas de Langebaan, as mais antigas que se conheciam de humanos anatomicamente modernos. “Datavam” de 130 mil anos (130.000 anos).

Por achar que as pegadas de Nahoon se tinham formado num ambiente costeiro semelhante às de Langebaan, e por saber que o carbono-14 não funciona em material com mais de 40 mil anos (40.000), Roberts quis fazer uma nova datação às pegadas de Nahoon.

A datação através do método da termoluminescência deu uma “idade” de 200 mil anos (200.000 anos) às pegadas. Como esta nova “idade” corresponde com a interpretação evolucionista da evidência geológica do local onde as pegadas foram descobertas, a mesma aceite como sendo a “verdadeira idade”.

Já o arqueólogo Hilary Deacon avisou que era necessária alguma precaução com a “idade” dada pelo método da termoluminescência, uma vez que ainda estava em fase experimental. Na sua óptica, os artefactos presentes no local indicam que as pegadas deviam ter uns 90 mil anos (90.000 anos).

CONCLUSÃO

Certamente que o leitor mais atento não pode deixar de reparar nas “datas” que sugeridas para as pegadas. Note-se também como o geólogo evolucionista acima mencionado já sabia que as pegadas tinham de ter mais de 40 mil anos e, como tal, a “idade” sugerida pelo carbono-14 não poderia ser aceite.

Estes e muitos outros exemplos mostram que os “métodos de datação”/adivinhação não têm a palavra final no que concerne à idade das rochas (ou fósseis) visto que eles limitam-se a seguir as ideias pré-concebidas dos cientistas. Se a “idade” produzida pelo método corresponder às ideias pré-estabelecidas do geólogo, ela é aceite. Caso contrário, o geólogo tratará de justificar o sucedido e procurará refugiar-se na “idade” produzida por outro método.

A melhor maneira de termos a certeza da idade de alguma coisa é saber quem a construiu e perguntar-lhe. Nisso, os Cristãos estão em vantagem em relação aos evolucionistas visto que os primeiros têm a Infalível Palavra Daquele que estava lá quando os fósseis e as rochas se formaram.

Carbono_Datacao

Modificado a partir do original
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A teoria da evolução não é ciência e eis o porquê

Pegadas2Qual é a teoria que não pode ser cientificamente refutada, independentemente das evidências contrárias que sejam encontradas? Qual é a teoria que pode mudar por completo as suas alegações, sem, no entanto, questionar as posições de fé que a fundamentam?

Imaginem o cenário hipotético: vamos imaginar que estamos em Julho de 2005 e que no dia 5 desse mesmo mês lemos a seguinte notícia:

“Pegadas Reescrevem a História dos Primeiros Americanos”

PegadasA notícia diz que a descoberta de pegadas humanas perto dum antigo lago mexicano “revela” que as primeiras pessoas chegaram à América 30,000 anos mais cedo do que se pensava. A equipa liderada pela geo-arqueóloga Silvia Gonzalez, da Universidade John Moores, em Liverpool, descobriu 269 pegadas animais e humanas preservadas numa camada de cinza, e estas pegadas foram “datadas” com a idade de “40.000 anos” (que nós sabemos ser uma data falsa porque a Terra não é assim tão antiga).

Segundo Matthew Bennett da Universidade de Bournemouth (Inglaterra) as pegadas “preenchem todos os critérios estabelecidos após a descoberta das pegadas de Laetoli” (as tais que aguentaram “3,75 milhões de anos” mas que estão, entanto, em risco de desaparecer num espaço de 32 anos). O mesmo cientista declarou:

“Elas são, indiscutivelmente, pegadas humanas”.

Imaginemos agora que avançamos no tempo para Dezembro de 2005, e que no dia 3 desse mês somos confrontados com a notícia:

“As Pegadas dos Primeiros Americanos são Demasiado Velhas Para Serem Humanas”

Já não é credível que as pegadas tenham sido feitas por seres humanos porque outro “método de datação”/adivinhação indica que as rochas onde estão as pegadas têm “1,3 milhões de anos”. Dado isto, urge perguntar: quem é que fez as pegadas expostas em cima?

Paul Renne, geólogo da Universidade da Califórnia, afirma que as pegadas são mais recentes, e que elas são “marcas feitas por máquinas ou por animais”. Ou seja, no espaço de 5 meses as pegadas que eram “indiscutivelmente humanas” passaram a ser “marcas feitas por máquinas ou por animais”. Seria interessante saber que “máquina” ou que “animal” é capaz de fazer o tipo de pegada que se vê a seguir:

Pegadas3Este novela evolucionista revela bem as areias movediças que são os assim-chamados “métodos de datação”. Foram usados 5 métodos de datação distintos; a idade menor era de 38 mil anos enquanto que a maior era de 1,3 milhões de anos. Como a teoria da evolução não é ciência no verdadeiro sentido do termo, o cientista evolucionista é livre para escolher a data que está de acordo com a sua fé em Darwin.

E foi exactamente isso que aconteceu: os evolucionistas britânicos não aceitam as datas dos evolucionistas americanos e os americanos não aceitam as datas dos britânicos. Mas ambos os grupos estão a fazer “ciência” que (supostamente) é “sólida”, “fiável” e livre de qualquer interferência das crenças pessoais.

Se estas marcas realmente são pegadas humanas (e é isso que as evidências empíricas sugerem), então os evolucionistas vêem-se na obrigação de reescrever toda a história da migração do ser humano para as Américas. Mas como isso dá muito trabalho, os evolucionistas preferem dizer que as pegadas “claramente humanas” não são pegadas humanas porque . . . . elas têm “1,3 milhões de anos”, e, como diz a lenda evolucionista, o ser humano ainda não existia por essa altura.

Esta nova datação deu uma idade de “1,3 milhões de anos” a pegadasindiscutivelmente humanas. Se a teoria da evolução fosse uma teoria científica no genuíno sentido do termo, esta observação empírica seria suficiente para mostrar que algo nela não está correcto.

Como é podemos ter pegadas indiscutivelmente humanas na América, e com a idade de “1,3 milhões de anos”, se, segundo a fé evolucionista, por essa altura só o Homo erectus andava por África? Ou as pegadas são humanas e os “métodos de datação” que dão idades na ordem dos “milhões de anos” não funcionam, ou as pegadas não são humanas e estamos a ser enganados pelos nossos olhos.

Reparem que ninguém discute a composição química das rochas visto que isto pode ser observado de forma objectiva, directa e clara, independentemente da crença dos pesquisador. Já a idade das pegadas é algo totalmente subjectivo visto que os “métodos de datação” evolucionistas não são ciência objectiva. O mesmo pode ser dito da teoria da evolução em si.

Claro que para nós Cristãos o facto de haver pegadas “indiscutivelmente humanas” em rochas supostamente “antigas” é algo normal e esperado. Uma vez que a Terra não tem “milhões de anos”, e visto que o ser humano está na Terra “desde o princípio da criação” (e não “milhões de anos depois da criação” – Marcos 10:6), e visto também que a organização geológica da Terra foi, em larga parte, influenciada pelo Dilúvio de Noé (que ocorreu há cerca de 4,500 anos atrás), hão-de ser sempre encontradas pegadas humanas em todos os estratos geológicos.

O Cristão firmado na Palavra de Deus pode aceitar as pegadas descobertas sem ter que reorganizar a sua fé religiosa; já o crente evolucionista vê-se na contingência de ter que modificar a sua estrutura ideológica em favor de interpretações claramente falsas e anti-científicas só porque a sua fé não lhe permite aceitar a existência de seres humanos em rochas que os seus métodos de “datação”/adivinhação dão idades na ordem dos “milhões de anos”.

Conclusão:

Se formos analisar a história da teoria da evolução, e analisarmos a reacção dos evolucionistas sempre que um dado inesperado e contraditório foi encontrado, rapidamente chegamos à conclusão que não estamos perante uma teoria científica no verdadeiro sentido do termo, mas sim perante uma ideologia anti-Bíblica mascarada de “ciência”. Não existem evidências cientificas que façam um evolucionista deixar de ser evolucionista porque a sua fé não se baseia na ciência mas na fé.

O evolucionista é livre para ter a sua fé, mas ele não é livre de chamar de ciência à sua fé.

Modificado a partir do original

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Rio Colorado demonstra a ineficácia da “datação” evolucionista

Rio_ColoradoO Rio Colorado é um grande rio que atravessa parte dos Estados Unidos da América e do México. Nos anos 70, a datação evolucionista de lavas basálticas provenientes das quedas de água deste rio (no estado de Arizona) deu uma idade de “150 mil anos” (150.000).

Contudo, e como é normal no que toca as “datações”/adivinhações evolucionistas, novas aferições vieram contar uma história diferente daquela que os evolucionistas defendiam. Em 2006, um grupo de geólogos explicou:

“The ca. 150 ka age of the Grand Falls flow provided by whole-rock K-Ar analysis in the 1970s is inconsistent with the preservation of centimeter-scale flow-top features on the surface of the flow and the near absence of physical and chemical weathering on the flow downstream of the falls.

The buried Little Colorado River channel and the present-day channel are at nearly the same elevation, indicating that very little, if any, regional downcutting has occurred since emplacement of the flow.

Parece ser uma declaração um pouco estranha, uma vez que estamos sempre a ouvir dizer que os métodos de datação, por serem tão complexos e bem calibrados, são métodos fiáveis. Por que não simplesmente aceitar a idade que o método potássio-árgon (K-Ar) deu?

Sendo assim, qual a nova idade das lavas basálticas das quedas de água do rio Colorado? Os geólogos utilizaram 4 métodos de datação diferentes, em diferentes amostras. Estas foram as idades obtidas (valores em milhares de anos e por ordem crescente): 8; 15; 16; 17; 19; 19,6; 20; 23; 28. Concluíram que a idade das lavas é de 20 mil anos:

“We conclude that the Grand Falls flow was emplaced at ca. 20 ka.“

Como se pode ver, os resultados variam dos de 8 aos 28 mil anos. É esta “datação” que os evolucionistas usam como base para a sua fé nos “milhões de anos”, e esta “datação”/adivinhação que alguns Cristãos com fé mais fraca querem usar para reinterpretar a Bíblia de modo a que esta esteja de acordo com os mitológicos “milhões de anos”

Em pouco mais de 30 anos, uma coisa que tinha “150 mil anos” passa a ter “20 mil anos”, e ninguém (leia-se nenhum evolucionista) coloca em causa um “método” que produz tal amplitude de resultados.

Mas o melhor é nem questionar. Os métodos de datação são muito complexos e, por essa razão, devemos confiar nos geólogos mesmo quando uma rocha passa de um extremo da coluna geológica ao extremo oposto, e mesmo quando eles dão idades na ordem dos “milhões de anos” a fósseis que ainda têm material orgânico.

~ http://bit.ly/1Ylbs8c


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Rochas por onde passeavam os “primeiros organismos da Terra” afinal são recentes

Por Marcos Sabino

Neste post eu já tinha falado da excelência da datação evolucionista, onde vimos material que os geólogos afirmavam que tinha biliões de anos a passar a ter apenas alguns milhares de anos. No entanto, penso que a situação é má demais para deixar passar apenas com um post.
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O artigo dos geólogos Donald Lowe e Gary Byerly tinha como título:

“Ironstone bodies of the Barberton greenstone belt, South Africa: Products of a Cenozoic hydrological system, not Archean hydrothermal vents!“

Que me lembre, foi a primeira vez que vi um ponto de exclamação no título de um artigo científico. Se calhar o propósito do ponto de exclamação era transmitir a surpresa dos geólogos evolucionistas ao anunciar o facto. E de facto, não é para menos. Eles anunciaram [meu destacado]:

“Irregular bodies of goethite and hematite, termed ironstone pods, in the Barberton greenstone belt, South Africa, have been previously interpreted as the Earth’s most ancient submarine hydrothermal vent deposits and have yielded putative evidence about Archean hydrothermal systems, ocean composition and temperature, and early life.

This report summarizes geologic, sedimentological, and petrographic evidence from three widely separated areas showing that the ironstone was deposited on and directly below the modern ground surface by active groundwater and spring systems, probably during periods of higher rainfall in the Pleistocene.“

RochaOu seja, rochas que se diziam pertencer ao Arqueano (2.500.000.000 a 3.850.000.000 anos de idade), agora são tidas como pertencentes ao período do Pleistoceno (1.800.000 a 11.000 anos de idade). A Geologia deve ser a única área no mundo em que podes estar 99999% errado mas mesmo assim consegues manter o teu emprego e receber financiamento.

Tantas histórias foram contadas com base na extrema antiguidade destas rochas, tantos cenários montados, tanta imaginação sobre vida primitiva para agora nos virem dizer que estas rochas afinal não têm mais de 2 milhões de anos [*1].

Em 1994, o mesmo cientista falava na Geology a respeito do cinturão de Barberton. Nessa altura a idade dele era de 3,55 a 3,22 mil milhões de anos. Quantos artigos se escreveram sobre a elevada actividade microbiana nessas rochas super antigas:

 “A análise de rochas almofadadas do cinturão Barberton, na África do Sul, revelou novas evidências científicas de que a actividade dos micróbios era elevada no fundo dos oceanos, há biliões de anos. Artigo publicado na edição da Science desta sexta-feira (23/4), assinado por um grupo de cientistas liderado por Harald Furnes, do Departamento de Ciência da Terra da Universidade de Bergen, na Noruega, mostra a existência de pequenos tubos mineralizados feitos pelos arcaicos micróbios.“

Uau… até dá direito a escrever na prestigiosa Science. Então se está numa revista como a Science, só pode ser tudo verdade. Afinal, Science significa Ciência e Ciência, como todos os letrados sabem, lida com factos. E cá estão eles [meu destacado]:

“Pillow lava rims from the Mesoarchean Barberton Greenstone Belt in South Africa contain micrometer-scale mineralized tubes that provide evidence of submarine microbial activity during the early history of Earth.“

Só apetece dizer: Que treta! Se afinal de contas estas rochas são bem recentes, segundo a cronologia evolucionista, onde é que eles foram buscar as evidências de “actividade microbiana nos primeiros anos de vida da Terra”? Que treta! Como é que se pode confiar em métodos que mudam da água para o vinho? Que treta! Nem me atrevo a calcular a percentagem de erro com receio de pecar por defeito.

Para além de servir de exemplo da palhaçada que são os métodos de datação, este caso também serve de exemplo àqueles cristãos que querem contaminar a Palavra perfeita de Deus com as teorias malucas e falíveis do ser humano.
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REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[*1] – Naturalmente que também não aceito a nova idade atribuída às rochas. Apenas uso os conceitos evolucionistas para mostrar as areias movediças com que estamos a lidar.

Fonte

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A genética confirma a “evolução” do cavalo?

A cientificamente falsa teoria da evolução tem certos ícones que ajudam a preservar a sua cambaleante credibilidade cientifica. Apesar de serem claramente falsos, estes ícones são constantemente utilizados pelos evolucionistas desonestos (pleonasmo?) como forma de avançar com a sua fé em Darwin. Um dos muitos e falsos ícones usados pelos evolucio-animistas é a famosa sequência da imaginada “evolução do cavalo”.

A imagem da evolução do cavalo aparece tanto nos manuais escolares como nos museus de História natural, e em todos estes lugares o mito evolutivo é pregado de forma religiosa sem que haja a mínima preocupação em revelar a verdade científica. Claro que para quem acredita que a verdade é relativa e que ela se deve submeter a Narrativa Evolucionista, nada disto é surpreendente.

CavaloApesar de outros evolucionistas atacarem a sequência cuidadosamente seleccionada e arranjada da “evolução” dos cavalos (Ver referências 4, 5 e 6 do texto “The non-evolution of the horse”), os evolucionistas menos informados gostam de insistir do erros e insistir nos seus ícones religiosos. Mas ficamos a saber agora que as evidências estão a dar razão aos cientistas criacionistas.

Uma nova investigação vem confirmar, mais uma vez, que os evolucionistas que defendem a sequência evolutiva do cavalo têm propagado mentiras. Escrevendo para a PNAS, a equipa de cientistas da Universidade de Lyon relata que levou a cabo a primeira comparação de ADN antigo proveniente dos fósseis dos equídeos (incluindo cavalos, burros e zebras). Os espécimes eram de 4 continentes diferentes.

Chegou-se a conclusão que muitos espécimes que eram considerados espécies diferentes, mais não são que variações da mesma espécie. Além disso, e também devido a este estudo genético, chegou-se à conclusão que a evolução do cavalo é caracterizada por grandes explosões de diversidade. (Para quem não entende evolucionês, “explosões de diversidade” significa que uma vasta gama de espécimes apareceu “do nada” sem que haja qualquer ligação evolutiva aparente entre si.) No resumo da publicação lê-se:

O rico registo fóssil da família Equidae (Mammalia: Perissodactyla) dos últimos 55 milhões de anos [sic] tem sido um ícone em favor dos padrões e dos processos da macroevolução. Apesar disto, muitos aspectos dos relacionamentos filogenéticos e da taxonomia dos equídeos continuam por resolver.

Análises genéticas recentes de equídeos extintos revelaram padrões evolutivos inesperados e uma necessidade de revisões fundamentais ao nível genérico, subgenérico e ao nível das espécies. […] As análises filogenéticas validam uma revisão enorme da história evolutiva recente. […] Para além disso, fizemos uma revisão à linha temporal actualmente reconhecida da extinção de dois grupos de equídeos hemionemente relacionados.

No entanto, é óbvio que o actual conjunto de dados não pode resolver todas as questões em torno da taxonomia e da filogenia relevantes para a evolução do Equus. No entanto, e à luz destes achados, propomos uma rápida catalogação de ADN como forma de avaliar o ponto de situação taxonómico de muitos fósseis de espécies Equidae do Pleistoceno Superior que têm sido descritos através de nada mais que análises morfológicas.

Esta última frase diz-nos que a alegada sequência evolutiva do cavalo foi imaginada a partir de análises e comparações morfológicas. Mais uma vez, os evolucio-animistas  basearam-se num erro (semelhança morfológica) como evidência de descendência comum. No entanto, e como seria de esperar, as análises genéticas à disposição dos cientistas não estão de acordo com a mitologia evolutiva. (Mantém este dado em mente para o usares sempre que um evolucionista vier com o discurso furado de que “as análises morfológicas batem certo com as análises genéticas”).

Na introdução do artigo eles dizem: “O modelo linear original de modificação gradual de animais tipo-raposa (Hyracothere horses) até às formas modernas foi substituído por uma árvore mais complexa, que mostra períodos de explosão de diversificaçao e extinções de ramos há mais de 55 milhões de anos [sic]“. Ignorem a interpretação dos mitológicos “55 milhões de anos” e levem em consideração que têm aqui mais um exemplo onde:

1) informação falsa tem sido usada pelos evolucio-animistas para nos convencerem da sua religião;

2) os animais não apresentam as transições graduais que a teoria de Darwin necessita. Antes, a sua diversificação é instantânea (como se tivessem sido criados de uma vez).

Coluna geológica não bate certo com a análise genética

Além destes 2 pontos, estes dados também nos mostram a inconsistência da coluna geológica. Os evolucionistas querem-te fazer pensar que a coluna geológica realmente segue uma ordem específica. No entanto, se isso fosse verdade, a genética também deveria corroborar essa afirmação, coisa que, como vimos, não acontece.

Apesar desta investigação acabar com as especulações furadas evolucionistas, a ScienceDaily colocou-lhe um título suave: “ADN ilumina evolução do cavalo“. Tudo ilumina aspectos da evolução. Até mesmo evidências contrárias.

Conclusão:

Obviamente que o cavalo não é produto dum processo evolutivo porque nenhum animal o é. O facto dos dados genéticos não estarem de acordo com o que os evolucio-animistas acreditavam não é surpreendente visto que as formas de vida não são o efeito dum processo gradual aleatório, mas sim do Génio Infinito de Deus:

Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo. Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu. (Salmos 33:8-9)

Para uma teoria que tem tanto apoio junto da comunidade científica, seria de esperar que ela fosse mais suportada pelos dados científicos, mas o que esta mesma ciência revela é que tal não acontece.

Evolucao_Cavalo

O padrão que emerge dos dados científicos à nossa disposição é que as formas de vida apareceram “subitamente”, e que desde que apareceram, elas têm-se modificado dentro dos tipos básicos distintos. Isto é exactamente o que seria de esperar se a Bíblia estivesse a reportar a verdadeira história das origens.

Modificado a partir do original

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Como a ciência depende de visão Bíblica do mundo

Por Philip Carlson

É-me dito com frequência que a ciência deveria ser a juíza maior da verdade. Seria muito bom se isto fosse verdade, mas esta crença não sobrevive ao escrutínio visto que seria preciso que a ciência fosse a autoridade final em todos os assuntos. Embora isso possa ser um pensamento simpático, a realidade dos factos é que ele não aguenta o seu próprio peso.

“Nós só devemos acreditar naquelas coisas que podem ser cientificamente comprovadas”. Mas é esta frase em si cientificamente comprovável? E o que dizer daquelas ideias que parecem inacessíveis para a ciência? Declarações tais como “Ela é bonita”, “Isso está errado”, “O aborto é um mal”, “O vermelho é uma cor”, “O um é um número ímpar”, e assim por adiante.

Torna-se claro que muito tópicos teriam que ser explorados como forma de analisar esta ideia conhecida como cientismo, e uma destas áreas envolve as muitas pressuposições da própria ciência.

Como é que algo que depende de outras coisas pode ser declarada como a juíza única da verdade e a única fonte de conhecimento?

Pode-se ver facilmente que se P é uma pressuposição de Q, então P é fundamental para Q, e que P é necessário para Q. Se colocarmos de parte P, então temos também que colocar de parte Q.

Quais são os P da ciência? Se por acaso tu és um realista científico, tens que concordar que a ciência opera segundo algumas pressuposições. Em “Nature of Philosophy”, John Kekes afirma:

A ciência tem compromisso com várias pressuposições: que a natureza existe, que ela tem uma ordem detectável, e que ela é uniforme, são tudo pressuposições existenciais da ciência. A distinção entre o espaço e o tempo, entre a causa e o efeito, entre o observador e o objecto observado, entre o aparente e o real, e entre o ordenado e o caótico, mais não são que pressuposições classificativas.

Enquanto que a testabilidade interdisciplinar, a quantificabilidade, e a disponibilidade pública dos dados são pressuposições metodológicas, algumas das pressuposições axiológicas são o relato honesto dos resultados, a nobreza moral de se apurar os dados reais, e a escrupulosidade em se evitar erros observacionais ou experimentais.

Se qualquer uma destas pressuposições é colocada de parte, a ciência tal como a conhecemos, não pode ser feita. No entanto, a aceitação destas pressuposições não pode ser vista como algo mundano porque todas elas foram colocadas em causa e  temos à nossa disposição alternativas.  (1)

Kekes levanta um argumento sólido em favor do falhanço do cientismo. Se há coisas concretas que têm que estar em operação antes de ciência funcionar, então essas coisas são ainda mais fundamentais e fundacionais para se determinar a verdade.

Muitas pessoas dizem que temos que olhar para os artigos científicos revistos por pares para encontrarmos declarações reais em torno da forma como o mundo é, mas esta frase assume a honestidade das pessoas que reportam os seus resultados. Esta suposição não pode ser tida como certa visto que, por motivos de fraude em favor do autor ou dos autores dos artigos, o número de retratações, de plágios, e até de processos criminais estão dentro do âmbito das possibilidades.

Existem pressuposições filosóficas adicionais que têm que ser levadas em conta antes de se poder fazer ciência. J. P. Moreland fez uma lista decente destas pressuposições científicas em mais do que uma das suas obras (2,4). Ele lista (2) pelo menos 10:

1. A existência dum mundo real, independente de qualquer teoria.
2. A natureza organizada do mundo externo.
3. A cognoscibilidade do mundo externo.
4. A existência da verdade.
5. As leis da lógica.
6. A fiabilidade das nossas capacidades cognitivas e sensoriais como colectores-de-verdade e como motivo da crença justificada no nosso ambiente intelectual.
7. A adequação da linguagem como forma de descrever o mundo.
8. A existência dos valores [morais] usados na ciência.
9. A uniformidade da natureza e da indução.
10. A existência de números.

Todas estas pressuposições servem de fundamento para quem quer levar a cabo ciência da forma como ela é executada. Estas ideias têm que estar estabelecidas e discutidas antes da ciência ser forjada. (Elas têm que, pelo menos, ser assumidas de modo implícito.)

A consistência e a coerência destas pressuposições depende da visão do mundo mantida pela pessoa. É muito difícil para um ateu avançar com um certo número destas ideias de forma consistente, no entanto muito provavelmente ele é a pessoa que avança com esta visão (ou com uma variação da mesma).

(…)

–  http://bit.ly/1swMGFN

* * * * * * *

As pressuposições Bíblicas da ciência revelam como é ridículo o ateu tentar usar a ciência contra o Cristianismo visto que ciência moderna depende de crenças que só têm justificação dentro da visão Cristã do mundo.

Dos 10 items citados em cima, nenhum deles depende da visão ateísta do mundo, mas sim da visão Cristã do mundo. Isto não significa que só os Cristãos conseguem fazer ciência, mas sim que para se fazer ciência tem que se assumir coisas que são podem ser explicadas se o Deus da Bíblia for o Criador do universo.

Tomando como exemplo a verdade e a obrigação do cientista de reportar os seus dados de forma honesta, das duas visões do mundo – ateísmo e Cristianismo – qual das duas afirma que é imperioso dizer a verdade? Para o ateísmo, a verdade encontra-se sujeita à sua utilidade pragmática, mas dentro do Cristianismo a verdade é absoluta (isto é, o Cristão é sempre obrigado a dizer a verdade, quaisquer que sejam as consequências).

Por isso é que é hilariante ver um ateu menos informado a tentar validar o ateísmo com base na ciência, sem no entanto se aperceber que a ciência (e especialmente as suas  pressuposições) é uma evidência óbvia de que o ateísmo é falso e que Deus tem que existir.

Referências:
(1) Kekes, John; “Nature of Philosophy” (Totowa, New Jersey: Rowman and Littlefield, 1980) pp.156-157
(2) Moreland, J. P.; “The Creation Hypothesis” (Downers Grove, Illinois: Intervarsity Press, 1994) p. 17
(3) Moreland, J. P.; Craig, William Lane; “Philosophical foundations for a Christian worldview” (Downers Grove, Illinois: Intervarsity Press, 2003) pp. 346-366
(4) Moreland, J. P.; “Christianity and the Nature of Science” (Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1989)
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Fósseis transicionais não foram encontrados porque eles não existem.

Por Brad Harrub, Ph.D.

Origem_SubitaPorque é que os fósseis transicionais nunca foram encontrados? Segundo o evolucionista Jeffery Schwartz, “eles não foram encontrados porque eles não existem” (“Pitt. Professor’s Theory…,” 2006). Será que este evolucionista abandonou o barco e juntou-se aos criacionistas? Claro que não. De facto, a sua declaração nada mais é que uma forma de apoiar uma teoria evolutiva alternativa à medida que os Neo-Darwinistas se apressam para defender a sua premissa vacilante.

