MITO: A caridade do ateu

Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim
Salmo 40:17

Muitos ateus afirmam serem “tão morais” como os religiosos. A diferença, segundo eles, é que enquanto eles o são de livre vontade, os religiosos são “forçados” a sê-lo devido as ameaças de inferno e outras coisas.

Christopher Hitchens, por exemplo, no seu livro “God Is Not Great” oferece-nos a vaga e subjectiva alegação de que nenhuma estatística vai alguma vez demonstrar que os ateus “cometem mais crimes de ganância ou violência do que os fiéis“.

No entanto, durante o processo de comparação do comportamento de religiosos e ateus, os últimos tem sempre o cuidado de evitar cuidadosamente a questão da actividade caridosa. A razão devido a qual os ateus passam ao lado deste ponto é que os estudos demonstram claramente que há uma diferença abismal entre os ateus e os religiosos. Sem surpresa alguma, quando comparados com os ateus, os religiosos aparecem no topo em todos os estudos acerca da caridade.

Estados Unidos da América.

Durante o ano de 2000 pesquisadores da universidades americanos e a “Roper Center for Public Opinion Research” na Universidade de Connecticut levaram a cabo a “Social Capital Community Benchmark Survey“, efectuando 30,000 observações em 50 comunidades nos EUA. O inquérito questionou indivíduos acerca do seu “comportamento cívico”, incluindo as suas ofertas caridosas e o seu voluntariado durante o ano que precedeu ao inquérito.

Após a análise dos dados, Arthur Brooks da Universidade de Syracuse University dividiu os inquiridos em 3 grupos. Classificou as pessoas que frequentavam serviços religiosos pelos menos uma vez por semana (ou mais) como “Religiosos”. Este grupo constituía 33% da amostra. Brooks deu o o nome de “Seculares” àqueles que frequentavam centros de oração poucas vezes por ano e aqueles que explicitamente afirmavam não ter uma religião. Estas pessoas constituíam 26% da amostra. Aqueles que praticavam a sua religião ocasionalmente eram os restantes 41%.

O Dr Brooks verificou que a variação entre os “Religiosos” e os “Seculares” era dramática.

Os religiosos eram 25 pontos percentuais mais susceptíveis de fazer donativos do que os seculares (91% para 66%), e 23 pontos mais susceptíveis de fazer trabalho voluntariado (67% para 44%). Traduzindo isto para a moeda americana, isto converte-se numa média anual de ofertas na ordem dos $2,210 entre os religiosos, e $642 entre os seculares.

No que toca ao serviço de voluntariado, os religiosos faziam-no cerca de 12 vezes por ano, enquanto que os seculares faziam-no em média 5,8 vezes por ano.

Para se ter uma visão mais clara, podemos dizer que os religiosos, embora sendo 33% da população, compõem 52% dos donativos e 45% do voluntariado. Os seculares constituem 26% da população mas eles contribuem apenas com 13% do total de dólares e 17% do voluntariado.

Surpreendentemente, o que estes dados mostram é que o factor determinante no que toca a prever comportamentos caridosos não é tanto a religião a que a pessoa pertence mas sim a seriedade com essa pessoa leva a sua religião. Por exemplo, entre aqueles que frequentam lugares de adoração regularmente, 92% dos Protestantes faz donativos, comparado com 91% dos católicos, 91% dos Judeus e 89% das pessoas de outras religiões.

Outro achado indicativo do estudo relaciona-se com os donativos feitos a caridades não religiosas. Aparentemente os religiosos são mais generosos que os seculares mesmo em causas não religiosas. Embora 68% da população total faça donativos (e 51% faça voluntariado) para causas não religiosas todos os anos, os religiosos são 10 pontos percentuais mais susceptíveis a dar do que os seculares (71% para 61%) e 21% pontos mais susceptíveis de fazer voluntariado (60% para 39%).

Como exemplo, os religiosos eram 7 pontos mais susceptíveis do que os secularistas de fazer voluntariado em favor de grupos de vizinhança ou grupos cívicos, 20 pontos mais susceptíveis de fazer voluntariado como forma de ajudar os pobres ou idosos, e 26% mais susceptíveis de fazer voluntariado em favor de escolas ou programas juvenis.

Analisando o panorama geral, a prática religiosa está directamente correlacionada com a generosidade, quer seja de dinheiro ou de tempo.

Surpreendente? Talvez não.

