O Paradigma Naturalista – Por Dr Jónatas Machado

“GARBAGE IN, GARBAGE OUT”

NATURALISMO “IN”, EVOLUCIONISMO “OUT”

EVOLUCIONISMO “IN”, ANTIGUIDADE DA TERRA “OUT”

O PARADIGMA NATURALISTA

Homens como Lyell, Comte, Darwin, Huxley, Haeckel, Mayr, Sagan, Lewontin, Gould, Eldredge, Dawkins, Dennett, Pinker, Hawking, etc., têm sustentado que toda a ciência tem necessariamente que ser naturalista, isto é, tem que excluir liminarmente qualquer possibilidade de causas sobrenaturais. Estes e outros cientistas decretaram que no Universo não há qualquer lugar para Deus e para a análise dos efeitos da sua acção. Para eles, o facto de essa ser a sua profunda convicção filosófica e ideológica é razão mais do que suficiente para que todos aceitem doravante essa determinação e construam a ciência de acordo com ela. A verdadeira ciência, dizem, só pode ser naturalista. A mesma só pode investigar as relações de causa efeito entre matéria e energia, no tempo e no espaço.

Quem pretender afirmar algo diferente não pode ser cientista. Quem ousar defender que existem efeitos naturais inexplicáveis unicamente por causas físicas naturais está irremediavelmente condenado a permanecer fora da ciência. Note-se, porém, que este tipo de naturalismo não é totalmente neutro, do ponto de vista ideológico. O mesmo toma um partido bem definido relativamente à questão da “natureza da natureza”, na medida em que tem subjacente uma compreensão estritamente física e materialista da natureza, excluindo a possibilidade de a natureza conter uma dimensão imaterial (v.g. informação, estrutura matemática ou computacional), para além da matéria e da energia. É que, por si só, a existência de informação ou de uma estrutura matemática remete imediatamente para a possibilidade de uma causalidade inteligente. Sucede que este entendimento, longe de promover a objectividade e o pensamento crítico na ciência, como pretendem os naturalistas, é a “mãe de todas as tautologias”. Se não, vejamos.

DO NATURALISMO À EVOLUÇÃO ALEATÓRIA

Se a possibilidade de uma criação sobrenatural é excluída à partida, então a única possibilidade admissível é a evolução cósmica e biológica aleatória. Só pode. Não é? Isto, porque só o apelo a uma evolução cósmica e biológica aleatória permite rejeitar e manter afastada a possibilidade de um Criador racional e intencional, cumprindo assim as exigências do naturalismo. Isto significa que, de acordo com uma definição naturalista de ciência, a teoria da evolução tem que ser necessariamente verdadeira, mesmo antes de se começar com qualquer investigação no terreno.

Como se vê, a convicção acerca da verdade da teoria da evolução é uma consequência inescapável da filosofia naturalista que lhe serve de base, independentemente de qualquer investigação científica. Esta só serve para confirmar as premissas naturalistas e a teoria da evolução, na medida em que tem necessariamente que se conformar com elas. Ou seja, não é a investigação científica que demonstra a veracidade da teoria da evolução. Antes é a veracidade da evolução, decorrente do paradigma naturalista adoptado à partida, que vai condicionar toda a investigação científica, determinando quais os factos que devem ser dados como verdadeiros e quais os que devem ser considerados falsos. Vemos, assim, que, para quem parta de um modelo naturalista, que afasta a priori a possibilidade de design inteligente na natureza, a evolução cósmica e biológica aleatória é verdade mesmo antes de ser empiricamente testada.

DA EVOLUÇÃO ALEATÓRIA À ANTIGUIDADE DA TERRA

Mas as coisas não se ficam por aqui. É que, se a evolução aleatória é a única possibilidade compatível com a ciência definida em termos estritamente naturalistas, segue-se automaticamente que a antiguidade da Terra é a única conclusão igualmente possível a priori. Isto, porque uma Terra recente nunca poderia ser razoavelmente compatibilizada com a evolução aleatória. Esta necessita de tempo – provavelmente, até, de muito mais tempo do que o que se encontra disponível no Universo. Na verdade, de acordo com as premissas naturalistas e com a teoria da evolução aleatória a que as mesmas necessariamente conduzem, a Terra tem necessariamente que ser suficientemente antiga para que milhões de espécies possam ter evoluído, dando origem a novas espécies.