Jeffery Schwartz defende uma nova teoria, com o nome de “origem súbita”, no lugar das mudanças graduais e incrementais outrora propostas pelos evolucionistas. [Se o conceito da “origem súbita” parece irónico, pode ser porque é exactamente isso que os criacionistas há décadas têm alegado.] Schwartz defende que a mudança gradual não ocorre, declarando que “a evolução não é necessariamente gradual, mas frequentemente súbita, e com expressões de mudança extremas.” (“Pitt Professor’s…,”)

Em Janeiro de 2006 Schwartz publicou um artigo na revista “New Anatomist”. O comunicado de imprensa da universidade de Pittsburg indicou que o seu artigo [então]  vindouro disponibiliza um melhor entendimento da estrutura celular, que, segundo Schwartz, confirma de forma mais vincada a sua teoria evolutiva da “origem súbita”.

Esta versão evolutiva “recém melhorada”, ou “arrumada” de forma organizada, foi originalmente detalhada no seu livro de 2000 com o título de “Sudden Origins: Fossils, Genes, and the Emergence of Species”. Segundo Schwartz, a evolução é uma expressão de “mudança que teve início ao nível celular devido a radicais factores de stress ambiental (tais como o calor, o frio ou a aglomeração) anos antes”. (“Pitt Professor’s…”). Segundo Schwartz, o mecanismo é o seguinte:

 A convulsão ambiental causa a que os genes sofram mutações, e estes genes que sofreram mutações permanecem num estado recessivo, propagando-se silenciosamente por toda a população até que apareçam descendentes com duas cópias da nova mutação e sofram uma mudança súbita, o que causa a impressão de aparecerem do nada. (“Pitt Professor’s…”).

Aparecerem do nada?

Em defesa da sua teoria, Schwartz descreveu o porquê das células não sofrerem modifições subtis e constantes de pequena escala com o passar do tempo, que é o que Darwin e os seus seguidores previram. O comunidado de imprensa salientou:

Os biólogos celulares sabem a resposta: as células não gostam de sofrer mutações e elas não as sofrem com facilidade.

Consequentemente, estas gigantescas modificações ambientais levam a mutações que “podem ser importantes e benéficas (tais como dentes ou membros) ou, o que é mais comum, levam à morte do organismo.” Schwartz alegou posteriormente que “é o meio ambiente que perturba o seu equilíbrio e, como é o mais provável, tanto os mata como os modifica. Como tal, os organismos estão a ser controlados pelo meio ambiente, e não a adaptarem-se a ele.” (“Pitt Professor’s…”)

Façamos um resumo:

1. Os fósseis transicionais não existem.
2. As modificações graduais não acontecem; o que acontece são modificações súbitas.
3. As células não gostam de modificações e dificilmente mudam.
4. As mutações não se podem “cimentar” o suficiente de modo a permitir que a evolução ocorra – e mesmo assim, quando ocorrem, é mais provável as mutações matarem o organismo.
5. Os organismos não se estão a adaptar ao meio ambiente, mas sim a serem “controlados pelo meio ambiente”.

Tudo isto nada mais parece que um texto escrito por criacionistas ha décadas atrás visto que há já muito tempo que eles reconheceram que a vida surgiu subitamente na Terra. De facto, não só não existem fósseis transicionais, como a diversidade que observamos à nossa volta não pode ser explicada como efeito de modificações graduais.

Para além disso, é amplamente sabido que a maior parte das modificações não são benéficas e que as células não gostam de “mudar”. Quanto tempo mais até que estes homens dêem o passo final e creditem a Deus pela “origem súbita” da vida?

Britanicos_Duvidam_GradualismoÀ medida que estudos tais como este continuam a aparecer nas notícias, não é de estranhar que tantas pessoas continuem a duvidar da teoria da evolução. Muitas pessoas começam a entender que a teoria da evolução não tem as respostas que prometia ter. De facto, e tal como reportou a BBC News, “segundo uma sondagem de opinião, pouco menos de metade dos Britânicos aceita a teoria da evolução como a melhor descrição para o desenvolvimento da vida” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

No artigo da BBC, Andrew Cohen, editor para a “Horizon”, salientou:

A maior parte das pessoas esperaria que o público se colocasse do lado da teoria da evolução, mas parece que existem muitas pessoas que parecem acreditar numa teoria alternativa para a origem da vida.

A notícia continua:

 Estes dados causaram surpresa junto da comunidade científica. Lord Martin Rees, Presidente da “Royal Society” disse: “É surpreendente que tantas pessoas continuem a ter dúvidas em relação à evolução Darwiniana. Darwin propôs a sua teoria há quase 150 anos atrás, e ela é agora apoiada por um imenso peso de evidências.” (“Britons Unconvinced…,” 2006).

Imenso peso de evidências? Claramente, Martin Rees ainda tem que chegar às mesmas conclusões a que chegou Schwartz e muitos outros. O verdadeiro “peso” está do lado de quem defende uma origem súbita – origem esta que só pode ser explicada como efeito da Mão criadora de Deus.

Não há fósseis transicionais, não há modificações graduais e nem há modificações benéficas que expliquem a diversidade biológica; parece que o verdadeiro “peso” é a verdade que o evolucionistas têm agora que explicar.

http://bit.ly/1XexK8Y

Referências:

“Britons Unconvinced on Evolution,” (2006), BBC News, January 26, [On-line], URL: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/4648598.stm.

“Pitt Professor’s Theory of Evolution Gets Boost From Cell Research” (2006), University of Pittsburg: News From Pitt, January 26, [On-line], URL: http://www.umc.pitt.edu:591/m/FMPro?-db=ma&-lay=a&-format=d.html&id=2297&-Find.

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Respostas a algumas questões

Uma comentadora enviou-me algumas perguntas pelo Facebook:

1. Como os animais carnívoros passaram os dias do dilúvio sem se alimentar, bem como os herbívoros que se alimentavam de certos tipos de plantas das regiões específicas comiam?

Os erros desta pergunta são assumir que 1) havia animais carnívoros dentro da Arca, e que 2) os herbívoros que existiam só se alimentavam “de plantas das regiões específicas”. Na realidade dos factos, Deus criou o ser humano e todos os animais para se alimentarem de vegetação (isto é, serem herbívoros) e não para se alimentarem de carne. Portanto, a questão resolve-se levando em conta o que a Bíblia diz.

É preciso levar em conta que a Terra pré-Diluviana era bastante diferente da Terra actual – não só ao nível atmosférico mas ao nível da vegetação. Uma das evidências em favor desta posição é o decréscimo das idades das pessoas que viveram depois do Dilúvio. Enquanto que os Patriarcas “pré-diluvianos” – de Adão a Noé – conseguiram viver entre 1.000 anos e 700 anos, os Patriarcas “pós-diluvianos” morreram mais “jovens” – entre 600 anos e 200 anos.

Arca_NoeEm relação ao alimento, assumindo que os animais de maiores dimensões não fizeram o que ainda hoje os animais são capazes de fazer, isto é, hibernar, a Arca era suficientemente grande para conter a vegetação necessária para alimentar os animais lá presentes. Deus ordenou a Noé que ele construísse uma arca com 300 côvados de comprimento, 50 côvados de largura e 30 côvados de altura (Génesis 6:15). De acordo com uma estimativa conservadora, o tamanho da arca seria de cerca de 135 metros de comprimento, 20 metros de largura e 15 metros de altura.

Assim, a arca teria tido o volume bruto de cerca de 40 mil metros cúbicos, resultando num deslocamento quase igual ao do luxuoso transatlântico Titanic.

Para além disso, se assumirmos que Deus trouxe até Noé (Génesis 6:20) animais sexualmente maduros mas ainda jovens, então a quantidade de alimento por eles consumida não seria a mesma que animais com idade mais avançada.

2. Os dinossauros foram seres que habitaram a terra antes dos humanos, de acordo com o criacionismo pq eles não sobreviveram ao dilúvio e onde eles são citados na Bíblia se eles viveram milhões de anos antes do ser humano?

Esta pergunta assume:
1) Que os dinossauros “habitaram a terra antes dos humanos”, o que é historicamente falso.
2) Que os dinossauros não “sobreviveram ao dilúvio”, o que é também falso.
3) Que os dinossauros não são citados na Bíblia, o que igualmente – e mais uma vez – é falso.

Em relação ao ponto 1), basta dizer que a crença de que os dinossauros “habitaram a terra antes dos humanos” baseia-se nos cientificamente débeis “métodos de datação”, os mesmos que dão idades na ordem dos “milhões de anos” a rochas que foram formadas nos anos 80. Logo, basear uma crença num método que nós sabemos ser pouco fiável não é logicamente válido.

Para além disso, temos mais evidências contra os mitológicos “milhões de anos” do que a favor dos mesmos:

1. Teoria da Evolução em risco: são descobertos animais terrestres com “333 milhões de anos” http://goo.gl/WhQIwE
2. Fósseis de dinossauro com “75 milhões de anos de idade” ainda têm sangue http://bit.ly/1Hcem8T
3. “Sem evolução durante 2 “biliões de anos” http://bit.ly/1eGbhl3
4. Mariposa “Dinossauro”: Sem evolução durante “40 milhões de anos” http://wp.me/pbA1e-2VS
5. A eficácia dos métodos de datação http://wp.me/pbA1e-2ze
6. 14 fenómenos naturais que contradizem os mitológicos “milhões de anos”: http://wp.me/pbA1e-1XD

Existem evidências mais do que suficientes para se saber que os dinossauros sempre viverem lado a lado com os seres humanos; é só o preconceito dos crentes nos milhões de anos que leva a que este facto não seja mais amplamente difundido. Eis aqui alguns links onde se podem analisar algumas evidências em favor desta posição:

1. Os dinossauros e a Bíblia http://wp.me/pbA1e-32r
2. Evidências suprimidas pela “comunidade científica” em relação aos dinossauros http://wp.me/pbA1e-30T
3. O mosaico de Palestrina mostra humanos interagir com dinossauros http://wp.me/pbA1e-2YO
4. Evidências históricas da coexistência entre humanos e dinossauros http://wp.me/pbA1e-300
5. Referências históricas aos dinossauros e como isso refuta os mitológicos “milhões de anos” http://wp.me/pbA1e-2YX
6. Será que Marco Polo viu um dinossauro? http://wp.me/pbA1e-2Yk
7. A Bíblia fala de dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2Vw
8. Os dinossauros da Papua Nova Guiné http://wp.me/pbA1e-2iR
9. Será que os nossos antepassados usaram fósseis para retratar os dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2fz
10. Será que os Aborígenes viram dinossauros? http://wp.me/pbA1e-2fi

Dinossauro_Nilo_MosaicoEm relação ao ponto 2) (de que os dinossauros não sobreviverem ao dilúvio) podemos declarar, com base na História, que esta posição é falsa visto que, tal como no ponto anterior, as evidências demonstram que 1) os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos, e 2) que muitos deles sobreviveram ao Dilúvio de Noé.

Como exemplo disto, temos as gravuras que se encontram sobre o Túmulo do Bispo Bell, que, para além de animais que todos nós conhecemos, tem também imagens de animais que são melhor identificados como dinossauros. O Mosaico da Palestrina exibe humanos a interagir com animais que hoje chamamos de dinossauros, e a comunidade científica tem-se esforçado para esconder as evidências que refutam o paradigma dos “milhões de anos” ao ignorar os dados que mostram como os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos.

Por fim, em relação ao ponto 3) podemos também rejeitar esta declaração visto que, embora a palavra “dinossauro” não esteja na Bíblia (algo nada surpreendente se levarmos em conta que 1) a primeira tradução Inglesa da Bíblia é de 1611 e 2) a palavra “dinossauro” foi inventada no século 19), este animal é, na maioria das vezes, referido pelo nome que os antigos davam ao mesmo: “dragão”. Por exemplo:

“E de noite saí pela porta do vale, e para o lado da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas, que tinham sido consumidas pelo fogo.”  (Neemias 2 : 13)

Mas a passagem Bíblica que melhor descreve um dinossauro é Jó 40:15-24

15  Contemplas agora o beemonte, que eu fiz contigo, que come a erva como o boi.
16  Eis que a sua força está nos seus lombos, e o seu poder nos músculos do seu ventre.
17  Quando quer, move a sua cauda como cedro; os nervos das suas coxas estão entretecidos.
18  Os seus ossos são como tubos de bronze; a sua ossada é como barras de ferro.
19  Ele é obra-prima dos caminhos de Deus; o que o fez o proveu da sua espada.
20  Em verdade os montes lhe produzem pastos, onde todos os animais do campo folgam.
21  Deita-se debaixo das árvores sombrias, no esconderijo das canas e da lama.
22  As árvores sombrias o cobrem, com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam.
23  Eis que um rio transborda, e ele não se apressa, confiando ainda que o Jordão se levante até à sua boca.
24  Podê-lo-iam porventura caçar à vista de seus olhos, ou com laços lhe furar o nariz?

BeemonteAlgumas traduções Bíblicas, imersas que estão no erróneo paradigma dos “milhões de anos”, traduzem a palavra “beemonte” para “hipopótamo” ou “elefante”, mas o versículo 40:17 refuta por completo estas tentativas visto que o mesmo diz que a cauda do Beemonte é como um cedro, algo que não se passa com a cauda dum hipopótamo ou com a cauda dum elefante.

Durante milhares de anos, culturas espalhadas um pouco por todo o mundo reportaram terem visto e interagido com enormes criaturas reptilinias, possuindo corpos alongados, pescoços serpentinos, cabeças contendo chifres, dentes aguçados, caudas longas, com ou sem asas membranosas. Estas histórias, chamadas de lendas de dragões, “tem estado com a humanidade desde o princípio da História“, e são, segundo o famoso evolucionista Carl Sagan, “um fenómeno global“.”

Resumindo:
1) Os dinossauros não “habitaram a terra antes dos humanos” mas sempre viveram lado a lado com o resto da humanidade.
2) Os dinossauros “sobreviveram ao dilúvio”.
3) Os dinossauros são citados na Bíblia só que não são chamados de “dinossauros”, mas (entre alguns outros nomes) de “dragões”,

3. Supondo que Deus seja um ser prefeito e ele criou do homem sua imagem e semelhança pq até hj nos evoluímos?

O problema desta questão é saber o que a comentadora tem em mente. O que é que ela entende com a expressão “até hj nos evoluímos”? Será que ela quer dizer que até hoje o ser humano sofre mutações que lhe conferem algum tipo de vantagem? Isso é óbvio e cientificamente válido, mas isso não serve de evidência em favor do gradualismo aleatório.

Pior ainda, muitas pessoas têm avançado com a tese de que, com o passar dos anos, fisicamente falando, o ser humano está a piorar e não a melhorar. Por exemplo, quando comparado com o Homem de Neandertal, nós hoje temos pior visão e músculos mais flácidos. Se isto é verdade, onde está a “evolução”?

4. Como animais adaptados a climas frios como o urso polar e o pinguim conseguiram ficar vários dias num ambiente diferente?

O erro desta pergunta é assumir que animais “adaptados a climas frios” existiam antes do Dilúvio, mas esta crença é falsa visto que não havia “climas frios” antes do Dilúvio. Para além disso, é possível um animal “adaptado a climas frios” viver em temperaturas mais elevadas.

5. Através do cálculo de idades desde o surgimento do primeiro ser humano na bíblia estima-se que o ser humano surgiu à 15mil anos, como explicam os fósseis humanos com idades superiores a 15 mil?

Não só estes “cálculos” são feitos com métodos que nós sabemos serem pouco fiáveis, como existe uma vasta gama de evidências que mitiga contra esta a posição avançada na pergunta. Por exemplo, uma equipa de 22 arqueólogos descobriu ferramentas de pedra fabricadas há “3,3 milhões de anos”; se a datação evolucionista estivesse certa, isto seria impossível visto que por essa altura o homem alegadamente não existia.

Mais revelador ainda é o facto de se encontrar material orgânico em fósseis com “milhões de anos”, algo impossível se os ditos fósseis realmente tivessem os mitológicos “milhões de anos”.

6. De [onde] vieram as águas do dilúvio?

Está escrito na Bíblia:

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram – Génesis 7:11

Ou seja, as águas vieram das “fontes do grande abismo” (isto é, do subsolo) e das “janelas do céu”.

7. Com quem Sete e Caim se reproduziu?

Visto que todas pessoas que existem procedem de Adão e Eva (Génesis 3:20), então a esposa de Caim certamente que era uma das suas irmãs. Génesis 5:4 diz:

E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas.

A esposa de Sete não é mencionada na Bíblia.

Para onde Caim foi já havia habitantes?

Não há indícios disso no Texto Sagrado.

8. Como os peixes de água doce sobreviveram ?

Peixe_1Os rins dos peixes de água doce excretam o excesso de água (a urina tem quantidades baixas de sal) e aqueles que fazem parte das espécies marinhas excretam o sal em excesso (a urina tem quantidades baixas de concentração de sal).

Os tubarões de água salgada têm elevadas concentrações de uréia no sangue como forma de reter água dentro dum ambiente salinizado, ao mesmo tempo que os tubarões de água doce têm baixas concentrações de uréia no sangue como forma de evitar a acumulação de água. Quando o peixe-serra é movido da água salgada para a água doce, eles aumentam a quantidade de urina 20 vezes, e a concentração da sua uréia sanguínea diminui para menos de 1/3.

A maior parte dos aquários públicos usam a habilidade dos peixes de se adaptarem a tipos de água com salinidade diferentes do seu habitat natural como forma de exibir espécies de água doce e de água salgada juntas. Os peixes podem-se adaptar à salinidade se a mudança for feita gradualmente.  Portanto muitos peixes actuais têm a capacidade de se adaptarem à água doce e à água salgada durante o curso das suas vidas. (…)

Conclusão:

Existem muitas explicações simples e plausíveis que esclarecem a forma como os peixes de água doce e de água salgada podem ter sobrevivido ao Dilúvio. Não há qualquer motivo científico para se duvidar da realidade do Dilúvio tal como ele é descrito na Bíblia.

A ler:

1. Os peixes durante o Dilúvio http://wp.me/pbA1e-2G7

2. Como foi que os peixes sobreviveram ao Dilúvio? http://wp.me/pbA1e-2G2

* * * * * * * *

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O poder oculto da oração

Por Adam Hunter

Mulher_Orando“Vou orar por ti”. Quantas vezes é que dissemos isto a uma pessoa a lidar com a perda ou com uma tragédia? Isto é dito com sinceridade e muitas pessoas podem testemunhar do poder da oração para a cura, para conforto, e até para reverter situações desesperadas. No entanto, para alguém com fé trémula, ou alguém sem fé, as palavras da oração podem parecer um gesto vazio.

No entanto, um artigo recente da “New York Magazine” alega outra coisa.

No texto com o título de “Even Atheists Could Benefit From Praying Every Once in a While,” a escritor Melissa Dahl discute o debate actual levantado pelos tweets de “oração” em resposta a tragédias recentes. Será que se pode provar que a oração tem efeitos tangíveis? A resposta conclusiva a esta pergunta depende do que se está a falar – aqueles que oram, ou aquilo em favor do qual se ora.

Foram feitos estudos que visavam determinar se a oração pode ter algum efeito mensurável na pessoa por que se está a orar, mas estes estudos foram, na melhor das hipóteses, inconclusivos. Dahl escreve:

Até os mais devotos muito provavelmente iriam concordar que as tentativas de se tentar aferir a eficácia a oração são, na melhor das hipóteses, complicadas, e na pior das hipóteses, uma perda de tempo.

Afinal de contas, nem todas as orações são respondidas da forma esperada. Mas, segundo Clay Routledge, professor de psicologia, e falando para a “Psychology Today”, para aqueles que oram, a ciência é sólida: eles exibem um auto-controle mais elevado, menos raiva e menos stress, e são mais susceptíveis de perdoar e de confiar.

Parte disto gira em torno duma parte intrínseca da oração – reverência e humildade. Segundo estudos feitos na Universidade de Califórnia-Berkley, estar em comunhão com Alguém ou algo maior e mais poderoso do que nós – a natureza, Deus, ou as estrelas – tem estado associado a uma felicidade maior e a um bem-estar geral. Dahl cita também um estudo presente na  “Emotions” que faz uma ligação entre os sentimentos de reverência e a redução de factores de risco associados a doenças coronárias e ao cancro.

Isto sugere um terceiro aspecto do poder da oração – para além do seu imensurável efeito que ela tem nos outros, e do comprovado efeito que ela tem em nós, ela prepara-nos para estar prontos para servir os outros em tempos de aflição. Afinal de contas, a oração mantém um estado de espírito positivo e dá-nos força, que nós podemos posteriormente usar quando as pessoas que amamos buscam o nosso apoio.

Se calhar a pergunta “Será que a oração funciona?” tenha que ser modificada para “De que forma é que a oração e ajuda e como é que me ajuda a ajudar as pessoas que eu amo?” Um tweet de oração não pode ser o fim dos nossos esforços.

Todos nós sabemos que a só a oração não resolve os problemas porque também temos que agir. Duma forma misteriosa, uma oração tem o efeito de nos encorajar a levar a cabo essas acções. Usem o poder que é obtido através da oração. Quer tu sejas um crente ou não, todos nós podemos separar um momento para sermos humildes e encontrarmos uma caminho através dos tempos difíceis que estão fora do nosso controlo.

http://bit.ly/1U1b2Sj

Crianças Orar

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Mais evidências de que os dinossauros viveram lado a lado com animais “mais recentes”

Por Brian Thomas

Segundo a teoria da evolução, os dinossauros viveram durante uma era em que as áves e as criaturas terrestres que não eram répteis ou se encontravam presentes numa forma “primitiva”, ou nem existiam ainda.

Mas uma entrevista online emitida pela “National Geographic” disponibilizou um resumo das descobertas fósseis levadas a cabo num depósito fóssil repleto de dinossauros no Madagáscar. Tal como a maior parte dos depósitos fósseis de dinossauros – e totalmente ao contrário do que é exibido nos museus – este local estava ricamente cheio de fósseis de animais que não eram dinossauros.

A questão de se saber se os dinossauros coexistiram ou não com uma vasta gama de outras criaturas é importante, visto que a versão evolutiva da história dos dinossauros contradiz frontalmente a história reportada pela Bíblia. Segundo a teoria da evolução, os dinossauros dominaram certas “eras” dos milhões de anos, mas segundo as Escrituras, no final do sexto dia da criação, todos os animais, e todas as plantas estavam criadas.

Se a versão evolutiva está correcta, então os fósseis de dinossauros deveriam ser achados essencialmente sozinhos. Mas se o que a Bíblia diz está correcto, então os restos fósseis de dinossauros têm que ser encontrados lado a lado, e misturados, com fósseis de áves, mamíferos, e todo o tipo de plantas.

O médico Carl Werner levou a cabo um investigação extensa da teoria da evolução e os seus resultados encontram-se publicados numa série de livros e vídeos. Ele explicou a sua previsão em torno dos estratos e dos fósseis de dinossauro no seu vídeo com o título de “Evolution: the Grand Experiment, Episode 2, Living Fossils”:

Se a evolução não estivesse certa, e se os animais não mudassem com o passar do tempo, eu seria capaz de encontrar plantas e animais com aparência moderna nas camadas rochosas de dinossauros. E é precisamente isto que eu encontro. (1)

Mas para os encontrar, ele teve que ir mais além que as exibições dos museus, que levam a cabo omissões, e ir directamente para a literatura científica. Numa entrevista para a revista Creation, Werner disse que as rochas com fósseis de dinossauro continham “exemplos fósseis de todos os grandes filos de animais invertebrados que se encontram vivos hoje” e “peixes cartilaginosos … peixes ósseos … e peixes sem mandíbula,” bem como “sapos e salamandras com aparência actual”. Misturados entre os dinossauros estão “todos os grupos répteis actuais” e “papagaios, corujas, pinguins, patos, mergulhões, albatroz, biguás, maçaricos, alfaiates, etc.” (2)

David Krause da “Stony Brook University” em Nova York, tem estado a escavar fósseis num depósito Cretáceo no Madagáscar há mais de 10 anos. A entrevista emitida pela “National Geographic” salientou as suas “descobertas importantes e interessantes”, e a vasta gama de restos que ele encontrou está de acordo com o que Werner apurou – imensos tipos de animais presentes nas camadas fósseis onde estão os dinossauros (para além dos dinossauros).(3)

BeelzebufoJuntamente com os dinossauros, os achados incluíam uma áve extinta com o nome de Rahonavis, uma pequena criatura com a aparência dum crocodilo com o nome de  Simosuchus, e um sapo que Krause e os seus colegas deram o nome de Beelzebufo. Para além do facto de ser duas vezes maior que os maiores sapos actuais, com 4 quilogramas, ele é idêntico aos sapos actuais.

Nenhum destes animais exibiu algum sinal de estar a transformar-se num outro animal, que é o que prevê o Darwinismo, mas cada um deles é encontrado totalmente formado. E quem sabe que mais áves, anfíbios e provavelmente mamíferos foram descobertos pela equipa em Madagáscar mas que não foram publicitados.

As camadas rochosas onde se encontram os dinossauros têm todo o tipo de criaturas de todo o tipo de habitas, incluindo os terrestres e os marinhos. (4) A teoria da evolução não tem qualquer tipo de explicação para este facto, mas se as criaturas foram criadas essencialmente ao mesmo tempo, e foram posteriormente depositadas através dum fluxo lamacento que ocorreu no Dilúvio global com a duração de um ano, então isto é exactamente o que seria de esperar.

– http://bit.ly/1od9EiM

Referências:
1. Werner, C. 2011. Evolution: The Grand Experiment, Episode 2, Living Fossils. DVD. AVC Films. A video clip from this DVD is available at thegrandexperiment.com.
2. Batten, D. 2011. Living fossils: a powerful argument for creation. Creation. 33 (2): 20-23.
3. Moffet, B. S. 2011. Unearthing the Story of Madagascar, Fossil by Fossil. National Geographic Daily News. Posted on newswatch.nationalgeographic.com May 17, 2011, accessed May 24, 2011.
4. Hoesch, W. A. and S. A. Austin. 2004. Dinosaur National Monument: Jurassic Park or Jurassic Jumble? Acts & Facts. 33 (4).
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O design e a complexidade da célula são um testemunho do Criador da vida

Por Jeffrey P. Tomkins, Ph.D.

O crescente campo da biologia – incluindo as ciências biomédicas, agriculturais e ambientais – está a tornar-se mais predominante no nosso mundo, e mais relevante para as nossas vidas. Esta área encontra-se dominada por uma forte componente filosófica que desempenha um papel importante nas nossas vidas. Essa componente é a visão do mundo. A visão do mundo do naturalismo evolutivo influencia a estrutura moral da nossa sociedade, e nós encontramos a sua influência diariamente.

A maior parte do establishment científico acredita que não existe Deus ou Criador algum, e que a vida simplesmente se desenvolveu espontaneamente e aleatoriamente. Por outro lado, muitos Cristãos não sabem que as mais recentes descobertas científicas provenientes da biologia confirmam uma visão do mundo que se encontra em oposição a esta, visão do mundo essa que valida a criação especial tal como ela se encontra regista na Bíblia.

