Animal “sem evolução durante 80 milhões de anos” encontrado em Portugal

Os métodos de datação evolucionistas voltam a revelar a sua fiabilidade. Desta vez, foi encontrado vivo um tubarão (Chlamydoselachus anguineus) que os evolucionistas acreditam “estar da mesma forma desde os tempos dos dinossauros, desde o Período Cretáceo” – altura em que, segundo a mitologia evolucionista, os Tyrannosaurus Rex e os Triceratops vagueavam pelo planeta:

Um raro tubarão-cobra foi recentemente encontrado por pesquisadores Portugueses ao largo da costa do Algarve, Portugal. Os cientistas encontravam-se a trabalhar num projecto da União Europeia que visa “minimizar a captura indesejada na pesca comercial” quando eles se depararam com este “tubarão da era dos dinossauros”.

Como é normal quando é encontrado um animal que não se alinha com as expectativas da não-científica datação evolucionista, e devido ao facto dele “ter permanecido inalterado durante 80 milhões de anos, fazendo dele uma das poucas espécies com tal antiguidade ainda em existência”, os pesquisadores do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) deram a este animal o hilariante nome de “fóssil vivo”.

Segundo a BBC, os cientistas afirmaram que o peixe do sexo masculino, medindo 1,5 metros, foi capturado a 700 metros de profundidade nas águas de Portimão.

O tubarão manteve da mesma forma, tanto no seu interior como no seu exterior, desde a era dos dinossauros [sic]. Os cientistas datam-no como sendo do Período Cretáceo – quando os Tyrannosaurus Rex e Triceratops caminhavam sobre o planeta.

Este animal pré-histórico [sic] tem um corpo alongado, delgado, e serpentino, mas muito pouco se sabe em termos da sua “biologia e meio-ambiente” visto que o mesmo é normalmente encontrado entre 109 a 1,280 metros abaixo da linha de água, e há muito poucas gravações ou fotos do tubarão no seu habitat natural.

De facto, ele é tão raramente visto que, apesar de existir há mais tempo que os seres humanos, nunca chegou a ser descoberto antes do século 19.

A professora Margarida Castro da Universidade do Algarve disse à SIC Notícias que o tubarão tem uma boca com uma forma única e deriva o seu nome da sua dentição.

Muito particular, ela permite-lhe apanhar lulas, peixes e outros tubarões em uma só investida. A professora Margarida Castro acrescentou ainda à Sic Notícias:

Nenhum de nós [pesquisadores] já tinha visto esta espécie , e muitos de nós estão há anos trabalho a bordo, portanto, percebemos que era uma espécie que não era comum.

Fonte: http://bit.ly/2mj8XJ7

* * * * * * *

Os métodos de datação evolucionistas são tão “fiáveis” que se por acaso os evolucionistas encontrarem um dinossauro vivo, eles irão rapidamente dar-lhe o nome de “fóssil vivo” e evitar discutir as implicações de tal descoberta. Não há forma científica de refutar a crença nos mitológicos “milhões de anos” visto que a mesma não depende dos factos à nossa disposição.

A forma como esta forma de vida coloca em causa a datação evolucionista é através do facto de ser difícil de aceitar que, apesar de alegadamente várias formas de vida maiores e menores terem desaparecido (dinossauros) e outras terem “evoluído” para as mais variadas formas de vida, este tubarão conseguiu manter-se igual durante “80 milhões de anos”.

É bem mais lógico aceitar que o tipo básico que gerou este animal (bem como todos os outros) apareceu há pouco tempo, e manteve-se essencialmente mesma.

Conclusão:

O que é “surpreendente” nesta notícia não é que um animal fique na mesma durante “80 milhões de anos” mas sim que alguém acredite que um animal fique na mesma durante “80 milhões de anos”.

Para nós Cristãos, esta descoberta só confirma o que Deus já afirmou na Sua Palavra: visto que a Terra não tem “milhões de anos” mas sim entre 6,000 a 7,000 anos, é perfeitamente normal que as formas de vida estejam essencialmente na mesma

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About Mats

"Contempla agora o Beemoth, que Eu fiz contigo, que come a erva como o boi." (Job 40:15)
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11 Responses to Animal “sem evolução durante 80 milhões de anos” encontrado em Portugal

  1. Mats, você conhece o fóssil Odontochelys semitestacea? Se sim, poderia fazer um post sobre o mesmo?! Abraço!

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  2. Ana Silva says:

    Mats:

    Confesso que estou algo surpresa, Mats.

    Afinal o Mats defende que ” a variação genética ocorr[e] bem mais rápido do que se pensava” (como referiu no seu post anterior) ou que ” é perfeitamente normal que as formas de vida estejam essencialmente na mesma” (como refere no final deste post)?

