A ciência está a evoluir para algo pouco fiável

Por Peter Dockrill

Não há escassez de avisos por parte da comunidade científica de que a ciência, tal como a conhecemos, está a ser drasticamente afectada pelas pressões comerciais e pelas pressões institucionais que são exercidas sobre os pesquisadores nas revistas científicas mais importantes. Agora uma nova simulação revelou que a deterioração está de facto a acontecer.

computadoresPara chamar atenção para a forma como bons cientistas são pressionados para publicar má ciência (leia-se “resultados surpreendentes e sensacionais”), pesquisadores dos Estados Unidos desenvolveram um modelo informático para simular o que acontece quando os cientistas competem por prestígio e por empregos.

Neste modelo, desenvolvido por pesquisadores da “University of California, Merced”, todos os grupos de laboratório que eles colocaram neste cenário eram honestos – eles não mentiram e nem falsificaram intencionalmente os resultados. Mas eles receberiam mais recompensas se publicassem dados “novos” – tal como acontece no mundo real. Eles tinham também que levar a cabo mais esforços como forma de serem rigorosos nos seus métodos – algo que iria aumentar a qualidade das suas pesquisas mas diminuir a sua produção académica.

O pesquisador principal Paul Smaldino explicou ao The Conversation:

Resultado: Com o passar do tempo, os esforços diminuíram até ao seu valor mínimo, e a taxa de falsas descobertas aumentou.

Mais ainda, o modelo sugere que os “maus” cientistas (se se pode usar este termo) que tomam a via mais fácil em relação aos incentivos que estão à disposição acabam por transmitir os seus métodos à geração seguinte de cientistas que também trabalham nos seus laboratórios, gerando, para todos os efeitos, um enigma evolutivo que recebeu, por parte dos pesquisadores, o nome de “a selecção natural de má ciência”.

Smaldino disse o seguinte a Hannah Devlin do “The Guardian”:

Enquanto existirem incentivos para resultados inovadores e surpreendentes, algo que se passa mais em algumas revistas de alto relevo do que noutras, aspectos mais  nuancizados da ciência, e prácticas de má-qualidade que maximizam a habilidade individual de gerar tais resultados, irão existir de forma desenfreada.

Não é a primeira vez que ouvimos alegações desta natureza – embora seja bem provável que nenhum pesquisador tenha de facto calculado as coisas através duma simulação computacional. A ciência encontra-se numa espécie de cruzamento, e os pesquisadores estão a salientar o que eles chamam de “crise de reprodutibilidade”.

cientista_fraudeIsto ocorre, de modo efectivo, devido à publicação de “falsas descobertas” – resultados científicos difíceis de reproduzir e que são algo como ruído dentro dos dados cientificos, mas que são escolhidos para publicação por parte dos cientistas das revistas científicas porque são novos, sensacionais e de alguma forma surpreendentes.

Este tipo de resultados cativa o nosso interesse humano devido à sua componente inovadora e chocante – mas eles arriscam-se a prejudicar a credibilidade da ciência, especialmente se os cientistas se sentem pressionados para embelezar os seus artigos de modo a que possam gerar este tipo de impressões.

Mas isto é um círculo vicioso visto que tais pesquisas espantosas geram imensa atenção e ajudam os pesquisadores a verem os seus artigos publicados, o que, por sua vez, os ajuda a obter financiamento da instituições para poderem continuar com as suas pesquisas. Smaldino escreve:

A evolução cultural da ciência de má qualidade em resposta aos incentivos para a publicação não requer uma estratégia, uma mentira ou esquemas conscientes por parte dos pesquisadores individuais. Sempre irão existir pesquisadores dedicados que usam métodos rigorosos e que se encontram vinculados à integridade científica. Mas enquanto os incentivos institucionais recompensarem os resultados novos e positivos, em detrimento do rigor, a taxa de má ciência irá, em média, aumentar.

E o problema é aumentado ainda mais com as medidas quantitativas criadas para avaliar a importância dos pesquisadores e dos seus artigos visto que este tipo de aferições, tal como o controverso valor-p, podem ser enganadores, gerando um rol de falsas impressões que, de forma geral, prejudicam a ciência.

Vince Walsh, da “University College London” no Reino Unido, e que não fez parte do estudo, afirma:

Concordo que a pressão para publicar seja corrosiva e anti-intelectual. Os cientistas são humanos, e se as organizações são suficientemente burras para os avaliar com base nas dados de venda, eles irão fazer descontos como forma de atingir os objectivos, tal como acontece com qualquer outra pessoa envolvida nas vendas.

Dito isto, qual é a solução? Bem, não será fácil, mas Smaldino afirma que, ao nível institucional, temos que nos afastar da mentalidade de aferir os cientistas quantitativamente.

No seu artigo, os pesquisadores escrevem:

Infelizmente, os custos a longo-prazo do uso métrica quantitativa simples para aferir o mérito do pesquisador são enormes. Se formos sérios nos esforços de garantir que a nossa ciência é, ao mesmo tempo, significativa e duplicável, temos que garantir que as nossas instituições incentivem este tipo de ciência.

Enquanto isso, estudos tais como este, que incidem uma luz crítica à ciência – estudos esses que são francamente “novos” e geradores de atenção em si mesmos – podem ajudar a manter as pessoas cientes do quão sério este assunto realmente é. Smaldino afirma:

Quanto mais pessoas cientes dos problemas que existem dentro da ciência, e pessoas dispostas a melhorar as instituições, existirem, mais cedo e mais facilmente ocorrerá a mudança institucional.

~ http://bit.ly/2e1Ue1Q

* * * * * *

Enquanto que os cientificamente ignorantes atribuem à ciência uma aura de infalibilidade inexistente, as pessoas que se encontra dentro do mundo da ciência afirmam que este mundo, tal como toda a área sob influência humana, está corrompida. Lembrem-se disto sempre que alguém disser que a publicação de um artigo é sinal de rigor científico. ou que a não publicação e sinal de falta do mesmo.

Adorando_Ciencia

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As descobertas de Galileu e a reacção da Igreja Católica

Pergunta: “Porque é que a Igreja Católica olhou para as descobertas telescópicas de Galileu em relação à Lua, que o levaram a concluir que a Lua era imperfeita, como heréticas?”

Resposta por Tim O’Neill (medievalista ateu)

A questão é estranha visto que ela pergunta algo que nunca chegou a acontecer. A Igreja Católica não qualificou de “heréticas” as conclusões de Galileu em relação à Lua. De facto, a Igreja Católica levou os seus próprios astrónomos a confirmá-las, e posteriormente celebrou-as e honrou Galileu por isto e por outras descobertas telescópicas. Portanto, a pergunta parece basear-se numa versão distorcida da História, e não no conhecimento dos eventos em questão.

siderius_nunciusGalileu foi a primeira pessoa a usar o recém-inventado telescópio para observações astronómicas, e ele começou a fazer isto no final do ano de 1609. Ele muito rapidamente fez um certo número de descobertas, incluindo as nebulosas, as fases de Vénus, as luas de Júpiter, e o facto da nossa Lua estar coberta com crateras e montanhas. Ele publicou estas descobertas no seu livro de 1610 com o nome de “Siderius Nuncius” (“O Mensageiro das Estrelas”).