Uma idade de 6 000 ou 10 000, por exemplo, seria necessariamente impossível de compatibilizar com a teoria da evolução. Isto, note-se, mesmo antes de se fazer qualquer medição dos níveis de C-14, dos níveis de decaimento de isótopos radioactivos, das taxas de erosão dos continentes ou de deposição de sódio e sedimentos nos oceanos ou da velocidade da recessão da Lua. Na verdade, antes mesmo de o cientista ligar a ignição do seu automóvel para se deslocar ao seu laboratório ou ao seu campo rochas sedimentares e fósseis, ele só pode esperar encontrar evidências de evolução aleatória e de uma Terra extremamente antiga, porque só isso é compatível com a ciência naturalista. Também aqui as conclusões precedem qualquer investigação científica, sendo que esta só pode confirmar essas conclusões, sob pena de deixar de ser científica à luz da definição naturalista do termo.

Com efeito, se um cientista viesse a concluir que as observações apontam para uma Terra recente, ele iria inevitavelmente pôr em causa a possibilidade de evolução aleatória, o que, por sua vez, iria comprometer as premissas naturalistas que estruturam o método científico e, por conseguinte, iria colocar-se do lado de fora do domínio da ciência. Daí que ele tenha forçosamente que concluir que qualquer observação empírica que aponte para um design inteligente ou possa pôr em causa a extrema antiguidade da Terra só pode estar errada.

DA ANTIGUIDADE DA TERRA À ANTIGUIDADE DO COSMOS

Como se vê, quem partir de premissas naturalistas tem forçosamente que concluir pela evolução cósmica e biológica aleatória e pela antiguidade da Terra. Isto significa que todas as evidências têm necessariamente que ser seleccionadas, interpretadas e organizadas de uma forma que corrobore a evolução aleatória e a extrema antiguidade da Terra. Uma das estratégias interpretativas consiste no recurso a premissas uniformitaristas, em domínios como a erosão, a deposição de sedimentos, a deslocação de placas tectónicas, o decaimento de isótopos, a velocidade da luz, etc., quando isso possa ser utilizado para corroborar a antiguidade da Terra. Se não for esse o caso, abandonam-se convenientemente as premissas uniformitaristas, como sucede em domínios como a recessão da Lua, o decaimento do campo magnético da Terra, a difusão de hélio para a atmosfera, a deposição de sedimentos nos oceanos ou a estatística populacional. É que, nestes casos, as premissas uniformitaristas conduziriam a uma idade recente da Terra, resultado anaceitável à partida, porque incompatível com a evolução das espécies e a ideologia naturalista que lhe subjaz. Como veremos adiante, estas e todas as demais evidências só podem ser interpretadas de acordo com métodos que garantam plausibilidade à evolução naturalista.

Se a Terra é extremamente antiga, então o sistema solar tem que ser ainda mais antigo, o mesmo acontecendo, sucessivamente, com a Via Láctea e as demais galáxias. Também isto decorre logicamente das premissas naturalistas, à margem de qualquer investigação científica. Com efeito, se Terra é extremamente antiga, então o sistema solar, a Via Láctea e todo o Universo têm necessariamente que ser muito mais antigos, com pelo menos vários biliões de anos. Assim tem que ser necessariamente, de acordo com as premissas naturalistas, com a evolução cósmica e biológica aleatória e com a necessária antiguidade da Terra. É que só uma intervenção sobrenatural poderia determinar um estado de coisas diferente e essa intervenção sobrenatural está excluída à partida.

Tanto basta para afirmar que a evolução aleatória das espécies e a extrema antiguidade da Terra e do Universo não são o resultado de uma análise científica objectiva dos factos, imposta necessariamente pelas observações empíricas, antes são a consequência necessária e inelutável da adopção a priori de premissas naturalistas, uniformitaristas e evolucionistas para definir os objectivos, os métodos e mesmo os resultados admissíveis da ciência.

