O declínio genético do Homem

Fonte

No ano de 1993, Lori Oliwenstein escreveu na revista Discover:

Começando pela primeira célula se aglutinou dando origem à sopa primordial, até à complexidade do Homo sapiens, a evolução da vida – como toda a gente sabe – tem sido impulsionada rumo a uma maior complexidade.  O único problema com o que toda a gente sabe . . é que não há a mínima evidência de que é verdade.1

Não há qualquer tipo de evidência que confirme as noções evolutivas da humanidade ir ficando cada vez mais apta. Da mesma forma que não se escapa da morte, não se escapa do atrito biológico. Os fósseis, a genética, e a História apontam para um declínio implacável da humanidade.

Os fósseis de ossos humanos revelam que os homens eram muitos maiores no passado do que são agora. Os Neandertais eram um povo antigo que vivia nas cavernas numa área que se estendia da Europa a Israel.

Um característica peculiar dos Neandertais é exagerada dimensão dos seus troncos e dos ossos dos membros. Todos os ossos preservados sugerem uma força raramente atingida pelo homem moderno.2

O antropólogo Peter McAllister pesquisou pegadas de fósseis humanos na Austrália e apurou que quem quer que fez essas pegadas corria mais rapidamente que o sprinter campeão Usain Bolt.3 Paralelamente, locais europeus pertencentes ao Paleolítico mostram que os humanos eram maiores então, e que nós experimentamos um “vincado declínio na altura“, declínio esse que nunca mais nos permitiu recuperar a altura inicial.4

O declínio no tamanho e na força parecem consistentes com o declínio genético geral observado tanto nos estudos das sequências genéticas 5 como também no programa que monitoriza as mutações chamado de “Mendel’s Accountant”. As mutações alteram a complicada informação em código celular, e a maior parte das alterações não têm qualquer tipo de efeito nas células.

Cada uma das pequenas alterações tem um impacto tão reduzido que o mesmo não é detectado ou removido pelo mecanismo de reparação genético. Simulações que usam parâmetros biologicamente realistas, tal como 60 mutações e seis filhos por cada geração, claramente mostram que a aptidão diminui a cada geração. 6

A implacável acumulação destas corrupções genéticas progressivamente corrói o código genético original:

Se as mutações sem utilidade (ou deleteriosas) são transmitidas para a geração seguinte, elas formarão de modo incremental  um largo lastro de material sem utilidade.7

Os escritos antigos relatam eventos em torno de heróis com grande força física. O Épico de Gilgamesh descreve o genuíno Rei Gilgamesh como alguém extraordinariamente forte, tendo lutado com uma besta-fera com a aparência dum dragão. Muitas outras lendas contam histórias de homens fisicamente bem construídos. Beowulf “encontra-se bem registado na História. Ele foi o filho de Ecgtheow, havendo nascido no ano AD 495”, e era famoso pelo seu tamanho, que lhe permitiu lutar contra répteis gigantes que se encontram agora extintos na Dinamarca.8

As Escrituras descrevem também pessoas que eram mais altas e mais fortes que as actuais. Golias tinha mais de 2,7 metros de altura, e a sua “cota de malha” pesava cerca de 56 quilos, para além de outro equipamento de guerra que ele carregava.9 Para além disso, os Israelitas mataram Ogue de Basã, que tinha cerca de 4 metros de altura cuja cama tinha cerca de 4 metros de altura e 1,75 de largura.10

A expectativa de vida também diminuiu drasticamente, tal como registado em Génesis 11, o que, mais uma vez, revela mais perda biológica e não ganho. Este ciclo de deterioração inevitável teve início quando o pecado e a morte entraram no mundo.

Felizmente, a Bíblia proclama que o Senhor Jesus conquistou a morte e disponibiliza a redenção do pecado. A salvação vem mediante fé de que “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras,”11 Para aqueles que acreditam, o Senhor Jesus Cristo por fim irá “Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o Seu Corpo Glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar, também, a si todas as coisas12