    Ou será que o Mats defende que ambas as situações são possíveis?

    A verdade, concordo, é que se por um lado vemos uma enorme diversidade de espécies para vários dos tipos propostos pela baraminologia, também existem vários exemplos dos chamados “fosseis vivos”, animais e plantas actuais com estrutura muito semelhante à de fósseis de animais e plantas que, de acordo com o registo fóssil, teriam de ter perecido no decorrer do Dilúvio Universal.

    Fica portanto uma pergunta (para mim) pertinente: Afinal como é que o criacionismo científico conjuga a formação (em cerca de 4 mil anos) de até dezenas de novas espécies (ou mesmo centenas, no caso dos esquilos e dos ratos do velho mundo) a partir de apenas uma mão cheia de um “tipo” de animais … com a existência de animais actuais que são “fósseis vivos”?

    Surpreende-me, aliás, sempre que revejo novos exemplos desta linha de argumentação. Porque, se por um lado não compreendi ainda como é que o criacionismo conjuga a existência de “fósseis vivos” com a obrigatória explosão de diversidade de espécies de cada “tipo” em menos de 5 mil anos (como exigem as condições de acomodação de animais na arca de Noé)… Por outro lado a existência de “fósseis vivos” é facilmente explicada pela teoria da evolução.

    Segundo a versão actual da teoria da evolução a formação de novas espécies é a consequência de mutações que vão surgindo e fixando-se ao longo de gerações. Mas depois existem mecanismos de selecção que “ditam” a sorte de uma mutação: ou o animal que a tem sobrevive e passa-a à sua descendência, ou então não.

    Pelo menos um desses mecanismos, a deriva genética, é totalmente aleatório. É a deriva genética que explica que duas populações diferentes da mesma espécie se possam, com o tempo, tornar em duas espécies diferentes. Mesmo que ambas as populações estejam em habitats muito semelhantes entre si. Mas se uma espécie estiver mesmo bem adaptada a um habitat, e com um bocadinho de sorte, então é possível (embora pouco provável) que essa espécie vá mantendo-se “estável” ao longo de gerações. Isto é possível exactamente porque a deriva genética é um processo ALEATÓRIO!

    É por esta razão que a existência de “fósseis vivos” não “prejudica” a teoria da evolução. A teoria da evolução prevê a existência de “fósseis vivos” (é, entre outras coisas, uma questão de sorte) e estes “não fazem mossa” enquanto o seu número for diminuto quando comparado com a totalidade/diversidade de espécies. Existem até outros exemplos mais famosos e mais antigos (e abundantes, também) de “fósseis-vivos”que o “reservado” tubarão encontrado no Algarve. Como o caranguejo-ferradura e o náutilo!

    Imagino que a aleatoriedade da deriva genética seja também a explicação dada pelo criacionismo científico para conciliar, por um lado, a “explosão” de novas espécies surgidas nos cerca de 4 mil anos depois do Dilúvio Universal e, por outro, os fósseis vivos” que vão aparecendo…

    Digo “imagino” porque, como já referi anteriormente, não conheço a explicação dada pelo criacionismo científico para esta aparente inconsistência.

    É que, infelizmente, o criacionismo científico não tem problemas em “apontar” potenciais “dificuldades” às diferentes teorias científicas, mas depois “esquece-se” de apresentar alternativas de explicação criacionista para essas mesmas “dificuldades”.

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    • Mats says:

      Afinal o Mats defende que ” a variação genética ocorr[e] bem mais rápido do que se pensava” (como referiu no seu post anterior) ou que ” é perfeitamente normal que as formas de vida estejam essencialmente na mesma” (como refere no final deste post)? Ou será que o Mats defende que ambas as situações são possíveis?

      Ambas são possíveis. Gatos podem-se modificar entre soi de forma acelerada, mas não deixam de ser gatos.

      A verdade, concordo, é que se por um lado vemos uma enorme diversidade de espécies para vários dos tipos propostos pela baraminologia, também existem vários exemplos dos chamados “fosseis vivos”, animais e plantas actuais com estrutura muito semelhante à de fósseis de animais e plantas que, de acordo com o registo fóssil, teriam de ter perecido no decorrer do Dilúvio Universal.

      De acordo com a errónea interpretação dos fósseis levada a cabo pelos evoluciionistas, estes animais ou não deveriam existir, ou é algo “surpreendente”. Para o criacionismo, não existem “fósseis vivos”.

