Um dia = mil anos?

Genesis3 GimpPor Eric Lyons

Se eu tivesse um dólar por cada vez que eu ouvi alguém usar a frase que serve de título ao post como forma de adicionar os milhões de anos à criação Bíblica (seis dias normais), eu seria finalmente capaz de comprar aquele novo modelo do minivan que a minha esposa quer que eu compre. Parece que onde quer que há uma discussão em torno dos dias da Criação, alguém menciona a forma como esses dias poderiam ser longos períodos de tempo. Afinal, a Biblia diz que “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” Será que esta frase realmente serve de evidência em favor da Teoria Dia-Era, como muitos sugerem?

Primeiro, a Bíblia não diz que “um dia para o Senhor são mil anos, e mil anos um dia.” O apóstolo Pedro escreveu:

Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. (2 Pedro 3:8)

Pedro usou uma figura de linguagem conhecida como simile [analogia, comparação, etc] para comparar um dia com mil anos. Não é o dia que é precisamente igual aos mil anos e vice-versa, mas sim que, no contexto de 2 Pedro 3:8, essas palavras partilham duma semelhança.

Qual é o contexto de 2 Pedro 3?

Nesta passagem, Pedro lembra aos Cristãos que “escarnecedores” surgirão nos últimos dias afirmando, “Onde está a promessa da sua vinda?” (2 Pedro 3:3,4). Pedro declarou:

Mas os céus e a terra que agora existem, pela mesma alavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens
ímpios. (v.7)

Independentemente do que os escarnecedores alegam àcerca da Segunda Vinda, Pedro avisou a igreja para que esta saiba que “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é Longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.” (v.9)

Inserido no meio destes pensamentos está o facto do passar do tempo não afectar as promessas de Deus, especificamente o Seu regresso. Se há 1000 ou há 2000 anos atrás o Senhor Jesus prometeu um dia regressar, então essa promessa é tão válida e firme como se ela tivesse sido feita ontem. Verdadeiramente, “com o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia.”

Com os homens, o passar do tempo geralmente afecta a sua disposição para manter as suas promessas, mas não com Deus. Com Ele, o tempo não condiciona o que Ele disse que Ele iria fazer: “mil anos são como um dia” (v.8).

Outro ponto a levar em conta é o facto de Pedro ter usado o termo “dia” (grego: hemera) e a frase “mil anos” (chilia ete). Isto por si só é evidência de que Deus pode comunicar ao homem a diferença entre 1 dia e 1000 anos. (Para que as analogias façam algum sentido, primeiramente temos que entender a diferença literal entre o que se está a comparar. Se não houvesse diferença, então o uso desta figura de expressão não faria sentido.)

Para além isso, dentro do capítulo 1 de Génesis Deus usou os termos “dia” (hebraico: yamim) e “anos” (shanim). Muitos correctamente questionaram:

Se o dia de Génesis significa mil anos (ou outro longo período de tempo), então quantos anos são mencionados em Génesis 1 ?

Tal definição da palavra “dias” torna a interpretação razoável de Génesis impossível. Os factos são:

  • (1) Deus sabe a diferença entre um dia e mil anos;
  • (2) Pedro e Moisés entendiam essa diferença;
  • (3) A sua audiência original entendia a diferença;
  • (4) Qualquer leitor sem uma ideia pré-concebida pode fazer o mesmo.

Finalmente, mesmo que 2 Pedro 3:8 pudesse ser associado a longos períodos de tempo (algo Biblicamente e logicamente impossível), acrescentar 6,000 anos à idade da Terra não seria o suficiente para apaziguar aqueles que são simpatéticos com a teoria da evolução.

Uma pessoa pode acrescentar 600,000 anos ou 600,000,000 anos mas mesmo assim não se encontrar remotamente perto da alegada idade do universo. Segundo os cálculos evolutivos, esses números ainda se encontram bem longe dos 13 mil milhões de anos que supostamente se passaram depois do mitológico big bang, e 4 mil milhões de anos afastados do momento da formação da Terra (segundo a não-científica datação evolutiva).

Claramente, mesmo o abuso de 2 Pedro 3:8 não ajuda aqueles que querem associar os dias de Génesis com um longo período de tempo.

Fonte: http://ow.ly/qTsuI

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Sobre Mats

"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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11 respostas a Um dia = mil anos?

  1. Carlos Natário diz:

    Inteiramente perceptivel o que se quer defender aqui.
    Aliás é clarinho como a agua se as traduções e as voltas que os textos originais deram andarem pelas expressões hebraicas e pelo gregas como aqui se diz com convição.