Assim, a evolução aleatória e a extrema antiguidade da Terra e do Universo, mais do que o produto da investigação científica, são corolários lógicos, mecânicos, automáticos e inescapáveis da ideologia naturalista. Não existe qualquer alternativa científica àquilo que foi previamente estabelecido pelas premissas naturalistas. Só os mais ingénuos, do ponto de vista epistemológico, é que ficam surpreendidos pelo facto de “ciência” confirmar sistematicamente essas premissas, em todas as disciplinas. Só pode o fazer, não é? Se não o fizer deixa de ser ciência, na medida em que introduz elementos não aleatórios ao processo, os quais remetem logicamente para uma inteligência sobrenatural. Toda a ciência, em todas as suas disciplinas, traz o naturalismo pré-incorporado. Toda ela está programada, de origem, para validar a evolução e a antiguidade da Terra e do Universo.

A CIÊNCIA COMO VALIDAÇÃO DO NATURALISMO

Como se vê, as regras do jogo naturalista determinam não apenas o modo como o “jogo” científico é jogado, mas o próprio resultado do jogo. Os resultados da investigação científica já estão pré-determinados antes mesmo de essa investigação ter começado. Isto significa que não é necessária qualquer investigação científica para concluir pela teoria da evolução aleatória e pela antiguidade da Terra. Basta adoptar premissas naturalistas. As mesmas encarregam-se de conduzir inelutavelmente o cientista à conclusão de que a evolução aleatória e a antiguidade da Terra são correctas. O sistema de validação científica pelos pares tem por base controlar o naturalismo das premissas, dos métodos e dos resultados. O “verdadeiro cientista”, por definição um naturalista, não tem qualquer alternativa senão confirmar as premissas naturalistas e os “factos” que elas estabelecem.

Assim é, porque toda a evidência terá forçosamente que ser interpretada de acordo com essas premissas, sob pena de sair fora da ciência naturalisticamente definida. Isso, mesmo quando se trate de evidência possa, a primeira vista, atentar contra essas premissas. É o caso, por exemplo, da inexistência de uma fonte primordial de energia, da extrema complexidade do DNA, da manifesta impossibilidade física de o DNA surgir por acaso, da existência de C-14 em rochas e fósseis datados de milhões de anos, da evidência de catastrofismo nas formações rochosas, da retenção de hélio nos cristais de rochas graníticas, das grandes disparidades na datação do decaimento radioactivo, do decaimento do campo magnético da Terra, da recessão da Lua, das taxas de deposição de sedimentos nos oceanos, da estatística populacional, da idade recentíssima das civilizações mais antigas ou da recente observação de hemoglobina e tecidos moles em ossos não fossilizados de dinossauro.

Também todas essas evidências têm que ser interpretadas de acordo com o único modelo admissível – o da evolução naturalista ao longo de milhões de anos – porque só essa solução é considerada cientificamente correcta. Assim é, mesmo que isso obrigue a aceitar milagres matemático-probabilísticos, envolvendo probabilidades infinitesimais, como sejam os respeitantes ao surgimento casual de uma célula (probabilidade estimada de 1 em 1 x 10 ^ 57800) – com os seus biliões de componentes – ou mesmo de uma simples proteína funcional (probabilidade estimada em 1 em 1x 10 ^ 191). Em qualquer outro domínio, estas probabilidades seriam muito mais do que suficientemente para que se considerasse um evento impossível. Mas não na ciência naturalista. Aqui as mesmas demonstram a ocorrência dos eventos a que se referem.

Eis a razão pela qual é impossível refutar cientificamente a evolução. Mesmo num debate entre 10 criacionistas e 1 evolucionista este acabaria sempre por vencer o debate, se e enquanto a ciência fosse definida em termos exclusivamente naturalistas. Mas, como bem se depreende, não o vencia por ter exposto os melhores argumentos ou mostrado as evidências mais sólidas, mas apenas por causa do automatismo tautológico da regra “garbage in, garbage out” (naturalismo “in”, evolucionismo “out” / evolucionismo “in”, extrema antiguidade da Terra “out”). Se a ciência é definida em termos naturalistas, então só a evolução aleatória e a extrema antiguidade da Terra e do Universo são compatíveis com ela.