      Fica portanto uma pergunta (para mim) pertinente: Afinal como é que o criacionismo científico conjuga a formação (em cerca de 4 mil anos) de até dezenas de novas espécies (ou mesmo centenas, no caso dos esquilos e dos ratos do velho mundo) a partir de apenas uma mão cheia de um “tipo” de animais … com a existência de animais actuais que são “fósseis vivos”?

      Outra vez a mesma pergunta? Tal como já disse, 1) recombinação genética, 2) selecção natural e todos os mecanismos naturais e observáveis que sabemos serem capazes de gerar variação DENTRO do mesmo tipo. O que a Ana tem que explicar é como é que um processo aleatõrio, não-guiado, “natural” e não sujeito a uma mente pode ter gerado QUALQUER espécia a partir de outra forma de vida totalmente diferente.

      É por esta razão que a existência de “fósseis vivos” não “prejudica” a teoria da evolução.

      Claro que não prejudica. visto que a teoria da evolução é imune aos dados científicos, nada a “prejudica”.

      A teoria da evolução prevê a existência de “fósseis vivos”

      A teoria da evolução “prevê” tudo aquilo que é encontrado. Por exemplo, a teoria da evolução afirmava que animais tais como o celacanto estavam extintos. Mas depois foram encontrados. Depois de encontrados, a teoria da evolução passou a “prever” a existência de “fósseis vivos”.

      Esta é a vantagem de ter uma teoria imune aos dados: pode-se moldá-la e ajustá-la a qualquer tipo de dado.

      É que, infelizmente, o criacionismo científico não tem problemas em “apontar” potenciais “dificuldades” às diferentes teorias científicas

      Nós apontamos “dificuldades” dentro da teoria da evolução, e não dentro das “diferentes teorias científicas”. Eu já disse isto várias vezes, mas pelos vistos a Ana continua a acreditar que atacar a teoria da evolução é atacar a “ciência”.

      mas depois “esquece-se” de apresentar alternativas de explicação criacionista para essas mesmas “dificuldades”.

      1) Não é preciso apresentar alternativas para se criticar a teoria da evolução.
      2) Há explicações mais do que óbvias para a origem da diversidade, que não envolvam crença nos nunca-observados poderes criativos das forças aleatórias.

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      • Ana Silva says:

        Mats:

        Penso que não se apercebeu disso, Mats, mas você não respondeu realmente à questão principal do meu último comentário. Talvez eu não tenha sido explícita o suficiente, pelo que volto a repeti-la:

        Como é que o Mats concilia o facto de existir tanta diversidade mesmo dentro dos “tipos” de animais propostos pela baraminologia com a existência de animais cuja morfologia parece ter variado pouco quando comparado com fósseis que, de acordo com o criacionismo científico, resultam do Dilúvio universal?

        A resposta mais simples que o Mats apresenta é: “Gatos podem-se modificar entre si de forma acelerada, mas não deixam de ser gatos.”

        Mas essa não é uma verdadeira resposta à minha questão.

        Se existem “tipos” constituídos por animais tão diversos entre si (veja-se o caso dos camelos e dos lamas que pertencem ao mesmo “tipo”) e/ou constituídos por dezenas e até centenas de espécies diferentes…

        … porque é que existe tão pouca diversidade entre as poucas espécies de náutilos ou caranguejos-ferradura que existem actualmente (mais uma vez quando comparado, até, com a diversidade entre camelos e lamas)?

        Ou seja, porque é que algumas espécies de um mesmo “tipo” se diversificam tanto entre si e espécies de outros tipos não?

        O Mats “atira” (sem sequer contextualizar) os termos “recombinação genética”, “selecção natural”. Também “atira” a expressão “todos os mecanismos naturais e observáveis que sabemos serem capazes de gerar variação DENTRO do mesmo tipo”.

        Mas o que é que o Mats esta realmente a afirmar? Pode concretizar um pouco mais?

        O Mats defende que a “recombinação genética, [a] “selecção natural e todos os mecanismos naturais e observáveis que sabemos serem capazes de gerar variação DENTRO do mesmo tipo” actuam nuns “tipos” MAS noutros NÃO?

        É isso assim?

        Se é “isso assim”, como é que o criacionismo científico explica que a recombinação genética, a selecção natural, etc. actuam nuns “tipos”, mas que outros “tipos” lhe são IMUNES?

        Se não é “isso assim” então como é que é?

