Evolucionistas colocam em dúvida a versão oficial da evolução das áves

Por Casey Luskin

Dois artigos recentes – um no Journal of Morphology e outro no –  bem como uma nota de impresna da ScienceDaily com o título de “Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links,” têm dentro de si críticas por parte de evolucionistas à hipótese dino-para-áve [dinossauro para áve] que normalmente seria de esperar por parte de pessoas cépticas do neo-Darwinismo.

As suas palavras não só mencionam os problemas que a hipótese dino-para-áve tem, como lamentam também o impulso politicamente motivado que se encontra por trás do avanço dessa teoria, como também da censura das opiniões científicas dissidentes. O artigo presente no ScienceDaily salienta que alguns aspectos da morfologia das áves são pura e simplesmente incompatíveis com a hipótese padrão de que as áves evoluíram de dinossauros terópodes clade maniraptora:

Segundo os peritos [da Oregon State University], há décadas que já se sabe que o fémur, ou osso da coxa nas áve, é em larga medida fixo, o que faz das áves “corredoras de joelho” – algo totalmente distinto de virtualmente todos os outros animais terrestres. O que foi descoberto agora, no entanto, é que esta posição fixa dos ossos e da musculatura das áves é o que impede que as suas bolsas de ar entrem em colapso quando a áve inala.

Os animais com sangue quente precisam de cerca de 20 vezes mais oxigénio que os répteis de sangue frio, e eles evoluíram [sic] uma estrutura pulmonar que permite uma elevada taxa de troca de gás e um nível de actividade elevada. O seu pouco usual complexo do fémur é o que lhes ajuda a apoiar o pulmão e impede que ele entre em colapso.

“Isto é fundamental para a fisiologia da áve”, disse Devon Quick, uma instrutora de zoologia na OSU que completou o trabalho como parte da sua tese de doutoramento. “É realmente estranho que ninguém tenha notado nisto antes. A posição do osso da coxa e dos músculos nas áves é crucial para o funcionamento dos pulmões, que por sua vez lhes dá capacidade pulmonar suficiente para o vôo.”

No entanto, os cientistas disseram que todos os outros animais que alguma vez andaram sobre a terra tem um osso da coxa móvel que está envolvido na sua locomoção – incluindo os humanos, os elefantes, os cães, os lagartos e – no passado – os dinossauros. Os pesquisadores disseram que a implicação é que quase de certeza que os dinossauros não descendem de dinossauros terópodes, tais como o tiranossauro ou o alossauro. Os seus achados são as mais recentes, no crescente corpo de evidências,  que nas últimas duas décadas têm colocado em causa as crenças mais propagadas relativas à evolução animal.

“Mas um dos principais motivos que leva os cientistas [evolucionistas] a frequentemente apontar para as áves tendo descendido dos dinossauros é a semelhança nos pulmões”, disse Ruben. “No entanto, os dinossauros terópodes tinham um fémur móvel e desde logo, não poderia ter um pulmão que funcionava tal como o das áves. A sua bolsa de ar abdominal, se é que tinham alguma, teria entrado em colapso. Isso mina por completo um peça-chave das evidências em favor da ligação dinossauro-áve. (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).)

Ave_Joelho_Pulmao2No seu artigo técnico para o Journal of Morphology, Quick e Ruben disponibilizam uma explicação mais detalhada da forma como os dinossaurs terópodes eram diferentes das áves desta forma tão importante:

Os terópodes examinados neste estudo uniformemente tinham a falta dos especializados traços esternais e costais das áves modernas (Hillenius e Ruben, 2004a). Os terópodes exibiram também um espaço transversal pélvico significativamente inferior com o qual teriam acomodado as bolsas de ar semelhantes em desenvolvimento às que se encontram nas áves modernas.

Para além disso, a profunda e verticalmente direccionada parede lateral do corpo dos terópodes não tinha apoio esquelético lateral para as bolsas de ar caudalmente posicionadas (isto é, abdominais): a caixa torácica “lombar” era reduzida e o fémur que oscilava livremente quase de certeza não poderia ter contribuído para uma parede lateral abdominal rígida (ver Fig. 5). Mais principalmente, a gastralia (“costelas de barriga” imbricadas e delgadas Fig. 5) não se articulam de maneira sólida com os outros elementos ósseos e nem investem de forma significativa a parede lateral do corpo (Claessens, 2004b).