Referências
  1. Oliwenstein, L. 1993. Onward and Upward? Discover. June: 22.
  2. Trinkaus, E. 1978. Hard Times Among the Neanderthals. Natural History. 87 (10): 58. Quoted in Lubenow, M. 2004. Bones of Contention. Grand Rapids, MI: Baker, 78.
  3. Usain Bolt would have been outrun by our ancestors, claims anthropologist. Telegraph. Posted on telegraph.co.uk October 19, 2009.
  4. Holt, B. M. and V. Formicola. 2008. Hunters of the Ice Age: The biology of Upper Paleolithic people. American Journal of Physical Anthropology. 137 (47): 70-99.
  5. See Thomas, B. The Human Mutation Clock Is Ticking. ICR News. Posted on icr.org July 7, 2011, accessed December 15, 2011.
  6. In this simulation program, “fitness” directly correlates to net genetic information loss or gain accrued over a set number of generations. See Vardiman, L. 2008. The “Fatal Flaws” of Darwinian Theory. Acts & Facts. 37 (7): 6.
  7. Hobrink, B. 2011. Modern Science in the Bible. New York: Howard Books, 140.
  8. Cooper, B. 1994. After the Flood. Chichester, UK: New Wine Press, 148.
  9. 1 Samuel 17:5.
  10. Deuteronomy 3:11.
  11. 1 Corinthians 15:3-4.
  12. Philippians 3:21.
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Sobre Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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16 respostas a O declínio genético do Homem

  1. Vale lembrar também os fósseis encontrados na China, de humanos caucasianos, de cabelos louros e ruivos, de mais de 2m de altura… isso há milhares de anos. Pode-se dizer que tais pessoas ainda existem hoje, porém pelo material encontrado, estima-se que a média da altura feminina era de mais de 1,80m, o que mesmo hoje não ocorre em país algum. Foram encontradas mulheres de mais de 2m e cabelos vermelhos, algo raríssimo hoje. Recordando que isso foi em território CHINÊS, não europeu, o que torna tudo mais extraordinário.

  2. P diz:

    Não consigo compreender como é que a Ciência é usada nestes artigos para desprovar a evolução e ao mesmo tempo todas as evidências que fazem da evolução uma facto científico são completamente descartadas… Mais uma prova da tentativa do uso de pseudo-ciências para tentar desprovar algo, tentando ridicularizar os métodos científicos aí usados. Nunca tentando provar o criacionismo, claramente algo que simplesmente acreditam ter ocorrido…
    “Confia naqueles que procuram a verdade, mas duvida sempre daqueles que dizem tê-la encontrado” -Hannah McKay (Dexter)

  3. Azetech diz:

    Mats

    Excelente texto, porém percebi um pequeno equivoco e gostaria de corrigi-lo:

    Israelitas mataram Ogue de Basã, que tinha cerca de 4,20 metros de altura

    Na verdade Ogue não possuía essa altura. A altura registrada era de sua CAMA , que não chegava a 4,20 metros, mas próximo a 4 metros:

    Deuteronômio 3-11. “Porque só Ogue, o rei de Basã, restou dos gigantes; eis que o seu leito, um leito de ferro, não está porventura em Rabá dos filhos de Amom? De nove côvados, o seu comprimento, e de quatro côvados, a sua largura, pelo côvado comum.

    (aproximadamente 1,75 metros de largura e quase 4 de comprimento.)

    Abraços,
    Diogo

  4. Olá Mats;

    Como todo criacionista, tenho pesquisado e seguido semelhante linha do artigo, como vc pode ver aqui http://sodregoncalves.no.comunidades.net/index.php?pagina=1399195911 e tomei a liberdade de divulgar este artigo logo abaixo .

