Evidências suprimidas pela “comunidade científica” em relação aos dinossauros

Por S8int

Dinossauro_Nilo_MosaicoTal como já salientamos na primeira parte deste artigo, tem-se revelado bastante difícil obter imagens detalhadas, completas ou com resolução superior, tanto do Mosaico da Palestrina como das obras que se encontram na Casa do Médico em Pompeia. Nesta parte do artigo, usando os recursos que já temos na nossa posse, iremos tentar mostrar que existia um tipo específico de fauna representada na arte Romana antiga do primeiro e do segundo século, incluindo criaturas que hoje em dia chamamos de dinossauros.

Estas identificações experimentais serão dificultadas devido às resoluções inferiores que temos à nossa disposição aqui no nosso site (s8int.com). Só fomos capazes de estudar uma amostra da fauna presente nas obras. Se por acaso vocês têm acesso a fontes académicas exclusivas tais como JSTOR ou MUSE, digam-nos alguma coisa.

Os leitores são, obviamente, livres para tomarem decisões individualmente, quer nós tenhamos sido capazes (ou não) de fazer observações correctas. É óbvio que podemos estar errados em torno de todas as observações. A “ciência” irá declarar que todos os animais em terra seca são crocodilos, tal como as identificações de monstros marinhos mortos dizem que os mesmos são tubarões-frade.

Muito provavelemente aqueles crentes evolucionistas mais embaixo na cadeia alimentar certamente\ irão concordar. Pode ser que estejam certo, mas convém lembrar que a ciência também nos disse que existiam “homens das cavernas” primitivos com o nome de “Homem de Neanderthal”, bem como o ligeiramente mais primitivo “Homem de Cro-Magnon”. Há mais de 100 anos que estas fábulas e estas imagens têm permeado a nossa cultura.

Como forma de preservar e promover as teorias evolutivas relativas ao homem, este ano mesmo a ciência insistiu que o Neanderthal não conseguia falar, que conseguia  grunhir sem uma tipo de linguagem, que nunca havia acasalado com o homem “moderno” (mas pode ter acasalado com macacos), que não enterrava os seus mortos, etc, etc.

Em Novembro deste ano, os cientistas foram capazes de sequenciar o ADN dum homem que eles identificavam como “Neanderthal”. O seu ADN era 99,99% semelhante ao ADN dos “humanos modernos”. Hoje em dia, todas as pessoas que estão vivas têm 99,99% de semelhança genética com os outros seres humanos. Isto significa que o teu ADN está tão próximo dos Neanderthais como está de Richard Dawkins, o famoso evolucionista. Fora com o “homem das cavernas”.

Oh, e o que dizer dos “teóricos da Falha“? Este grupo de Cristãos está tão angustiado com o que a ciência disse sobre o homem primitivo que inventou raças pré-Adâmicas como forma de justificar os “homens das cavernas”, duvidando da Bíblia a começar pelo primeiro capítulo de Génesis – o seu primeiro Livro. Sem dúvida que eles se agarrarão à Teoria da Falha tal como os evolucionistas se irão agarrar à evolução e ao “homem das cavernas”.

Nós sabemos que independemente das evidências que são disponibilizadas, os “racionalistas” e os evolucionistas recusar-se-ão a aceitar as evidências que se encontram bem à sua frente. Romanos 1 diz que o que se poderia saber sobre Deus está presente nas evidências que podem ser claramente “vistas”. A ciência estava errada em relação ao Neanderthal. Talvez a ciência esteja errada em relação aos dinossauros e em que momento da História eles viveram.

Dinossauros do Mosaico da Palestrina?

Há alguns anos atrás cruzamo-nos com uma imagem do Mosaico da Palestrina que se encontrava numa loja de livros antigas, e num livro com o nome “The Light of the Past”, por Finley. Só nesse livro encontramos várias coisas que não deveriam estar lá se por acaso o paradigma evolutivo estivesse correcto. Nesse livro encontramos evidências de que o homem antigo coexistiu com dinossauros.

Tal como viémos a descobrir, a porção em alta resolução do mosaico que se encontrava nesse livro representava apenas uma pequena porção do mosaico completo. Logo à esquerda da caça ao “dinossauro” que exibimos na primeira página desta secção, estava outra representação dum dinossauro que nós não havíamos visto.

IguanodonteAcreditamos que ela representa um dinossauro semelhante a um iguanodonte. Temos pena não ter uma foto deste secção do mosaico com resolução superior. Ela aparece aqui depois de termos tentado vários filtros como forma de ficar o mais clara possível.

Segundo a ciência, o iguanodonte (que significa “dente de iguana” ) é o nome dado a um género de dinossauros ornitopódes que viveu sensivelemente a meio caminho entre  o hypsilophodontids ancestral e a sua culminação maior nos hadrossauros [“dinossauros com bico de pato”].

O iguanodonte foi o primeiro dinossauro a ser reconhecido e o segundo a ser formalmente nomeado, descrito em 1822 pelo geólogo Inglês Gideon Mantell. Juntamente com o Megalosaurus e o Hylaeosaurus, foi um dos três originalmente usados para definir uma nova classificação, Dinosauria.

As várias espécies de Iguanodontes eram herbívoros corpulentos, com tamanho que variava dos 6 aos 11 metros de comprimento, e tinham em média 5 toneladas de peso. Os espigões que o Iguanodonte tinha na parte final do seu polegar eram perpendiculares aos três dígitos principais.

Nas restaurações mais antigas, o espigão era colocado no nariz do animal. Fósseis posteriores revelaram a verdadeira natureza dos espigões no polegar, embora o propósito exacto ainda seja ponto de debate. Pode ser que tenha sido usado na defesa, ou na busca de comida.

A imagem que se segue é um detalhe do mosaico do chão descoberto em Sepphoris e é uma cena Nilótica [do Nilo] incorporada no Mosaico de Dionysos (datado entre o primeiro e o terceiro século). Por volta de 363 AD um enorme tremor de Terra destruiu Sepphoris. Na imagem podem-se ver vários guerreiros/caçadores a batalhar um “réptil enorme”, usando escudos e pedras enormes.

Dinossauro_Nilo

O Entelodontidae do Mosaico da Palestrina? O Dinohyus? [Daeodon]

O Dinohyus (que significa “porco terrível”) era um mamífero enorme, largo, com cascos e com a aparência dum javali. Este herbívoro (comia plantas e raízes) tinha um crânio longo (mais de 1 metro de comprimento), uma pequena caixa craniana, um par de protusões na mandíbula inferior (na zona da bochecha), incisivos pouco afiados, e dentes caninos longos, afiados e fortes.

Dinossauro_DinohyusAs suas pernas longas provavelmente faziam dele um corredor rápido. O seu pescoço era pequeno e robusto, havia uma pequena corcova nos ombros formada pelas espinhas ao longo do esqueleto e ele tinha cerca de 2 metros de altura. Foram encontrados fósseis na zona ocidental da América do Norte, incluindo Battle Creek (Dakota do Sul, EUA).

O Camelops do Mosaico da Palestrina é um camelo extinto?

Os Camelops são um género extinto de camelos que a dada altura divagaram pela América do Norte. Mais tarde eles migraram para a Eurásia e para a África, ao contrário de outros animais que migraram para a América do Norte. O seu nome deriva do Grego κάμελος (camelo) + ὀψ (cara), e desde logo, “cara de camelo”.

Dinossauro_CamelopsO motivo por trás da sua extinção não é bem conhecido, mas o seu desaparecimento faz parte duma extinção generalizada onde também morreram cavalos nativos, camelídeos, e mastodontes. Uma vez que os tecidos corporais mais macios não são de modo geral preservados no registo fóssil, não se sabe se os camelops tinham uma corcova, tal como os camelos modernos, ou se não tinham qualquer tipo de corcova, tal como as lhamas (suas parentes).

Mosaico da Palestrina exibe um cavalo extinto?

“Avô” do cavalo moderno, o Pliohippus parece ser a fonte da recente diversidade da família dos cavalos. Acredita-se que ele tenha dado origem ao Hippidion e Onohippidion, género que prosperou durante algum tempo na América do Sul, e ao Dinohippus, que por sua vez deu origem ao Equus.

Pliohippus

Mosaico da Pelstrina: Smilodon?

O Smilidon é um género extinto do enormes gatos-dentes-de-sabre se acredita terem vivido na América do Norte e na América do Sul.

Smilodon

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Quanto mais se estudam as evidências históricas livres de preconceitos pró-evolutivos, mas óbvio se torna que os dinossauros sempre viveram lado a lado dos seres humanos, e que nunca existiu uma “Era dos Dinossauros”. Esta é uma bandeira que nós Cristãos temos que levantar bem alto: os dinossauros pertecem a Deus e não a Darwin, e eles fazem parte da marvilhosa criação que ocorreu durante os seis dias literais delineados em Génesis.

De forma geral, os crentes nos mitológicos “milhões de anos” estão cientes da fragilidade da sua fé, e é por isso que eles não dão o mínimo espaço para que seja discutida a idade da Terra e nem a coexistência entre dinossauros e seres humanos. Tal como diz a Infalível Palavra de Deus em 2 Pedro 3:5, eles são “voluntariamente ignorantes” e só o Espírito Santo pode quebrar essa teimosia.

Mas a sua relutância em analisar as evidências só revela que eles temem algo, e todos nós sabemos o que é que eles temem.

Resumindo:

1) Os dinossauros não viveram há “milhões de anos” atrás; eles sempre viveram lado a lado com os seres humanos. A evidência disso é que povos antigos pintaram animais que hoje chamamos de dinossauros, para além de terem narrado histórias e lendas envolvendo animais claramente com a aparência de dinossauros.

2) Os dinossauros não são, e nunca foram um problema para a Bíblia. Os dinossauros são, sim, uma das mais espantosas criações de Deus, e eles são um testemunho para  Poder Infinito do Senhor Jesus Cristo, o Criador (João 1:1-3).

3) A maior parte dos dinossauros desapareceu, mas é bem possível que nas zonas mais remotas da Terra ainda existam alguns.

4) Visto que, segundo as evidências, os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos, todas as teorias que dependem duma interpretação geológica que contradiz este facto histórico estão erradas. Nomeadamente, visto que a teoria da evolução depende duma interpretação geológica que está empiricamente falsa, então é bem provável que a própria teoria da evolução esteja errada.

Modificado a partir do original: http://s8int.com/phile/dinolit57.html
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Seis evidências científicas em favor do Dilúvio de Noé

Quando a Bíblia se refere a um Dilúvio global em Génesis 7-8, é disso mesmo que está a falar, e não a falar de algo localizado, metafórico ou um sonho maluco; as águas verdadeiramente cobriram toda a Terra. E nem é preciso aceitar a nossa palavra para se ver isto; basta analisar as evidências que se encontram sob os vossos pés.

Evidência #1: Fósseis de criaturas marinhas muito acima do nível do mar devido ao facto das águas oceânicas terem inundado os continentes.

Encontramos fósseis de criaturas nas camadas rochosas que cobrem todos os continentes. Por exemplo, a maior parte das camadas rochosas nas paredes do Grand Canyon (que está a mais de uma milha acima acima do nível do mar) contém fósseis marinhos. Para além disso, são também encontrados fósseis de animais marinhos no topo dos nos Himalaias.

Evidência #2: Enterro rápido de plantas e de animais.

NautilusÉ comum encontramos extensos “cemitérios” fósseis e fósseis muito bem preservados. Por exemplo, milhares de milhões de nautilóides são encontrados enterrados numa camada que se encontra no “Redwall Limestone” do Grand Canyon.

Esta camada foi depositada catastroficamente através dum gigantesco fluxo de sedimentos. Os leitos de carvão e de giz que se encontram na Europa e nos Estados Unidos, bem como os peixes, os ictiossauros, os insectos, e outros fósseis que se encontram um pouco por todo o mundo, testemunham todos em favor duma destruição e dum soterramento catastrófico.

Evidência #3: Camadas de sedimentos depositadas rapidamente e espalhadas por vastas áreas.

Encontramos camadas rochosas que podem ser rastreadas um pouco por todos os continentes – até entre continentes – e as características físicas nesses estratos indicam que eles foram depositados rapidamente. Por exemplo, o”Tapeats Sandstone” e o “Redwall Limestone” do Grand Canyon podem ser rastreados através de todo o continente, dos Estados Unidos, até ao Canadá, e mesmo até através do Oceano Atlântico até a Inglaterra.

Os leitos de giz da Inglaterra (as falésias brancas de Dover) podem ser rastreadas através da Europa até ao Médio Oriente, e são também encontradas no Midwest dos Estados Unidos e na Austrália Ocidental. Camadas inclinadas no interior do “Coconino Sandstone” do Grand Canyon são o testemunho de 10,000 milhas cúbicas de areia a serem depositadas através de enormes correntes de água no espaço de alguns dias.

Evidência #4: Sedimentos transportados por longas distâncias.

Nessas camadas rochosas amplamente dispersas encontramos sendimentos que tiveram que ter sido corroídas em locais distantes e depois trannsportadas longas distâncias através de águas em movimento rápido. Por exemplo, a areia para o “Coconino Sandstone” do Grand Canyon (Arizona) teve que ter sido corroído e transportado a partir da zona norte do que hoje são os Estados Unidos e o Canadá.

Para além disso, os indicadores das correntes aquáticas (tais como as marcas de ondulação) preservadas nas camadas rochosas mostram que durante “300 milhões de anos” as correntes aquáticas estavam de modo consistente a fluir do nordeste ao sudoeste por toda a América do Norte e América do Sul, o que, obviamente, só é possível em algumas semanas durante o Dilúvio global.

Evidência #5: Erosões rápidas, ou ausência de erosão entre os estratos.

Encontramos evidências de erosão rápida, ou até nenhuma erosão, entre as camadas rochosas. Marcas achatadas e finas entre as camadas rochosas indicam a deposição contínua de uma camada sobre a outra, sem tempo para erosão.

Por exemplo, não há evidência de milhões de anos (de erosão) “em falta” nas divisões achatadas de duas camadas muito bem conhecidas do Grand Canyon – o “Coconino Sandstone” e a “Hermit Formation”. Outro exemplo impressionante das divisões achatadas no Grand Canyon é o “Redwall Limestone” e os estratos que estão abaixo dele.

Evidência #6: Muitos estratos foram depositados em rápida sucessão.

Rocha_DobradaNão é normal as rochas dobrarem; elas normalmente partem-se porque são duras e quebradiças. Mas em muitos locais encontramos sequências inteiras de estratos que foram dobrados sem fracturar, indicando que todas as camadas foram depositadas rapidamente e posteriormente dobradas enquanto ainda se encontravam molhadas e maleáveis, antes do endurecimento final.

Por exemplo, o “Tapeats Sandstone” no Grand Canyon está dobrado num ângulo perfeito (90°) sem qualquer evidência de quebra. Mas isto só pode ter ocorrido depois do resto das camadas terem sido depositadas, supostamente durante “480 milhões de anos”, período durante o qual o “Tapeats Sandstone” permaneceu molhado e maleável.

E agora?

A historicidade Bíblica é fiável em toda a linha – desde a criação do homem, a partir do pó do chão, passando pelo Dilúvio de Noé, chegando na 2ª Vinda do Senhor Jesus Cristo. Mas não basta ler as evidências; a mensagem da salvação que se encontra na historicidade da Bíblia também é verdadeira, e Deus quer que aceitemos o dom da salvação que Ele gratuitamente nos oferece.

As evidências são reais; Deus revelou-Se através da Sua Palavra e da Sua criação (Romanos 1:20). Como é que tu vais responder ao que Deus te diz?

Modificado a partir do original:  http://bit.ly/1LpJ9RG
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“Formas transicionais” que os evolucionistas mais informados já não usam na defesa da sua fé

Por Russell Grigg

Charles Darwin tinha um problema, e um problema grave. Ele não conseguiu identificar uma única forma transicional no seu livro (1) “A Origem das Espécies” (1859). Em vez disso, Darwin dedicou grande parte dum capítulo lamentando “A Imperfeição do Registo Geológico”, onde ele escreveu:

Certamente que a Geologia não revela tal cadeia orgânica gradual, e, provavelmente, esta é a mais óbvia e a mais grave objecção que pode ser levantada contra a minha teoria. Acredito que a explicação encontra-se na extrema imperfeição do registo geológico. (2)

Darwin não foi o único a ter este problema. Quando foi perguntado ao Dr Colin Patterson (1933–1998), Paleontólogo Sénior do Museu Britânico de História Natural (Londres), o porquê do seu livro de 1978 com o título de “Evolution” não conter ilustrações de transições evolutivas, ele disse que “não existe um único fóssil em favor do qual se pode fazer um argumento sólido”: (3) E o Prof Stephen J. Gould (1941–2002) disse, “A extrema raridade das formas transicionais continua a ser um segredo da  paleontologia.” (4)

De facto, 150 anos de busca rigorosa levada a cabo por evolucionistas em milhões de toneladas de fósseis falhou ao não revelar um única “cadeia” das tais formas transicionais, muito menos as multitudes de cadeias exigidas pelo Darwinismo. Com o passar dos anos, só um pequeno grupo de “candidatos” tidos como “transicionais” foi avançado.

Com frequência, estes candidatos eram anunciados num furor publicitário como forma de mostrar a evolução e indoutrinar tudo e todos. No entanto, quando o passar do tempo e o peso das evidências contrárias indicavam o erro, a retratação (quando ela ocorria) era normalmente feita com um sussurro, e a próximo geração de cientistas viria mais tarde promover os seus próprios “candidatos”. (5)

O artigo que se segue discute algumas das alegadas formas transicionais que os próprios evolucionistas tiveram que abandonar devido ao número de evidências contrárias.

Transicionais de peixe para anfíbio

1.Tiktaalik

TiktaalikTiktaalik – um crânio de peixe (com cerca de 20cm) e alguns fósseis de barbatanas dianteiras (com ossos relativamente parecidos aos ossos dos vertebrados terrestres) foi encontrado no Canadá Ártico em 2004. O mesmo foi vigorosamente promovido pelos evolucionistas como sendo o elo transicional extinto com 375 milhões de anos que estava a caminho de se tornar no primeiro vertebrado terrestre com quatro patas (tetrápode). O fóssil chegou até a estar exposto na capa da revista Nature e o artigo respectivo dizia:

…. esta realmente era a aparência dos nossos ancestrais quando eles começaram a abandonar a água. (6)

Infelizmente para o Tiktaalik como elo perdido, esta suposição estava errada. Várias pegadas bem preservadas, claramente feitas por um animal de quatro patas, foram encontradas numa rocha na Polónia – rocha essa “datada” como sendo 18 milhões de anos mais velha que o Tiktaalik.(7) A Nature admitiu:

Elas forçam a que se faça uma reavaliação radical do momento, da ecologia e do meio ambiente da transição peixe-para-tetrápode…… (8).

No entanto, o Tiktaalik (tal como o peixe celacanto e a “Lucy”) entraram para o folclore das histórias da carochina evolutivas, e podemos antecipar que os evolucionistas não irão abandonar este “fóssil” até encontrarem algo para colocar no seu lugar.

2. O Peixe Celacanto

O peixe celacanto, datado como tendo 100 milhões de anos, foi promovido pelos evolucionistas como o ancestral dos animais terrestres até que um deles foi encontrado vivo em 1938. Contrariamente ao que foi avançado pelos evolucionistas, o celacanto usa as barbatanas para se manobrar, e não para “andar”. (9)

Mamíferos para Baleias

Um dos primeiros ancestrais de baleia avançado pelos evolucionistas foi o Mesonychia, animal de tamanho médio com a aparência dum lobo e supostamente com dentes parecidos com os das baleias. Depois disso veio o Pakicetus (‘Baleia do Paquistão’) – nome que paleontólogo Philip Gingerich deu ao topo dum crânio, a dois fragmentos de maxilares inferiores, e a alguns dentes descobertos no Paquistão no final da década 70. Ele disse que ele era “o mais antigo e o mais primitivo cetáceo conhecido.” (10)

Pakicetus

Ele foi promovido ao mundo na capa da da Science no dia 22 de Abril de 1983. (10) O editor da Science escreveu:

O Pakicetus disponibiliza a primeira evidência directa dum estado anfíbio na transição evolutiva das baleias da terra para o mar.

Mas ele cautelosamente acrescentou:

A reconstrução do esqueleto pos-cranial é totalmente hipotética. (10)

Isto é uma expressão evolutiva que tem o significado de “para além da cabeça, é tudo invenção”.

Muitos anos mais tarde, alguns ossos do Pakicetus foram encontrados e isto causou mais um artigo na Nature. O comentário dizia:

Todos os ossos pós-craniais indicam que os pakicetids eram mamíferos terrestres, e….eram corredores, tocando no chão apenas e só com os seus dígitos. (11)

Hoje em dia, o evolucionista Richard Dawkins declara que as evidências da genética molecular demonstram que os parentes mais próximos das baleias são os hipopótamos (12) e não os mesoniquídeos. No entanto, muitos relatos evolucionistas populares ainda continuam a declarar o Pakicetus como um ancestral das baleias devido às semelhanças na sua estrutura auditiva interna.

Dinossauros para pássaros

Os evolucionistas dizem que as áves evoluíram dos dinossauros, e em favor disto já foram apontados dois “intermediários”:

1. Archaeopteryx

ArchaeopteryxEste é o nome dado a vários fósseis de espécies de áves encontrados em Solnhofen, Alemanha, entre 1861 and 1993. Há já muito tempo que os livros escolares evolucionistas alegam que o Archaeopteryx é uma forma transicional entre os répteis e as áves, apesar do facto dele ter tido penas para voar totalmente formadas, asas adjuntas à fúrcula [também conhecido como “osso da sorte”], uma pata própria para se empoleirar, ossos parecidos com os ossos das áves, e uma caixa craniana também parecida com a das áves. (13)

Para além disso, foram encontradas trilhas de pássaros em rochas mais antigas (14), e fósseis de duas áves do tamanho dum corvo foram encontrados em estratos geológicos mais antigos no Texas (embora isto seja algo questionável), tendo a pessoa que os encontrou – Sankar Chatterjee – sugerido o nome Protoavis texensis (‘primeira áve do Texas’). (15,16)

2. Archaeoraptor

Em 1999, a National Geographic Society levou a cabo uma conferência de imprensa onde revelou ao mundo o Archaeoraptor liaoningensis, um pequeno fóssil encontrado na China. A descoberta foi alvo de 10 páginas de texto e de fotos na sua edição de Novembro de 1999. e nesse artigo lia-se:

Com os braços duma áve primitiva e a cauda dum dinossauro, esta criatura encontrada na província de Liaoning, na China, verdadeiramente é o elo perdido na complexa cadeia que une os dinossauros às áves. … Esta mistura de traços avançados e traços primitivos é exactamente o que os cientistas esperariam encontrar em dinossauros a experimentar o vôo. (17)

Infelizmente para comunidade evolucionista, o Archaeoraptor era uma fraude, uma falsificação criada por um agricultor Chinês com o propósito de lucrar com a mesma. Depois disto, estudos demonstraram que o fóssil era uma combinação “manipulada” de pelo menos cinco espécies distintas.

Formas transicionais macacos-para-humanos

1. Ramapithecus

No ano de 1960, Elwyn Simons da Yale University reconstruiu alguns fragmentos de mandíbula e fragmentos de dentes encontrados no norte da Índia em 1932, e deu o nome de Ramapithecus – o ancestral dos humanos. Esta história rapidamente ganhou aceitação geral por parte dos antropólogos evolucionistas. Só que em 1976 uma mandíbula completa do Ramapithecus foi encontrada, e a mesma claramente não era dum hominínio; isto causou a que a teoria fosse abandonada. Actualmente, o Ramapithecus é classificado como uma criatura aparentada com o orangotango. (18)

2. Homem do Nebraska (“Nebraska Man”)

Depois do Homem de Piltdown (que durante 40 anos foi usado pelos evolucionistas como evidência em favor da teoria da evolução), uma das mais embaraçosas alegações em torno dum “homem-macaco” por parte dos evolucionistas foi o ‘Nebraska Man’, que recebeu o nome científico de Hesperopithecus haroldcookii por parte de Henry F. Osborn, Director do American Museum of Natural History. Ele baseava-se na descoberta, que ocorreu em 1922, dum único dente fossilizado na zona ocidental de Nebraska.

No entanto, e após mais pesquisas, por volta de 1927 foi gradualmente admitido que o dente era de um Prosthennops, um porco extinto. De forma geral, isto não foi considerado digno de notícia, mas a revista Science declarou de forma gentil que o dente aparentemente não era de um homem e nem de um macaco, (19) e a Encyclopaedia Britannica eufemisticamente afirmou que o dente pertencia a “um ser de outra ordem”. O artigo declarava:

Em 1922, foi encontrado nos leitos do Pliocene, na pedreira de Snake Creek, Nebraska, um dente bastante corroído que foi atribuído a um macaco antropóide –  Hesperopithecus foi o nome proposto – mas descobertas posteriores mostraram que isso havia sido feito um erro, e que o dente pertencia a um ser de outra ordem. (20)

Todas as referências foram expurgadas da 15ª Edição da Encylopaedia Britannica.

3. Homem de Neanderthal (“Neanderthal Man”)

NeanderthalEste foi o nome dado aos ossos encontrados em 1856 no vale de Neander, na Alemanha. Apesar das reconstruções iniciais terem dado uma aparência bruta e “amacada”, o Homem de Neanderthal é actualmente considerado uma variedade do Homo sapiens. Evidências recentes de ADN confirmaram que os Neanderthais chegaram até a acasalar com os humanos “modernos”. (21)

O desenho (à direita) do Homem de Neanderthal apareceu no “The Illustrated London News” em 1909. Em 1957, os antropólogos William Straus e A.J.E. Cave reavaliaram as evidências e disseram que se o Neanderthal “pudesse reincarnar e ser colocado no metropolitano de New York – desde que estivesse banhado, barbeado e a usar roupas modernas – dificilmente ele atrairia mais atenção que alguns dos seus habitantes.” (22)

4. Australopithecines, incluindo a “Lucy”

O mais recente candidato “macaco-humano” é um grupo de fósseis Africanos com o nome de australopithecines. (23) O primeiro, encontrado em 1924, era um crânio com aparência de pertencer a um macaco e que recebeu o nome de “Australopithecus africanus” por parte de Raymond Dart. Durante 50 anos foi dito ao público que este era um ancestral evolutivo. (24)

Mas em 1974, a equipa de Donald Johanson, na Etiópia, encontrou um [alegado] esqueleto 40% completo com cerca de 1 metro de altura, e o mesmo recebeu o nome de  “Lucy”. Este fóssil foi declarado como sendo um hominídio (“macaco-mulher”), e (juntamente com outros ossos semelhantes encontrados por perto) recebeu o nome de Australopithecus afarensis.

Este fóssil tomou o lugar do A. africanus de Dart como ancestral evolutivo através do simples expediente de o declarar como sendo 1 milhão de anos mais velho. Devido a isto, o Africanus foi colocado à margem, e deixou de ser um ancestral.

Actualmente, análises numéricas detalhadas da sua anatomia mostraram que os australopithecines não são intermediários mas sim um grupo de criaturas único, extinto, e com  aparência de macaco, que “são mais diferentes dos humanos e dos macacos Africanos do que os macacos Africanos e os humanos são entre si”. (25) No entanto, como os evolucionistas não têm nada para colocar no lugar da “Lucy”, ela ainda é erradamente incluida na maior parte dos textos que lidam com a evolução humana. (26)

Conclusão:

Mentiroso1O que aconteceu no passado irá invariavelmente ocorrer no futuro. Os evolucionistas e as publicações evolucionistas irão continuar a promulgar uma mão cheia de candidatos fósseis a “elos perdidos” como “prova” da evolução e “refutação” da Bíblia, apesar do facto do número enorme que deveria existir (se por acaso a teoria da evolução estivesse certa) continuar teimosamente ausente.

Ou é isso, ou então eles terão que enfrentar o facto de termos sido criados por Deus e, consequentemente, termos que justificar o nosso comportamento a Ele. Mas os fósseis usados actualmente irão certamente sucumbir perante as novas evidências, e irão ser substituídas por novas descobertas.

(…)

Referências e notas na fonte: http://bit.ly/1Vtr32l

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Pesquisas recentes podem confirmar que ninguém nasce ateu.

E lá procurarão o Senhor, o seu Deus, e o acharão, se o procurarem de todo o seu coração e de toda a sua alma. – Deuteronómio 4:29

Por Joel Furches

Se por acaso uma criança perguntar aos seus pais o porquê do sol brilhar, a resposta mais rápida pode ser dizer-lhe que o sol brilha para nos dar luz ou para ajudar as plantas crescer. Subentendida nesta resposta, no entanto, está a suposição de propósito e design. A pergunta assume que o sol foi colocado lá por um motivo, e que a sua luz tem um propósito intencional – e não que os benefícios da sua luz são uma coincidência marginal dum processo natural.

Uma resposta mais analítica pode ser dizer que o sol brilha devido a um processo de fusão nuclear que produz prótons e ondas de luz tão intensas que eles chegam à Terra em quantidades suficientes para serem vistas. Claro que esta resposta explica o “como” o sol brilha, mas não explica o “porquê”.

O facto das crianças parecerem estar construídas para fazerem perguntas em torno do “porquê”, e o facto de pessoas de todas as áreas parecerem construídas para atribuir propósito e design às coisas do mundo natural é revelador.

A sabedoria ateísta convencional declara que “todos nós nascemos ateus” – isto é, que nenhuma pessoa nasce a acreditar em Deus. Por outro lado, o reformador Protestante João Calvino alegou que todas as pessoas tinham um “sensus divinitatis“, isto é, um sentido de Deus inerente. Mais tarde, o teólogo Cristão Alvin Plantinga alegou que a crença em Deus é “propriamente básica“, isto é, que acreditar em Deus é tão fundamental como acreditar que nós existimos ou que o mundo externo e real – coisas que nós já acreditamos quando nascemos.

Este conceito de sensus divinitatis – que no passado se encontrava no domínio de teólogos marginais e Fundamentalistas Cristãos – está a receber confirmação por parte duma fonte pouco provável, nomeadamente, das pesquisas científicas.

Criança_VelaOs estudos que estão a ser levados a cabo estão a mostrar de modo gradual que a crença em Deus – ou algum outro aspecto geral do teísmo – pode estar embutida na própria essência das suposições humanas desde o momento de nascimento, e permanecer intacto, mesmo junto dos ateus.