Estes dados só são surpreendentes para aqueles que estão motivados com um preconceito anti-religioso. Mesmo o deísta Voltaire – nenhum amigo do Cristianismo – sentiu-se obrigado em admitir o grande benefício da religião católica no que toca a caridade:

Provavelmente não há nada maior na Terra que o sacrifício da juventude e da beleza feito pelo sexo fraco de forma a poder trabalhar em hospitais como forma de aliviar a miséria humana, miséria essa tão revoltante para as nossas sensibilidades. As pessoas separadas da religião Romana [Catolicismo] tentaram imitar de forma imperfeita tão generosa caridade.

Na sua análise da caridade e a fé, o Dr Brooks termina com um olhar sobre a influência pedagógica da religião no que toca a fazer donativos e voluntariado:

Casas de oração podem ensinar aos seus congregados o dever religioso de dar, bem como promover entre os mesmos congregados formas de suprimir as necessidades materiais e espirituais dos pobres. Posto de outra forma, é mais provável as pessoas aprenderem a caridade dentro das igrejas, sinagogas e mesquitas, do que fora delas. Se a caridade é de facto um comportamento aprendido, pode ser que as casas de oração sejam um meio (embora um meio bem eficiente) de ensinar esse comportamento.

Os livros neo-ateus como “God Is Not Great” dependem quase exclusivamente de evidências anedóticas como forma de construírem o seu argumento contra a religião. Como forma de demonstrarem a suposta superioridade do ateísmo quando comparado com o teísmo, os neo-ateus simplesmente mostram as coisas horríveis feitas no nome da religião na esperança de que o horror e o choque que daí advenham sejam suficientes para afastar as pessoas da religião. No entanto, quando uma verdadeira comparação é feita entre religiosos e ateus, as evidências estatísticas favorecem os crentes em Deus.

Conclusão:

Quer nós falemos acerca do mal e do derramamento de sangue dos regimes ateus, ou da generosidade e caridade dos religiosos, ou simplesmente da felicidade derivada da fé religiosa, a fé em Deus supera o ateísmo em todas as áreas.

Este facto por si só deveria fazer o leitor não preconceituoso parar e pensar nisto.

E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-Me.
Marcos 10:21

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"Posterity will serve Him; future generations will be told about the Lord" (Psalm 22:30)
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31 Responses to MITO: A caridade do ateu

  1. Fabenrik says:

    Muitos ateus afirmam serem “tão morais” como os religiosos. A diferença, segundo eles, é que enquanto eles o são de livre vontade, os religiosos são “forçados” a sê-lo devido as ameaças de inferno e outras coisas.

    A quantidade não muda as motivações: medo do inferno, interesse no paraíso (que dão no mesmo), sem citar na forma de caridade que normalmente se é oferecida nas instituições religiosas, que costuma ser somente algo paliativo, sendo assim, não resolvendo nada, somente adiando, fazendo com que tenha que se fazer novas “caridades” para aquelas mesmas pessoas, não mudando nada em suas vidas e ainda incentivando-as a continuar na mesma.
    Porém para não ser um ateu malvado, mesmo que pelas motivações anteriores, existem algumas outras formas melhores aplicadas pelos religiosos, como cursos que algumas instituições oferecem e algumas outras coisas que mudam algumas coisa.
    Porém é vergonhoso achar que deve-se pensar que precisa-se de acreditar em fadas ou algo parecido para fazer algo que ajude outras pessoas, como se não soubessemos bons motivos (reais) para fazê-lo e como se não tivessemos noção das consequências (mais uma vez: reais) disso.
    Lembrando ainda o fato da dificuldade de uma linha de pensamento não institucionalizada fazer o mesmo que as “donas da verdade” institucionalizadas, apesar de existirem ateus que o fazem e muito melhor que muitos cristãos, os nomes a galera já conhece.

    PS – Não sei se está me considerando um troll no seu blog e tem apagado meus comentários, mas fiz um para responder uma postagem sua com um link para o meu como resposta, e foi apagado. Se tiver sendo assim, é só avisar, que nem me dou ao trabalho de comentar aqui.