        Não é que o Mats tenha de responder a esta questão. Confesso até que, baseada na “nossa” experiência passada, não estou propriamente à espera de qualquer resposta da sua parte mais concreta que “Mutações, selecção natural, deriva genética, duplicação, perda de informação genética, […] mecanismo que SABEMOS causarem especiação.”
        (https://darwinismo.wordpress.com/2017/06/27/3-questoes-que-os-evolucionistas-tem-que-saber-responder/#comment-34790)

        Mas desculpe, Mats,a minha curiosidade não me permite senão (re)fazer esta pergunta: Como é que o criacionismo científico explica que alguns “tipos” de animais apresentem tal diversidade que só pode ser justificada por uma taxa super rápida de mutações (esqueceu-se desse factor no seu último comentário, Mats),”recombinação genética, […] selecção natural e todos os mecanismos naturais e observáveis que sabemos serem capazes de gerar variação DENTRO do mesmo tipo”… e outros tipos parecem “quase imutáveis”?

        É a curiosidade que ecoa na minha cabeça quando leio o texto postado, ainda mais depois de ter lido a sua resposta ao meu comentário.

        Porque é que nuns casos estes “mecanismos naturais e observáveis” actuaram à velocidade da luz” e noutros casos os MESMOS mecanismos andaram “à velocidade do caracol”?

        Não é isso curioso?

        Afinal é essa MESMA pergunta que o Mats faz para a teoria da evolução! A sua curiosidade não “estica” mais do que isso, Mats?

        Não está o Mats curioso em saber como é que o criacionismo científico, enquanto teoria CIENTÍFICA explica esta aparente inconsistência?

        Mais uma vez não precisa de responder, Mats…

        … mas lá que é curioso, é.

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      • Mats says:

        Como é que o Mats concilia o facto de existir tanta diversidade mesmo dentro dos “tipos” de animais propostos pela baraminologia com a existência de animais cuja morfologia parece ter variado pouco quando comparado com fósseis que, de acordo com o criacionismo científico, resultam do Dilúvio universal?

        A resposta mais simples que o Mats apresenta é: “Gatos podem-se modificar entre si de forma acelerada, mas não deixam de ser gatos.” Mas essa não é uma verdadeira resposta à minha questão.

        Se existem “tipos” constituídos por animais tão diversos entre si (veja-se o caso dos camelos e dos lamas que pertencem ao mesmo “tipo”) e/ou constituídos por dezenas e até centenas de espécies diferentes…

        … porque é que existe tão pouca diversidade entre as poucas espécies de náutilos ou caranguejos-ferradura que existem actualmente (mais uma vez quando comparado, até, com a diversidade entre camelos e lamas)? Ou seja, porque é que algumas espécies de um mesmo “tipo” se diversificam tanto entre si e espécies de outros tipos não?

        De que forma é que isso é um problema para o criacionismo científico quando este nunca disse que todos os animais haveriam de ter exactamente o mesmo tipo de diversidade e variação?

        Afinal é essa MESMA pergunta que o Mats faz para a teoria da evolução! A sua curiosidade não “estica” mais do que isso, Mats?

        O problema para a teoria da evolução é que vocês defendem que animais sujeitos a nada mais que as forças aleatórias da natureza (e outros mecanismos não-inteligentes) tiveram a “capacidade” de, por um lado, “evoluir” de peixe para pescador, mas por outro lado manter uma animal no mesmo ecossistema exactamente na mesma.

        Note que quem tem que reoganizar a sua teoria devido aos “fósseis vivos” são SEMPRE os evolucionistas, nunca os criacionistas.

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      • Ana Silva says:

        Mats:

        “De que forma é que isso é um problema para o criacionismo científico quando este nunca disse que todos os animais haveriam de ter exactamente o mesmo tipo de diversidade e variação?”

        Como o Mats tão bem referiu a teoria da evolução defende a diversidade de vida que observamos hoje como o resultado da aleatoriedade. Afinal tanto a mutação como a deriva genética, processos que já foram “VISTOS em funcionamento”, são processos ALEATÓRIOS.

        Outra questão importante a reter é que a teoria da evolução se baseia numa Terra com várias centenas de milhões de anos.

        [Nota: A idade proposta da Terra NÃO se baseia na teoria da evolução, claro, mas na teoria das tectónicas de placas (geologia) e na teoria da mecânica quântica (física- radioactividade)]

        Visto que que vários dos processos que levam à diversificação são ALEATÓRIOS, e visto que passou taaaanto, tanto tempo desde que apareceu vida na Terra então é aceitável que diferentes “tipos” de animais e plantas apresentem diferentes graus de diversificação.

        Mais ainda, existem muitas coisas que os fosseis não nos mostram com detalhe. Por exemplo é verdade que existem fósseis com uma forma muito semelhante ao celacanto. mas “muito semelhante” NÃO É equivalente a igual. Ou seja os fósseis de celacanto são mais que suficientemente diferente das duas espécies de celacanto conhecidas actualmente para serem facilmente distinguidas.