Assim sendo, os fósseis e as rochas têm que ser obrigatoriamente interpretados de acordo com a teoria da evolução aleatória. Se, por acaso, o registo fóssil não demonstrar evolução gradual, então isso só pode significar que a evolução ocorreu por saltos. A esta luz, a proliferação de fósseis vivos, fósseis polistráticos ou fósseis em posição anómala é vista como uma mera curiosidade sem grande relevo, insusceptível de abalar a crença evolucionista. Do mesmo modo, as semelhanças e as diferenças entre animais só podem ser interpretadas de acordo com a evolução. Se existem semelhanças genéticas entre duas espécies animais, fala-se em homologia e “prova-se” dessa forma evolução. Se existem diferenças genéticas estruturais entre dois órgãos funcionalmente idênticos de espécies distantes entre si, fala-se em “evolução convergente” e “prova-se” também assim a evolução.

De uma forma e de outra “prova-se” sempre a evolução. Porquê? Porque a sua veracidade e indiscutibilidade é estabelecida a priori pelas premissas naturalistas Em todos os casos, como se vê, os dados observados nunca podem ser interpretados como pondo em causa a evolução, na medida em que isso iria contra as premissas naturalistas que definem o método científico a priori e colocaria o observador fora do domínio da ciência.

Mesmo as mutações pontuais, que são consabidamente cumulativas e degenerativas, têm que ser forçosamente interpretadas de acordo com a evolução aleatória. Assim é, não tanto porque esteja cabalmente demonstrado que as mesmas acrescentam informação complexa e especificada ao genoma ou que sejam maioritariamente benéficas para os indivíduos e para as populações, mas apenas porque as mesmas são aleatórias, tendo pelo menos isso em comum com a aleatoriedade que caracteriza o processo evolutivo.

O facto de as mutações serem maioritariamente deletérias e não acrescentarem informação nova ao genoma (para além da recombinação, troca ou inserção de informação genética pré-existente) é mascarado, pelo naturalismo, através do invariável apelo a um processo de milhões de anos de mutações que ninguém pôde observar. Pode facilmente, e sem muita imaginação, inventar-se uma qualquer “história da carochinha” ou do “sapo que se transforma em príncipe” para tentar “demonstrar” que, ao longo de milhões de anos, uma sucessão de mutações maioritariamente deletérias acabou por construir, contra todas as probabilidades, um organismo inovador, pleno de complexidade especificada e integrada e capacidade de adaptação ao meio. Felizmente para os naturalistas, ninguém pode refutar isso. Em primeiro lugar, porque ninguém estava lá para ver se isso aconteceu ou não. Em segundo lugar, porque se o tentasse fazer estaria a por em causa em causa o dogma naturalista da evolução aleatória, colocando-se, ipso facto, fora do “cientificamente correcto”.

Também a especiação, alopátrica ou simpátrica, e a selecção natural têm forçosamente que ser interpretadas e integradas de acordo com o modelo evolutivo. Isto, apesar de em caso algum criarem informação genética nova, que codifique novas estruturas e funções, limitando-se a operar sobre informação genética pré-existente, a qual vai ficando cada vez mais especializada. Mas qual era realmente a alternativa? Se o único modelo compatível com as premissas naturalistas adoptadas à partida é a evolução cósmica e biológica aleatória (porque exclui a criação sobrenatural) e se a extrema antiguidade da Terra é necessária para conferir alguma credibilidade a esse processo, segue-se que todos os fenómenos naturais têm que ser interpretados em conformidade com esse modelo pré-estabelecido, na medida em que é o único cientificamente admissível.

Assim tem que ser, mesmo que permaneçam sérias dúvidas sobre se as mutações aleatórias e a selecção natural realmente criam informação nova no genoma, capaz de codificar estruturas e funções completamente inovadoras e mais complexas. Mais uma vez, o apelo a hipotéticos milhões de anos não observados por ninguém serve para tranquilizar essas dúvidas. O tempo surge assim como uma espécie de tapete para debaixo do qual são remetidas todas as dúvidas.