    Desde já agradeço
    Fabenrik
    ateu e atoa

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  2. jonas says:

    As motivações para uma vida dedicada ao próximo são um paradoxo no ateísmo,que prega a “Lei do mais apto”.
    Se a moralidade é apenas um construto humano,uma convenção,uma evolução biológica que foi sedimentada pelo adaptativo social,porque nós deveríamos agir moralmente,quando interesses próprios são ameaçados de não concretização,para benefício de outrem???Será que somos responsáveis pelas nossas decisões???Qual a importância em um universo formado “por sorte” ao acaso,sem propósito, que após a morte do ser humano ele volte ao nada (poeira das estrelas),assumir a postura de um Stalin ou Hitler,ou ser um médico que entrega sua vida a ajudar criaturas em acampamentos de refugiados????Estou sendo extremista em meus exemplos,mas é por aí mesmo.O que me moverá em relação a dar a minha vida ao outro em detrimento da minha??Isto o adaptativo social não fará nunca.Sómente Valores morais objetivos me conduzirão a está ação,que está muito além do egocentrismo que permeia e brota do coração humano.Se DEUS existe,então a objetividade de Valores e Obrigações e Responsabilidades Morais são asseguradas,mas se ELE não existir a moralidade é totalmente subjetiva,relativa e não obrigatória.É por isso que o ateìsmo é uma retórica vazia e sem sentido,um nonsense de argumentação lógica,e procura amalgamar mentes com o “canto da sereia” dizendo que o fomento da cultura científica e o espírito de livre-pensador nos levará ao entendimento da vida,quando esta, está ao escrutínio do mais “ignorante e de baixa erudição”.Quanto a institucionalização da Fé,ela não só torna a vida do que crê nela estéril,quanto vazia.A religião mata,mas a fé em Jesus e SUA doutrina nos dá vida,e vida em abundância.As boas obras serão sempre consequência de uma vida de quem soube transcender,e saber que a verdadeira vida não é aqui nesta Terra,mas habitar com DEUS eternamente,desfrutando do convívio do Criador deste Universo,e isto não pelos nossos méritos,e sim pelo sacrifício salvítico de JESUS,que possibilitou o perdão dos nossos pecados!

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  3. Fabenrik says:

    @Jonas

    Negativo, amigo.
    Ao se importar traz um bom convívio, o não se importar traz um mal convívio, é dessa premissa que nasceu a idéia da caridade. O problema do cristão é tentar se apoderar do conceito do que é bom, uma falácia.
    Fazer algo que não seja prejudicial traz consequências reais em sua grande maioria positiva, e contrário traz um convívio social prejudicial. Coisas reais, factuais.

    Para não ser ignorante e deixando margem para estar equivocado, a grande maioria, quase que esmagadora, das sociedades que tinham comportamentos prejudiciais as pessoas como assassinatos, escravidão, posse de bens alheios, estupro, canibalismo e etc. São sociedades que vivem com o pressuposto que deuses existem e que os mesmos desejam este tipo de ato, inclusive a cristã está enquadrada em alguns destes exemplos.

    Se não sabe dar sentido a sua vida sem ter uma crença, ok, um direito todo seu, desde que seja para VOCÊ, porém duvido que quando acorda pergunte tudo para o seu deus o que vai fazer durante o dia, quais seus planos para o futuro e o que deseja para os seus filhos. Você já dá total sentido, e sozinho. É só parar para pensar.

    Esses valores morais absolutos, que acha que são absolutos, não o são, partindo da premissa que seu deus não é o único a ser pregado, e dentro do que o seu próprio deus prega existem milhares de formas diferentes de agir. E todos eles tem tanto direito de existir quanto os outros.

    A importância de um universo criado sem um criador, é muita para nós, pois é o único lugar que conhecemos que possibilite a nossa sobrevivência. A nossa importância para o universo, realmente, nenhuma. Se jogassemos bombas atômicas e toda a humanidade fosse aniquilada sem ninguém para contar a histótia, seu deus não desceria dos céus, e faria um outro ser, ou acabaria com o show pq os atores não estão no palco. Simplesmente seríamos mais uma espécie a desaparecer da face da Terra e o mundo se recuperaria com o tempo e continuaria…

    Agora me diga em que bíblia ateísta o senhor leu que pregamos que é a lei do mais apto? Em que guia moral para os ateísta estava isso? Está a confundir o ateísmo com a “TE da espécies”, que apenas explica como chegamos onde estamos.
    E não é um guia como agir, é um livro de biologia, lembra? É uma forma realista demais para as mentes religiosas: É. Mas é real. E mesmo que não fosse, mesmo que Darwin estivesse equivocado, isso não coloca seu deus no lugar. A não ser que assuma que o seu deus é o deus das lacunas. Primeiramente teria que provar que seu deus é melhor e mais merecedor que os outros, mas isso traria guerras, e vcs tem amor ao próximo, não é mesmo?
    A época que seu deus gostava disso já passou, somos gentios, não é? Matar era para os judeus. Acho que seu deus prega o perdão pq ele deve estar precisando tbm, se existisse ele seria o mandante de muitos crimes. E precisaria ser perdoado para esquecermos e pregar as “boas novas”, oriundas do filho dele que morreu, mas ressucitou, e nos perdoou dos pecados, menos o original, aquele do fruto proibido que a cobra (que é surda) e falava (nem o papagaio conseguiu essa proeza, falar sem escutar), e deus disse que se a comesse morreria (a primeira mentira divina), e mais de não sei quantos SÉCULOS depois (a mentira de deus virou verdade), não é que Adão morreu?
    Deus tarda mas não falha, enquanto esperamos a “hora certa” vamos nos dando mal…

    Algo mais próximo do absoluto que vai vivenciar vai ser a constituição vigente no país que vive.