        Portanto: a existência de variações na diversidade de diferentes “tipos” de animais e plantas não cria, de forma alguma, problemas à teoria da evolução!

        “Note que quem tem que reoganizar a sua teoria devido aos “fósseis vivos” são SEMPRE os evolucionistas, nunca os criacionistas.”

        Isso são “más notícias” para os criacionistas, Mats.

        A “reorganização” de uma teoria é algo “corriqueiro” em ciência. A teoria proposta por Newton foi várias vezes “reorganizada”, o mesmo tendo acontecido à teoria atómica, por exemplo.

        Quando é proposta, nenhuma teoria consegue prever tudo, Mats. Tem a ver com o conhecimento científico, que está sempre a aumentar!

        Por exemplo quando Dalton propôs a primeira versão da teoria atómica, não se sabiam o que eram protões, electrões ou neutrões. Estas eram partículas completamente desconhecidas. mas a teoria atómica era um modelo explicativo bastante bom a explicar o que era observado (o que acontece numa reacção química, a estrutura de moléculas, etc.).

        A “descoberta” de protões, electrões e neutrões não impôs o fim da teoria atómica, Mats. Apenas uma reorganização (muito grande) da mesma.

        No tempo de Darwin ninguém sabia o que era um “gene”. Darwin NÃO TEVE o conceito de “gene” em consideração quando apresentou a primeira versão da teoria da evolução. Quando os genes foram “descobertos” foi necessário reorganizar a teoria da evolução para “acomodar” este “novo” facto…

        … tal como a “descoberta” de protões, electrões e neutrões exigiu a reorganização da teoria atómica!

        Ou está o Mats a defender que a teoria atómica não é uma teoria científica viável e/ou fiável SÓ porque sofreu reorganizações ao longo do tempo?

        É isso que o Mats defende? Que não podemos aceitar as teorias científicas como fiáveis só porque estas sofrem ajustes para acomodar novo conhecimento científico?

        Entretanto o Mats continua a não explicar como é que o criacionismo concilia a existência de “tipos” de animais com imensa diversidade com outros “tipos” que se mant~em muito próximos dos fósseis resultantes do Dilúvio Universal.

        Isto É MESMO um problema para o criacionismo científico, Mats.

        Porque a ÚNICA forma de explicar a EXPLOSÃO de diversidade que observamos hoje a acontecer em APENAS 4400 anos é que os mesmos mecanismos aleatórios tenhas acontecido “à velocidade da LUZ”, Mats.

        Como é que o criacionismo explica que em alguns “tipos” os mecanismos tenham actuado “à velocidade da luz” e noutros “tipos” esteja a actuar “a passo de caracol”? Até mesmo em situações em que esses diferentes “tipos” habitaram os mesmos habitats?

        A teoria da evolução não tem este problema, Mats, porque de acordo com a teoria da evolução nenhum destes mecanismos actuam “à velocidade da luz” (o factor tempo a actuar). A taxa de alterações prevista pela teoria da evolução é muito, muito, mesmo muito mais lenta que a taxa de alterações prevista pelo criacionismo para alguns (mas NÃO todas) “tipos” de animais e plantas.

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      • Mats says:

        “De que forma é que isso é um problema para o criacionismo científico quando este nunca disse que todos os animais haveriam de ter exactamente o mesmo tipo de diversidade e variação?”

        Como o Mats tão bem referiu a teoria da evolução defende a diversidade de vida que observamos hoje como o resultado da aleatoriedade. Afinal tanto a mutação como a deriva genética, processos que já foram “VISTOS em funcionamento”, são processos ALEATÓRIOS.

        Mas esses processos que já foram vistos em operação nunca fizeram mais do que gerar o aparecimento duma variação DUM TIPO JA EXISTENTE. A teoria da evolução erradamente defende que os mesmos processos “naturais” que geram variações DO MESM TIPO são responsáveis pelo aparecimento do tipo em si.

        Exemplo: fenómenos observados podem explicar (tal com o fez o criacionista Mendel) as variações entre as plantas, mas esses fenómenos obervados nunca vão ser capazes de explicar a origem das plantas em si.

        O que a Ana erradamente faz é fazer uma inferência cientificamente inválida em favor da qual não há a mínima evidência. É por isso que a teoria da evolução falha.

        Mais ainda, os seus apelos desesperados aos “milhões de anos” mais não são que formas de dizer que o que vocês não conseguem observar hoje, “de certeza” que ocorreu no passado não observável. Curiosamente, ao apelar para os mitológicos “milhões de anos”, a Ana está a admitir que o “processo evolutivo” não é um que possa ser observado. Ou seja, é algo que tem que ser inferido com base em certas pressuposições filosóficas (e não científicas).