No seu estudo de 2004 com o título de “Are Children ‘Intuitive Theists”, a Psicóloga Deborah Kelemen reuniu uma vasta gama de pesquisas que sugeriam que, começando na sua infância, as crianças têm uma suposição de que o mundo à sua volta foi criado, de que existe um propósito, e que as coisas dentro do mundo natural têm um design intencional. Assim diz Kelemen:

…embora as crianças não sejam totalmente indiscriminadas, elas exibem no entanto um viés geral que as leva a tratar os objectos e os comportamentos como existindo com um propósito, (Kelemen, 1999b, 1999c, 2003; but see Keil, 1992) e estão, de forma geral, inclinadas a olhar para os fenómenos naturais como intencionalmente criados, embora seja por parte dum agente não-humano. (Evans, 2000b, 2001; Gelman & Kremer, 1991).

No ano de 2011, num estudo de Oxford com o título de “Humans ‘predisposed’ to believe in gods and the afterlife“, foi apurado que, através de toda a variedade de culturas, as pessoas não só estão instintivamente mais inclinadas para a crença em Deus, mas também numa natureza dualista – isto é, que os seres humanos são, ao mesmo tempo, seres físicos e seres não-físicos.

Os pesquisadores salientaram que o seu projecto não tinha como objectivo provar a existência de Deus ou algo que se pareça, mas apenas e só verificar se conceitos tais como deuses e o Além eram totalmente ensinados, ou se eram expressões básicas da natureza humana.

O estudo apurou que, independentemente da cultura, os instintos humanos tendiam a ser os mesmos quando o tópico eram os conceitos de Deus e do Além. Tal como a pesquisa de Kelemen, este estudo analisou as suposições fundamentais das crianças pequenas.

Foi perguntado às crianças se a sua mãe saberia o que se encontrava dentro duma caixa que ela não conseguia ver. As crianças com três anos acreditavam que a sua mãe e Deus sempre saberiam o que se encontrava dentro das caixas, mas quando as crianças atingiam os 4 anos de idade, as crianças começavam a entender que as suas mães não era omnipresentes e nem omniscientes. No entanto, as crianças podem continuar a acreditar em seres sobrenaturais omniscientes e omnipresentes, tais como um deus ou deuses.

Também os adultos foram examinados para ver que tipo de crenças instintivas eles poderiam ter.

Experiências envolvendo adultos …. sugerem que pessoas das mais variadas culturas instintivamente acreditam que alguma parte da sua mente, alma ou espírito, continua a existir depois da morte.

Acreditem ou não, este experiência alargou-se também até à secção ateísta da população. Num estudo de 2011 com o título de “Anger toward God: Social-cognitive predictors, prevalence, and links with adjustment to bereavement and cancer“, pessoas que se identificam como ateístas foram testadas com imagens e palavras relacionadas com Deus. Em um número estatisticamente significativo, estas imagens e palavras desencadearam sentimentos de raiva. Raiva não contra a religião ou contra as religiões mas contra Deus.

Mais ainda, estudos sugeriram que até os cientistas ou os altamente racionais, quando forçados a responder rapidamente perguntas relativas ao “porquê”, tenderão a dar respostas que sugerem intencionalidade e design na natureza (e não um processo mecânico). Neil Degrasse Tyson, cientista popular e a voz da imensamente bem sucedida  série “Cosmos”, expressou sua frustração em relação ao termo “Ateu”:

…. é estranho que a palavra “Ateu” exista. Eu não jogo golfe. Existe alguma palavra para os não-jogadores de golfe? Será que os não-jogadores de golfe se reúnem e avançam com estratégias? Existe alguma palavra para os não-practicantes de esqui? Será que eles se encontram e falam do facto de não practicarem esqui?

Eu não consigo fazer isso. Não me consigo reunir com outras pessoas para discutir o porquê de ninguém que está na sala acreditar em Deus.

No entanto, esta pesquisa pode sugerir o porquê do termo “Ateu” ser necessário. Segundo o Professor Roger Trigg, Co-Director do projecto,

Este projecto sugere que a religião não se limita a ser algo peculiar que algumas poucas pessoas fazem ao Domingo, em vez de irem jogar golfe. Conseguimos reunir um corpo de evidências que sugerem que a religião é u facto comum na natureza humana através de todas as sociedades.

Isto sugere que as tentativas de se suprimir a religião são muito provavelmente de curta duração visto que o pensamento humano parece enraizado em conceitos religiosos, tais como a existência de agentes sobrenaturais ou deuses, e a possibilidade de vida para além da morte ou antes da vida.

http://exm.nr/1Kjkyvj

* * * * * * *

Embora a natureza espiritual do ser humano seja um problema para os naturalistas, ela tem uma explicação Bíblica que está de acordo com as pesquisas:

Ele fez tudo apropriado ao seu tempo. Também colocou no coração do homem o desejo profundo pela eternidade – Eclesiastes 3:11

Uma vez que fomos criados por Deus, e visto que Deus Quer-Se dar a conhecer ao ser humano (Deut 4:29) faz sentido que Ele tenha construído o ser humano predisposto para o sobrenatural (“eternidade”).

Por outra lado, a posição anti-científica e ilógica de que ser humano nada mais é que o efeito dum processo aleatório, natural, sem propósito, sem finalidade, não fornece as ferramentas necessárias para explicar a natureza humana.

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O que foi que Darwin realmente disse sobre os tentilhões das Galápagos?

Por Truth In Science

Tentilhoes_DarwinNas Ilhas Galápagos que se encontram no Oceano Pacífico, perto do equador, existe uma variedade de tentilhões que têm bicos que variam de forma e de tamanho. Aparentemente, os tentilhões colonizaram as Ilhas a partir da continente da América do Sul, e posteriormente divergiram em relação à sua forma. A distância entre as ilhas significa que os tentilhões que se encontravam nas variadas ilhas não se poderiam cruzar entre si, e devido a isso, as populações das diferentes ilhas tenderam a tornarem-se distintas.

As diferentes populações tornaram-se também especializadas para distintas fontes alimentares, existindo áves com bicos estreitos e afiados a comer insectos, ao mesmo tempo que existem áves com bicos largos e robustos a alimentarem-se de nozes. Darwin colectou alguns destes tentilhões quando visitou as Ilhas Galápagos, e é dito com frequência que os tentilhões foram a chave para o desenvolvimento da sua teoria da evolução. Em muitos livros escolares, eles são usados como evidência em favor da sua teoria.

Será que os tentilhões foram importantes para Darwin na formulação da sua teoria?

As crianças em idade escolar são frequentemente ensinadas que os tentilhões das Ilhas Galápagos foram muito importantes ao ajudarem Darwin a formular a sua teoria da evolução. Por exemplo, o “GCSE Bitesize Revision Biology: Variation and inheritance states” da BBC diz:

Enquanto estudava a vida selvagem nas Ilhas Galápagos, [Darwin] reparou que os tentilhões das Galápagos exibiam variações consideráveis – por exemplo, na forma e no tamanho dos bicos – de ilha para ilha. Darwin deduziu que estas distinções faziam com que os tentilhões ficassem melhor adaptados para se aproveitarem da comida no seu ambiente particular – bicos afiados e finos prevalecendo onde a principal fonte de alimento das áves eram insectos e larvas, e bicos maiores e com a forma de garras onde a dieta consistia de frutos e nozes. Em cada uma das localizações, a população de tentilhões tinha de alguma forma desenvolvido bicos que se ajustavam ao seu meio ambiente particular.

Darwin concluiu que em cada local, um ou mais tentilhões haviam obtido por acaso, através de mutações aleatórias, um bico com a forma que melhor se ajustava às fontes de alimento que existiam nesse local. Estes indivíduos passaram a ter, então, uma vantagem competitiva sobre os seus parceiros tentilhões, permitindo que eles crescessem e se reproduzissem com mais sucesso, passando os seus bicos especializados às gerações sucessivas – até que eventualmente a característica se espalhou por toda a população de tentilhões dessa ilha.

A BBC está errada em muitas das coisas que diz aqui. Quando Darwin se encontrava nas Ilhas Galápagos, ele não reparou que as diferentes ilhas tinham tipos de tentilhões distintos, e nem se apercebeu que os tentilhões tinham um grau de parentesco próximo apesar das diferenças nos seus bicos. Ele não associou os tipos distintos de bicos com os tipos distintos de dieta alimentar.

Mesmo depois de ter regressado a Londres, os biógrafos de Darwin ressalvaram que ele “permaneceu confundido em relação aos tentilhões das Galápagos….desconhecedor da importância da diferença entre os bicos… Ele não conhecia um grupo único, intimamente aparentado, que se havia tornado especializado e adaptado a  nichos ambientais distintos” (p. 209, Darwin – A. Desmond and J. Moore).

No seu livro “A Origem das Espécies”, Darwin não falou dos tentilhões. Eles só aparecem no seu Journal, sendo mencionados de passagem na sua primeira edição (1839), e passando a ter alguns parágrafos e uma fotografia seis anos mais tarde, na edição revista (1845). O máximo que Darwin chegou a dizer em relação aos tentilhões encontra-se aqui:

Observando esta transição gradual e esta diversidade num grupo de áves pequeno e intimamente aparentado, pode-se postular que a partir duma escassez original de áves, uma espécie tenha sido tomada e modificada para fins distintos. Infelizmente, a maior parte dos espécimes da tribo dos tentilhões mesclaram-se; mas tenho motivos fortes para suspeitar que algumas das espécies do sub-grupo Geospiza se encontram confinadas a ilhas distintas. Se cada uma das ilhas tem representantes do Geospiza, isso pode ajudar a explicar o largo, e singular, número de espécies deste sub-grupo neste pequeno arquipélago, e como consequência do seu número, a série graduada perfeita no tamanho dos seus bicos. (pp403-420) – Darwin, Journal of Researches into the Natural History and Geology of the countries visited during the voyage round the world of H.M.S. Beagle, revised edition, Henry Colburn 1845.

Portanto, tudo o que Darwin fez foi especular que os diferentes tentilhões haviam descendido dum ancestral comum, e que haviam mudado para serem capazes de fazer coisas distintas. Ele nem sequer tinha a certeza de que as diferentes espécies eram de ilhas distintas. Certamente que ele não foi o autor da teoria detalhada em relação à forma como os tentilhões de diversificaram, como sugere a BBC.

A BBC faz este erro porque surgiu um mito em relação aos tentilhões de Darwin. Eles não eram conhecidos como “Tentilhões de Darwin” até ao ano de 1936, e esse nome foi popularizado pelo ornitólogo David Lack no seu livro com o nome de “Darwin’s Finches” (1947). Lack descreveu o relato detalhado em relação à evolução dos Tentilhões, recontada pela BBC, e promoveu também o mito de que os tentilhões haviam dado a Darwin ideias importantes para a evolução.

Os “Tentilhões de Darwin” estão amplamente propagados nos livros escolares de biologia , tais como o programa de Estudo “WJEC A-Level Biology”, e o programa de Estudo “Intermediate 2 Biology” obriga o seu ensino.

O que é que os Tentilhões demonstram em relação a evolução?

Embora os tentilhões não tenham sido importantes para o trabalho de Charles Darwin, eles dizem-nos algumas coisas em relação à evolução. Particularmente, durante as últimas décadas dois cientistas fizeram um estudo de longo prazo em torno dos tentilhões numa das Ilhas ds Galápagos. Isto é acertadamente descrito no livro escolar “Advanced Biology”, (Jones, M., and G. Jones. 1997. Cambridge University Press).  Os autores recontam a forma como, entre 1977 e 1982, houve uma seca numa das ilhas ds Galápagos, e como devido à selecção natural o tamanho médio dos bicos dos tentilhões se tornou maior.

No entanto, isto não foi o final da história. Se as coisas tivessem continuado desta forma, o tamanho médio dos bicos do G. fortis teria continuado a ficar maior e maior à medida que o tempo ia passando. Mas não foi isso que aconteceu  (p. 153)

Estas alterações cumulativas não ocorreram por dois motivos. (1)  Existem desvantagens em ter um bico mais longo, especialmente quando a áve é jovem. Isto pode contrapor as vantagens. (2) A pressão selectiva das ilhas fluta. No ano de 1982 a seca parou por lá, e a selecção foi em favor das áves com bicos mais pequenos.

Pode, portanto, ser alegado que o estudo mostrou os limites naturais das variações evolutivas. A variação dentro duma espécie é uma coisa boa, visto que isso dá-lhe a possibilidade de lidar com as mudanças no meio ambiente. Mas a variação tem limites. Muitos livros escolares não entram neste tipo de detalhe, descrevendo de forma simples os tentilhões como um bom exemplo duma espécie a evoluir a partir dum ancestral comum.

Os tentilhões das Galápagos dão-nos um excelente exemplo da radiação adaptativa. É assumido pelos evolucionistas que um estoque de tentilhões ancestrais chegou às ilhas proveniente do continente, e que depois disso, e devido à ausência de competição de registo, evoluiu de modo a preencher muitos dos nichos ecológicos que se encontravam vazios nas ilhas, mas que no continente se encontram preenchidos por outros animais. (p. 725) Advanced Biology. Roberts, M., M. Reiss, and G. Monger. 2000. Nelson

Conclusão:

Os tentilhões das Galápagos não eram assim tão importantes para Darwin como é normalmente alegado, mas eles são um bom exemplo da [assim-chamada] micro-evolução. Eles mostram-nos que os tentilhões podem variar na sua morfologia, e que a selecção natural desempenha um papel nessas alterações.

No entanto, este estudo não disponibiliza qualquer evidência da [assim-chamada] macro-evolução,  nem prova que a selecção natural e as mutações aleatórias podem produzir o mundo vivo, tal como o conhecemos, a partir de ancestrais unicelulares.

~ http://goo.gl/0VT6sK

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O polegar do panda é um exemplo de “mau design”?

Por Rich Deem

Será que o polegar do panda é um exemplo de “mau design”? Um recente estudo analisou o polegar do panda gigante usando tomografia informática, ressonância magnética (MRI) e técnicas relacionadas. Ao contrário do que os evolucionistas haviam afirmado previamente em torno do “mau design”, o estudo actual mostra que o osso sesamóide radial (o seu “polegar”) é “um dos sistemas de manipulação mais extraordinários” que existe entre os mamíferos. (1)

O osso sesamóide radial funciona como um manipulador activo, permitindo que o Panda agarre as hastes de bambu entre o osso e a palma da pata oposta. Contrariamente ao que havia sido publicado previamente, a análise computorizada das imagens tridimensionais indicam que o osso sesamóide radial não se move de maneira independente em relação aos seus ossos articulados, mas age como parte duma unidade funcional e manipulação.

O osso sesamóide radial e o osso acessório do carpo formam um aparato duplo com a forma de pinça que permite que o panda manipule os objectos com grande destreza.

Polegar_PandaUm modelo esquemático animado baseado no recente estudo é mostrado à direita. O modelo revela como os ossos metacarpos, sesamóide radial e os ossos do carpo radial funcionam como uma unidade como forma de agarrar os objectos.

O carpo acessório age com um “dedo” adicional quando a mão agarra a comida. O abdutor curto do polegar, os oponentes do polegar, e os músculos abductor digiti quinti servem mais ainda no acto de pegar quando são contraídos durante o processo de apreensão.

Os evolucionistas afirmam que o design do polegar do Panda é mau quando comparado com o polegar opositor dos primatas. No entanto, ter polegares opostos não está feito para uma apreensão contínua e tal tipo de uso pode resultar no síndrome do túnel do carpo (perguntem a qualquer técnico de laboratório que há anos que tem estado a pipetar).

Sendo um herbívoro, o Panda Gigante passa quase todas as horas em que está acordado a comer. Ele recolhe folhas de bambu agarrando e despindo as folhas das hastes.

Ao contrário do que os evolucionistas dizem, o polegar oposto seriam um mau design para o Panda visto que funcionaria sob o stress do uso contínuo. A mão do Panda, com o seu “polegar” ligado aos metacarpos, é um design muito mais resistente, capaz de suportar o uso permanente.

Os autores concluíram o seu estudo, afirmando:

Temos demonstrado que a mão do panda gigante tem um mecanismo de apreensão muito mais refinado do que aquilo que havia sido sugerido pelos estudos morfológicos prévios.

Depois da publicação deste estudo, outro revelou que o panda gigante e o panda vermelho não são relacionados, embora ambas as espécies tenham o mesmo falso polegar.

Para além disso, um panda vermelho relacionado, e do Período Mioceno, também tinha o falso polegar – algo obtido a partir das evidências fósseis. (2) Portanto, os evolucionistas têm agora que afirmar que o “mau design” evoluiu mais do que uma vez!

– – – http://bit.ly/1GCnOfp

1. Endo, H., Yamagiwa, D., Hayashi, Y. H., Koie, H., Yamaya, Y., and Kimura, J. 1999. Nature 397: 309-310.
2. Salesa, M. J., M. Ant�n, S. Peign�, and J. Morales. 2005. Evidence of a false thumb in a fossil carnivore clarifies the evolution of pandas. Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 103:379-382.

 

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Evolucionistas colocam em dúvida a versão oficial da evolução das áves

Por Casey Luskin

Dois artigos recentes – um no Journal of Morphology e outro no –  bem como uma nota de impresna da ScienceDaily com o título de “Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links,” têm dentro de si críticas por parte de evolucionistas à hipótese dino-para-áve [dinossauro para áve] que normalmente seria de esperar por parte de pessoas cépticas do neo-Darwinismo.

As suas palavras não só mencionam os problemas que a hipótese dino-para-áve tem, como lamentam também o impulso politicamente motivado que se encontra por trás do avanço dessa teoria, como também da censura das opiniões científicas dissidentes. O artigo presente no ScienceDaily salienta que alguns aspectos da morfologia das áves são pura e simplesmente incompatíveis com a hipótese padrão de que as áves evoluíram de dinossauros terópodes clade maniraptora:

Segundo os peritos [da Oregon State University], há décadas que já se sabe que o fémur, ou osso da coxa nas áve, é em larga medida fixo, o que faz das áves “corredoras de joelho” – algo totalmente distinto de virtualmente todos os outros animais terrestres. O que foi descoberto agora, no entanto, é que esta posição fixa dos ossos e da musculatura das áves é o que impede que as suas bolsas de ar entrem em colapso quando a áve inala.

Os animais com sangue quente precisam de cerca de 20 vezes mais oxigénio que os répteis de sangue frio, e eles evoluíram [sic] uma estrutura pulmonar que permite uma elevada taxa de troca de gás e um nível de actividade elevada. O seu pouco usual complexo do fémur é o que lhes ajuda a apoiar o pulmão e impede que ele entre em colapso.

“Isto é fundamental para a fisiologia da áve”, disse Devon Quick, uma instrutora de zoologia na OSU que completou o trabalho como parte da sua tese de doutoramento. “É realmente estranho que ninguém tenha notado nisto antes. A posição do osso da coxa e dos músculos nas áves é crucial para o funcionamento dos pulmões, que por sua vez lhes dá capacidade pulmonar suficiente para o vôo.”

No entanto, os cientistas disseram que todos os outros animais que alguma vez andaram sobre a terra tem um osso da coxa móvel que está envolvido na sua locomoção – incluindo os humanos, os elefantes, os cães, os lagartos e – no passado – os dinossauros. Os pesquisadores disseram que a implicação é que quase de certeza que os dinossauros não descendem de dinossauros terópodes, tais como o tiranossauro ou o alossauro. Os seus achados são as mais recentes, no crescente corpo de evidências,  que nas últimas duas décadas têm colocado em causa as crenças mais propagadas relativas à evolução animal.

“Mas um dos principais motivos que leva os cientistas [evolucionistas] a frequentemente apontar para as áves tendo descendido dos dinossauros é a semelhança nos pulmões”, disse Ruben. “No entanto, os dinossauros terópodes tinham um fémur móvel e desde logo, não poderia ter um pulmão que funcionava tal como o das áves. A sua bolsa de ar abdominal, se é que tinham alguma, teria entrado em colapso. Isso mina por completo um peça-chave das evidências em favor da ligação dinossauro-áve. (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).)

Ave_Joelho_Pulmao2No seu artigo técnico para o Journal of Morphology, Quick e Ruben disponibilizam uma explicação mais detalhada da forma como os dinossaurs terópodes eram diferentes das áves desta forma tão importante:

Os terópodes examinados neste estudo uniformemente tinham a falta dos especializados traços esternais e costais das áves modernas (Hillenius e Ruben, 2004a). Os terópodes exibiram também um espaço transversal pélvico significativamente inferior com o qual teriam acomodado as bolsas de ar semelhantes em desenvolvimento às que se encontram nas áves modernas.

Para além disso, a profunda e verticalmente direccionada parede lateral do corpo dos terópodes não tinha apoio esquelético lateral para as bolsas de ar caudalmente posicionadas (isto é, abdominais): a caixa torácica “lombar” era reduzida e o fémur que oscilava livremente quase de certeza não poderia ter contribuído para uma parede lateral abdominal rígida (ver Fig. 5). Mais principalmente, a gastralia (“costelas de barriga” imbricadas e delgadas Fig. 5) não se articulam de maneira sólida com os outros elementos ósseos e nem investem de forma significativa a parede lateral do corpo (Claessens, 2004b).

Logo, a ausência duma caixa torácica ao estilo das que as áves têm, a falta de espaço para acomodar, na cavidade corporal caudal, bolsas de ar abdominais totalmente do tamanho das aviárias, ou mecanismos esqueléticos para se resistir ao seu colapso paradóxico, é muito pouco provável que os terópodes tivessem possuído bolsas de ar abdominais aviárias totalmente funcionais. (Devon E. Quick and John A. Ruben, “Cardio-Pulmonary Anatomy in Theropod Dinosaurs: Implications From Extant Archosaurs,” Journal of Morphology (2009).)

Quick e Ruben avançam também com um potente contra-argumento ao argumento de que os terópodes eram ancestrais das áves porque os terópodes têm pneumatização pós-cranial, isto é, cavidades de ar nos seus corpos:

Foi alegado previamente que a peneumatização pós-cranial assinala a existência de bolsas de ar funcionais nos terópodes. Supostamente, estas bolsas de ar poderiam ter sido ventiladas através de caixa toráxicas essencialmente não-modificadas, com uma gastralia bem desenvolvida ou processos uncinados ou um combinação de ambos (Carrier and Farmer, 2000a; O’Connor and Claessens, 2005; Tickle et al., 2007; Codd et al., 2008).

No entanto. existem vários motivos para se colocarem em causa estes argumentos. A pneumatização esquelética encontra-se bem documentada nos pterossauros, saurópodes, algumas áves antigas, numerosos terópodes e possivelmente nos archosauriforms Erythrosuchus e Effigia do Triássico (Nesbitt e Norell, 2006; O’Connor, 2006).

Dada tal variedade de distribuição filogenética, a pneumatização pós-cranial é muito provavelmente plesiomórfica para os Ornithodira (áves, dinossauros e pterossauros) e possivelmente tão antiga como arcossauros basais (O’Connor, 2006)….

A interpretação da pneumatização como um indicador seguro da presença dum sistema de bolsa de ar ao estilo aviário totalmente operacional ignora a ampla distribuição das bolsas de ar posteriores, não-vascularizadas, em muitos répteis vivos e pressões selectivas inquestionáveis em favor duma redução da massa esquelética.

Para além disso, e tal como discutido previamente, a reconstrução dos terópodes com a moderna anatomia e funcionalidade da bolsa de ar do pulmão aviário ignora a ausência da requisita morfologia esqueletal necessária para a sua ventilação nas suas formas modernas. (Devon E. Quick and John A. Ruben, “Cardio-Pulmonary Anatomy in Theropod Dinosaurs: Implications From Extant Archosaurs,” Journal of Morphology (2009).)

Os autores concluem que “existem poucos dados em favor destes terem sido sistemas pulmonares aviários com bolsas de ar nos terópodes ou que estes dinossauros necessariamente possuíam uma estrutura cardiovascular significativamente distinta da estrutura dos crocodilianos.

Claro que há muitos tempo que os cépticos de Darwin haviam notado que existem distinções morfológicas-chave entre as áves e os dinossauros terópodes – distinções essas que colocam em causa as alegações em favor duma ligação evolutiva. Outra recente revisão extensa da hipótese padrão de que as áves evoluíram de dinossauros terópodes da clade maniraptora (que tem o nome de hipótese “BMT”) não encontrou “diferença estatística [na análise baseada na cladística] entre a hipótese de que as áves eram uma clade, aninhada dentro da Maniraptora, e a hipótese de que as clades principais da Maniraptora eram, na realidade, radições voadoras e não-voadoras dentro da clade delimitada pelo Archaeopteryx e pelas áves modernas.” (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,”Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Dito de outra forma, os testes estatísticos revelam que, quando comparados com a hipótese BMT, é igualmente tão provável que os dinossauros terópodes maniraptorianos não tenham sido os ancestrais das áves, mas que tenham sido, na realidade, descendentes das áves, e nada mais tenham sido que áves secundárias sem a capacidade de vôo (Tal ponto de vista é partilhado por uma variadade de peritos.)

Este ponto de vista alternativo é tornado ainda mais convincente quando se leva em consideração uma admissão por parte do zoólogo John Ruben na nota de imprensa da ScienceNews mencionada em cima. Ele salienta algo que muitos cépticos de Darwin haviam salientado no passado, nomeadamente, que os dinossauros terópodes da clade maniraptora não aparecem no sítio certo no registo fóssil de forma a que possam ser ancestrais das áves:

“Para começar, as áves são encontradas mais cedo no registo fóssil que os dinossauros dos quais elas supostamente descendem,” disse Ruben. “Este é um problema sério, e existem outras inconsistências nas teorias dino-para-áve.” (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).)

Portanto, se não vieram dos dinossauros terópodes, então como surgiram as áves? O artigo de James e de Pourtless reporta também que um número de análises cladísticas, que é um método de se compararem traços morfológicos normalmente usados para se estabelecer a hipótese “BMT” padrão, é igualmente possível que as áves sejam descendentes dum tipo totalmente diferente de répteis não-dinossauriano, talvez até uma forma crocodiliana, ou um outro tipo de répteis primitivos, o arcossauro ancestral:

Testes estatísticos adicionais revelaram que tanto as hipóteses “arcossauro ancestral” como a hipótese “crocodilomorfe” eram pelo menos tão bem fundamentadas como a hipótese BTM. Estes resultados revelam que o Terópoda, tal como se encontra constituído actualmente, pode não ser monofilético e que a abordagem verificacionista da literatura BMT pode estar a produzir estudos enganadores em relação à origem das áves.

A análise cladística e estatística do nosso mais recente conjunto de dados indicam que várias previsões derivadas da hipótese BMT não são suportadas, e que as alternativas à BMT são igualmente viáveis. Ao todo, três hipóteses para a origem das áves – a BMT, a hipótese do arcossauro ancestral, e a hipótese do crocodilomorfo – são as mais compatíveis com as evidências actuais. (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,” Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Dito de outra forma, o argumento cladístico que foi usado para confirmar a hipótese BMT, tem ele mesmo sido explodido de dentro para fora. James e Pourtless revelam que há dados morfológicos suficientes que contradizem a hipótese BMT padrão, ao mesmo tempo que as outras hipóteses alternativas são, pelo menos compatíveis com os dados.

Mas estas hipóteses alternativas também têm os seus problemas, e um dos problemas que se encontra em oposição a estas hipóteses alternativas não é que as áves aparecem antes dos alegados ancestrais (o mesmo problema com a hipótese BMT padrão), mas sim que qualquer quase remotamente qualificado como possível ancestral aparece muitas dezenas de milhões de anos (isto é, 70 milhões de anos) antes das áves, e sem qualquer tipo de fóssil a documentar a evolução da primeira inquestionável áve, o Archaeopteryx. Escusdo será dizer isto, mas muitos evolucionistas não gostam deste hipótese porque a mesma lhes deixa com um desconfortável fosse [geológico].

O ponto a reter é que todas as várias teorias que defendem que as áves evoluíram dos répteis enfrentam problemas graves.

“As teorias antigas têm morte lenta”

O que é mais interessante em torno destes artigos e notas de imprensa é a forma como eles deixam bem claro o quão fechada tem sido a comunidade científica Darwiniana mainstream perante os desafios à hipótese dinossauros para áves. A nota de imprensa da ScienceDaily diz:

CensuraOs pesquisadores da OSU disseram que estas conclusões estão associadas a outras evidências em evolução que podem finalmente forçar muitos paleontólogos a reconsiderar a sua crença de longa data de que as áves modernas são descendentes directas dos antigos dinossauros carnívoros. As pesquisas da OSU à biologia e à fisiologia das áves foi das primeiras na nação a começar a colocar em dúvida a ligação entre os dinossauros e as áves. a partir dos anos 90. Outras descobertas foram entretanto feitas – na OSU e noutras instituições – que também levantam dúvidas.

Mas Ruben disse que as teorias antigas têm dificuldade em morrer, especialmente quando se fala duma das mais distintas e romantizadas espécies animais na história do mundo. “Francamente, há muita política dentro dos museus em redor a este assunto, muitas carreiras profissionais dedicadas a um ponto de vista particular, mesmo se as evidências científicas levantem dúvidas,” disse Ruben. “Em algumas exposições de museu, disse ele, a teoria evolutiva áves-descendem-de-dinossauros tem sido largamente caracterizada como um facto, com um pequeno asterisco bem pequenino a dizer ‘nem todos os cientistas concordam'”. (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).

Semelhantemente, o artigo de James e de Pourtless para o Ornithological Monographs declara frontalmente que quando se fala na hipótese do dinossauro-terópode-para-áve, “As críticas têm sido normalmente rejeitadas, normalmente com o comentário de que nenhuma alternativa mais parcimoniosa foi apresentada, usando a metodologia cladística,” declarando mais ainda que “incertezas em torno da hipótese de que as áves são terópodes maniraptorianos não estão a receber atenção suficiente.”  A sua conclusão é um aviso importante em torno da falta de escrutínio da hipótese BMT, o que levou a uma aceitação injustificável dessa visão:

Nós tínhamos dois objectivos: avaliar se a hipótese BMT se encontra tão sólida como tem sido alegado, e avaliar hipóteses alternativas para a origem das áves dentro dum enquadramento filogenético. Concluímos que, devido à circularidade na construção das matrizes, da amostragem inadequada, da insuficiente aplicação rigorosa dos métodos cladísticos, e uma abordagem verificacionista, a hipótese BMT não tem sido suficientemente sujeita a tentativas rigorosas de refutação, e a literatura não disponibiliza o alegado apoio sobrepujante.