    Fabenrik
    ateu e atoa

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  4. Mats says:

    Fabenrik,
    Sem Deus, não há motivos para se ajudar o próximo, para além dos motivos que cada pessoa criar para si mesma.

    Claro, os ateus dizem que ajudar o próximo é louvável, mas quando fazemos estatísticas notamos que a caridade ateísta deixa muito a desejar.

    Porque é que achas que isso acontece?

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  5. jonas says:

    “Ao se importar trás um bom convívio…”
    Mas porque se importar se és poeira de estrelas e serás poeira,e cairás no esquecimento do gélido cosmos,tendo a morte térmica como fim,onde não haverá nenhu,ma energia livre para continuar a “saga”.Eis o retrato pictórico da sua eternidade e de todos os ateus(segundo a sua cosmovisão).O egocentrismo é a mola mestra do ser humano, e a “seleção natural” está em ação,então ,antes ele do que eu não é?Se a TE não tem nada haver com o pensamento ateísta,então estamos em dois mundos diferentes.
    “o mundo se recuperaria com o tempo”
    Nem a ciência de hoje tem idéia de como começou a vida neste planeta,e tu falas como se a vida você tão fácil de se “fazer”.A vida é um milagre,e como diz Agostinho de Hipona:”Milagres são contrários a natureza,mas apenas contrários ao que sabemos sobre a Natureza”.
    Quanto moralidade e a ética serem absolutas sem DEUS,eu não vejo como,pois sem esses valores absolutos,ela sempre será relativa,subjetiva e não obrigatória,dentro do pensamento ateísta.Ser um Stalin ou Madre Teresa,tanto faz,não há valores objetivos a serem perseguidos.
    Quanto a história de DEUS,se procurares com muita atenção aos detalhes da SUA ação,perceberás a que a vida sem transcendência é vazia e inócua,pois afinal de contas,vamos acabar em um buraco negro ou esquecidos eternamente neste futuro gélido,sem responsabilidades de nossas ações!
    Ha propósito:todos os dias peço direção e proteção ao meu DEUS,a mim e aos outros,inclusive você!Abraços

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  6. fabenrik says:

    Tradução do que o Mats disse, e corroborando o que nós, ateus, afirmamos:
    Sem coação, ameaça ou uma falsa promessa, não há motivos para ser bom com os outros.

    Mats, já ouviu falar em proporção? Será que dividindo essas contribuições de forma per capta, será que continua desigual? E os resultados? Será que tbm se equiparam? E motivação, não seria a ateísta mais significativa? Buscar o bom convivío e reduzir desigualdades sociais por um propósito meramente humano e tangível seria o que? Pq fazer por algo que não sabemos da existência comprovadamente e não pelo ser humano que está aí e o vemos sofrer, não desejando que sejamos nós lá, no lugar dos mesmos?

    Quando dizes que o ser ateu vive como o cristão, está totalmente certo.
    Ambos vivem à partir da premissa que uma divindade não existe e colocamos a mão na massa, pois o seu deus não virá!

    Fabenrik
    ateu e atoa

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  7. jonas says:

    Em que te apoias com tanta segurança que esse DEUS não virá? Será esta é uma verdade absoluta ou apenas o seu desejo?E se não for verdade esta afirmação?Porás a mão na massa até morreres,e depois?

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  8. Glauber says:

    Jonas, como você se sentia antes de nascer? Era bom?

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  9. fabenrik says:

    Por não acreditar no livro que afirma isso… mas não adianta perguntar dessa forma, pois quem tem obrigação de ser fundamentalista aqui são os cristãos, afinal, é fé, não é (não pode ser questionada)? Na escala que o Dawkins usou eu to fechando com ele, tbm sou 6, em uma escala de 1 a 7, onde 1 é acreditar sem nenhuma duvida que deus existe e o 7 é não acreditar em absoluto. Não é questão de desejo, são as evidências contra e a única á favor é a de não conhecermos tudo, porém se acreditasse neste deus (o das lacunas), seria desonesto duplamente, comigo e com ele, caso ele existisse.