        Entretanto o Mats continua a não explicar como é que o criacionismo concilia a existência de “tipos” de animais com imensa diversidade com outros “tipos” que se mant~em muito próximos dos fósseis resultantes do Dilúvio Universal.

        Isso não é problema para o criacionismo. O que há a “explicar”? QUe há formas de vida que variam muito dentro do mesmo tipo enquanto outras são menos plásticas? Sim, e daí? Cite-me aí o cientista criacionista que alguma vez afirmou que todos os animais têm exactamente a mesma plasticidade.

        Eu fico a aguardar.

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      • Ana Silva says:

        Mats:

        “Há explicações mais do que óbvias para a origem da diversidade, que não envolvam crença nos nunca-observados poderes criativos das forças aleatórias.”

        Até acredito que sim, Mats…
        … mas o Mats continua sem as apresentar/descrever!

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      • Mats says:

        “Há explicações mais do que óbvias para a origem da diversidade, que não envolvam crença nos nunca-observados poderes criativos das forças aleatórias.”

        Até acredito que sim, Mats…
        … mas o Mats continua sem as apresentar/descrever!

        Este blogue está repleto de artigos que falam precisamente disso.

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      • Ana Silva says:

        Mats:

        “Este blogue está repleto de artigos que falam precisamente disso [explicações mais do que óbvias para a origem da diversidade, que não envolvam crença nos nunca-observados poderes criativos das forças aleatórias].”

        Os únicos artigos deste blogue que me lembro apresentarem versões alternativas á teoria da evolução referem-se à proposta do design inteligente ou fazem uma referência directa à intervenção Divina do Deus da Bíblia.

        Essas não são explicação “óbvia” para toda a gente, Mats. Mais importante que isso…

        …(1) o design inteligente não explica nada cientificamente, na medida em que não se propõe SEQUER responder às perguntas como, quando, onde e, até, O QUE É o designer.

        … (2) a Acção Divina não é explicada pela ciência, mas sim pela teologia. São áreas do saber diferentes, Mats!

        Talvez eu devesse ter sido mais explícita, Mats, desculpe.

        Quando eu digo que o Mats “continua sem apresentar/descrever” as alternativas “mais do que óbvias para a origem da diversidade”…
        …É que eu estava a espera que o Mats explicasse de que forma os mecanismos propostos por essas alternativas actuam para “produzir” aquilo que observamos hoje.

        Isso eu não me lembro de ver nos artigos deste blogue…

        Vejo muitas críticas à teoria da evolução e a outras teorias científicas, isso é verdade. Vejo muitos exemplos que o Mats considera provarem que tais teorias científicas não são “de confiança”, também.

        Mas não me lembro de artigos que expliquem de uma forma concreta a acção do Designer, por exemplo.

        Mas esses processos que já foram vistos em operação nunca fizeram mais do que gerar o aparecimento duma variação DUM TIPO JA EXISTENTE. A teoria da evolução erradamente defende que os mesmos processos “naturais” que geram variações DO MESM TIPO são responsáveis pelo aparecimento do tipo em si.

        “Fenómenos observados podem explicar (tal com o fez o criacionista Mendel) as variações entre as plantas, mas esses fenómenos obervados nunca vão ser capazes de explicar a origem das plantas em si.”

        Nunca? Porquê?

        Em quê que o Mats se baseia para fazer esta afirmação?

        Os processos que são a base explicativa da teoria da evolução já foram vistos em funcionamento, e têm sido (muito) estudados. O criacionismo científico, implicitamente, admite a existência destes mecanismos, isto de acordo com você, Mats.

        Inclusive, você admite a ocorrência da deriva genética, um processo que É mesmo ALEATÓRIO, Mats.

        O criacionismo científico, de acordo com o Mats defende que estes mecanismos SÃO responsáveis pela renovável DIVERSIDADE que observamos hoje.

        Portanto, se observamos hoje os mecanismos que criam diversidade EM ACÇÃO, que “contra-mecanismos” propõe o criacionismo científico para que, ao longo do tempo isso NÃO LEVE à formação de espécies de novos “tipos”?

        É apenas uma questão de tempo? É só porque não houve tempo suficiente para que tivesse ocorrido a formação de novos “tipos”?

        Quer isso dizer que o cristianismo científico defende que, dado tempo suficiente, seria possível a formação de novos “tipos”?

        Volto a repetir: o que a teoria da evolução defende é a extrapolação do que observamos hoje (a actuação de mecanismos aceites tanto pela teoria da evolução como pelo criacionismo) para um longo periodo de tempo. O que a teoria da evolução defende é que o que OBSERVAMOS HOJE tem acontecido da MESMA MANEIRA por MUITO TEMPO.