Logo, a ausência duma caixa torácica ao estilo das que as áves têm, a falta de espaço para acomodar, na cavidade corporal caudal, bolsas de ar abdominais totalmente do tamanho das aviárias, ou mecanismos esqueléticos para se resistir ao seu colapso paradóxico, é muito pouco provável que os terópodes tivessem possuído bolsas de ar abdominais aviárias totalmente funcionais. (Devon E. Quick and John A. Ruben, “Cardio-Pulmonary Anatomy in Theropod Dinosaurs: Implications From Extant Archosaurs,” Journal of Morphology (2009).)

Quick e Ruben avançam também com um potente contra-argumento ao argumento de que os terópodes eram ancestrais das áves porque os terópodes têm pneumatização pós-cranial, isto é, cavidades de ar nos seus corpos:

Foi alegado previamente que a peneumatização pós-cranial assinala a existência de bolsas de ar funcionais nos terópodes. Supostamente, estas bolsas de ar poderiam ter sido ventiladas através de caixa toráxicas essencialmente não-modificadas, com uma gastralia bem desenvolvida ou processos uncinados ou um combinação de ambos (Carrier and Farmer, 2000a; O’Connor and Claessens, 2005; Tickle et al., 2007; Codd et al., 2008).

No entanto. existem vários motivos para se colocarem em causa estes argumentos. A pneumatização esquelética encontra-se bem documentada nos pterossauros, saurópodes, algumas áves antigas, numerosos terópodes e possivelmente nos archosauriforms Erythrosuchus e Effigia do Triássico (Nesbitt e Norell, 2006; O’Connor, 2006).

Dada tal variedade de distribuição filogenética, a pneumatização pós-cranial é muito provavelmente plesiomórfica para os Ornithodira (áves, dinossauros e pterossauros) e possivelmente tão antiga como arcossauros basais (O’Connor, 2006)….

A interpretação da pneumatização como um indicador seguro da presença dum sistema de bolsa de ar ao estilo aviário totalmente operacional ignora a ampla distribuição das bolsas de ar posteriores, não-vascularizadas, em muitos répteis vivos e pressões selectivas inquestionáveis em favor duma redução da massa esquelética.

Para além disso, e tal como discutido previamente, a reconstrução dos terópodes com a moderna anatomia e funcionalidade da bolsa de ar do pulmão aviário ignora a ausência da requisita morfologia esqueletal necessária para a sua ventilação nas suas formas modernas. (Devon E. Quick and John A. Ruben, “Cardio-Pulmonary Anatomy in Theropod Dinosaurs: Implications From Extant Archosaurs,” Journal of Morphology (2009).)

Os autores concluem que “existem poucos dados em favor destes terem sido sistemas pulmonares aviários com bolsas de ar nos terópodes ou que estes dinossauros necessariamente possuíam uma estrutura cardiovascular significativamente distinta da estrutura dos crocodilianos.

Claro que há muitos tempo que os cépticos de Darwin haviam notado que existem distinções morfológicas-chave entre as áves e os dinossauros terópodes – distinções essas que colocam em causa as alegações em favor duma ligação evolutiva. Outra recente revisão extensa da hipótese padrão de que as áves evoluíram de dinossauros terópodes da clade maniraptora (que tem o nome de hipótese “BMT”) não encontrou “diferença estatística [na análise baseada na cladística] entre a hipótese de que as áves eram uma clade, aninhada dentro da Maniraptora, e a hipótese de que as clades principais da Maniraptora eram, na realidade, radições voadoras e não-voadoras dentro da clade delimitada pelo Archaeopteryx e pelas áves modernas.” (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,”Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Dito de outra forma, os testes estatísticos revelam que, quando comparados com a hipótese BMT, é igualmente tão provável que os dinossauros terópodes maniraptorianos não tenham sido os ancestrais das áves, mas que tenham sido, na realidade, descendentes das áves, e nada mais tenham sido que áves secundárias sem a capacidade de vôo (Tal ponto de vista é partilhado por uma variadade de peritos.)