O tempo e o acaso são dotados, pelo pensamento naturalista, de propriedades milagrosas, com base nas quais tudo passa a ser possível, mesmo que seja manifestamente contrário às leis da física e da biologia. Mesmo eventos que tenham como único fundamento probabilidades infinitesimais, como o surgimento acidental de uma proteína funcional ou de uma célula, passam a ser não apenas possíveis, prováveis, altamente prováveis ou certos, mas até necessários e mesmo inevitáveis. Naturalismo oblige!

A UNILATERALIDADE IDEOLÓGICA DO NATURALISMO

Como se vê, todo o edifício aparentemente sólido da ciência evolucionista mais não é do que um resultado circular e tautológico da adesão a uma mundividência naturalista que, a priori, de forma unilateral e ideológica, determina os objectos, os métodos e até os resultados “cientificamente correctos”, antes mesmo de o trabalho científico iniciar. Na verdade, este quase que poderia ser considerado supérfluo, na medida em que só pode servir para validar as premissas naturalistas aceites à partida e nunca para as pôr em causa.

A teoria da evolução é essencialmente ideologia e, à partida, uma ideologia anti-teísta. A mesma é um elemento essencial de uma particular visão do Universo, em que Deus é colocado de fora por uma determinação humana. A evolução não apenas é indissociável de premissas naturalistas, como é estabelecida por elas à margem de qualquer investigação científica, juntamente com os seus corolários da antiguidade da Terra e do Universo.

Aquilo que muitos pensam ser o resultado da investigação científica é, no fundo, um conjunto articulado e consistente de axiomas, princípios e corolários naturalistas, autosubsistentes, que são utilizados como grelha de observação, análise e interpretação do mundo material. É tudo uma questão de “óculos” mundividenciais. Os factos não falam por si, eles são interpretados de acordo com pressuposições a que previamente se aderiu de forma fideísta. As rochas, os fósseis, os isótopos, as mutações, a selecção natural são incapazes de dizer o que quer que seja. Esta realidade tem importantes implicações epistemológicas e metodológicas, entre as quais destacamos.

Em primeiro lugar, todo o conhecimento científico é fortemente condicionado por pressupostos mundividenciais, mais ou menos conscientemente interiorizados, particularmente quando trata das origens não observadas do Universo, da Vida e do Homem. A teoria da evolução é essencialmente mundividência e não ciência. Ensinar a evolução é, acima de tudo, ensinar uma mundividência.

Em segundo lugar, a menos que se abandonem as premissas naturalistas, não é possível refutar a teoria da evolução cósmica e biológica aleatória e o seu corolário obrigatório da antiguidade da Terra e do Universo.

Em terceiro lugar, se alguém quiser discernir a obra de Deus na natureza tem forçosamente que aceitar, a priori, a possibilidade da existência de Deus e da sua obra na natureza, rejeitando as constrições epistemológicas e metodológicas do naturalismo.

Em quarto lugar, qualquer crente em Deus que queira realmente conhecer respostas mais concretas sobre a origem, a natureza, o sentido e o destino do Universo, da Vida e do Homem, não tem outra alternativa se não aceitar, pela fé, a autoridade última da Sua Palavra e deixar-se conduzir por ela na análise e interpretação dos dados empíricos.

É por isso que a Bíblia afirma que o reconhecimento de Deus é o princípio de toda a ciência. Na Bíblia a existência de Deus nunca é demonstrada. A mesma é considerada um dado axiomático. No Génesis diz-se, de forma categórica: “no princípio, Deus criou os céus e a Terra”. Não existe qualquer maneira de demonstrar a verdade ou a falsidade desta afirmação através da observação e da experimentação científica. Todavia, o Universo pode ser interpretado a partir dessa afirmação ou contra ela. Não existe outra alternativa, ou uma maneira neutral e objectiva de conhecer o mundo. Para a Bíblia, a verdadeira ciência só pode começar e acabar no LOGOS divino, Jesus Cristo, o Alfa e o Ómega. Jesus disse: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”. Creio firmemente que estas palavras se aplicam também à nossa visão do Universo.