O livro causou sensação porque muitas das suas descobertas contradiziam a cosmologia Aristotélica que já era dominante há séculos, e alguns dos filósofos recusarem-se a aceitar que as observações de Galileu fossem genuínas, alegando que as mesmas eram um artefacto do seu telescópio.

Na verdade, esta era uma objecção potencialmente razoável por aquela altura visto que os telescópios eram novos e ainda não eram bem entendidos, e também variavam imenso em termos de qualidade de lente o que, consequentemente, ocasionalmente distorciam as coisas e pareciam exibir coisas que não estavam lá.

Ao contrário de mitos comuns em torno da atitude da Igreja em relação à ciência daquele período, a reacção das autoridades religiosas na Itália foi de curiosidade cautelosa. O mais respeitado astrónomo da Europa de então era o estudioso Jesuíta Cristóvão Clávio. Ele entendeu as implicações da descoberta de Galileu, mas como um bom cientista, antes de as levar mais em consideração ele queria vê-las confirmadas.

Após convite do Cardeal Belarmino, Clávio instruiu um comité de astrónomos Jesuítas do “Collegium Romanum” para construírem um telescópio e verem se conseguiam confirmar as observações de Galileu. Os cientistas Jesuítas Christoph Grienberger, Paolo Lembo e Odo van Malecote fizeram isto, e depois reportaram de volta que as observações estavam correctas. Clávio aceitou este veredicto, embora tenha mais tarde expressado dúvidas em relação à ideia de existirem montanhas na Lua.

Longe de condená-lo por heresia, a Igreja celebrou as descobertas de Galileu. No dia 29 de Março de 1611 Galileu chegou a Roma (proveniente de Florença) e encontrou-se, inicialmente, com o grande patrono da ciência, o Cardeal Francesco del Monte. O Cardeal, que o havia ajudado a garantir as suas primeiras palestras em Pisa e posteriormente em Pádua, ouviu com interesse a descrição de Galileu relativa às suas descobertas astronómicas.

No dia seguinte, Galileu dirigiu-se ao “Collegium Romanum” onde se encontrou com dois cientistas que haviam confirmado as suas descobertas: Grienberger e Maelcote, pessoas que Galileu salientou numa carta que estavam a trabalhar em novas observações das luas de Júpiter “como forma de encontrarem as suas fases de rotação”. Longe de rejeitarem os seus estudos como “heréticos”, estes clérigos trabalhavam para acrescentar mais dados aos mesmos.

urbano_viii_maffeo_barberiniNo dia 2 de Abril, Galileu visitou o poderoso Cardeal Maffeo Barberini – que se tornaria no Papa Urbano VIII – que, posteriormente, lhe escreveu para lhe garantir todo o apoio possível. Depois disso, Galileu visitou o Cardeal Ottavio Bandini, que o convidou para fazer uma demonstração do seu telescópio no seu jardim privado a membros da sua família e à fina flor da cidade Romana. Finalmente, Galileu recebeu permissão para uma audiência perante o Papa Paulo V no Vaticano, e escreveu mais tarde como o papa o havia honrado imenso durante o encontro.

No dia 13 de Maio os Jesuítas e os cientistas do “Collegium Romanum” conferiram a Galileu o equivalente a uma qualificação honorária, com Maelcote a discursar de forma elogiosa durante o banquete em honra de Galileu – louvando as suas descobertas e incluindo a descrição da superfície da Lua. No entanto, por deferência às contínuas dúvidas de Clávio em relação a este tópico, Maelcote deixou em aberto a questão dos traços observados através do telescópico serem ou não montanhas e crateras, ou se isto se devia “à densidade desigual e à raridade do corpo lunar”, como acreditavam alguns cépticos. Antes de Galileu, os pontos e os outros traços da Lua eram atribuídos às condições atmosféricas e à ilusão de óptica. Isto devia-se parcialmente ao facto das partes iluminadas da Lua (em todas as suas fases) serem arredondadas, sem qualquer tipo de relevo que é o que seria de esperar se ela tivesse uma superfície desigual.

Portanto, longe de ser condenado como herético pelas suas observações lunares, e por outras descobertas suas, uma vasta gama de cientistas Jesuítas, o maior astrónomo de então, os três cardeais da altura (um deles tornar-se-ia Papa), e o Papa Paulo V encontraram-se com Galileu, expressaram um interesse enorme pelas suas descobertas, celebraram-no e honraram-no pelas mesmas. A pergunta que dá origem ao post não faz sentido nenhum.

Mas isto prende-se com o facto da história em torno de Galileu estar rodeada de mitos. Obviamente, mais tarde Galileu foi condenado por heresia, mas não devido às suas descobertas. E nem foi devido ao facto dele usar as suas descobertas em apoio do modelo heliocêntrico de Copérnico, algo que ele fez durante algum tempo sem que ninguém da Igreja se mostrasse preocupado.

Galileu só começou a atrair a atenção da Igreja quando começou a tentar interpretar partes da Bíblia à luz da sua convicção de que Copérnico estava certo. No contexto da Contra-Reforma e da Guerra dos Trinta Anos, com metade da Europa a batalhar em torno da ideia de que qualquer pessoa, e todas as pessoas, poderiam interpretar a Bíblia como elas bem quisessem, isto não caiu bem junto dos teólogos, que consideravam a interpretação Bíblica fora do domínio dum mero matemático, por mais celebrado que ele fosse.

julgamento_galileuA equívoco-chave mais popular em relação ao Caso de Galileu é aquele que defende que a Igreja opunha-se à ciência, e que ela se encontrava convencida de que a Bíblia deveria ser interpretada literalmente. Na verdade, tal como se pode ver pelo que foi escrito em cima, a Igreja era uma grande apoiante da ciência, e muitos dos seus estudiosos encontravam-se na crista da onda das descobertas da altura. E a Igreja aceitou por completo que a Bíblia poderia ser reinterpretada para acomodar as mais recentes descobertas científicas, algo que não viu necessidade de fazer por aquela altura visto que a larga maioria dos cientistas ainda rejeitava o heliocentrismo por motivos meramente científicos (…).