Este ponto de vista alternativo é tornado ainda mais convincente quando se leva em consideração uma admissão por parte do zoólogo John Ruben na nota de imprensa da ScienceNews mencionada em cima. Ele salienta algo que muitos cépticos de Darwin haviam salientado no passado, nomeadamente, que os dinossauros terópodes da clade maniraptora não aparecem no sítio certo no registo fóssil de forma a que possam ser ancestrais das áves:

“Para começar, as áves são encontradas mais cedo no registo fóssil que os dinossauros dos quais elas supostamente descendem,” disse Ruben. “Este é um problema sério, e existem outras inconsistências nas teorias dino-para-áve.” (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).)

Portanto, se não vieram dos dinossauros terópodes, então como surgiram as áves? O artigo de James e de Pourtless reporta também que um número de análises cladísticas, que é um método de se compararem traços morfológicos normalmente usados para se estabelecer a hipótese “BMT” padrão, é igualmente possível que as áves sejam descendentes dum tipo totalmente diferente de répteis não-dinossauriano, talvez até uma forma crocodiliana, ou um outro tipo de répteis primitivos, o arcossauro ancestral:

Testes estatísticos adicionais revelaram que tanto as hipóteses “arcossauro ancestral” como a hipótese “crocodilomorfe” eram pelo menos tão bem fundamentadas como a hipótese BTM. Estes resultados revelam que o Terópoda, tal como se encontra constituído actualmente, pode não ser monofilético e que a abordagem verificacionista da literatura BMT pode estar a produzir estudos enganadores em relação à origem das áves.

A análise cladística e estatística do nosso mais recente conjunto de dados indicam que várias previsões derivadas da hipótese BMT não são suportadas, e que as alternativas à BMT são igualmente viáveis. Ao todo, três hipóteses para a origem das áves – a BMT, a hipótese do arcossauro ancestral, e a hipótese do crocodilomorfo – são as mais compatíveis com as evidências actuais. (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,” Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Dito de outra forma, o argumento cladístico que foi usado para confirmar a hipótese BMT, tem ele mesmo sido explodido de dentro para fora. James e Pourtless revelam que há dados morfológicos suficientes que contradizem a hipótese BMT padrão, ao mesmo tempo que as outras hipóteses alternativas são, pelo menos compatíveis com os dados.

Mas estas hipóteses alternativas também têm os seus problemas, e um dos problemas que se encontra em oposição a estas hipóteses alternativas não é que as áves aparecem antes dos alegados ancestrais (o mesmo problema com a hipótese BMT padrão), mas sim que qualquer quase remotamente qualificado como possível ancestral aparece muitas dezenas de milhões de anos (isto é, 70 milhões de anos) antes das áves, e sem qualquer tipo de fóssil a documentar a evolução da primeira inquestionável áve, o Archaeopteryx. Escusdo será dizer isto, mas muitos evolucionistas não gostam deste hipótese porque a mesma lhes deixa com um desconfortável fosse [geológico].

O ponto a reter é que todas as várias teorias que defendem que as áves evoluíram dos répteis enfrentam problemas graves.

“As teorias antigas têm morte lenta”

O que é mais interessante em torno destes artigos e notas de imprensa é a forma como eles deixam bem claro o quão fechada tem sido a comunidade científica Darwiniana mainstream perante os desafios à hipótese dinossauros para áves. A nota de imprensa da ScienceDaily diz:

CensuraOs pesquisadores da OSU disseram que estas conclusões estão associadas a outras evidências em evolução que podem finalmente forçar muitos paleontólogos a reconsiderar a sua crença de longa data de que as áves modernas são descendentes directas dos antigos dinossauros carnívoros. As pesquisas da OSU à biologia e à fisiologia das áves foi das primeiras na nação a começar a colocar em dúvida a ligação entre os dinossauros e as áves. a partir dos anos 90. Outras descobertas foram entretanto feitas – na OSU e noutras instituições – que também levantam dúvidas.