Apesar da predomínio do pensamento evolucionista no sistema de ensino e na ciência, os Cristãos podem confiar que o que Deus disse sobre a criação, e particularmente sobre a vida, está absolutamente certo.

Embora o establishment científico tenha tentado suprimir a maior parte das evidências em favor da criação, cientistas credenciados dentro do criacionismo e dentro do movimento do Design Inteligente (DI) têm sido bem sucedidos em disponibilizar este tipo de evidências ao grande público.

The_Genesis_FloodPor exemplo, o livro de que início ao movimento da ciência da criação no ano de 1961 – “The Genesis Flood”, de John Whitcomb e Henry Morris – demonstrou que as evidências geológicas confirmam a descrição histórica presente no Livro de Génesis do Dilúvio. Um certo número de livros recentes e populares que incorporam as mais recentes descobertas biológicas entraram para a lista de bestsellers do “New York Times”, tais como o livro “Signature in the Cell” por parte do filósofo da ciência Stephen Meyer.

O ponto a reter é que entender os fundamentos da biologia e como eles estão de acordo com a descrição Bíblica da criação não só fortalece a fé, como é uma poderosa  ferramenta de evangelismo e de defesa da fé.

O mais recente livro do ICR, “The Design and Complexity of the Cell“, não só fornece aos leitores os fundamentos da biologia, como fala também dos vários argumentos evolutivos que têm dominado e moldado o ambiente académico do início do século 21. Saber os factos em torno da célula é importante; Deus tem que ser Louvado por criar a vida com tal atenção ao detalhe.

No entanto, saber e usar estes factos para defender a tua fé ou persuadir os outros a considerar as alegações do Criador fará com que fiques com munição necessária para contradizer as várias setas evolutivas que certamente serão disparadas na tua direcção. Isto é especialmente verdadeiro para aqueles que estão a caminho da faculdade, ou já lá se encontram. Infelizmente, o naturalismo evolutivo nas ciências biológicas é tão susceptível de ser aceite e ensinado nas universidades supostamente Cristãs, tal como nas escolas seculares financiadas pelo governo.

Entendimento dos tópicos presentes neste livro é vital porque muitos deles tocam em assuntos relacionados com a saúde dos nossos filhos. Como Cristãos, devemos estar preparados para dar uma resposta inteligente e fundamentada na Bíblia aos assuntos que desafiam a nossa crença nos factos das Escrituras, bem como aos assuntos que tentam afastar a nossa fé para longe do Criador.

A ciência não é uma disciplina moralmente neutra visto que há uma visão do mundo que governa as crenças e as acções daqueles que fazem ciência. A natureza pecadora do homem irá transformar o nosso mundo num pesadelo tecnológico para a humanidade se a ciência não for orientada por valores morais fortes e Bíblicos.

Obter conhecimento em relação aos tijolos de construção da vida, afiando as nossas habilidades para defender a fé, e desenvolver um entendimento mais profundo das maravilhas da criação, irá levar-nos em última análise a honrar o Criador de toda a vida.

http://bit.ly/1PM8PUM

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Um engenheiro fala sobre algoritmos e o gradualismo aleatório

Por Callebe Gomes

Eu sou Engenheiro da computação e discordo do meu colega de trabalho nos comentários dele.

A inteligência artificial e os algoritmos baseados em código genéticos não se baseiam na evolução, mas sim no DNA. Ele de facto é vulnerável a mutações e erros de cópias, mas a frequência com que isso acontece não chega nem perto a frequência com que essa aleatoriedade acontece na computação.

Outra diferença é que na natureza, essa aleatoriedade é realmente aleatória, um evento ao acaso altera o DNA provocando uma mutação.

No caso dos algoritmos genéticos, as aleatoriedades são programadas. Quem escreve o código também escreve o algoritmo de aleatoriedade. O código foi PROGRAMADO para ser aleatoriamente alterado.

Outra coisa é que os algoritmos genéticos são utilizados para solucionar diferentes problemas e geralmente seu DNA são diferentes para cada problema e a “seleção natural” desses códigos genéticos também é programada. Alguém define o que é melhor ou pior, o que é uma mutação boa ou ruim, e programa esses parâmetros de comparação para seleccionar as mutações boas e discartar as mutações ruins.

Me parece também que na natureza cada espécie tem um tipo de DNA diferente. Humanos tem 46 cromossomos, Macacos tem 48, Ratos 44, Cavalos 64, e assim por diante. Você pode até argumentar que o DNA são os mesmos para todos os seres vivos, mas isso não é verdade. O que é igual são os caracteres utilizados, ACTG.

Na computação é a mesma coisa. Existem diferentes arquitecturas de computadores e diferentes linguagens de computadores, e linguagens de uma arquitectura são inúteis em outra arquitectura, mas tudo se resume a apenas dois caracteres, 0 e 1.

Os processos aleatórios nos computadores também não são 100% aleatórios. Eles são chamados de pseudo-aleatórios. Alguém teve que bolar um mecanísmo que gerasse números de forma que parecesse aleatória. Dá pra estudar isso na matemática. A intenção é gerar um ruido branco artificial.

Na computação, tudo é programado e projectado por um ser inteligente.

Se eu fosse comparar a computação com a evolução seria como se um programa sofresse uma mutação no seu código fonte e mesmo assim continuasse funcionando, e ainda passasse a funcionar melhor do que antes, adquirindo novas funcionalidades.

Mas aqui segue outro problema, se um programa tem originalmente as funcionalidades A, B e C, e por alguma “mutação” ele passa a exercer as funcionalidades D e E, de nada adianta, não foi útil em nada a sua mutação, pois o programa foi feito para realizar as funcionalidades A, B e C, logo as novas funcionalidades não seriam acessadas nunca ou seriam desprezadas. Caso uma funcionalidade original seja removida, então o programa perde seu propósito original e deve ser descartado.

As mutações no mundo da computação acontecem geralmente em processos de transferência de dados, como por exemplo a internet, ou uma rede wireless. E para evitar essas mutações indesejadas os cientistas da computação projectaram os protocolos de comunicação com códigos verificadores e redundâncias. Me parece que o DNA também tem esses códigos verificadores e correcções de erros.

Outro problema também é que um código de computador não funciona sem um computador, e um computador não tem utilidade sem um código de computador. Um depende do outro. Tipo a “complexidade irredutível”.

Me parece que o DNA é um código e precisa de uma máquina que a interprete e a replique, ou execute seus “comandos”. Sem a máquina o DNA é inútil. Parece um computador neh?

Célula e DNA = Computador e código de computação.

Informação é algo que só a inteligência pode formar. As palavras desse texto aqui, não valem nada e não são informação nenhuma se não tiver seres inteligentes que possam interpretá-lo. Se eu escrever na areia de uma praia a palavra “AJUDA”, será apenas uma formação sem lógica sulcada na areia se não houver quem a interprete e entenda o que foi escrito.

Tentar argumentar a evolução pela computação é inútil, pois tudo relacionado a computação é planeado e projectado. Até a prevenção dos ruídos e erros de dados transmitidos de um lado para outro.

Desculpem qualquer erro de português. Estou sem corretor ortográfico. hehehe

Abraços.

Fonte: https://goo.gl/avScBg

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E como foi que o evolucionista respondeu às palavras do Callebe?

Dw_Victor_Ameaça

 

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Ateus estão zangados com Deus?

Por Joe Carter

Já agitei o meu punho contra carros que não pegavam, contra nuvens de chuva, e  contra  metereólogos incompetentes. Até já cheguei a amaldiçoar, no mesmo dia, um alternador avariado, uma sirene barulhenta e uma previsão do tempo totalmente errada. Já me zanguei com os móveis, já maldisse guardas com quem me cruzei, e até já fiquei zangado com a Gun Barrel City, Texas. Basicamente, eu já fiquei zangado com quase tudo o que podem imaginar.

Excepto unicórnios. Eu nunca fiquei zangado com unicórnios.

É bem provável que vocês também nunca tenham estado zangados com unicórnios. É possível nós ficarmos nervosos com objectos e com criaturas com e sem vida. De certa forma, nós podemos até ficar incomodados com personagens fantasiosas de livros e de sonhos. Mas criaturas tais como os unicórnios, criaturas que nós realmente acreditamos que não existem, tendem a não nos enervar. Certamente que não culpamos aos animais com um corno pelos nossos problemas.

O único grupo social que é excepcional em relação a esta regra são os ateus. Eles alegam acreditar que Deus não existe mas no entanto, e levando em conta estudos empíricos, tendem a ser as pessoas que mais zangadas estão com Deus.

Uma nova gama de estudos do “Journal of Personality and Social Psychology” apurou que os ateus e os agnósticos evidenciaram raiva contra Deus, quer seja no passado, quer seja quando eles se focaram numa imagem hipotética do que eles imaginam como Deus deve ser.

Julie_ExlineJulie Exline, psicóloga na  Universidade Case Western Reserve e autora principal deste estudo mais recente, examinou outros dados em torno deste assunto e os mesmos geraram os mesmos resultados.

Exline explica que o seu interesse foi inicialmente despertado quando um estudo prévio em torno da raiva contra Deus reportou um dado contra-intuitivo: aqueles que reportaram não ter fé em Deus tinham mais ressentimento contra Ele do que os crentes.

À primeira vista, este dado parece reflectir um erro: como é que as pessoas podem ter raiva de Deus se elas não acreditam que Ele existe? Análises posteriores levadas a cabo com outro conjunto de dados revelou padrões semelhantes. Aqueles que, em relação à crença religiosa, se classificaram como “ateus/agnósticos” ou “nenhuma/incerto”, reportaram mais raiva contra Deus do que aqueles que reportaram afiliação religiosa.

Exline nota que estes estudos levanta a questão se por acaso a raiva pode influenciar a crença na existência de Deus, uma ideia consistente com dados prévios extraídos das ciências sociais relativas ao “ateísmo emocional.”

Estudo de eventos traumáticos sugerem a possibilidade de existir uma ligação entre o sofrimento, a raiva contra Deus, e dúvidas em relação à Sua existência. Segundo Cook e Wimberly (1983), 33% dos pais que sofreram a morte dum filho reportaram dúvidas em relação a Deus no primeiro ano da sua perda.

Noutro estudo, 90% das mães que haviam tido um filho com problemas profundos de deficiência cognitiva vocalizaram dúvidas em relação à existência de Deus (Childs, 1985). A nossa pesquisa levada a cabo junto de estudantes universitários focou-se directamente na associação entre a raiva contra Deus e a auto-reportada queda na crença (Exline et al., 2004). Depois de se atravessarem momentos negativos na vida, a raiva contra Deus pavimentou o caminho para uma redução na crença na existência de Deus.

O dado mais surpreendente foi o que quando Exline analisou as pessoas que reportaram uma queda na crença religiosa, a sua fé era menos susceptível de ser recuperada se a raiva contra Deus havia sido a causa da perda da fé. Dito de outra forma, a raiva contra Deus não só leva as pessoas ao ateísmo, como lhes dá um motivo para se agarrarem à descrença.

Eu já avancei, em outros lugares, que, segundo a tradição Cristã, o ateísmo é uma forma auto-imposta de disfunção intelectual, uma falta de virtude epistémica, ou (para usar um termo usado pelos meus amigos Católicos) um caso de ignorância vencível.

A ignorância vencível é a supressão intencional de conhecimento que está dentro da área de controle da pessoa e que, como consequência do qual, ela responde perante Deus. Em Romanos, São Paulo é claro ao afirmar que o ateísmo é um caso de ignorância vencível:

Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno Poder, como a Sua Divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis. Romanos 1:20

Aceitar a existência de Deus é apenas o princípio: nós temos também que reconhecer vários dos Seus Atributos Divinos. Os ateus que negam isto estão, tal como disse São Paulo, inexcusáveis. Eles estão vincivelmente ignorantes.

No entanto, mesmo que reconheçamos este facto, isto não significa que a causa da disfunção auto-imposta esteja entendida.

Embora eu acredite firmemente que todas as formas de ateísmo são casos tanto de ignorância vencível como de obstinação da vontade, eu por vezes assumi, erradamente, que isso era puramente intelectual – um assunto da mente e não do coração. Só mais recentemente é que comecei a analisar como muita da resposta à dor e ao sofrimento podem empurrar a pessoa para a visão do mundo ateísta.

Muitos pastores e padres olharão para a minha epifania como um pensamento óbvio e tardio, mas eu tenho a suspeição de que não sou o único apologista amador que se encontrava cego perante esta verdade. Como regra geral, nós que nos encontramos na apologética Cristã preferimos o filosófico e não o pastoral, a estrutura sólida dos argumentos lógicos em vez da emoção humana.

É frequente nós preferirmos a resposta perspicaz (que invalida o problema do mal) do que a empatia paciente (que consola os ateus e lhes mostra que também nós estamos perplexos com o sofrimento).

Jesus_HugClaro que muitos ateus procedem negando a existência de Deus tendo como base apenas as justificações racionais. E é por isso que as abordagens evidencialistas e filosóficas serão sempre necessárias. Mas começo a suspeitar que o ateísmo emocional seja muito mais comum do que muitas pessoas pensam.

Precisamos duma nova abordagem apologética que leva em conta que a dor comum bem como os sofrimentos da vida afastam mais as pessoas de Deus do que livrarias cheias de livros anti-teístas. Ao só nos focarmos nas palavras enfurecidas dos Novos Ateus podemos  ficar cegos em relação à raiva e ao sofrimento que está a acrescentar mais descrentes às suas fileiras.

http://bit.ly/1NYCsUM

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A raiva é um veneno tão poderoso que pode afastar a criatura do Seu Criador, e fazer com que ela passe toda a eternidade arrependida. Por isso é que em Hebreus 12:15 o Espírito Santo ordena:

Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Estes estudos científicos confirmam o que muitos apologistas já tinham notado: os argumentos da militância ateísta contra Deus são, essencialmente, argumentos emotivos e não argumentos que têm uma base racional e empírica.

Fontes:

1. Dr. Sanjay Gupta, “ Anger at God common, even among atheists – http://cnn.it/1Oshkbb
2. Julie Juola Exline and Alyce Martin, ” Anger Toward God: New Frontier in Forgiveness Research – http://bit.ly/1RipEuF
3. Joe Carter, Do Tummy Aches Disprove God? – http://bit.ly/1IKDO6J
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Os dinossauros e a Bíblia

Por Ken Ham

DinossauroUma aura de mistério envolve os dinossauros: De onde vieram? Será que eles evoluíram? Será que eles viveram há “milhões de anos” atrás? O que foi que aconteceu com eles? Será que ainda há dinossauros vivos? Será que os seres humanos alguma vez viram um dinossauro vivo?

As crianças e os adultos ficam igualmente fascinados com estas criaturas misteriosas. Imensos livros e imensos filmes foram produzidos para satisfazer a aparentemente insaciável fome por informação relativa a estes animais intrigantes.

A realidade dos factos é que, mal estamos na posse de informação fundamental que não é normalmente conhecida do público, não há mistério nenhum sobre eles.

Acompanhem-me à medida que damos um passeio pela História e revelamos alguns factos espantosos que irão responder a muitas das vossas perguntas em relação a estes “lagartos terríveis”.

1. Será que os dinossauros realmente existiram?

Certamente que os dinossauros andaram pela Terra no passado remoto. Foram encontrados fósseis um pouco por todo o mundo, e os seus ossos encontram-se em exposição pública nos museus. Os cientistas foram capazes de reconstruir muitos dos seus esqueletos, e como tal, sabemos muito em relação à sua forma.

2. Quando foi que os dinossauros foram inicialmente encontrados?

A história da sua descoberta começou por volta da década 20 do século 19 (1820s), quando Gideon Mantell, um médico Inglês, encontrou uns dentes e ossos poucos usuais numa pedreira. O Dr Mantell apercebeu-se que havia algo de diferente em relação a estes restos animais, e ele acreditou que havia encontrado um tipo totalmente diferente de répteis.

Por volta de 1841, nove tipos destes répteis distintos haviam sido desenterrados, incluindo dois chamados Megalosaurus e Iguanodon. Por volta desta altura, Dr Richard Owen, famoso cientista Britânico, cunhou o termo “dinosauria“, que significa “lagarto terrível”, visto que era isto que os ossos enormes lhe faziam lembrar.

3. O que torna os dinossauros diferentes?

Para além do seu tamanho enorme, um dos mais importantes traços que realmente distingue os dinossauros dos outros répteis (tais como o crocodilo) é a posição dos seus membros. Os dinossauros tinham um postura que era totalmente erecta, semelhante a dos mamíferos, enquanto que a maior parte dos outros répteis têm membros expandidos.

Comparem, por exemplo, a forma como “anda” o crocodilo e a forma como anda uma vaca; os dinossauros movimentavam-se mais como uma vaca, com os membros a suportarem o corpo a partir duma posição mais embaixo. Por outro lado, os crocodilos “bamboleam” à medida que os seus membros se projectam para o lado a partir dos seus corpos.

4. Qual era o tamanho dos dinossauros?

Alguns eram tão pequenos como uma galinha, e outros até menores. Alguns dinossauros, obviamente, eram enormes, pensando umas estimadas 80 toneladas e chegando a atingir os 12 metros de altura! No entanto, o tamanho médio dos dinossauros muito provavelmente era o de um carneiro ou o de um bisonte.

5. Quando é que viveram os dinossauros?

A história que todos nós já ouvímos, dos filmes, da televisão, dos jornais, e da maior parte das revistas e dos livros escolares, é que os dinossauros viveram há “milhões de anos atrás”. Segundo os evolucionistas, os dinossauros “dominaram a Terra” durante 140 “milhões de anos”, morrendo há cerca de “65 milhões de anos”.

No entanto, os cientistas nunca desenterram coisa alguma a dizer “Tem X milhões de anos”.  Pelo contrário, eles apenas encontraram dinossauros mortos (isto é, os seus ossos), e estes mesmos ossos não têm etiquetas a dizer qual era a sua idade.

A ideia dos “milhões de anos”, necessários para a evolução, nada mais é que a história evolucionista do passado. Nenhum cientista estava presente durante esta suposta “era dos dinossauros” e, de facto, não há a mínima evidência de que os fósseis têm “milhões de anos”.

Nenhum cientista observou a extinção dos dinossauros, e tudo o que encontramos são ossos nos dias de hoje; e visto que muitos deles são evolucionistas, eles tentam enquadrar os ossos de dinossauro dentro da sua visão do mundo.

Os outros cientistas, chamados de criacionistas, têm uma posição diferente em relação à altura em que viveram os dinossauros. Eles defendem que podem resolver os supostos mistérios dos dinossauros e mostrar como as evidências se encaixam maravilhosamente com as suas ideias relativas ao passado, ideias essas que têm como base a Bíblia.

A Bíblia, o Livro Especial de Deus (ou, melhor ainda, colecção de Livros), alega que cada escritor foi inspirado de forma sobrenatural para escrever exactamente o que o Criador de todas as coisas queria que o escritor registasse de modo a que nós pudéssemos saber:

a) de onde nós viemos (e de onde vieram os dinossauros).

b) o porquê de estarmos aqui,

c) e qual será o nosso futuro.

O Primeiro Livro da Bíblia – Génesis – ensina muitas coisas relativas à forma como o universo e a vida vieram surgiram. Génesis declara que Deus criou tudo – a Terra, as estrelas, o sol, a lua, as plantas, os animais, e as primeiras duas pessoas.

E embora a Bíblia não nos diga de forma precisa há quanto tempo é que Deus fez o mundo e as suas criaturas, nós podemos fazer uma boa estimativa da data da criação ao lermos por toda a Bíblia, e ao tomarmos em conta algumas passagens interessantes:

1. Deus fez todas as coisas em seis dias.

Ele fez as coisas destas forma, diga-se de passagem, para estabelecer um padrão para a humanidade, que se tornaria na nossa semana de sete dias (tal como descrito em Êxodo 20:11). Deus trabalhou durante seis dias e descançou durante um dia para que isso fosse um modelo para nós. Para além disso, os estudiosos da Bíblia dirão que, dentro deste contexto, a palavra Hebraica usada para “dia” em Génesis 1 só pode significar um dia normal.

2. É-nos dito que Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher – Adão e Eva – no Sexto Dia.

Muitos outros factos sobre os seus filhos e os filhos dos seus filhos são-nos ditos no Livro de Génesis. Estas genealogias encontram-se registadas por todo o Antigo Testamento até ao tempo de Cristo. Certamente que não são cronologias com a duração de milhões de anos.

Se por acaso somarmos todas as datas, e aceitarmos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio à Terra há cerca de 2000 anos atrás, chegamos à conclusão de que a criação da Terra e dos animais (incluindo a criação dos dinossauros) ocorreu há apenas alguns milhares de anos atrás (muito provavelmente, há apenas 6,000 anos!) e não há milhões de anos atrás.

Portanto, se a Bíblia está correcta (e está!), então os dinossauros têm que ter vivido nos milhares de anos que entretanto se passaram.

6. De onde vieram os dinossauros?

Dinossauro_SauropodeOs evolucionistas alegam que os dinossauros evoluíram durante milhões de anos, para além de imaginarem que um tipo de animal evoluiu lentamente para outro tipo de animal totalmente diferente.

Por exemplo, eles acreditam que os anfíbios foram lentamente mudando até passarem a ser répteis (incluindo dinossauros) através deste processo gradual.

Claro que isto iria significar que, durante esse tempo. teriam que ter existido milhões de criaturas que se encontravam “no meio” entre anfíbios e répteis. As evidências destas “formas transicionais” (que é o nome que estes animais que se encontram “a meio caminho” receberam) deveriam ser abundantes. No entanto, muitos peritos em fósseis admitem que não existe um único fóssil transicional inquestionável que faça a ligação entre um grupo de criaturas e um outro grupo de criaturas.

Por exemplo, se por acaso os dinossauros tivessem evoluído de anfíbios, deveriam existir evidências fósseis de animais que são parte dinossauros e parte outra-coisa-qualquer. No entanto, não há evidência disto em lugar algum.

De facto, se por acaso forem aos museus e olharem para os fósseis, verão que eles são 100% ossos de dinossauros, e não algo “a meio caminho”; não há fósseis que são 25%, ou 50%, ou 75% ou mesmo 99% de dinossauro; eles são 100% de dinossauro.

A Bíblia diz-nos que Deus criou todos os animais terrestres no Sexto Dia da criação. Visto que os dinossauros eram animais terrestres, eles devem ter sido criados neste dia, lado a lado com Adão e Eva (que também foram criados no Dia Seis – Génesis 1:24-31). Se Deus arquitectou e criou os dinossauros, eles certamente que eram totalmente funcionais, criados para fazerem o que era suposto eles fazerem, e certamente que eram 100% dinossauros. Isto está perfeitamente de acordo com as evidências do registo fóssil.

Os evolucionistas declaram que nenhum homem viveu lado a lado com dinossauros, mas a Bíblia deixa bem claro que os dinossauros e as pessoas devem ter vivido lado a lado. E de facto, existem muitas evidências em favor desta posição, tal como veremos brevemente.

7. O que comiam os dinossauros?

A Bíblia ensina-nos (em Génesis 1:29-30) que os animais originais (bem como os primeiros humanos) foram ordenados a ser vegetarianos, o que implica que não havia carnívoros na criação original. Para além disso, não havia morte; era um mundo sem mácula, onde Adão e Eva e os animais (incluindo os dinossauros) viviam em harmonia perfeita, alimentando-se de nada mais que plantas.

Infelizmente, as coisas não ficaram assim por muito tempo. Adão rebelou-se contra o Criador, trazendo o pecado para o mundo (Génesis 3:1-7, Romanos 3:12) Devido a esta rebelião, Adão, e desde logo todos os seus descendentes (tu e eu), abdicou do direito de viver com o Deus Santo (sem pecado) e Justo. Consequentemente, Deus julgou o pecado com a morte.

A Bíblia ensinada de forma clara – de Génesis a Revelação – que não havia morte de animais ou humanos antes de Adão ter pecado. (Levem em consideração algumas passagens tais como Romanos 5:12, Génesis 2:17, Génesis 1:29-30, Romanos 8:20-22, Actos 3:21, Hebreus 9:22, 1 Coríntos 15, Revelação 21:1-4, Revelação 22:3.) Isto significa que nunca poderiam existir fósseis (e nunca poderiam existir ossos de dinossauro) antes do pecado de Adão.

Depois do pecado de Adão, os animais e as pessoas começaram a morrer. Estávamos agora num mundo diferente, marcado pela morte e pela luta. Um mundo que havia sido maravilhoso sofria agora da maldição colocada pelo Criador (Génesis 3:14-19). Mas foi dada a promessa (Génesis 3:15) de que Deus providenciaria uma forma através da qual a penalidade do pecado seria paga de modo a que o ser humano pudesse voltar para Deus.

8. Porque é que encontrámos fósseis de dinossauro?

Em Génesis 6 lemos que toda a carne (homens e seres humanos) havia “corrompido o seu caminho sobre a terra” (Génesis 6:12). É provável que os animais se tenham começado a matar uns aos outros; talvez os dinossauros tenham começado a matar outros animais e a matar seres humanos. De qualquer das formas, Deus descreve este mundo como “malvado”.

Devido a esta maldade, Deus avisou a um homem piedoso chamado Noé de que Ele haveria de destruir o mundo com um Dilúvio (Génesis 6:13). Devido a isso, Deus ordenou-o que construísse um barco enorme (a Arca) de modo a que todos os tipos de animais terrestres (o que deve ter incluído dinossauros) e a família de Noé pudesse sobreviver à bordo enquanto o Dilúvio destruía toda a Terra (Génesis 6:14-20).

Algumas pessoas pensam que os dinossauros eram demasiado grandes, ou eram em número demasiado grande, para puderem entrar na Arca. No entanto. não existiam muitos tipos de dinossauro. Certamente que existem centenas de nomes de dinossauro, mas muitos destes nomes foram atribuídos a um pedaço de osso ou a um esqueleto do mesmo tipo de dinossauro encontrado noutros países.

É razoável assumir que tamanhos distintos, variedades diferentes e sexo distintos do mesmo tipo de dinossauro tenham recebido nomes diferentes. Tome-se como exemplo a imensa variedade e a totalidade de tamanhos dos cães, embora eles sejam todos o mesmo tipo – o tipo canino. Na verdade, podem até só ter existido menos de 50 tipos de dinossauros.

Como é que Noé conseguiu colocar todos aqueles animais dentro da Arca?Deus enviou dois de cada tipo de animal terrestre (sete de alguns) para a Arca (Génesis 7:2-3, 7:8-9), e não houve excepções. Consequentemente, os dinossauros têm que ter estado na Arca. Embora a gigantesca embarcação tenha tido espaço suficiente para os animais, é provável que Deus tenha enviado jovens adultos para dentro da Arca, o que significa que eles ainda podiam crescer mais.

Dito isto, o que foi que aconteceu com os animais que não entraram na Arca? Muito simplesmente, eles morreram afogados. Muitos foram cobertos com toneladas de lama à medida que as águas furiosas cobriam a terra seca (Génesis 7:11-12,19). Devido a este enterro rápido, muitos animais teriam que ter sido preservados em fósseis. Se isto realmente aconteceu, então seria de esperar milhões de coisas mortas enterradas em camadas rochosas (formadas a partir desta lama) um pouco por toda a Terra. É exactamente isto que encontramos.