Jónatas E. M. Machado

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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13 Responses to O Paradigma Naturalista – Por Dr Jónatas Machado

  1. Caro Jonatas

    O senhor diz: “Isto, note-se, mesmo antes de se fazer qualquer medição dos níveis de C-14, dos níveis de decaimento de isótopos radioactivos, das taxas de erosão dos continentes…” etc.
    Mas essas medições, durantes décadas, têm sido realizadas exaustivamente. E hoje baseiam-se em tecnologias cada vez mais precisas.
    Ainda, com todo respeito às suas crenças, goataria de saber por que o senhor conclui com citações bíblicas e alusões a Jesus Cristo. Se não se pode desvendar tudo, como podemos saber se não é o Alcorão ou o livro sagrado dos hindus ou algum outro texto o que pode confirmar seus argumentos?, uma vez que todos têm versões semelhantes sobre origens, nenhuma delas compatível com o que a Ciência nos mostra claramente hoje.
    Abraços.

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  2. Mats says:

    Perce,

    O senhor diz: “Isto, note-se, mesmo antes de se fazer qualquer medição dos níveis de C-14, dos níveis de decaimento de isótopos radioactivos, das taxas de erosão dos continentes…” etc.
    Mas essas medições, durantes décadas, têm sido realizadas exaustivamente.

    Isso não invalida que a crença nos milhões de anos apareceu antes dos métodos de “datação”.

    Ainda, com todo respeito às suas crenças, goataria de saber por que o senhor conclui com citações bíblicas e alusões a Jesus Cristo. Se não se pode desvendar tudo, como podemos saber se não é o Alcorão ou o livro sagrado dos hindus ou algum outro texto o que pode confirmar seus argumentos?

    Pela simples razão que nenhum desses livros está de acordo com as observações.

    uma vez que todos têm versões semelhantes sobre origens,

    Excepto que eles não tem. A Bíblia é o único Livro que dá o processo da criação da forma ordenada como presente, e o Único Livro cujas observações confirmam.

    nenhuma delas compatível com o que a Ciência nos mostra claramente hoje.

    Com a ciência ou com a teoria da evolução?
    Repara que ciência e evolução são coisas distintas.

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  3. Caro Mats

    Citando suas palavras:
    “Excepto que eles não tem. A Bíblia é o único Livro que dá o processo da criação da forma ordenada como presente, e o Único Livro cujas observações confirmam.”

    O Gênesis relata que Deus criou as árvores e ervas antes dos animais. A História Natural mostra outra sequência: a vida marinha (mesmo incluindo-se algo como vegatais, algas etc) surgiu muito tempo antes. Os vegetais só “colonizaram” a Terra muios milhões de anos depois. Também se relata que Deus criou a Terra e só depois o Sol e a Lua, o que contradiz o que sabemos hoje: os planetas são matéria resfriada a partir do Sol (que tem 5 bilhões de anos, portanto, mais antigo que a Terra, com 4,7 bilhões).
    Além disso, há dois Gênesis oficiais, em Bíblias diferentes. Num deles, Deus criou o Homem e fez passar por ele os animais etc. No outro, o Homem foi o último produto da Criação, depois que tudo o mais estava pronto.
    Não estou querendo, de forma alguma, criar discussões desnecssárias, mas a Bíblia, tanto quanto a conheço, não coincide com o que conhecemos hoje como Hsitória Natural. Nem mesmo com a História, simplesmente (independente da Ciência), com a história de todos os povos da Antiguidade.)
    Abraços.

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  4. Mats says:
    “Excepto que eles não tem. A Bíblia é o único Livro que dá o processo da criação da forma ordenada como presente, e o Único Livro cujas observações confirmam.”

    O Gênesis relata que Deus criou as árvores e ervas antes dos animais. A História Natural mostra outra sequência: a vida marinha (mesmo incluindo-se algo como vegatais, algas etc) surgiu muito tempo antes.

    Estás a usar como evidência (evolução) aquilo que ainda tem que ser confirmado. Quem disse que a vida marinha surgiu antes da vida terreste? A teoria da evolução postula isso, mas a veracidade da teoria da evolução é precisamente o que está em causa. Não é lógico usar-se o que está em discussão como evidência.

    Os vegetais só “colonizaram” a Terra muios milhões de anos depois.

    Mas como é que podem ter colonizado a Terra “muitos mihões de anos depois”, se a Terra nem tem 1 milhão de anos?