A nossa análise e os dados independentes indicam que duas alternativas à hipótese GMT são tão prováveis como a BMT e são potencialmente suportadas por dados osteológicos específicos. Estas alternativas são a hipótese do arcossauro ancestra, avançando com um relacionamento de grupo-irmão entre Longisquama e Aves, e a variante da hipótese crocodiloforme. Ambas as hipóteses incluem a proposição de que as alguns maniraptorianos são, na verdade, áves mais derivadas que o Archaeopteryx. (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,” Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Estas análise não só levantam motivos suficientes para se duvidar da hipótese dinossauro terópode maniraptorano-para-áve(“BMT”), como revelam que há desconforto suficiente dentro da comunidade científica Darwiniana em torno da forma como as vozes dissidentes da hipótese BMT não estão a ser ouvidas.

http://bit.ly/1yOGGu6

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Claro que para nós Cristãos o facto 1) da versão oficial da evolução da áves estar a ser colocada em causa pelos próprios evolucionistas e 2) das vozes dissidentes estarem a ser minimizadas, não pode ser surpresa alguma. Uma vez que as áves não evoluíram de nenhum animal, seria de esperar que as versões evolutivas avançadas estejam repletas de problemas científicos sérios. E precisamente isso mesmo que acontece.

E uma vez que a teoria da evolução é uma teoria religiosa que não aceita críticas, é normal que os cientistas evolucionistas se sintam ignorados quando levantam problemas em relação a certos aspectos da versão oficial.

A censura e omissão de dados não são formas válidas de se fazer ciência, mas é precisamente dessa forma que a evolução peixes-para-pescadores se mantém como a “verdade estabelecida” na nossa cultura.

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O sistema de visão da lagosta refuta o gradualismo evolutivo?

Por Adnan Oktarh

Lagosta_2Existem vários tipos de olhos na natureza. Nós estamos habituados ao olhos-tipo-câmara encontrados nos vertebrados. Esta estrutura opera segundo princípios de  refracção da luz que cai sobre as lentes e é focada num ponto por trás da lente no interior dos olhos. No entanto, os olhos encontrados noutras criaturas operam segundo métodos distintos.

A lagosta, por exemplo opera segundo princípios de reflexão e não segundo princípios de refracção. A característica mais espantosa dos olhos da lagosta é a sua superfície, que é composta por inúmeros quadrados que se encontram posicionados de forma perfeita.

O olho da lagosta exibe uma geometria espantosa, não encontrada em nenhuma outra parte da natureza; os seus olhos têm pequenas facetas que são perfeitamente quadradas, o que “parece um papel milimetrado perfeito.” (2)

Estes quadrados muito bem organizados são na realidade a parte final de pequenos tubos quadrado que formam uma estrutura parecida com um favo de mel. À primeira vista, o favo de mel parece ter sido feito de hexágonos, embora estes sejam na realidade a parte frontal dos prismas hexagonais. Nos olhos da lagosta, temos quadrados no lugar dos hexágonos.

Mais intrigante são os lados de cada um destes tubos de quadrado que são como espelhos que reflectem a luz recebida. Este luz reflectida é focada de modo perfeito para a retina. Os lados dos tubos dentro do olhos encontram-se interpostos num ângulo tão perfeito que todos eles se focam num ponto único. (3)

A natureza extraordinária do design deste sistema é claramente indisputável. Todos estes perfeitos tubos quadrados têm uma camada que opera tal como um espelho. Para além disso, cada uma destas células encontra-se localizada através de alinhamentos geométricos precisos de modo a que todas elas foquem a luz num único ponto.

É por demais óbvio que o design dos olhos da lagosta são uma dificuldade extrema para a teoria da evolução. Mais importante ainda, eles exemplificam o conceito da “complexidade irredutível”. Se apenas um dos traços – tais como as facetas do olho, que são quadrados perfeitos, os lados espelhados de cada unidade, ou a camada de retina na parte anterior – fossem eliminados, os olhos nunca poderiam funcionar. Logo, é impossível manter que o olho evoluiu passo-a-passo [gradualmente].

É cientificamente injustificável alegar que um design tão perfeito como este tenha surgido de forma não-intencional. É bastante claro que o olho da lagosta foi criado como um sistema milagroso.

É possível encontrar mais traços no olho da lagosta que anulam a alegação dos evolucionistas. Um facto interessante emerge quando olhamos para criaturas com olhos estruturas oculares semelhantes. O olho reflexor, de qual o olho da lagosta é foi um exemplo, encontra-se em apenas um grupo de crustáceos, os assim-chamados  decápodes de corpo longo. Esta família inclui as lagostas, os camarões e os camarões.

Os outros membros da classe crustácea revelam a “estrutura de olho do tipo refractor”, que opera segundo princípios completamente diferentes dos princípios dos olhos reflexores. Aqui, o olho é feito de centenas de células parecidas com uma colmeia. Ao contrário das células quadradas presentes no olho da lagosta, estas células ou são hexagonais ou arredondadas. Mais ainda, em vez de reflectir a luz, as pequenas lentes refractam a luz para o foco sobre a retina.

A maior parte dos crustáceos têm uma estrutura ocular com olho refractor. Pelo contrário, só um grupo de crustáceos, nomeadamente, os decápodes com corpo alongado, têm olhos reflexivos. Segundo a suposições evolutivas, todas as criaturas que se encontram dentro da classe Crustacea deveriam ter evoluído do mesmo ancestral. Logo, os evolucionistas alegam que o olho reflector deve ter evoluído dum olho refractor, que é muito mais comum entre os crustacea e com um design muito mais simples.

No entanto, tal transição é impossível porque ambas as estruturas oculares funcionam de modo perfeito dentro dos respectivos sistemas e não deixam qualquer tipo de espaço para uma fase “transicional”. Um crustáceo ficaria cego e seria eliminado pela selecção natural se a lente refractora no seu olho fosse diminuído e substituído pelas espelhadas superfícies reflectoras.

Consequentemente, é seguro afirmar que ambas estas estruturas oculares foram arquitectadas e criadas independentemente. Há uma geometria tão precisa e soberba em ambos estes olhos que entreter a possibilidade de “coincidências” é pura e simplesmente ridículo.

Tal como os outros milagres da criação, o olho da lagosta é um testemunho aberto ao ilimitado poder do Criador para criar de modo perfeito. Isto nada mais é que um testemunho do ilimitado conhecimento, sabedoria, e poder. E nós podemos encontrar tais milagres independentemente do que estudemos dentro do mundo da criação.

http://bit.ly/1HMHYrp

Olhos_de_LagostaNotas:
1. Charles Darwin, The Origin of Species, 6th Edition, New York: Macmillan Publishing Co., 1927, P. 179
2. J.R.P. Angel, “Lobster Eyes as X-Ray Telescopes”, Astrophysical Journal, 1979, 233:364-373, Cited in Michael Denton, Nature’s Destiny, The Free Press, 1998, P. 354
3. Michael F. Land, “Superposition Images are Formed By Reflection in The Eyes of Some Oceanic Decapod Crustacea”, Nature, 28 October 1976, Volume 263, Pages 764-765.
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Como evoluir um dinossauro para um pássaro.

Por John D. Morris, Ph.D.

“Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. “ Mateus 7:18

Os evolucionistas têm despendido um esforço enorme tentando estabelecer que a áves evoluíram de dinossauros. Existem algumas semelhanças esqueléticas – o que os encoraja a minimizar as diferenças e a propagar qualquer tipo de evidência possível (tais como evidências de penas nos dinossauros terópode) que os leva a crer que as duas classes se encontram relacionadas.

Hoje sabemos que há alguns que recorrem até à fraude como forma de tentar estabelecer uma linhagem. Cabe a nós dar um passo atrás e olhar para as coisas de forma mais apurada. Quais são as transformações estruturais e fisiológicas que têm que ocorrer como forma dum ser gradualmente modificado para o outro? A pequena lista resumida que se segue são pode-nos dar algumas pistas.

Asa* Asas: Os evolucionistas afirmam que os ancestrais das áves caminhavam sobre as suas patas traseiras. Os seus diminuídos patas dianteiras tinham dígitos parecidos com os da mão, mas tendo só os dígitos 1, 2 e 3. Os membros anteriores das áves são compostos pelos dígitos 2, 3 e 4. Hoje em dia, a maior parte dos evolucionistas afirma que os terópodes terrestres aprenderam a correr de forma rápida e a saltar como forma de capturar os insectos e, eventualmente, usaram os braços com escamas desgastadas para voar. Mas o vôo exige penas intertravadas e totalmente formadas e ossos ocos – para não falar nos músculos de vôo e esterno quilhado como forma de ancorar os músculos.

* Penas: As penas não são de maneira alguma semelhantes às escamas. Mesmo se as escamas tivessem ficado desgastadas, elas não seriam intertravadas e impenetráveis para o vôo como o são as penas. Na verdade, as penas são mais semelhantes aos folículos pilosos do que às escamas. Será possível que tal design preciso poderia ter surgido através duma mutação aleatória? Em todas as descobertas recentes de fósseis de dinossauro com “penas”, as “penas” foram meramente inferidas. O que se encontra na verdade presente é melhor descrito como filamentos finos que se originam debaixo da pele.

Ossos_Ave* Ossos: As áves têm ossos delicados e ocos como forma de os tornar mais leves enquanto que os dinossauros têm ossos sólidos. A localização e o design dos ossos das áves pode ser análogo aos dos dinossauros, mas eles são, na verdade, bastante diferentes, Por exemplo, a pesada cauda dos dinossauros (necessária para equilibrar as duas pernas) é proibitiva para qualquer vôo possível. Para além disso, os terópodes eram dinossauros com “quadril de lagarto”, e não com “quadril de áve” como seria de esperar para os ancestrais das áves.

* Sangue quente: As áves são criaturas com sangue quente e com um metabolismo e com uma exigência de nutrição excepcionalmente elevadas. Embora o metabolismo dos dinossauros ainda seja um ponto de debate, todos os répteis modernos têm sangue frio e com um estilo de vida mais letárgico.

* Pulmões: As áves são únicas entre os vertebrados terrestres [em oposição aos marinhos]visto que elas não inspiram e expiram o ar. O ar flui continuamente num loop unidireccional como forma de suportar o seu elevado metabolismo. A respiração reptiliana é totalmente diferente, mais parecida com a dos mamíferos.

Pulmao_Ave* Outros órgãos: As partes macias das áves e dos dinossauros, para além dos pulmões, são totalmente diferentes. Um dinossauro recém “mumificado”, com a partes macias fossilizadas, provou ser mais parecido com um crocodilo e não de forma alguma como uma áve.

Logo, a transição dinossauro-para-áve encontra-se bloqueada por imensos obstáculos, e estes obstáculos não se resumem à aquisição de penas. E as coisas só ficam piores, visto que, para que fazer a transição, a maior parte – se não todas –  as características têm que ser adquiridas ao mesmo tempo. Todas elas têm que estar presentes visto que doutra forma elas não têm qualquer propósito válido.

Conclusão: As histórias evolutivas não estão de acordo com os factos.

http://goo.gl/ymsr9D

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É a teoria da evolução uma religião?

Por Dr Tommy Mitchell e Monty White

Estamos certos que muitas pessoas irão achar estranho a pergunta que serve de título a este capítulo.  Certamente que a evolução centra-se na origem e no desenvolvimento das formas de vida na Terra; de que forma é que isso estão relacionado com a religião? A evolução é ciência, certo? E é-nos dito que a ciência tem que estar à parte da religião – pelo menos nas salas de aulas! Bem, vejamos se teoria da evolução cumpre os requisitos de ciência genuína e não duma crença religiosa. Para apuramos isso, temos que definir alguns termos.

O que é a ciência?

Ciencia_MicroOs criacionistas são frequentemente acusados de serem “anti-científicos” ou pseudo-científicos, a mesmo tempo que aqueles que promovem a teoria da evolução assumem o manto de “cientistas de verdade”. Mas o que é a ciência? Segundo o American Heritage Dictionary, a ciência é a “observação, identificação, descrição, investigação experimental, e explicação teórica dum fenómeno.” (1) Ou, dito duma forma mais simples, a ciência envolve observar coisas do mundo real e tentar explicar a forma como elas funcionam. A palavra chave aqui é observação.

Os criacionistas acreditam na genuína “ciência observacional”, às vezes chamada de “ciência operacional”. Todos os dias disfrutamos dos benefícios da ciência observacional. Quer seja a voar num avião, ver uma doença curada pelas maravilhas da ciência moderna, ou a escrever este livro num portátil d era especial, nós estamos a ser beneficiados com a tecnologia que aplica a genuína ciência observacional. segundo as necessidades do mundo real. Estes triunfos da ciência existem no presente e podem, portanto, sujeitas à examinação e investigação.

Outro tipo de ciência é conhecida como “ciência histórica”, por vezes chamada de “ciência das origens”. A ciência histórica é aquela onde se usam os métodos da ciência no presente para determinar o que ocorreu  no passado. Uma vez que o mundo físico existe no presente, todas as evidências que o cientista tem à sua disposição para examinar o mundo físico também existem no presente.

O cientista não tem forma de examinar o passado directamente, e como tal, ele tem que fazer suposições como forma de chegar a uma conclusão. No entanto, as suposições não são provadas, e são, normalmente, de crenças com comprovação impossível. As suposições são poucos mais que palpites não-testáveis.

As coisas que aconteceram no passado são isso mesmo, passado. Essas coisa não podem ser observadas ou testadas no presente. Elas não podem ser duplicadas ou verificadas no presente. Então, pode-se perguntar, como é que sabemos tanto sobre o passado?

Entendendo o passado.

Talvez um exemplo disponibilizado aqui pode ajudar a ilustrar este ponto. Se fossemos perguntar a uma sala cheia de pessoas, “Por acaso vocês são de opinião de que George Washington existiu?” qual é a resposta mais provável? Todos diriam que sim, que ele havia existido. No entanto, se seguidamente perguntássemos, “Alguém me pode dar alguma evidência da sua existência, isto é, através de algum processo experimental?” as respostas comuns seriam “Testem o ADN dele” ou “Desenterrem os seus ossos”.

Mas na verdade, estes métodos não funcionam. Antes de mais, o teste de ADN só iria funcionar se já tivéssemos uma amostra do seu ADN como forma de usá-la para comparação. Se por acaso desenterrássemos os seus ossos, não seria possível mesmo assim provar que esses ossos eram dele. Como forma de chegarmos a algumas conclusões, teríamos que fazer algumas suposições com base em coisas que nós nunca seríamos capazes de testar.

Então, se não há método científico capaz de provar que ele vivei, como é que sabemos da sua existência? Fácil. Temos documentação histórica suficiente sobre a sua vida. Estes documentos foram tidos como válidos pelas pessoas que viveram nos dias dele, e como tal, são indisputáveis. Logo, temos evidências fiáveis de que ele realmente andou na Terra. (…)

De que forma é que isto está relacionado com a evolução?

A evolução moléculas-para-homem baseia-se na premissa de que, através das mutações e da selecção natural, os organismos têm, durante os últimos 3 mil milhões de anos (mais ou menos), ficado mais complexos. Estes organismos têm, entretanto, progredido e passado a ser uma vasta gama de criaturas até que, por fim, o ser humano chegou.

Quando se pergunta se alguém algum vez viu um tipo de criatura a passar a ser outra, a resposta é sempre não. Confrontados com isto, os evolucionistas normalmente respondem que isso acontece demasiado lentamente para ser observado. A alegação é que estes processos dolorosamente lentos precisam de milhões de anos para ocorrer. Pois bem, se os processos são demasiado lentos para serem observados, como é que sabemos que eles ocorreram?

Afinal, ninguém estava lá para observar todos estes organismos a mudar lentamente para formas mais complexas. Para além disso, não há forma de testar ou repetir o que aconteceu no passado hoje. Qualquer conclusão em torno das coisas que não são testáveis no presente têm que se basear em suposições impossíveis de serem provadas relativas ao passado não-testável.

Ernst Mayr, que é considerado por muitos, um dos evolucionistas mais influentes do século 20, colocou as coisas desta forma:

Ernst_MayrA biologia evolutiva, ao contrário da física e da química, é uma ciência histórica – o evolucionista tenta explicar os eventos e os processos que já ocorreram. As leis e as experiências são técnicas inadequadas para se explicar tais eventos e processos.

Em vez disso, constrói-se uma narrativa histórica, consistindo numa reconstrução tentativa duma cenário particular que levou aos eventos que estamos a tentar explicar. (2)

Ele prossegue, concluindo de forma surpreendente:

Nenhuma pessoa educada questiona ainda a validade da assim-chamada teoria da evolução, que nós hoje sabemos ser um facto simples. (2)

As assim-chamadas evidências em favor da evolução

O que há de tão óbvio no nosso mundo que leva Mayr a chamar a evolução goo-to-you* “um facto simples”, que segundo ele nenhuma pessoa educada colocaria em questão? Existem muitas supostas evidências em favor da teoria da evolução. Iremos agora considerar dois destes supostos exemplos e iremos examiná-las à luz da ciência observacional, e não histórica,

Os evolucionistas dizem com frequência que a teoria da evolução não nada a ver com a origem da vida. Eles alegam que a evolução só lida com tópicos centrados nas mudanças nos organismos que ocorrem com o passar do tempo. Eles insistem que a vida progrediu através de mecanismos puramente naturais, sem qualquer tipo de intervenção sobrenatural. No entanto, se eles defendem que a vida progrediu puramente através de mecanismos naturalistas, eles têm que delinear um processo natural através do qual a vida surgiu.

Uma das supostas evidências em favor da teoria da evolução é a alegação de que a vida surgiu espontaneamente nos vastos oceanos da Terra há aproximadamente 3 mil milhões de anos atrás. Os livros escolares, as revistas e os documentários televisivos bombardeiam-nos constantemente com este assim-chamado “facto”. Mas quais são as evidencias existentes da evolução da vida a partir de moléculas sem vida? Não há nenhuma!

Não existe método algum que possa determinar como era a “antiga atmosfera” da Terra, e nem a composição dos oceanos durante essa altura. (4) Ninguém estava por lá para testar ou examinar o ambiente. Ninguém pode dizer com certeza qual era a composição química dos oceanos primordiais. Devido a isto, como é que pode ser alegado que as proteínas simples e os ácidos nucleicos surgiram espontaneamente?

Tendo como base o nosso conhecimento destas moléculas usando a ciência observacional no presente, é difícil imaginar estes processos a acontecerem através de processos naturais. Nenhuma observação científica demonstrou como é que estas moléculas complexas poderiam ter surgido espontaneamente, muito menos evoluir simultaneamente e construírem-se a elas duma forma que lhes permitisse ganhar vida. Uma evolucionista proeminente, Leslie Orgel, salienta:

E como tal, à primeira vista, pode-se ter que concluir que a vida nunca poderia, de facto, ter-se originado através processos químicos.(5)

Registo fóssil

Uma das evidências primárias usadas em favor da teoria da evolução é o registo fóssil. Há já muito tempo que os evolucionistas propuseram que os restos fósseis de organismos mortos – tanto plantas como animais encontrados nas camadas rochosas – provam que a vida evoluiu na Terra durante milhões de anos. Usado a ciência observacional de que forma é que é possível chegar a esta conclusão? Só temos os fósseis para examinar, e estes fosseis existem no presente.

Não há método que possa ser usado para determinar directamente o que aconteceu com estas criaturas – nem para determinar como morreram, nem de que forma foram enterrados nos sedimentos, e nem quanto tempo durou até eles fossilizarem. Embora seja possível criar uma história como forma de explicar o registo fóssil, esta história não está de acordo com o critério duma genuína investigação científica visto que uma história sobre o passado não pode ser cientificamente testada no presente.

O ponto de vista criacionista do registo fóssil chega a uma conclusão totalmente diferente da conclusão evolucionista. Para o criacionista, os fósseis que se encontram nas rochas são o resultado dum cataclismo global onde houve sedimentação maciça a enterrar rapidamente milhões e milhões de criaturas. Este evento catastrófico explica não só o registo fóssil, mas as próprias camada rochosas. (A deposição de sedimentos em camadas iria resultar da ordenação causada pelas turbulentas águas do Dilúvio e do pós-Dilúvio).

A Bíblia

Biblia_CienciaMas neste ponto, o criacionista tem evidências, e las encontram-se num Livro com o nome de Bíblia, que alega ser a Palavra de Deus. Neste Livro está registado o que Deus e quando foi que Ele o fez. Na Bíblia ficamos a saber como foi que as coisas surgiram – Deus criou-as. A Bíblia ajuda-nos a entender o registo fóssil – a maior parte dele sendo o resultado do dilúvio global descrito em Génesis 6-8. Tal como os documentos históricos que confirmam a existência de George Washington, nós temos um Documento Histórico Fiável com o nome Bíblia para nos dar as respostas relativas às nossas origens e relativas ao nosso mundo.

De acordo com este ponto d vista, o evolucionista não tem qualquer tipo de documento histórico. Como suporte para o que acredita, ele depende das suas suposições em torno da ciência histórica. Aqui jaz o problema fundamento do propósito e do potencial da ciência. A investigação científica apropriada envolve a investigação dos processos que são observáveis, testáveis e duplicáveis. A origem e o desenvolvimento da vida na Terra não podem ser observados, testados e duplicados porque aconteceu no passado.

Dito isto, é a evolução ciência observável? Não; a evolução enquadra-se dentro da ciência histórica, sendo ela uma crença sobre o passado. Como é que o evolucionista pode acreditar nestas coisas sem qualquer tipo de prova científica rigorosa? A resposta é que, ele quer acreditar na teoria da evolução. Os evolucionistas são muito sinceros em relação às suas crenças, mas elas baseiam-se na sua visão de que o mundo originou-se por si mesmo, de processos totalmente naturais.

Há uma palavra para este sistema de crenças, e ele tem o nome de religião. A religião é “uma causa, princípio, ou um actividade levada a cabo com zelo ou  devoção consciente. (6) Deve ser levado em conta que a religião não envolve necessariamente o conceito de Deus. Talvez algumas observações por parte de evolucionistas de renome irão colocar a questão colocada como título do capítulo em perspectiva.

A teoria da evolução é uma religião.

O Dr Michael Ruse, do Departamento de Filosofia da Universidade de Guelph em Ontário (Canada), é um filósofo da ciência, particularmente das ciências evolutivas. Ele é o autor de vários livros sobre o Darwinismo e sobre a teoria da evolução, e num artigo escrito para o National Post ele disse: (7)

A evolução, tal como promovida pelos seus practicantes é mais do que mera ciência. A evolução é promulgada como uma ideologia, uma religião secular – uma alternativa completa ao Cristianismo, com propósito e moralidade. . . . A evolução é uma religião. Isto era verdade no princípio e é a verdade sobre a evolução hoje.

Esta é uma admissão incrível: o estudo da origem e do desenvolvimento das formas de vida na Terra não é “mera ciência” mas uma “religião secular”.

William-ProvineNo entanto, esta é também o ponto de vista de William Provine, o Professor de Ciência Biológica “Charles A. Alexander” no Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva na Universidade Cornell. Escrevendo no “Origins Research”, ele diz:

Deixem-me resumir o meu ponto de vista sobre o que a biologia evolutiva claramente nos diz. (8)

Seria de esperar que este importante professor de biologia nos dissesse que a biologia evolutiva moderna nos diz algo sobre a origem da vida, ou algo sobre a selecção natural, ou algo sobre a origem das espécies ou algo sobre a genética. Mas não! Segundo este importante biólogo evolutivo, a biologia evolutiva moderna claramente nos diz que:

Não existem deuses, não há propósito, não há qualquer tipo de força com um objectivo em vista. Não há vida depois da morte. Quando eu morrer, eu tenho a certeza absoluta que ficarei morto. Esse será o fim da minha vida. Não há qualquer fundamento definitivo para a ética, nenhum significado definitivo para a vida, e também não há livre arbítrio para os seres humanos. (8)

É óbvio que estes dois influentes biólogos acreditam que a teoria da evolução é uma religião – a religião ao ateísmo onde não há nenhum objectivo final, e onde a evolução reina suprema.

Religião do ateísmo

Escrevendo um artigo soberbo sobre a ascenção do fundamentalismo Darwiniano para o The Spectator, o jornalista Paul Johnson resume o sistema de crenças dos evolucionistas ateístas com grande perspicácia.

A natureza não distingue entre uma cadeia de montanhas, tal como os Alpes, ou uma pedra, ou um cientista inteligente como Richard Dawkins, porque ela [a natureza] não tem visão, sentido e mente, sendo nada mais que um processo a operar segundo regras que não foram criadas, mas apenas são. (9)

Embora Johnson tenha usada a palavra “natureza”, ele estava na verdade a falar da evolução. Com isto, o que ele queria dizer era processos aleatórios afinados pela selecção natural durante os éons de tempo. Segundo os evolucionistas, foi através deste processo que tudo foi criado. O “tudo” pode ser um objecto inanimado como uma cadeia de montanhas, ou podem ser criaturas incrivelmente complexas como tu e os autores deste livro.

A crença na evolução moléculas-para-homem pode e de facto causa a que pessoas se tornem ateístas, tal como admitido pelo conhecido ateu Dr. Richard Dawkins, o “Charles Simonyi Professor of the Public Understanding of Science” na Universidade de Oxford. Em resposta à questão “É o ateísmo uma extensão lógica de se acredita na teoria da evolução? Dawkins respondeu:

Os meus sentimentos pessoais são que entender a evolução levou-me ao ateísmo. (10)

Contrastando a evolução com o Cristianismo

A única religião verdadeira é o Cristianismo, e isto pode ser usado como modelo para explicar o que é uma religião. Uma religião irá, portanto, fornecer uma explicação para

* Um livro sagrado – O Cristianismo ensina que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que este Livro ensina-nos o que acreditar em relação a Deus e o que Deus exige de nós. O livro sagrado dos evolucionistas é o livro “A Origem das Espécies” de Darwin. O evolucionista acredita que este livro disponibiliza uma explicação para a origem e desenvolvimento da vida na Terra (11),  sem a necessidade de Deus algum ou agente sobrenatural.

* A origem de tudo – O Cristianismo ensina que no princípio Deus criou tudo (isto é, a totalidade do universo com todas as estrelas, planetas, plantas, animais e seres humanos) a partir do nada durante um período de seis dias literais. Em comparação, a evolução ensina que no princípio, nada explodiu e gradualmente evoluiu durante milhares de milhões de anos até ao universo que vemos hoje.

* A origem da morte e do sofrimento – O Cristianismo ensina que quando Deus criou todas as coisas, tudo era perfeito. Como consequência do pecado do primeiro homem, Adão, a morte, as doenças, e o sofrimento entraram em cena. A evolução não reconhece a palavra “pecado” mas ensina que a evolução peixe-para-pescador só pode avançar através da morte. Logo, a morte, a doença, e o sofrimento são as forças motoras necessárias da evolução; a partir deste conceito, obtivemos a frase “sobrevivência do mais apto”.

* O porquê dos seres humanos estarem aqui – O Cristianismo ensina que os seres humanos são o ponto mais elevado da criação de Deus, e eles foram criados à imagem e semelhança de Deus. Em contraste, a evolução ameba-para-arquitecto ensina que os seres humanos evoluíram dum ancestral com a aparência dum macaco, que por sua vez evoluiu dum outro tipo de animal.

* O futuro dos seres humanos – O Cristianismo ensina que um dia o Senhor Jesus Cristo irá regressar e irá criar novos céus e nova Terra para aqueles que confiaram NEle como o seu Senhor e Salvador nesta vida, e irão viver com Deus para sempre. Por sua vez, a evolução ensina que os seres humanos não são a finalidade da evolução; a evolução irá continuar depois dos seres humanos se extinguirem ou evoluírem para outra espécie de criatura que claramente não será humana.

* O futuro do universo – O Cristianismo ensina que o universo actual será queimado por Deus, e Ele irá criar novos céus e nova Terra. A evolução, por sua vez. ensina que um dia o universo irá atingir o que tem o nome de  morte térmica, porque a temperatura do universo será apenas uma fracção duma grau acima do zero absoluto. Isto irá acontecer quando tod a energia que se encontra disponível para se levar a caboa algum tipo de trabalho terá sido usado, e nada irá acontecer – o universo apena “será”.  O período de tempo que passará até que isto acontecça é quase inimaginável. Pensasse que durará mil milhares de milhões de anos para que todas as estrelas usem todo o combustível e “morram”. Obviamente que por essa altura não haverá vida alguma universo; todas as formas de vida, incluindo os seres humanos, já estarão extintos há milhares de milhões de anos  (….).

Evolução: uma religião atraente

À primeira vista, acreditar na teoria da evolução pode não parecer uma proposição atraente. No entanto, o que a torna atraente é que não há Deus a Quem prestar contas pelas nossas acções. Isto e confirmado pela citação que se segue dum ateu:

Já não nos sentimos como convidados em casa alheia e desde logo, obrigados a conformar o nosso comportamento segundo um conjunto de leis cósmicas pré-existentes. É criação nossa. Nós fazemos as leis. Nós estabelecemos os parâmetros da realidade. Nós criamos o mundo, e porque nós criamos o mundo, já não nos sentimos em dívida para com forças externas. Já não temos que justificar o nosso comportamento visto que nós somos os arquitectos do universo. Não somos responsáveis por mais nada que nós mesmos porque nosso é o reino, o poder e a glória para todo o sempre. (12)

HedonismPortanto, a evolução leva-nos para a conclusão de que podemos fazer o que nós bem entendermos. Podes viver a tua vida só para te agradares a ti mesmo. Muitas pessoas vivem uma vida assim; eles abandonaram a fé dos seus antepassados, e aceitaram as doutrinas da evolução e do ateísmo. Não é de admirar que vivamos numa sociedade hedonística do “eu, eu, eu” onde tudo o que se faz é tentar agradar e trazer mais prazer à própria pessoa.

Isto é mais do que “ambição egoísta”; é algo totalmente decadente e é o contrário do que o Cristianismo ensina sobre quais devem ser as nossas ambições – a principal  dleas todas é glorificar a Deus e desfrutar DEle (e não de nós mesmos) para sempre.

http://bit.ly/1El1hrL

Referências:
1. The American Heritage Dictionary of the English Language, 1996, s.v. “Science.”
2. Ernst Mayr, “Darwin’s Influence on Modern Thought,” Scientific American, July 2000, p. 80, 83.
3. For the sake of this discussion, we will not consider the proposal made by some who claim that primitive life was brought to earth by aliens in the distant past.
4. The authors accept the biblical view of history, not the millions-of-years view. They do not accept the evolutionary time scale; this is presented here merely for the sake of this discussion.
5. Leslie E. Orgel, “The Origin of Life on Earth,” Scientific American, October 1994, p. 78.
The American Heritage Dictionary of the English Language. 1996, s.v., “Religion.”
7. Michael Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians,” National Post, May 13, 2000, p. B-3.
8. William B Provine, Origins Research 16, no. 1 (1994): 9.
9. Paul Johnson, “Where the Darwinian Fundamentalists Are Leading Us,” The Spectator, April 23, 2005, p. 32.
10. Laura Sheahen and Dr. Richard Dawkins, “The Problem with God: Interview with Richard Dawkins,” http://www.beliefnet.com/story/178/story_17889.html.
11. I (MW) once knew a professor of biology who told me that he believed that Darwin’s writings were inspired and that he read from the Origin of Species for at least 20 minutes every night before retiring to bed!
12. Jeremy Rifkin, Algeny (New York: Viking Press, 1983), p. 244.
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Será que Darwin estava errado em relação “luta pela sobrevivência”?