A propósito, a Dilúvio de Noé muito provavelmente ocorreu há apenas 4,500 anos atrás. Os criacionistas acreditam que este evento formou muitas das camadas rochosas que se encontram pela Terra. (As outras camadas fósseis foram formadas por outros dilúvios à medida que a Terra se acalmava depois do grande Dilúvio.) Logo, os fósseis de dinossauro, que se formaram como consequência deste Dilúvio, muito provavelmente foram formados há cerca de 4,500 anos atrás (e não há “milhões de anos” atrás).

9. Será que os dinossauros viveram em tempos recentes?

Se tipos distintos de dinossauros sobreviveram ao Dilúvio, então eles devem ter saído da Arca e devem ter vivido no mundo pós-Diluviano. Na Bíblia, em Jó 40:15-24, Deus descreve a Jó (que viveu depois do Dilúvio) um animal enorme que era conhecido por Jó. Este animal gigantesco, chamado de beemonte, é descrito como a “obra-prima dos caminhos de Deus”, muito provavelmente o maior animal terrestre que Deus criou.

Dinossauro_SauropodeImpressionantemente, ele movia a sua cauda como a árvore de cedro! Embora alguns comentados da Bíblia digam que ele pode ter sido um hipopótamo ou um elefante, a descrição ajusta-se de forma perfeita num dinossauro tal como o Brachiosaurus. Certamente que os elefantes e os hipopótamos não têm caudas como uma árvore de cedro.

De facto, na Bíblia, muito poucos animais são descritos de forma singular como o é o beemonte. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o animal que nós hoje chamamos de dinossauros recebe mais atenção Bíblica que a maior parte dos animais. Portanto, os dinossauros – de todos os tipos – devem ter vivido lado a lado com as pessoas depois do Dilúvio.

10. Os dinossauros são mencionados na literatura antiga?

Curiosamente, a palavra “dragão” é usada um certo número de vezes no Antigo Testamento e na maior parte dos casos, a palavra “dinossauro” pode ser usada no lugar da palavra “dragão” e ajustar-se na perfeição. Os cientistas criacionistas acreditam que antigamente os dinossauros eram chamados de “dragões” antes do termo “dinossauro” ter sido inventado em 1841. Não seria de esperar, portanto, que a palavra “dinossauro” estivesse nas Bíblia tal como a Versão Autorizada de 1611 visto que esta versão foi traduzida antes da palavra “dinossauro” ter sido criada.

Dinossauro_Mokele_MbembePara além disso, existem muitos livros de História nas várias livrarias do mundo que têm registos detalhados de dragões e dos seus encontros com as pessoas. Surpreendentemente, (e daí, talvez não seja surpreendente para os criacionistas) muitas destas descrições de “dragões” ajustam-se à forma como os cientistas modernos descrevariam animais tais como o Tyrannosaurus. Infelizmente, devido à sua crença de que humanos e dinossauros não coexistiram, tais evidências não são consideradas como válidas por parte dos evolucionistas.

No entanto, quanto mais nós pesquisamos a literatura histórica, mais nos apercebemos que existem evidências sobrepujantes de que os dragões eram animais de verdade, muito parecidos com as reconstruções modernas dos dinossauros, e que a sua existência foi regista por muitas pessoas distintas, até mesmo há algumas centenas de anos atrás.

11. O que foi que aconteceu com os dinossauros?

Os evolucionistas usam a sua imaginação duma forma fantástica quando tentam responder esta questão. Devido à sua crença de que os dinossauros “dominaram” o mundo durante “milhões de anos”, e que desaparecera “milhões de anos” antes do homem supostamente ter evoluído, eles têm que avançar com todo o tipo de palpites para explicar o seu desaparecimento “misterioso”.

Quando lemos a literatura evolucionista, ficamos perplexos com a vasta gama de ideias relativas à suposta “extinção” dos dinossauros. O que se segue é apenas uma pequena lista das suas teorias:

Os dinossauros morrem de fome; eles morreram de sobreaquecimento; eles foram envenenados; eles ficara cegos devido a cataratas e não conseguiram mais se reproduzir; os mamíferos comeram os seus ovos. A lista de outras causas inclui poeira vulcânica, gases venenosos, cometas, manchas solares, meteoritos, suicídio em massa, constipação, parasitas, cérebros diminuídos (e estupidez maior), hérnias discais, mudanças na composição do ar, etc, etc.

É por demais óbvio que os evolucionistas não fazem ideia nenhuma do que aconteceu, e estão a lançar teorias sem fundamento. Num livro recente relativo a dinossauros, “A New Look At the Dinosaurs,” o autor fez a seguinte declaração:

E agora chega a pergunta importante. O que foi que causou todas estas extinções, num momento temporal particular, há aproximadamente 65 milhões de anos atrás? Dezenas de motivos foram sugeridos, alguns sérios e sensíveis, outros bastante loucos, e outros ainda nada mais que piadas. Todos os anos as pessoas avançam com novas teorias em torno deste problema espinhoso.

O problema é que se fossemos a encontrar um só motivo que justificasse por todos eles, esse mesmo motivo teria que explicar a morte simultânea de animais que viviam em terra e animais que viviam nos mares, mas em ambos os casos, só a morte de alguns desses animais visto que muitos dos animais terrestres e muitos dos animais marinhos continuaram a viver alegremente no período que se seguiu.

Infelizmente, tal explicação não existe. (Alan Charig, p. 150).

Mas tal explicação não existe. Se deixarmos de lado o ponto de vista evolutivo, bem como os milhões de anos, e olharmos a sério para o que a Bíblia diz, iremos encontrar uma explicação que está de acordo com os factos, e uma que faz todo o sentido.

Por altura do Dilúvio, muitas criaturas marinhas morreram, mas algumas sobreviveram. Para além disso, todas as criaturas terrestres que se encontravam fora da Arca morreram, mas os representantes de todos os tupos que sobreviveram dentro da Arca, viveram num novo mundo logo a seguir ao Dilúvio. Esses animais terrestres (incluindo os dinossauros) encontraram um mundo muito diferente do mundo que existia antes do Dilúvio.

Devido à (1) competição por alimento que já não existia em abundância, (2) outras catástrofes, (3) caça que o homem levou cabo contra eles por alimento (talvez também por diversão), e (4) destruição dos seus habitats, muitas espécies de animais eventualmente morreram.

O grupo de animais que hoje chamamos de dinossauros também morreu, algo que é perfeitamente normal, se levarmos em conta que, actualmente, todos os anos testemunham a extinção de animais. A extinção parece ser a regra na história da Terra (e não a formação de novos tipos de animais, tal como seria de esperar se a teoria da evolução estivesse certa).

12. Será que algum dia iremos ver um dinossauro vivo?

A resposta é, provavelmente não………e daí talvez não. Existem alguns cientistas que defendem que ainda podem existir alguns dinossauros a viver em selvas remotas da Terra. Nós ainda estamos a descobrir novas espécies de animais e plantas em áreas que eram difíceis de explorar até hoje. Até os nativos de alguns países descrevem animais que estão de acordo com o que poderia ser um dinossauro.

Claro que os criacionistas não ficariam surpresos se por acaso alguém encontrasse um dinossauro vivo. No entanto, os evolucionistas teriam que explicar o porquê de terem feito declarações dogmáticas de que os homens e os dinossauros nunca viveram lado a lado. Desconfio que eles diram que este dinossauro conseguiu de alguma forma sobreviver porque se encontrava preso numa área remota que não mudou nada em milhões de anos.

Como se pode ver, independentemente do que é encontrado, do quão embaraçosas sejam as ideias evolutivas, eles serão sempre capazes de inventar uma “resposta” porque a evolução é uma crença; não é ciência e nem é um facto.

13. Que lições podemos aprender com os dinossauros?

Quando olhamos para os ossos dum dinossauro, podemos ser lembrados de que a morte não fazia parte da criação original. A morte é, na verdade, uma intrusa, que teve acesso ao mundo depois do homem ter desobedecido a Deus. A Bíblia diz-nos que uma vez que somos todos descendentes de Adão, também nós pecamos:

Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim, também, a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram. Romanos 5:12

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Romanos 3:12

Temos que reconhecer que a maldade que existe no mundo é consequência do pecado, porque o homem revoltou-se contra Deus.

Podemos também ser lembrados que Deus, que fez todas as coisas, incluindo os dinossauros, é o Juiz da Sua criação. Ele julgou a rebelião de Adão amaldiçoando o mundo com a morte. Adão foi avisado do que aconteceria se ele desobedecesse a instrucção de Deus de não comer o fruto duma árvora particular:

Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Génesis 2:17

Os dinossauros lembram-nos também que Deus julgou a rebelião dos dias de Noé ao destruir o mundo maligno com água, o que resultou na morte de milhões de criaturas. A Bíblia ensina-nos que Ele irá mais uma vez julgar o mundo, mas desta vez será com fogo:

Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão. 2 Pedro 3:10

Podemos também ser lembrados de que, após este julgamento com fogo, Deeus irá fazer novos céus e uma nova Terra:

Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. 2 Pedro 3:13

E como serão as coisas nesta nova Terra?

E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. Revelação 21:4

HellMas nós somos também avisados que muitos não receberão permissão para entrar nesta nova Terra, mas irão, em vez disso, sofrer durante toda a eternidade:

Mas, quanto aos tímidos, e aos descrentes, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos devassos, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Revelação 21:8

Os seres humanos, que são pecadores desde a nascença (Salmo 51:5) não podem viver com o Deus Santo, mas estão condenados a ficar separados de Deus. Mas, Ele disponibilizou uma forma maravilhosa para que, através da qual, possamos ser libertos do pecado. A Bíblia ensina que Deus levou a cabo o sacrifício perfeito, necessário para o pagamento do pecado do ser humano.

O Próprio Filho de Deus, Aquele que na verdade criou o mundo (Col 1:16), veio à Terra como um Homem, Descendente de Adão, para sofrer a pena de morte pelos pecados do ser humano:

Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. 1 Cor 15:20-22

O Senhor Jesus Cristo morreu na cruz, mas ao terceiro dia, ressuscitou, conquistando a morte, para que todos aqueles que tenham fé NEle e O aceitem para a sua vida, sejam capazes de voltar para Deus, e viver eternamente com o Criador:

Porque Deus amou o mundo, de tal maneira, que deu o seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. 1 João 1:9

Para aqueles que não aceitem com fé no que Cristo fez por eles, e que não reconhecer a sua natureza pecadora que precisa de redenção, a Bíblia avisa que tais pessoas irão viver para sempre, para serão separados de Deus e lançados num lugar de tormento que a Bíblia chama de Inferno. Mas aqueles que entregam a sua vida ao Senhor, que mensagem maravilhosa! Que Salvador Maravilhoso” Que maravilhosa salvação nó temos em Cristo o Criador.

Ken Ham.

Beemonte

http://bit.ly/1NH4dnU

 

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O sistema de aterragem das abelhas está de acordo com o gradualismo aleatório?

Por David Catchpoole

AbelhaAterrar em segurança é um dos aspectos mais difíceis do vôo porque a velocidade de aproximação tem que ser reduzida até quase ao ponto zero no momento de aterragem. Isto é suficientemente difícil em superfíceis horizontais, mas é ainda mais desafiador sempre que a inclinação aumenta – isto é, quando as superfícies de aterragem têm uma orientação diferente. No entanto, as abelhas conseguem fazer isto sem dificuldade centenas de vezes por dia.

Para surpresa dos engenheiros que, sem sucesso, tentaram laseres, radares, sondas, e tecnologia GPS quanto tentavam construir um sistema de aterragem autónomo para os robôs voadores, a estratégia de orientação das abelhas é “surpreendentemente simples”. (1,2)

As experiências revelaram que as abelhas aterram com segurança simplesmente garantindo que a superfície sobre a qual querem aterrar expande-se a uma taxa constante dentro do seu campo de visão. (1) Isto é uma forma de monitorização do fluxo óptico (3) que já havia sido observada no passado. (4)

Mandyam Srinivasan, professor de neurociência visual na Universidade de Queensland (Australia) explicou:

Se tu te aproximas a uma velocidade constante [para aterrar], a imagem [da superfície] parece expandir-se mais rapidamente à medida que te aproximas. Mas se por acaso tu manténs constante a taxa de expansão da imagem, tu automaticamente desacelerar; e quando entras em contacto [com a superfície], já te estás a movimentar a velocidade quase nula. (2)

Modelagens matemáticas revelaram que a técnica visual “auto-piloto” das abelhas funcionou em quase todos os tipos de superfícies – incluindo paredes e flores – e não precisou de qualquer tipo de informação em relação à velocidade do vento ou em relação à distância do destino.

“Porque é que não pensamos nisto antes?” lamentou o Professor Srinivasan. (2) Ele disse que o robô voador poderia brevemente ficar equipado de modo a imitar a estratégia de aterragem das abelhas, usando uma câmera de vídeo simples e leve.

A técnica de aterragem só-imagem pode ser também aplicada aos aviões militares furtivos (sem radar ou sem sonar para ser detectado pelo inimigo) e para os veículos espaciais (que podem aterrar noutros planetas sem o uso de GPS). No entanto, dificilmente o computador necessário para esta programação virá a ser tão pequeno como o cérebro da abelha.

É auto-evidente que nenhuma “técnica de orientação” veio a existir através do gradualismo aleatório. (5) E Aquele que criou a técnica de vôo das abelhas também nos deu a maior “técnica de orientação” que nos permitará evitar a maior “aterragem desastrosa” de todas:

 Porque NEle [Senhor JESUS Cristo] foram criadas todas as coisas que há, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por Ele e para Ele;

E Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele; E Ele é a Cabeça do corpo da igreja, é o Princípio e o Primogénito de entre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.

Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude NEle habitasse, E que, havendo por Ele feito a paz, pelo sangue da Sua cruz, por meio DEle reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. (Colossenses 1:16-20)

A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. (Romanos 10:9)

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo. (Revelação 20:15)

http://bit.ly/1OtdsH2

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Abelha_FlorJá é suficientemente complicado acreditar que um processo gradual e aleatório tenha “criado” uma única célula, das milhões que as abelhas têm dentro de si, mas é o ponto mais alto da credulidade ateísta aceitar que este mesmo processo seja capaz de gerar (aleatoriamente e gradualmente) uma técnica de vôo/aterragem  que permita a este insecto aterrar com segurança.

Técnicas de vôo não se geram a elas mesmas; abelhas não se criam a elas mesmas; células não são o efeito de forças aleatórias. A teoria da evolução, que se baseia num anti-cientifico gradualismo aleatório, encontra-se em oposição directa ao que ciência empírica nos revela.

Por outro lado, a teoria científica do Design Inteligente e o criacionismo Bíblico estão perfeitamente de acordo com o que se pode observar ao postularem uma Causa Inteligente para as formas biológicas, bem como para as suas surpreendentes e informaticamente complexas capacidades de navegação.

Referências e notas:
1. Baird, E., Boeddeker, N., Ibbotson, M., and Srinivasan, M., A universal strategy for visually guided landing, Proceedings of the National Academy of Sciences (USA) 110(46):18686–18691, 2013.
2. Ross, J., Bees no drones when it comes to landing, theaustralian.com, 29 October 2013.
3. Esch, H., Zhang, S., Srinivasan, M.V. and Tautz, J., Honeybee dances communicate distances measured by optic flow, Nature 411(6837):581–583, 31 May 2001.
4. Sarfati, J., Can it bee? Creation 25(2):44–45, 2003; creation.com/bee.
5. For many other examples of human engineers wanting to copy the Master Engineer’s designs in nature, see creation.com/biomimetics.
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A ciência aponta para o Criador

Por Bill Federer

“Ó Deus Todo Poderoso, estou a pensar os Teus Pensamentos segundo Tu mesmo”, escreveu o astrónomo Johannes Kepler, em 1619, no seu “The Harmonies of the World.”

Johannes_KeplerUm ataque de varíola que aconteceu quando ele tinha quatro anos, deixou-o com mãos aleijadas e com visão deficiente. superando todos estes contratempos, ele estudou as obras de Copérnico, e com 23 anos tornou-se professor de Astronomia. O seu nome era  Johannes Kepler, nascido no dia 27 de Dezembro de 1571.

Ele avançou mais ainda com a teoria heliocêntrica do sistema solar de Copérnico, com os planetas a girarem à volta do sol e não da Terra. Ele descobriu as leis que governam o movimento dos planetas e deu início à disciplina da mecânica celestial conhecida Leis de Kepler, que mais tarde vieram a ajudar Newton a formular a sua teoria de gravitação. A publicação das suas tabelas de efeméride, necessárias para o mapeamento do movimento das estrelas, contribuiu para a teoria do cálculo.

No livro quinto do “The Harmonies of the World”  Johannes Kepler escreveu:

A matriz está lançada; o livro está escrito, para ser lido ou agora ou na posterioridade, não me interessa. Pode até ser bom esperar um século por um leitor, tal como Deus esperou 6,000 anos por um observador.

Comparando as órbitas celestiais dos planetas com as harmonias polifónicas da música, Kepler escreveu o seguinte no seu livro “The Harmonies of the Worlds”:

Pai Santo, protege-nos dentro da harmonia do nosso amor uns pelos outros, de modo a que possamos ser um, tal como Tu o és com o Teu Filho, o Nosso Senhor, e com o Espírito Santo, e tal como através dos doces laços harmónicos Tu uniste todas as tuas obras, e que trazendo o Teu Povo à concórdia, o corpo da Tua Igreja possa ser construído na Terra, tal como construíste os próprios céus através das harmonias.

Na conclusão do seu tratado, Kepler escreveu:

Agradeço-Te, meu Criador e Senhor, que me deste esta alegria na Tua criação, esta alegria nas obras das Tuas Mãos; Mostrei a excelência das Tuas obras aos homens, tal como a minha mente finita foi capaz de entender a Tua Infinidade; Se disse qualquer coisa contra a Tua Glória, perdoa-me graciosamente.

Dois séculos mais tarde, Benjamin Silliman, professor de Yale e homem que, em 1818, fundou a “American Journal of Science and Arts”, declarou:

A relação entre a Geologia, bem como a Astronomia, com a Bíblia, quando ambas são bem entendidas, é de perfeita harmonia. ….. A Palavra e as obras de Deus não podem entrar em conflicto, e quanto mais elas são estudadas, mais a harmonia entre ambas se torna aparente.

O autor best-seller Eric Metaxas escreveu um artigo para o Wall Street Journal com o título de “Science Increasingly Makes the Case for God” onde diz:

No ano de 1966 . . .  o astrónomo Carl Sagan anunciou que existiam dois critérios importantes para que um planeta tenha a capacidade de suportar vida, o tipo de estrela certo, e um planeta à distância certa dessa estrela. Dados os (mais ou menos) octilhões de planetas no universo – 1 seguido de 27 zeros – deveriam existir septilhões – 1 seguido de 24 zeros – de planetas capazes de conter a vida. …

Mas à medida que os anos foram passando, o silêncio do universo era ensurdecedor. O Congresso Americano deixou de financiar a SETI em 1993, mas a busca prosseguiu, mas desta vez com verbas privadas. Até 2014, os pesquisadores descobriram precisamente nada – 0 seguido dum vazio.

Eric Metaxas continua:

O que foi que aconteceu? À medida que o nosso conhecimento foi aumentando, tornou-se cada vez mais claro que existiam muitos mais factores necessários para a vida do que aqueles que Sagan havia suposto.

Os seus dois parâmetros aumentaram para 10, e depois para 20, e depois para 50, o que causou a que o número de planetas com a capacidade de suportar a vida tenha diminuído; …. Peter Schenkel escreveu um artigo para a revista “Skeptical Inquirer” onde dizia: “À luz dos mais recentes achados e à luz dos novos pontos de vista, parece apropriado colocar de parte a euforia excessiva….  Se calhar o melhor é admitir calmamente que as estimativas iniciais . . . podem já não ser sustentáveis.

À medida que os factores continuaram a ser descobertos, o número de planetas possíveis baixou para zero, e continuou a avançar. Dito por outras palavras, as probabilidades voltaram-se contra a ideia de algum planeta do universo vir a poder ter vida, incluindo o planeta Terra. ….. Actualmente, existem mais de 200 parâmetros conhecidos necessários para que haja vida num planeta – cada um destes parâmetros tem que ser satisfeito ou então tudo entra em descalabro.

Sem um planeta gigantesco como Júpiter por perto, cuja gravidade irá atrair os asteróides, o número destes asteróides a atingir a Terra seria mil vezes superior. As probabilidades de vida no universo são pura e simplesmente assombrosas, no entanto, aqui estamos nós, não só a existir, mas também a falar dessa mesma existência.

O que pode explicar tal facto? …  A que ponto é justo admitir que a ciência sugere que nós não podemos ser o efeito de forças aleatórias?

Eric Metaxas termina dizendo:

O físico Paul Davies afirmou que “a aparência de design é sobrepujante”, e John Lennox, professor de Oxford, disse que “quanto mais nos conhecemos o nosso universo, mais a hipótese de que existe Um Criador ganha credibilidade como a melhor explicação do porquê nós estarmos aqui.”

http://bit.ly/1Oor8i0

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A ciência é arma contra o ateísmo e não contra Deus

Por Eric Metaxas

Is_God_DeadNo ano de 1966, a revista Time teve uma capa onde se lia, “Será que Deus Está Morto?” Muitos aceitaram a narrativa cultural de que Ele é Obsoleto, e que à medida que a ciência avança, há cada vez menos necessidade de um “Deus” para explicar o universo. No entanto, parece que os rumores da morte de Deus foram largamente prematuros. Ainda mais espantoso é que o relativamente recente argumento em favor da Sua existência chega-nos duma fonte surpreendente: da própria ciência.

Eis a história: no mesmo ano em que a Time exibiu a famosa capa de revista, o astrónomo Carl Sagan anunciou que existiam dois critérios importantes para que um planeta tenha a capacidade de suportar vida: o tipo de estrela certo, e um planeta à distância certa dessa estrela. Dados os (mais ou menos) octilhões de planetas no universo – 1 seguido de 27 zeros – deveriam existir septilhões – 1 seguido de 24 zeros – de planetas capazes de conter a vida.

Com probabilidades tão espectaculares, a “Search for Extraterrestrial Intelligence”, uma enorme e dispendiosa colecção de projectos (financiada com dinheiros públicos e privados) iniciada nos anos 60, estava segura de que rapidamente encontraria algo. Usando uma vasta rede rádio-telescópica, os cientistas escutaram por sinais com a aparência de inteligência codificada, e não aqueles que eram puramente aleatórios.

Mas à medida que os anos foram passando, o silêncio do universo era ensurdecedor. O Congresso Americano deixou de financiar a SETI em 1993, mas a busca prosseguiu, mas desta vez com verbas privadas. Até 2014, os pesquisadores descobriram precisamente nada – 0 seguido dum vazio.

O que foi que aconteceu? À medida que o nosso conhecimento foi aumentando, tornou-se cada vez mais claro que existiam muitos mais factores necessários para a vida do que aqueles que Sagan havia suposto. Os seus dois parâmetros aumentaram para 10, e depois para 20, e depois para 50, o que causou a que o número de planetas com a capacidade de suportar a vida tenha diminuido; o número foi reduzido para alguns milhares de planetas e o número tem caído desde então.

Até mesmo os defensores do projecto SETI reconhecem o problema. Em 2006 Peter Schenkel escreveu um artigo para a revista “Skeptical Inquirer” onde dizia:

À luz dos mais recentes achados e à luz dos novos pontos de vista, parece apropriado colocar de parte a euforia excessiva….  Se calhar o melhor é admitir calmamente que as estimativas iniciais . . . podem já não ser sustentáveis . .

À medida que os factores continuaram a ser descobertos, o número de planetas possíveis baixou para zero, e continuou a avançar. Dito por outras palavras, as probabilidades voltaram-se contra a ideia de algum planeta do universo vir a poder ter vida, incluindo o planeta Terra. As probabilidades indicam que nós não deveríamos estar aqui.

Actualmente, existem mais de 200 parâmetros conhecidos necessários para que haja vida num planeta – cada um destes parâmetros tem que ser satisfeito ou então tudo entra em descalabro. Sem um planeta gigantesco como Júpiter por perto, cuja gravidade irá atrair os asteróides, o número destes asteróides a atingir a Terra seria mil vezes superior.

As probabilidades de vida no universo são pura e simplesmente assombrosas, no entanto, aqui estamos nós, não só a existir, mas também a falar dessa mesma existência. O que pode explicar tal facto? Será que cada um destes parâmetros foi satisfeito por acidente? A que ponto é justo admitir que a ciência sugere que nós não podemos ser o efeito de forças aleatórias?

Será que assumir que Uma Inteligência criou estas condições perfeitas não requer menos fé do que acreditar que esta Terra, com a capacidade de suster a vida, pura e simplesmente conseguiu superar as probabilidades inconcebíveis para poder começar a existir?

E há mais.

A afinação perfeita necessária para que a vida exista não se compara em nada com a afinação perfeita necessária para que o universo venha a existir. Por exemplo, os astrofísicos sabem hoje que os valores das quatro forças fundamentais – força da gravidade, força electromagnética, força nuclear “forte”, e  força nuclear “fraca” – foram determinadas menos de um milionésimo de segundo depois do big bang [sic]. Se um destes valores fosse alterado, o universo nunca poderia existir.

Por exemplo, se por acaso o rácio entre a força nuclear forte e a força electromagnética estivessem minimamente mal ajustadas – por exemplo, uma parte em  100,000,000,000,000,000 – então nenhuma estrela se formaria. (Fiquem à vontade para engolir em seco).

Multipliquem só esse parâmetro por todas as outras condições necessárias, e as probabilidades contra a existência do universo são tão astronomicamente gigantescas que qualquer noção em favor da tese de que “aconteceu por acaso” está contra o senso comum. Seria como lançar uma moeda e ela dar caras 10 quintilhões de vezes seguidas. Alguém acredita nisto?

c. 1950s

c. 1950s

Fred Hoyle, o astrónomo que cunhou o termo “big bang”, disse que o seu ateísmo foi “gravemente perturbado” com estes desenvolvimentos. Mais tarde, ele escreveu que “uma interpretação dos factos com base no senso comum sugere que Um Super Intelecto andou a brincar com a Física, tal como com a Química e com a Biologia….Os números que calculamos a partir dos factos parecem tão sobrepujantes que parecem estabelecer esta conclusão para além de qualquer dúvida.”

O físico Paul Davies afirmou que “a aparência de design é sobrepujante”, e John Lennox, professor de Oxford, disse que “quanto mais nos conhecemos o nosso universo, mais a hipótese de que existe Um Criador ganha credibilidade como a melhor explicação do porquê nós estarmos aqui.”