        E eu não faço nenhum “apelo desesperado aos “milhões de anos”. Os “milhões de anos” são propostos pela geologia e a teoria da tectónica de placas, Mats. GEOLOGIA, não biologia.

        E entretanto o Mats continua a não explicar a discrepância na velocidade de diversidade para “tipos” diferentes. Diz o Mats:

        “Isso não é problema para o criacionismo. O que há a “explicar”? Que há formas de vida que variam muito dentro do mesmo tipo enquanto outras são menos plásticas? Sim, e daí? Cite-me aí o cientista criacionista que alguma vez afirmou que todos os animais têm exactamente a mesma plasticidade.”

        Exacto, Mats. É mesmo isso.

        Eu não conheço nenhum “cientista criacionista que alguma vez afirmou que todos os animais têm exactamente a mesma plasticidade”, Mats. ESSE é o problema.

        Isso É um problema porque a disparidade na velocidade de diversidade EXISTE, é real, está estudada e o criacionismo NÃO tem NENHUMA explicação para isto!

        Afinal é você próprio que o admite, Mats.

        Se o criacionismo não tem qualquer explicação para a disparidade na velocidade da diversidade então o criacionismo NÃO tem um bom modelo explicativo para o que o que OBSERVAMOS hoje.

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      • Mats says:

        “Este blogue está repleto de artigos que falam precisamente disso [explicações mais do que óbvias para a origem da diversidade, que não envolvam crença nos nunca-observados poderes criativos das forças aleatórias].”

        Os únicos artigos deste blogue que me lembro apresentarem versões alternativas á teoria da evolução referem-se à proposta do design inteligente ou fazem uma referência directa à intervenção Divina do Deus da Bíblia. Essas não são explicação “óbvia” para toda a gente, Mats.

        A crença de que répteis evoluíram para colibris também não é óbvia “para toda a gente, Ana.

        …(1) o design inteligente não explica nada cientificamente, na medida em que não se propõe SEQUER responder às perguntas como, quando, onde e, até, O QUE É o designer.

        E nem é preciso visto que a inferência para o design baseia-se no que está a ser estudado, e não na identidade do Designer. Nenhum arqueólogo tem problemas em inferir para o design quando se depara com uma estrutura operacional só porque não sabe o “como, quando, onde e, até, O QUE É o designer”.

        … (2) a Acção Divina não é explicada pela ciência, mas sim pela teologia. São áreas do saber diferentes, Mats!

        A acção criativa pode ser explicada pela ciência, e a inferência para o Designer como a melhor explicação é totalmente científica. Afinal, se a Ana pode “extrapolar” para o passado, toda a gente pode. A diferença é que as extrapolação Bíblica é válida.

        Quando eu digo que o Mats “continua sem apresentar/descrever” as alternativas “mais do que óbvias para a origem da diversidade”…
        …É que eu estava a espera que o Mats explicasse de que forma os mecanismos propostos por essas alternativas actuam para “produzir” aquilo que observamos hoje. Isso eu não me lembro de ver nos artigos deste blogue…

        Da mesma forma que se explica a origem inteligente de artefactos arqueológicos.

        Vejo muitas críticas à teoria da evolução e a outras teorias científicas

        Ninguém aqui critíca teorias científicas; nós criticamos a teoria da evolução e a todas as falsas teorias que a sustentam.

        isso é verdade. Vejo muitos exemplos que o Mats considera provarem que tais teorias científicas não são “de confiança”, também.Mas não me lembro de artigos que expliquem de uma forma concreta a acção do Designer, por exemplo.

        Cientificamente falando, não é preciso.

        “Mas esses processos que já foram vistos em operação nunca fizeram mais do que gerar o aparecimento duma variação DUM TIPO JA EXISTENTE. A teoria da evolução erradamente defende que os mesmos processos “naturais” que geram variações DO MESM TIPO são responsáveis pelo aparecimento do tipo em si.

        “Fenómenos observados podem explicar (tal com o fez o criacionista Mendel) as variações entre as plantas, mas esses fenómenos obervados nunca vão ser capazes de explicar a origem das plantas em si.”

        Nunca? Porquê? Em quê que o Mats se baseia para fazer esta afirmação?

        Nos dados científicos à nossa disposição. Vocês ainda estão à procura da “explicação científica” para o aparecimento “natural” DUMA CÉLULA, mas esperam que as mesmas “forças naturais” que são incapazes de gerar UMA CÉLULA (a partir do nada) sejam capazes de gerar olhos, narizes, sistemas de reprodução, sistemas de visão, sistemas de locomoção, e todos os outros sistemas e sub-sistemas existentes – cada um mais complexo que o outro.