    E se não for verdade esta afirmação?Porás a mão na massa até morreres,e depois?

    Será que entendi que tenho que crer por medo, Jonas? Esse ceticismo que todos os cristãos aos quais eu vejo nos blogs como o do Mats e do Sabino, será que aplicado a sua própria crença, ela sobreviveria? Questionam em algum momento sua própria fé? Quando pedem alguma fonte do que os ateus afirmam, lembram do nível de credibilidade de sua própria fonte? Sabe amigo, Jonas. Eu gosto muito de perambular por blogs como esses, pq eu gosto de sacanear religioso, já falei e postei inúmeras vezes afirmando que religiosos são burros. Eu vejo muitas pessoas iguais a vc, Mats, Sabino, e as pessoas que frenquentam esses blogs que são os que eu mais visito e vejo muitos debates. Vejo que não são líderes espirituais e não tem interesses em ganhar dinheiro com fé alheia, eu acho. E gosto do questionamentos que fazem. São interessantes, é muito bom ter alguém que pensa diferente, disso eu acho que o mundo precisa, não se aplicando a religiosidade, mas de pessoas que pensam diferente. Mas o que me intriga é isso, são pessoas dotadas de inteligência, similar ou maior, e que creêm. Mas me decepciono quando lembro que os senhores são céticos somente para defender sua fé, seu deus, sua crença e tudo ligado a isso. Que em momento algum vejo um, que seja, mostrar que é cético até com sua fé e que não se trata apenas de fé, que a escolheu, que é sua visão de mundo, que tem motivos fortes, que são racionais para fazê-lo. Alguns vejo muito joguinho de palavras e outras coisas que dizem respeito a se tornar bom em debater, mas não em crer, não em saber do que se trata sua escolha. Eu só insisto em vir a esses blogs e conversar com religiosos pq é interessante esse ceticismo, contra o ceticismo (sei lá se é essa a expressão certa) do ateísta. Mas gostaria muito de ver honestidade em demonstrar que são céticos tbm com seus credos e que são mais que credos, são verdades, como muitos gostam de falar.

    Foi a sua pergunta sobre ser uma verdade absoluta que me fez dar esse desabafo… #prontofalei

    E se seu deus existir e eu descobrir isso, sem sombra de duvidas, vou apenas dizer para ele:

    – Primeiramente vou perguntar dos outros deuses e que igreja ele representa.

    – Falarei que nem preciso falar o motivo da minha não crença, não é mesmo? Já me criou sabendo disso… E a propósito, se o senhor for tudo que está na bíblia eu acabo de formar um terceito lado, ok? Não estou nem com o senhor e nem com o diabo…

    Se a bíblia não refletir o que ele seria de verdade, vou perguntar se dá tempo de saber, e pedir desculpas, lhe dizendo que este era o único relato de sua existência, totalmente impossível de ter credibilidade para quem questiona o mundo…

    E se eu for para o Inferno mesmo assim, vou perguntar se posso ler o original da bíblia antes… Afinal vou ter a eternidade para sofrer, alguns dias lendo-a não fará diferença… E por fim, talvez ele coloque a mão no meu ombro, e diga que eu estava certo a respeito da bíblia terrena, a não original, mas regras são regras…

    *******************
    Brincadeira à parte, Jonas.
    Vou imitar um poquinho o Dawkins e lhe devolver a pergunta:
    E se vc estiver errado e outros religosos certos (neste caso seria tão ateu quanto eu)? Será que desejaria nascer naquela região para ter sido salvo? Não se sentirá uma pessoa boba por ter acreditado naquilo que te cercou e não foi procurar a verdadeira religião? E se o senhor se encontrar com um deus que pergunte pq não fez coisas que é contra a sua moral, por ele? Não vai se sentir bem em não ter feito? E não se sentirah muito superior a esse deus, que solicita coisas imorais? Vai mesmo baixar sua cabeça e dizer que ele estava certo? E pedir perdão? E se ele te perdoar? Como se sentirá em ter que adorar algo que nunca acreditou? Não se sentirá honrado em ir para o inferno dele? E se nós ateus estivermos certos? O tempo que perdeu com essa bobagem, sua única vida desperdiçada acreditando em algo como fadas e respeitando-as, digamos que em seu último ano de vida pense assim… amargo, não?