    Mas e daí? isto é problema exclusivo dos seguidores de uma religião. A ciência não é para aqui chamada.

    [[A ciência só confirma o que Génesis diz. Quem crê nos mitológicos "milhões de anos" tem que harmonizar essa falsa crença com os dados históricos.]]

    Gosto

    • Carlos Natário diz:

      Quem foi que adulterou a minha resposta sem se identificar?
      Este comportamento compromete a integridade moral de quem administra este forum.
      Além desta pratica ser indefensável e é uma forma de manipular um forum que merece pelo menos 4,5 biliões de anos de prisão!

      [[Mats responde: quem edita e responde nos comentários sou sempre eu.]]

      Gosto

      • Carlos Natário diz:

        Para a próxima e por uma questão de pura educação faça tal e qual como fez nesta última intevencão e como aliá me parece que tem feito até nos outros posts mais antigos:
        Assine e comprometa-se com o que escreve

        [[As pessoas mais atentas aos comentários deste blogue já sabem há muito tempo que o negrito e as palavras entre [] no final dos comentários são do editor do blogue, mas entendo que tu ainda não soubesses. Mas agora já sabes.]]

        Gosto

  2. Mats: a interpretação de textos escritos em línguas mortas e há milhares de anos levanta inúmeros problemas.

    Quando o texto se refere a um facto concreto : uma guerra ou a construção dum monumento podemos encontrar restos arqueológicos , comparar com textos de outros povos e tentar perceber o que parece ser real ou imaginado pelo autor.

    Os textos antigos misturavam muita imaginação dos autores com factos reais.

    O significado exacto duma palavra é difícil de ser interpretada. Até porque outros textos que possam servir de referência tem muitas vezes séculos de diferença. E nós sabemos como as línguas mudam.

    Muitos dos relatos bíblicos são verdadeiros. Podem ser corroborados por outras fontes.

    Outros, como ter havido um censo em que a população romana ou pelo menos de israel, tenha sido recenseada no local de nascimento e não de residência é claramente erro.

    Se pedires a dois especialistas em línguas mortas e moribundas o significado exacto dum versículo vais ter duas traduções.

    Se juntares três tens três. ..

    Por causa disso é que a igreja católica fixou ao texto da bíblia na tradução em latim clássico e Maomé decidiu escrever o Alcorão em árabe clássico.

    A discussão parece-me no entanto irrelevante se Deus existir e for omnisciente.

    Se assim for vai saber que quem defende a posição A ou B o faz genuinamente e que está certo da sua posição.

    Logo não faz nada de errado.

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    • A Bíblia interpreta a Bíblia. Realmente, não entendo por que algumas correntes cristãs, tentam amenizar e trocar os dias de Gênesis por milhares ou milhões de anos, está claro que são dias literais, além do mais, como bem apontou o texto, qualquer outra interpretação que se use entrará em choque com o modelo evolutivo.

      O cristão tem que ser rigoroso com o que as Escrituras dizem, já que é abrindo concessões que surgem as distorções e heresias….

      Gosto

      • Carlos Natário diz:

        Reitero o que disse antes, isto é teologia pura.

        A ciência não confirma nada do que se escreve aqui e dificilmente o fará algum dia.

        Desde o esforço pré-socrático, há mais de 2500 anos que outros métodos que não as crenças servem para entender o mundo natural, e assim se foi construindo um saber que se distanciou das verdades “prontinhas a servir” míticas comuns, e também assim continuaram bem separadas até hoje estas duas realidades na cultura da humanidade.

        Quando o Místico se veste de cientifico, para não destoar tanto do mundo tecnológico em que vivemos fica com uma fatiota… com um aspeto tal, que ninguém se pode admirar dos sarcasmos e das humilhações que recebem, é feio chega a ser ridículo e não conheço ninguém, repito ninguém, religioso ou não, que goste de ver pessoas por principio respeitáveis nestes propósitos.

        Não admira portanto que este esforço ou movimento de coalescência permeditada tenha nascido num país de contrastes tão acentuados como nos EUA, com raízes marcadamente sulistas, e depois se espalhado por outros países aonde o papel da religião na cultura desses povos é de fato importante.

        Este Blog entra em choque completo com a doutrina cristã tal como é professada pelo Vaticano ou a Santa Sé, pelo menos no que respeita ao Antigo Testamento…mas este é problema entre pessoas que admitem que o que é Mítico lhes orientem a visão do mundo físico, isto não faz franzir um único sobrolho de um colega de ciência.

        Gosto

      • Mats diz:

        Reitero o que disse antes, isto é teologia pura.