        O nosso argumento é empírico e científico: segundo O QUE SE PODE OBSERVAR, as forças naturais mais não fazem que gerar variações DO MESMO TIPO. Vocês dizem que os mecanismos ACEITES POR TODOS não sõ são capazes de gerar variações dum mesmo tipo, mas podem gerar o tipo em si. Se é isso é o que vocês defendem, então vocÊs têm que demonstrar EXACTAMENTE como é que isso acontece.

        Até agora, ninguém foi capaz.

        Os processos que são a base explicativa da teoria da evolução já foram vistos em funcionamento

        Nenhum desses mecanismos foi visto a gerar outra coisa que uma variação do mesmo tipo. Isso é claramente insuficiente para explicar a origem dos tipos em si. Lembre-se: o livro de Darwin chamava-se a ORIGEM das espécies, e não a VARIAÇÃO das espécies.

        Portanto, se observamos hoje os mecanismos que criam diversidade EM ACÇÃO, que “contra-mecanismos” propõe o criacionismo científico para que, ao longo do tempo isso NÃO LEVE à formação de espécies de novos “tipos”?

        A total ausência de evidências em favor dessa fé, os limites biológicos que TODAS as formas de vida têm, e o conhecimento que nós temos do que as forças naturais fazem a sistemas ordenados.

        Os mecanismos que a teoria da evolução apropriou como “seus” são aceites por todos, e muitos desses mecanismos foram desenvolvidos ou avançados por CRIACIONISTAS (Mendel, Lineus, etc). Os mecanismos que de facto são exclusivos da teoria da evolução, são aqueles que são capazes de, por exemplo, transformar um mamífero terrestre numa baleia, ou um réptil numa áve. Esses nunca foram observados, e nem existem. Aliás, a Ana sabe que eles não existem e por isso mesmo é que se foca nas “variações”.

        Volto a repetir: o que a teoria da evolução defende é a extrapolação do que observamos hoje (a actuação de mecanismos aceites tanto pela teoria da evolução como pelo criacionismo) para um longo periodo de tempo.

        Mas é uma extrapolação inválida visto que ignora por exemplo as evidências, os limites biológicos, e a informação em código sujeita à 2ª Lei da TErmodinâmica (generalizada para a informação). A Ana realmente acha que um gato que varia e se “transforma” noutro gato pode ser “extrapolado” para a hilariante crença de que gatos e gafanhotos têm um parente comum?

        O que a teoria da evolução defende é que o que OBSERVAMOS HOJE tem acontecido da MESMA MANEIRA por MUITO TEMPO.

        Mas o que observamos HOJE é animais a reproduzirem-se DENTRO DO MESMO TIPO, e a Ana concede isso. A teoria da evolução defende por outro lado que, num passado remoto e distante (e esse passado vai ficando cada vez mais remoto e cada vez mais distante à medida que a ciência avança) animal X surgiu de animal nâo-X, o contrário do que podemos observar hoje.

        O que nós podemos observar está totalmente de acordo com a Bíblia e com o criacionismo científico.

        E entretanto o Mats continua a não explicar a discrepância na velocidade de diversidade para “tipos” diferentes. Diz o Mats:

        “Isso não é problema para o criacionismo. O que há a “explicar”? Que há formas de vida que variam muito dentro do mesmo tipo enquanto outras são menos plásticas? Sim, e daí? Cite-me aí o cientista criacionista que alguma vez afirmou que todos os animais têm exactamente a mesma plasticidade.”

        Exacto, Mats. É mesmo isso. Eu não conheço nenhum “cientista criacionista que alguma vez afirmou que todos os animais têm exactamente a mesma plasticidade”, Mats. ESSE é o problema.

        Porque é que isso é um “problema”?

        Isso É um problema porque a disparidade na velocidade de diversidade EXISTE, é real, está estudada e o criacionismo NÃO tem NENHUMA explicação para isto!

        De que forma é que as diferenças entre as formas de vida é um “problema” para o criacionismo Bíblico e científico?

        Se o criacionismo não tem qualquer explicação para a disparidade na velocidade da diversidade então o criacionismo NÃO tem um bom modelo explicativo para o que o que OBSERVAMOS hoje.

        A “explicação” para a “disparidade” na velocidade de diversidade é simples: os animais são diferentes uns dos outros e cada um tem o seu nível de plasticidade e capacidade de se adaptar.

        A Ana realmente acha que isto é um “problema” para o criacionismo? A sério?!!

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