    Fabenrik
    Ateu e à toa
    Atheist College

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  10. Mats says:

    Fabenrik,
    Porque é que os cristãos em média são mais caridosos que os ateus?

    Essa é a minha pergunta.
    Sim, e isso é algo que estudo atrás de estudo mostra: os ateus não estão muito disponíveis a ser caridosos, nem com o seu dinheiro nem com o seu tempo.

    Porque é que achas que pessoas que supostamente se preocupam com a humanidade não parecem ter tempo para de facto ajudar a humanidade?

    Quantas organzações ateístas foram ao Haiti? E ao sudoeste da Ásia em 2004? E quando foi o Katrina, onde estava o Fabenrik e o Dawkins? E o Hitchens?

    Basicamente, vocês ateus, em média, não são muito caridosos. A minha pergunta é: porquê?

    Pergunta simples.

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  11. Cristiano says:

    Desculpem, mas as estatisticas estão erradas… Pelo menos as vossas…

    Os ateus são mais caridosos doq ue os Religiosos sem duvida…

    Entao em questao de direitos dos animais isso nem se fala…

    Enquanto as Igrejas aplaudem actos como a Tauromaquia e abusos de animais para diversão, a maioria dos ateus é vegetariana e luta pelos animais…

    Eu não sou ateu. Mas tb não sou fanatico… E sei destingir as coisas…

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  12. fabenrik says:

    Ajudar com segundos interesses não é caridade. Não é se importar de verdade, amigo Mats.
    O Fabenrik estava dando aulas de graça de matemática para pessoas com baixa renda na minha cidade, certamente.
    Não quis responder minha questão de analisar de uma forma em proporcionalidade, pq? Será que convém?

    Fabenrik
    ateu e atoa

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  13. Mats says:

    Fabenrik,

    Ajudar com segundos interesses não é caridade.

    Só Deus sabe o que vai no coração das pessoas. O que nós vemos é que os ateus estão assustadoramente ausentes das listas de caridade. Há excepções, claro, mas em regra, os ateus dão muito pouco para a caridade.

    Porque será, Fabenrik? Tens alguma explicação para isso?

    Não quis responder minha questão de analisar de uma forma em proporcionalidade, pq? Será que convém?

    De que forma é que a tua pergunta explica o facto e, em média, os ateus serem menos caridosos que os cristãos?

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  14. Mats says:

    Cristiano,
    se os ateus são mais caridosos, porque é que as estatísticas dizem que não?

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  15. Nuno Dias says:

    oh pá!!! é que só podia!!!
    http://en.wikipedia.org/wiki/Syracuse_University
    http://en.wikipedia.org/wiki/United_Methodist_Church

    porque será que este estudo me está a começar a parecer uma grande treta?!

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  16. fabenrik says:

    Só Deus sabe o que vai no coração das pessoas. O que nós vemos é que os ateus estão assustadoramente ausentes das listas de caridade. Há excepções, claro, mas em regra, os ateus dão muito pouco para a caridade.

    Só Alá sabe o que vai no coração das pessoas. O que nós vemos é que os ateus estão assustadoramente ausentes das listas de caridade. Há excepções, claro, mas em regra, os ateus dão muito pouco para a caridade.

    Só a Fada dos Dentes sabe o que vai no coração das pessoas. O que nós vemos é que os ateus estão assustadoramente ausentes das listas de caridade. Há excepções, claro, mas em regra, os ateus dão muito pouco para a caridade.

    Só o Espagueti voador sabe o que vai no coração das pessoas. O que nós vemos é que os ateus estão assustadoramente ausentes das listas de caridade. Há excepções, claro, mas em regra, os ateus dão muito pouco para a caridade.

    Frases que não dizem nada e não provam nada.
    Amigo Mats, interesse em céu ou fugir do inferno, importar-se verdadeiramente somente os que não se interessam nisso, pode ficar triste, bater o pé, mas não vai mudar isso.
    O per capta muda sim, e muita coisa.
    Vou colocar um pouco de matemática simples aqui, coisa boba:
    Em uma casa que tem 5 pessoas e elas juntas doam 100 euros/reais/dólares;
    E em outra tem 1 pessoa que doa 100 euros/reais/dólares o que colaborou mais foi… A tia Maria do primário ficaria orgulhoso ao saber a resposta disso.

    Parou para observar o que a postagem analisa?

    Classificou as pessoas que frequentavam serviços religiosos pelos menos uma vez por semana (ou mais) como “Religiosos”. Este grupo constituía 33% da amostra. Brooks deu o o nome de “Seculares” àqueles que frequentavam centros de oração poucas vezes por ano e aqueles que explicitamente afirmavam não ter uma religião. Estas pessoas constituíam 26% da amostra. Aqueles que praticavam a sua religião ocasionalmente eram os restantes 41%.