O maior milagre de todos os tempos, sem nada que esteja remotamente perto, é o universo. Este é o milagre dos milagres, e um que, com o brilho combinado de todas as estrelas, inelutavelmente aponta para algo – ou para Alguém – que está para além do universo.

https://archive.is/PclmM

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Devido às probabilidades assombrosas contra a origem gradual e aleatória do universo, é  hilariante ver ateus menos informados a tentar usar a ciência como arma com Deus. Claramente, a ciência nunca pode ser evidência contra o Criador visto que a ciência tenta estudar aquilo cuja existência é melhor explicada como efeito de criação – isto é, o universo.

Como sempre a Bíblia já nos tinha alertado para o facto do universo ser uma evidência em favor do Criador visto que o Salmo 19:1 diz:

000_Salmo_19

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Os Filósofos de Deus e o mito da “Idade das Trevas”

Por Tim O’Neill

O meu interesse pela ciência Medieval foi largamente estimulado por um livro. Por volta de 1991, quando eu era um aluno de pós-graduação empobrecido e frequentemente esfomeado na Universidade da Tasmânia, dei com uma cópia do livro de Robert T. Gunther com o título de “Astrolabes of the World” – 598 páginas-fólio de astrolábios islâmicos, Medievais e Renascentistas meticulosamente catalogados, cheio de fotos, diagramas e listas estreladas, bem como uma vasta gama de outro tipo de informação.

Dei com ele, e de forma bem apropriada e não incidental, nos “Astrolabe Books” de Michael Sprod – no piso de cima de um dos lindos e antigos armazéns de arenito que se encontram alinhados num lugar com o nome de “Salamanca Place” (…). Infelizmente, o livro custava $200, o que por aquela altura era o equivalente ao que eu tinha para gastar durante o mês inteiro.

Mas o Michael já estava habituado a vender livros a estudantes empobrecidos, e devido a isso, não almocei e fiz um adiantamento de $10 e, durante vários meses, regressava todas as semanas para dar o mais que podia até que eventualmente consegui levá-lo para casa, embrulhado em papel castanho duma forma que só as livrarias Hobart se preocupam em fazer. Há poucos prazeres mais gratificantes do que aquele em que se tem nas mãos o livro que há já muito tempo se quer ler.

Filosofos_de_Deus_Gods_PhilosophersTive outra experiência igualmente gratificante quando, há algumas semanas atrás, recebi uma cópia do livro de James Hannam com o título de “God’s Philosophers: How the Medieval World Laid the Foundations of Modern Science [“Os Filósofos de Deus: Como o Mundo Medieval Estabeleceu os Fundamentos da Ciência Moderna”].

Há já alguns anos que brinco com a ideia de criar um site dedicado à ciência e à tecnologia Medieval como forma de tornar públicas as mais recentes pesquisas em torno do tópico, e também para refutar os mitos preconceituosos que caracterizam esse período como uma Idade das Trevas repleta de superstição irracional. Felizmente, hoje posso riscar essa tarefa da minha lista porque o suberbo livro de Hannam fez esse trabalho por mim, e em grande estilo.

A Idade das Trevas Cristã e Outros Mitos Histéricos

Um do riscos ocupacionais de se ser um ateu e um humanista secular que divaga por fórums de discussão é o de encontrar níveis assombrosos de ignorância histórica. Gosto de me consolar com a ideia de que muitas das pessoas que se encontram em tais fórums adoptaram o ateísmo através do estudo da ciência, e como tal, mesmo que essas pessoas tenham conhecimentos avançados em áreas tais como a geologia e a biologia, o seu conhecimento histórico encontra-se parado no nível secundário. Geralmente, eu costumo agir assim porque a alternativa é admitir que o entendimento histórico médio da pessoa comum, e a forma como a História é estudada, é tão frágil que se torna deprimente.

Logo, para além de ventilações regulares de mitos cabeludos tais como o da Bíblia ter sido organizada no Concílio de Niceia, ou do enfadonho disparate cibernético de que “Jesus nunca existiu!”, ou também do facto de pessoas inteligentes estarem a propagar alegações pseudo-históricas que fariam com que até Dan Brown suspirasse com escárnio, o mito de que a Igreja Católica causou a Idade das Trevas, e que o Período Medieval foi um vazio científico, é regularmente empurrado com um carrinho-de-mão ferrugento para a linha da frente como forma de o expor por toda a arena.

O mito diz que os Gregos e os Romanos eram sábios e pessoas racionais que amavam a ciência, e que estavam à beira de fazer todo o tipo de coisas maravilhosas (normalmente, a invenção de máquinas a vapor de grande porte é inocentemente invocada) até que o Cristianismo chegou. O Cristianismo baniu, então, todo o conhecimento e todo o pensamento racional, e inaugurou a Idade das Trevas.

Durante este período, diz o mito, a teocracia com punho de ferro, apoiada pela Inquisição ao estilo da Gestapo, impediu que fosse feita qualquer actividade científica, ou qualquer actividade de investigação, até que Leonardo da Vinci inventou a inteligência e o Renascimento nos salvou a todos das trevas Medievais.

As manifestações cibernéticas desta ideia curiosamente pitoresca, mas aparentemente infatigável, variam de quase atabalhoadas a totalmente chocantes, mas a ideia continua a ser uma daquelas coisas que “toda a gente sabe”, e que permeia a cultura moderna.

Um episódio recente da série “Family Guy” exibiu o Stewie e o Brian a entrar num mundo alternativo futurista onde, foi-nos dito, as coisas eram avançadas desse modo porque o Cristianismo não havia destruído o conhecimento, dado início à Idade das Trevas, e impedido o desenvolvimento da ciência. Os escritores não sentiram a necessidade de explicar o significado das palavras de Stewie porque assumiram que toda a gente sabia.

Cerca de uma vez a cada 3 ou 4 meses em fórums tais como RichardDawkins.Net temos algumas discussões onde sempre aparece alguém a invocar a “Tese do Conflicto”. Isso evolui para o normal ritual onde a Idade Média é retratada como um deserto intelectual onde a humanidade se encontrava algemada pela superstição e oprimida pelos cacarejadores asseclas da Velha e Maligna Igreja Católica.

Os velhos estandartes são apresentados na altura certa: Giordano Bruno é apresentado como um mártir da ciência, nobre e sábio, e não como o irritante místico “Nova Era” que ele era. Hipatia é apresentada como outra mártir deste tipo, e a mitológica destruição da Grande Biblioteca de Alexandria é falada num tom silencioso, apesar de ambas estas ideias serem totalmente falsas.

O incidente em torno de Galileu é apresentado como evidência dum cientista destemido a opor-se ao obscurantismo científico da Igreja, apesar do incidente ter tanto a ver com a ciência como com as Escrituras. E, como é normal, aparece sempre alguém a exibir um gráfico (ver mais embaixo), que eu dei o nome de “A Coisa Mais Errada de Sempre da Internet”, e a mostrá-lo triunfalmente como se o mesmo fosse prova de algo que não do facto da maior parte das pessoas serem totalmente ignorantes da História, e incapazes de ver que algo como “Avanço Científico” nunca pode ser quantificado, e muito menos pode ser representado visualmente num gráfico.

Ciencia_Idade_Media_Segundo_Os_Ignorantes

 

Não é difícil pontapear este disparate e reduzi-lo a nada, especialmente porque as pessoas que o apresentam não só não sabem quase nada de História, como também tudo o que fazem é repetir ideias estranhas como esta que eles viram em sites e livros populares. Estas alegações entram em colapso mal tu as atacas com evidências sólidas.

Eu gosto de embaraçar por completo estes propagadores perguntando-lhes que me apresentem um – um só – cientista que foi queimado, perseguido, ou oprimido durante a Idade Média por motivos científicos. Eles são incapazes de me apresentar um único nome. Normalmente, eles tentam forçar Galileu de volta à Idade Média, o que é engraçado visto que ele foi contemporâneo de Descartes.

Quando lhes é perguntado o porquê deles serem incapazes de apresentar um único nome dum cientista que tenha sofrido por motivos científicos, visto que aparentemente a Igreja esta ocupada a oprimi-los, eles normalmente alegam que a Velha e Maligna Igreja fez um trabalho tão bom a oprimi-los que todas as pessoas passaram a ter medo de fazer ciência.

Quando eu lhes apresento uma lista de cientistas da Idade Média – tais como Albertus Magnus, Robert Grosseteste, Roger Bacon, John Peckham, Duns Scotus, Thomas Bradwardine, Walter Burley, William Heytesbury, Richard Swineshead, John Dumbleton, Richard de Wallingford, Nicholas Oresme, Jean Buridan e Nicolau of Cusa – e lhes pergunto o porquê destes homens levarem a cabo a sua actividade científica durante a Idade Média alegremente e sem terem sofrido qualquer tipo de interferência por parte da Igreja, os meus adversários frequentemente coçam as cabeças confusos sobre o que foi que correu mal.

A Origem dos Mitos

A forma como os mitos que deram origem “A Coisa Mais Errada de Sempre da Internet” surgiram encontra-se bem documentada em vários livros em torno da história da ciência. Mas Hannam inteligentemente lida com eles nas páginas iniciais do seu livro visto que seria provável que eles viessem a formar uma base que levasse muitos leitores do público geral a olhar com suspeição para a ideia dos fundamentos Medievais da ciência moderna.

Uma melange purulenta envolvendo a intolerância do Iluminismo, os ataques anti-papistas feitos por Protestantes, o anti-clericalismo Francês, e a arrogância Classicista, levou a que o período Medieval ficasse caracterizado como uma era de atraso e superstição – o oposto do que a pessoa comum associa com a ciência e com a razão.

Hannam não só mostra como polemistas tais como Thomas Huxley, John William Draper, e Andrew Dickson White – todos eles com o seu preconceito anti-Cristão – conseguiram moldar a ainda presente ideia de que a Idade Média foi uma era vazia de ciência e de conhecimento racional, como revela que só quando historiadores no verdadeiro sentido do termo se incomodaram em colocar em causa os polemistas através das obras de pioneiros na área, tais como Pierre DuhemLynn Thorndike, e o autor do meu livro sobre o astrolábio,  Robert T. Gunther, que as distorções dos preconceituosos começaram a ser corrigidas através pesquisas fiáveis e vazias de preconceito .

Esse trabalho foi agora completado pela mais recente gama de modernos historiadores da ciência tais como David C. Lindberg, Ronald Numbers, e Edward Grant. Na esfera académica pelo menos a “Tese do Conflicto” duma guerra histórica entre a ciência e a teologia há muito que foi colocada à parte.

É, portanto, estranho que tantos dos meus amigos ateus se agarrem de forma tão desesperada a uma posição há muito morta que só foi mantida por polemistas amadores do século 19, em vez de se agarrarem às  pesquisas apuradas levadas a cabo por historiadores objectivos e actuais, e que cujas obras foram alvo de revisão por pares. Este comportamento é estranho especialmente quando o mesmo é levado a cabo por pessoas que se intitulam de “racionalistas”.

Falando em racionalismo, o ponto crucial que o mito obscurece é precisamente o quão racional a pesquisa intelectual foi durante a Idade Média. Embora escritores tais como Charles Freeman continuem a alegar que o Cristianismo matou o uso da razão, a realidade dos factos é que graças ao encorajamento de pessoas tais como Clemente de Alexandria e Agostinho em favor do uso da filosofia dos pagãos, e das traduções das obras de lógica de Aristóteles, e de outros feitas, por Boécio, a investigação racional foi uma das jóias intelectuais que sobreviveu ao colapso catastrófico do Império Romano do Ocidente, e foi preservada durante a assim-chamada Idade das Trevas.

O soberbo livro God and Reason in the Middle Ages de Edward Grant detalha precisamente isto com um vigor característico, mas nos seus primeiros 4 capítulos Hannam faz um bom resumo deste elemento-chave. O que torna a versão histórica de Hannam mais acessível do que a de Grant é que ele conta-a através das vidas das pessoas-chave da altura – Gerbert de Aurillac, Anselmo, Guilherme de Conches, Adelardo de Bath, etc.

Algumas das pessoas que fizeram uma avaliação [inglês: “review] do livro de Hannam qualificaram esta abordagem de um bocado confusa dado que o enorme volume de nomes e mini-biografias podem fazer com que as pessoas sintam que estão a aprender um bocado sobre um vasto número de pessoas. Mas dada amplitude do tópico de Hannam, isto é francamente inevitável e a abordagem semi-biográfica é claramente mais acessível que a pesada e abstracta análise da evolução do pensamento Medieval.

Hannam disponibiliza também um excelente resumo da Renascimento do Século 12 que, contrariando a percepção popular e contrariando “o Mito”, foi efectivamente o período durante o qual o conhecimento antigo invadiu a Europa Ocidental. Longe de ter sido resistido pela Igreja, foram os homens da Igreja que buscaram este conhecimento junto dos muçulmanos e das Judeus da Espanha e da Sicília.

E longe de ter sido resistido e banido pela Igreja, o conhecimento foi absorvido e usado para formar a base do programa de estudo dessa outra grande contribuição Medieval para o mundo: as universidades que começavam a aparecer um pouco por todo o mundo Cristão.

Deus e a Razão

Deus_Razao_Ciencia_Idade_MediaO encapsulamento da razão no centro da pesquisa, combinada com o influxo do “novo” conhecimento Grego e Árabe, deu início a uma autêntica explosão de actividade intelectual na Europa, começando no Século 12 e avançando por aí em adiante. Foi como se o estímulo súbito de novas perspectivas e as novas formas de olhar para o mundo tenham caído em terreno fértil numa Europa que, pela primeira vez em séculos, encontrava-se em paz  relativa, era próspera, olhava para o exterior, e era genuinamente curiosa.

Isto não significa que as forças mais conservadoras e reaccionárias não tenham tido dúvidas em relação às novas áreas de pesquisa, especialmente em relação à forma como a filosofia e a especulação em torno do mundo natural e em torno do cosmos poderia afectar a teologia aceite. Hannam é cuidadoso para não fingir que não houve qualquer tipo de resistência ao florescimento do novo pensamento e da investigação, mas, ao contrário dos perpetuadores “do Mito”, ele leva em consideração essa resistência mas não a apresenta como tudo o que há para saber sobre esse período.

De facto, os esforços dos conservadores e dos reaccionários eram normalmente acções de retaguarda e foram em quase todas as instâncias infrutíferas nas suas tentativas de  limitar a inevitável inundação de ideias que começou a jorrar das universidades. Mal ela começou, ela foi literalmente imparável.

De facto, alguns dos esforços dos teólogos de colocar alguns limites ao que poderia e não poderia ser aceite através do “novo conhecimento”, geraram como consequência o estímulo da investigação, e não a sua constrição.

As “Condenações de 1277” tentaram afirmar algumas coisas que não poderiam ser declaradas como “filosoficamente verdadeiras”, particularmente aquelas coisas que colocavam limites à Omnipotência Divina. Isto teve o interessante efeito de mostrar que Aristóteles havia, de facto feito alguns erros graves – algo que Tomás de Aquinas havia colocado ênfase na sua altamente influente Summa Theologiae:

As condenações e a Summa Theologiae de Aquinas haviam gerado um enquadramento dentro do qual os filósofos naturais poderiam prosseguir os seus estudos em segurança, e esse enquadramento havia estabelecido o princípio de que Deus havia decretado as leis naturais mas que Ele não Se encontrava limitado pelas mesmas. Finalmente, esse enquadramento declarou que Aristóteles esteve por vezes errado. O mundo não era “eterno segundo a razão” e “finito segundo a fé”. O mundo não era eterno. Ponto final.

E se Aristóteles poderia estar errado em algo que ele considerava certamente certo, isso colocava em dúvida toda a sua filosofia. Estava assim aberto o caminho para que os filósofos naturais da Idade Média avançassem de forma mais firme para além das façanhas dos Gregos. (Hannam, pp 104-105)

E foi exactamente isso que eles passaram a fazer. Longe de ser uma era sombria e estagnada, tal como o foi a primeira metade do Período Medieval (500-1000), o periodo que vai desde o ano 1000 até ao ano 1500 é, na verdade, o mais impressionante florescimento da pesquisa e da investigação científica desde o tempo dos antigos Gregos, deixando muito para trás as Eras Helénicas e Romanas em todos os aspectos.

Com Occam e Duns Scotus a avançarem com a abordagem crítica aos trabalhos de Aristóteles para além da abordagem mais cautelosa de Aquinas, estava aberto o caminho para que os cientistas Medievais dos Séculos 14 e 15 questionassem, examinassem e testassem as perspectivas que os tradutores dos Séculos 12 e 13 lhes haviam dado, e isto com efeitos surpreendentes:

Durante o século 14, os pensadores medievais começaram a reparar que havia algo seriamente errado em todos os aspectos da filosofia Natural de Aristóteles, e não só naqueles aspectos que contradiziam directamente a Fé Cristã. Havia chegado o momento em que os estudiosos medievais seriam capazes de começar a sua busca como forma de avançar o conhecimento……enveredando por novas direcções que nem os Gregos e nem os Árabes haviam explorado. O seu primeiro avanço foi o de combinar as duas disciplinas da matemática e da físicas duma forma que não havia sido feita no passado. (Hannam p. 174)

A história deste avanço, e os espantosos estudiosos de Oxford que o levaram a cabo e, desde logo, lançaram as bases da ciência genuína – os “Calculadores de Merton” – muito provavelmente merece um livro separado, mas o relato de Hannam certamente que lhes faz justiça e é uma secção fascinante da sua obra.

Os nomes destes pioneiros do método científico – Thomas BradwardineWilliam Heytesbury, John Dumbleton e o deliciosamente nomeado Richard Swineshead – merecem ser conhecidos. Infelizmente, a obscurecedora sombra “do Mito” significa que eles continuam a ser ignorados ou desvalorizados até mesmo em histórias da ciência recentes e populares. O resumo de Bradwardine do discernimento-chave que estes homens trouxeram para a ciência é uma das citações mais importantes da ciência inicial e ela merece ser reconhecida como tal:

[A matemática] é a reveladora da verdade genuína…..quem quer que tenha o descaramento de estudar a física ao mesmo tempo que negligencia a matemática, tem que saber desde o princípio que nunca entrará pelos portais da sabedoria. (Citado por Hannam, p. 176)

Estes homens não só foram os primeiros a aplicar de forma genuína a matemática à física, como desenvolveram funções logarítmicas 300 anos antes de John Napier, e o Teorema da Velocidade Média 200 anos antes de Galileu. O facto de Napier e Galileu serem creditados por terem descoberto coisas que os estudiosos Medievais já haviam desenvolvido é mais um indicador da forma como “o Mito” tem distorcido a nossa percepção da história da ciência.

Nicolas_OresmeSemelhantemente, a física e a astronomia de Jean Buridan e de Nicholas Oresme eram radicais e profundas, mas de modo geral, desconhecidas para o leitor comum.  Buridan foi um dos primeiros a comparar os movimentos do cosmos com os movimentos daquela que é outra inovação Medieval: o relógio. A imagem dum universo a operar como um relógio, imagem essa que passou a ser usada com sucesso pelos cientistas até aos dias de hoje, começou na Idade Média.

E as especulações de Oresme em relação a uma Terra em rotação mostra que os estudiosos Medievais alegremente contemplavam ideias que (para eles) eram razoalmente estranhas como forma de ver se funcionariam; Oresme descobriu que esta ideia em especial na verdade funcionava muito bem.

Dificilmente estes homens eram o resultado duma “idade das trevas” e as suas carreiras estão conspicuamente livres de qualquer tipo de Inquisidores e de ameaças de queimas tão amadas e sinistramente imaginadas pelos fervorosos proponentes “do Mito”.

Galileu, Inevitavelmente.

Tal como dito em cima, nenhuma manifestação “do Mito” está completa se que o Incidente de Galileu seja mencionado. Os proponentes da ideia de que durante a Idade Média a Igreja sufocou a ciência e a racionalidade têm que empurrá-lo para a linha da frente visto que, sem ele, eles não têm exemplos da Igreja a perseguir alguém por motivos relacionados à pesquisa do mundo natural.

A ideia comum de que Galileu foi perseguido por estar certo em relação ao heliocentrismo é uma total simplificação dum assunto complexo, e um que ignora o facto do principal problema de Galileu não ser só que as suas ideias estavam em desacordo com a interpretação das Escrituras, mas também em desacordo com a ciência dos seus dias.

Ao contrário da forma como este assunto é normalmente caracterizado, nos dias de Galileu o ponto principal era o facto das objecções científicas ao heliocentrismo ainda serem suficientemente poderosas para impedirem a sua aceitação.

Em 1616 o Cardeal Bellarmine deixou bem claro para Galileu que se aquelas objecções científicas pudessem ser superadas, então as Escrituras poderiam e deveriam ser reinterpretadas. Mas enquanto essas objecções se mantivessem, a Igreja, compreensivelmente, dificilmente iria derrubar séculos de exegese em favor duma teoria errónea. Galileu concordou em só ensinar o heliocentrismo como um dispositivo de cálculo teórico, mas depois mudou de ideia e, num estilo típico, ensinou-a como um facto. Isto causou a que em 1633 ele fosse acusado pela Inquisição.

Hannam disponibiliza o contexto para tudo isto com detalhe adequado numa secção do livro que também explica a forma como o Humanismo do “Renascimento” causou a que uma nova vaga de estudiosos não só tenha buscado formas de idolatrar os antigos, mas também formas de voltar as costas às façanhas de estudiosos mais recentes tais como Duns Scotus, Bardwardine, Buridan, e Orseme.

Consequentemente, muitas das suas descobertas e muitos dos seus avanços ou foram ignorados, ou foram esquecidos (só para serem redescobertos independentemente), ou foram desprezados mas silenciosamente apropriados. O caso de Galileu usar o trabalho dos estudiosos Medievais sem reconhecimento é suficientemente condenador.

Na sua ânsia de rejeitar a “dialéctica” Medieval e emular os Gregos e os Romanos – que, curiosamente, e de muitas formas, fez do “Renascimento” um movimento conservador e retrógrado – eles rejeitaram desenvolvimentos e avanços genuínos dos estudiosos Medievais. Que um pensador do calibre Duns Scotus se tenha tornado primordialmente conhecido como a etimologia da palavra “dunce” é profundamente irónico.

Por melhor que seja a parte final do livro, e por mais valiosa que seja a análise razoavelmente detalhada das realidades em torno do Incidente de Galileu, tenho que dizer que os últimos 4 ou 5 capítulos do livro de Hannam passam a ideia de terem falado de coisas que eram demasiado complicadas de se “digerir”. Eu fui capaz de seguir o seu argumento facilmente, mas eu estou bem familiarizado com o material e com o argumento que ele está a avançar.

Acredito que para aqueles com esta ideia do “Renascimento”, e para aqueles com a ideia de que Galileu nada mais era que um mártir perseguido da ciência e um génio, a parte final do livro pode avançar duma forma demasiado rápida para eles entenderem. Afinal de contas, os mitos têm uma inércia muito pesada.

Pelo menos uma pessoa que reviu o livro parece ter achado o peso dessa inércia demasiado dura para resistir, embora seja provável que ela tenha a sua própria bagagem para carregar. Nina Power, escrevendo para a revista New Humanist, certamente que parece ter tido alguns problemas em deixar de parte a ideia da Igreja a perseguir os cientistas Medievais:

Só porque a perseguição não era tão má como poderia ter sido, e só porque alguns pensadores não eram as pessoas mais simpáticas do mundo, isso não significa que interferir no seu trabalho ou banir os seus livros era justificável nessa altura ou que seja justificável nos dias de hoje.

Bem, ninguém disse que era justificável; explicar como é que ela surgiu, e o porquê dela não ter sido tão extensa como as pessoas pensam, e como ela não teve a natureza que as pessoas pensam que teve, não é “justificar” nada, mas sim corrigir um mal-entendido pseudo-histórico.

Dito isto, Power tem algo que parece ser a razão quando salienta que “A caracterização de Hannam dos pensadores [do Renascimento] como ‘reaccionários incorrigíveis’ que ‘quase conseguiram destruir 300 anos de progresso na filosofia natural’ está em oposição com a sua caracterização mais cuidada daqueles que vieram antes.” No entanto, isto não é porque a caracterização está errada, mas sim porque a dimensão e a extensão do livro realmente não lhe dão espaço para fazer justiça a esta ideia razoavelmente complexa, e, para muitos, radical. (…)

Deixando isso de parte, este é um livro maravilhoso, e um antídoto acessível e brilhante contra “o Mito”. Ele deveria estar na lista de Natal de qualquer Medievalista, estudioso da história da ciência, ou de qualquer pessoa que tem um amigo equivocado que ainda pensa que as luzes da Idade Média eram acesas queimando cientistas.

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Será que todos aqueles cientistas estão errados?

Por Gordon Howard

Quando um criacionista sugere para a pessoa comum que a evolução [o gradualismo aleatório a gerar toda a biocomplexidade] não é cientificamente viável, a resposta comum é: “De que forma é que todos aqueles cientistas podem estar errados?”

Isto é perfeitamente compreensível visto que os livros populares, as revistas, os programas de televisão, os filmes, e até as conversas comuns, parecem confirmar de modo constante que o big bang, a origem natural da vida a partir do lodo primordial, e a evolução dos seres vivos a partir dos organismos originais, são posições aceites por todos os cientistas. Acredita-se que as únicas pessoas que colocam em causa estas coisas são os fanáticos religiosos ou os cientificamente iletrados.

Portanto, fica a pergunta: será que “todos aqueles cientistas” podem estar errados? A História claramente diz que sim, eles podem estar errados.

Note-se que, sem dados extraídos de experiências, ou sem tentativas de se falsificar uma teoria científica através das observações dos antagonistas ou através de teorias alternativas, as ideias dum cientista podem mesmo assim ser fortemente distorcidas pelos seu viés filosófico. (1) Isto é particularmente verídico na interpretação das “evidências” e não na observação actual do fenómeno, e aplica-se de modo particular às teorias em torno de eventos históricos tais como o conceito da evolução.

De facto, como iremos ver, não é apenas um mas sim um corpo imenso de cientistas que pode olhar para o mundo através dum paradigma que está errado nas suas bases. Isto é porque o cientista é como outra pessoa qualquer que pode ter uma crença forte em algo mesmo quando se depara perante evidências contraditórias. (2)

Exemplo: Astronomia

Talvez os exemplos mais conhecido de cientistas que “nadaram contra a maré” sejam os de Galileu e de Nicolau Copérnico. A “maioria dos cientistas”, que eram seus conteporâneos, acreditavam que a Terra era o centro do universo, e que todos os corpos celestiais giravam à volta dela. Tal como acontece com os cientistas modernos e com a teoria da evolução, a sua crença tinha como base um conceito filosofíco, e não as observações. E eles estavam errados.

A famosa “luta” de Galileu com a igreja não estava relacionada com a Bíblia, mas sim com líderes religiosos da época (que seguiam o que os cientistas da altura qualificavam de “verdade científica”) e também com a comunidade científica como um todo. (3)

Os cientistas da altura mantinham esta crença embora observações contínuas e cálculos contínuos revelassem que tinha que existir uma falha na ideia universalmente aceite de “epicíclos” (corpos celestes que se moviam em círculos dentro de outros círculos). Demorou muito tempo, e foi necessária a publicação de muitas evidências observacionais provenientes dos recém-criados telescópios, para que a comunidade científica começasse a aceitar que eles haviam acreditado num sistema defeituoso: a Terra não era o centro rotacional absoluto dos corpos celestes.