Por Harun Yahya

Thomas_MalthusA suposição essencial da teoria da selecção natural é que, na natureza, existe uma luta acesa para a sobrevivência, e que todos os seres vivos preocupam-se só com eles mesmos. Por altura em que Darwin propôs a sua teoria, as ideias de Thomas Malthus, o economista Britânico, foram influências importantes nele.

Malthus defendia que os seres humanos se encontravam numa inevitável e constante luta para a sobrevivência, fundamentando os seus pontos de vista no facto das populações, e desde logo a necessidade de fontes alimentares, aumentarem geometricamente, enquanto que as próprias fontes alimentares aumentam aritmetricamente.

A consequência é que a dimensão da população é inevitavelmente controlada por factores que se encontram no meio ambiente, tais como a fome e a doença. Darwin adaptou a visão de Malthus duma feroz luta para sobrevivência entre os seres humanos para a natureza no geral, e alegou que a “selecção natural” é uma consequência desta luta. No entanto, pesquisas levadas a cabo revelam que não há nenhuma luta pela vida na natura, tal como Darwin a propôs.

Como consequência de extensivas pesquisas nos grupos de animais, levadas a cabo nos anos 60 e 70, V. C. Wynne-Edwards, zoólogo Britânico, concluiu que as formas de vida equilibram a sua população duma forma interessante, o que previne concorrência pela comida. Os grupos de animais simplesmente geriam a sua população com base nas fontes alimentares presentes.

As populações eram reguladas não por eliminação dos mais fracos através de epidemias ou fome, mas sim por mecanismos de controle instintivos. Dito de outra forma, os animais controlavam o seu número não através da competição, tal como sugeriu Darwin, mas através da limitação da reprodução. (8)

Até as plantas exibiram exemplos de controle populacional, que invalidou a sugestão de Darwin da selecção como meio de competição. As observações do botânico A. D. Bradshaw indicaram que dutante a reprodução, as plantas comportavam-se segundo a “densidade” da plantação, e limitavam a sua reprodução se por acaso a área se encontrava altamente populada com plantas. (9)

Por outro lado, exemplos de sacrifícios observados nos animais tais como formigas e abelhas exibiam um modelo totalmente oposto à luta pela sobrevivência Darwiniana. em anos recentes, algumas pesquisas revelaram situações de auto-sacrifício até nas bactérias.

Estas formas de vida, sem cérebro ou sistema nervoso, totalmente vazios de qualquer capacidade de pensamento, matam-se a elas mesmas como forma de salvar outras bactérias quando elas são invadidas por vírus. (10)

Certamente que estes exemplos invalidam a suposição básica da selecção natural – duma luta absoluta para a sobrevivência. É verdade que há competição na natureza, mas também existem modelos de auto-sacrifício e de solidariedade.

http://goo.gl/PqI4Ii

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Se Darwin disse que a luta pela sobrevivência é absoluta, então basta encontrar um só exemplo para refutar esta crença. Como nós temos vários exemplos disso, a suposição evolutiva está cientificamente refutada. Claro que isto não mudará a forma de pensar dos evolucionistas visto que a evolução è imune às evidências científicas (mais ou menos como a astrologia).

8.. V. C. Wynne-Edwards, “Self Regulating Systems in Populations of Animals, Science, vol. 147, 26 March 1965, pp. 1543-1548; V. C. Wynne-Edwards, Evolution Through Group Selection, London, 1986.
9  A. D. Bradshaw, “Evolutionary significance of phenotypic plasticity in plants,” Advances in Genetics, vol. 13, pp. 115-155; cited in Lee Spetner, Not By Chance!: Shattering the Modern Theory of Evolution, The Judaica Press, Inc., New York, 1997, pp. 16-17.
10. Andy Coghlan “Suicide Squad”, New Scientist, 10 July 1999.
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O mosaico de Palestrina mostra humanos interagir com dinossauros

Por Raymond Towers

As OOPARTS, para aqueles que não sabem, são as Out Of Place Artifacts, isto é, evidências de que a história do planeta Terra não é aquela que os arqueólogos da corrente principal nos estão a contar.

De muitas maneiras, a arqueologia mainstream é controlada por um grupo de pessoas de mente fechada, que gostam de mandar e desmandar sobre o resto de nós com o seu suposto conhecimento, e que também gostam varrer para longe as coisas que eles não conseguem explicar, ou, como o Smithsonian supostamente fez no passado, lançar as coisas para o meio do Atlântico.

Para além disso, eles são intelectuais pobres de espírito que defenderão de forma firme as conclusões que estão de acordo com o paradigma nem que tenham que descarrilar e arruinar carreiras profissionais. A Mary Leakey deu-nos lixo quando, tal como muitos outros paleontólogos, nos tentou convencer de que havíamos evoluído de macacos primitivos. Isto é falso. (….)

A Wikipedia diz:

O Mosaico Nilótico da Palestrina é um mosaico do período tardio Helenístico descrevendo o Nilo na sua passagem da Etiópia até ao Mediterrâneo. O mosaico fazia parte dum gruta-santuário Clássica na Palestrina (Itália). Ela tem 5,85 metros de largura e uma altura de 4,31 metros.

A Wikipedia faz um grande desserviço visto que nos desorienta ao mencionar vagamente os “animais do Nilo”, e ao alegar que o mosaico é “escapista” e “fantástico”. O artigo recusa-se a reconhecer o tipo de animais que são exibidos – de pé e a fazer gestos ameaçadores aos humanos que os estão a caçar, ou então passivos como se estivessem num bestiário. Entre estas criaturas encontram-se animais que há muito foram classificados de “extintos”, e, claro, dinossauros.

Eis aqui para o mosaico inteiro, que pode ser aumentado e analisado à vontade. Eis aqui uma pequena porção do mosaico, mostrando detalhes da secção direita inferior.

Mosaico_da_Palestrina

O mosaico encontra-se repleto de anomalias zoológicas, mas eu só vou salientar algumas. No canto superior esquerdo encontra-se uma cobra gigante enrolada verticalmente. Na ponta direita estão três guerreiros Etíopes com escudos. Um pouco acima deles está um lagarto enorme. Por cima dele está um cão gigante, e ainda por cima dele está uma criatura com braços longos que parece estar numa postura sentada.

Mais à esquerda destes guerreiros está um animal que parece ser um cruzamento entre um cavalo e um antílope. À esquerda deste cavalo, e por baixo dum leão macho, está o que algumas pessoas deram o nome de iguanadon.

Note-se como algumas das criaturas estão caracterizadas como tendo dentes enormes enquanto que outros estão mais dóceis. Comparem os variados animais com o tamanho das pessoas ou dos barcos junto deles. Façam esta pergunta: se estes animais são o produto da imaginação, porque é que tantos deles têm rótulos ou nomes junto a eles?

Vou avançar com uma teoria. Todos os animais que foram rotulados aparecem na parte arredonda do mosaico, à norte do lugar onde os guerreiros negros Etíopes podem ser vistos. Em contraste, os animais no centro ou na parte inferior, onde se encontram as pessoas Caucasianas com pele mais clara, não foram rotulados.

A minha hipótese é de que os animais no meio e em baixo no mosaico não foram nomeados porque todos eles eram conhecidos por parte dos antigos Gregos. Estes incluem os crocodilos, os hipopótamos, um boi e um cavalo. A minha teoria é de que alguém viajou para África de barco, e viu por lá todo o tipo de animais estranhos, e anotou os seus nomes de modo a que as pessoas do seu país pudessem saber os seus nomes e qual era a sua aparência.

Para além disso, comparem as paisagens. A terça parte superior do mosaico retrata um pais rochoso, quase sem pessoas ou estruturas. Os dois terços da parte de baixo encontram-se cheios de pessoas, edifícios e barcos.

Bispo_Bell_AfricanosFaçam esta pergunta: para além dos próprios animais, onde é que estão os elementos fantasiosos?

Os Gregos eram conhecidos pelo seu grande panteão de deuses e por histórias como os Trabalhos de Hércules, mas será que isto tem a aparência duma cena lendária, ou tem mais a aparência normal de algo pintado com um pincel de longo alcance?

Será que os animais têm mesmo a aparência de serem fantásticos, ou será que eles se parecem com um zoológico exótico duma área remota do mundo?

Conclusão: Mais uma vez, estão nos a contar uma mentira. (…)

http://bit.ly/1KVr2Pa

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Evolucionistas tentam harmonizar a teoria da evolução com as evidências

Por Brian Thomas

O conhecimento científico tem tido avanços tremendos durante as últimas décadas, especialmente em áreas relativamente novas tais como a biologia molecular, a genómica, e o desenvolvimento embrionário. No entanto, alguns biólogos dizem que a maior parte do que temos aprendido não está explicado de forma adequada pela teoria da evolução convencional. Devido a isto, eles estão em busca de formas alternativas através das quais a evolução pode estar a operar.

HaldaneEm 1942, J. B. S. Haldane avançou com o conceito da “síntese moderna” como mecanismo para a evolução. (1) Frequentemente apresentada nos museus e nos livros escolares como um facto e não como uma teoria, a síntese moderna postula que a evolução procedeu através da selecção de mutantes de dentro duma população. Os descendentes destes mutantes encheram, posteriormente, a população com os seus novos e úteis traços. Pensava-se que, com tempo suficiente, qualquer criatura eventualmente poderia passar a ser um outra criatura qualquer.

Mas a acumulação e a selecção de mutantes não explica certas coisas que os biólogos têm observado. Por exemplo, Alexander Badaev, biólogo da Universidade do Arizona, rastreou mais de 12,000 tentilhões perto de Missoula, Montana, durante mais de uma década, e reparou em mudanças rápidas na forma dos seus bicos.

Um artigo recente no The Scientist salientou que “a única forma através da qual os tentilhões podem sobreviver é se a forma dos seus bicos tivessem mudado rapidamente – demasiado rapidamente para serem o resultado de nada mais que mutações aleatórias.” (2) Os resultados formais de Badaev serão publicados na próxima edição da Philosophical Transactions da Royal Society.

Estes descobertas observadas junto dos tentilhões encontram um paralelo na forma dos bicos vista durante os dias de Darwin nas Ilhas Galápagos. (3)  De facto, em relação às alterações biológicas, muitas evidências têm entretanto acumulando mostrando que elas ocorrem demasiado rapidamente para serem explicadas através duma lenta e gradual acumulação de mutações, tal como requerido pela síntese moderna.(4)

Esta equipa de pesquisadores apurou que a síntese moderna não só falha ao não disponibilizar uma explicação satisfatória para a mudança rápida das características dos animais e das plantas, como falha também ao não explicar os “principais marcos evolutivos” tais como a fotossíntese, o vôo, e a multicelularidade. (2) As alterações súbitas e rápidas que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário também resiste a uma explicação fundamentada nas mutações.

Para além disso, a síntese moderna não está de acordo com as observações de que alguns traços não são herdados através dos genes, e desde logo não estão sujeitos a mudanças mutacionais. (5) Em vez disso, estes traços – 100 dos quais foram documentados por Eva Joblanka na Universidade de Tel Aviv – são transmitidos duma geração para a outra através de padrões epigenéticos. (6)

Massimo_PigliucciEm 2008, 16 biólogos foram convidados por Massimo Pigliucci, biólogo e filósofo da Universidade da Universidade da Universidade de New York, para se encontrarem na Áustria como forma de discutirem mecanismos biológicos alternativos que podem ser adicionados à síntese moderna. Eles planeiam publicar as suas ideia num livro técnico com o nome de “Evolution: The Extended Synthesis”.

Embora os biólogos envolvidos tenham sido cuidadosos em reafirmar a sua fé na síntese moderna, insistindo que eles só queriam acrescentar e melhorá-la, os seus esforços inflamaram os seus colegas. Douglas Futuyma (State University de New York) afirmou no The Scientist que a síntese evolutiva já se havia sido estendida a ela mesma. Semelhantemente, Richard Dawkins declarou: “Acho que nós já expandimos a Síntese Moderna.” (2)

Mas as extensões e as expansões à síntese moderna iriam, por definição, fazer com que esses modelos já não fossem os mesmos da síntese moderna. No entanto, nenhum nome novo para o modelo foi avançado para tomar o lugar do antigo nome. De qualquer das formas, extensões e expansões duma modelo fundamentalmente baseado nas mutações não iria explicar o que estes poucos biólogos têm observado.

As mudanças rápidas, a informação não-hereditária, e os conjuntos informacionais que aparecem subitamente, totalmente formados, têm todos a aparência de serem sistemas muito bem regulados que foram arquitectados deliberadamente. Logo, parece que os mecanismos mais importantes por trás das mudanças biológicas foram criados, e só operam dentro dos tipos individuais.

Nenhum destes mecanismos, nem a selecção de mutantes, é capaz de levar a cabo a tarefa hercúlea de criar a miríade de formas de vida observadas hoje em dia, mesmo que assumamos uma população pré-existente como ponto de partida e tempo infindável. Por outro lado, tal tarefa seria trivial para o Deus Omnipotente.

– http://bit.ly/1NYoULO

Referências:
1. Haldane, J. B. S. 1942. Evolution: The Modern Synthesis. London: Allen & Unwin.
2. Grant, B. 2010. Should Evolutionary Theory Evolve? Some biologists are calling for a rethink of the rules of evolution. The Scientist. 24 (1): 25-30.
3. Thomas, B. New Finch Species Shows Conservation, Not Macroevolution. ICR News. Posted on icr.org December 9, 2009, accessed January 25, 2010.
4. Reproducing Early and Often is the Key to Rapid Evolution in Plants. Yale University press release, October 2, 2008, reporting on research published in Smith, S. A. and M. J. Donoghue. 2008. Rates of Molecular Evolution Are Linked to Life History in Flowering Plants. Science. 322 (5898): 86-89.
5. Thomas, B. The Human Methylome: What Do These Patterns Mean? ICR News. Posted on icr.org October 22, 2009, accessed January 25, 2010.
6. Jablonka, E. and G. Raz. 2009. Transgenerational Epigenetic Inheritance: Prevalence, Mechanisms, and Implications for the Study of Heredity and Evolution.Quarterly Review of Biology. 84 (2): 131-176.
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Heródoto e os répteis voadores

HerodotoHeródoto foi um historiador Grego que viveu no século 5 antes de Cristo (desde 484 AC a 425 AC). Muitos académicos referem-se a ele como o “Pai da História” na Cultura Ocidental.

Ele foi o primeiro historiador conhecido por recolher os seus dados de forma sistemática, testar a sua exactidão e organizá-los numa narrativa vívida.

Na obra “A História de Heródoto”, Livro Segundo, Heródoto reconta coisas interessantes em torno de serpentes voadoras. É interessante salientar que não existem serpentes voadores nos dias de hoje; é normal os animais extinguirem-se. Estes relatos, que não podem ser desvalorizados, revelam que as nossas pressuposições em relação aos répteis voadores e aos dinossauros estão erradas.

O relato citado encontra-se na obra “A História de Heródoto“:

Há uma região no norte da Arábia, situada quase em frente à cidade de Buto, lugar onde fui investigar sobre as serpentes aladas: e quando cheguei lá, vi ossos e espinhas  [dorsais] de serpentes em número tão grande que é impossível reportá-lo. E havia por lá montões de espinhas, alguns grandes e outros menores, e outros ainda menores, e todos os montões eram grande em número.

IbisA região onde as espinhas se encontram espalhadas no chão tem a mesma natureza da entrada da estreita passagem de montanha para a grande planície, que é a que se encontra unida à planície do Egipto.

. . . .  e segundo é reportado, no início da primavera, as serpentas aladas da Arábia voam rumo ao Egipto, e as áves com o nome de íbis encontram-se com elas à entrada desde país, e não permitem que as serpentes entrem mas matam-nas.

É por causa disto (dizem os Árabes) que o íbis veio a ser grandemente honrado pelo Egípcios, e os Egípcios concordam que é por este motivo que eles honram estas áves.

A citação prossegue, descrevendo o íbis e depois continua a descrever as serpentas aladas da seguinte forma:

Em relação às serpentes, a sua forma é como a de uma cobra-de-água; e tem asas sem penas, mas que se parecem com as asas dum morcego. (A História de Heródoto, Parte II, #75 & 76.)

http://bit.ly/1EpttoK

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Serpentes_Aladas_VoadorasUma vez que os historiadores do passado, livres do viés anti-criacionista e pró-evolutivo, não tinham problemas em identificar os animais como “dragões” e “serpentes voadoras”, somos levados a concluir que, até prova em contrário, foi isso mesmo que viram e documentaram.

E uma vez que os dinossauros aparentemente sempre viveram lado a lado com os seres humanos, somos levados a declarar que a teoria da evolução e os mitológicos “milhões de anos” que lhe servem de suporte, não estão de acordo com os dados disponíveis.

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Será que o design do corpo humano está de acordo com o gradualismo evolutivo?

Por Frank Sherwin, M.A.

Corpo_HumanoO ser humano ou evoluiu lentamente a partir do lodo primordial há milhares de milhões de anos atrás, ou ele foi criado à Imagem de Deus. A lista de evidências que supostamente validavam a ascenção evolutiva do homem a partir de formas de vida “inferiores” tem sido eliminada por décadas de boas pesquisas científicas. Desde os dentes à ponta dos pés, o edifício da “evolução humana” claramente tem estado em desintegração.

Por exemplo, os dentistas com uma filosofia Darwiniana podem sugerir a remoção do dente-do-siso devido à “evolução” da mandíbula humana.. Embora alguns molares possam de facto precisar duma extracção, isso claramente não tem nada a ver com a evolução (1).

Muitos evolucionistas apontam para as dores nas costas como evidências de que os seres humanos só recentemente é que começaram a caminhar erectos, havendo supostamente evoluído de antepassados tetrápodes. Mas não só a coluna vertebral humana parece ter sido criada para a postura erecta, como parece que a maior parte dos problemas nas costas é causada pela má postura, lesões ou outro tipo de abusos. A evolução não tem absolutamente nada a ver com as dores nas costas. (2)

Os evolucionistas continuam a afirmar que o desenvolvimento embrionário espelha um passado evolutivo quando os seres humanos [supostamente] tinham fendas branquiais como os peixes ou um saco vitelino como as galinhas. Tais sugestões não-científicas são o resultado da infame “lei biogenética” do zoólogo Alemão Ernst Haeckel. Os evolucionistas têm permitido que esta ciência deficiente prospere, embora a teoria da “recapitulação” já tenha sido desacreditada há muitos tempo.3

Muitas escolas seculares ainda ensinam o não-cientifico conceito de que estruturas tais como as amígdalas, adenóides, e o apêndice são vestígios inúteis dum passado evolutivo.(4) Mas em 2010 quatro evolucionistas qualificaram as adenóides e as amígdalas de “enormes colecções de tecido linfóide imunologicamente activo”. (5) Ou seja, elas são partes dinâmicas dos nossos sistemas imunitários. Em 2009, um imunólogo evolucionista declarou:

Se por acaso Darwin estivesse ciente da existência de espécies que têm um apêndice ligado a um ceco enorme, e se ele soubesse da natureza difundida do apêndice, muito provavelmente ele nunca iria olhar para o mesmo como um vestígio da evolução. (6)

Santo_GraalNão existe qualquer tipo de evidência de que o ser humano evoluiu duma criatura sub-humana. Tal como um escritor científico uma vez colocou as coisas, “O último ancestral comum entre chimpanzés e os seres humanos continua a ser um santo graal da ciência,” (7) usando termos que implicam uma busca em vão por um tesouro esquivo, ou algo valioso – sem qualquer chance de algum dia ser encontrado.

Descobertas de supostas evidências evolutivas invariavelemente resultam em confusão. Um subtítulo da Newsweek é típico: “Descoberta e fóssil dum desconhecido ancestral humano agita as ideias relativas à evolução humana” (8)

Pegadas recém-descobertas têm uma aparência surpreendentemente humana, o que leva os cientistas criacionistas a sugerir o impensável: talvez sejam pegadas humanas. (9). No entanto, outros escritores dançam em redor da verdade:

Criadas há cerca de 1,5 milhões de anos atrás, estas são as mais antigas pegadas que têm a aparência de terem sido feitas pelos humanos modernos. Uma equipa de cientistas……descobriu estas preciosas impressões fósseis em lama seca por volta de 2009…. A julgar pela sua aparência, as impressões do pé fossilizado parecem idênticas  às que fazemos quando andamos pela areia. (10)

Os evolucionistas não podem aceitar que estas pegadas tenham sido feitas por pessoas como as de hoje, e em lugar disso – e sem qualquer evidência científica – afirmam que as mesmas foram feitas por um antepassado subhumano, o Homo erectus.

As Sagradas Escrituras claramente ensinam em Génesis 1 que as plantas e os animais foram criados por Deus “segundo o seu tipo” – tal como o ser humano foi criado de modo especial à Imagem de Deus (Génesis 1:27)

http://bit.ly/1blsmOH

Referências

1. Sherwin, F. 2003. The Whole Tooth about Wisdom Teeth. Acts & Facts. 32 (3).
2. Morris, J. 1998. Do Back Problems in Humans Prove Evolution from Animals? Acts & Facts. 27 (12).
3. Morris, J. 1989. Does the Human Embryo Go through Animal Stages? Acts & Facts. 18 (8).
4. Sherwin, F. 2003. For Every Structure There Is a Reason. Acts & Facts. 32 (11).
5. Barrett, K. E. et al. 2010. Ganong’s Review of Medical Physiology. New York: McGraw-Hill Medical, 605.
6. Choi, C. Q. The Appendix: Useful and in Fact Promising. LiveScience. Posted on livescience.com August 24, 2009, accessed November 11, 2010.
7. Viegas, J. The Human Family Tree. Discovery News. Posted on discovery.com, accessed November 11, 2010.
8. Begley, S. Welcome to the Family, Missing Link. Newsweek, April 8, 2010.
9. Thomas, B. Human Evolution Story Stumbles over Footprints. ICR News. Posted April 6, 2010, accessed November 10, 2010.
10. Hirji, Z. Footprint Fossils Analyzed for Ancient Human Gait. Discovery News. Posted on news.discovery.com July 22, 2010, accessed November 11, 2010.
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Os perigos do “Cientificismo”

Por J. Warner Wallace

Se por acaso vocês são como eu, então também têm amigos descrentes que defendem que os Cristãos são tendenciosos. Eles sabem que nós, como Cristãos, acreditamos na existência de Deus, e como tal, eles assumem que somos incapazes de avaliar as evidências da maneira correcta. Os descrentes estão convencidos de que os Cristãos começam com uma proposição que obscurece o nosso julgamento.

Adorando_CienciaA realidade dos factos, no entanto, é que muitos dos nossos amigos “racionais” e “baseados na ciência” estão muito mais limitados nas suas proposições do que os Cristãos. Lembrem-se que TODOS nós temos um ponto de vista, mas isto não quer dizer necessariamente que somos injustamente tendenciosos.

O viés não está de maneira alguma relacionado com o facto de se ter um ponto de vista; o viés ocorre quando este ponto de vista elimina certos tipos de evidências e certas conclusões baseadas nas evidências antes mesmo da investigação ter início. E embora os ateus possam afirmar que os Cristãos têm este tipo de viés, uma rápida examinação da dependência cultural em torno da ciência revela que o oposto é verdade.

Tenho a certeza que um amigo vosso já afirmou algo deste tipo:

Eu sou uma pessoa com mente científica, e alguém que se baseia nas evidências. A verdade só pode ser atingida empiricamente, e a ciência é a única forma de se saber com toda a certeza qual é a verdade.

Quando as pessoas fazem este tipo de declarações, elas estão a revelar mais do que apenas um ponto de vista; eles podem estar a revelar um viés rígido que se encontra enraizado na ultra-dependência da ciência com o nome de cientificismo. Existem três perigos na sobre-valorização da habilidade da ciência para determinar a verdade:

1. Uma excessiva dependência da ciência é auto-refutante

Quando as pessoas fazem a alegação de que “a ciência é a única forma de se saber a verdade”, perguntem a elas se eles “realmente sabem” se esta declaração é verdadeira. Se elas disserem que sim, perguntem-lhes como foi que a ciência lhes ajudou a chegar a essa conclusão. Ficamos a saber que a declaração “a ciência é a única forma de se saber a verdade” não pode ser confirmada pela ciência.

Esta declaração é uma proclamação filosófica que coloca em causa a sua própria alegação: não pode ser verificada ou confirmada como “verdadeira” através de qualquer examinação ou metodologia científica. Aparentemente, para as pessoas que fazem esta alegação, existe pelo menos uma verdade que eles podem saber sem o benefício da ciência: o facto da ciência ser a única forma de verdadeiramente se saber a verdade. Vêem o problema?

2. Uma excessiva dependência da ciência é inadequadamente limitante

Existem muitas coisas que podemos saber sem o benefício da ciência. A alegação filosófica mencionada previamente é um exemplo, mas há mais:

  • a) Verdades matemáticas e lógicas: Estas têm que ser aceites como pressopusições fundamentais como formar de nos podermos envolver em qualquer estudo científico; como tal, não podemos usar a ciência para determinar factos lógicos e matemáticos que a precedem.
  • b) Verdades metafísicas: Algumas verdades em torno da natureza do mundo (tais como se o mundo externo existe ou não) não podem ser determinados através do uso da ciência.
  • c) Verdades éticas e morais: A ciência não nos pode dizer o que é moralmente virtuoso ou desprezível. Ocasionalmente, els pode-nos ajudar a saber “o que é” (relativo ao mundo material), mas a ciência não nos pde dizer “o que deveria ser” (relatico aos julgamentos morais).
  • d) Verdades estéticas: A ciência não nos pode ajudar a determinar ou ajuizar o que é bonito e o que é feio.
  • e) Verdades históricas: Talvez, e algo importante no estudo da visão do mundo Cristã, a ciência não pode determinar o que é historicamente verdadeiro. A ciência não nos pode dizer nada sobre quem venceu o Óscar de melhor filme do ano passado, e de forma semelhante, a ciência não nos pode dizer nada sobre alegações antigas relativas à historicidade de Jesus ou a veracidade histórica da Bíblia.

Se vamos rejeitas categorias de verdade que não podem ser verificadas cientificamente, temos que rejeitar todas as verdades relativas à lógica, à matemática, à moral, à estética, à história e à metafísica. As mais importantes alegações da vida teriam que ser ignoradas e qualificadas de pouco fiáveis.

3. Uma excessiva dependência da ciência é prejudicialmente tendenciosa.

Mais importante ainda, uma ultra-dependência da ciência elimina todas as opções explicativas com base no viés. Há uma diferença entre o método científico (um processo de testes racional) e o cientificismo (um compromisso irracional com o naturalismo filosófico). Os naturalistas filosóficos recusam-se a considerar qualquer coisa que se encontre fora do mundo natural como explicação para eventos que podem ser observados.

Por outro lado, os Cristãos estão em melhor posição para permitir que as evidências os levem para elas se dirigem. Se as leis e os processos naturais podem explicar um determinado fenómeno, então assim seja. Se as leis e os processos naturais são incapazes de disponibilizar uma explicação, e as evidências apontam para a existência de algo sobrenatural, então essa explicação ainda se encontra sobre a mesa.

O naturalismo filosófico invalida toda a categoria de explicações  sobrenaturais antes mesmo de tentar determinar se algo sobrenatural existe!


Parece que a visão Cristã tem a habilidade de aceitar as explicações naturais sem rejeitar as sobrenaturais à priori. Uma excessiva dependência da ciência (que tem o nome de “cientificismo”) causa a que rejeitemos tudo o que seja sobrenatural antes mesmo de começarmos a investigar uma explicação. Qual destas duas abordagens é mais prejudicial? Qual é a menos tolerante em relação a uma variedade de explicações que estão à nossa disposição?

Uma excessiva dependência da ciência cegou a nossa cultura para à riqueza das possibilidades explanatórias. Não é de admirar que os “buscadores de verdade” tenham dificuldade em encontrar o que buscam.

http://bit.ly/1aPkyEI

 

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O que foi que Heródoto, Ulysses Aldrovandus, Plínio o Velho, e Marco Polo viram que coloca em causa os mitológicos “milhões de anos”?

Heródoto_Ulysses_Aldrovandus_Plínio_o_Velho_Marco_PoloPor Autor do Site “Forbidden History”

Todos eles viram dinossauros. Sim, dinossauros nos registos históricos escritos. Existem numerosos registos de dinossauros nos registos históricos das imensas culturas antigas do  mundo. A palavra normalmente usada nos dias de hoje para descrever criaturas reptilíneas extremamente granes é “dinossauro”, palavra criada em 1841 por um cientista Britânico chamado Sir Richard Owen como forma de descrever lagartos gigantes recém-descobertos [na altura] no registo fóssil. Antes de 1841, a palavra inglesa normalmente usada para descrever lagartos gigantes era a palavra “dragão”.

Certamente que com o passar dos séculos, o dragão foi romantizado, mas quando olhamos de volta para o registo histórico de todas as culturas do mundo, descobrimos histórias de homens a ver e a matar dragões.

Dito isto, quem são os homens no topo deste post? Da esquerda para a direita, eles são Heródoto, Ulysses Aldrovandus, Plínio o Velho, e Marco Polo. Todos eles registaram terem visto diferentes tipos de criaturas que eles deram o nome dragões. Para se ler o que eles registaram, usem os links associados a cada um dos nomes.

“Mas eu pensava que os dinossauro tinham desaparecido há 65 milhões de anos!!!”

A dada altura da minha vida, também eu pensei assim. Mas depois comecei a aprender mais sobre as evidências que são suprimidas devido a um viés comum por parte de geólogos, antropólogos, arqueólogos, e por parte de pessoas com uma opiniao elevada de si. O viés por eles mantido deve-se as seguintes pressuposições:

1. A Terra tem milhões de anos (ou mesmo millhares de milhões).
2. Os dinossauros morreram há milhões de anos atrás.

Estas pressuposições impedem-lhes de serem objectivos na avaliação do que quer que seja relacionado à história, geologia e arqueologia antigas. Estas pessoas com um alta opinião de si mesmas presumem que os historiadores e os escritores do passado regularmente acrescentavam informação falsa no que toca a observações simples que, por vezes, incluiam informação bastante detalhada de grandes criaturas répteis.