    Não ter religião e frequentar algum centro de oração é considerado ateu onde?
    Quase todas as pessoas que conheço, são desse grupo e estão longe de ser ateístas.
    OYG! (Oh Your God!) Esse seu raciocínio partindo dessa pesquisa, Mats, tá te deixando na mesma que estando em um barco furado. Tá faltando mais FACTOS.

    *************************

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  17. fabenrik says:

    Quero postar links que refutam sua postagem e o seu blog não está deixando Mats!
    Por gentileza verifique isso…

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  18. Mats says:

    Fabenrik,
    O exemplo que tu deste não muda em nada o que o post diz. Em média, os ateus dão menos dinheiro e menos do seu tempo que os cristãos.
    Por outras palavras, quanto mais sério for o teu compromisso com a fé cristã, maior são as possibilidades de dares mais para a caridade.
    Vê o que o texto diz:

    Posto de outra forma, é mais provável as pessoas aprenderem a caridade dentro das igrejas, sinagogas e mesquitas, do que fora delas.

    A minha pergunta mantém-se: porque é que os ateus são tão difíciesi de encontrar em listas de caridade?

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  19. Mats says:

    Nuno,

    porque será que este estudo me está a começar a parecer uma grande treta?!

    Queres que te liste mais estudos que mostram como os seculares, em média, são menos caridosos que os cristãos?

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  20. Mats says:

    Fabenrik,
    Não há nada na spam list.

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  21. Cristiano says:

    As estatisticas? Há varias, varios estudos, cada um diz uma coisa.

    E se foi feito por um fanatico da religiao ainda pior…

    Tb já lei o estudo feito numa prisão de alta segurança onde se encontram os maiores criminosos do Mundo nos EUA?

    O estudo afirma que apens 0.2% dos presos são ATEUS…
    Enquando que 99.8% são de diversas religioes…

    É estranho certo?

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  22. Mats says:

    As estatisticas? Há varias, varios estudos, cada um diz uma coisa.

    AS estatísticas indicam que os ateus são uma minoria muito pouco caridosa. A minha pergunta é: porquê?

    E se foi feito por um fanatico da religiao ainda pior…

    Quem é que define o que é um “fanático da religião”?

    Tb já lei o estudo feito numa prisão de alta segurança onde se encontram os maiores criminosos do Mundo nos EUA? O estudo afirma que apens 0.2% dos presos são ATEUS… Enquando que 99.8% são de diversas religioes…

    A pergunta interessante nesse caso seria:
    1. Quantos dos presos estavam envolvidos na vida cristão (ir a igreja todos os Domingos, grupos familiares, etc) na altura em que fizeram os seus crimes?

    O que é que achas? Qual será a percentagem dos presos que levavam uma vida cristã activa na altura em que fizeram os crimes, e qual será a percentagem dos presos que viviam como ateus na altura em que fizeram os crimes?

    Acho que sabes qual seria a resposta, certo?

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  23. fabenrik says:

    AS estatísticas indicam que os ateus são uma minoria muito pouco caridosa. A minha pergunta é: porquê?

    Vc mesmo jah respondeu a pergunta no seu post e não quer entender, até agora, e nem citou nada sobre a coação inferno, está tentando provar com números que não dizem nada sobre credulidade dos “caridosos”. Logicamente seu fundamentalismo não te deixará reconhecer isso.

    E se foi feito por um fanatico da religiao ainda pior…

    Quem é que define o que é um “fanático da religião”?

    Parece que vc define, em verdade, define tudo sem nenhuma ajuda divina, já te disse que só não tem a própria religião pq não quer, O Matsianismo (ficou até legal).

    Tb já lei o estudo feito numa prisão de alta segurança onde se encontram os maiores criminosos do Mundo nos EUA? O estudo afirma que apens 0.2% dos presos são ATEUS… Enquando que 99.8% são de diversas religioes…

    A pergunta interessante nesse caso seria:
    1. Quantos dos presos estavam envolvidos na vida cristão (ir a igreja todos os Domingos, grupos familiares, etc) na altura em que fizeram os seus crimes?

    O que é que achas? Qual será a percentagem dos presos que levavam uma vida cristã activa na altura em que fizeram os crimes, e qual será a percentagem dos presos que viviam como ateus na altura em que fizeram os crimes?

    Acho que sabes qual seria a resposta, certo?