Mas Ruben disse que as teorias antigas têm dificuldade em morrer, especialmente quando se fala duma das mais distintas e romantizadas espécies animais na história do mundo. “Francamente, há muita política dentro dos museus em redor a este assunto, muitas carreiras profissionais dedicadas a um ponto de vista particular, mesmo se as evidências científicas levantem dúvidas,” disse Ruben. “Em algumas exposições de museu, disse ele, a teoria evolutiva áves-descendem-de-dinossauros tem sido largamente caracterizada como um facto, com um pequeno asterisco bem pequenino a dizer ‘nem todos os cientistas concordam'”. (Discovery Raises New Doubts About Dinosaur-bird Links, ScienceDaily (9 de Junho de 2009).

Semelhantemente, o artigo de James e de Pourtless para o Ornithological Monographs declara frontalmente que quando se fala na hipótese do dinossauro-terópode-para-áve, “As críticas têm sido normalmente rejeitadas, normalmente com o comentário de que nenhuma alternativa mais parcimoniosa foi apresentada, usando a metodologia cladística,” declarando mais ainda que “incertezas em torno da hipótese de que as áves são terópodes maniraptorianos não estão a receber atenção suficiente.”  A sua conclusão é um aviso importante em torno da falta de escrutínio da hipótese BMT, o que levou a uma aceitação injustificável dessa visão:

Nós tínhamos dois objectivos: avaliar se a hipótese BMT se encontra tão sólida como tem sido alegado, e avaliar hipóteses alternativas para a origem das áves dentro dum enquadramento filogenético. Concluímos que, devido à circularidade na construção das matrizes, da amostragem inadequada, da insuficiente aplicação rigorosa dos métodos cladísticos, e uma abordagem verificacionista, a hipótese BMT não tem sido suficientemente sujeita a tentativas rigorosas de refutação, e a literatura não disponibiliza o alegado apoio sobrepujante.

A nossa análise e os dados independentes indicam que duas alternativas à hipótese GMT são tão prováveis como a BMT e são potencialmente suportadas por dados osteológicos específicos. Estas alternativas são a hipótese do arcossauro ancestra, avançando com um relacionamento de grupo-irmão entre Longisquama e Aves, e a variante da hipótese crocodiloforme. Ambas as hipóteses incluem a proposição de que as alguns maniraptorianos são, na verdade, áves mais derivadas que o Archaeopteryx. (Frances C. James and John A. Pourtless IV, “Cladistics and the Origins of Birds: A Review and Two New Analyses,” Ornithological Monographs, 66:1-78 (2009).)

Estas análise não só levantam motivos suficientes para se duvidar da hipótese dinossauro terópode maniraptorano-para-áve(“BMT”), como revelam que há desconforto suficiente dentro da comunidade científica Darwiniana em torno da forma como as vozes dissidentes da hipótese BMT não estão a ser ouvidas.

http://bit.ly/1yOGGu6

* * * * * * *

Claro que para nós Cristãos o facto 1) da versão oficial da evolução da áves estar a ser colocada em causa pelos próprios evolucionistas e 2) das vozes dissidentes estarem a ser minimizadas, não pode ser surpresa alguma. Uma vez que as áves não evoluíram de nenhum animal, seria de esperar que as versões evolutivas avançadas estejam repletas de problemas científicos sérios. E precisamente isso mesmo que acontece.

E uma vez que a teoria da evolução é uma teoria religiosa que não aceita críticas, é normal que os cientistas evolucionistas se sintam ignorados quando levantam problemas em relação a certos aspectos da versão oficial.

A censura e omissão de dados não são formas válidas de se fazer ciência, mas é precisamente dessa forma que a evolução peixes-para-pescadores se mantém como a “verdade estabelecida” na nossa cultura.

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27 Responses to Evolucionistas colocam em dúvida a versão oficial da evolução das áves

  1. Eu achei interessante a ideia de os Maniraptora serem aves não voadoras, porém devemos lembrar que vários deles não tinham bico e ainda continham dentes desenvolvidos.

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  2. A propósito, Mats, já percebeu que em todas essas teorias da evolução das aves há uma coisita peculiar? Em todas elas são descendentes diretas dos répteis, e só isso já quebra qualquer teoria da evolução das aves.