Mas esta visão mais nuancizada e mais fiel do Caso Galileu não se ajusta aos preconceitos que muitas pessoas têm em relação à religião e/ou ao Catolicismo, e a visão mais caricaturada do Caso Galileu como uma batalha entre a “ciência” e a “religião” é uma parábola mais agradável e mais polida. Devido a isso, obtemos respostas totalmente erradas e distorcidas para esta (também errónea) pergunta (….).

http://bit.ly/2dILIP2

* * * * * * *
Resumidamente, Galileu não foi condenado por ter feito descobertas científicas, mas sim porque querer forçar a sua interpretação da Bíblia tendo como base essas descobertas. Isto leva-nos a concluir que todas as pessoas que usam o Caso de Galileu como arma de ataque contra o Cristianismo ou não sabem do que estão a falar, ou sabem, mas estão a mentir.

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Não há ciência moderna sem o Cristianismo

Por Sarah Salviander

Quantas vezes é que ouvimos dizer que o Cristianismo não é compatível com a ciência? Da próxima vez que alguém disser isso, mostrem-lhe a lista de Cristãos dentro do mundo da ciência e da tecnologia, e perguntem-lhe como foi possível que tantos Cristãos tenham feito tantas contribuições para a ciência e para a tecnologia, apesar dessa incompatibilidade:

John Philoponus
Bede the Venerable
Rabanus Maurus
Leo the Mathematician
Hunayn ibn Ishaq
Pope Sylvester II
Hermann of Reichenau
Hugh of Saint Victor
William of Conches
Hildegard of Bingen
Robert Grosseteste
Pope John XXI
Albertus Magnus
Roger Bacon
Theodoric of Freiberg
Thomas Bradwardine
William of Ockham
Jean Buridan
Nicephorus Gregoras
Nicole Oresme
Nicholas of Cusa
Otto Brunfels
Nicolaus Copernicus
Michael Servetus
Michael Stifel
William Turner
Ignazio Danti
Giordano Bruno
Bartholomaeus Pitiscus
John Napier
Johannes Kepler
Galileo Galilei
Laurentius Gothus
Marin Mersenne
René Descartes
Pierre Gassendi
Anton Maria of Rheita
Blaise Pascal
Isaac Barrow
Juan Lobkowitz
Seth Ward
Robert Boyle
John Wallis
John Ray
Gottfried Leibniz
Isaac Newton
Colin Maclaurin
Stephen Hales
Thomas Bayes
Firmin Abauzit
Emanuel Swedenborg
Carolus Linnaeus
Leonhard Euler
Maria Gaetana Agnesi
Joseph Priestley
Isaac Milner
Samuel Vince
Linthus Gregory
Bernhard Bolzano
William Buckland
Agustin-Louis Cauchy
Lars Levi Læstadius
George Boole
Edward Hitchcock
William Whewell
Michael Faraday
Charles Babbage
Adam Sedgwick
Temple Chevallier
John Bachman
Robert Main
James Clerk Maxwell
Andrew Pritchard
Arnold Henry Guyot
Gregor Mendel
Philip Henry Gosse
Asa Gray
Francesco Faà di Bruno
Julian Tenison Woods
James Prescott Joule
Heinrich Hertz
James Dwight Dana
Louis Pasteur
George Jackson Mivart
Armand David
George Stokes
George Salmon
Henry Baker Tristram
Lord Kelvin
Pierre Duhem
Georg Cantor
Henrietta Swan Leavitt
Dmitri Egorov
Mihajlo Idvorski Pupin
Pavel Florensky
Agnes Giberne
J. J. Thomson *
John Ambrose Fleming
Max Planck *
Edward Arthur Milne
Robert Millikan
Charles Stine
E. T. Whittaker
Arthur Compton *
Ronald Fisher
Georges Lemaître
Otto Hahn *
David Lack
Charles Coulson
George R. Price
Theodosius Dobzhansky
Werner Heisenberg
Michael Polanyi
Henry Eyring
Sewall Wright
William G. Pollard
Aldert van der Ziel
Mary Celine Fasenmyer
John Eccles *
Carlos Chagas Filho
Sir Robert Boyd
Richard Smalley *
Mariano Artigas
Arthur Peacocke
C. F. von Weizsäcker
Stanley Jaki
Allan Sandage
Charles Hard Townes *
Ian Barbour
Freeman Dyson
Richard H. Bube
Antonino Zichichi
John Polkinghorne
Owen Gingerich
John T. Houghton
Russell Stannard
R. J. Berry
Gerhard Ertl *
Michal Heller
Robert Griffiths
Ghilean Prance
Donald Knuth
George Frances Rayner Ellis
Colin Humphreys
John Suppe
Eric Priest
Christopher Isham
Henry F. Schaefer, III
Joel Primack
Robert T. Bakker
Joan Roughgarden
William D. Philips *
Kenneth R. Miller
Francis Collins
Noella Marcillino
Simon Conway Morris
John D. Barrow
Denis Alexander
Don Page
Stephen Barr
Brian Kobilka *
Karl W. Giberson
Martin Nowak
John Lennox
Jennifer Wiseman
Ard Louis
Larry Wall
Justin L. Barrett

(Os nomes seguidos por um * são aqueles que receberam um prémio Nobel)

roger_bacon_globo_inventor_metodo_cientificoNão se esqueçam de salientar que foi Roger Bacon, um monge Franciscano, quem avançou com o método científico, e, desde logo, foi o primeiro cientista moderno. Se por acaso o crítico tiver alguma resposta a isto, é bem provável que essa resposta nada mais seja que um agitar de mãos, seguida da alegação de que a fé Cristã destes cientistas de maneira nenhuma está relacionada com o seu sucesso científico.

Claro que isto está bem longe da verdade, e embora não seja nada de surpreendente que um critico do Cristianismo seja ignorante tanto da lista de cima, como do papel do Crisitanismo no desenvolvimento da ciência moderna, é bastante surpreendente – pelo menos para mim – que os Cristãos também estejam em larga parte ignorantes em relação a estes factos.

Quando eu mostrei pela primeira vez esta lista a uma audiência Cristã durante uma das minhas palestras, sentiu-se um sobressalto audível. A maior parte dos Cristãos não só não está ciente de que alegação duma incompatibilidade é falsa, como também não estão cientes de que a longa lista de Cristãos do mundo da ciência e da tecnologia é um testemunho para o facto da ciência moderna ser um produto directo da fé Cristã.

Volto a afirmar: não só a ciência é totalmente compatível com o Cristianismo, como é muito pouco provável que viéssemos a ter a ciência moderna sem o Cristianismo. Poderiam-se escrever volumes inteiros em relação a este tópico, mas a alegação depende essencialmente de duas crenças. A ciência moderna nunca poderia existir sem:

1. A noção contra-intuitiva do tempo linear, algo que foi inferido a partir da Bíblia por parte de Santo Agostinho durante o 4º século.

2. A crença numa criação deliberada e cognoscível por parte dum Ser Racional (Génesis 1, Salmo 19, Provérbios 8:22-24, Romanos 1:20, e muitas outras passagens).

