Dilúvio de lendas

“Eles voluntariamente ignoram isto:
que, pela Palavra de Deus, já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste
2 Pedro 3:5

Hoje em dia académicos que rejeitem a descrição Bíblica do Dilúvio de Noé são tidos como “sérios” e com “mente científica”. Alguns – “cristãos” incluídos – tentam fazer alianças entre ideologias anti-Cristãs e o Cristianismo afirmando que o Dilúvio de Noé, contrariamente ao que o Senhor Jesus, os Apóstolos e todos os grandes Padres e Doutores da Fé afirmaram durante os últimos 2000 anos, foi um evento “localizado” e/ou um “mito”.

O problema com esta interpretação anti-Bíblica é que há demasiadas evidências contra ela. Podemos testar estas posições em favor dum dilúvio “localizado” apelando à História e aos dados disponíveis.

Se a descrição Bíblica dum dilúvio universal é factual, então o mesmo foi presenciado por todas as pessoas então residentes na Terra, embora, obviamente, só possa ter sido transmitido às gerações futuras por parte daqueles que sobreviveram. Esta transmissão terá sido de geração em geração através dos séculos, acompanhando as culturas onde quer que elas se fossem estabelecendo.

Se isto realmente ocorreu, então pode-se fazer uma previsão: se o dilúvio foi transmitido de geração em geração a partir dos sobreviventes, então povos separados geograficamente terão narrativas semelhantes ao Dilúvio de Noé.

É precisamente isto que os dados demonstram.

Um pouco por todas as culturas do mundo pesquisadores catalogaram cerca de 270 histórias antigas em torno dum dilúvio destrutivo. A esmagadora maioria destas histórias foi demonstrada como sendo antecedente à chegada dos Cristãos.

Tal como seria de esperar de transmissões orais que atravessam séculos da História, alguns relatos possuem detalhes não presentes em outros relatos. No entanto, e aqui é o espantoso, sempre que os detalhes estão de acordo com a Bíblia, os mesmos estão de acordo com outros relatos culturais.

Por exemplo, ao herói grego do dilúvio foi-lhe dito que construísse e enchesse de mantimentos uma arca porque o deus Zeus queria destruir a humanidade. A história Asteca dum dilúvio universal afirma que o mesmo ocorreu 1,716 anos depois da criação do mundo – números muito próximos da datação Bíblica. A história diluviana babilónica partilha sete (7) detalhes importantes com o relato Bíblico.

Histórias semelhantes existem um pouco por todo o mundo, desde a Austrália, Índia e China, chegando à Escandinávia.

. . . . .

A universalidade das histórias em torno dum dilúvio, bem como a sua similaridade com a Bíblia, não podem ser explicadas a menos que elas sejam baseadas num evento que realmente aconteceu.

Aqueles que rejeitam os dados históricos e afirmam que o Dilúvio de Noé é um “mito” ou um evento localizado, têm que explicar a universalidade e relativa harmonia dos relatos existentes.

Claro que para aqueles que alegam acreditar no que a Bíblia diz, a Palavra do Filho de Deus é suficiente:

Porém, daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente Meu Pai.

E, como foi nos dias de Noé, assim será, também, a vinda do Filho do homem.

Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca.

E não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será, também, a vinda do Filho do homem.

Mateus 24:36-39

Nestes versículos o Criador diz-nos que 1) o Dilúvio foi um evento real e 2) o mesmo foi de alcance mundial (e não localizado).

Dado isto, não há margem de manobra para o Cristão rejeitar a universalidade do Dilúvio.

Fonte: Roth, Ariel A. 1990. “Flood stories – can they be ignored?” Origins, v. 17, n. 2. p. 51.


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Sobre Mats

Salmo 139:14 - Eu Te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as Tuas obras
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2 respostas a Dilúvio de lendas

  1. Marco diz:

    A respeito da história diluviana em outras culturas, sugiro o excelente “Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa” de C. H. Kang e Ethel R. Nelson, publicado pela Sociedade Criacionista Brasileira. Segue o link:
    http://www.scb.org.br/loja/detalheprod.asp?cat_id=1&prod_id=227&url_comp=lista%3Dcategoria%26cat_id%3D1%26cat_nome%3DLivros%26contador%3D%26port_cmb_categoria%3D%26categoria_select_index%3D6

    Gosto

  2. Daniel Santos diz:

    epopeia de gilgamesh e os poemas mesopotâmicos falam também de um dilúvio

    Gosto

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