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  3. dvilllar says:

    Mais um excelente texto que deixa os evolucionistas sem rumo.

    O post lembra que a religião evolucionista é usada politicamente, e é esse o principal motivo da permanência da teoria da evolução dentro da ciência.

    O evolucionismo é baseado em crenças, o oposto do Design Inteligente, que lida com dados.

    O Titanic evolucionista tem botes salva-vidas sobrando, e o cientistas sensatos vêm tentando resgatar os que desejam afundar. Independentemente do que venha a acontecer a esses teimosos, a ciência sairá vitoriosa.

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  4. jephsimple says:

    Grande texto! Obrigado por traduzir um artigo tão formidável.

    É um daqueles difícil de um admirador da TE digerir… Mas inclinar-se a verdade é difícil… E pior muitos tem a liberdade de ignorar a verdade, por conta própria preferem ingerir e se entupirem de mentiras.

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  5. eiffel65 says:

    Pelo que eu percebi ao ler a versão original (sobretudo as transcrições dos artigos) é que há evidências que apoiam a evolução de dinos para pássaros e também evidências que apoiam outra hipótese evolutiva (menos até agora, que eu saiba). No entanto alguns cientistas ainda estão a tentar destrinçar qual delas está mais correcta, contestando algumas dessas evidências.
    O Mats disse que não era surpresa nenhuma para os cristãos… mas também não é para os não cristãos, pois é assim que se faz ciência.

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    • Lucas says:

      O Mats disse que não era surpresa nenhuma para os cristãos… mas também não é para os não cristãos, pois é assim que se faz ciência.

      A “ciência” faz-se dizendo aos estudantes que a evolução das áves está muito bem entendida e é bem sólida, quando os próprios evolucionistas nem estão de acordo? Que “ciência” é essa que tem duas faces – a pública e a privada?

      Mats

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      • eiffel65 says:

        É assim, para simplificar, nas universidades expõe-se sobretudo aquilo que ainda é consenso para simplificar durante a licenciatura. Mas quem aprofunda um pouco mais, nem é preciso muito, sabe que há várias hipóteses concorrentes e evidencias para ambas.

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      • Miguel says:

        É assim, para simplificar, nas universidades expõe-se sobretudo aquilo que ainda é consenso para simplificar durante a licenciatura.

        Mesmo que seja falso?

        Mas quem aprofunda um pouco mais, nem é preciso muito, sabe que há várias hipóteses concorrentes e evidencias para ambas.

        Essas “hipóteses concorrentes” deveriam ser ensinadas nas universidades como forma dos estudantes saberem que não há consenso entre os evolucionistas.

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      • eiffel65 says:

        Mas isso de qualquer não é “fazer ciência” é ensinar ciência de uma forma bastante simplificada.

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      • eiffel65 says:

        Se é falso ou não, é o que os cientistas, competentes para o fazer estão a decidir.

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      • Lucas says:

        Se é falso ou não, é o que os cientistas, competentes para o fazer estão a decidir.

        Se eles publicamente eles dizem uma coisa, mas em privado dizem outra, então a sua “competência científica ” está gravemente fragilizada. O mais honesto é parar de ensinar aos alunos que a evolução das áves é um “facto” até que os evolucionistas concordem entre si (e, claro, haja evidencias em favor disso).

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      • eiffel65 says:

        A evolução das aves é muito provavelmente um facto, só que a maneira exacta como ocorreu é que está em causa.

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      • Lucas says:

        A evolução das aves é muito provavelmente um facto, só que a maneira exacta como ocorreu é que está em causa.

        E é isso que vocês evolucionistas têm que dizer de forma mais franca: que vocês acreditam que a evolução é um “facto”, mas que não há consenso entre os evolucionistas sobre a forma como esse tal “facto” ocorreu, e que há várias teorias evolucionistas em torno do que você chamam de “facto.

        Mats

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  6. eiffel65 says:

    Não acho que haja nada de relevante para os criacionistas neste artigo por razões expostas no meu comentário anterior.