    Qualquer professor de biologia sabe que pequenas populações não sobrevivem ao “stress homozigótico” (gerado cruzamentos cada vez mais consanguinos no recuo das populações ancestrais e/ou isoladas) , exceto raras excepções que até espelham o que vamos dizer aqui… todos nós precisamos confirmar nas estatisitcas que até nós humanos ( uma das especies mais aptas do planeta) éramos bem pouco numerosos a 3, 4, 5 mil anos atrás..os crentes em darwinismo historico imploram por uma população inexistente de +-10 mil pra poder sobreviver ao stress homozigotico consanguino no inicio …mas isso é pedir uma hipótese cada vez mais improvável quanto mais voltarmos a MÍSEROS 4 mil anos atrás…ou seja, o que queremos dizer é que as populações ancestrais precisariam, pra sobreviver ao stress homozigótico e consanguinidade acentuada nos cruzamentos, quando pequenas (e isso vale para diversas pequenas familias isoladas neste vasto planeta), ter um super DNA para sobreviver, a exemplo das raras especies que conseguem tal façanha ainda hoje…UM SUPER DNA seria poucos ALELOS DELETERIOS para compartilhar E um DNA RICO EM VARIABILIDADE. Isso prova que Bíblia iniciando com um casal perfeito criado pelas mãos de Deus, sem defeitos, sem alelos deleterios para compartilhar e necessaariamente super variaveis é a UNICA RESPOSTA , O UNICO CAMINHO E A UNICA VERDADE. mas a Biblia ainda brinca de prever todas as observações corretas do darwinismo no campo da biologia funcional e não biologia extrapolada a tempos idos… A Bíblia relata que feita a população inicial na terra , houve uma mortandade drástica e consequentemente uma queda brusca de variabilidade deixando apenas 4 casais descendentes(o que combina com 274 lendas do diluvio em TODAS as civilizaçãoes antigas do globo da terra com até 42% de média de semelhança na comparação destes relatos arqueologicos chineses, egipcios, etc) ..Amigos, a Bíblia sem saber nada de efeito gargalo e fundador de sub-especies, acaba por relatar essa ocorrencia ao descrever a queda vertiginosa de longevidade nas populações pos-diluvianas (veja Genesis 6 a 12) mostrando claramente que houve uma SUB-ESPECIAÇÃO na linhagem humana …Pessoal, quem ainda ainda se discute criacionismo x evolucionismo…é porque não sofreu esta atualização..aperte a techa CRIACIONISMO UP TO DATE, leiam PELO MENOS um livro técnico do criacionismo (indico http://www.scb.org.br/livros/imagens/Evolucao.jpg ) e tudo se resolve!!!

      • Azetech diz:

        Antônio Carlos

        Porque não viveriam DENTRO DO CONTEXTO BÍBLICO com as condições climáticas do planeta PRÉ-DILUVIANO, somadas com o DNA “puro”? Porque achas que neste contexto o ser humano não poderia sobreviver a este período de tempo?
        Obviamente que no início da humanidade (DNA perfeito), e no início do planeta (Clima perfeito), 900 anos era POUCO. Porém no contexto de hoje, com o DNA corrompido (Pela entropia gênica) e com o clima do planeta bem “judiado” (Após catástrofe global, e pela poluição CAUSADA PELo homem), 120 anos é QUASE IMPOSSÍVEL.

      • jephsimple diz:

        Existem arvores que passam dos 1000 anos , qual o problema do homem no passado poder viver por tempo semelhante? Se não existe um Deus (Designer Supremo) então eu duvidaria que arvores possam viver por séculos e séculos!

        Deus fez um favor ao homem ao reduzir sua longevidade.

    • jephsimple diz:

      Visitei seu site … muito bom !

      Já adicionei ao meu blog .

  5. L. diz:

    Não sabia que a Bíblia continha relatos sobre a evolução do homem! Bastante interessante esse ponto de vista, de que, como diz o darwinismo, nossos antepassados mais remotos eram diferentes de nós e que ao longo do tempo a espécie foi se modificando até o estágio atual!

    • L. diz:

      Ademais, vale ressaltar que evolução, no sentido biológico, não significa progresso nem aumento de complexidade, mas sim mudança gradual ao longo do tempo. Existe, por exemplo, um peixe (que vive em cavernas de Minas Gerais) que perdeu os olhos ao longo de sua evolução, para se adaptar melhor ao meio (de alimento escasso e escuridão).
      A Bíblia Sagrada é mesmo sábia, há tanto tempo atrás já insinuou a evolução das espécies!

    • Mats diz:

      Não há nada na Bíblia que dê apoio à crença de que o mundo vivo é o resultado de forças não-inteligentes.

      • L. diz:

        Mas há, conforme o texto publicado acima, evidências de que as espécies não são imutáveis e que, portanto, evoluem ao longo do tempo. (:

      • Mats diz:

        O facto das espécies sofrerem mutações genéticas não implica que répteis evoluíram para passarinhos.

  6. paulo diz:

    Nos parece que se confunde muito adaptação com evolução, e até criação com evolução. Vejam o caso do cavalo, se isso não é criação, não sei mais o que o seja. Acho que os 6 dias da criação ainda não terminaram.

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