Deixem-me dar um exemplo do viés do qual eu falo. No link que se segue (American Museum of Natural History), e pelo menos até 19 de Janeiro de 2010, sob o título “Dragões e Dinossauros”, lê-se o seguinte:

… com o seu tamanho enorme, forma reptilínea, dentes e garras ameaçadoras, alguns dragões podem ser facilmente tomados como primos do Tyrannosaurus Rex. Os dinossauros vivos não inspiraram a ideia dos dragões – eles haviam morrido muito antes das pessoas terem aparecido para os observar.

Dragoes_Nomes_MundoO escritor parece bastante seguro dessa declaração. Até ficamos com a ideia de que ele é que se encontrava por lá, a observar as coisas. Estes homens [Heródoto, Ulysses Aldrovandus, Plínio o Velho, Marco Polo,] eram pessoas inteligentes e com conhecimento, para além de serem competentes em fazer observações científicas. Eles não tinham razão alguma para mentir, e o que eles escreveram poderia ser avaliado pelos contemporaneos. Estes homens viram dinossauros.

Os dragões foram registados através de toda a história antiga, e os registos históricos parecem referir-se a eles como criaturas vivas reais. Quase todas as culturas do mundo  têm registos históricos e lendas que incluem dragões. Todas as culturas tinham nomes para estes répteis enormes, e alguns dos nomes mais comuns para os mesmos podem ser vistos no quadro ao lado.

Histórias de dragões são quase universais por todas as antigas culturas. Onde foi que este conceito global se originou, e porque é que o mesmo é universal entre culturas que se encontravam separadas por continentes? Como seria possível sociedades antigas espalhadas um pouco por todo o mundo descrever, registar, pintar, engravar, costurar e esculpir estas criaturas com este grau de uniformidade se elas não tivessem visto com os seus olhos essas criaturas?

Vejam o filme Forbidden History para aprender mais sobre este assunto fascinante. Vejam as evidências por vocês mesmos.

A Bíblia, que já se provou como sendo um dos mais precisos registos da história antiga que temos hoje em dia, também regista informação relativa aos dragões, e também menciona o leviatã, o beemonte, a serpente fabulosa [cockitrice], a serpente de bronze, a serpente voadora – todos isto animais que se ajustam a descrição de répteis “pré-históricos” e agora extintos. (…)

– http://bit.ly/1QxUWfA

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Como nós temos o cuidado de dizer aqui no blogue, as evidências históricas, arqueológicas, geológicas e culturais de que os dinossauros (“dragões”) viveram lado a lado com os seres humanos não irão mudar a religião dos evolucionistas visto que a sua posição não é efeito das evidências mas sim da sua escolha pessoal em acreditar nos pressupostos listados em cima nos pntos 1) e 2).

O que interessa reter em relação a estas eviudências é que o Cristão não precisa de evitar ou minimizar a discussão sobre os milhões de anos visto que as evidências estão todas do seu lado. A Bíblia, que é Infalível e 100% certa, diz que o ser humano foi criado na mesma semana literal que os outros animais, e os registos históricos confirmam que, até bem pouco tempo atrás, o ser humano e os dinossauros (“dragões”) viveram lado a lado.

Portanto, nós Cristãos, temos as evidências históricas e científicas do nosso lado enquanto que os anti-Cristãos nada mais têm que a sua auto-destrutiva raiva contra Deus e as suas desilusões emotivas. Mas isso já é problema deles e não nosso.

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Neurocirurgião explica o porquê de não ter fé na teoria da evolução

Por Michael Egnor

Michael_EgnorSou professor neurocirurgia e sou um cientista médico. Como um estudante de graduação com especialização em bioquímica, sentia-me pouco à vontade com as explicações Darwinianas para a complexidade biológica.

Certamente que os seres vivos têm a aparência de terem sido criados, mas os biólogos evolutivos asseguravam que as evidências científicas eram mais do que claras: tudo na biologia poderia ser explicado através de mutações aleatórias e da selecção natural.

Devido a isto, adoptei a explicação Darwiniana. Eu olhava para as explicações religiosas para a biologia como não-científicas na melhor das hipóteses, e dogmas na pior das hipóteses. Mas as explicações de Darwin também eram um assunto de fé visto que não conhecia as evidências.

Há vários anos atrás, cruzei-me com o livro de Michael Denton com o nome de “Evolution: A Theory in Crisis”. O argumento de Denton – de que as evidências em favor da teoria de Darwin eram muito mais fracas do que os biólogos evolucionistas afirmavam – voltou a acender as minhas dúvidas. Quão fortes eram as evidências de que toda a complexidade biológica havia surgido como consequência do acaso e da selecção natural?

Li tudo o que consegui encontrar – Johnson, Dawkins, Wells, Berra, Behe, Dennett,  Dembski – e isto foi o que fui capaz de apurar: as alegações dos biólogos evolutivos estavam muito para além do que as evidências demonstravam.

O registo fóssil revela uma descontinuidade acentuada entre as espécies, e não as transições graduais que o Darwinismo inerentemente espera. A teoria de Darwin não disponibiliza qualquer explicação coerente, fundamentada nas evidências, nem para a via evolutiva duma única molécula a partir de componentes primordiais.

A origem do código genético desmente uma causalidade aleatória visto que todos os códigos conhecidos surgem como efeito dum agente inteligente. Biomoléculas complexas tais como as enzimas são operacionalmente tão complexas que é difícil ver como é que elas poderiam ter surgido através de mutações aleatórias.

Consegui ver que o Darwinismo era uma aldeia Potemkin, mas não era claro para mim o porquê dos biólogos evolucionistas serem tão apaixonadamente dedicados a uma ciência tão pálida, especialmente se levarmos em conta que as evidências de que o entendimento Darwiniano para as origens biológicas é inadequado têm estado à nossa disposição há já algum tempo.

Porque é que, quando o código genético foi desvendado, os cientistas não colocaram em causa a pressuposição de Darwin em torno da aleatoriedade? Porque é que os cientistas não fizeram as perguntas difíceis que são lançadas contra a sua teoria através da complexidade surpreendente da maquinaria molecular intra-celular? Porque é que os Darwinistas alegam que a Teoria do Design Inteligente não é testável ao mesmo tempo que a classificam de “errada”?

Porque é que os Darwinistas alegam que o design inteligente não é científico quando tanto esta teoria como o Darwinismo mais não são que as respostas afirmativas e negativas às mesmas questões científicas? Será que há evidências de teleologia na biologia?

Porque é que os cientistas Darwinistas tentam usar os tribunais federais como forma de silenciar as críticas que são levantadas à sua teoria nas escolas públicas? O que há dentro do entendimento Darwiniano das nossas origens que é tão frágil que não é capaz de resistir ao escrutínio por parte dos alunos?

Quando fiquei a saber do ostracismo feito ao Dr. Richard Sternberg, um biólogo e editor duma revista científica no Smithsonian Institution e alguém que se atreveu a aprovar a publicação dum artigo que era favorável ao design inteligente, entrei em contacto com o Sternberg e expressei a minha simpatia e o meu apoio. Ele apresentou-me ao  Discovery Institute, que é um grupo de reflexão dedicado a levantar as questões importantes relativas às origens biológicas, e comecei a publicar um blogue para eles.

Darwin ReligiaoVim a saber o porquê dos biólogos evolucionistas serem tão dedicados ao Darwinismo. Fui atacado na internet, e foram feitas chamadas ao meu escritório exigindo que eu fosse despedido. E a maior parte dos ataques eram ideológicos.

A larga maioria dos biólogos evolucionistas é ateísta. Eu sou Católico, e a minha fé é ridicularizada pelos meus colegas cientistas. Muitos Darwinistas expressam abertamente o seu ódio ao Cristianismo – o biólogo ateu P.Z. Myers profanou a hóstia da Eucaristia no seu site.

Em 1989, o biólogo evolucionista de Oxford, Richard Dawkins, escreveu numa secção de crítica literária para o New York Times que as pessoas que não aceitam a teoria da evolução são “ignorantes, estúpidas, doidas ou maldosas”. Ele descreveu a educação religiosa feita às criançs como “abuso de crianças”.

No seu livro com o título de “Darwin’s Dangerous Idea”, o filósofo e Darwinista ateu e Daniel Dennett escreveu que “a segurança exige que as religiões sejam também enjauladas, caso seja absolutamente necessário.” A luta contra a inferência em favor do design na biologia é motivada pelo ateismo fundamentalista; os Darwinistas odeiam a Teoria do Design Inteligente porque ela é compatível com a crença em Deus.

Mas as evidências são indiscutíveis. A explicação científica mais razoável para a complexidade biológica funcional – o código genético e a complexa nanotecnologia que se encontra dentro das células vivas – é que elas foram construídas por um Agente Inteligente. Não existe qualquer evidência científica em favor da tese de que processos não-inteligentes podem criar estruturas e funcionalidades substancialmente novas. Não existe uma processo não-inteligente conhecido pela ciência que seja capaz de gerar códigos e máquinas.

Eu ainda sou de opinião de que as explicações religiosas são, na melhor das hipóteses, não-científicas, e na pior das hipóteses, dogmas. Mas hoje entendo que o próprio Darwinismo é uma crença religiosa mascarada de ciência. A teoria de Darwin em torno das origens biológicas é o mito da criaçâo do ateísmo, e os ateus defendem o seu dogma com fervor religioso.

http://onforb.es/1Kq8G8j

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Não deixa de ser curioso que os biólogos ateus determinem que a Medicina precisa da teoria da evolução, quando os próprios médicos aleguem que a teoria de Darwin é totalmente irrelevante.

Imaginem que estão numa aula de Medicina e o professor está a revelar a operacionalidade do sistema auditivo. Será que o vosso conhecimento médico seria aumentado se por acaso o professor-médico se desviasse do tópico e começasse a falar da forma como o ouvido  supostamente evoluiu dum ancestral aquático? Não, e o alunos poderiam até ficar irritados com o professor por este se desviar de factos para mitos.

A realidade dos factos é que a teoria da evolução peixes-para-pescadores é cientificamente e clinicamente irrelevante. A sua utilidade é 100% ideológica, tal como escreve Dr Egnor. Por isso é que este blogue defende que quando se fala com um evolucionista – especialmente os ateus – esta-se a falar com um devoto religioso.

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Dinossauros comiam arroz antes do arroz ter evoluído

Por Brian Thomas

ArrozO que é que os dinossauros realmente comiam? Uma das formas através da qual os pesquisadores estão a determinar a dieta dos dinossauros é o estudo dos coprólitos, ou uma porção de esterno fossilizado.

E o que se tem vindo a descobrir é que alguns dinossauros comiam arroz. Mas se as plantas com flores tais como o arroz não evoluíram até muitos milhões depois dos dinossauros terem vivido – como diz a teoria da evolução – como é que os dinossauros as podem ter comido?

Alguns coprólitos contêm fitólitos, que são cristais microscópicos de forma única construídos por vários tecidos vegetais. A maior parte dos fitólitos são feitos de dióxido de silício, o mesmo químico que se encontra na areia. Os cientistas que examinam estes pequenos grãos podem com relativa frequência determinar de que planta ela vem.

Por exemplo, em 2005, os pesquisadores encontraram fitólitos de erva, palmeiras, coníferas, e outras plantas com flores dentro de coprólitos dum dinossauro (provavelmente um saurópode) da Índia. (1) Caroline Strömberg, paleobotânica, disse o seguinte à Nature News:

Isto foi inesperado…. Temos que reescrever o nosso entendimento da sua evolução.… É bem possível que tenhamos que acrescentar erva nos dioramas de dinossauros que vemos nos museus. (2)

Mais recentemente, Strömberg e dois co-autores do seu estudo de 2005 descreveram fitólitos encapsulados em coprólitos que são tão semelhantes àqueles que são feitos por certos tipos de plantas de arroz modernas que aqueles que são encontrados nas rochas de dinossauro “podem ser colocadas dentro da tribo de arroz, Oryzeae, da subfamília de erva Ehrhartoideae.”(3) Eles recolheram estas amostras das mesmas camadas rochosas da Índia – a Formação Lameta – que tem os seus achados de 2005.

Estes achados juntam-se a outros que têm demonstrado que o arroz, a erva, as palmeiras e as coníferas das rochas dos dinossauros eram essencialmente iguais às que existem hoje em dia. É como se milhões de anos de evolução nunca tivessem acontecido.

A formação de Lameta, que é enorme e cobre uma parte enorme da Índia, (4) inclui camadas sedimentares misturadas com camadas de rochas vulcânicas. O Dilúvio descrito no Livro de Génesis é a melhor explicação para este nível de sublevação, mostrando que os fósseis encontrados por lá são o resultado do Dilúvio.

Logo, estes coprólitos mostram que as plantas de arroz existiam antes do Dilúvio. Ou o arroz se diversificou a partir uma erva originalmente criada que era comum a muitos outros tipos de era – tais como o trigo e o bambu, ou Deus criou a erva de arroz de forma distinta dos outros tipos de erva.

Os estudos já feitos revelam que a planta de arroz não hibridiza com outros tipos de planta. (5) Estes fitólitos ingeridos pelos dinossauros dão mais peso à ideia de que o arroz foi uma criação distinta desde o princípio.

Segundo as Escrituras, Deus criou todos os tipos de erva, plantas e mamíferos de pastagem, bem como os dinossauros de pastagem tais como os sasurópodes, no 6º Dia da semana de criação. Tanto quando os fósseis têm demonstrado, a Bíblia está certa.

http://bit.ly/1JWGHjA

Referências

1. Prasad, V. et al. 2005. Dinosaur Coprolites and the Early Evolution of Grasses and Grazers. Science. 310 (5751): 1177.
2. Simonite, T. Dinosaurs munched on grassy snacks. Nature News. Posted on nature.com November 17, 2005, accessed October 27, 2011.
3. Prasad, V. et al. 2011. Late Cretaceous origin of the rice tribe provides evidence for early diversification in Poaceae. Nature Communications. 2 (9): 480.
4. Thomas, B. Did Snakes Prey on Dinosaurs 67 Million Years Ago? ICR News. Posted on icr.org March 16, 2010, accessed October 31, 2011.
5. Wood, T. C. 2002. A baraminology tutorial with examples from the grasses (Poaceae). Journal of Creation. 16 (1): 15- 25.
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Mais um mito evolucionista refutado pela ciência

Por Daniel Anderson

Chimpazes_HumanosNum recente artigo da Science, vários cientistas evolucionistas admitem que a alegação de 99% de semelhança entre os humanos e os chimpanzés é um mito. (1).

Desde 1975 que esta estatística enganadora tem sido apregoada como evidência clara de que os humanos e os chimpanzés estão bastante relacionados dentro da árvore de vida evolutiva. (2)

No entanto, à medida que foram sendo feitas mais e mais pesquisas genéticas, foi ficando cada vez mais claro que a percentagem de semelhança genética havia sido vastamente exagerada.

Citações reveladoras:

  • O autor Jon Cohen escreveu “Mas a verdade tem que ser dita…. a distinção de 1% não era a história completa…..”
  • Cohen escreveu também que os recentes estudos “….levantam a questão se o truísmo do 1% deve ser colocado de parte.”
  • Pascal Gagneux, zoólogo da UCSD, disse “Durante muitos e muitos anos, a diferença de 1% serviu-nos bem porque o facto de sermos similares era pouco valorizados. Hoje, tornou-se claro que essa alegação é mais um impedimento no nosso processo de aprendizagem do que uma ajuda.”
  • Svante Pääbo, depois de admitir não saber se existe uma forma de calcular a diferença percentual exacta, disse “Em última análise, isto é uma coisa política, social, e cultural em torno da forma como vemos as nossas distinções.”

Dito de outra forma, e tal como os criacionistas sempre disseram, as interpretações científicas são frequentemente motivadas por pressuposições filosóficas.

Estudos mais recentes rressalvam diferenças genéticas ainda maiores.

  • Durante o ano passado, um estudo número de cópias de genes revelou uma diferença de 6.4%. (3)
  • Em 2005, os cientistas descobriram que o genoma dos chimpanzés era 12% maior que o genona humano.
  • Em 2003, os cientistas calcularam uma diferença de 13,3 em secções do nosso sistema imunitário. (4)
  • Um estudo revelou uma diferença de 17,4% na expressão de gene do córtex cerebral (5)

O Dr Rob Carter, cientista criacionista, declarou recentemente num programa nacional Americano com o nome de Janet Parshall Show, que os nossos genomas são pelo menos 8-12% distintos.

Outro ícone cai no esquecimento.

Há bem pouco tempo – no ano passado – testemunhamos a queda de dois “ícones da evolução”. Não só a ideia de 99% de semelhança genética entre humanos e chimpanzés foi abandonada, como o foi também o mito do “ADN lixo”. Como tem sido observado com frequência desde que Darwin publicou o se livro “A Origem das Espécies”, os ícones evolutivos eventualmente entram em colapso sob o peso dos dados empíricos.

Enquanto isso, o modelo criacionista é continuamente confirmado à medida que as novas descobertas revelam inesperadas camadas de complexidade no que claramente foi criado – o que reflecte a Mão do Criador.

http://bit.ly/1E7ykLa

Referências:

1. Cohen, Jon, “Relative Differences: The Myth of 1%”, Science 316(5833):1836, 29 June 2007 | DOI: 10.1126/science.316.5833.1836.
2. The 99% statistic is based on comparing a mere 97 genes between respective genomes. The human genome contains about 20,000 genes. Therefore, 97 genes represent only about 0.5% of our entire genome.
3. Demuth JP, Bie TD, Stajich JE, Cristianini N, Hahn MW The Evolution of Mammalian Gene Families. PLoS ONE 1(1): e85, 2006 | doi:10.1371/journal.pone.0000085.
4. Tatsuya, A., et al., Comparative Sequencing of Human and Chimpanzee MHC Class I Regions Unveils Insertions/Deletions As the Major Path to Genomic Divergence, Proceedings of the National Academy of Sciences, USA 100:7708–13, 2003.
5. The Chimp-Human 1% Difference: A Useful Lie, <www.creationsafaris.com/crev200706.htm>. 29 June 2007.
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Existe “mau design” no sistema de visão humano?

Por Rich Deem

OlhoO olho dos vertebrados é um órgão bastante excepcional em termos de funcionalidade. A luz passa através da córnea, e depois através das lentes onde é focada sobre a retina – que contém fotoreceptores (hastes e cones) como forma de detectar a luz (ver o diagrama à direita).

Cada haste e cada cone que recebe luz, dispara um sinal em direcção ao aparelho neural, que transmite o sinal para o nervo óptico, que depois passa pelo cérebro como forma de ser processado. No cérebro, ocorre um processamento curioso, incluindo a inversão da imagem e a interpretação do que é visto (mas isso é outra história que não pode ser falada aqui).

O olho dos invertebrados é muito mais simples para além de ser muito diferente, especialmente no que toca o design da sua retina. A retina dos invertebrados é composta por fotoreceptores que estão voltados para a luz que chega, seguida pela camada neuronal, e as camadas subjacentes que fornecem os nutrientes e o oxigénio através da cama capilar.

No entanto, é dito com frequência que a retina dos vertebrados se encontra “invertida” visto que as camadas neuronais do olho estão voltadas para a luz e os fotoreceptores encontram-se, na verdade, “de costas” para a luz incidente. Os evolucionistas defendem que este arranjo é o resultado da evolução improvisada onde erros óbvios de “design” foram acomodados através de alterações mutacionais sucessivas como forma de fazer com que o aparato opere duma maneira funcional. Segundo Dawkins, um dos mais importantes defensores da teoria da evolução:

Qualquer engenheiro iria naturalmente assumir que as fotocélulas estivessem voltadas para a luz, e com as suas conexões voltadas para trás em direcção ao cérebro. Ele haveria de se rir de qualquer sugestão de que as fotocélulas pudessem apontar na direcção contrária do sítio donde chega a luz, com as suas conexões começando no sítio mais próximo da luz.

No entanto é precisamente isto que acontece na retina de todos os vertebrados. Cada fotocélula está, para todos os efeitos, ligada de forma invertida, com as suas ligações a surgirem na zona mais próxima da luz.

A ligação tem que viajar toda a superfície da retina para um sítio onde mergulha através dum buraco na retina (o assim chamado “ponto cego”) para se unir ao nervo óptico.

Isto significa que a luz, em vez de ver-lhe conferido acesso irrestrito de passagem até às fotocélulas, tem que atravessar uma floresta de ligações, presumivelmente sofrendo pelo menos algumas atenuações e distorções (na verdade, não muito, mas mesmo assim, é o princípio da coisa que iria ofender qualquer engenheiro de mente organizada.

Não sei qual é a explicação exacta para este estado de coisas. O período evolutivo relevante foi há muito tempo. (1)

Dawkins não sabe o porque do olho dos vertebrado estar construído da forma que está porque ele não entende a forma como o olho funciona. De facto, a retina está construída com capacidades de captação de luz ligeiramente sub-óptima de modo a que ele funcione pelos menos algumas décadas. Se o sistema de visão estivesse construído tal como o “engenheiro de mente organizada” de Dawkins construiria, ele nunca chegaria a funcionar.

Antes de mais, temos que ter uma pequena introdução em torno da física da luz. O espectro electromagnético emitido pelo Sol é composto por muitos e variados comprimentos de onda, sendo que uma pequena percentagem da mesma é visível a olho nu (370-730 nanómetros).

RetinaAs ondas quase-visíveis incluem as mais longas (infra-vermelhos) e as mais curtas (ultra-violetas). A quantidade de energia dentro de cada uma das ondas é inversamente proporcional ao comprimento das ondas. Logo, a energia electromagnética que é composta por ondas mais curtas (por exemplo, a luz ultra-violeta) é mais energética.

Embora o aparato visual não consiga detectar as ondas mais energéticas, ele é mesmo assim afectado pelas mesmas visto que todo o sistema encontra-se exposto à totalidade do espectro. Em contraste, o resto do corpo encontra-se protegido da luz altamente energética através da pigmentação (melanina) presente na pele. Mesmo assim, passar uma vida inteira a expor as células da pele à luz pode resultar na destruição do ADN,  o que pode levar ao aparecimento do cancro.

O olho tem uma camada única de células, os Epitélio de Pigmentado da Retina [“Retinal Pigment Epithelium” = RPE], que têm um mecanismo complexo para lidar com  as moléculas tóxicas e com os radicais livres produzidos pela acção da luz.

Enzimas específicas tais como os superóxido dismutase, catalases, e peroxidases estão presentes para eliminar moléculas potencialmente prejudiciais tais como o peróxido de hidrogénio. Antioxidantes tais como o a-tocoferol (vitamina E) e o ácido ascórbico (vitamina C) encontram-se disponíveis como forma de reduzir os estragos oxidativos.

Devido aos estragos contínuos causados pela luz, os discos (bem como os fotopigmentos) das células do fotoreceptor são constantemente substituídas pelo RPE. (2,3) Se assim não fosse, os fotoreceptores rapidamente acumulariam defeitos fatais que iriam impedir o funcionamento. Para além disso, as células RPE têm o pigmento melanina, que absorve a luz extraviada e dispersa como forma de melhorar a acuidade.

O RPE está em contacto com a camada coróide, que contém uma enorme cama capilar, que tem o maior fluxo de sangue por grama de qualquer tecido o corpo. Porque é que o fluxo sanguíneo é tão elevado na coróide?

Uma vez que o RPE e as células fotoreceptoras estão em regeneração constante, eles precisam duma elevada taxa de troca de oxigénio e de nutrientes. Para além disso, parece que a elevada taxa de fluxo sanguíneo é necessária para remover o calor da retina como forma de impedir danos resultantes da luz focada (o velho fenómeno da lupa ao Sol). (4)

Dito isto, porque é que o design do “engenheiro com mente organizada” de Dawkins é uma ideia tão má? Dawkins pensa que a camada neural deveria estar sob os fotoreceptores, colocando-os entre os fotoreceptores e a coróide. Onde é que ficaria o RPE (que é necessário para a regeneração dos fotoreceptores)? Se por acaso ele ficasse entre a camada neural e a coróide, ficaria demasiado longe dos fotoreceptores para os regenerar constantemente.

Para além disso, este design iria colocar outra camada entre os fotoreceptores e o seu fornecimento de sangue, reduzindo a substituição de oxigénio e de nutrientes e minimizando a eficácia da coróide na remoção do calor dos fotoreceptores. A ideia de Dawkins duma “boa” evolução iria impedir que os fotoreceptores fossem regenerados, o que causaria estragos térmicos. Tal design iria entrar em colapso no primeiro ano de uso.

Ainda bem que Deus não criou da forma como os evolucionistas criariam!

Selo Dawkins

http://bit.ly/1GCnOfp

Referências:

  1. Dawkins, R. 1986. The Blind Watchmaker: Why the evidence of evolution reveals a universe without design. W.W. Norton and Company, New York, p. 93.
  2. Kennon Guerry, R., Ham, W.T., Mueller, H.A. 1998. Light toxicity in the posterior segment. In Tasman W., Jaeger EA. (eds.), Clinical Ophthalmology, Lippincott-Raven, New York, vol. 3, ch. 37.
  3. Young, R.W. 1982. The Bowman Lecture: Biological renewal: Applications to the eye. Trans. Ophthalmol. Soc. UK 102 :42-67.
  4. Parver, L.M., Auker, C., Carpenter, D.O. 1980. Choroidal blood flow as a heat dissipating mechanism in the macula. Am. J. Ophthalmol.89:641�646.
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Evidências históricas da coexistência entre humanos e dinossauros

Por Kolbe Center

 Deus, pois, fez os animais selvagens […] e todos os répteis da terra segundo as suas espécies. […] Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou […]  E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.  Génesis 1:25-31

Será que dinosssauros e humanos alguma vez chegaram a viver contemporaneamente? Certamente que sim. O Livro de Génesis deixa bem claro que todo o tipo de animais terrestres foi criado no mesmo dia que o ser humano, e logo, as pessoas e os dinossauros devem ter caminhado na Terra ao mesmo tempo pelo menos durante algum período da história. Este artigo vai analisar as evidências históricas em favor deste facto, começando com uma muito controversa descrição dum animal num dos Livros mais antigos da Bíblia.

Contempla Agora o Beemonte.

No Livro de Jó 40:15, escrito há vários milhares de anos atrás, Deus instrui a Jó, “Contempla agora o Beemonte”, e depois explica que este animal:

– Come erva como um boi
– Move a sua cauda como cedro
– Tem pernas como barras de ferro.
– Alimenta-se onde os animais brincam
– Encontra sombra nos pântanos
– Não se assusta quando o Rio Jordão transborda na direcção da sua boca
– Não pode ter o seu nariz perfurado com um laço
– Não pode ser levado quando ele está atento, e
– É a obra-prima dos caminhos de Deus

Esta descrição do Beemonte é suficientemente detalhada para que se possa confiadamente identificar este animal como um dinossauro saurópode, especificamente, um   titanossauro. Consistente com a descrição do Beemonte, os titanossauros

– Comiam erva (1)
– Tinham enormes caudas afiladas comparáveis a uma árvore de cedro.
– Nas pernas tinham ossos incomumente sólidos (2)
– Tinham um estilo de vida anfíbio (3) e
– Foram os maiores animais que alguma vez andaram na Terra.

Com um comprimento estimativativo para os maiores espécimes que varia entre os 30 aos 60 metros (4), os titanossauros realmente era a obra-prima da criação de Deus!

Dinosauro_Titanossauro

Explicações alternativas para o Beemonte proliferam, mas as três mais populares são hipopótamo, elefante ou pura ficção. Dizer que o Beemonte é um elefante ou um hipopótamo não é plausível por diversos motivos. Nem o hipopótamo nem os elefantes têm uma cauda que inspira uma comparação com um cedro, que é uma árvore imensamente alta que é usada repetidamente na Bíblia para passar a imagem de algo majestoso.

Nem o hipopótamo nem os elefantes são imunes a serem caçados, tal como a passagem em Jó claramente implica; os hipopótamos eram frequentemente caçados em África ao serem atingidos por uma enorme quantidade de arpões, e os elefantes ainda são escalfados devido ao seu marfim. E se o animal é um elefante, então porque usar a palavra “Beemonte” quando se poderia usar a palavra “elefante”, tal como é feito no Livro dos Macabeus?

Por fim, nem o elefante nem o hipopótamo podem ser identificados como a obra-prima da criação Divina, levando em conta que os dinossauros excediam vastamente estes animais tanto em força como em tamanho. Mesmo que o termo “obra-prima” seja interpretada como ordem da criação, Génesis descreve as criaturas marinhas como havendo sido criadas antes dos animais terrestres, e é nesta ultima categoria que se encontram os hipopótamos e os elefantes. Os hipopótamos têm, de facto, um estilo de vida aquático, mas eles dificilmente podem ser considerados “criaturas marinhas”.

A noção de que Beemonte é uma criatura de ficção é tão absurda que nem merece algum tipo de refutação. A descrição do Beemonte vem depois de terem sido descritos animais bem familiares, tais como cabras, bois, avestruzes, e cavalos. Para Deus ter abruptamente parado de falar da realidade para começar a descrever uma ficção não faria qualquer sentido dentro do contexto do Texto, onde Deus está a falar de animais que Ele criou como exemplos do Seu Poder.

Afirmar que o Beemonte é erradamente descrito como uma criatura real apenas como forma de deixar Jó impressionado nada mais seria que atribuir a Deus uma mentira oficiosa, algo condenado pelo Papa Pio X “PASCENDI DOMINICI GREGIS”. Deus diz também a Jó que contemple o Beemonte, algo que ele não poderia fazer se o Beemonte não existisse.

E finalmente, e como forma de apagar qualquer dúvida sobre a actualidade do Beemonte, Deus diz que Ele criou o Beemonte juntamente com ele.

Os Beemontes do Bispo Bell

Bispo__Bell_Dinossauros

Esta gravura de bronze foi feita há mais de 500 anos atrás e ela decora o túmulo do Bispo Bell que se encontra em Inglaterra. Os dois animais descritos são inequivocamente saurópodes, mas muito provavelmente eram conhecidos pelos locais como dragões. O animal da esquerda tem uma cauda que termina num “taco” com espigões, tal como o saurópode Shunossauro. É fascinante considerar que estes dinossauros muito provavelmente vagueavam as encostas da Inglaterra Medieval.

Dinossauro_Bispo_Bell_Vulcanodon

À primeira vista pode parecer que o animal da direita tem orelhas, mas isso é na verdade uma ilusão. A “orelha” de baixo faz parte das costas do animal, e a “orelha” de cima é uma imperfeição.

Foram avançadas tentativas de refutação da interpretação de que isto são dinossauros, mas todas elas têm um fundamento frágil. Foi alegado que o animal da esquerda é um leão, e como forma de solidificar esta posição, os cépticos da interpretação de que isto são dinossauros apontam para a aparente morfologia felina; no entanto, os  saurópodes tais como os Riojassauros são frequentemente caracterizados com uma estrutura corporal similar.