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    • eiffel65

      Há sim razões relevantes para isso, pois nos mostra o quanto os evolucionistas lutam (no âmbito privado, claro) entre si para decidir qual a melhor teoria da evolução das aves.

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      • eiffel65 says:

        E no que é que isso ajuda a cause criacionista? É que era a isso que me estava a referir. Ter duas teorias evolutivas, ambas com evidências a seu favor, em que os cientistas estão a trabalhar para saber qual é a melhor em nada (ou em muito pouco) contribui para espalhar a ideia de que tudo foi criado sobrenaturalmente em seis dias de 24 horas.

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      • Lucas says:

        E no que é que isso ajuda a cause criacionista? É que era a isso que me estava a referir. Ter duas teorias evolutivas, ambas com evidências a seu favor, em que os cientistas estão a trabalhar para saber qual é a melhor em nada (ou em muito pouco) contribui para espalhar a ideia de que tudo foi criado sobrenaturalmente em seis dias de 24 horas.

        A questão é que vocês apresentam a “evolução” das áves como algo consensual e totalmente entendido quando vocês mesmos dizem que têm diferenças de opinião vincadas neste (e noutros pontos). Seria interessante os estudantes saberem que não há consenso entre os evolucionistas no que toca a alegada evolução das áves. Se há diferenças de opinião, então revelem isso ao público.

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      • eiffel65

        O Mats já deu uma boa resposta, mas vou completar mais o que ele disse.
        Os estudantes realmente DEVEM saber que não há consenso em relação à origem das aves, mas ainda assim a transição dino-ave é apresentada como factual e apontar a falta de consenso sobre a evolução das aves ajuda sim na causa criacionista já que nós apontávamos há tempos os problemas com a hipótese dino-ave e essas batalhas constantes que ocorrem entre os evolucionistas com o objetivo de ver quem tem a melhor teoria. Sendo que uma das teorias está certa e a outra errada então é no mínimo estranho haverem “evidências” para ambas, nos mostrando que os evos primeiro criam a teoria e a partir daí qualquer coisa pode virar uma evidência, até a teoria ser refutada e ser substituída por outra que também estará cheia de evidências.
        Se as aves não tiverem evoluído é estranho afirmar que qualquer outro ser vivo o tenha.

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      • eiffel65 says:

        Sobre isso já disse o que tinha a dizer. Os programas são extensos e são muitas disciplinas. Há que simplificar e com os recursos online, não há caso para preocupação.

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      • jephsimple says:

        Tem evo que não tem vergonha alguma de ser desonesto intelectual e vivem a propagar mentiras a fim de não colocar a TE a prova, assim não correr o risco de se descartar essa religião cheia de fantasias e absurdos lógicos, matemáticos, improbabilidades, mascarado de ciência:

        “Não há deficiências na teoria da evolução.”

        Eugenie Scott

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      • Ana Silva says:

        Raul:

        “Sendo que uma das teorias está certa e a outra errada então é no mínimo estranho haverem “evidências” para ambas”.

        Este não é propriamente um bom argumento, Raul:

        O facto de existirem duas teorias concorrentes que explicam de forma diferente o mesmo fenómeno natural não obriga a que uma das teorias esteja errada. A existência de teorias científicas concorrentes não é, realmente um problema para a ciência.

        A Física tem duas teorias concorrentes, a teoria da mecânica quântica e a teoria da relatividade. Ambas explicam muito bem certos fenómenos físicos e menos bem outros. Ambas são usadas não como base de estudos científicos, mas também a nível tecnológico (em medicina, no GPS, etc.). Concluindo: ambas são válidas.

        O que os cientistas “dissidentes” referidos no texto defendem é uma forma de evolução diferente para as aves. Estes cientistas consideram que as aves não evoluíram a partir de dinossauros e que, pelo contrário, existe uma família de dinossauros (que, se não me engano, inclui os velociraptores) que não são dinossauros mas que são aves com características próximas de outras famílias de dinossauros.

        Ou seja o que existe neste caso são duas formas diferentes de interpretar os mesmos dados/fenómenos, e, mais importante ainda, tendo como base a mesma teoria científica.