Observações adicionais provenientes de telescópios melhorados colocou um ponto final noutra crença também universalmente aceite durante essa altura: de que os corpos celestes eram esferas perfeitas que se moviam-se em círculos perfeitos. Foram observadas irregularidades na lua, indicando que não era uma esfera perfeita. Alarme! A órbita da Terra em redor do sol era uma elipse. Mais horror! “Todos aqueles cientistas” estavam errados e a base da sua visão do universo era falsa.

Os cientistas actuais dizem-nos que o nosso universo surgiu do nada, e por nenhum outro motivo que não o big bang. Será que é possível que todos estes cientistas também tenham uma visão errada do nosso universo, bem como da sua origem?

Exemplo: Química.

Durante o final do século 17 e durante o século 18, o “flogisto” era usado para explicar a forma como as substâncias se queimavam e se enferrujavam. Era acreditado (pela “maioria dos cientistas”) que ele [o flogisto] era uma substância contida em material combustível, e que a mesma era libertada quando os objectos entravam em combustão.

LavoisierFoi preciso o trabalho persistente de vários cientistas de renome da altura, incluindo Antoine-Laurent de Lavoisier, para demonstrar que a combustão era uma reacção química, normalmente envolvendo o oxigénio. As substâncias que ardiam ficavam normalmente mais pesadas devido ao oxigénio acrescido, e não mais leves devido à perda de flogisto. A maioria [dos cientistas] estava errada. (4)

Mais tarde, Lavoisier foi executado durante o fanaticamente anti-Cristão “reino do terror” que ocorreu na França. Diz-se que o juiz que o sentenciou afirmou:

A República não precisa nem de cientistas e nem de químicos.

Hoje em dia, a maior parte dos cientistas acredita que os químicos básicos da vida (tais como as proteínas) se organizaram a eles mesmos, posição que se encontra em oposição às probabilidades químicas experimentalmente estabelecidas. Será que existe a possibilidade dos cientistas actuais também estarem errados?

A alquimia (5) é a ideia de que os metais básicos (tais como o cobre) podem ser transformados em ouro. Este conceito persistiu durante centenas de anos, e embora as experiências que giraram em torno deste conceito tenham levado à descoberta de substâncias químicas interessantes, as experiências levadas a cabo de forma correcta provaram que isto é impossível (através de métodos químicos).

Muito mais dinheiro e tempo (e disponibilidade profissional) foi desperdiçado na investigação desta ideia científica errónea – ideia essa que impediu muitos de analisar possibilidades mais úteis. Será possível que os cientistas que buscam o fenómeno natural capaz de causar a origem da vida estão também a desperdiçar o seu tempo e as suas energias num exercício futil?

Exemplo: Medicina

Que as ideias erradas podem persistir pervasivamente durante centenas de anos é algo feito notório quando ficamos a saber da teoria do “humores” (6), cujo conceito básico remonta aos tempos de Aristóteles (384–322 A.C.), mas que foi clarificado e popularizado pelo famoso médico Hipócrates (de quem provém o código de práctica que incorpora o “Juramento de Hipócrates” tradicionalmente dito pelos médicos no princípio da sua práctica profissional).

O conceito em torno da teoria é o de que os corpos tem quatro tipos básicos de fluidos: bílis (Grego: chole), fleuma, bílis negra (Grego: melanchole), e sangue (Latim: sanguis). Era suposto isto corresponder aos quatro temperamentos tradicionais: colérico, fleumático, melancólico e sanguinário. Segundo a teoria, estes quatro têm que ser mantidos em equílbrio como forma de se ter boa saúde.

Na maior parte dos casos, o tratamento recomendado para o desequilíbrio era a dieta e o exercício, mas por vezes eram administrados laxantes e enemas como forma de purgar do corpo o “humor” indesejado. Semelhantemente, se alguém tinha febre, acreditava-se que era devido a um excesso de sangue, e como tal, a cura era o “sangramento” do paciente (normalmente através do uso de sanguessugas) num processo que tinha o nome de “sangria”.

Claro que esta “cura” era frequentemente pior que a doença. Mas mesmo assim, os médicos persistiram com a mesma metodologia através da Idade Média porque ninguém se encontrava preparado para colocar em dúvida Galeano, o médico, escritor e filósofo do primeiro século que publicitou esta ideia nos seus escritos populares e autoritários.

Apesar do exemplo de Galeano, e do ensino da observação e da experimentação, bem como das evidências acumuladas de que havia algo de errado, esta foi uma práctica comum até ao final do século 19. E mais uma vez, eles estavam errados.

Tudo o que eles defendiam em relação à causa da doença estava errado, e a propagação deste erro ocorreu  porque eles acreditavam nas teorias de outros cientistas sem as colocar em causa. Isto é parecido ao que ocorre nos dias de hoje, onde muitos cientistas acreditam na teoria da evolução apenas e só porque os cientistas que eles consideram fiáveis acreditam na teoria da evolução.

Exemplo: Biologia.

De onde é que se originam os vermes? Será que as baratas, os ratos e as larvas pura e simplesmente “aparecem” dos vegetais em decomposição e dos resíduos de origem animal, ou até mesmo das rochas? Durante muito tempo acreditava-se que sim, até mesmo por parte de pensadores famosos tais como Aristóteles (4º século antes de Cristo).

Esta ideia tinha o nome de “geração espontânea” e foi tida como um facto até meados do século 19. (7) Foi preciso que o cientista criacionista Louis Pasteur (1822–1895) provasse que a vida provém da vida (num processo com o nome de “biogénese”) para que ficasse claro que todas as pessoas que acreditavam na geração espontânea estavam erradas.

Hoje em dia, e apesar das evidências de Pasteur e das observações contínuas, muitos cientistas ainda acreditam na abiogénese (que a vida pode surgir de químicos sem vida). Os evolucionistas chamam a este processo de “mistério” visto que o mesmo encontra-se em oposição à química. Mas mesmo assim, eles acreditam nele. Porquê?

A ciência não é determinada através do voto da maioria

Na verdade, o motivo maior que leva os cientistas a acreditar na teoria da evolução é o facto da maioria dos cientistas acreditar na teoria da evolução. Isto é um tipo de “viés de confirmação”: o alegado consenso científico surgiu através da contagem de cabeças, cabeças essas que por sua vez chegaram às suas conclusões através duma contagem de outras cabeças.

Se a maior parte destes cientistas fosse alvo dum questionamento onde lhes era pedido que disponibilizassem algum tipo de evidência, muito provavelemente eles iriam dar respostas fracas provenientes de fora da sua área técnica. Por exemplo, uma das maiores autoridades no que toca aos fósseis de áves – e um crítico acérrimo do dogma evolutivo dinossauro-evoluindo-para-pássaro – é o Dr Alan Feduccia, Professor Emérito na Universidade da Carolina do Norte. Ele continua a ser um evolucionista, mas quando desafiado, a sua maior “prova” da evolução é milho que passa a ser…..milho! (8)

Tal como disse Michael Crichton (1942–2008), famoso autor que havia tido uma carreira prévia na área da medicina e da ciência:

Michael_CrichtonDeixem-me deixar as coisas bem claras: o trabalho científico de maneira alguma está relacionado com o consenso. O consenso é área da política. A ciência, pelo contrário, só precisa dum pesquisador que tem a razão do seu lado, o que significa que ele ou ela tem resultados que podem ser verificados referenciado no mundo real.

Na ciência, o consenso é irrelevante. O que é relevante é a existência de resultados que podem ser duplicados. Os maiores cientistas da História são cientistas de renome precisamente porque eles foram para além do que era aceite pelo consenso.

Não existe tal coisa com o nome de ciência consensual. Se é consensual, não é ciência. Se é ciência, não é consensual. (9)

Mesmo assim, tal como os defensores dos epicíclos, dos flogistos, dos humores, e da geração espontânea, muitos cientistas actuais acreditam na teoria da evolução. Será que todos estes cientistas podem estar errados? A Hístória revela que “sim”. Evidências acumuladas provenientes da genética, da biologia molecular, da teoria da informação, da cosmologia, e de outras áreas, revelam que sim, todos estes cientistas estão errados.

Estes cientistas acreditam no paradigma dominante – o naturalismo – apesar das evidências contra esta filosofia. Eles não querem confrontar a ideia dum Criador, e, tal como no passado, a avaliação honesta das evidências da ciência operacional irá demonstrar que eles estão errados; o Criador será Vindicado. (Romanos 1:18–22).

~ http://bit.ly/1NSVVcG

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Referências e notas:
1. Sarfati, J., Refuting Evolution, ch. 1, 4th ed., Creation Book Publishers, 2008; creation.com/refutingch1.
2. Walker, T., Challenging dogmas: Correcting wrong ideas, Creation 34(2):6, 2012; creation.com/challenging-dogmas.
3. Sarfati, J., Galileo Quadricentennial: Myth vs fact, Creation 31(3):49–51, 2009; creation.com/galileo-quadricentennial.
phlogiston, Encyclopædia Britannica, Encyclopædia Britannica Online, 2012; Britannica.com/EBchecked/topic/456974/phlogiston.
5. Alchemyanswers.com/topic/alchemy.
6. From Greek ??µ?? (chumos) meaning juice or sap; Humours, Science Museum; sciencemuseum.org.uk.
7. What is spontaneous generation? allaboutscience.org. Spontaneous Generation; allaboutthejourney.org/spontaneous-generation.htm.
8. Discover Dialogue: Ornithologist and evolutionary biologist Alan Feduccia plucking apart the dino-birds, Discover 24(2), February 2003; see also creation.com/4wings.
9. Crichton, M., Aliens cause global warming, 17 January 2003 speech at the California Institute of Technology; s8int.com/crichton.html.
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O argumento “mais um deus que tu”

Por Edward Feser

Os deuses do Olimpo, ou qualquer outro deus de algum outro panteão, são, em essência, seres finitos e contingentes como nós, tão impressionantes como os extraterrestres – que seria de facto impressionante, mas mesmo assim, dentro da ordem da criação.

De modo particular (e para ser filosoficamente mais correcto), esses deuses seriam uma mistura de actualidade e potencialidade, e uma mistura de essência e existência; todos eles seriam governados por princípios que existem fora deles mesmos. Para além disso, todos eles seriam menos que absolutamente necessários na sua existência, e imperfeitos na sua natureza.

Isto significa que, tal como nós, a sua existência iria depender do que é Actualidade Pura, Aquele que é o Próprio Ser (isto é, Aquele onde a essência e a existência são idênticas), Aquele que existe duma forma necessária e independente, e onde todas as perfeições finitas, diversas e derivativas manifestas no mundo da nossa experiência existem duma forma unificada, não-derivada e infinita.

Isto significa que eles, tal como nós, iriam depender a sua existência no Deus do Teísmo clássico.

Logo, em resposta à objecção “mais um deus que tu”, nada mais é preciso dizer que isto:

Quando tu entenderes o porquê de eu rejeitar todos os outros deuses, irás entender o porquê de eu rejeitar o teu argumento “mais um deus que tu”.

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Basicamente, o que Feser diz é que quando o anti-Cristão usa o argumento “mais um deus que tu”, ele não entende o que é que os Cristãos acreditam em relação aos outros deuses:

Porque, ainda que haja, também, alguns que se chamem deuses, quer no céu, quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores); Todavia, para nós, há um só Deus, o Pai, de quem é tudo, e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele. 1 Cor 8:5-6

Os Cristãos não defendem que não existam seres que os humanos qualificam de “deuses”; o que nós defendemos é que só há Um Ser que é Deus por Natureza (e não por atribuição humana).

DemoniosQuando o ateu diz que o que ele acredita sobre o Deus da Bíblia é o mesmo que os Cristãos acreditam sobre os outros deuses, ele está a fazer um erro grave porque o que os Cristãos acreditam sobre os outros deuses não é o que ele defende sobre o Deus da Bíblia.

Um exemplo disto é que, em algumas situações, os Cristãos identificam os outros deuses como demónios, algo que os ateus nunca iriam defender sobre o Deus da Bíblia visto que eles não acreditam que demónios existam.

Resumindo: o Deus da Bíblia é Deus por Natureza (isto é, Nele mesmo), e Ele existe independentemente da criação – “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, Eu Sou. (João 8:58) – mas por outro lado, os deuses pagãos são, na hipótese mais benigna, meras projecções humanas, mas na pior das hipóteses, demónios enganadores.

Antes digo que, as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demónios. 1 Cor 10:20

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Os pterossauros voavam como os aviões modernos

“Ou voa o gavião pela tua inteligência,
estendendo as suas asas para o sul?”
Jó 39:26

Por Jonathan Sarfati

Dinossauro_Pterossauro_AviaoHá já muito tempo que os cientistas se questionam da forma como os répteis extintos com o nome de pterossauros voavam. Eles tinham a aparência de serem deselegantes para levantar vôo a partir do solo, ou para aterrar de forma segura sem partir as suas asas frágeis. Sem surpresa alguma, alguns cientistas propuseram que provavelmente existia uma maior pressão do ar no passado.

No entanto, já reportamos descobertas recentes de que os pterossauros tinham uma anatomia complexa nas suas asas, com músculos e nervos, e uma uma enorme região cerebral para processar os sinais. (1)

Isto permitia a que eles voassem de maneira mais suave e mais eficiente que os aviões com asas fixas. Para além disso, trilhas fósseis revelaram que eles também podiam aterrar de forma elegante. (2)

Mas o que dizer do início do vôo?

Cálculos antigos haviam negligenciado um pequeno osso chamado pteróide. Isto é único aos pterossauros, e anteriormente pensava-se que se dobrava para o interior, mas  Matthew Wilkinson e a sua equipa no grupo focado no vôo animal da Universidade de Cambridge, estudou os fósseis de pterossauros e descobriram que esse osso se dobrava para a frente. (3).

Claramente, isto estava de acordo com noção dum pedaço de pele na parte da frente que agia como uma aba de direccionamento móvel na asa. Darren Naish, um paleontólogo na Universidade de Portsmouth, diz que o tecido mole de pterossauro fossilizado encontrado na China é uma evidência forte em favor disto. (4)

O pteróide e a aba permitiam ao pterossauro usar “truques aerodinâmicos tais como aqueles que se encontram nos aviões modernos”. (5) A angulação desta aba iria aumentar a ascenção até aos enormes 30%, o que significava que até o maior dos pterossauros poderia ascender simplesmente abrindo as suas asas dentro duma brisa moderada.

Dinossauro_PterossauroE esta ajuda na ascenção iria significar que a sua velocidade mínima (isto é, abaixo da qual eles parariam) seria reduzida em cerca de 15%, permitindo uma aterragem suave. Para além disso, ao flexionar o pteróide numa das asas e estendendo na outra, eles poderiam ter tipos de levantamento distintos em ambas as asas, o que lhes permitiria aterrar durante as curvas.

Este design único é evidência do Engenheiro de Vôo Supremo, que criou as criaturas de vôo de modo a que elas pudessem funcionar de modo eficiente dentro da pressão atmosférica normal (Génesis 1:20–23).

http://bit.ly/1XRGaHK

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Sempre que nos deparamos com estruturas com sofisticação, engenharia, planeamento, e propósito, é seguro afirmar que há um ou mais designers na sua origem, excepto na Biologia, claro está.

Segundo o credo neo-darwinista, inferir um Designer para as estruturas biológicas é um “argumento da ignorância”, embora essa inferência tenha como base o que se sabe de engenharia, o que se sabe de arquitectura, o que se sabe de aerodinâmica, o que se sabe de informação codificada, e o que se sabe de hidrodinâmica.

O problema, obviamente, não é a inferência em si, mas sim aquilo que o naturalista tem como regra de ouro dentro da sua fé, nomeadamente, que o universo é um sistema fechado que não recebe qualquer tipo de informação a partir de fora.

Mas a ciência não se deixa aprisionar por constrangimentos naturalistas, e as evidências revelam de modo gradual e acelerado que nada na biologia faz sentido sem ser à luz da criação. Os evolucionistas são livres para ter a sua fé, mas não são livres de a qualificar de “ciência”.

Deus é o Autor da estrutura óptima dos sistemas biológicos que diariamente navegam acima de nós, e Ele também é o Autor dos sistemas de vôo que já não se encontram neste mundo marcado pelo Pecado. Ele, e não a natureza, merece toda glória pela obra das suas Mãos.

Ou se remonta a águia ao teu mandado, e põe no alto o seu ninho?
Nas penhas mora e habita; no cume das penhas, e nos lugares seguros.
Dali descobre a presa; seus olhos a avistam desde longe. Jó 39:27-29

Referências:
1. Terrific pterosaur flyers, Creation 28(2):9, 2004.
2. Pterrific pterosaurs, Creation 27(2):7, 2005.
3. Wilkinson, M.T., Unwin, D.M., Ellington, C.P., High lift function of the pteroid bone and forewing of pterosaurs, Proceedings of the Royal Society 273(1582):119–126, 7 January 2006 (DOI: 10.1098/rspb. 2005. 3278).
4. Marks, P., Where flying lizards got their lift, New Scientist 188(2521):12, 15 October 2005.
5. Lorenzi, R., Pterosaurs flew like jumbo jets, News in Science, <abc.net.au/science/news/stories/s1483770.htm>,
17 October 2005
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Evolucionistas recusam-se a aceitar as evidências que contradizem os “milhões de anos”

Por Garrett Haley

DinossauroPesquisadores confirmaram que o biomaterial descoberto num fóssil antigo é, de facto, sangue de dinossauros preservado, facto que continua a surpreender os evolucionistas que continuam a acreditar que o fóssil tem “80 milhões de anos”.

Durante a última década, os cientistas desenterraram um certo número de fósseis de dinossauro que tinham ainda vasos sanguíneos e tecido mole. Inicialmente, muitos evolucionistas trataram tais descobertas com cepticismo e incredulidade – ao mesmo tempo que outros as rejeitaram – devido à sua aparente incompatibilidade com a linha temporal evolutiva.

Num artigo do dia 23 de Novembro publicado no “Journal of Proteome Research,” cientistas da North Carolina State University confirmara que os vasos sanguíneos encontrados no fóssil dum hadrossauro (B. canadensis) é de facto sangue de dinossauro, e não material contaminado proveniente de outras fontes. Durante o comunicado de imprensa a universidade reportou, “Os seus achados juntam-se a um crescente corpo de evidências de que estruturas tais como vasos sanguíneos e células sanguíneas podem de facto persistir durante milhões de anos”.

No artigo presente na revista, os pesquisadores confessaram que, inicialmente, eles pensaram que os vasos sanguíneos cheios de proteínas não poderiam de maneira alguma durar num fóssil de dinossauro durante milhões de anos. Eles escreveram:

[A descoberta do tecido] do Tyrannosaurus rex foi controversa quando foi inicialente reportada. A sobrevivência de proteínas do período Cretáceo (há 66-145 milhões de anos atrás) era pensada e tida como impossível. Embora vasos sanguíneos de tecidos macios tenham sido observadores em múltiplos espécimes fósseis, o cepticismo contínuo em relação à prevalência e à endogeneidade dos tecidos macios e os seus compostos moleculares persiste.

Depois de analisarem de forma pormenorizada os vasos sanguíneos para garantir que eles eram de facto dum dinossauro, os pesquisadores escreveram que as suas observações estão “de acordo com a hipótese de que estas moléculas derivam directamente dos vasos sanguíneos dum B. canadensis, e que não são duma contaminação laboratorial ou ambiental”:

Os nossos resultados também apoiam de forma robusta a identificação destas estruturas ainda moles e ocas como vasos sanguíneos remanescentes produzidos por um dinossauro que viveu no passado.

Agora que a identificação dos vasos sanguíneos de dinossauro foi confirmada, os cientistas só têm duas explicações possíveis:

1) Ou o sangue de dinossauro de alguma forma contradisse as expectativas e sobreviveu 80 milhões de anos,

2) Ou o fóssil de dinossauro não é tão antigo como a maior parte das pessoas pensa que é.

O cenário mais provável, afirmam muitos cientistas Cristãos, é a segunda explicação, isto é, que os dinossauros viveram bem mais recentemente do que aquilo que defendem os evolucionistas. Ken Ham, presidente da organização Answers in Genesis, afirmou que as descobertas de vasos sanguíneos de dinossauro preservadas, e de tecido mole, não são surpresas para o Cristão que acredita no que Bíblia diz. Escrevendo no seu blogue em relação a uma descoberta semelhante, ele diz:

Isto está de acordo com a jovem idade da Terra, tal como descrita na Palavra de Deus, e de maneira alguma confirma as ideias evolucionistas em relação ao nosso passado. Claro que os evolucionistas não podem sequer considerar a possibilidade de que estes ossos não têm milhões de anos, visto que eles têm que ter os seus supostos milhões de anos como base para propor as suas ideias da evolução moléculas-para-homens. De facto, acreditar nos milhões de anos é parte necessária da religião do naturalismo (ateísmo).

Será que os evolucionistas estão a questionar as suas pressuposições? Claro que não! Em vez disso, eles apenas assumem que estes matérias sobreviveram durante [milhões de] anos porque eles acreditam com base nas pressuposições evolutivas que o fóssil é antigo.

Nós podemos confiar na Palavra de Deus como Fonte fiável em relação ao passado da Terra.

http://bit.ly/1NI9aq9

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Várias pessoas que comentam neste blogue já disseram isto  mas eu volto a duplicar as suas palavras: a teoria da evolução é uma religião e nenhuma evidência científica pode de alguma forma fazer com que um crente nos milhões de anos deixe de ter fé nesta mentira.

Os evolucionistas costumam usar a “Navalha de Ocam” como pseudo-arma contra as explicações que vão para além do seu naturalismo, mas note-se que essa mesma Navalha é colocada de parte quando ela pode ser usada contra os mitológicos “milhões de anos”: se nós encontramos material orgânico que tem aparência jovem, então a explicação mais directa e económica (Lei da Parcimónia) é que ele é de facto jovem.

Cegos_Surdos_MudosNo entanto, devido às suas pressuposições evolucionistas (que são crenças que são mantidas ANTES de se levar a cabo qualquer avaliação empírica ou factual), os evolucionistas vêem-se forçados a dizer coisas ridículas tais como “Os seus achados juntam-se a um crescente corpo de evidências de que estruturas tais como vasos sanguíneos e células sanguíneas podem de facto persistir durante milhões de anos.”

Na verdade, o “crescente corpo de evidências” está a demonstrar que 1) os dinossauros viveram há bem pouco tempo (e é possível que ainda existam alguns em zonas remotas do planeta, e nas profundezas oceânicas), e que 2) os evolucionistas colocam o seu paradigma naturalista dos “milhões de anos” acima de qualquer interpretação científica que invalide a teoria da evolução.

Para nós Cristãos, que também temos fé, mas fé no Criador e não fé nos poderes criativos da forças sem-inteligência, o ponto a ressalvar é que quando debatemos com um evolucionista, estamos a debater com uma pessoa que chegou à sua fé ANTES de ter analisado as evidências, e que todas as evidências que lhe forem lançadas serão  racionalizadas de forma a que as mesmas não abalem a sua estrutura mental e psicológica.

Claro que a Bíblia já nos tinha avisado sobre isto:

Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu Eterno Poder, como a Sua Divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inexcusáveis; – Romanos 1:20

Ou seja, a criação é evidência SUFICIENTE para que o ser humano saiba que há Um Criador (mas não é suficiente para salvar o condenado; para isso ele tem que aceitar Jesus Cristo como seu Exclusivo Senhor e Salvador), mas o homem que não quer obedecer a Deus vai reinterpretar o que Deus lhe mostra de modo a que ele fique na sua negação:

Porquanto, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. – Romanos 1:21

Resumindo: o material orgânico encontrado dentro dos fósseis de dinossauro confirma que a Terra é jovem; logo, todas as teorias que dependem duma Terra com “milhões de anos” estão cientificamente invalidadas. A teoria da evolução está, portanto, errado visto que a mesma depende de algo que está cientificamente refutado pelas evidências.

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O gradualismo aleatório não explica a eficiência dos organismos biológicos

Por J.Warner Wallace

Até cientistas ateus estipulam em favor da aparência de design presente nos organismos biológicos e Richard Dawkins seria o primeiro a concordar:

A Biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a aparência de terem sido criadas tendo em vista um propósito.

Um dos exemplos de aparência de design nos organismos moleculares tem-se tornado no ícone do movimento de Design Inteligente. O bioquímico Michael Behe escreveu em torno do flagelo da bactéria há 20 anos atrás no seu famoso livro Darwin’s Black Box. O flagelo tem uma forte semelhança com os motores rotativos criados pelos construtores inteligentes:

Uma junção de mais de quarenta tipos de proteínas fazem parte do típico flagelo da bactéria. Estas proteínas funcionam de forma combinada, literalmente como um motor rotativo. Os componentes do flagelo da bactéria são análogas às partes integrantes dum motor feito pelos homens, incluindo o rotor, o estator, o eixo de transmissão, o casquilho, a junta universal, a hélice.

No meu mais recente livro, “God’s Crime Scene”, descrevi 8 atributos de design e expliquei como a presença destes atributos é melhor explicada  através da casualidade inteligente. Quando estas 8 características de design se encontram presentes nos objectos que observamos no nosso mundo, nós somos rápidos a fazer uma inferência para o design sem qualquer tipo de reserva.

Ficamos a saber agora que os mesmos 8 atributos (probabilidade duvidosa, ecos de familiaridade, sofisticação e complexidade, dependência informática, sentido objectivo inexplicabilidade natural, eficiência/complexidade irredutível, e ponderação no momento de escolha/decisão) se encontram presentes no flagelo da bactéria, fazendo dele proibitivamente difícil de explicar tendo como base apenas as mutações fortuitas e as leis da física e da química. No seu nível mais simples e fundamental, a vida demonstra um nível impressionante de complexidade eficiente.

Os estritos mecanismos naturais dos processos evolutivos não podem explicar o flagelo por um motivo simples: estes processos não são capazes de explicar as eficazes e  irredutivelmente complexas micro-máquinas.

A evolução Darwiniana requer um progresso gradual e incremental para qualquer micro-máquina completa. Tal como estruturas complexas construídas a partir dos tijolos de construção da LEGO, se as micro-máquinas sofisticadas fossem construídas através dum processo natural aditivo, então elas teriam que começar a existir de forma gradual – “tijolo a tijolo”.

Visto que ele está totalmente comprometido com os poderes criativos da selecção natural, Dawkins entende a necessidade do gradualismo e do “incrementalismo” na explicação da existência de micro-máquinas (tais como o flagelo da bactéria):

Nem sempre a evolução é, de facto, gradual. Mas ela tem que ser gradual quando está a ser usada para explicar o surgimento de objectos complicados que têm a aparência de terem sido criados, tais como os olhos [ou o flagelo da bactéria]. Porque se não for gradual nestes casos, ela deixa de ter algum tipo de poder explicativo.