C. S. Lewis, na sua crítica à racionalidade ateísta com o nome “The Case for Christianity”, explicou as coisas desta maneira:

Suponhamos que não há uma inteligência e uma mente criativa por trás do universo. Se isto é verdade, então ninguém criou o meu cérebro com o propósito de pensar. O que acontece é que quando os átomos dentro do meu crâneo se organizam duma certa forma (por motivos físicos ou químicos), isso, como consequência, dá-me uma sensação que eu chamo de “pensamento”.

Mas se isto é assim, como é que eu posso confiar na veracidade dos meus próprios pensamentos? É como eu agitar um jarro e leite e esperar que o mesmo, depois de derramado no chão, desenhe uma mapa de Londres. A menos que eu acredite em Deus, não posso acreditar no pensamento.

Usando termos actuais, a isto dá-se o nome de “cérebro de Boltzmann”, que diz de modo efectivo que, na ausência duma força criativa consciente, é estatisticamente muito mais provável que nós nada mais sejamos que um cérebro dentro duma cuba, a alucinar estas experiências, do que habitarmos de facto num universo altamente organizado.

Dito de outra forma, tu tens que ter fé de que as nossas percepções e os nossos pensamentos estão a reflectir de forma correcta a realidade que opera segundo regras não-arbitrárias e cognoscíveis.  Isto é-nos garantido com o Cristianismo, mas não há motivo para não acreditar  no contrario se por acaso não se acredita numa força consciente criativa e racional por trás do universo.

Embora possa ser alegado, em princípio, que o ponto que se segue não é absolutamente necessário para o desenvolvimento da ciência moderna, ele desempenhou, mesmo assim, um papel importante:

3. Crença de que temos que testar todas as coisas (1 Tess 5:21), e que temos que estudar o mundo natural para que possamos entender melhor o carácter e o propósito de Deus (Salmo 19, Romanos 1:20).

Mitch Stokes, na sua biografia sobre Isaac Newton, salientou o seguinte em relação a Newton e em relação aos seus contemporâneos: Para Newton….

Estar constantemente envolvido no estudo e na investigação das acções de Deus como verdadeira adoração.

Esta ideia definiu o cientista do século 17, e em muitos casos, os cientistas eram também teólogos. Pessoalmente, acho muito difícil que a ciência moderna pudesse ter emergido sem este terceiro princípio, mas vou guardar isso para outro post.

Uma das grandes conquistas do ateísmo moderno foi o de divorciar os Cristãos do seu legado científico. A ciência moderna é uma das maiores façanhas da civilização Ocidental, construída sobre o fundamento da fé, da crença e do propósito Cristão. Mas quantos Cristãos é que estão cientes disto?

Em vez que colocarem em causa a fonte, muitos Cristãos aceitaram passivamente a mentira de que o Cristianismo e a ciência são incompatíveis. Este é o erro clássico de aceitar o enquadramento do adversário. Os Cristãos têm que rejeitar este enquadramento e educarem-se a eles mesmos em relação à história da sua fé e o papel colossal que ela desempenhou no desenvolvimento da ciência moderna.

~ http://bit.ly/2fqtDuq

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Artigo escrito com corrector automático aceite numa conferência “científica”

Por Elle Hunt

cernProfessor da Nova Zelândia pediu permissão para apresentar o seu trabalho num evento a decorrer nos Estados Unidos relativo à física nuclear, apesar desse mesmo trabalho nada mais conter que palavras sem sentido.

Artigo académico sem sentido algum, falando de física nuclear, e escrito com o auto-corrector do iOS, foi aceite numa conferência científica. Christoph Bartneck, professor-adjunto no laboratório do “Human Interface Technology” na “University of Canterbury”, na Nova Zelândia, recebeu um email convidando-o a submeter o seu artigo à “International Conference on Atomic and Nuclear Physics” nos Estados Unidos, em Novembro próximo.

Escrevendo para um blogue, Bartneck afirmou:

Visto que practicamente não tenho conhecimentos de física nuclear, recorri ao auto-corrector do iOS para me ajudar a escrever o artigo. Começava uma frase com a  palavra “atómico” ou “nuclear” e daí em diante carregava de modo aleatório nas sugestões. De facto, o texto não faz sentido algum.

Uma frase do abstracto do artigo diz:

“The atoms of a better universe will have the right for the same as you are the way we shall have to be a great place for a great time to enjoy the day you are a wonderful person to your great time to take the fun and take a great time and enjoy the great day you will be a wonderful time for your parents and kids,”

E conclui:

“Power is not a great place for a good time.”

Como ilustração para o artigo – cujo título, mais uma vez, foi feito com o auto-corrector, “Atomic Energy will have been made available to a single source” – Bartneck usou o primeiro gráfico do primeiro artigo da Wikipedia relativo à física nuclear.

Ele submeteu o artigo com uma identidade falsa: Professor-adjunto Iris Pear, dos Estados Unidos, cuja experiência em física nuclear e atómica estava delineada numa biografia que usou pronomes de género contraditórios.

O artigo sem sentido foi aceite ao cabo de apenas 3 horas e foi enviado um email a Bartneck pedindo que confirmasse a sua presença para uma “apresenção oral” na conferência internacional. Comentando no post do blogue, Bartneck afirmou:

Sei que o iOS é uma software muito bom, mas obter a posição de catedrático nunca esteve tão perto.

Ele não teve que pagar para submeter o artigo, mas a carta de aceitação dizia para ele se registar para a conferência pagando US$1099 (que podiam ser pagos em euros ou em libras) como palestrante académico. Falando para o “Guardian Australia”, Bartneck disse:

Não completei o processo na totalidade visto que a minha universidade certamente que levantaria objecções a este desperdício de dinheiro…. A minha impressão é que esta conferência não é particularmente boa.

A “International Conference on Atomic and Nuclear Physics” será levada a cabo entre os dias 17-18 em Novembro, em Atlanta, e é organizada pela ConferenceSeries: “uma amálgama de Open Access Publications e conferências e eventos científicos internacionais”, estabelecidos em 2007. Um organizador da conferência foi contactado pelo Guardian Australia para que fosse possível obter algum tipo de reacção.

Bartneck afirmou que dada a qualidade do processo de revisão de pares e a íngreme taxa de ingresso, ele estava “convencido que esta conferência foi feita com o objectivo de obter dinheiro, e que ela não tem qualquer tipo de compromisso com a ciência”.

Não respondi ao seu email, mas sinto-me tentado a lhes perguntar sobre os comentários dos revisores. Isso poderia ser bem engraçado.

(….)

* * * * * * *

É bem provável que esta conferência nada mais seja que uma tentativa de obter dinheiro fácil dos mais crédulos. O que interessa reter aqui é que, como é, infelizmente, normal na natureza humana, todas as áreas da vida social estão sujeitas ao factor humano moralmente condenável, inclusive o mundo da ciência.