    Se vc falou tá falado! Então, sou um criminoso em potencial! Eu acho que a maioria sabe que é exatamente ao contrário, amigo Mats.
    Seu deus perdoa, o homem é que não, para o homem fez , vai para a cadeia!

    Fabenrik
    ateu e atoa

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  24. Cristiano,

    “Os ateus são mais caridosos doq ue os Religiosos sem duvida…”

    Estás a basear-te em que estudos?

    “Entao em questao de direitos dos animais isso nem se fala…

    Os teus direitos, não é?

    “Enquanto as Igrejas aplaudem actos como a Tauromaquia e abusos de animais para diversão”

    Que igrejas?

    “a maioria dos ateus é vegetariana e luta pelos animais…”

    Em que estudos te baseias para dizeres que a maioria dos ateus é vegetariana? E que luta pelos animais?

    “O estudo afirma que apens 0.2% dos presos são ATEUS…
    Enquando que 99.8% são de diversas religioes…”

    Podes indicar este estudo por favor?

    A palavra “religião” é muito elástica, dá para tudo. Acreditar em Deus ou em deuses ou em espíritos toda a gente acredita. O que tinha interesse saber é quantas vezes por semana os sujeitos em questão iam à igreja, como estava a sua relação com Deus, o que significava para eles os ensinamentos de Jesus Cristo, etc. O termo “cristão” que a sociedade usa está muito longe do termo “cristão” definido na bíblia. E é isso que conta.

    Certamente não acreditas mesmo que os ladrões, assassínos, pedófilos, etc que estão nas prisões são cristãos lol Vá lá, não queria ter de te chamar burro ingénuo : )

    Mas podemos ter mais pormenores do estudo quando o partilhares.

    Melhores cumprimentos

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  25. Adalberto Felipe says:

    O estudo afirma que apens 0.2% dos presos são ATEUS…
    Enquando que 99.8% são de diversas religioes…

    Essa pesquisa parece um HOAX na internet e até alguns ateus duvidam dela, pois não foi encontrado nenhum instituição de pesquisa confiável que a fez. Essa pesquisa só está nas wikipedias e sites ateus na internet e mesmo se fosse verdade, cai no que o Mats acabou de falar: Quantos dos presos estavam envolvidos na vida cristão (ir a igreja todos os Domingos, grupos familiares, etc) na altura em que fizeram os seus crimes?

    Caso fosse verdade também, quantos cristãos de verdade e seguem os 10 mandamentos?

    Sem dúvida é um HOAX igual o Jesus vs Órus.

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  26. says:

    E ainda que as estatísticas fossem favoráveis aos ateus, temos um problema nesse tipo de estatística: um cristão *verdadeiro* deve fazer a caridade em segredo (“que uma mão não saiba o que faz a outra”). Eu mesmo não divulgaria esse tipo de informação para pesquisa nenhuma.

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  27. Hanna says:

    O último post dessa discussão aconteceu em 2011, e logo depois, em 2012 saiu essa pesquisa (séria) dizendo exatamente o oposto da matéria: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/generosidade-e-mais-forte-em-ateus-do-que-nos-mais-religiosos-diz-estudo/

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    • dvilllar says:

      Hanna

      “O último post dessa discussão aconteceu em 2011, e logo depois, em 2012 saiu essa pesquisa (séria) dizendo exatamente”

      Antes de 2011 aconteceram algumas coisas.

      Genocidas como Fidel Castro, Lênin, Mao, Stalin, Mandela, Pol Pot, Marx, Kim Jong Woon, Che Guevara e Ho Chi Minh seriam exceções à caridade ateísta?

      Os MILHÕES de mortes ocorridas no século passado, em países oficialmente ateus, onde a maioria da vítimas eram nativos, não deixam dúvida sobre a tal “caridade atéia”.

      E um sem-fim de escolas, asilos, orfanatos e hospitais, fundados em nome de Nosso Senhor Jesus, são suficientes para mostrar a verdade.

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      • Victor Hugo says:

        Jura por deus que não teve iguais milhões de mortos nos países cristãos?

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      • dvilllar says:

        Onde? Quando? Quantos foram mortos ?

        Além disso, é preciso provar que foi devido ao Cristianismo.

        Vamos ver se consegue reescrever a história, tornando realidade os “mitos ateus” disseminados pelos pirulas da internet.

        Durante a Segunda Guerra, quando os nazistas avançavam sobre a Rússia, muitos russos comemoravam, pois acreditavam que seriam libertados da “caridade” stalinista.

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