Mais importante ainda, os leões não têm pescoços serpentinos, que ambos os animais têm (apesar do desgaste pelo qual a gravura tem passado durante os últimos séculos). E se olharmos com atenção, pode-se ver a cabeça reptilínea do animal da esquerda. O olho aparente e a boca aparente na parte final da cauda podem ser imperfeições.

Outra possibilidade é que a suposta boca é na verdade uma falha a separar o segundo par de espigãos; afinal de contas, os Shunossauros tinham dois pares de espigôes na sua cauda. Nenhum dos argumentos dos cépticos tenta refutar a identificação dinossauriana do animal à direita, e os argumentos relativos ao animal da esquerda são pura e simplesmente dúbios.

O absurdo de se negar a interpretação dinossauriana simples e directa em relação a esta gravura é demonstrado mais ainda pelas identificações propostas pelo staff da igreja onde o túmulo se encontra localizado.

Eles alegaram que os animais são ficção (5), ou crocodilos (6). Mas porque é que estes animais seriam, ou deveriam ser, obras de ficção se eles se encontram rodeados por animais reais tais como peixes, ursos, porcos, morcegos, etc, animais que também se encontram gravados no túmulo do Bispo Bell? Para além disso, dizer que são crocodilos é obviamente inverossímil.

O Petroglifo do Utah

Dinossauro_Utah

No Utah existe uma formação rochosa conhecida como Kachina Bridge. Por baixo do arco encontra-se um petroglífo feito pelos Índios Nativos Americanos que tem uma forte semelhança com um dinossauro saurópode. Até mesmo Phil Senter, autor dum estudo amplamente difundido que tentou refutar a interpretação de que é um dinossauro, admite que “de facto, ele tem a aparência dum dinossauro”. (7)

É preciso levar em conta que o seu estudo tem sido fortemente criticado tanto por parte dos proponentes como dos cépticos da interpretação dinossauriana por ter má ciência; Vance Nelson refutou de forma extensa a refutação proposta ao salientar a pobre metodologia usada no mesmo (8). Eis aqui uma foto mais próxima com contraste adicionado.

Dinossauro_Diplodocus

O ídolo de Granby

No ano de 1920 foi descoberta uma pedra interessante por parte dum rancheiro do Colorado. Ela tinha cerca de 45 centímetros de comprimento e 30 centímetros de largura, e ela exibia uma cara sorridente, um mamute, e um dinossauro saurópode. Depois de ter visto em primeira mão a pedra que tem cerca de 30 quilos, o arqueólogo Jean Allard Jeancon proclamou:

Se esta pedra for confirmada como genuína, ela é o maior achado dentro da pesquisa antropológica […] Nunca vi traços tão espantosos de dinossauros e de  mastodontes! (9)

Depois dela ter estado em exibição no alpendre do rancheiro durante seis anos como novidade local, ela foi vendida a um homem chamado Henry McKnight pelo preço de  $300, ou quatro mil dólares na moeda actual se ajustarmos a inflação.(10) Supostamente ela era para ser dada ao Smithsonian Museum, mas nunca mais foi vista desde então.

Felizmente, quatro décadas mais tarde uma professora veio a público e revelou que tinha na sua posse fotos tiradas à pedra antes do seu misterioso desaparecimento. (11). Estas reconstruções da pedra baseiam-se nas suas fotos.

Dino_Idolo

Os Petroglifos de Polish

Em Tarapoto, Peru, encontram-se cinco pedras com imagens de animais, humanos e outra formas, conhecidas como “Os Petroglífos de Polish”, e a sua história e pobremente entendida. (4) Embora a extrema simplicidade da arte dificulte a que se chegue a uma interpretação conclusiva em relação à maioria das formas, algumas poucas delas podem ser interpretadas de forma directa.

Tarapoto_Peru

Tony Dunnell, residente em Tarapoto, resume as coisas de forma simples:

Os próprios petroglifos chegam-nos numa variedade de formas e tamanhos. As mais facilmente reconhecíveis são as imagens de cobras, áves, e plantas. Outros designs já não são tão facilmente identificáveis.

Dinossauro_Polish_Peru

Perguntei ao guarda o que é que isto supostamente representava. Alguém quer adivinhar? Sim, um dinossauro […]. Admito que de facto parece um dinossauro, mas estes petroglífos não são assim tão antigos. (12)

Parece que o sr Dunnell coloca de parte a interpretação que diz que é um dinossauro apenas e só porque ele acredita que os dinossauros extinguiram-se há “milhões de anos” atrás. Mas o que é que os peritos dizem? Segundo Lic. Marítza Rodríguez Cerrón, licenciada em História da Arte na Universidade Nacional de San Marcos, Peru, o petroglífo representa um jaguar. No entanto, até ela mesma admite que “se calhar a cabeça e o pescoço não se pareçam com o pescoço e a cabeça dum gato […]”. (13)

E qual é a sua explicação? Essencialmente, que os petroglífos humanóides também têm uma cabeça pequena e um pescoço pequeno, e como tal, o autor gostava de desenhar coisas com cabeças pequenas e pescoços esguios. Mas os petroglífos que supostamente exibem pessoas com pescoços longos são extremamente ambíguos:

Dinossauro_Polish_Peru_2

Em contraste, os menos ambíguos glifos humanos não têm pescoços longos:

Dinossauro_Polish_Peru_3

Curiosamente, esta não é a primeira arte antiga Peruana que tem a aparência de dinossauros. As controversas Pedras de Ica são também encontradas no Peru e também exibem dinossauros a interagir com seres humanos. (14)

O Ceratopsiano Chinês

Muito provavelmente para lá do ano 2,000 Antes de Cristo, um povo conhecido como os Hongshan ocupava a terra que hoje tem o nome de China. Esta escultura em jade é uma relíquia dessa cultura antiga. Quando comparada com caracterizações actuais do primo do Triceratops, o Montanoceratops, somos levados a concluir que os antigos Chineses viram dinossauros vivos.

Dinossauro_Hongshan_China

Claro que são esperadas objecções em relação à sua autenticidade, e já foi alegado que a escultura em jade é uma criação recente, citando o mercado de estatuetas de jade do antigo povo Hongshan. Mas mesmo que se aceite que isto é uma falsificação feita com o propósito de satisfazer uma procura elevada, a implicação é que isto é uma duplicação duma genuína escultura dos Hongshan. Logo, a alegação de que os dinossauros vagueavam na China antiga ao lado dos homens não é minimamente afectada.

Parece, no entanto, que o artefacto não é uma falsificação e a sua autenticidade foi verificada por uma terceira parte. (15) O frágil argumento de que a escultura representa um porco é totalmente refutado pela existência de outras esculturas dos Hongshan onde de facto se vêem porcos. (16).

O Crocodilo-Leopardo

Por volta do 100 Antes de Cristo, o Mosaico Nilótico de Palestrina foi criado. Nele encontram-se retratados muitos animais familiares com legendas em Grego, incluindo o crocodilo, o macaco, e a tartaruga. A identificação do animal exibido no close-up está sujeita a muita controvérsia visto que é difícil identificar com qualquer grau de exactidão a criatura.

Foi sugerido que o animal pode ser uma lontra (17), mas isto não é plausível porque noutra parte do mesmo mosaico está exposta uma imagem dum par de animais que é  explicitamente legendada como lontras.

Dinossauro_Nilo_Mosaico

A legenda Grega deste animal diz “Crocodilo-Leopardo”, e esse termo pouco familiar pode ser a chave para se identificar esta misteriosa criatura. A antiga palavra para “girafa” era “Camelo-Leopardo”, em referência à morfologia semelhante a de um camelo e ao padrão de cores semelhantes ao de um leopardo.

Porque é que o animal do mosaico seria chamado de “crocodilo-leopardo”? A parte do “leopardo” no nome obviamente que não era devido ao padrão de cores. Pode ser concluído que este animal partilhava duma mistura de traços mamíferos e reptilíneos.

Nenhum animal que se encontra vivo nos dias actuais e que se parece com o crocodilo-leopardo pode ser correctamente descrito como tendo uma mistura de traços dum réptil e dum mamífero, mas há um grupo de organismos extinto que definitivamente pode. Eles são literalmente chamados de répteis com a aparência de mamíferos.

A identificação deste animal pode estar finalmente resolvida, apesar das afirmações evolutivas de que todos os répteis com a aparência mamífera extinguiram-se “milhões de anos” antes do mosaico ter sido criado. O gráfico debaixo ilustra este ponto de forma convincente. Note-se como o animal do mosaico está muito bem ajustado junto das reconstruções dos vários répteis com aparência mamífera.

Dinossauro_Crocodilo_Leopardo

O Fresco de Pompeia

Por volta de 70 A.D., este fresco foi pintado na parede da casa dum médico de Pompeia e ele retracta uma cena Nilótica (do Nilo), com pigmeus a interagirem com alguns mamíferos aquáticos e dois répteis enormes.

Dinossauro_Mosaico_Pompeia

Eis aqui dois close-ups dos animais, lado a lado com retratações de criaturas extintas.

Dinossauro_Mosaico_Pompeia_Comparacao

Note-se que o mamífero do fresco e a ilustração moderna dum moeriterio têm ambos um focinho alongando e carnoso. Consistente com as interpretações modernas dos restos dum moeriterio, o animal do fresco tinha um estilo de vida parcialmente aquático. O réptil mais em baixo assemelha-se fortemente com o sphenacodon, muito provavelmente um parente do dimetrodon, mas com uma cauda menor.

Os críticos da interpretação de que o fresco exibe um moeritério e um sphenacodon alegaram que o fresco, na verdade, exibe um hipopótamo e um crocodilo. Como evidência, eles apontam para outras peças de arte relacionadas que caracterizam pigmeus em cenários semelhantes a interagir com hipopótamos e crocodilos estilizados. A insinuação é que o ‘sphenacodon’ foi fortemente estilizado (ou caricaturado de forma deficiente).

Um problema óbvio com este argumento é que os crocodilos não têm uma “vela” nas suas costas, e não é normal os artistas “acidentalmente” desenharem uma “vela” nas costas de crocodilos.

Mesmo que possa ser alegado que o réptil no fresco não tem uma “vela” mas linhas de espinhas que são uma ilusão de “vela”, o facto permanece que espinhas curtas (se é que se pode chamar isso de “espinhas”) nas costas dum crocodilo aumentam de comprimento rumo à parte final da cauda, embora ocorra exactamente o contrário com a estrutura com a aparência de barbatana da criatura que se encontra na pintura.

Um argumento semelhante foi avançado pelos cépticos em relação ao animal identificado como o moeritério; alega-se que é uma forma incorrecta e estilizada dum hipopótamo. No entanto, se o artista realmente queria retratar uma hipopótamo, é difícil de imaginar como é que ele pode ter errado de forma tão flagrante em relação à anatomia, o que é verdade mesmo se ele estivesse a retratar um hipopótamo tendo como base nada mais que uma descrição verbal e ele nunca tivesse visto um hipopótamo na sua vida.

Para além disso, as pernas dum hipopótamo são curtas. Em todas as formas possíveis, o animal do fresco é totalmente diferente dum hipopótamo, mas está de acordo com  forma dum moeritério. O mesmo pode ser dito para o réptil.

O Dinossauro Chinês da pintura de 1500 AD

Dinossauro_Chines

O Museu de Shangai exibe esta peça de arte Chinesa pintada há cerca de 500 anos atrás durante a Dinastia Ming por parte dum artista com o nome de Ding Yunpeng, e ela é uma das caracterizações mais realistas do popular Dragão Chinês. Em vez de desenhá-lo longo e flexível como as actuais paradas exibem, a sua estrutura é mais dinossáurea.

Para além disso, e em contraste a outras caracterizações onde a criatura tem asas de verdade, Yunpeng contentou-se em desenhá-lo com tufos filamentosos. Isto é fascinante visto que os fósseis de coelurossauro são frequentemente descritos como tendo plumagem filamentosa. (18) (19) Notem o quão parecidas esta descrição moderna dum coelurossauro e a pintura com 500 anos são.

Dinossauro_Chines_Comparacao

Uma das mais notórias disparidades, obviamente, é o par de chifres que adorna o dragão, mas isso não é motivo para se rejeitar de todo a comparação. É comum os animais terem variedades com chifres e sem chifres. Por exemplo, o Carnotauro muito provavelmente é um parente com chifres do T.Rex:

Dinossauro_T_Rec_Carnotaurus

Temos também variedades cornudas de animais dos quais nunca se pensaria terem chifres, tais como o gopher [ed: um tipo de esquilo] e o tatu.

Tatu_Gopher_Chifrudo

O Dinossauro com Bico de Pato da França

Tal como a peça de arte prévia, esta também foi reconstruída no século 16. O que se segue é um close-up duma tapeçaria actualmente em exibição no “Royal Chateau de Blois”, França. Se alguém atribuir o par de asas douradas à liberdade artística, a criatura parece inequivocamente ser um hadrossauro, isto é, um dinossauro com bico de pato.

Dinossauro_Bico_Pato

Levemos em conta a enorme semelhança entre este esqueleto actual e juvenil dum hadrossauro com o animal na tapeçaria. Pode-se sobrepôr uma em cima da outra e obter uma semelhança imensa.

Dinossauro_Bico_Pato_2

Notem também na semelhança com esta reconstrução moderna dum hadrossauro.

Dinossauro_Bico_Pato_3

O Nothossauro da Toalha de Altar Espanhola

Dinossauro_Espanha_Sao_Jorge

Esta toalha de altar, que adorna a Capela de São Jorge de Barcelona (Espanha) e que foi criada há 400 anos atrás, caracteriza São Jorge a matar um dragão. Uma imagem vale por mil palavras, e como tal, a comparação fala por si. Os nothossauros, supostamente extintos há “milhões de anos”, aparentemente habitaram os rios da Espanha há apenas alguns milhares de anos atrás.

Dinossauro_Espanha_Sao_Jorge_2

Isto está muito longe de ser uma lista exaustiva das evidências históricas em favor da coexistência entre humanos e dinossauros, no entanto pode ser visto que tal tipo de evidências abarcam milénios e podem ser encontradas em todo o mundo.

* * * * * * *

Qual é a importância destas evidências e qual é o propósito de se mostrar que os dinossauros viveram lado a lado com seres humanos até bem pouco tempo atrás (e não “milhões e milhões de anos”)? A importância disto tudo é Autoridade da Palavra de Deus e a batalha pelas almas perdidas.

Os inimigos de Deus têm usado os magníficos dinossauros como forma de destruir a linha temporal Bíblia (onde a Terra foi criada há cerca de 6,000/7,000 anos atrás em seis dias de 24 horas), e com isso, fragilizar a fé das pessoas na Historicidade da Bíblia; afinal, se o Primeiro Livro da Bíblia está cientificamente e historicamente errado, então porque é que devemos confiar na historicidade do resto da Bíblia?

Eles têm dito que os dinossauros “não são mencionados na Bíblia”, ou que a criação literal “é refutada” pelo “facto” dos dinossauros se terem extinguido muito antes do ser humano ter aparecido. Mas, e aqui reside a Verdade, o que as evidências históricas e arqueológicas demonstram, é que a Bíblia sempre esteve correcta na sua afirmação de que todos os animais terrestres foram criados no 6º Dia da Criação literal. E se os dinossauros sempre viveram lado a lado com os seres humanos, e isso é o que as evidências históricas mostram, a interpretação evolutiva do registo fóssil está totalmente e irremediavelmente destruída e, logicamente falando, tem que ser colocada de parte.

Dito de outra forma, à luz do que a história arqueológica revela, quem defende os “milhões de anos”, está a fundamentar a sua “lógica” numa posição empiricamente falsa e totalmente refutada pelas observações. Quem, por outro lado, defende uma criação recente (onde os dinossauros e os humanos coexistiram), está a fazer uma afirmação consistente com os dados disponíveis.

A Bíblia e a ciência estão de acordo, e nem poderia ser de outra forma porque Quem revelou a Bíblia é o Autor do universo estudado pela ciência.

Consequentemente, se a Bíblia está certa sobre o passado, então é bem provável que esteja certa sobre o futuro. Se a Bíblia diz que o Dia do Julgamento Final aproxima-se, então se calhar é isso mesmo que vai brevemente acontecer. O Cristão, munido da Infalível Palavra de Deus e fortalecido pelo Espírito Santo, tem que avisar os descrentes de que o Criador dos dinossauros brevemente virá, e que o Juízo que Ele vai executar vai ser severo para quem coloca em causa a Sua Palavra.

A realização de que os dinossauros viveram lado a lado não é um fim em si, e não um argumento para vencer debates, mas sim uma arma que o Cristão tem para atrair as pessoas para a Autoridade da Palavra de Deus.

Que Deus nos ajude a usar a ciência que Ele nos deixou para (primeiro) a melhorar a nossa defesa da Fé, e (seguidamente) mostrar aos descrentes que a Bíblia é cientificamente e historicamente fiável.

Amém.

Fonte: http://bit.ly/1KeDQ6v (PDF)

(01) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16293759
(02) http://bio.sunyorange.edu/updated2/pl%20new/36%20Sauropods.htm
(03) Ibid.
(04) Ibid.
(05) http://creation.com/bishop-bells-brass-behemoths
(06) http://www.apologeticspress.org/APContent.aspx?category=9&article=3533
(07) http://www.livescience.com/13448-dinosaur-human-petroglyph-creationism-debunked.html
(08) http://www.untoldsecretsofplanetearth.com/docs/kachina_bridge-2011-10_mb.pdf
(09) http://www.newspapers.com/newspage/1717163/
(10) http://data.bls.gov/cgi-bin/cpicalc.pl?cost1=300&year1=1926&year2=2014
(11) Murphy, Jan Elizabeth. Mysteries and Legends of Colorado: True Stories of the Unsolved and
Unexplained. Globe Pequot, 2007. Print.
(12) tarapotolife.com
(13) http://www.rupestreweb.info/bellohorizonte.html
(14) http://www.faithfulanswers.com/are-the-ica-stones-authentic/
(15) Nelson, Vance. Untold Secrets of Planet Earth: Dire Dragons. 2011. Print.
(16) http://www.icr.org/article/dinosaur-youngster-looks-like-dragon/
(17) http://palaeo-electronica.org/content/2013/541-dinosaurs-in-greco-roman-art
(18) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22753486
(19)https://answersingenesis.org/dinosaurs/feathers/fine-filaments-feathered-dinosaurs/
(20) http://nmstatefossil.org/item/151
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Plínio o Velho escreveu sobre dragões

Por Forbidden History

Plinio_o_VelhoGaius Plinius Secundus, mais conhecido como Plínio o Velho, foi um autor, naturalista, e filósofo natural, bem como comandante naval e comandante do exército do início do Império Romano. Ele viveu entre 23 A.D a 79 A.D, e passou a maior parte do seu tempo a estudar, a escrever ou a investigar os fenómenos naturais e geográficos in loco.

Plínio escreveu uma obra enciclopédica, , Historia Natural, que é composta por 37 livros cobrindo áreas tais como a matemática, a geografia, a zoologia, a botânica, a agricultura, a farmacologia, mineralogia, e muito mais.

No Oitavo Livro da História Natural, encontramos uma informação relativamente detalhada sobre “dragões”. Esse mesmo livro (o 8º) também tem descrições sobre crocodilos, serpentes, e outros répteis, o que os coloca de fora como candidatos para o dragão.

A partir do que se pode ler, pode ser que os “dragões” mencionados tenham o significado da maior de todas as serpentes, com um tamanho que hoje se encontra ausente ou raro. As citações que se seguem encontram-se no Livro Oitavo, Capítulos XI, XII, & XIII, XVII. (documento-fonte) Para saber mais sobre este relato e muitos outros, assistam ao filme: “Forbidden History: Dinosaurs and the Bible”.

Livro Oitavo

Capítulo XI: “Os Elefantes reproduzem-se na parte da África que se encontra para além do deserto…. A Índia tem os maiores: como também os dragões que se encontram continuamente em desacordo com eles, e mais ainda a lutar, e estes com tal grandiosidade que eles podem facilmente se envolver e se enrolar em torno dum Elefante, e com tudo isto, agarrá-los com um nó. Neste conflicto, eles morrem, tanto um como o outro. O Elefante cai morto como se tivesse sido conquistado, e com o seu enorme peso esmaga o dragão que se encontra envolvido e agarrado a ele.”

NaturalisCapítulo XII: “…os dragões lutam, emaranham e prendem os seus pés e as suas pernas inicialmente com a sua cauda: os Elefantes, por outro lado, desfazem estes nós com as suas trombas como se fosse com uma mão…. a primeira coisa que os dragões atacam são os olhos…… Ora, estes dragões são tão grandes que são capazes de receber os ataques dos Elefantes. Depois disto, eles são sugados até que caem mortos.”

Capítulo XIII: “Na Etiópia existe um tipo enorme de dragões, tal como na Índia, nomeadamente, com 20 côvados [cerca de 9 metros]”.

Note-se também que no capítulo XIII encontra-se esta citação interessante:

Escreve Megasthenes que existem por lá, entre os Indianos, serpentes tão grandes que são capazes de engolir duma vez veados e touros….Attilius Regulaus, general sob os Romanos e durante as guerras contra os Cartagineses, atacou uma Serpente perto do rio Bagrada, que tinha o comprimento de 120 pés [cerca de 36,5 metros]

http://goo.gl/66V2rF

* * * * * * * *

Um animal que seja capaz, sozinho, de atacar um elefante, e matá-lo, tem que ser um animal com um tamanho e/ou força considerável. A alegação evolucionista de que todos os outros animais citados por Plínio são animais reais, mas o dragão é “mitológico”, é difícil de ser logicamente sustentada. A explicação mais económica para estes “dragões” é que eles são os animais que hoje em dia chamamos de “dinossauros”.

A Bíblia, como o mais fiável Documento Histórico da humanidade, não poderia deixar de falar de “dragões” (dinossauros):

E de noite saí pela porta do vale, para a banda da fonte do dragão, e para a porta do monturo, e contemplei os muros de Jerusalém, que estavam fendidos, e as suas portas que tinham sido consumidas pelo fogo. – Neemias 2:!3

Portanto, a alegação de que os dinossauros (“dragões”) sempre viveram lado a lado com os seres humanos é suportada pela História, pelos fósseis e, acima de tudo, pela Palavra de Deus.

A alegação contrária não tem qualquer tipo de apoio para além da crença de que os dinossauros misteriosamente “desapareceram” da Terra há 65 milhões de anos (data que pode variar segundo o evolucionista que a afirma).

É muito mais lógico aceitar o que os dados históricos e Bíblicos revelam do que aceitar nas sempre flutuantes opiniões evolucionistas.

 

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Será que evolucionistas estão a afirmar que a maior parte dos dinossauros era vegetariana?

(O texto que se segue foi escrito por um evolucionista, e como tal, o mesmo tem as tradicionais e erróneas crenças dessa fé – “milhões de anos”, dinossauros extintos há “milhões de anos”, dinossauros a evoluir para pássaros, e outros mitos)

Por Andy Bloxham

Embora o Tiranossauro Rex englobe em si a imagem dum dinossauro que causa o terror ao rasgar a carne com as suas poderosas mandíbulas, a maior parte dos seus parentes mais próximos ficavam satisfeitos a mordiscar folhas de plantas.

Um estudo recente levado a cabo a 90 espécies de dinossauros terópodes coloca em causa a visão convencional de que quase todos terópodes caçavam presas, especialmente aqueles mais proximos dos ancestrais das áves. Em vez disso, o estudo revelou que entre os dinossauros com uma maior aparência de áves e com o nome de coelussauro, comer plantas era estilo de vida comum.

Cientista_Lindsay_ZannoA sua dieta pode-lhes ter ajudado a sobreviver e a explorar novos meios ambientais, tornando-se no grupo de dinossauros mais bem sucedido durante o período Cretáceo, 145-65 milhões de anos atrás. A Drª  (do Chicago Field Museum) afirmou:

Claramente, a maior parte dos terópodes estava adaptada ao estilo de vida predatório, mas algures na linhagem durante a sua evolução para as áves, os dinossauros predatórios acalmaram.

Os terópodes são um grupo de dinossauros bípedes coloquialmente conhecidos como “dinossauros “predatórios” e incluem caçadores icónicos tais como o Tiranossauro e o Velociraptor. Entre os dinossauros terópodes, todas as aves modernas e os vários grupos dos seus mais próximos mas extintos parentes pertencem a um subgrupo conhecido como Coelurosauria. A maior parte destes tinham asas e bastante inteligentes, e aqueles com corpos mais pequenos também pertenciam a este grupo.

No entanto, os pesquisadores só têm alguns ossos e dentes fossilizados com os quais trabalhar, e como tal viram-se forçados a deduzir a sua dieta a partir destes. Por exemplo, os dentes esmagadores de ossos dos Tiranossauros eram ferramentas dum megapredador, e as baterías dentífricas dos Triceratops eram usadas para podar o material vegetal.

No entanto, muitos dinossauros coelurossaurianos têm adaptações mais ambíguos tais como dentes com a aparência de cavilhas na parte frontal da sua boca, ou nenhum dente, o que dificultou a determinação da sua dieta. A Drª Zanno acrescentou:

Estes dinossauros estranhos têm sido sujeitos a muita especulação mas até hoje, não temos uma forma fiável de escolher entre as teorias concorrentes em relação ao que eles comiam.

Mas foi encontrado um pequeno número de estrume de dinossauro fossilizado, bem como partes estomacais, presença de pedras dentro do estômago (que servem como moinho gástrico na digestão da vegetação) junto dum certo número de espécies. E foram encontradas duas espécies de dinossauro, preservadas presas numa posição de combate, e estas espécies pode incidir mais luz sobre a dieta dos dinossauros.

Os pesquisadores encontraram quase duas dúzias de traços anatómicos estatisticamente ligados a evidências de herbivoria, incluindo um bico sem dentes.

Mal nós fizemos a ligação entre certas adaptações com evidências directas da dieta, tentamos encontrar quais outras espécies de terópodes tinham os mesmos traços. Depois disso, fomos capazes de afirmar quem era mais provável de ser vegetariano e quem não era.

Aplicando estes dados às dietas, os pesquisadores apuraram que 44 espécies de terapódes distribuídas em seis linhagens importantes, eram herbívoras e que os seus ancestrais da maior parte dos dinossauros com penas e das áves modernas tinha muito provavelmente perdido o seu apetite exclusivamente pela carne.

Uma vez que hábitos alimentares vegetarianos foram encontrados de forma tão propagada no Coelurosauria, os hábitos hipercarnívoros dos T.rex e de outros coelurossauros comedores de carne tais como o Velociraptor têm que ser vistos “mais como uma excepção e não como a regra.”

Dinossauro_T_RexPara além de identificar a dieta, os pesquisadores analisaram se os diferentes grupos de coelurossauros seguiam a mesma linha evolutiva rumo a uma dieta herbívora.

Eles apuraram que, com o passar do tempo, as espécies perderam os seus dentes rasgadores de carne, desenvolveram tipos de dente estranhos, tais como os com a forma de cavilha, e, por fim, alguns perderam a maior parte ou todos os seus dentes, substituindo-os com um bico parecido aos bicos das áves.

Depois disso, os bicos continuaram a evoluir uma miríade de formas e ajudaram a suportar a elevada amplitude da diversidade alimentar das aves modernas. Uma teoria defende que o motivo que causou a que eles fossem tão bem sucedidos foi que a divisão dos continentes e a origem dos novos habitats disponibilizou novos nichos alimentares para os coelurossauros explorarem. A Drª Zanno disse:

A habilidade de se comer material vegetal pode muito bem ter desempenhado um papel principal ao permitir que os dinossauros coelurossaurianos atingissem tal diversidade de espécies. Mas são necessários mais estudos como forma de entender qual o papel que as mudanças na dieta desempenharam no processo evolutivo.

Visto que os dinossauros ceolurossaurianos incluem os parentes próximos e extintos das áves, entender a sua biologia é extremamente importante como forma de se entender como, quando e sob que condições as áves inicialmente evoluíram e começaram a voar.

Nós não sabemos o que levou os ancestrais das áves a começar a voar; buscar comida nas árvores é apenas uma das muitas possibilidades

Usando análise estatística como forma de apurar a correlação entre os traços físicos e a dieta pode disponibilizar uma janela de oportunidade para se saber como é que a evolução funciona.

Ser capaz de estabelecer com confiança a dieta de animais extintos irá permitir que sejamos capazes de começar a lidar com as questões mais generalizadas, tais como se os animais tendem a aumentar em número e em diversidade quando eles evoluem a herbivoria.

Os resultados apurados encontram-se publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences.

http://bit.ly/1GMIzdY

* * * * * * *

O que interessa reter deste texto é que uma larga parte dos dinossauros era vegetariana, e que as antigas crenças evolutivas em relação à sua dieta estavam erradas (ou pelo menos, incompletas).

À medida que as evidências científicas vão mostrando que animais que dantes se pensavam serem carnívoros poderiam ter sobrevivido com uma dieta não-carnívora, os dados científicos vão-se alinhando cada vez mais com a Verdade Bíblica, de que, originalmente, todos os animais eram herbívoros.

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O segredo mortífero de Charles Darwin

Por  Noel Hornor

EpicuroEmbora a teoria da evolução hoje tenha ampla aceitação, as suas origens são mais sinistras do que a maioria das pessoas sabe. Charles Darwin deu início à evolução na esfera pública com as suas obras em relação a este tópico, mas a ideia não originou nele. As raízes da teoria da evolução são muito antigas.

O filósofo Grego Epicuro (341-270 B.C.) “olhava para o mundo e para a vida como um cosmos auto-criado, onde a vida apenas acontecia” (Marvin Olasky, “Staring at Death,” World, July 13, 2013).

O Epicurismo existiu durante muitos séculos depois da morte do Epicuro, e no ceu âmago, esta filosofia colocava ênfase no prazer físico como o objectivo principal da vida (para além de negar qualquer componente espiritual na vida). O poeta e filósofo Romano Lucrécio (99-55 B.C.) era um Epicureno e consequentemente acreditava que o prazer era o propósito maior da existência. Ele descreveu o ideal da vida desta forma:

Os homens podem-se deitar, lado a lado, na relva macia, sob os ramos duma árvore alta, perto duma ribeira, e facilmente, e agradavelmente, cuidar das necessidades da criatura. (On the Nature of Things, translated by Frank Copley, 1977, p. 29).

Lucrécio acreditava também que o ser humano não tinha qualquer hipótese de obter imortalidade. Ele escreveu “‘Adormecido na morte;’ é assim que vais estar durante o resto do tempo”. (p. 77). Ele acreditava que não havia coisas como intervenção Divina, milagres ou vida eterna. O ponto de vista que Lucrécio tinha do início da vida era espantosamente parecido com a geração espontânea:

Justificadamente a terra recebe o nome de mãe, visto que da terra todas as coisa nasceram. E mesmo hoje, muitas criaturas nascem da terra, moldadas pela chuva e pelo forte calor do sol (p. 131).