Qualquer pessoa que atribua ao mundo da ciência algum nível de certeza ou de rigor moral acima da média humana, está, literamente, a revelar imenso sobre a sua credulidade. O mundo da ciência, tal como o mundo da polítca, tal como o mundo da música, tal como o mundo da literatura, tem os seus problemas morais e tem as suas deficiências.

~ http://bit.ly/2dHx7bt

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A corrupção da ciência por parte dos cientistas

Por  Arjun Walia

Durante os últimos anos, mais e mais profissionais têm vindo a público partilhar uma verdade que, para muitas pessoas, é difícil de aceitar. Uma ds pessoas é o proeminente Dr. Richard Horton, o actual editor-chefe da revista “Lancet” – considerada por muitos como a mais respeitada publicação médica revista por pares do mundo.

O Dr. Horton publicou recentemente uma declaração afirmando que muitas das pesquisas publicadas são de facto pouco fiáveis, quando não são completamente falsas.

O argumento contra a ciência é directo: muitas das publicações científicas, talvez metade, são simplesmente falsas. Afligidos por estudos com amostras pequenas, efeitos ínfimos, análises exploratórias inválidas, e conflitos de interesses flagrantes, associados à obsessão por investigar tendências de modo de importância dúbia, a ciência desviou-se do seu percurso e agora caminha para as trevas. (Fonte)

Isto é muito perturbador, dado o facto de todos estes estudos (que têm o apoio da indústria) serem usados para desenvolver drogas/vacinas que supostamente ajudam as pessoas, treinam equipas médicas, educam estudantes de medicina e muito mais.

Revendo a revisãoÉ muito comum repudiarem trabalho louvável levado a cabo por peritos e pesquisadores das mais variadas instituições por todo o mundo só porque não foi “revisto por pares” [peer review] e porque não aparece em jornais médicos “credíveis”, mas tal como podemos ver, a “revisão por pares” já não significa muito. Os jornais médicos “credíveis” continuam a perder a sua sustentabilidade aos olhos dos peritos, e aos olhos dos empregados também (como se pode ver no cas do Dr. Horton).

Ele mesmo prossegue, fazendo, de certa forma, um aviso contra si mesmo, declarando que os editores dos jornais ajudam e encorajam os piores comportamentos, que a quantidade de más pesquisas é alarmante, que os dados são moldados para se ajustarem à teoria favorita [ed: atenção evolucionistas!].

Ele continua observando que confirmações importantes são por vezes rejeitadas e pouco é feito para que as más prácticas sejam corrigidas. E, o que é pior, muito do que é aceite pode ser quase considerado de má-conduta.

A Dra. Marcia Angell, médica e editora-chefe de longa data do “New England Medical Journal” (NEMJ), que é também considerado um dos jornais médicos revistos por pares mais importantes do mundo, avança com o seu ponto de vista de forma bem clara:

Pura e simplesmente já não é possível acreditar na maior parte da pesquisa médica publicada, ou depender da avaliação de médicos fiáveis ou linhas orientadoras médicas autoritárias. Não sinto prazer nenhum nestas conclusões, as quais cheguei lentamente e relutantemente durante as minhas duas décadas como editora do “New England Journal of Medicine”. (Fonte)

Peço imensas desculpas se por acaso ainda não tinham visto isto nos meus artigos, mas sem dúvida que é uma declaração de peso que nos chega de alguém que esteve numa posição semelhante à do Dr. Horton.

Existem, no entanto, muito mais evidências anedótica que estão de acordo com estas alegações, incluindo documentos obtidos por Lucija Tomljenovic, PhD, do “Neural Dynamics Research Group” no “Department of Ophthalmology and Visual Sciences” da “University of British Columbia”, que revelam que os produtores de vacinas, as companhias farmacêuticas, e as autoridades de saúde, estão cientes de múltiplos perigos associados às vacinas, mas que eles não revelam isto ao público. Isto é uma fraude científica, e a sua cumplicidade sugere que esta práctica continua até aos dias de hoje. (Fonte)

Este é mais um exemplo (entre muitos) e o mesmo alude ao ponto levantado pelo Dr. Horton: a omissão de informação. Por motivos de tempo, encorajo-vos a fazer a vossa própria pesquisa em torno deste assunto. Só queria disponibilizar alguma informação em relação a algo que normalmente não é levado em consideração quando se falam em pesquisas médicas, e, consequentemente, quando se falam nos produtos e nas teorias resultantes que nos são vendidas tendo como base essas mesmas pesquisas.

Certamente que esta é uma altura notável para se estar vivo. Durante o percurso da história humana, o nosso planeta passou por realizações que causaram mudanças de paradiga – todas elas resistidas fortemente durante a altura da sua revelação. Um dos grandes exemplos foi quando nos apercebemos que a Terra não era plana. Actualmente,  estamos a observar este tipo de mudanças reveladoras a acontecer nos mais variados domínios, e todos eles ao mesmo tempo.

Pode ser sobrepujante para aqueles que não estão a prestar atenção, especialmente se levarmos em conta o facto de muitas destas ideias encontrarem-se em oposição ao sistema de crenças actual. Irá sempre existir resistência à nova informação que não se ajusta ao enquadramente actual, independentemente do quão razoável (ou factual) essa informação possa ser. (…)

A ler

– The Lancet

– NCBI

* * * * * * *

Revendo a revisãoClaro que quem acompanha o debate Evolucionismo versus Criacionismo já se tinha apercebido que uma das formas através da qual os evo-animistas tentam acabar com o debate antes mesmo dele começar é fazendo hilariantes referências ao “consenso” e à ausência de “artigos científicos” em “publicações revistas por pares” por parte de cientistas criacionistas.

Para além do facto disto ser falso, é irrelevante. A ciência não é uma questão de “consensos” mas sim de evidências, e de teorias que se ajustam às observações (algo que coloca a teoria da evolução fora do domínio da ciência).

Como se isso não fosse suficiente, temos agora evidências suficientes para saber que a ciência que passa por “revisão por pares” muitas vezes é falha, deturpada, e ideologicamente motivada. Isto, claro, para não levar em conta os interesses financeiros aludidos no texto (ex: companhias farmacêuticas cujo rendimento depende de medicamentos “aprovados” pela “ciência”).

O que estes dados revelam é que o mundo da ciência é infestado pelos mesmos problemas que afectam o resto da sociedade, e que não há nada de especial naquilo que é qualificado de “científico”. A realização deste facto faz com que as pessoas cuja existência depende de validação “científica” estejam, literalmente, a colocar a sua fé em algo um pouco mais sólido que areias movediças.

Quão horrível é colocar toda a nossa existência nas mãos da frágil sabedora humana, e não na Poderosa e Mão de Deus. Eu não sei quanto a vocês, mas “eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24,14-15).

http://bit.ly/2egQvxb

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É verdade que as mutações causam evolução?

