Igreja Católica Espanhola e o seu trabalho social

Seria curioso comparar o monumental apoio social que a igreja católica desenvolve com o “apoio social” que as organizações feministas, homossexuais, ateístas desenvolvem. (Se bem que no caso das organizações homossexuais talvez seja melhor não sabermos que tipo de “apoio social” elas operam.)

Espanha, a força de uma Igreja perseguida pelo laicismo do Estado socialista.

Segundo o censo 2010 do Instituto Nacional de Estatística, a Espanha tem 46,9 milhões de habitantes. Destes, 92,5% são católicos. Do ponto de vista subjetivo, o Centro de Pesquisas Sociológicas informa que 72,7% dos espanhóis se consideram católicos.

As instituições eclesiais realizam uma ação caritativa e social imensa. A Igreja na Espanha tem 4.459 centros assistenciais, nos quais se atende um total de 2.764.719 pessoas.

Em concreto, há 93 hospitais, 72 ambulatórios, 788 asilos, 435 orfanatos, 301 consultores familiares e centros para a proteção da vida e mais de 3 mil centros especiais de educação ou reinserção social de propriedade da Igreja ou dirigidos por eclesiásticos ou religiosos.

No âmbito educativo, a Igreja trabalha na Espanha com 1.738 escolas infantis e de Ensino Fundamental, 3.694 escolas de Ensino Médio e 153 escolas de ensino superior e universidades. Um total de 1.370.151 alunos estuda em centros católicos.

Em termos gerais, em 2008, a Igreja economizou ao Estado, com suas atividades sociais, educativas e caritativas, 30 bilhões de euros, segundo a Conferência Episcopal Espanhola.

O número de novos batizados aumentou para 314.719, em 2009; as primeiras comunhões foram 244.489; e os casamentos religiosos, 91.386.

A geografia eclesiástica espanhola está composta por 14 províncias eclesiásticas, divididas em 69 dioceses. Conta com 22.674 paróquias, segundo o departamento de estatística da secretaria de Estado do Vaticano.

Neste momento, exercem seu ministério na Espanha: 2 cardeais, 14 arcebispos, 48 bispos residentes e 10 bispos auxiliares. Com relação aos eméritos, há 4 cardeais, 6 arcebispos, 25 bispos e 2 bispos auxiliares.

Ao mesmo tempo, em 2010, realizaram seu trabalho pastoral fora da Espanha 109 bispos espanhóis, distribuídos em mais de 30 países.

Os missionários espanhóis aumentaram para mais de 15 mil, dos quais 2.500 são religiosos, 9 mil, religiosas e mais de 2 mil, religiosos não ordenados.

A eles é preciso acrescentar 842 sacerdotes diocesanos, dos quais 355 trabalham na América Latina. Além disso, mais de 1.500 leigos espanhóis decidiram dedicar sua vida às missões em diversos lugares do mundo.

Atualmente, o país conta com 16.859 sacerdotes diocesanos e 7.990 sacerdotes religiosos. Há 1 sacerdote para cada 1.709 católicos.

Na Espanha, vivem 326 diáconos permanentes, 3.946 religiosos não sacerdotes e 50.653 religiosas professas.

Com relação às vocações ao sacerdócio, há 1.943 seminaristas maiores e 1.963 seminaristas menores, o que representa 4,27 seminaristas maiores para cada 100 mil habitantes.

Fonte: Zenit

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7 Responses to Igreja Católica Espanhola e o seu trabalho social

  1. Adalberto Felipe says:

    Cadê os ateus para comentarem sobre isso? Não são eles que vivem falando mal da igreja??

    Mats, parabéns pela matérias… se possível coloque mais matérias como essas para os ateus verem.

    Um abraço!

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  2. Mats says:

    Adalberto,
    Os militantes ateus nem vão dar a cara porque eles sabem que o trabalho social das instituições cristãs (especialmente católicas) são um excelente suporte para as sociedades.

    Isto refuta a mitologia do Dawkins de que o Cristianismo é mau para o bem estar do ser humano.

    É sempre mau quando a realidade refuta o ateísmo.

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  3. As instituições eclesiais realizam uma ação caritativa e social imensa. A Igreja na Espanha tem 4.459 centros assistenciais, nos quais se atende um total de 2.764.719 pessoas.

    penso que não julgam que seja possível fazer farinha sem pão, ou seja, estes milhares de centros gastam dinheiro, estes milhões de pessoas gastam dinheiro. De onde vem o dinheiro? Parabéns por conseguirem fazer omoletes com ovos.