        O facto de ser “teologia pura” não anula o facto d estar de acordo com os dados históricos.

        A ciência não confirma nada do que se escreve aqui e dificilmente o fará algum dia.

        Claro que confirma. A Bíblia diz que houve um dilúvio universal e os dados históricos e geográficos confirmam isso.

        Desde o esforço pré-socrático, há mais de 2500 anos que outros métodos que não as crenças servem para entender o mundo natural, e assim se foi construindo um saber que se distanciou das verdades “prontinhas a servir” míticas comuns, e também assim continuaram bem separadas até hoje estas duas realidades na cultura da humanidade.

        Hoje em dia temos as “verdades prontinhas a servir” evolucionistas.

        Quando o Místico se veste de cientifico, para não destoar tanto do mundo tecnológico em que vivemos fica com uma fatiota…

        O mundo tecnológico é efeito da acção d muitos “místicos” tais como Newton, Lineu, Maxwel e muitos outros que sabiam como a ciência estava de acordo com o Cristianismo.

        Não admira portanto que este esforço ou movimento de coalescência permeditada tenha nascido num país de contrastes tão acentuados como nos EUA, com raízes marcadamente sulistas, e depois se espalhado por outros países aonde o papel da religião na cultura desses povos é de fato importante.

        A rejeição da crença de que peixes passaram a ser pescadores é mais universal do que vocês minoritários evolucionistas querem acreditar. É precisamente por isso que essa frágil e cientificamente errónea crença é mantida como a “oficial” na base da censura e da intimidação.

        Este Blog entra em choque completo com a doutrina cristã tal como é professada pelo Vaticano ou a Santa Sé, pelo menos no que respeita ao Antigo Testamento…

        Este blogue não tem como propósito estar de acordo com denominações religiosas mas mostrar como a ciência está de acordo com a Bíblia.

        mas este é problema entre pessoas que admitem que o que é Mítico lhes orientem a visão do mundo físico,

        Exactamente. Como isso é uma questão nossa, não te interessa mesmo nada como nós Cristãos falamos disso. O teu infeliz propósito e objectivo é mostrar como um peixe se pode transformar num pescador, um réptil numa áve, e um animal terrestre numa baleia.

        Faz isso, e prepara um espaço na tua casa para o prémio nobel.

        Gosto

    • Al diz:

      Este artigo não faz qualquer sentido. O seu autor não deve ter percebido o trabalho de Michio Kaku (ou então Kaku virou pírulas, algo que acontece aos cientistas de vez em quando).

      Os taquiões são partículas teóricas que têm como única propriedade viajarem mais depressa do que a luz. Não têm qualquer forma de colocar matéria “fora do universo”.

      O artigo fala em causalidade porque, de acordo com a teoria da relatividade de Einstein, se alguma partícula viajar mais depressa que a luz, então essa partícula pode violar o princípio da causalidade, ou seja, essa partícula pode viajar no tempo e chegar ANTES do acontecimento que lhe deu origem. Nada disto tem a ver com Deus, ou com estar dentro ou fora do universo.

      Acresce ainda que nunca ninguém detectou um único taquião. Antes pelo contrário, todas a evidências que dispomos dizem-nos que o taquião, por muito interessante que seja, provavelmente não existe.

      Gosto

  3. Dalton diz:

    Bom, se usarmos somente a lógica, a mesma base que se usa pra dizer que o “dia” são na verdade 1000 anos é a mesma que serve pra dizer que 1000 anos são 1 dia… o que anula a argumentação de usar o texto de Paulo, deixando no máximo, usando da lógica somente, uma incógnita sobre a duração desses dias.

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  4. José diz:

    SÓ FALTA DIZER QUE HOUVE CRIAÇÃO ESPONTÂNEA…KKKK
    QUE DEUS TENHA MISERICÓRDIA DA SUA VIDA, pois achas que quando morrer vais para onde? se ainda não parou para pensar… comece pois a teoria darwinista é totalmente contraditória, visto que tem que crer que o planeta tem 1 ”zilhão” de anos, não tem nada comprovado. Diferente da Bíblia, que narra e tem testemunhas!!!!

    E não cabe aos cristãos discutirem com pessoas assim, que acham que são mais que Deus, o que basta é orar e pedir misericórdia para essas vidas.

    Agora, pois, atentai para estas palavras, ó povo insensato e tolo! Sim, vós que tendes olhos, mas não querem enxergar; que tendes ouvidos e se negam a ouvir (Jeremias 5:21)

    Fiquem com Deus.

    Gosto

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