Por Harun Yahya

As mutações são deslocações, falhas e impedimentos resultantes de radiações com efeitos químicos nas moléculas de ADN, no núcleo da célula viva (que carrega toda a informação relativa ao ser humano). A informação que se encontra dentro do ADN está configurada através de 4 nucleotídeos distintos, simbolizados pelas letras A, T, C e G, dispostas numa sequência especial e importante. Mas basta que haja um erro numa única letra para que toda a estrutura fique danificada.

A leucemia observada nas crianças aparece porque uma das letras do ADN está configurada da maneira incorrecta. O motivo pelo qual doenças tais como o cancro apareceram, ou gerações seguintes ficaram deformadas, como consequência da fuga de radiação em Chernobyl ou depois da bomba atómica ter sido largada em Hiroshima, prende-se com os efeitos malignos deste tipo má configuração causada pelas mutações nos corpos das pessoas.

Quase todas as mutações são malignas, e elas são, de forma geral, letais para as formas de vida. Exemplos de mutações que não são malignas normalmente não fazem nada de bom ao organismo, e são, na melhor das hipóteses, neutrais. Os cientistas já chegaram à conclusão que nenhuma das mutações que já foram estudadas teve algum tipo de efeito positivo nas formas de vida. (1)

Mas a teoria da evolução encontra-se baseada em mutações fictícias que produzem “novas” formas de vida e operam milagres. Os Darwinistas afirmam que as espécies emergem umas das outras através de eventos onde estruturas e os órgãos aparecem como efeito de inúmeras e fictícias mutações benéficas. Esta alegação, fonte de vergonha horrível para os Darwinistas, é avançada por cientistas Darwinistas que sabem que as mutações são sempre prejudiciais para o organismo.

Mais ainda, embora os Darwinistas estejam bem cientes destes efeitos nocivos das mutações, eles continuam mesmo assim a apontar para a mosca da fruta mutante (de 4 asas), sujeita à mutações em laboratório, em apoio às suas alegações.

Os Darwinistas exibiram o par de asas adicional produzidas na mosca da fruta (resultante de mutações cuidadosamente levadas a cabo) como a  maior evidência de que as mutações poderiam levar à evolução. No entanto, as duas asas em questão danificavam a criatura em vez de beneficiá-la, levando a que ela perdesse a capacidade de voar. Jonathan Wells, biólogo molecular da Universidade da Califórnia, resumiu as coisas da seguinte forma:

Durante a década 70, o geneticista da Cal Tech Edward B. Lewis descobriu que um cruzamento cuidadoso entre três estirpes de mutantes era capaz de produzir uma mosca da fruta onde os balanceadores enram transformados num par adicional de asas com aparência normal.

À primeira vista, isto parece disponibilizar evidências da alegação de Caroll de que pequenas mudanças no desenvolvimento dentro do ADN regulador pode gerar mudanças evolutivas significativas na forma de vida.

Mas a mosca da fruta continua a ser uma mosca da fruta. Mais ainda, embora o segundo par de asas pareça normal, o mesmo não tem músculos para o vôo. Uma mosca da fruta com 4 asas é como um avião com um segundo par de asas a pender na sua cauda.

Esta mosca tem grande dificuldade em voar ou em acasalar, e como tal, só pode sobreviver dentro do laboratório. Como evidência em favor da evolução, uma mosca com 4 asas não é melhor que um bezerro circense com duas cabeças. (2)

Jonathan Wells continua:

As moscas da fruta deficientes com um par de asas adicional, ou sem pernas, ensinaram-nos algumas coisas em relação à genética do desenvolvimento, mas nada em relação à evolução. Todas as evidências apontam em uma direcção: independentemente do que façamos ao embrião duma mosca da fruta, só há três resultados possíveis:

1) uma mosca da fruta normal,

2) uma mosca da fruta morta,

3) ou uma mosca da fruta deficiente.

Nem mesmo um moscardo, e muito menos um cavalo. (3)

Tal como já vimos, a mosca da fruta mutante com 4 asas, que é a única evidência que os Darwinistas usam em favor das suas alegações sem sentido, é, de facto, nada mais que uma mosca da fruta deficiente. Independentemente dos efeitos que as mutações possam ter nas formas de vida, elas não possuem o capacidade miraculosa de atribuir características pertencentes a um tipo de animal a outro tipo de forma de vida. Mas os Darwinistas querem acreditar na mentira de que é possível milagres acontecerem através de mutações.

A parte interessante é que, embora os cientistas Darwinistas estejam cientes de que o vôo desta mosca da fruta é deficiente, ainda são feitas tentativas (nos livros escolares) de caracterizá-la como a maior evidência da evolução por via da mutação. O biólogo molecular Jonathan Wells escreve:

Segundo o livro escolar de Peter Raven e de George Johnson, com o nome de “Biology”, “toda a evolução começa com alterações na mensagem genética…. Mudanças genéticas através da mutação e da recombinação [a re-ordenação de genes já existentes] disponibilizam a matéria-prima para a evolução.”

A mesma página exibe uma foto da mosca da fruta com 4 asas, que é descrita como “mutante devido a mudanças no Ultrabithorax, gene que regula uma fase crucial do desenvolvimento; ela possui dois segmentos torácicos, e desde logo, dois pares de asas.”

Para confundir ainda mais as coisas, as descrições dos livros escolares normalmente deixam o leitor com a ideia de que o par de asas extra representa um ganho estrutural.

No entanto, as moscas com 4 asas perderam as estruturas que precisam para voar. Os seus balanceadores não existem, e em vez deles terem sido substituídos por algo de novo, eles foram substituídos com cópias de estruturas que já existem. Embora as fotos de moscas da fruta com 4 asas nos deixem com a impressão de que as mutações acrescentaram algo de novo, a verdade está mais próxima da alegação diametricamente oposto. (4)

Mesmo que nós aceitemos que a “fantasiosa primeira célula” que os Darwinistas dizem representar o início da vida (e que de maneira nenhuma poderia surgir como efeito do acaso) tenha emergido espontaneamente, até a mais pequena das fases do imaginário processo evolutivo, que teria que ter ocorrido como etapa para o aparecimento do ser humano (com todas as suas estruturas complexas), exigiria uma quantidade enorme de informação produzida através de mutações infindáveis.

“Todas” estas mutações teriam que ter sido benéficas para a forma de vida, ou causar o aparecimento de algo “novo”, porque um simples erro no desenvolvimento desta forma de vida fictícia iria causar a que todo o sistema entrasse em colapso.

Nove e nove porcento das mutações são prejudiciais embora 1% das mesmas sejam neutrais. Alegar, portanto, que cada uma destas mutações que, segundo a teoria da evolução teriam que ocorrer, foram benéficas, é algo que contraria a razão e a ciência.