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      • Ana

        * O facto de existirem duas teorias concorrentes que explicam de forma diferente o mesmo fenómeno natural não obriga a que uma das teorias esteja errada. A existência de teorias científicas concorrentes não é, realmente um problema para a ciência.
        – Estou falando mais especificamente de duas teorias que tentam dar explicações diferentes para a evolução das aves, seguindo dentro do paradigma da evolução das espécies. Quanto ao exemplo que você deu a respeito da competição entre duas teorias dentro da física: (1) ou as duas estão erradas, (2) uma das duas está certa e a outra errada, ou (3) ambas têm tanto erros quanto acertos e os acertos podem servir para formar uma nova teoria mais plausível para explicar um determinado fenômeno. Mas vou salientar que sou bastante leigo em física, mas as três alternativas dadas por mim podem ser válidas para qualquer área da ciência.
        * O que os cientistas “dissidentes” referidos no texto defendem é uma forma de evolução diferente para as aves. Estes cientistas consideram que as aves não evoluíram a partir de dinossauros e que, pelo contrário, existe uma família de dinossauros (que, se não me engano, inclui os velociraptores) que não são dinossauros mas que são aves com características próximas de outras famílias de dinossauros.
        – A família à qual você se refere deve ser Dromaeosauridae.
        * Ou seja o que existe neste caso são duas formas diferentes de interpretar os mesmos dados/fenómenos
        – Ainda bem que falou sobre a questão de interpretar. Eu e você não interpretamos a vida da mesma forma: você defende os acasos naturais, eu defendo um propósito maior e que muito provavelmente transcende o universo em que vivemos.

        Ainda que tu seja ateísta ou agnóstica, vou deixar por uma questão de educação e bons costumes:

        Vai com Deus/fica na paz!

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    • dvilllar says:

      Não acho que haja nada de relevante para os criacionistas neste artigo por razões expostas no meu comentário anterior.

      Mas, “se não há nada relevante para os criacionistas”, há para a Ciência.

      Leia no topo da página, lado direito.

      A Bíblia e a Ciência contra o Darwinismo

      Queremos o restabelecimento da verdade.

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  7. Gabriel Morais Azevedo says:

    Ana silva : ” ” Este não é propriamente um bom argumento, Raul ” “.

    Como o ditado popular diz: contra fatos não ha argumentos. Se existe evidencias tanto para a evolução de “dino/aves”, e ha evidencias de “outro/aves”, a um paradoxo ai e uma coisa fica clara: as evidencias que vocês utilizam NÃO SÃO EVIDENCIAS. são apenas uma má interpretação dos fatos, uma visão distorcida da realidade a partir da óptica naturalista evolucionista.
    O crente evolucionista ja parte do pressuposto que a evolução aconteceu para depois analisar as evidencias. Então ele olha para os fósseis e a morfologia animal como evidencia de sua crença. Mal ele sabendo que as BASES dessa crença esta firmada em meras especulações que nunca foram testadas ou provadas,e Ha evidencias gritantes que elas estão seriamente ERRADAS e que as evidencias imparciais e honesta nos levam ao relato bíblico. mas que infelizmente por motivos estranhos(o pai da mentira passou por aqui), a esmagadora sociedade cientifica europeia do século 19 se acostumou com essas especulações e hoje os toma como verdade,e bases para suas crença que eles mascaram de ciência.

    ” “O facto de existirem duas teorias concorrentes que explicam de forma diferente o mesmo fenômeno natural não obriga a que uma das teorias esteja errada. ” ”

    Como não? amenos que as duas teorias tenham explicações relativamente iguais para tal fenômeno. se elas tem explicações DIFERENTES, então uma esta certa e a outra esta errada, ou as duas estão erradas, mas jamais as duas estarão certas. mas eu te entendo Ana Silva, e especulo que vc acha que é um dinossauro de uma outra classificação com características de repteis e de outros animais(talvez) que deu origem as aves, mas que os fósseis estão em algum lugar por aew e que um dia vão achar, e mesmo se não achar isso não muda o fato dele existir e ser a ligação de répteis e aves ( olha a fé ), por isso as duas teorias com explicações diferentes para tal fenômeno ( vai ver essa espécie de dinossauros dividiu sua arvore filogenética, e uma parte deo origem as aves e a outra a repteis mais parecidos com aves,kkkk)

    “A existência de teorias científicas concorrentes não é, realmente um problema para a ciência.”