Darwin popularizou ideias antigas.

Charles Darwin não foi o primeiro evolucionista, nem mesmo em tempos modernos. De facto, o seu avô, Erasmus Darwin, era também um evolucionista (Paul Johnson, Darwin: Portrait of a Genius, 2012, p. 41). O que aconteceu foi que Darwin apenas popularizou a ideia da evolução com a publicação do seu livro “A Origem das Espécies”.

Eventualmente, o conceito da evolução iria varrer o mundo, e esta ideia não foi “inofensiva” visto que ela estava destinada a causar muitos malres – incluindo a morte de milhões de pessoas inocentes, tal como veremos já a seguir. A teoria da evolução é inimiga da vida civil, do amor, da religião e de Deus.

Muitos cientistas e professores mais não são que convertidos para o que nada mais é que a religião da evolução. Eis aqui o que um biólogo evolucionista escreveu:

A evolução é o mais importante conceito da biologia. Não há um único “Porquê?” dentro da biologia que não pode ser respondido de forma adequada sem levar em consideração a evolução. Mas a importância deste conceito vai para além da biologia. Quer nós nos apercebamos ou não, a forma de pensar do ser humano é profundamente afectada – eu estou quase tentado a dizer “determinada” – pelo pensamento evolutivo. (Ernst Mayr, What Evolution Is, 2001, p. xiii).

O professor Mayr está certo quando diz que o pensamento do “homem moderno” está profundamente afectado visto que esta ideologia [evolutiva] enganou milhões de seres humanos e levou-os a pensar que a vida não tem qualquer tipo de propósito transcendental. O famoso evolucionista e ateu Richard Dawkins disse que “não há design e nem propósito” na nossa existência, concluindo que os seres humanos mais não fazem que “dançar” ao ritmo da música do nosso ADN (River Out of Eden, 1995, p. 133).

Muitos seres humanos, de facto, já dançaram ritmos estranhos. A sua “insanidade espiritual” vai desde a anti-Bíblica discriminação, passando pela maligna eugenia, acabando no assassínio frio e calculado. Um dos próprios professores de Darwin, Adam Sedgwick, avisou que a humanidade sob a influência do pensamento evolutivo “iria abandonar oos códigos morais que permitiram que a civilização sobrevivesse” (Carl Zimmer, commentary within Charles Darwin, The Descent of Man, and Selection in Relation to Sex, 2007, p. 151).

E de facto, os códigos morais foram corrompindos, e com frequência o falhanço moral dos sers humanos pode ser directamente associado à teoria da evolução e a descrença em Deus. Os exemplos vão desde a discriminação simples à brutalidade total.

De Darwin a Hitler

Eis o que Viktor Frankl, sobrevivente do Holocausto [dos Judeus] , tinha a dizer da influência do pensamento evolutivo no desenvolvimento do holocausto:

Viktor_FranklOs campos de gás de Auschwitz foram a consequência final da teoria de que o ser humana nada mais é que o produto da hereditariedade e do meio ambiente – ou, como os Nacionais-Socialistas gostavam de dizer, “Sangue e Solo”.

Estou perfeitamente convencido que os campos de gás de Auschwitz, Treblinka, e Maidanek foram em última análise preparados não num Ministério ou noutro em Berlim, mas sim nas secretárias e nas salas de aula de cientistas e filósofos niilistas. (The Doctor and the Soul: From Psychotherapy to Logotherapy, 1986, p. xxvii).

Hitler alegou ser um promotor do Cristianismo; observe-se que a dada altura ele disse o seguinte a um grupo de pastores:

Senhores reverendos…..aceitei de bom grado o vosso convite como forma de esclarecer o meu programa para as igrejas. Gostaria de vos convencer que estou a trabalhar para a recuperação moral da nossa nação, tal como vocês estão. Desde a sua derrota que a Alemanha precisa mais e mais do seu Cristianismo. Ela [a Alemanha] precisa das suas igrejas. Temos que colocar um ponto final no movimento dos ímpios [ed: provável referência ao comunismo]. Precisamos do vosso apoio. Precisamos do apoio de todos que têm os interesses da Pátria no seu coração. (Leo Stein, Hitler Came for Niemoeller: The Nazi War Against Religion, 2003, p. 78).

Olhando para as coisas de forma retrospectiva, torna-se claro que o apelo de Hitler nada mais era que uma decepção. O autor William Shirer salienta que, longe de restaurar a moralidade Cristã para o país, “o regime Nacional-Socialista tinha como plano a eventual destruição do Cristianismo na Alemanha – se pudesse – e colocar em seu lugar o antigo paganismo dos deuses das antigas tribos Germânicas e o novo paganismo dos extremistas da Nacional-Socialista.” (The Rise and Fall of the Third Reich, 2011, p. 240).

Com o seu foco em ajudar o próximo, o Cristianismo era visto como uma fraqueza, especialmente quando esta fé era colocada lado a lado com a filosofia do “o poder faz o direito” nascido parcialmente da Darwiniana “sobrevivência do mais apto” e da violência presente na evolução das espécies.

O conceito da evolução foi também muito influente no desenvolvimento da eugenia visto que Hitler acreditava na superioridade do povo Alemão e que ele tinha o direito de melhorar a raça humana eliminada os grupos “inferiores”. (Richard Weikart, From Darwin to Hitler, 2004, p. 212).

A Nacional-Socialista estava determinada em garantir que os Judeus não sobrevivessem e não “evoluíssem mais ainda”, e devido a isto, em 1942 oficiais importantes do regime Nacional-Socialista levaram a cabo uma conferência em Wennsee – subúrbio de Berlim – como forma de expor a “solução final”, e informar os líderes administrativos dos departamentos responsáveis por várias políticas relativas aos Judeus.

Uma das declarações mais importantes da sua política oficial foi::

No decorrer da solução final e sob liderança apropriada, os Judeus têm que ser colocados para trabalhar no Este. Em colunas laborais grandes e unissexuais, os Judeus aptos para trabalhar irão trabalhar rumo ao Este construindo estradas. Sem dúvida que a maioria será eliminada por causas naturais.

Qualquer resto que sobreviva será sem duvida composto pelos elementos mais resistentes. Eles terão que ser tratados de forma apropriada porque de outra forma, e através da selecção natural, eles formarão as células germinativas dum novo renascimento Judaico. (Mark Roseman, The Wannsee Conference and the Final Solution, 2002, p. 101).

A contagem de mortos dos estados ateístas.

02 Crucificado CAmbodjaA declaração da Conferência de Wannsee conteve várias frases mostrando que a doutrina da sobrevivência-do-mais-apto proveniente da teoria da evolução foi usada como tentativa de exterminar grupos étnicos de pessoas, mas esta não foi a única “experiência” de exterminação em massa dos regimes totalitários do século 20.

Se por acaso fossemos examinas os três grandes regimes ateístas do século 20 – Mao na China, Estaline na Rússia, e Hitler na Alemanha Nacional-Socialista – iríamos descobrir que eles foram responsáveis pela morte de mais de 100 milhões de pessoas. O número nem inclui a contagem de mortos de outros regimes tais como as matanças em massa de Pol Pot no Cambodja. (Sean McDowell and Jonathan Morrow, Is God Just a Human Invention? 2010, pp. 138-139).

Obviamente que a ausência de fé no Deus Justo e Atento só criou uma maior violência e imoralidade mais intensa nestas sociedades. Os cidadãos mais vulneráveis eram aqueles que mais sofriam devido à visão do mundo que rejeita o Criador como a Autoridade Moral Suprema; esta é a realidade que se encontra na raiz de todas as sociedade seculares.

Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.  Salmos 14:1

Tal pessoa ou acredita em Deus ou não acredita. “Deus não é importate na minha vida”, saliente um comentário a essa passagem da Bíblia. “Essa pessoa fecha os assuntos deste mundo a qualquer intervenção Divina, e nega qualquer responsabilidade pessoal das suas acções perante Deus.” (Expositor’s Bible Commentary, Vol. 5, p. 143). E o problema encontra-se bem generalizado:

À medida que Deus observa a humanidade, Ele fica sobrepujado com a maldade que vê. Parece que todos “têm-se corrompido”, têm-se tornado “corruptos” ” não há ninguém que “faça o bem” (ibid., p. 145).

Era desta forma que as coisas estavam nos dias de Noé (ver Génsis 6:5), e o Senhor Jesus disse que é deste forma que as coisas estarão no final dos tempos (Mateus 24:7). Infelizmente, a humanidade continuará no seu caminho de auto-degradação à medida que vamos rejeitando a Deus.

Os efeitos do Darwinismo Social

Heilanstalt Schönbrunn, KinderOs evolucionistas Darwinianos acreditam que a vida é produto duma evolução; o Darwinismo Social é  ideia de que o egotísmo cruel e ateísta é a política mais bem sucedida.

Dito de outra forma, o melhor caminho a seguir é aquele onde cada indivíduo toma conta de si mesmo, independentemente das consequências nos outros. Para além disso, o Darwinismo Social defende que a vida evoluiu não só biologicamente, mas também intelectualmente e culturalmente. E aquelas pessoas consideradas superiores a outras através das variadas formas são consideradas como tendo um maior direito à vida.

Se a lei, o governo e a religião evoluíram, isso significa que não existem absolutos. Isto cria um tipo de sociedade onde “tudo vale”; podes fazer o que bem quiseres. Os superiores podem matar os inferiores inocentemente, como procede dessa forma de pensar (e essa tem sido a práctica dum certo número de governos genocidas).

O porquê de ser urgente que o Senhor Jesus regresse

Quando o Senhor Jesus Cristo reuniu os Seus discípulos, pouco antes da Sua morte, eles perguntaram-No em relação aos possíveis sinais do Seu eminente regresso O Senhor Jesus respondeu com uma lista de condições e eventos, começando com os problemas antigos existentes naqueles dias que se iriam agravar e intensificar mais para o final dos tempos:

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores.  Mateus 24:7-8

Estas coisas têm estado a aumentar durante o último sécul, e ficarão ainda piores. O astrónomo e autor Martin Rees comentou que, embora os desastres naturais tenham sido a maior ameaça para os humanos durante a História, a sociedade moderna encontra-se mais ameaçada pela guerra e pelo genocídio:

Estima-se que em duas guerras mundiais e com as suas consequências, 187 milhões de pessoas morreram através da guerra, do massacre, da perseguição, ou da fome induzida. O século 20 foi talvez o primeiro durante o qual mais pessoas morreram como consequência de regimes totalitários do que como consequência de desastres naturais. (Our Final Hour, 2004, pp. 25-26).

Numa guerra, vale tudo. A teoria da evolução e o ateísmo e o Darwinismo Social que esta teoria causou são o resultado dum mundo que voltou as suas costas a Deus – mundo esse que está cambalear rumo a um período de grandes tumulto tal como antevisto pelo Senhor Jesus Cristo.

O segundo selo da Revelação profetiza também dum tempo de guerra horrenda:

E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.  Apocalipse 6:3-4

Esta visão sóbria descreve uma guerra sangrenta materializada pela rejeição a Deus por parte da humanidade, e pela premissa amoral e vazia da evolução Darwiniana. A mensagem de Deus, no entanto, é de esperança. A Bíblia diz-nos que o Senhor Jesus irá intervir como forma de prevenir que a guerra das guerras chegue ao ponto de aniquilar a humanidade:

E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.  Mateus 24:22

O Senhor Jesus voltará durante a sétima trombeta para salvar a humanidade deste fim (Revelação 11:15). Alguns rebeldes e evolucionistas podem blasfemar contra Deus (ver Revelação 16:11), mas se eles se arrependerem profundamente, também eles podem receber a salvação Divina que eles tanto colocam em causa e desprezam.

No tempo respectivo, e segundo o propósito e o plano de Deus, a humanidade irá finalmente aprender o quão malignas as guerras e as outras ideias mortíferas que fluem da evolução Darwiniana realmente são. E então, a paz do Reino de Deus irá reinar para sempre!

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Os embriões de Haeckel

Por Bill Jahns

Desde que Darwin escreveu o seu famoso livro “A Origem das Espécies” que os evolucionistas têm apontado para exemplos que eles alegam que provam a teoria da evolução. Mas quão “bons” são estes exemplos? Darwin dependeu de livros de outras pessoas como forma de demonstrar a sua teoria. Um exemplo famoso, ainda usado em virtualmente todos os livros escolares que promovem a evolução, são os assim chamados “Embriões de Haeckel”.

ErnstHaeckelHaeckel, biólogo Alemão, havia supostamente mostrado que os embriões dos vários animais eram idênticos uns aos outros nas fases iniciais. Darwin havia escrito que “é provável, segundo o que sabemos dos embriões dos mamíferos, das áves, dos peixes e dos répteis, que estes animais sejam os descendentes modificados de algum progenitor.” (The Origin of Species , Great Books of the Western World series, p. 224).

Darwin escreveu também que, visto que os seres humanos e os outros vertebrados aparentemente eram semelhantes na fase inicial do seu desenvolvimento, “temos que admitir de modo franco a sua comunhão na descendência.” (The Descent of Man, 1952, Great Books of the Western World series, p. 265). Ele esreveu para um amigo que as semelhanças nos embriões iniciais eram “de longe, a mais forte classe individual de factos” em favor da sua teoria. (The Life and Letters of Charles Darwin , 1896, Vol. II, p. 131).

Darwin bem como outros promoveram esta ideia embora outros peritos da disciplina, tais como Karl Ernst von Baer (a dada altura, o mais famoso embriólogo da Europa), discordassem. Von Baer declarou que “o embrião duma forma superior não se assemelha a nenhuma outra forma mas só ao seu embrião” (tal como citado por Jonathan Wells no seu livro “Icons of Evolution: Science or Myth?” , página 84, 2000). No entanto, Darwin citou von Baer em apoio à sua teoria embora von Baer não acreditasse no Darwinismo e o contestasse fortemente.

No entanto, hoje em dia, os biólogos reconhecem que Haeckel falsificou os seus desenhos como forma de os usar em apoio da teoria de que, de forma essencial,  os embriões recapitulavam a história evolutiva da espécie à medida que se desenvolviam. O biólogo Jonathan Wells escreve que as ilustrações de Haeckel . . . . .

. . . . . mostram os embriões dos vertebrados que são muito parecidos nas fases iniciais…. De facto, os embriões são demasiado parecidos … Ele [Haeckel] foi mais do que uma vez, e com justificação, acusado de falsificação científica ….

Em alguns casos. Haeckel usou a mesma xilogravura para imprimir embriões que supostamente eram de classes distintas. Dito de outra forma, ele manipulou os seus desenhos de forma a que os embriões tivessem a aparência mais semelhante do que a que realmente tinham …

Os contemporâneos de Haeckel criticaram-no repetidamente por esta má-representação, e acusações de fraude foram comuns durante a sua vida.. (Wells, pp. 90-91).

Comparando os desenhos de Haeckel com embriões genuínos, torna-se aparente que as suas ilustrações forma distorcidas como forma de servirem de apoio para as suas ideias pró-evolutivas. Encontramos aqui um exemplo clássico da forma como ideias pré-estabelecidas por parte daqueles que examinam as evidências científicas podem afectar as suas conclusões.

Haeckel, tal como muitos evolucionistas durante os anos que se seguiram, só viu as evidências que ele queria ver, e aparentemente acreditava que os fins (o que ele acreditava ser a verdade da teoria da evolução) justificava os meios (as supostas, mas erróneas e até fraudulentas, provas da teoria).

Em 1997, embriólogo Britânico Michael Richardson, bem como uma equipa internacional de peritos, levou a cabo um estudo comparando os desenhos de Haeckel com os embriões genuínos. As suas conclusões? O trabalho de Haeckel “está-se a revelar como uma das falsidades mais famosas dentro da biologia” (Elizabeth Pennisi, “Haeckel’s Embryos: Fraud Rediscovered,” Science 277, 1997, p. 1435). No entanto, apesar se terem sido repetidamente desacreditadas, as ideias de Haeckel, bem como os seus desenhos, ainda aparecem em muitos livros de biologia modernos, sendo até apresentados como um “facto”

A realidade dos factos é que, aquando da sua fase inicial, os embriões são claramente distintos uns dos outros. Com os seus desenhos falsos, Haeckel tentou mostrar que os embriões eram semelhantes.

Isto supostamente significava que todas as criaturas descendiam dum ancestral comum. No entanto, em vez de demonstrar uma evolução, o desenvolvimento dos embriões revela que cada espécie é distinta. Em vez de estar de acordo com a teoria da evolução, a embriologia aponta para a Criação.

Haeckel-Embriologia

http://bit.ly/1HZK4nT

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A evolução das plantas e o silêncio de Charles Darwin

Por Mario  Seiglie

Pode ser surpresa para alguns o facto do livro de Charles Darwin “A Origem das Espécies” mal ter tocado na evolução das plantas. Afinal, as plantas são metade das formas vivas que existem no planeta. No entanto, o suposto mecanismo principal para o desenvolvimento de novas espécies – a selecção natural e as mutações – ainda não explicaram nem o aparecimento súbito das plantas no registo fóssil, e nem o porquê das plantas terem ficado essencialmente na mesma desde o início.

PlantaClaro que Darwin sabia do problema – e foi por isso que ele mal tocou nesse tópico no seu livro. Anos mais tarde, ele confessou a um bom amigo, um botânico Joseph Hooker, que o aparecimento súbito das plantas com flores no registo fóssil era um “mistério abominável.” De facto, practicamente tudo que se foca no aparecimento das plantas é um “mistério abominável” para os evolucionistas.

Actualmente existem cerca de 375,000 espécies de plantas, e a maior parte delas não mudou de forma notável desde que apareceram pela primeira vez no registo fóssil. Tal como o geneticista e biólogo salienta:

Um problema enorme para o Neo-Darwinismo é a ausência total de evidências em favor da evolução das plantas no registo fóssil. De forma geral, as evidências fósseis das plantas pré-históricas [sic] são na verdade bastante boas, no entanto nenhuma forma transicional convincente foi descoberta no abundante registo fóssil de plantas. (“The Evolution of Plants: A Major Problem for Darwinists,” Technical Journal, 2002, edição online).

Mais ainda, o princípio evolutivo da “sobrevivência da espécie” não se aplica da mesma forma nas plantas. Afinal de contas, as plantas, ao contrário dos animais, possuem a clorofila e não precisam de matar ou competir para comer visto que podem produzir a sua própria comida através do processo da clorofila.

Portanto, a ideia de que as plantas têm que competiar umas com as outras para sobreviver não é, de forma geral, aplicável. Até aquelas plantas que comem seres vivos, tais como a  planta carnívora “Venus flytrap”, não come outras plantas mas pequenos insectos.

Curiosamente, sabe-se hoje que muitas plantas têm sensores embutidos que indicam o quanto que elas podem continuar a crescer sem invadir o espaço de outras plantas. Um exemplo espantoso é o bonito dossel feito pelas árvores cujos ramos param de crescer mal tocam nos ramos das árvores vizinhas.

Há alguns anos atrás, o eminente botânico E.J.H. Corner fez esta espantosa admissão em relação à origem e desenvolvimento das plantas, e esta admissão continua a ser verdadeira:

Planta_OrquideaMuitas evidências podem ser aduzidas em favor da teoria da evolução – da biologia, biogeografia e paleontologia, mas ainda penso que, para a pessoa sem preconceito, o registo fóssil das plantas encontra-se em favor da criação especial [Deus a criar].

Se, no entanto, se pudesse encontrar outra explicação para esta hierarquia na classificação, isso seria a sentença de morte da teoria da evolução. Conseguem imaginar como é que uma orquídea, a lentilha-d’água, e a palmeira podem ter a mesma ancestralidade, e será que temos evidências em favor dessa suposição?

O evolucionista tem que estar pronto com uma resposta, mas acho que a maioria iria ceder perante uma inquisição. ( Contemporary Botanical Thought, 1961, p. 97). GN

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Será que o ferro pode salvar a mitologia dos “milhões de anos”?

Por Calvin Smith (1)

Tecido macio de dinossauro presente em ossos fósseis? Quase todos os palestrantes da CMI observaram os olhos incrédulos presentes nas caras das pessoas à medida que fotos dum artigo de 2005 da revista Science eram apresentadas num ecrân. Estas fotos mostram ramificações de vasos sanguíneos transparentes e flexíveis, bem como glóbulos vermelhos, junto de ligamentos macios e elásticos provenientes dum osso de dinossauro supostamente com 65 milhões de anos. As descobertas fantásticas da paleontóloga Drª Mary Schweitzer agitaram o mundo da ciência.

Depois de terem sido feitos testes rigorosos e os dados terem sido verificados, muitos evolucionistas passaram a admitir agora a existência de tal tecido macio de dinossauro (e material orgânico) não só em um ou dos espécimes, mas em mais de 30. (2). Eles têm agora que explicar como é que estruturas extraordinariamente delicadas poderiam ficar preservadas durante um incrivelmente longo período de tempo.

Celulas_OsseasE não é só o tecido macio de dinossauro, mas também a presença de proteínas delicadas tais como o colagénio, hemoglobina, osteocalcina, (3,4) actina, e a tubulina que eles têm que explicar. Tudo isto são moléculas complexas que, de modo contínuo, tendem a deteriorar para moléculas mais simples. Paralelamente, e em muitos casos, existem detalhes minuciosos na matriz óssea, com células ósseas com aparência microscopicamente intacta (osteócitos) a revelar um detalhe incrível

Schweitzer conseguiu também recuperar fragmentos duma molécula ainda mais frágil e complexa: o ADN, que foi extraído de células ósseas com marcadores a indicarem a sua fonte de tal forma que é muito provável que seja ADN de dinossauro. (5) Outras pessoas reportaram a presença do Carbono-14 (que decai rapidamente) nos ossos de dinossauro, embora se saiba que depois de 1 milhão de anos, não deveria restar nem um átomo. (6)

Mais ainda, descobertas recentes adicionais mostram tecido macio de dinossauro em amostras que são (segundo as suas próprias pressuposições) muitos milhões de anos mais antigas que as presentes na descoberta original de 2005 por parte da Drª Schweitzer. Tal como um artigo declara:

Os pesquisadores analisaram também outros fósseis em busca da presença de tecido macio e encontraram-no presente em cerca de metade da suas amostras originárias do Período Jurássico, que durou desde há 145,5 milhões de anos atrás até 199,6 milhões de anos. (7)

Um problema enorme para o paradigma evolutivo

Acreditar que proteínas possam durar dezenas de milhões de anos requer uma fé enorme. Segundo uma notícia da revista cientifica com o nome de “The Biochemist”, mesmo que o colagénio fosse armazenado à temperatura de 0º Celsius, não se esperaria que ele durasse nem 3 milhões de anos. (8). Mas tal é o poder do paradigma evolutivo que leva muitos escolher acreditar no impossível em vez de aceitar as implicações mais óbvias – que tais amostras não são tão antigas como eles pensam que são.

Um artigo da National Geographic com o título de “Many dino fossils could have soft tissue inside” (9) revela que a comunidade centífica espera encontrar, no futuro, muitos outros exemplos de tecido macio de dinossauro. Há ja muitos anos que estes factos têm sido uma pedra no seu sapato visto que os mesmos são incrivelmente difíceis de explicar dentro da linha temporal evolutiva (que gira em torno dos “milhões de anos”).

Escusado será dizer isto, mas estes factos ajustam-se na perfeição dentro linha temporal Bíblica (Terra Jovem) visto que estes fósseis são inquestionavelmente restos de criaturas enterradas durante o Dilúvio de Génesis, que ocorreu há cerca de 4,400 anos atrás.

Embora esta informação não tenha sido escondida, ela também não tem sido amplamente promovida nos museus ou nos populares programas científicos – e claramente não tem sido promovida junto da imprensa mainstream. De facto, a maioria das pessoas comuns encontra-se totalmente desconhecedora da presença de tecido macio de dinossauro nos fósseis, e de maneira nenhuma este sigilo pode ser surpreendente: se as rochas e os fósseis não têm milhões de anos, isso é o fim da teoria da evolução.

Previsivelmente, alguns evolucionistas não perderam tempo e começaram a tentar desacreditar os dados. A Drª Schweitzer, embora seja uma evolucionista, embora da versão fideísta teísta, (10), salientou:

Houve uma pessoa que reviu os dados e que disse não se importar com o que os mesmos mostravam visto que ele sabia que o que eu estava a descobrir não era possível….. Eu escrevei de volta e perguntei, “Então diga-me, que tipo de dados lhe haveriam de convencer?” Ele disse, “Nenhum dado!” (11)

(Certamente que este não foi um comentário científico por parte do revisor.)

Como responder?

“Bio-filme! É bio-filme!” Desesperados por uma resposta para estas evidências contundentes, alguns evolucionistas alegaram que os vasos sanguíneos que a Drª Schweitzer havia encontrado nada mais era que bio-filme – algo produzido por pela acção bacteriana mais recente. (12)

Esta alegação foi ocasionalmente gritada por parte de cépticos durante apresentações levadas a cabo pela CMI. Para além disso, blogues, sites e salas de conversação anti-criacionistas usavam esta resposta como a resposta prontinha a ser usada sempre que os criacionistas avançavam com este tópico.

Mas mesmo que os vasos sanguíneos tivessem bio-filme, isto dificilmente poderia explicar a presença de proteínas e do ADN. (13). De qualquer das formas, no entanto, só muito raramente é que o “bio-filme” é, actualmente, usado como resposta visto que a própria Schweitzer foi capaz de apresentar um argumento poderoso em favor da tese de que os vasos sanguíneos não eram bio-filmes. (14)

Uma nova forma de explicar as coisas?

Mias recentemente têm aparecido uma gama de artigos de nível popular alegando que a Drª Schweitzer pode ter encontrado a resposta. Ela já havia proposta esta solução há algum tempo, nomeadamente de que o ferro pode ter ajudado na  preservação do tecido macio de dinossauro, ajudando no cruzamento e na estabilização das proteínas, bem como agindo como um anti-oxidante. (15) Ela testou de modo ostensivo esta ideia, e eis aqui dois excertos de um desses artigos que ajudam a resumir esta nova hipótese:

“Novas pesquisas provenientes da North Carolina State University mostram que o ferro pode desempenhar um papel na preservação de tecido antigo presente dentro dos fósseis de dinossauro, mas também evitar que eles sejam detectados.”

“A mais recente pesquisa de Mary Schweitzer mostra que a presença de hemoglobina – a molécula que tem ferro e que transporta o oxigénio para os glóbulos vermelhos – pode ser a chave tanto na preservação como na ocultação as proteínas originais antigas dentro dos fósseis.” (16)

E estes comentários provenientes doutro artigo explicam as coisas de maneira mais clara, e nele Schweitzer diz:

Estes radicais livres (17) causam a que as proteínas e a membranas celulares se amarrem em nós… Basicamente, funcionam como formaldeído. O formaldeído, obviamente, preserva o tecido funcionando fazendo ligações, ou cruzamentos, nos aminoácidos que formam as proteínas, o que causa a que essas proteínas fiquem mais resistentes à deterioração. (18)

No seu artigo técnico, Schweitzer alegou:

A hemoglobina (HB) aumentou a estabilidade do tecido mais de 200 vezes – de aproximadamente 3 dias para mais de 2 anos a temperatura ambiente (25°C). (19)

A impressão pública.

A força deste argumento encontra-se na sua simplicidade. A pessoa comum pode pensar:

Oh, entendi. O ferro opera como um agente preservador tal como o formaldeído – o produto que os cientistas usam para embalsamar algumas coisas. É como aqueles animais que se encontram preservados dentro dos jarros nos laboratórios. Portanto, o ferro que se encontra no sangue dos dinossauro deve ter preservado o material orgânico. E, mais do que eu, os cientistas sabem do que falam e portanto, o tecido macio dos dinossauros agora faz sentido.

Isto é, na verdade, bem estratégico. Ao anunciarem isto como uma “resposta”, os evolucionistas apanham os criacionistas despreparados, diminuindo assim o impacto do argumento [da existência de tecido macio dentro de fósseis alegadamente com “milhões de anos”].

A partir de agora, a pessoa comum muito provavelmente não ficará surpreendida quando se deparar com o facto de tecido macio de dinossauro ser encontrado dentro dos fósseis, pensando assim que os cientistas evolucionistas já têm uma explicação para esse dado. “Os criacionistas são loucos por pensarem que os dinossauros morreram recentemente!”

Perguntas

No entanto, mesmo sob um escrutínio moderado, a explicação de Schweitzer é rapidamente desmontada. No seu artigo, ela discute experiências que parecem ser totalmente não-representativas das condições sob as quais estes restos de dinossauro foram, na verdade, preservados. Em vez disso, ela descreve o que se resume a “o melhor e o pior cenário” para a preservação de tecido macio.

Eles embeberam um grupo de vasos sanguíneos de avestruz com um líquido rico em ferro feito de glóbulos vermelhos e outro grupo foi embebibo com água. Os vasos sanguíneos deixados dentro de água transformaram-se em algo totalmente confuso no espaço de alguns dias. Os vasos sanguíneos embebidos em restos de glóbulos vermelhos ficaram reconhecíveis passados que estavam 2 anos depois de ficarem à temperatura ambiente. (20)

Ao lermos o material suplementar no seu artigo, parece que foi usada hemoglobina pura, e não células lisadas e outros materiais que poderiam imitar o que estaria presente dentro duma carcaça dum animal. (Vasos sanguíneos embebidos em hemoglobina preparada em laboratório dificilmente é representativo de ossos em decomposição).

VasosSeria interessante saber o quão realista é um extracto concentrado de hemoglobina quando comparado com o mundo real. Embora a hemoglobina irrealisticamente concentrada possa preservar por algum tempo, não quer dizer que a solução natural de hemoglobna irá agir da mesma forma. De facto, tecido rico em células sanguíneas, tais como os pulmões ou as guelras, frequentemente deterioram-se rapidamente. Um exemplo infame são as guelras do tubarão-frade que apodrecem e criam uma forma parecida com a dum plesiossauro. (21)

Para além disso, a sugestão de que, como os vasos sanguíneos permaneceram “reconhecíveis” durante dois anos, isso demonstra que eles podem durar 30 milhões de anos, exige um fenomenal salto cognitivo.

Não é plausível que o ferro possa ser tão bom preservante como o formaldeído, que forma directamente ligações cruzadas covalentes entre as correntes de proteína, algo que o ferro não consegue fazer. Mas mesmo que estejamos dispostos a conceder que o ferro tem o mesmo poder preservador (apenas por uma questão de discussão), que motivos temos nós para esperar que o formaldeído possa preservar tecido mole, bem como estruturas celulares detalhadas, durante milhões de anos?