É, desde logo, impossível que um novo tipo de órgão ou traço que não existia previamente apareça por acaso como efeito de mutações. As mutações não têm poder para atribuir às formas de vida informação que não lhe pertence, ou transformar esta forma de vida num noutro tipo de forma de vida.

A ideia das mutações representa a maior manifestação da falsidade e de pensamento ilógico por parte dos Darwinistas visto que a ideia da evolução encontra-se fundamentada nestas ilusórias “mutações benéficas”, que não existem.

A Vasta Quantidade de Tempo Necessária para as Mutações Benéficas

Mesmo que avancemos com a hipótese de que as mutações benéficas poderiam ocorrer, a ideia das mutações aleatórias ainda é incompatível com a teoria da evolução. Num artigo com o título “The Inadequacy of Neo-Darwinian Evolution As a Scientific Theory,” o Professor Murray Eden do MIT (Massachusetts Institute of Technology, “Faculty of Electrical Engineering”) demonstrou que, se fossem precisas seis meras mutações para causar o aparecimento duma mudança adaptativa, isto ocorreria aleatoriamente uma vez em cada mil milhões de anos – enquanto quem se estivessem envolvidas duas dúzias de genes, isto iria requerer 10,000,000,000 anos, que é muito mais do que a idade da Terra. (5)

george_g_simpsonMesmo que assumamos que as mutações eram eficazes e benéficas dentro de órgãos complexos e de estruturas sofisticadas, exigindo que ocorra mais do que uma mutação ao mesmo tempo, os matemáticos ainda dizem que o problema do tempo é um dilema sério para os Darwinistas.

Até mesmo o Professor de Paleontologia George G. Simpson, um dos Darwinistas mais impenitentes [do século 20], claramente afirma que seria necessária uma duração de tempo infinita para que cinco mutações ocorram ao mesmo tempo. (6)

Uma quantidade de tempo infinita significa probabilidade zero, e esta é uma probabilidade aplicada a todas as estruturas e organismos que os seres vivos têm. Logo, não há a mínima possibilidade da gloriosa variedade de formas de vida que actualmente existe ter surgido como efeito de mutações aleatórias.

O evolucionista George G. Simpson levou a cabo outros cálculos relativos à alegação em questão. Ele admitiu que dentro duma comunidade de 100 milhões de indivíduos, que se assume que produza uma geração todos os dias, uma consequência positiva proveniente das mutações iria ocorrer uma vez em cada 274 mil milhões de anos. Esse número e imensas vezes maior que a idade da Terra (…) (7) Claro que estes cálculos assumem que as mutações têm uma efeito positivo em cada geração, mas tal presunção não se aplica ao mundo real.

Porque é que o corpo que supostamente está a evoluir protegido contra as mutações?

Todos os cientistas evolucionistas sabem que a probabilidade dum erro de replicação ocorrer no ADN das formas de vida, sem motivo algum, são muito baixas. As pesquisas já revelaram que existem elementos protectores na célula que impedem o aparecimento de erros genéticos.

A informação que se encontra dentro do ADN não pode ser copiada durante a ausência de enzimas especiais que se protegem umas as outras contra o aparecimento de erros. Entre estas incluem-se enzimas-filtro que garantem que o aminoácido certo se une ao tRNA certo. Um filtro rejeita aminoácidos que são demasiado grandes, e outro aqueles que são demasiado pequenos. Este é um sistema muito sensível e racional.

Existem também enzimas que fazem a avaliação final contra a probabilidade do surgimento de qualquer erro dentro deste sistema inteligente. Os cientistas concluíram que existe um sistema de controle e de protecção celular (focado em manter a integridade do ADN)  melhor do que se pensava. (8)

pierre_grassePierre Paul Grassé, que durante 30 anos foi professor de evolução na Universidade Sorbonne, escreveu o seguinte em relação a este assunto:

A probabilidade do pó transportado pelos ventos produzir a obra “Melancholia” de Dürer é menos infinitesimal do que a probabilidade de erros de cópia nas moléculas de ADN levarem à formação de um olho. (9)

Os Darwinistas ignoram este miraculoso sistema dentro do ADN, evitam um aprofundamento em relação a este tópico, e evitam produzir algum tipo de explicação para o mesmo. Mas eles constroem um cenário em relação à história da vida, cenário esse  construído sobre erros de replicação que têm uma probabilidade de quase zero de ocorrerem. Mais uma vez, isto revela a irracionalidade da lógica Darwinista.

Seguindo da posição de que a ideia de Darwin, da selecção natural, claramente não é a verdadeira história relativa a assim-chamada evolução, e da emergência das leis da genética, que são um golpe letal para o Darwinismo, a alegação em torno do “efeito evolutivo das mutações”, que tem sido a principal arma do neo-Darwinismo, foi revelada como nada mais que uma decepção.

É absolutamente ridículo alegar que um mecanismo tal como a mutação aleatória, que danifica, destrói e mata o organismo vivo, e por vezes prejudica todas as gerações futuras, pode causar o surgimento de formas de vida totalmente novas.

Mas há já muitos anos que as massas foram levadas a acreditar nesta mentira, embora os cientistas Darwinistas estejam bem cientes que tal poder miraculoso não existe. Até mesmo Richard Dawkins, um dos mais ardentes evolucionistas dos dias de hoje, admite que “as mutações são deletérias, e como tal, efeitos indesejáveis são muito prováveis.”(10)

O motivo que leva os Darwinistas a continuar a propor este alegação desacreditada como um mecanismo para a evolução é a sua devoção à religião supersticiosa do Darwinismo.

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* * * * * * *

Convém salientar que uma das respostas que os evo-animistas dão como exemplo de “mutação benéfica” são instâncias onde a forma de vida de facto obtém algum tipo de vantagem devido a uma mutação.

Por exemplo, numa ilha ventosa, os insectos sem asas podem ter a vantagem de não serem “soprados” para o alto mar. Os peixes que vivem em ambientes sem luz podem ter algum tipo de vantagem em perder a faculdade da visão e passar a depender de outros sentidos (economia de nutrientes na manutenção de órgãos sem uso).

Mas em todos os casos de “mutações benéficas”, nenhuma mutação dá à forma de vida um acréscimo informacional que, com o passar do tempo, vá aumentando quantitativamente a densidade informacional. É nesse sentido que se fala em “mutação benéfica”.

Há que distinguir entre uma mutação que dá uma vantagem objectiva à forma de vida, da mutação que aumenta a informação no genoma da dita forma de vida. A primeira já foi observada, mas a que a teoria da evolução precisa é da segunda, que, como seria de esperar, nunca foi observada.