Dawkins reconhece o poder que a complexidade irredutível tem para refutar as explicações naturalistas (tais como algum tipo de combinação do acaso, da lei natural, ou da  selecção natural). O próprio Charles Darwin reconheceu este dilema quando escreveu o seguinte no seu livro “A Origem das Espécies”:

Se puder ser demonstrado que qualquer um órgão complexo não poderia ser formado através de inúmeras e ligeiras modificações sucessivas, a minha teoria seria totalmente desacreditada.

O flagelo da bactéria tem dezenas de peças necessária, interactivas, e inter-dependentes. Sem uma destas partes, o flagelo pára de funcionar como o eficiente motor necessário para disponibilizar mobilidade à bactéria.

A complexidade irredutível desta enorme organização de peças significa que o design final do flagelo da bactéria tem que ser construído num único passo; ele não pode ser montado através de várias gerações, a menos que as formas intermédias disponibilizem algum tipo de vantagem para a bactéria.

Se não houver algum tipo de vantagem, e em vez disso, forem deficiências limitadoras, ou pura e simplesmente adições desnecessárias, a selecção natural não irá favorecer a presença da estrutura dentro do organismo.

Dito de outra forma, a selecção natural não irá “seleccionar” os “intermédios” de modo a que permita adições posteriores. Estruturas eficientes e irredutivelmente complexas apontam claramente para um Designer Inteligente. O filósofo e matemático William Dembski, colocou as coisas desta forma:

Mal a inteligência é colocada fora da equação, a evolução, salienta Darwin……tem que ser gradual. Não é possível materializar novas estruturas a partir do nada por magia. Tem que haver uma via-dependência. Tem que se chegar lá através duma via gradual a partir de algo que já existe.

Os novos oficiais da nossa agência policial recebem pistolas Glock Model 21. Nós preferimos estas pistolas por um certo número de motivos, incluindo o facto delas serem construídas a partir do pequeno número de partes móveis. Consequentemente, é muito mais fácil desmontá-las e limpá-las, e é muito menos comum elas terem algum tipo mau funcionamento.

Arma_Glock

Até mesmo num nível mínimo de complexidade (quando comparadas com as outras pistolas), as inferências para o design são óbvias. A minha Glock 21 é irredutivelmente complesa; a remoção de apenas uma das peças de todo o conjunto não só irá causar a que a arma se torne imprópria, mas irá, de facto, fazer com que a arma de torne mortífera, especialmente para o oficial que tentar operar com ela.

A complexidade irredutível da arma aponta para o design inteligente do seu criador. Nenhum processo aleatório, nenhuma lei natural, nem mesmo a selecção natural, podem causar algo como a Glock 21.

De modo semelhante, uma Causa Inteligente é a explicação mais razoável para a natureza irredutivelmente complexa do flagelo da bactéria, e as explicações alternativas, que  dependem de alguma combinação evolutiva da aleatoriedade, da lei natural ou da selecção natural, não são. Dembski disse:

De facto, o outro lado não foi nem capaz de imaginar uma via evolutiva, muito menos um caminho evolutivo, detalhado, passo-a-passo, totalmente articulado e testável, para o flagelo.

Flagelo_Cold_Case

A inferência mais óbvia e razoável parece ser esquiva para os naturalistas que tentam explicar a aparência de design que existe nos organismos biológicos. Nenhuma explicação que aplica as leis da física e da química de “dentro da sala” do universo natural são adequadas. A aparência de design que há na biologia é mais uma evidência que demonstra a existência do Designer Divino “externo” [ao universo]. (…)

~ http://bit.ly/1MCZWOA

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O motivo que leva os evolucio-animistas [evolucionistas + animistas] a rejeitar a inferência mais óbvia para a origem dos sistemas biológicos prende-se com o seu compromisso com o naturalismo, e a sua recusa em aceitar que algum tipo de design possa surgir de “fora” do mundo natural. Para eles, a natureza é um sistemas fechado que não recebe qualquer tipo de acrescémio de informação de “fora”. Claro que isto é uma posição de fé, e não algo que possa ser de alguma forma cientificamente testado.

Como é dito com frequência neste blogue, os evolucio-animistas são livres para ter a sua fé, mas eles não são livres de qualificar a sua fé de “ciência”. E a teoria da evolução não é ciência. A teoria da evolução nada mais é que o ser humano rebelde a rejeitar as evidências deixadas por Deus, e depois a usar essa mesma rejeição como “evidência” contra Deus.

Mas Deus já havia antecipado esta rejeição quando Ele disse o seguinte em Romanos 1:20:

Romanos_1_20

As evidências para a existência de Deus são notórias para quem quer ver; para quem continuar a ser ateu e/ou evolucionista, nem fogo do céu o irão convencer do que ele não quer acreditar.

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Células sanguíneas antigas ainda estão vermelhas, o que refuta os “milhões de anos”

Por Frank Sherwin

Será que vivêmos numa Terra que tem 4,6 mil milhões de anos ou será que vivêmos numa Terra com apenas alguns milhares de anos? A idade no nosso planeta é uma pedra de tropeço para muitos Cristãos, e este tópico impede que muitos outros cheguem a considerar a Mensagem das Escrituras – especificamente o Evangelho.

De facto, uma Terra antiga significa que a morte não é o salário do pecado (Romanos 6:23) visto que a violência, a dor, e a morte teriam que ter reinado no mundo durante milhões de anos antes do pecado ter feito o seu aparecimento. Se foi assim que as coisas aconteceram, então Deus, e não Adão, seria directamente Responsável por este regime cruel de sofrimento infindável.

Mas as Escrituras nada dizem sobre os milhões e os milhares de milhões de anos requeridos pela comunidade científica secular. O Novo Testamento declara claramente que Deus falou “pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo” (Lucas 1:70; Actos 3:21). A Terra, o nosso sistema solar, e o universo, foram criados juntamente com o primeiro Profeta de Deus durante os seis dias da semana de criação, que ocorreu há apenas alguns milhares de anos atrás. Adão, criado no Dia 6, registou a primeira profecia em Génesis 3:15.

Os cientistas criacionistas já demonstraram que vivêmos num planeta jovem (2,3,4). A disciplina da biologia revela a juventude do nosso planeta duma forma dramática. Algumas da biomoléculas mais antigas alguma vez recuperadas foram encontradas nos fósseis de crinóides (uma classe de animais com uma longa haste) no Iowa, em Indiana, e em Ohio. (5)

CelulasOsseasOs cientistas seculares ainda estão a tentar apurar como foi possível estas biomoléculas durarem as supostas centenas de milhões de anos desde que estes crinóides foram depositados. O material vivo pura e simplesmente entra em decadência demasiado rapidamente para sobreviver muito tempo. A existência de químicos biológicos complexos e intactos faz muito mais sentido se os mesmos foram depositados durante o Dilúvio de Noé há apenas alguns milhares de anos atrás.

Foi detectado material biológico original num fóssil duma folha que é idêntica às folhas modernas (apesar de ter recebido a idade de “50 milhões de anos”). (6) Evidências claras de tecido vegetal não-fossilizado têm sido reportadas numa cratera de kimberlito no Canada. (7) Num espécime supostamente com “53 milhões de anos”, os cientistas encontraram madeira não-fossilizada muito bem preservada.

A própria Nature reportou um novo recorde para material orgânico encontrado num fóssil de dinossauro – muito provavelmente colagéno (proteína) encontrado em ovos de dinossauro do período Jurássico:

Mas não é só a idade dos fósseis que é notável, afirmam os pesquisadores. Análise espectroscópica das amostras do tecido ósseo extraídas do local de nidificação Chinês revelou o material orgânico mais antigo alguma vez visto num vertebrado terrestre. Isto foi surpreendente porque os ossos do fémur fossilizado eram delicados e porosos, o que os tornava mais vulneráveis aos efeitos corrosivos do intemperismo e das águas subterrâneas, afirma Reisz [autor principal do estudo]. (8)

Mas este material orgânico que se encontra preservado não é surpreendente se a Terra é tão jovem como indicam a Bíblia e um significante número de evidências. O artigo prossegue dizendo:

Reisz é de opinião que estas proteínas complexas que a sua equipa detectou naquele material orgânico são colagéno preservado. (8)

Mas o colagéno é um tecido macio, e os estudos já demonstraram que o mesmo não pode durar milhões de anos. (9)

Outra descoberta espantosa reportada em 2011 fala de inesperados restos de material orgânico (polissacárido e proteína) com o nome de complexo de proteína de quitina, profundamente enterrado nas camadas de sedimentos.

Cody e a sua equipa estudaram restos fósseis duma cutícula dum escorpião com 310 milhões de anos [composta por quitina e proteínas] do norte do Illinois e um   eurypterid – artrópode com a aparência dum escorpião, muito provavelmente aparentado com os caranguejos-ferradura – do Ontário (Canadá). (10)

O artigo avançou que estas descobertas “podem ter implicações significativas no nosso entendimento da orgânica do registo fóssil”. (10). Os cientistas criacionistas concordam em pleno. Eles esperam este tipo de descobertas tendo como base um dilúvio recente que rapidamente depositou estes sedimentos, preservando material orgânico em rochas de sedimentos (com aparência de cimento) antes dos tecidos se terem deteriorado por completo – preparando-os para serem descobertos apenas alguns milhares de anos depois.

E então os delicados ácidos nucleicos; será que eles podem ser preservados durante milhões de anos? “A história da vida na Terra continua a ficar cada vez mais estranha,” declara o artigo da LiveScience reportando um artigo que menciona um fungo encontrado em lama supostamente com 2,7 milhões de anos. “Esta é uma descoberta inesperada,” afirmou William Orsi, microbiólogo da “Woods Hole Oceanographic Institution” em Massachusetts.

Encontramos diatomáceas [algas microscópicas] e ácido nucleico [ADN] preservado em sedimentos com milhões de anos. (11)

Isto pode ser uma história estranha (e está a ficar mais estranha) para o evolucionista mas mais uma vez as evidências alinham-se de forma perfeita com o modelo da Terra Jovem.

IcemanMais recentemente, foram extraídos glóbulos vermelhos do famoso Iceman, um homem preservado num glacial alpino na Itália e descoberto em 1991. (12) Embora se tenha datado que ele morreu há cerca de 5,300 anos atrás, os pesquisadores foram bem sucedidos em obter amostras das suas células, fazendo destas amostras a mais antiga amostragem de tal tecido que se conhece.

Isto levanta questões interessantes para os evolucionistas: Será que não existiam glóbulos vermelhos encontrados em tecidos de dinossauros com a aparência tão avermelhada e tão intacta como as do famoso Iceman? (13) O problema é que a teoria da evolução declara que os dinossauros supostamente viveram muitos milhões de anos antes dos seres humanos, mas as evidências físicas não-degradadas aproximam perigosamente a linha temporal de uns com os outros.

Tecido macio e restos orgânicos (com base de carbono) que são encontrados bem fundo nas camadas da coluna geológica não auguram bem para os evolucionistas que insistem que os mesmos foram depositados durante a extensão de 500 mil milhões de anos. Um tempo assim tão longo significa inumeráveis procesos biológicos bem como eventos meterológicos e geológicos que iriam afectar cada centímetro da superfície do planeta várias vezes e até a zonas bem fundas.

Será que o evolucionista realmente acredita que os fósseis que têm tecido macio podem sobreviver muitos milhões de anos de bactérias, vermes, artrópodes, vulcões, tsunamis, os contantes encharcamentos, as secagens, os congelamentos, os descongelamentos, e até mesmo os terremotos? Temos também que levar me consideração extensos períodos de luz solar e as variações de pH.

Em 2008 os cientistas anunciaram a criação dum cofre do “Juízo Final” contendo a colecção de sementes do mundo. (14) Se por acaso ocorresse uma guerra mundial ou uma catástrofe natural, 4,5 milhões de amostras de sementes seriam protegidas neste recinto seguro, com temperatura controlada, numa montanha que se encontra entre o Pólo Norte e a Noruega. Não foram poupadas despesas nesta tecnologia de século 21 como forma de garantir que as sementes durem 1,000 anos.

Mas porque é que se espera que animais enterrados de maneira aleatória que supostamente fossilizaram há milhões de anos atrás, mas que claramente ainda têm tecido macio, se tenham mantido intocáveis sem que tenham tido o benefício de algum tipo de tecnologia de preservação?

Claramente, a ciência e o Registo Bíblico estão de acordo. O dilúvio global que ocorreu há apenas mais ou menos 4,500 anos atrás é a melhor explicação do porquê os cientistas estarem a encontrar plantas não-fossilizadas e material animal – incluindo glóbulos vermelhos – por toda a coluna geológica, um pouco por todo o mundo

~ http://bit.ly/1GE8N38

Referências:
1. Adam not only recorded God’s prophecy of a coming Savior in Genesis 3:15, he also prophetically named his wife Eve (“life”) in 3:20 because she would be the mother of all future humans.
2. Cupps, V. R. 2015. Rare-Earth Clocks, Sm-Nd and Lu-Hf Dating Models: Radioactive Dating, Part 5. Acts & Facts. 44 (3): 10-11.
3. Lisle, J. 2012. Blue Stars Confirm Recent Creation. Acts & Facts. 41 (9): 16.
4. Humphreys, D. R. 2005. Young Helium Diffusion Age of Zircons Supports Accelerated Nuclear Decay. In Radioisotopes and the Age of the Earth: Results of a Young-Earth Creationist Research Initiative. Vardiman L., A. Snelling, and E. Chaffin, eds. El Cajon, CA: Institute for Creation Research and Chino Valley, AZ: Creation Research Society, 25-100.
5. O’Malley, C. E., W. I. Ausich, and Y.-P. Chin. 2013. Isolation and characterization of the earliest taxon-specific organic molecules (Mississippian, Crinoidea). Geology. 41 (3): 347-350.
6. Million suns shed light on fossilised plant. Manchester University news release. Posted on manchester.ac.uk March 26, 2014, accessed May 6, 2015.
7. Wolfe, A. P. et al. 2012. Pristine Early Eocene Wood Buried Deeply in Kimberlite from Northern Canada. PLoS ONE. 7 (9): e45537.
8. Palmer, C. Oldest dinosaur embryo fossils discovered in China. Nature News. Posted on nature.com April 10, 2013, accessed May 6, 2015.
9. Thomas, B. 2014. Original-Tissue Fossils: Creation’s Silent Advocates. Acts & Facts. 43 (8): 5-9.
10. Unexpected exoskeleton remnants found in Paleozoic fossils. Carnegie Institution news release. Posted on carnegiescience.edu February 7, 2011, accessed May 12, 2015.
11. Oskin, B. Ancient Fungus Discovered Deep Under Ocean Floor. LiveScience. Posted on livescience.com March 5, 2013, accessed May 12, 2015.
12. Yirka, B. New study of Iceman reveals oldest known example of red blood cells. Phys.org. Posted on phys.org May 8, 2015, accessed May, 12, 2015.
13. Fields, H. Dinosaur Shocker. Smithsonian Magazine. Posted on smithsonianmag.com May 2006, accessed May 12, 2015.
14. Mellgren, D. ‘Doomsday’ seed vault opens in Arctic. NBC News. Posted on nbcnews.com February 27, 2008, accessed May 28, 2015.
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O insecto que refuta o gradualismo evolutivo

Por Brian Thomas

Insectos conhecidos como alfaiates (“aranha-d’água” ou “insecto-Jesus” no Brasil, “water strider” nos EUA) passam a sua vida a deslizar suavemente por cima das superfícies das correntes. Cientistas da China descobriram algumas especificações arquitectónicas que se ajustam de modo perfeito nos pêlos que se encontram nas pernas do pequeno insecto e que lhe permitem caminhar sobre a água.

Alfaiate_Water_StriderOs insectos são normalmente menores que 15mm, mas a menos que os pêlos nas suas pernas, com o nome de “setae”, sigam uma fórmula particular especificando o comprimento, o espaçamento, e o ângulo de colocação, mesmo criaturas assim pequenas afundar-se-iam.

O professor Huiling Duan da Universidade de Pequim, autor-sénior do relatório publicado no “Proceedings of the Royal Society A”, disse o seguinte à “ABC Science”

De facto, a repelência de água por parte das superfícies peludas depende do tamanho, do espaçamento, e da orientação dos cabelos à micro-escala. (1,2)

De que forma, portanto, é que as setae das pernas dos alfaiates se comparam com o arranjo ideal? Segundo a “ABC Science”:

Eles apuraram que o espaçamento dos pêlos das pernas dos alfaiates, e os pêlos nas asas das moscas, encontram-se optimizadas de modo a que os pêlos fiquem suficientemente juntos uns dos outros para impedir que penetre a superfície aquática durante o impacto, mas não perto o suficiente para se tornem ineficientes. (2)

Agrupar as setae juntas iria causar a que as pernas do insecto se fixassem de maneira demasiado forte na superfície da água quando este as tentasse levantar durante a locomoção. Consequentemente, o espaçamento entre cada setae individual está feito de maneira perfeita – não demasiado longe, o que causaria a que o alfaiate se afundasse, mas também não demasiado perto, o que causaria a que ele não se movimentasse.

O que dizer das outras especificações das setae?

Não só os pêlos se encontram espaçados e maneira perfeita, como têm o ângulo e o tamanho perfeito para balançear os requerimentos da gravidade, a solidez estrutural, e a força capilar. Os pesquisadores escreveram o seguinte no “Proceedings”:

A nossa análise deixa bem claro que as setae que se encontram sobre as pernas dos alfaiates ou sobre as asas de alguns insectos encontram-se num estado geométrico optimizado.

Dito de outra forma, não há forma deste design ter sido feito de maneira mais optimizada de acordo com as necessidades funcionais.

Quando tentam explicar o design sem se referirem ao Designer, os evolucionistas têm perante si uma tarefa complicada visto que estas três especificações – tamanho, ângulo e espaçamento – tinham que ocorrer ao mesmo tempo de modo a que o alfaiate não se afundasse e morresse.

Nós somos sempre capazes de ver engenharia intencional sempre que observamos a construção de máquinas com múltiplas especificações simultâneas – tal como no caso dos carros, dos aviões, e dos barcos. Porque é que as coisas têm que ser diferentes no caso destes insectos maravilhosos?

~ http://goo.gl/E3Y4lu

* * * * * * * *

Como forma de podermos usar o argumento de design de forma cientificamente válida, temos que saber enquadrá-la dentro dum argumento com pressupostos válidos.

1.Todos os sistemas cujas origens tenham sido observadas possuidoras da característica X são obra de design.
2.As formas de vida têm a característica X.
3.Com base no que sabemos, é válido fazer uma inferência para o design para as formas de vida porque a característica X só é encontrada em obras de design.

A força deste argumento pode ser vista nas respostas típicas dos evolucionistas, que tentam desesperadamente mudar o foco de X para o autor de X (embora nada do argumento fale do autor de X e nem faça qualquer alusão a ele ou eles).

Basicamente o que eles dizem é que não se pode fazer uma inferência para o design no que toca as formas de vida porque, segundo eles, primeiro temos que “provar a existência do Designer”. Isto é cientificamente falso porque a inferência para o design não depende dos autores (ou do Autor) do design mas sim das propriedades do que se está a analisar.

Conclusão:

A engenharia presente na locomoção de alguns insectos aquáticos claramente aponta para o Designer Supremo (Deus). A interdependência, a mecanização, e o design óptimo destas estruturas claramente refutam o gradualismo evolutivo visto que a afinação do tamanho, do ângulo e do espaçamento tinham que ocorrer simultaneamente – e não gradualmente – para que o sistema funcionasse.

A ciência, quando interpretada longe dos constrangimentos anti-Bíblicos, está claramente do lado do Criacionismo.

Eu [Deus] fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, pelo Meu Grande Poder e com o Meu Braço Estendido, e a dou àquele que Me agrada em Meus Olhos. Jeremias 27:5

Referências:
1. Xue, Y., et al. Enhanced load-carrying capacity of hairy surfaces floating on water. Proceedings of the Royal Society A. Published online before print, March 5, 2014.
2. Nogrady, B. Leg hairs hold secret to walking on water. ABC Science. Posted on abc.net on March 5, 2014, accessed March 18, 2014.
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A anti-científica obsessão bertonista

O professor Bertone de Oliveira de Sousa (professor de História) escreveu um texto onde ele declara um rol de “factos” que ele acredita serem genuínos, mas que merecem alguns comentários. Recomendo a quem tiver interesse a leitura dos comentários que entretanto foram deixados no seu post.

O texto do professor Bertone começa da forma mais ou menos previsível – isto é, colocando Darwin como um tipo de salvador da humanidade do obscurantismo Cristão, e estabelecendo a falsa guerra entre a “ciência” e o Cristianismo:

O ano de 1859 marca um divisor de águas na história da ciência.

Na verdade, o ano de 1859 não marcou um “divisor de águas na história da ciência”, mas sim um divisor de águas na história do ateísmo e do secularismo. Para um minoritário segmento da população ocidental, a importância das desilusões de Darwin não está no seu valor científico mas no seu valor ideológico:

Antes de Darwin pensávamos que havíamos sido criados por Um Deus Benevolente. (Stephen Jay Gould)

Qualquer advogado criacionista que me chamasse para ser interrogado poderia convencer os jurados simplesmente perguntando, “O seu conhecimento da teoria da evolução influenciou-o de alguma forma a tornar-se ateu?” Eu teria que responder que sim. (Richard Dawkins)

Ou seja, longe de ser uma teoria que tenha causado algum tipo de progresso cientifico, a teoria da evolução é, sim, uma arma pseudo-científica usada pelos secularistas para impôr a sua visão do mundo na sociedade.

Não só a ciência propriamente dita não ganhou nada com as falsidades que Darwin copiou e colocou no seu livro, como nada do que Darwin disse serviu como plataforma cientificamente sólida para as descobertas cientificas. Como declarou Philip Skell, membro da Academia Nacional de Ciências, a importância científica da teoria da evolução é nula:

Perguntei recentemente a 70 eminentes investigadores se eles teriam feito o seu trabalho de maneira diferente se por acaso acreditassem que a teoria de Darwin estava errada. As suas respostas foram todas a mesma: “Não”. (Philip Skell, “Why Do We Invoke Darwin? Evolutionary theory contributes little to experimental biology,” The Scientist (August 29, 2005).)

Do mesmo modo, o biólogo evolucionista Jerry Coyne admitiu na revista Nature que

…..se formos a ser sinceros, a teoria da evolução não rendeu muitos benefícios prácticos ou comerciais. Sim, é verdade que a bactéria evolui resistência a drogas, e sim, nós temos que preparar contra-medidas, mas para além disso não há muito a dizer.

Pior ainda, segundo o que se sabe, quando Darwin publicou o seu livro, a comunidade científica da altura foi bastante crítica em relação ao mesmo. E, surpreendentemente (ou talvez não), uma das críticas que os cientistas fizeram aos mitos de Darwin é essencialmente a mesma que os cientistas criacionistas actuais fazem: não há evidências de algum tipo de gradualismo evolutivo no registo fóssil.

Em relação a esta crítica, Darwin defendeu-se alegando que isto se devia à “pobreza do registo fóssil” mas qualquer pessoa consegue ver que há um argumento circular nesta linha de pensamento visto que a única forma de saber que o registo fóssil é “pobre” é assumindo que a evolução aconteceu – exactamente o que ele tentou provar.

Segundo Darwin, portanto, a evolução aconteceu, mas o registo fóssil é “pobre” para o confirmar. E sabe-se que o registo fóssil é “pobre” porque, como a evolução aconteceu, e ela certamente teria que ter deixado um registo fóssil rico, a ausência de fósseis condizentes com a teoria é sinal de que há um problema com os fósseis (e não, obviamente, com a teoria).

Mas os cientistas do tempo de Darwin não se deixaram enganar. Sir John Herschel, matemático famoso, astrónomo e Membro da “Royal Society”, antipatizou tanto com a teoria de Darwin que qualificou-a de “a lei higgledy-pigglety” [= desordenada, desregrada, sem nexo, sem lógica, etc]. O brilhante físico James Clerk Maxwell opôs-se tenazmente ao Darwinismo. O famoso filósofo da ciência William Whewell, autor do clássico “The History of Inductive Sciences”, nem sequer permitia que o livro de Darwin fizesse parte da livraria de Cambridge.

Houve muitos outros tais como Adam Sedgwick (o geólogo que ensinou a Darwin os elementos da geologia) e Andrew Murray, o etimologista; ambos eram firmes opositores da teoria da evolução de Darwin. Depois de ler o livro de Darwin, Sedgwick chegou até a escrever-lhe uma carta, dizendo:

Li o seu livro com mais dor que prazer. Houve partes que admirei profundamente, e houve outras que me fizeram rir até ficar dorido dos lados; outras partes li com tristeza absoluta visto que as considero completamente falsas e gravemente maliciosas.

Portanto, a teoria de Darwin foi cientificamente irrelevante, mas ideologicamente importante para ateus e todos os outros secularistas.

O professor Bertone continua:

Não que antes ninguém jamais tivesse proposto a hipótese da evolução das espécies, mas porque antes disso a evolução era apenas isso, uma hipótese.

Mesmo hoje, passados que estão mais de 100 anos, a teoria de Darwin (e as suas modificações posteriores) continua a ser uma hipótese ainda a ser confirmada, e sim, a crença de que o ser humano evoluiu dum animal é uma crença bem difundida junto das mais variadas culturas do globo; o que varia é o animal.

Para aqueles que acreditam que o ser humano procede dum animal não parece que haja um limite para o animal particular usado como ancestral. Os Wanika, na África Oriental, acreditam que eles vieram das hienas. Outra tribo africana nomeia os hipopótamos como ancestral dos seres humanos. Os nativos do Madagáscar alegam que o primeiro da sua linhagem foi um lémure, um animal nocturno parecido com os macacos. Esta crença bem poderia ter procedido dos actuais livros escolares evolucionistas.

Outros animais alegados como ancestrais são os tigres, os macacos, os gatos, as cabras, os búfalos, etc. A crença evolucionista recua ainda mais no tempo, para além do lémure, e postula que os seres humanos procedem da sua ideia do ancestral final, a matéria orgânica do mar primordial.

Após uma longa viagem observando, anotando e coletando evidências, Darwin a transformou numa teoria. A maioria das pessoas confunde hipótese com teoria. Quando falamos de uma teoria da evolução ou uma teoria da gravitação universal, por exemplo, não estamos falando de uma suposição científica; uma teoria se mantém verdadeira por conter princípios que não foram refutados.

Então temos que retirar a qualificação de “teoria” à teoria evolução visto que muitos dos seus princípios têm sido refutados pelas descobertas.

1) A crença Darwinista de que baleias evoluíram de animais terrestres é claramente falsa, o que leva os evolucionistas a distorcer a ciência.
2) As “evidências” em favor da evolução humana são tão fracas que até evolucionistas eminentes salientam este ponto.
3) As “evidências” já avançadas em favor do mito de que dinossauros evoluíram para pássaros são insuficientes. Pior ainda, as evidências contra esta fábula são sólidas. o que leva alguns evolucionistas a colocar em causa a versão oficial.

Apesar disso, não são poucos os teólogos, diletantes e líderes religiosos que não aceitam esse fato, pior, ainda pretendem que uma narrativa religiosa tenha caráter científico e descritivo.