    Não é um problema para a ciência, mas quando as duas são totalmente contrárias e as duas afirmam ter evidencias para ambas. então temos que ver se as evidencias de uma são realmente evidencias ou apenas uma interpretação que o/a cientista teve, e que ele/ela chama de evidencia.

    ” ” A Física tem duas teorias concorrentes, a teoria da mecânica quântica e a teoria da relatividade. Ambas explicam muito bem certos fenômenos físicos e menos bem outros. ” ”

    a teoria da mecânica quântica e a teoria de cordas. São possíveis explicações para os fenômenos físicos observados, mas são fenômenos que ainda estão em estudo. por isso são ensinados aos estudantes das universidades ou ao público em geral como hipóteses e não como fatos.
    e muita coisa pode mudar completamente de rumo, essas coisas de astrofísica e principalmente cosmologia(ateísta) sempre vão estar mudando de rumo.

    ” ” Concluindo: ambas são válidas. ” ”

    É válido ensinar ao aluno que são idéias possíveis para explicar o fenômeno e que ainda não se sabe com certeza como aquilo aconteceu. Porem a evolução das aves e toda a hipótese de evolução é ensinado para os alunos do ensino médio e superior como Factual e não como hipótese . Mas como o ateísmo precisa desesperadamente dessa hipótese para explicar o mundo e o universo ela é ensinada como algo inegável e que já foi provado, sendo um facto científico. Um dos mais importantes já descobertos pela ciencia.
    Vcs muitas vezes explicam que muita coisa na teoria da evolução esta em estudo e pode mudar e ser melhorado, mas que a evolução aconteceu isso é facto .

    ””“Estes cientistas consideram que as aves não evoluíram a partir de dinossauros”””
    ””“e que, pelo contrário, existe uma família de dinossauros”””

    ””“que não são dinossauros”””
    ””“mas que são aves”””

    ””“com características próximas de outras famílias”””
    ””“de dinossauros.”””

    Isso é patético . Olha a confusão que vc faz. Vc tenta e faz um esforço para tentar salvar sua crença . Mas não usa provas cientificas apenas argumentos sem nexo.

    ” ” Ou seja o que existe neste caso são duas formas diferentes de interpretar os mesmos dados/fenômenos, e, mais importante ainda, tendo como base a mesma teoria científica. ”

    Traduzindo: Os evolucionistas tendo como BASE a mesma perspectiva equivocada da realidade. terá sempre as mesmas interpretações errôneas(naturalistas/ateísta) das evidencias . ignorando e achando que vai ser resolvido no futuro as evidencias contrárias.

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    • Victor says:

      Vocês criacionistas são bons com palavras e argumentos, mas não com ciência. Já pensou em ser advogado?

      “O crente evolucionista ja parte do pressuposto que a evolução aconteceu para depois analisar as evidencias.”

      Errado. Quem faz isso são vocês, os criacionistas.

      “Mal ele sabendo que as BASES dessa crença esta firmada em meras especulações que nunca foram testadas ou provadas,”
      Mentira.

      “Ha evidencias gritantes que elas estão seriamente ERRADAS”
      Não há evidência alguma nesse sentido, exceto as que vocês fabricaram.

      “e que as evidencias imparciais e honesta nos levam ao relato bíblico.”
      Somente se vocês partirem do relato bíblico e tentarem fabricar evidências para ele.

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  8. Victor says:

    “mas que infelizmente por motivos estranhos”
    evidências científicas
    “(o pai da mentira passou por aqui)”
    é por isso que vocês criacionistas são mentirosos e vão levar muitos ao inferno
    “a esmagadora sociedade cientifica europeia do século 19 se acostumou com essas especulações”
    não são especulações
    “e hoje os toma como verdade,e bases para suas crença que eles mascaram de ciência.”
    é sim verdade, não é uma crença, mas a verdadeira e atual ciência dominante.

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