    Também se relata que Deus criou a Terra e só depois o Sol e a Lua, o que contradiz o que sabemos hoje: os planetas são matéria resfriada a partir do Sol (que tem 5 bilhões de anos, portanto, mais antigo que a Terra, com 4,7 bilhões).

    Mais uma vez, assumes que o tem que ser confirmado. Como é que o sól pode ter 5bilhões de anos, se não há evidência de que o universo e a Terra tenham mais do que 10,000 anos?

    Além disso, há dois Gênesis oficiais, em Bíblias diferentes. Num deles, Deus criou o Homem e fez passar por ele os animais etc. No outro, o Homem foi o último produto da Criação, depois que tudo o mais estava pronto.

    O facto de Deus ter feito o homem por último, e depois fazer passar por ele os animais que Deus já tinha feito antes do homem não é contraditório.

    Não estou querendo, de forma alguma, criar discussões desnecssárias, mas a Bíblia, tanto quanto a conheço, não coincide com o que conhecemos hoje como Hsitória Natural.

    Com a História Natural, ou com a teoria da evolução?
    Sabes de alguma observação científica que contradiga a Bíblia? Repara que eu disse observação e não “interpretação”.

    Nem mesmo com a História, simplesmente (independente da Ciência), com a história de todos os povos da Antiguidade.)

    A historicidade da Bíblia é dos pontos mais fortes da mesma.
    Não é de hoje que a Bíblia reporta um facto que a arqueologia mais tarde vem confirmar.

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  5. Desculpe, Mats, você é um ignorante, sem ofensa, você apenas ignora.
    Leia mais. Abraços.

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  6. lucas1975 says:

    Exatamente Perce, como eu havia dito, a ignorância é uma benção. Começo a achar que discurtir ciência com crentes ignorantes, é pura perda de tempo.

    Eles sequer, lêem os livros e citações que criticam, ou se lêem, não entendem patavina.

    Abraços.

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  7. Nós às vezes também achamos que discutir com evolucionistas ignorantes é pura perda de tempo mas, por amor a vocês, continuamos a fazê-lo.

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  8. Darjo says:

    Sabino,

    Algum problema com o acesso ao teu blog? Meu PC dá um alerta de “malware”…

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  9. Não, acho que não : S

    Só se alguém me andar a hacka-lo eheh

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  10. Mats says:

    Exatamente Perce, como eu havia dito, a ignorância é uma benção.

    Só se fôr para os ateus, porque para os cristãos, a sabedoria é que é uma benção.

    Começo a achar que discurtir ciência com crentes ignorantes, é pura perda de tempo.

    Ciência ou evolução?

    Eles sequer, lêem os livros e citações que criticam, ou se lêem, não entendem patavina.

    Como é que tu sabes o que é que se passa no pensamento dos cristãos? Tens poderes sobrenaturais?

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  11. alogicadosabino

    Nós às vezes também achamos que discutir com evolucionistas ignorantes é pura perda de tempo mas, por amor a vocês, continuamos a fazê-lo.

    Como último comntário meu e com todo respeito às suas posições: o que é um evolucionista ignorante? Alguém que leu A Origem das Espécies e mais sobre o mesmo livro, que aceita as evidências da seleção natural, que leu sobre Geologia e Astronomia, verificando que todos os dados coincidem ou… enfim, como podemos identificar um evolucionista ignorante?
    E… por amor a nós? Como assim?
    Abraços, não voltarei a incomodá-los.

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  12. Mats says:

    Perce,
    E o que fazer quando os “dados” não coincidem?

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  13. Marcelo says:

    Ótima dissertação! Eu também desprezo o paradigma naturalista.

    Mas acho lamentável essa polalização ‘evolucionismo/criacionismo’; vejo que os dois “lados” tem um fundo ideológico em comum. Os evolucionistas escondem uma disposição (por eles incompreendida) em meros postulados e termos abstratosadotados por pura convenção e comodismo teórico – para não dizer dogmatismo -; e, sim isso, em insuperável ingenuidade, imputam a uma mera proposição explicativa (seleção natural), um caráter de sujeito ativo.

    Já, os criacionistas, fazem praticamente a mesma coisa simplesmente adotando um caminho diferente, mas análogo.

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