Note-se no falso dilema que Bertone avançou ao fazer passar a ideia de que a oposição à teoria da evolução fundamenta-se no preconceito religioso, e não nas evidências científicas. Claro que há muitos teólogos que justificadamente são contra uma teoria claramente falsa, mas existe um elevado número de cientistas que também são contra a evolução moléculas-para-humanos que é ensinada nas escolas e nas universidades.

Mais em cima no post foram listados alguns cientistas dos dias de Darwin que eram contra a sua teoria (Sir John Herschel, James Clerk Maxwell, William Whewell, Adam Sedgwick, Andrew Murray); actualmente, a lista não pára de crescer e, com o avanço da ciência, não parece que o crescimento do número de cientistas contra a teoria da evolução pare tão cedo.

A situação está tão má para os Darwinistas que hoje em dia temos ateus (cientistas e não só) que colocam em causa a teoria Darwinista, algo que, a julgar pelas palavras do professor Bertone, nunca deveria acontecer visto que, supostamente, a única oposição à teoria da evolução fundamenta-se na religião (algo que os ateus afirmam não ter)

Será que o professor Bertone considera Jerry Fodor e Massimo Piatellli, que são contra alguns aspectos importantes da teoria da evolução (ou mesmo contra ela por inteiro) de “teólogos, diletantes e líderes religiosos” ?

Isso porque não existe uma teoria da criação, mas narrativas da criação coligidas em livros sagrados de variadas culturas e baseadas na tradição oral de povos que viam esses relatos como uma explicação das origens em momentos históricos em que não havia distinção entre logos e mythos, duas formas distintas de descrever o mundo. Com isso, criacionismo e evolucionismo estão em níveis distintos de interpretação, não podendo sequer ser comparados.

O criacionismo e o evolucionismo “não podem ser comparados”, mas sempre que os evolucionistas defendem a sua teoria, eles mesmos tomam o cuidado de afirmar que a única alternativa à teoria da evolução é o criacionismo. Se uma está totalmente fora do âmbito da outra, muito dificilmente os evolucionistas falariam do criacionismo quando estivessem a defender Darwin.

No entanto, os evolucionistas tomam o cuidado de revelar que a sua teoria “refuta” o criacionismo precisamente porque o evolucionismo e o criacionismo estão no mesmo nível de discussão, o religioso. Dito de outra forma, contrariamente ao que defende o professor Bertone, ambas a interpretações do passado estão no “mesmo âmbito”.

A teoria da evolução é uma ideologia religiosa que tenta explicar o passado com base em certos pressupostas assumidos à priori; o mesmo se passa com o criacionismo Bíblico (que interpreta o mundo sob a lente Bíblica). A diferença é que os criacionistas estão bem cientes que têm crenças religiosas à priori enquanto que os evolucionistas negam ter alguma (embora a sua linha de argumentação demonstre o contrário).

O professor Bertone defende que a teoria da evolução e o criacionismo “estão em níveis distintos de interpretação” porque ele adopta as novas regras da ciência, que negam à partida a intervenção Divina. Com base neste pressuposto não-científico, qualquer causa que esteja para além do que é hoje chamado de “mundo natural” tem que ser colocada de parte, mesmo que as evidências estejam de acordo.

Consequentemente, Bertone e os demais anti-criacionistas usam a sua “regra” da ciência como arma contra o criacionismo, e defendem que o evolucionismo e o criacionismo “estão em níveis distintos de interpretação”.

Os criacionistas esquecem isso quando tentam de forma constante e azafamada demolir a teoria da evolução sem se aperceberem de que os princípios do que pretendem colocar em seu lugar não possuem validade científica.

Por “validade científica” entenda-se “validade científica segundo os pressupostos defendidos pelos naturalistas”. Como toda a acção sobrenatural é rejeitada à priori (mesmo que esteja de acordo com as evidências, como é o caso do criacionismo), então só a teoria que depende desse naturalismo é que pode ter aquilo que Bertone chama de “validade científica”.

Os princípios que os criacionistas querem colocar no lugar das mentiras dos evolucionistas são os mesmos que são usados em outras áreas da ciência (ou pelo menos deveriam ser usados): evidências, factos, testabilidade e inferências com base no conhecimento. Os evolucionistas não ficam satisfeitos com estes princípios porque se os mesmos forem aplicados à sua teoria, ela ficará exposta como a falsidade que ela é.

Esse é o caso da já sovada teoria do Design Inteligente.  Não é preciso nenhum cientista ser irreligioso para admitir que a teoria ID (Intelligent Design, em inglês) é uma fraude pseudo-científica.

É curioso alguns evolucionistas dizerem que a Teoria do Design Inteligente (TDI) já foi “refutada” ao mesmo tempo que dizem que ela não pode ser testada, e desde logo, não pode ser “refutada”. Como foi que os evolucionistas “refutaram” uma teoria que (segundo eles) “não pode ser testada”? Pior ainda, não há nada de “pseudo-científico” em afirmar que certas estruturas do mundo animal e do mundo botânico são melhor explicadas como sendo o efeito de uma acção inteligente em oposição a um processo não-direccionado.

Normalmente, os evolucionistas que defendem que a TDI já foi “refutada” são incapazes de dar uma definição de Design Inteligente que esteja de acordo com o que os seus defensores afirmam. O que os evolucionistas como Bertone fazem é criar uma definição falsa de DI, e prosseguir “refutando” o que nenhum cientistas da TDI defende.

Esse é o caso de Francis Collins, que, embora teísta, se opõe a essa concepção e cujo livro “A Linguagem de Deus” comentei em outro artigo.

Francis Collins defende que existe um código informático dentro das formas de vida, e que esse código é uma linguagem complexa, análoga à linguagem que os humanos usam. Não se entende bem como é que isto “refuta” a TDI. Bertone tenta sem sucesso usar Collins em favor da sua religião mas nem se apercebe que Collins, como pessoa que se identifica como Cristã, defende uma forma de Design Inteligente quando afirma que Deus é o Criador.

Obviamente que ninguém afirma que Collins é um defensor do TDI; o que se afirma é que a visão que Collins tem da linguagem existente dentro das formas de vida (ADN) está mais de acordo com a TDI do que com a aleatoriedade evolucionista.

O professor Bertone provavelmente deveria deixar de usar um defensor do Criador na sua defesa da sua versão do evolucionismo.

Não foram poucos os que já tentaram “demolir” o evolucionismo alegando que há nessa teoria a violação desta ou daquela lei científica.

Não só a evolução ateísta moléculas-para-humanos viola o senso comum, mas viola também leis científicas estabelecidas e firmes. Por exemplo, a 2ª Lei da Termodinâmica, estendida para o mundo informacional, declara que nenhum sistema informacional pode ir ficando mais complexo e mais estruturado com o passar do tempo sem que haja intervenção inteligente.

Pior ainda, mesmo quando há manipulação inteligente, os sistemas informáticos progridem para a degradação informacional. É por isso que os nossos computadores, telemóveis, carros e televisões se estragam com o passar do tempo, mesmo quando os mesmos são usados com todo o rigor e com todo o cuidado.

O mesmo se passa no mundo biológico; as forças da natureza, por si só, nunca teriam a capacidade de gerar uma única célula, e muito menos teriam a capacidade de ir aumentando a informação e estruturando as formas de vida de modo a que as mesmas fossem ficando funcionalmente vez mais complexas.

A 2ª Lei da Termodinâmica, aplicada ao mundo informacional (e não só ao mundo da energia e do calor), não só diz que isso nunca aconteceu, como diz que é impossível que isso ocorra. Portanto, o professor Bertone tem razão quando declara que muitos tentaram “demolir” o evolucionismo apelando a esta ou aquela lei científica porque foi isso mesmo, e é isso mesmo, que foi feito, e está a ser feito.

Enquanto os evolucionistas não-teístas como o professor Bertone não forem capazes de demonstrar como foi que as forças da natureza, por si só, foram gerando mais e mais informação complexa e especificada, a sua teoria vai continuar a ser alvo de ataques científicos.

São mais de 150 anos de debates acalorados, tentativas de silenciamento e até querelas em tribunais.

Sim, mas nas últimas décadas que tem levado “tentativas de silenciamento” são os evolucionistas. Várias cientistas foram alvo de ataques por parte da brigada evolucionista apenas e só por colocarem em causa certos pontos da teoria da evolução.

1. Evolucionistas admitem censurar críticas a teoria da evoluçãohttp://wp.me/pbA1e-2SL
2. Escola despede cientista por colocar em causa os milhões de anos  – http://wp.me/pbA1e-2OK
3. Protegendo a teoria da evoluçãohttp://wp.me/pbA1e-2CI
4. Porque é que os evolucionistas recorrem à censura?http://wp.me/pbA1e-2AM

Talvez uma das questões mais importantes nisso tudo seja: por que a constatação de que evoluímos de outras espécies e não fomos criados por um ser divino ou de que o mundo não possui apenas seis mil anos ofende a tantas pessoas?

Note-se que o professor Bertone coloca em oposição a crença de que “evoluímos de outras espécies” com a crença de que “fomos criados por um ser [sic] divino”, mas previamente no seu texto ele usou Francis Collins, alguém que sabe que fomos criados por Deus, como alguém que está do seu lado evolucionista.

Ou seja, por um lado ele parece avançar com a ideia de que se pode ser evolucionista e teísta, mas agora defende que o evolucionismo está em oposição à crença de que fomos criados por Deus.

Este é o tipo de hipocrisia muito comum junto dos evolucionistas ateus: eles usam os evolucionistas teístas como forma de atacar os criacionistas, mas quando não precisam mais deles, abertamente declaram que a teoria da evolução é um argumento contra a noção do Deus Criador. Isto é algo que os “Cristãos evolucionistas” têm que levar em conta.

Em relação ao porquê da “constatação de que evoluímos de outras espécies e não fomos criados por um ser divino” ou de que “o mundo não possui apenas seis mil anos” ofender “tantas pessoas”, o motivo é bem óbvio; essas crenças ofendem as pessoas porque são crenças claramente falsas.

Não há a mínima evidência duma força natural capaz de transformar um tipo de vida noutro tipo de vida. O que nós observamos com os nossos olhos, todos os dias, são animais a reproduzirem-se de acordo com a sua espécie – exactamente o que Génesis disse que iria acontecer; gatos dão à luz gatos, cães dão à luz cães, coelhos dão à luz coelhos, e não há a mínima evidência de que no passado as coisas tenham sido de alguma forma diferente.

Os evolucionistas, por outro lado, defendem que cães surgiram do que não eram cães, coelhos surgiram do que não eram coelhos, e os gatos “evoluíram” de animais que não eram gatos. Ou seja, o que os evolucionistas religiosamente defendem está em oposição clara ao que nós vêmos com os nossos olhos, e deve ser por isso que muitas pessoas se sentem “ofendidas” com uma noção empiricamente falsa (ou pelo menos, uma noção ainda por provar).

Por outro lado, as pessoas vão tendo cada vez mais dúvidas em relação aos mitológicos “milhões de anos” porque, para além dos inúmeros erros de datação, temos também evidências que, contrariamente ao que defende a mitologia evolutiva, demonstram que animais “pré-históricos” viveram lado a lado com seres humanos, exactamente o contrário do que seria de esperar se a interpretação evolutiva do registo fóssil estivesse certo.

Mesmo antes do século 19, algumas pessoas já haviam tentado estipular uma idade aproximada da Terra a partir da cosmovisão cristã. Ainda na primeira metade do século 17, um arcebispo inglês chamado James Ussher calculou que a criação ocorreu por volta do ano 4004 a.C. e John Lightfoot, complementando o trabalho de Ussher, precisou que a criação finalizara no dia 23 de outubro, às nove horas da manhã.

Convém salientar que o trabalho histórico do Bispo Ussher era de tão elevada qualidade que até o evolucionista marxista Stephen Jay Gould foi levado a afirmar:

Irei defender a cronologia de Ussher como um esforço honrado para o seu tempo, e alegar que o nosso comum desdém é testemunho duma mesquinhez lamentável fundamentada no erróneo uso do critério actual para julgar o passado distante e distinto. Ussher representava o melhor da escolástica do seu tempo.

Ele fazia parte duma substancial tradição de pesquisa, uma comunidade alargada de intelectuais trabalhando rumo a um propósito comum usando uma metodologia aceite.

Termino com um apelo final para que as pessoas sejam julgadas segundo o seu próprio critério, e não segundo padrões que eles nunca poderiam conhecer ou ter acesso. (Gould, S.J., Fall in the house of Ussher, Natural History 100(11):12–21, 1991)

Basicamente, o que Gould está a afirmar é que, embora ele não concorde com Ussher, o trabalho intelectual de pesquisa e de avaliação de dados levado a cabo pelo Bispo foi, segundo padrões da altura, de qualidade elevada.

Embora os evolucionistas actuais sejam rápidos a rejeitar o trabalho de intelectuais criacionistas, a realidade dos factos é que muito do seu trabalho serviu de base para muita da ciência que alguns evolucionistas menos informados querem usar contra os criacionistas.

Mas será que Ussher estava certo na sua cronologia? Será que Newton estava certo na sua cronologia criacionista? Na verdade, a única forma fiável de saber a idade de algo é falar com quem estava presente quando isso surgiu. O mesmo se passa com o universo; a única forma de termos a certeza absoluta da sua idade, é termos acesso ao Conhecimento de Quem estava presente quando o mesmo surgiu.

Mas mesmo assim, tendo com base algumas evidências científicas, nós podemos sempre estabelecer que a Terra não tem os “milhões de anos” necessários para a teoria da evolução. Neste post podem-se analisar 14 factos que mitigam contra a ideia dos “milhões de anos”:

1. As galáxias rodam demasiado depressa
2. Há poucos restos de supernovas.
3. Os cometas desintegram-se rapidamente.
4. Não há lama suficiente no fundo do mar.
5. Não há sódio suficiente nos mares.
6. O campo magnético da Terra está a decair depressa demais.
7. Muitos estratos [geológicos] estão curvos de forma demasiado compacta.
8. Material biológico decompõem-se demasiado depressa.
9. A radioactividade fóssil reduz as “eras” geológicas para apenas alguns anos.
10. Há demasiado hélio nos minerais.
11. Demasiado carbono14 nos estratos geológicos profundos.
12. Não há esqueletos da Idade da Pedra suficientes .
13. Agricultura é demasiado recente.
14. A História é demasiado recente.
(Fonte:  http://bit.ly/1QCKtyV)

Posteriormente, à medida que registros fósseis foram aparecendo e a geologia aperfeiçoou seus métodos de cálculo da idade aproximada das rochas, toda pretensão de transformar a narrativa criacionista em ciência caiu em maus lençóis

Para além do facto de ninguém ter tido a “pretensão de transformar a narrativa criacionista em ciência”, temos também o facto da crença nos mitológicos “milhões de anos” não ter sido catalisada pelos fósseis e nem pelos métodos de datação, mas sim por um forte preconceito anti-Bíblico.

Perto do final do século 19, todos os geólogos colocavam a idade da Terra na ordem das centenas dos milhões de anos mas os métodos de datação radiométrica começaram a ser desenvolvidos por volta de 1903. Ora, se os métodos de datação comuns nos dias de hoje surgiram depois da crença dos “milhões de anos”, então esses métodos nunca podem ter causado essa crença.

Este progresso da crença nos “milhões de anos” indica claramente que os métodos de datação não foram a causa dos “milhões de anos”, mas sim uma consequência dos mesmos. Dito de outra forma, primeiro os geólogos começaram a acreditar nos “milhões de de anos” e só depois é que tentaram (sem sucesso) justificar essa crença com os fósseis e com a “datação”.

Isto é exactamente o contrário do que defende o professor Bertone.

nem mesmo a ideia de que os fósseis derivavam do Dilúvio bíblico pôde subsistir por muito tempo.

Ninguém defende que todos os fósseis são efeitos do Dilúvio de Noé. O que os cientistas criacionistas afirmam, e comprovam, é que há certas estruturas fósseis que são melhor explicadas como o efeito dum evento catastrófico e gigantesco, e não efeito de processos lentos e graduais. Por exemplo, vejam-se as imagens que se seguem.

Nas primeiras vêmos  peixes a engolir os outros peixes, um evento que naturalmente não durou “milhões de anos”. Depois temos uma imagem dum animal marinho a dar à luz outro outro animal marinho, o que, mais uma vez, nunca poderia ter durado “milhões de anos”.

Fossil_Diluvio_Dando_Luz_Comendo

Estas e muitas outras evidências são exactamente o que seria de esperar que os fósseis tivessem sido gerados num curto espaço de tempo através dum evento global e catastrófico. Pessoas como o professor Bertone, desconhecedoras do que a ciência tem revelado nas últimas décadas, nada mais fazem que regurgitar chavões há muito refutados.

Antes de Charles Darwin escrever a Origem das Espécies, pesquisadores como Georges Cuvier, Georges de Buffon, James Hutton, Charles Lyell, Erasmus Darwin, Lineu e Lamarck deram importantes contribuições para a teoria evolucionista.

Certamente que Lineu, um criacionista, não deu “contribuições importantes para a teoria evolucionista”. Tudo o que o criacionista Lineu fez foi criar um sistema de classificação dos animais. De facto, a taxonomia foi fortemente influenciada por Lineu (e até hoje a Biologia segue os seus preceitos hierárquicos e as normas por ele avançadas, como por exemplo o nome duplo de espécie e género em latim grafados em itálico).

Mas Lineu criou a sua classificação como forma de reconhecer a organização que o Criador havia dado à criação, sem qualquer ideia de algum tipo de relacionamento evolutivo entre os grupos. Mais tarde, muito depois de Darwin, os evolucionistas modificaram o entendimento de taxonomia para que ela passasse a ser vista como ‘árvore genealógica’ (algo que Lineu nunca defendeu).

O professor Bertone realmente precisa de parar de ler sites ateus e passar a ler mais sites sobre a historia da ciência.

Para quem fez um bom ensino médio, sabe que depois de Darwin, a genética e o aperfeiçoamento dos métodos de datação de fósseis tanto confirmaram o que ele havia pesquisado como acrescentaram novos elementos.

A genética e “o aperfeiçoamento dos métodos de datação de fósseis” não “confirmaram o que ele havia pesquisado como acrescentaram novos elementos”, mas refutaram muitas das crenças Darwinistas. Maciej Giertych, professor de genética, afirma:

Como engenheiro florestal, estudo populações de árvores e reproduzo mais árvores produtivas. Já revi de forma considerável a literatura em torno da genética florestal, e já escrevi volumes monográficos (em torno de várias espécies de árvores) para o Instituto de Dendrologia da Academia Polaca de Ciências, onde trabalho.

É comum eu contribuir para capítulos que se focam na genética, e posso dizer que não conheço dado biológico algum, relevante para a genética das árvores, que necessite duma explicação evolutiva. Eu posso muito bem desempenhar a minha profissão alegremente sem nunca mencionar a teoria da evolução.

Pior ainda, testes genéticos levados a cabo nos tentilhões refutam mitos darwinistas. “A revolução genómica [tem]….efectivamente derrubado a metáfora central da biologia evolutiva, a Árvore da Vida,” – assim alega Eugene V. Koonin do “National Center for Biotechnology Information” no seu livro “The Logic of Chance“.

John Archibald, da Universidade Dalhousie, alega no seu livro “One Plus One Equals One” (2014) encontrar pontos comuns com Koonin e salienta que “a árvore da vida tem passado por muitas dificuldades….. [com] a imagem geral que emerge sendo uma de mosaicismo” – e não uma de mudanças evolutivas onde “uma espécie…é tomada e modificada” para outra espécie.”

Surpreendentemente, David Baum e Stacey Smith no seu livro “Tree Thinking, an Introduction to Phylogenetic Biology” (2013) avançam ainda mais com as alegações, afirmando que “O nosso conhecimento do processo molecular não é suficientemente bom para descartar uma origem independente.”

Dito de outra forma, as evidências extraídas da genética não confirmam de modo inequívoco a tese Darwinista duma progressão gradual das formas de vida, provenientes duma mesma linha evolutiva. Tal como afirmado pelos próprios evolucionistas, é possível usar a genética actual para confirmar a origem independente das formas de vida.

Claro que quem está mais informado em relação ao debate evolucionismo versus criacionismo vê imediatamente que o “aparecimento independente” é precisamente o que o criacionismo defende (com as formas de vida a terem uma origem independente uma das outras).

Portanto, quando o professor Bertone tenta usar a genética como evidência da sua fé, ele está várias décadas atrasado em relação à ciência.

Em relação ao “aperfeiçoamento dos métodos de datação de fósseis”, pode-se dizer que os fósseis continuam a ser um problema grave para o gradualismo evolutivo. Tal como dito em cima, não só a datação evolutiva não funciona, como temos hoje em dia fósseis suficientes para podermos gerar uma imagem do passado. O que se pode dizer é que a imagem que os fósseis nos dão não é duma progressão gradual evolutiva, mas sim daquilo que os próprios paleontólogos evolucionistas deram o nome de “aparecimento abrupto” e “stasis”.

Este padrão fóssil é tão óbvio e tão sólido que dois evolucionistas viram-se obrigados a deixar de lado o gradualismo Neo-Darwiniano em favor do “equilíbrio pontuado” [punctuated equilibrium].

Basicamente, equilíbrio pontuado é uma teoria evolutiva proposta pelos paleontólogos norte-americanos Niles Eldredge e Stephen Jay Gould em 1972, que propõe que a maior parte das populações de organismos de reprodução sexuada experimentam pouca mudança ao longo do tempo geológico e, quando mudanças evolutivas no fenótipo ocorrem, elas se dão de forma rara e localizada em eventos rápidos de especiação denominados cladogênese.

Segundo estes dois evolucionistas, esta teoria “explica” o porquê do registo fóssil não disponibilizar evidência alguma do gradualismo clássico proposto por Darwin e pela esmagadora maioria dos seus seguidores.

Só que, como tudo o que os evolucionistas afirmam, nós temos que saber ver para além da ilusão.

O que esta teoria admite é que os fósseis não estão de acordo com a teoria da evolução, mas a forma de resolver isso é propor outra teoria da evolução que não precisa de fósseis (?). Claro que há outra hipótese que nenhum evolucionista está disposto a considerar: talvez a evolução nunca aconteceu, e deve ser por isso que os fósseis não a confirmam.

Mais uma vez, o professor Bertone está pelo menos 40 anos atrasado em relação ao seu conhecimento científico.

Hoje, embora renomados cientistas possam enquadrar a evolução como uma fraude, essa não é uma visão compartilhada pela maior parte da comunidade científica internacional e entre afirmar a falsidade de uma teoria e apresentar provas concretas disso há um enorme abismo.

Primeiro que tudo, o facto da “maior parte da comunidade científica” defender algo não significa que seja verdade. Afinal, durante várias décadas a “maior parte da comunidade científica” defendeu a veracidade do Piltdown Man.

Segundo, de certo que há um enorme abismo entre afirmar algo, e comprovar o que se afirma. Mas é por isso mesmo que o mundo continua à espera de algum tipo de evidência que confirme o assim chamado “processo evolutivo”.

Qual é a força natural com a capacidade de transformar um animal terrestre numa baleia? Qual é a força natural capaz de evoluir um réptil para uma áve? É possível um sistema de informação surgir como efeito de forças não inteligentes? Estas e outras questões têm que ser respondidas pelos evolucionistas se eles querem que a sua teoria seja mais do que uma visão religiosa do mundo.

Terceiro: ainda bem que o professor Bertone admite que existem vários “cientistas  renomados” que qualificam a teoria da evolução de fraude. Seria interessante saber se o professor Bertone acredita que estes cientistas fundamentam as suas reservas em relação à teoria da evolução na religião ou na ciência.

Mas em geral isso é feito em nome de uma fé religiosa e da reafirmação do criacionismo bíblico.

Portanto, segundo o professor Bertone, os “cientistas renomados” que “enquadram a teoria da evolução como uma fraude” são motivados pela religião e não pelas evidências científicas. Mas, tal como ficou demonstrado em cima, hoje em dia temos ateus a afirmar que a teoria da evolução não está de acordo com os factos (Jerry Fodor e Massimo Piatelli).

Rejeitar a ciência por causa da fé tem se mostrado uma atitude leviana há séculos

Mas ninguém está a “rejeitar a ciência por causa da fé”; o que se está a rejeitar é a teoria da evolução por causa da ciência.

pelo menos desde que a Igreja tentou silenciar Galileu por ratificar a teoria copernicana.

A Igreja não tentou “silenciar Galileu” mas sim tentar que este homem agisse mais como um cientista e menos como alguém com qualificações para inventar interpretações Bíblicas.

Hoje podemos ver em contextos variados que a reclusão da ciência aos muros da religião não  produz nada além de obscurantismo e tende a reduzi-la a reprodutora de dogmas.

Qual “ciência”? Qual “religião”? O professor Bertone não diz. O que o professor Bertone diz é que a “ciência” (seja qual ela for) tem que ser liberta dos “muros da religião”,  precisamente no mesmo século onde a “ciência” ateísta tem sido usada para se criar melhores formas de matar bebés, eutanásia, e cerca de 70 anos depois da “ciência” ateísta nos ter dado a bomba atómica.

Isso talvez explique, em parte, porque a religião está em vias de desaparecer em algumas sociedades.

Muito provavelmente o professor Bertone está a falar das sociedades do Norte da Europa onde o Cristianismo está a desaparecer, mas onde também as pessoas locais estão a desaparecer. O professor Bertone, tal como todos os anti-Cristãos, fundamenta a sua retórica em países com taxas de substituição abaixo do nível de continuidade, e usa isso como um “sucesso” da “ciência” e um “fracasso” do Cristianismo.

O professor Bertone realmente pensa que o facto do Cristianismo esta a morrer em países que estão a morrer em termos de natalidade, é uma evidência contra o Cristianismo. Mas o professor Bertone, tal como a maioria dos anti-Cristãos, não faz nenhum tipo de ligação entre a baixa natalidade e a perda de fé Cristã. Pior ainda, longe de serem países onde a religião está a “morrer”, os países Nórdicos estão a experimentar um influxo maciço de pessoas de outra religião: o islão.

É preciso que a religião repense seu papel diante do mundo e cultive um tipo de espiritualidade que não engesse o pensamento crítico e a capacidade humana de questionar e buscar respostas.

O Cristianismo nunca “engessou o pensamento crítica e a capacidade humana de questionar e buscar respostas”. Pelo contrário, a ciência moderna é um dos muitos frutos do Cristianismo. John D. Barrow, escrevendo no “The World Within the World” comenta:

Já foi mesmo sugerido que essa visão [Cristã] teve um papel determinante no desenvolvimento bem sucedido da ciência nas culturas Ocidentais, e isso aconteceu porque essas culturas foram influenciadas pela tradição Judaico-Cristã, que promulgou a fé na racionalidade e na ordem da Natureza durante um período da história em que as ideias humanas estavam intimamente ligadas a todo o tipo de noções mágicas e ocultas.

Mais uma vez, para um professor de História, Bertone não parece saber muito sobre a História. Talvez seja o seu anti-criacionismo a “engessar o pensamento crítico” e a sua capacidade humana de “questionar e buscar respostas”.

Mats

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