    Mas já agora,
    http://www.kiva.org/community
    Ah! e estes não fazem lavagens cerebrais como os milhões de crucifixos que os crentes espalham por edifícios e peitos

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  4. Sérgio Sodré says:

    Sem obra social as religiões baseadas em revelações divinas teístas ficariam com pouco ou nenhum sentido no mundo moderno. A sua influência e importância resulta muito da utilidade das suas acções sociais que não encontram substituto eficaz noutras instituições.
    Muitas pessoas sem crença apoiam essas acções conforme podem e entendem, e os próprios governos colaboram com essas instituições. Todavia, da sua relevância social não se pode extrair conclusões sobre a verdade das suas doutrinas estritamente religiosas… como é evidente. Aliás, não entendo o primarismo de muitos raciocínios, eu sou incréu e vagamente panteísta… mas disso não resulta que eu tenha qualquer interesse na eliminação da Igreja Católica no meus país… ela continua sendo importante para o país, a sociedade em geral, e numerosas pessoas em particular,… a sua eventual súbita extinção seria desastrosa… Mas para compreender isto é preciso ser crente? sem uma revelação pessoal acho que nunca serei crente… contudo tento não ser burro… a evolução da humanidade vai mudando as necessidades religiosas… devemos viver no nosso tempo e neste tempo as instituições religosas têm o seu papel, porque não reconhecê-lo e aceitá-lo?

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  5. Eu penso que ninguém nega o papel importante das ONG, igrejas e benfeitores privados. Aqui em Portugal o conde de Ferreira fez escolas e hospitais, as misericórdias, o senhor Gulbenkian. etc.

    O próprio Bill Gates tem contribuído imenso. Um dos pilares do Islão é a caridade.

    No entanto as boas acções, que sempre são de louvar, não são evidências para que o Islão ou o ateísmo do Bill Gates estejam certos….

    E quem disse que os não crentes querem acabar com o Hinduísmo, o Cristianismo ou o Islão.

    Para muitas pessoas, quiçá a maioria, o bem estar proporcionado pela crença num Deus ou em vários dá-lhes sentido à vida e bem estar.

    Penso que é errado acabar com instituições que dão felicidade a pessoas. A IURD representa um farol e um conforto na vida de muitas pessoas.

    Eu penso , e tu também, que os “milagres” que anunciam são treta. Para os crentes eles representam um sentido da vida.

    O Islão representa a esperança de milhões de pessoas numa futura vida eterna.

    O que não quero é que essas crenças saiam do seu local e tentem passar as suas crenças para as universidades ou para a legislação.

    Um Hindu tem todo o direito de não comer carne de vaca. Não se deve é admitir que essas crenças – por mais respeitáveis que sejam – saiam das igrejas.

    Repara : eu não me importo nada que a tua crença pessoal seja que a terra tem seis mil anos e que a homossexualidade é errada.

    Essa crença dá-te sentido à vida e faz-te mais feliz. É uma questão intima e tens todo o direito de te reunires com outras pessoas que acreditam no mesmo e discutirem como foi o dilúvio, a torre de Babel, a infalibilidade Papal, a virgindade de Maria e quão má é a homossexualidade.

    Passa a ser errado quando tentas impor fora do local certo ( a congregação religiosa ou local de culto) essa maneira de ver o mundo.

    E eu na segunda-feira passada até estive num jantar com sem-abrigos com o Bispo Dom Clemente. Uma iniciativa interessante.

    E podes ter a certeza que numa altura de mudança social e grande incerteza as diversas fés e o recurso ao sobrenatural , sejam as igrejas ou os diversos bruxos, feiticeiros e adivinhos dão um grande conforto às pessoas.

    Eu até simpatizo com a astróloga Maya. Só me incomodava se quisessem impor o estudo da cartomancia ou astrologia ao lado da psicologia e da astronomia….

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  6. Adalberto Felipe says:

    João Melo,

    Creio que no fundo você reconhece a “paz” que os islâmicos pregam e o que está acontecendo na Europa.

    Creio que você reconhece também o que acontece quando alguém critica o islã.

    Você já deve ter visto o outro lado disso, mas ainda de um certo modo acha que realmente se baseia na caridade. Como diz o ditado: “de boas intenções o inferno está cheio”.

    Recomendo a você, João Melo, ler mais artigos, tipo este: “O Islam e o Terrorismo“, frequentar blogs tipo: Islão a nu, “Rafik Responde” e “De olho na Jihad“. Os frequente todos os dias e olhe as notícias das barbaridades acontecidas no mundo mulçumano e alguns fatos sobre o islã que poucos conhecem.

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  7. Adalberto :

    O Islão não é como o Cristianismo algo de monolítico. Os cristãos moderados e os islâmicos moderados são normalmente pessoas simpáticas que se estão mais ou menos a borrifar para a hierarquia religiosa e que pensam por si. Em privado dizem o que uma maioria de cristão diz em público : – estamos mais ou menos a borrifarmo-nos para essas questões.

    Há é sectores no Islão (xiitas e wabbitas) muito radicais e que infelizmente até estão no poder em alguns países.

    Nós por cá também temos o KKK , confissões apocalípticas e fundamentalistas que levam a religião muito a sério. Nós temos um passado de revolução francesa e outras que retiraram o poder aos grupos religiosos e por isso não são perigosos para a sociedade em geral. Aliás a maioria da população é bastante indiferente à religião.

    Limitam-se a crer impor o estudo do CTJ (sem grande sucesso diga-se) em alguns estados americanos e a perseguir gays. Como são uma pequena minoria sem acesso ao poder não são perigosos.

    Limitar os islâmicos aos terroristas ou inimigos do progresso é o mesmo que dizer que os cristãos são todos adeptos ferrenhos do CTJ, não usam contraceptivos ou são contra a homossexualidade. A maioria dos cristãos não se revê nisto.

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