Os embalsamadores de corpos humanos reconhecem de forma franca que o seu uso do formaldeído tem como propósito atrasar – e não prevenir – o implacável processo de decomposição. Há muito tempo que se suspeita que o embalsamado corpo de Lenine seja uma fraude – ou tenha sido modificado – devido ao facto de ter tão “boa aparência” depois de terem passado apenas 90 anos de exposição pública. Mesmo assim, fotos mais recentes mostram o corpo distintivamente mais “irregular” do que em fotos mais antigas.

É bem possível que a hemoglobina da experiência de Schweitzer tenha “avinagrado” os vasos sanguíneos de modo a que nem as bactérias nem os enzimas tenham tido a possibilidade de degradá-los. Isto requer uma solução concentrada do agente “avinagrador” (normalmente, sal e condições ácidas). Se esta é a explicação verdadeira, então uma solução diluída, tal como aquela que é normalmente encontrada nos tecidos, nunca iria funcionar.

Embora uma solução concentrada possa preservar os vasos sanguíneos durante os dois anos em que foram observados, isso não seria suficiente para uma período de tempo maior. Devido aos milhões de anos, mesmo a ausência duma degradação enzimática ou bacteriana não faria qualquer diferença. O ADN e as proteínas eventualmente sucumbem à química natural, especialmente a química que gira em torno das interacções com a água. Os próprios evolucionistas já reconhecerem isto:

Depois da morte da célula, os enzimas começam a degradar as ligações entre os nucleotídeos que formam a “espinha dorsal” do ADN, e os micro-organismos aceleram a decomposição. A longo prazo, crê-se que as reacções com a água sejam responsáveis pela maior parte da degradação das ligações. A água subterrânea é quase omnipresente, e devido isso, o ADN presente nas amostras ósseas deveriam, em teoria, decompor-se à um ritmo estabelecido. (22)

Outro problema para a Drª Schweitzer é o ambiente de enterro. Um artigo declarou:

Se a hemoglobina estivesse contida num osso num ambiente arenoso, mantendo-o seco e isolada dos micróbios, a preservação torna-se mais provável. (23).

Reforçando este ponto, outro artigo diz:

Eles também estão enterrados em arenito, que é poroso e pode canalizar para fora as bactérias e os enzimas que de outro modo poderiam degradar o osso. (24)

No entanto, a mesma porosidade que supostamente iria “canalizar” para fora as bactérias e os enzimas iriam mais rapidamente expôr ossos à penetração da água durante esses milhões de anos, acelerando assim a decomposição.

Mas de qualquer forma, mesmo supondo que não há exposição à água, à radiação, às bactérias ou aos ataques enzimáticos, aferições feitas à taxas de decomposição do ADN no osso mostram que o ADN nunca poderia sobreviver os alegados 65 milhões de anos desde extinção dos dinossauros. Mesmo congelado à temperatura de –5°C, o ADN deveria ter-se desintegrado completamente para os seus tijolos de construção individuais em menos de 7 milhões de anos:

No entanto, mesmo sob as melhores condições de preservação à temperatura de –5°C, o nosso modelo prevê que nenhuma ligação intacta (comprimento médio = 1 bp [par de bases]) restará no “cadeia” de ADN depois de 6,8 milhões de anos. Isto revela a extrema improbabilidade de ser capaz de amplificar um fragmento de ADN com 174 bp dum osso do Cretáceo com 80-85 milhões de anos. (25)

Uma experiência

Outra forma de salientar este problema para os crentes nos milhões de anos, mesmo que os argumentos de “canalização” possam resolver o problema da água, e mesmo que o ferro seja tão bom preservador como o formaldeído, é levando a cabo a seguinte experiência mental (tem que ser mesmo mental devido à barreira práctica que nem várias vidas humanas seriam suficientes para colocar a experiência em práctica):

Peguem num espécime preparado num laboratório, coloquem-no num jarro cheio de formaldeído (mesmo assumindo a integridade total do jarro/selo, etc), e depois coloquem-no no chão envolto em numa rocha; para melhorar as coisas, mantenham o meio ambiente congelado à temperatura de 0ºC. Mesmo assim, esse preparado estaria sujeito à degradação termodinâmica das molécula complexas e frágeis.

Mesmo a tais temperaturas de congelação, os átomos e as moléculas dentro dum composto estão sempre em movimento. Se antes da descoberta da Drª Schweitzer um cientista tivesse dito esperar encontrar nesta experiência vasos sanguíneos, estruturas celulares frágeis, ADN e proteínas passados que estivessem 70 milhões de anos, esse cientista estaria, na melhor das hipóteses, a convidar o escárnio, e na pior das hipóteses, uma avaliação psiquiátrica.

Existem bons motivos científicos por trás dos comentários de Schweitzer de 2010 (em vídeo):

Quando pensamos nisso, as leis da química, da biologia e tudo o mais que sabemos dizem que tudo isto já deveria ter desaparecido e ter-se decomposto por completo. (26)

Portanto, o que foi que a Drª Schweitzer realmente conseguia demonstrar com as suas observações em torno do “ferro”? Ela demonstrou que o ferro dentro dos glóbulos vermelhos aparentemente têm algumas qualidades que podem contribuir para a preservação de tecido macio – pelo menos se os mesmos forem artificialmente concentrados. Na verdade, longe de ser uma ameaça para o criacionismo Bíblico, a experiência de Schweitzer pode muito bem ser um ponto a favor, visto que demonstra como coisas tão frágeis podem durar durante milhares de anos.

Antes desta última experiência, nós já havíamos comentado as suas propostas:

Na verdade, tudo isto é razoável dentro duma perspectiva criacionista Bíblica até este ponto. As taxas de decaimento de algumas proteínas são compatíveis com uma idade na ordem dos 4,500 (desde o Dilúvio), mas não são compatíveis com os milhões de anos. No entanto, e levando em conta o quão facilmente as bactérias as podem atacar, observar não só as proteínas mas também as micro-estruturas celulares depois de 4,500 ainda é surpreendente.

Estas ideias podem ajudar a explicar a sobrevivência após os milhares de anos, mas eles parecem ser totalmente pouco plausíveis para os milhões de anos….visto que as propostas de preservação mencionadas em cima não conseguem parar a degradação normal levada a cabo pela água (hidrólise) com o passar das vastas eras (27,28)

Conclusão?

As notícias recentes propondo o ferro como o preservante são indicadores de que os evolucionistas estão a tomar nota das coisas, e que a informação de que existem quantidades enormes de tecido macio dentro de criaturas supostamente com milhões de anos está a ficar fora de controle. Os evolucionistas sabem que eles têm que confrontar este tópico de tecido macio de dinossauro de forma directa, mas as suas respostas até agora têm sido tudo menos convincentes.

Provavelmente a lição mais importante disto tudo é o poder do paradigma, isto é, da ideologia dos milhões de anos. A resposta científica directa perante tal descoberta seria confiar nas leis e nas observações da ciência que indicam que a degradação num período de tempo muito mais curto, e então colocar seriamente em causa os “milhões de anos”.

No entanto, devido a dominante religião secular dos dias de hoje, tal conclusão teria o impacto ideológico duma ogiva nuclear. Um mundo que se criou a ele mesmo é essencial para esta religião, e essa religião desesperadamente e absolutamente precisa dos milhões de anos. Devido a isso, perante estas evidências, e como forma de dar a este sistema de crenças algo a que se agarrar, a busca desesperada por um mecanismo continua – mesmo que tal mecanismo seja parcialmente plausível.

~ ~ ~ http://bit.ly/1C5Tw3j

Referências e notas:

1. The input and assistance of several colleagues is acknowledged and appreciated, particularly Dominic Statham, Jonathan Sarfati, and Carl Wieland.
2. Catchpoole, D., Double-decade dinosaur disquiet, Creation 36(1):12–14, 2014; creation.com/dino-disquiet.
3. Other researchers had found osteocalcin ‘dated’ to 120 Ma: Embery G. and six others, Identification of proteinaceous material in the bone of the dinosaur Iguanodon, Connective Tissue Res. 44 Suppl 1:41–6, 2003. The abstract says: “an early eluting fraction was immunoreactive with an antibody against osteocalcin.”
4. Sarfati, J., Bone building: perfect protein, J. Creation 18(1):11–12, 2004.
5. Schweitzer, M.H. et al, Molecular analyses of dinosaur osteocytes support the presence of endogenous molecules, Bone, 17 October 2012 | doi:10.1016/j.bone.2012.10.010.
6. Wieland, C., Radiocarbon in dino bones: International conference result censored, creation.com/c14-dinos, 22 January 2013.
7. Pappas, S., Controversial T. Rex soft tissue find finally explained, livescience.com/41537-t-rex-soft-tissue.html, 26 November 2013.
8. Nielsen-Marsh, C., Biomolecules in fossil remains: Multidisciplinary approach to endurance, The Biochemist 24(3):12–14, June 2002; http://www.biochemist.org/bio/02403/0012/024030012.pdf.
9. Many dino fossils could have soft tissue inside, Oct 28 2010,news.nationalgeographic.com/news/2006/02/0221_060221_dino_tissue_2.html.
10. Catchpoole, D., and Sarfati, J., ‘Schweitzer’s Dangerous Discovery’, creation.com/schweit, 19 July 2006. A fideist is one who believes by ‘blind faith’ regardless of evidence, often disparaging those who seek to use evidence in showing that Christianity is reasonable..
11. Yeoman, B., Schweitzer’s Dangerous Discovery, Discover 27(4):37–41, 77, April 2006.
12. Kaye, T.G. et al., Dinosaurian soft tissues interpreted as bacterial biofilms, PLoS ONE 3(7):e2808, 2008 | doi:10.1371/journal.pone.0002808. .
13. Wieland, C., Dinosaur soft tissue and protein—even more confirmation! J. Creation 23(3):10–11, 2009; creation.com/schweit2.
14. Wieland, C., Doubting doubts about the Squishosaur, creation.com/squishosaur-doubts.
15. Schweitzer, Ref. 5.
16. Iron Preserves, Hides Ancient Tissues in Fossilized Remains, NC State University, November 26, 2013, news.ncsu.edu/releases/schweitzer-iron/.
17. These are atoms, molecules or ions with unpaired outer electrons, which makes them highly chemically reactive.
18. Pappas. Ref. 7.
19. Her technical paper is Schweitzer, M.H. et al., A role for iron and oxygen chemistry in preserving soft tissues, cells and molecules from deep time, Proceedings of the Royal Society, B: Biological Sciences 281(1775):20132741, 27 November 2013 | doi: 10.1098/rspb.2013.2741.
20. Pappas. Ref. 7.
21. Jerlström, P. and Elliot, B., Letting rotting sharks lie: Further evidence that the Zuiyo-maru carcass was a basking shark, not a plesiosaur, J. Creation 13(2):83–87, 1999; creation.com/plesiosaurs2.
22. Kaplan, M., DNA has a 521-year half-life [at 13.1°C]: Genetic material can’t be recovered from dinosaurs—but it lasts longer than thought, Nature News, 10 October 2012, doi:10.1038/nature.2012.11555 (Comment on Allentoft et al. Ref. 25).
23. Iron Preserves, Hides Ancient Tissues in Fossilized Remains, NC State University, November 26, 2013, news.ncsu.edu/releases/schweitzer-iron/
24. Pappas. Ref. 7. .
25. Allentoft, M.E. et al., The half-life of DNA in bone: measuring decay kinetics in 158 dated fossils, Proc. Royal Society B 279(1748):4724–4733, 7 December 2012 | doi:10.1098/rspb.2012.1745.
26. Nova Science Now, May 2010, http://www.cross.tv/21726
27. Compare Sarfati, J., Origin of life: the polymerization problem, J. Creation 12(3):281–284, 1998; creation.com/polymer.
28. Sarfati, J., DNA and bone cells found in dinosaur bone, J. Creation 27(1):10–12, 2013; creation.com/dino-dna.
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Onde a História, a Biologia e a Religião se cruzam.

Por Quintus Curtius

Alguns artigos que li fizeram-me reflectir sobre a inter-relação entre a religião, a ciência, e a História. De que forma é que elas se cruzam, e de que forma é que uma influenciou a outra? O historiador pode, de muitas formas, ser visto como um biólogo que examina as actividades dum único organismo: o homem. Consequentemente, o historiador, e de forma quase involuntária, torna-se num biólogo devido à sua pesquisa dos processos históricos.

Observando apenas os comportamentos das tribos, dos homens e das nações, é possível aprender-se muito sobre a biologia. (A geografia e o clima também são influências importantes na História, mas isso é um tópico para outro dia). E o que foi que o estudo da História me ensinou?

1. A competição é essencial. Não há paz na natureza; todos os organismos competem uns com os outros em torno da comida, da água, do acasalamento, e por espaço onde viver. As naçôes comportam-se como indivíduos visto que elas estão em competição infindável. O confronto das nações e das tribos reflecte as nossas origens primordiais [sic], onde a vida era uma luta pela sobrevivência.

2. A natureza selecciona os mais aptos. Alguns organismos encontram-se melhor adaptados para sobreviver que outros, e estes transmitem a sua herança genética. De toda a massa de organismos, alguns irão adaptar-se enquanto que outros não. Conceitos tais como “liberdade” e “equalidade” são totalmente desconhecidos pela Natureza. A Natureza é uma aristocracia.

3. A natureza prefere a fertilidade. Os organismos expandem os seus números como forma de preencher os seus limites. Quando arrebentam com as suas fronteiras, eles avançam para além dos seus limites.

As nações civilizadas e ricas têm taxas de natalidade baixas; elas atraem bocas famintas de nações mais selvagens, o que causa a que as primeiras passem a estar sujeitas a infliltrações e invasões. Os Chineses lutaram uma guerra perdida como forma de manter os bárbaros Mongóis para além da sua fronteira no norte; em vão os Romanos tentaram conter os Germânicos do outro lado do Rio Reno; os Árabes foram esmagados pelos calcanhares dos Tártaros na parte final da Idade Média; e os Americanos encontram-se actualmente a tentar controlar a sua fronteira no sul (com a mesma falta de sucesso).

E o que dizer da religião? Já escrevi sobre esse assunto previamente, e gostaria agora de colocar um ênfase em alguns pontos relacionados.

É perfeitamente aceitável um homem racional prestar a sua aliança tanto a ciência como à religião visto que cada uma delas tem o seu lugar na vida do homem, bem como no trajecto da História.

A religião já deu provas de ser uma das forças mais resistentes da História; cortem-na, e ela volta a crescer. Todas as tentativas de apagá-la foram em vão. Desta forma os Comunistas tentaram infrutiferamente desenraizar a Igreja Ortodoxa da Rússia entre 1917 a 1989. Desta forma o faraó Egípcio Ikhnaton tentou suprimir a religião de Amon, mas mal ele morreu, essa religião regressou mais forte que nunca, e com um sacerdócio bem enraizado.

As perseguições de Diocleciano e dos seus sucessores só causaram a que o Cristianismo ficasse mais forte até que ele tomou conta do império. A Revolução Francesa tentou erradicar a Igreja Católica, mas ela voltou mais forte que nunca mal Napoleão assinou a concordata com a Sé Papal no princípio do século 19.

A religião é o repositório de fundamentos morais e da vida criativa das pessoas. Nenhuma sociedade na História foi alguma vez capaz de operar durante muito tempo sem a ajuda duma fé aceite por todos. Sem o apoio sobrenatural da fé organizada, não é possível que as lições morais sejam “aceites”, e que elas controlem os impulsos básicos do homem. A religião, com os seus mitos, histórias morais, rituais, aparatos, códigos de conduta, e obras de arte, tem sido fonte de inspiração e de disciplina para o homem há já muitos milhares de anos.

E é isto que o homem pensativo acha tão repreensível no ateu, visto que ele não tem um entendimento aprofundado da psicologia do homem e da História. Ele acredita que os seus livros de ciência, que os seus gráficos, que as suas tabelas, e que os seus computadores, podem explicar tudo. E nós temos que lhe dar o seu devido valor visto que os avanços da ciência são tão impressionantes, e tão poderosos, tal como as belezas da arte, da literatura, e da fé organizada.

Mas no fundo, no fundo, o homem comum prefere ouvir os apelos da religião. Ele cansa-se das exortações do pensamento, e ele quer ter a certeza de que as suas batalhas na Terra são dignificadas através dum propósito cósmico maior. Ele é diariamente assediado e oprimido pelas lutas da existência; ele precisa duma fé que lhe dê uma fonte de consolo e de inspiração.

Ele fica cansado do relativismo de tudo, das exortações do pensamento especulativo, e das confusas incrediblidades da ciência. Quanto mais profundamente nós mergulhamos na ciência, mais incertos nos tornamos em relação a tudo.

A ciência, apesar da sua grandiosidade, tem pouco a oferecer em termos de consolo espiritual. Ela diz-nos que esta existência nada mais é que uma luta sem significado de homem contra homem, o que não tem qualquer propósito, e que termina numa morte fria. Será que é esta a ética que irá inspirar o homem? Não. A ciência disponibiliza pouco consolo para a alma.

O cínico pode ir mais adiante e afirmar que a ciência só nos trouxe um enervante relativismo, a poluição do nosso ar, das nossas terras, dos nossos mares, a falsa “igualdade” entre os sexos que tem destruído as famílias e a posição do homem na cultura Ocidental.

A vitoria da ciência sobre a alma do homem Ocidental começou com Copérnico, avançou rapidamente durante a Revolução Industrial, e agora parece completa. Mas a batalha ainda não está ganha. A História, à medida que avança com lentidão glacial, ainda tem algumas surpresas reservadas para nós.

À medida que o homem Ocidental vai ficando mais desiludido com as falsas promessas da ciência, e à medida que a fertilidade dos simples sobrepuja a esterilidade dos poucos privilegiados, e à medida que o influxo de imigrantes provenientes de culturas religiosas continua, podemos vir a assistir ao advento da Nova Era da Fé.

Se a sociedade Ocidental continuar a desgraçar-se a ela mesma com a ruína social e com o colapso económico, podemos vir a assistir a algum tipo de reavivamento religioso. Os pais irão pedir ajuda à religião para disciplinar os seus mais jovens; os governos irão buscar a ajuda da religião organizada como forma de controlar as ondas de descontentamento, da depravação sexual, e do barbarismo.

Isto já aconteceu antes na História, e pode voltar a acontecer. Esperamos desenvolvimentos, e entretanto. agimos o melhor que conseguirmos.

http://goo.gl/HQ5j5M

* * * * * * *

A persistência da religião é um fenómeno de dificil explicação dentro duma visão materialista. Como é que se explica que todas as culturas, em todos os continentes, em todas as eras, tenham sido essencialmente religiosas, e o ateísmo, e o materialismo a ele associado – supostamente as fases mais “avançadas” do pensamento humano – tenham sempre sido insignificantes para a existência, sobrevivência e progresso duma dada civilização?

Pior ainda, analisando os dados à  nossa disposição, podemos ver claramente que quanto menos religiosa é uma cultura (por exemplo, a Europa actual), mais fragmentada e socialmente instável ela é, estando pronta para ser destruída por uma fé religiosa mais agressiva e mais militante (islão).

(As pessoas que ignorantemente usam os países do Norte da Europa como “exemplos de países ateus” têm que se informar mais sobre isso. Pessoas como o maçónico Anders Breivik não aparecem no vazio.)

Para o Cristão, o facto do homem ser naturalmente espiritual não é surpresa visto que o Criador “colocou a eternidade no coração do homem” (Eclesiastes 3:11), o que naturalmente faz com o ser humano busque as respostas mais profundas da sua existência junto da “eternidade” [Deus]. Pessoas como Dawkins, que militam sem sucesso contra a religião, estão a lutar contra a própria natureza humana.

Como já foi dito por outra pessoa no passado, é mais fácil exterminar o ser humano do que acabar com a religlião. Que pena que os militantes anti-Cristãos não saibam disso.

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O sétimo dia da criação ainda está a decorrer?

Por Andrew S. Kulikovsky

O repouso de Deus mencionado em Hebreus 4:1-11 tem sido usado por um certo número de criacionistas “progressistas” (1,2) como “evidência” de que a Bíblia pode ser harmonizada com os milhões de anos postulados pelos evolucionistas/uniformistas. Devido ao facto desta passagem Bíblica conter uma citação de Génesis 2:2, o repouso de Deus tem sido equivalido com o 7º dia da Criação.

Levando em conta que Deus tem estado a repousar da Sua obra criativa desde o tempo da criação, é alegado que o sétimo dia ainda está a decorrer, e como tal, o sétimo dia não é um dia de 24 horas.

Estes mesmos criacionistas progressistas alegam posteriormente que, se o sétimo dia não é um dia literal de 24 horas, então os outros seis dias também não são dias de 24 horas. No entanto, este argumento fundamenta-se numa exégese deficiente e numa rejeição total do contexto histórico e literal, e desde logo, está fundamentalmente errado.

O Repouso de Deus: O que é?

ExodoA noção do “descanso” de Deus é mencionada pela primeira vez em Hebreus 3:11, e faz parte duma citação de Salmos 95:7-11 relativa à descrença dos Israelitas depois destes terem saído do Egipto (3:18). Deus puniu-os ao não lhes permitir entrar qualquer adulto com mais de 20 anos (excepto Calebe e Josué) de entrar no Seu “repouso” (Números 14:28-35), que era a Terra de Canaã, a Terra Prometida.

Em Hebreus 4:1, o autor declara que a promessa de entrar no descanso de Deus ainda está de pé, no entanto nos versos 2-3a fica bem claro que ele está agora a falar no Reino de Deus e não em possuir a Terra Prometida. Devido a isto, a “Terra Prometida” é colocada como um tipo de reino, e ambos podem ser referidos como o “descanso de Deus”.

Em Hebreus 4:4, o autor cita Génesis 2:2 para salientar o ponto de que o convite para entrar no “repouso” de Deus não só tem estado lá desde o tempo do Êxodo, mas na verdade, tem existido desde a criação do mundo.

A palavra Grega traduzida para “descansou” é kate&pausen (katepausen), verbo indicativo aoristo activo – o mesmo verbo usado na tradução Septuagint de Génesis 2:2 para causar o Hebraico tbo@#$;y,IwA (wayyishbot), um waw-consecutivo imperfeito. (4) É importante notar que o entendimento primário de katepausen é um de parar de actividade laboral e dar entrada a um momento de pausa.

Os dois léxicos Gregos mais respeitados dão as definições de ‘(causar a que) pre, terminar,’ (5) ‘colocar um ponto final no trabalho, resultando num período de descanso.’ (6) O Hebraico wayyishbot também tem um entendimento semelhante:: ‘parar, desistir, descansar’ (7) ou ‘parar, stop….parar de trabalhar.’ (8) De facto, a forma exacta deste verbo é traduzida como “parou”  Josué 5:12 e Jó 32:1. Note-se também que a frase proposicional  “de toda a Sua obra.” Deus não só “parou” ou “descansou”, mas parou/descansou de toda a Sua obra.

No Grego Bíblico, o aoristo é geralmente usado em referência a um evento sem no entanto dizer alguma coisa específica sobre a sua natureza ou sobre a sua duração. (9) No entanto, no modo indicativo, o aoristo normalmente indica um tempo passado. Logo, tendo como base a gramática de Génesis 2:2 na LXX [Septuagint] e de Hebreus 4:4, tudo o que se pode dizer com toda a certeza em relação a estes repouso é que Deus repousou no 7º dia, e este foi no passado.

Só pela gramática, é impossível determinar quanto tempo durou este repouso, ou se o mesmo ainda decorre. A natureza específica deste repouso tem que ser determinado pelo contexto. Logo, uma vez que Deus parou a Sua actividade criadora no passado, e Ele nunca mais voltou a criar, é perfeitamente justo concluir que Deus ainda está a repousar d Sua actividade criadora.

Note-se no entanto, que o aorista indicativo pode ter um entendimento ingressivo; isto é, o foco está no início da acção ou na entrada num determinado estado. (10) Dado que Deus ainda está a repousar da Sua actividade criadora, o autor de Hebreus bem como os tradutores da LXX parecem colocar o seu foco no facto de que no 7º dia “…Deus começou a repousar.”

Note-se também que o Hebraico wayyishbot, um waw-consecutivo imperfeito, pode ter um significado semelhante. (11) Logo, o repouso de Deus pode ser visto como um longo período de tempo que começou no 7º dia da criação, e não como algo equivalente ao 7º dia. (12) Saliente-se que esta referência à Criação confirma que o autor foi para além dos eventos de Êxodo, e que o que ele tem em vista agora é o Reino de Deus.

Entrando no Repouso de Deus.

Hebreus 4:3 deixa bem claro que aqueles que acreditarem, entrarão no repouso de Deus, e este conceito é falado mais uma vez nos versículos 9-11. O versículo 11 tem duas importantes características gramaticais, mas infelizmente este versículo é traduzido de maneira infeliz nas versões inglesas. O primeiro elemento de interesse é a relação entre  ei0selqw_n (eiselthòn = ‘ter entrado’) e kate&pausen, especialmente no que toca à sua temporização.

Kate&pausen é um aorista activo indicativo, denotando uma acção (ou o início duma acção) no tempo passado. Ei0selqw_n é um aorista particípio activo aorista, e desde logo, herda o seu tempo do verbo principal (13), que é o caso com kate&pausen. Isto é ressalvado nas traduções NASB

Porque aquele que entrou no Seu repouso tem ele mesmo repousado da sua obra.

Esta rendição certamente que é a reflexão mais acertada do tempo de “entrada” e “repouso”. (14)

A outra característica gramatical é a inclusão da palavra “fez” na segunda cláusula. Embora a palavra “fez” não se encontre no texto em si, tal como indicado pelo itálico na versão do Rei Jaime (KJV), ela pertence lá. A inserção dum verbo “entendido” é ocorrência comum no Grego, e este fenómeno, conhecido como elipse, normalmente ocorre quando há cláusulas que são conjuntas.

O verbo em falta na segunda cláusula é entendido como sendo o mesmo verbo usado na primeira cláusula. Neste caso, é entendido que o verbo kate&pausen (katepausen) que, tal como previamente salientado, é um aorista indicativo activo denotando uma acção (ou princípio duma acção) no tempo passado.

Logo, traduções tais como NIV, NASB, NRSV, RSV, e NKJV estão correcta ao traduzir como “…tal como Deus fez em relação ao Seu…”. Mais uma vez, é uma palavra entendida, e não uma palavra acrescentada. O Grego e o Inglês têm uma gramática muito diferente, e como tal, uma tradução literal palavra-a-palavra normalmente não é a mais acertada, e em alguns casos, nem sequer é possível.

Tendo como base o que está em cima, o verso 10 é melhor traduzido como, “porque qualquer pessoa que entrou no repouso de Deus, repousou em relação ao seu trabalho tal como Deus repousou em relação ao Seu.”. As pessoas que acreditam que entrarão no repouso de Deus, irão cessar de fazer o seu trabalho tal como Deus repousou d Seu (4:9-10).

Isto não quer dizer que Deus não tem estado a trabalhar de forma alguma visto que o Senhor Jesus Cristo, que é 100% Deus e 100% Homem, não só sustém de forma contínua a Sua criação (Col 1:16-17), como afirmou que o Seu Pai está sempre a trabalhar. Em vez disso, a conclusão da criação marca o ponto final do todo magnífico. Leon Morris escreve:

Não há nada a acrescentar ao que Deus fez, e Ele entrou num repouso desde o tempo da criação – um repouso marcado pelo conhecimento de que tudo o que Ele fez era muito bom. (Génesis 1:31). Do mesmo modo, nós temos que pensar no repouso como a satisfação que chega da realização, da finalização duma tarefa, do exercício da criatividade. (15)

Há também um sentimento de que entrar no Reino de Deus implica um cessar das obras individuais e descansar com segurança no que Cristo fez. (16). De facto, o Próprio Senhor Jesus falou do repouso das almas dos homens. (Mateus 11:28-30).

Conclusão:

O “repouso” em Hebreus claramente se refere ao Reino de Deus. Este tipo de repouso foi aludido logo no momento da criação, bem como no tempo do Êxodo. Em parte alguma do Texto o repouso é equivalido com o 7º dia da criação,  e em parte alguma existe algum tipo de dado gramatical ou contextual que sugira esse tipo de equivalência. Logo, a alegação dos criacionistas “progressistas” de que o 7º dia ainda está a decorrer não tem qualquer tipo de fundamento exegético, o que faz desta alegação uma posição sem qualquer tipo de valor para uma criação com dias não-literais.

~ ~ http://bit.ly/1JA6NHT

Notas:

1 Ross, H. N., Creation and Time, NavPress, 1994, Colorado Springs, CO, USA.
2 Stoner, D. W., A New Look at an Old Earth, Harvest House, Eugene, OR, USA, 1997.
3 The Septuagint was a Greek translation of the OT composed in ca. 250 BC, which was in widespread use by Jews outside Israel in NT times.
4 Kautzsch, E., Gesenius’ Hebrew Grammar, 2nd ed, p. 133, translated by Cowley, A. E., Oxford University Press, Oxford, 1910, explains this as: “…progress in the sequence of time, is regularly indicated by a pregnant and [in Hebrew, the letter waw] (called waw consecutive)…’
5 Bauer, W., Gingrich, F. W. and Danker, F. W., A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature, Chicago: University of Chicago Press, 1979.
6 Louw, J. P. and Nida, E. A., Greek-English Lexicon of the New Testament based on Semantic Domains, New York: United Bible Societies, 1988, 1989.
7 Brown, F., Driver, S. R. and Briggs, C. A., The Brown-Driver-Briggs Hebrew and English Lexicon, Hendrickson, 1996.
8 Holladay, W. L. A Concise Hebrew and Aramaic Lexicon of the Old Testament, Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 1988.
9 See Wallace, D.B., Greek Grammar beyond the Basics, Zondervan, Grand Rapids, Michigan, p. 554, 1996.
10 Wallace, Ref. 9, p. 558.
11 The waw-consecutive imperfect can also have an ingressive sense. See Waltke, B. K. O’Connor, M., An Introduction to Biblical Hebrew Syntax, Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 1990, p. 554.
12 See for example Ellingworth, P., The Epistle to the Hebrews, NIGTC, Eerdmans, Grand Rapids, Michigan, p. 249, 1993.
13 Wallace, Ref. 9, pp. 614-615.
14 The NIV, although usually very reliable, is a bit too ‘free’ here, as is the liberal and ecumenist NRSV.
15 Morris, L. and Burdick, D.W., Hebrews and James, Expositors Bible Commentary, Zondervan, Grand Rapids, Michigan, p. 41, 1996.
16 Morris and Burdick, Ref. 15, p. 43.
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