Resumidamente, a teoria da evolução depende de forças que não existem, mecanismos que nunca foram observados, e factores que contradizem a lógica e a ciência. Mas a teoria lá vai sendo empurrada com relutância pelos evolucionistas visto que sem, ela, eles têm que admitir publicamente o que, entre eles, eles já sabem: a teoria da evolução é uma fraude.

Como sempre, a ciência, quando interpretada da forma correcta, está de acordo com a Bíblia. As mutações aleatórias não geram novas estruturas e novas formas de vida uma vez que a vida depende de informação, e, segundo o que já foi observado, a informação é sempre o efeito de uma ou mais mentes inteligentes. Como Deus “finalizou” a Sua actividade Criativa no 6º Dia da Criação, o que nós temos experimentado desde então é a recombinação de genes que já existem.

Fontes:

1 Nicholas Comninellis, Creative Defense, Evidence Against Evolution, Master Books, 2001, pp. 74-75
2 Jonathan Wells, Ph.D., The Politically Incorrect Guide to Darwinism and Intelligent Design, Regnery Publishing Inc., Washington, 2006, p.34
3 Ibid., p. 36
4 Jonathan Wells, Icons of Evolution, pp.185,186, 187
5 Gordon Rattray Taylor, The Great Evolution Mystery, Sphere Books Ltd., 1984, p. 4
6 Ibid., p. 230
7 Nicholas Comninellis, Creative Defense Evidence Against Evolution, Master Books, 2001, p. 81
8 Ibid., pp.74-75
9 Ibid., p. 81
10 Richard Dawkins, The Extended Phenotype, Oxford University Press, 1999, p. 141 2009-07-08 15:40:52
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As mutações causam algum tipo de evolução?

Será razoável acreditar que, dado tempo suficiente, as mutações podem causar a evolução dum organismo? É lógico aceitar – como o fazem os evo-animistas – que tudo pode acontecer desde que haja tempo suficiente;? Ou será mais lógico aceitar que as mutações são, de forma geral, inimigas do gradualismo aleatório?

Charles Darwin explicou o modelo evolutivo em torno das origens através do mecanismo da selecção natural atravessando longos períodos de tempo. Ele acreditava também que certas características adquiridas poderiam ser passadas para a geração seguinte. Por exemplo, a girafa evoluiu o seu longo pescoço porque foi tentando esticá-lo para atingir o alimento que se encontrava no topo das árvores. A informação genética para um pescoço mais longo era passada para a descendência através da “pangênese”.

gregor_mendelNo entanto, no princípio do século 20, os cientistas começaram a entender melhor o trabalho de genética levado a cabo pelo monge agostiniano, botânico e meteorologista  Gregor Mendel, e aperceberam-se que a pangênese era cientificamente impossível.

Eles propuseram a explicação de que erros aleatórios na replicação do ADN, com o nome de mutações, causavam mutações benéficas. Isto ficou conhecido como o Neo-Darwinismo; algo novo (neo) havia sido acrescentado aos conceitos Darwinianos.

Os problemas em relação às mutações como força contribuidora para a evolução são imensos, extensos e amplamente documentados.

A evolução requer um aumento absoluto na quantidade e na qualidade da informação genética. Para que um organismo possa evoluir para outro organismo, nova informação genética tem que ser adicionada. O motivo pelo qual o homem é diferente duma beringela, por exemplo, é porque o homem tem código genético para coisas que a beringela não tem. Devido a isto, a evolução depende de mutações de modo a que estas possam causar um aumento dos dados genéticos.

Para que uma mutação possa desempenhar um papel na evolução, muitas coisas teriam que acontecer. O problema é que as mutações frequentemente causam perdas de informação, e por vezes uma transferência de informação, mas nunca uma aumento de informação. Isto é, as mutações caminham na direcção errada visto que a evolução requer uma expansão genética sem fim (algo cientificamente impossível).

Em vez de explicarem a origem de novas formas de vida, as mutações explicam a origem da morte e das doenças.

MatematicaOutro problema é a matemática; as mutações são raras e elas ocorrem uma vez em cada 10 milhões de replicações. As probabilidades de duas mutações relacionadas ocorrerem é uma entre 100 triliões [numeração Americana]; no entanto, dada a abundância de genes nos organismos, as mutações podem e de facto ocorrem. Mesmo assim, a maior parte das mutações são prejudiciais, levando à morte do organismo antes do nascimento, ou à perda de funções específicas.

Apenas uma em cada 1000 mutações não é prejudicial, e a maior parte delas são neutrais – isto é, não têm efeito algum nos organismos. Certamente que é por isso que elas têm que ser evitadas. As radiações e as substâncias químicas mutagénicas são evitadas e não buscadas.

No entanto, outro problema para as mutações é que muitas das que são conhecidas como “mutações” nada mais são que variações genéticas. No passado acreditava-se que a resistência das moscas ao DDT era uma mutação e que estas moscas eram mutantes. Considerando a improbabilidade matemática das mutações, os cientistas buscaram por outra explicação. Foi apurado que certas populações de moscas já tinham dentro de si o material genético que lhes fazia resistentes ao DDT.

Esta grande variedade de tipos é exactamente o que seria de esperar dentro do modelo criacionista das nossas origens. A frase Bíblica “segundo seu tipo” é repetida dez vezes no primeiro capítulo do Livro de Génesis. As plantas e os animais foram criados por Deus para apenas se reproduzirem dentro dos seus tipos básicos. As mutações que nós vêmos são o que seria de esperar da corrupção causada pela Queda (Romanos 8:19-22).

O problema final que irei mencionar é que as mutações nunca são vistas a produzir uma nova espécie em laboratório. Isto é especialmente significante se levarmos em conta a mosca da fruta visto que há anos que as salas de biologia têm estado a causar mutações nelas como forma de produzir algum tipo novo das mesmas. Os resultados têm sido moscas sem asas, moscas com asas curvas, moscas com asas longas; mas todas elas são moscas da fruta – e nunca uma áve, uma mosca doméstica ou outra coisa qualquer.

mosca_fruta_muitacoesMuito raramente as mutações causam algum tipo de benefício para o organismo. Algumas bactérias podem perder informação para um gene regulador e passarem a ser resistentes a certos anti-bióticos. As pessoas que têm anemia falciforme não são susceptíveis de contrair a malária. Em todos estes casos, no entanto, as mutações nunca causam algum tipo de evolução visto que houve informação que foi destruída, e não criada.

Conclusão:

As mutações não criam; elas corrompem e na maior parte das vezes levam à morte da vida. Devido a isto, com o passar dos longos períodos de tempo, mais mutações  prejudiciais irão ocorrer, e menos provável é a evolução de ocorrer e explicar a origem das novas formas de vida. A teoria da evolução, que depende em absoluto dos não-existentes poderes criativos das mutações aleatórias, está errada logo à partida.

Modificado a partir do original ~ http://bit.ly/2dfs2IL
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