2 Timóteo 3:16
Mas há cerca de 200 anos atrás alguns cientistas começaram a desenvolverem teorias que necessitavam duma Terra bem mais antiga que os 6000 anos revelados pela Bíblia. Devido a isto, começaram a postular novas teorias sobre a idade da Terra – os mitológicos milhões de anos.
Em jeito de resposta a essa invenção não-científica, alguns líderes Cristãos começaram a desenvolver tentativas de acomodar os imaginados “milhões de anos” com a Bíblia. Estas tentativas incluem a teoria da falha, a noção de que “dia” significa “Era” ou “Idade”, a teoria dum dilúvio localizado, a evolução Teísta, a criação progressiva e muitas outras teorias.
Um crescente número de Cristãos (agora chamados de Criacionistas da Terra Jovem – CTJ), incluindo muitos cientistas, mantiveram a visão tradicional de Génesis, alegando que esta é a única visão que tem o suporte das Escrituras e a aprovação dos dados observacionais.
Muitos Cristãos alegam que a questão da idade da Terra não é importante (para além de ser, segundo eles, “divisória”), e que o mais importante é a proclamação do Evangelho. Mas será esse o caso? Se Deus diz que Ele criou os céus e a Terra em seis dias normais, mas outro alguém alega que a Terra é o resultado dum processo que durou milhões de anos, é isto algo periférico ou é um ataque frontal à Autoridade da Palavra de Deus?
Eis aqui alguns motivos segundo as quais os Cristãos não podem aceitar os milhões de anos sem causar grandes estragos à Igreja e ao seu testemunho perante o mundo.
- A Bíblia claramente ensina que Deus criou em seis dias normais há alguns milhares de anos atrás. O termo hebraico para “dia” em Génesis é yom. Na esmagadora maioria dos casos onde o termo é usado na Bíblia Hebraica ela significa um dia literal. Onde yomnão significa um dia literal, o contexto torna-o óbvio.Semelhantemente, o contexto em Génesis claramente mostra que os dias da criação foram dias normais.
Primeiro, yom é definido logo na primeira vez que é usado na Bíblia (Gen. 1:4–5) no seu entendimento literal: a porção luminosa do ciclo dia/noite e todo o ciclo luz/noite).
Segundo, yom é usado com as palavras “tarde” e “manhã”. Em todo o lado onde estas duas palavras são usadas na Bíblia, quer seja juntas ou separadas, com ou sem a palavra yomno contexto, elas significam sempre uma manhã e uma tarde literais dum dia normal.
Terceiro, yomé modificado com um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc.. Em todas as outras partes da Bíblia este tipo de construção significa sempre um dia normal.
- Quarto, yom é definido literalmente em Gen. 1:14 em relação aos corpos celestiais.
Que estes dias da criação ocorreram há cerca de 6,000 atrás é feito óbvio pelas genealogias de Génesis 5 e Génesis 11 (que nos dá cronologia detalhada).
- Êxodo 20:11 bloqueia todas as tentativas de se inserirem os milhões de anos em Génesis 1. Este versículo dá-nos a razão para o Mandamento de Deus dirigido aos Israelitas para eles trabalharem seis dias e descansarem no Sábado. Yom é usado em ambas as passagens do Mandamento. Se Deus quisesse que os Judeus trabalhassem durante seis dias devido ao facto de Ele ter criado em seis longos períodos de tempo, Ele poderia ter usado uma das três palavras hebraicas para a classificação de tempo indefinido.No entanto, Deus deliberadamente escolheu usar a única palavra que significava um dia literal e os Israelitas interpretaram o Mandamento de forma literal.
Por estes motivos é que a noção do dia-era ou a hipótese “framework” têm que ser rejeitadas. A teoria da falha ou qualquer outra tentativa de se colocarem os mitológicos milhões de anos antes dos seis dias da criação são falsas uma vez que Deus disse que em seis dias criou Ele os céus, a Terra e os mares e tudo o que neles há.Portanto tudo o que existe foi criado durante esses seis dias (incluindo os anjos) e nada foi criado antes.
- O Dilúvio de Noé “varre” os milhões de anos.As evidências em Génesis 6–9 para uma catástrofe global são esmagadoras. Por exemplo, o dilúvio tinha como propósito não só destruir os pecadores mas também todos os animais e áves terrestres. Isto só poderia ser levado a cabo por um catástrofe global.O propósito da Arca era o de preservar dois animais de cada tipo de forma de vida terrestre para que os mesmos pudesse repopular o meio ambiente.A Arca seria totalmente desnecessária se o Dilúvio tivesse sido um evento geograficamente localizado
uma vez que as pessoas, os animais e as áves poderiam ter migrado para fora da zona onde o dilúvio iria ocorrer e mais tarde voltar. Ou isso, ou então essa área seria repopulada por animais que viviam fora da zona do dilúvio localizado.A natureza catastrófica do evento é vista pelos 40 dias de chuva contínua que produziria uma maciça erosão, deslizamento de lama e furacões.A palavra hebraica de onde extraímos a expressão “se romperam todas as fontes do grande abismo” (Gen. 7:11) claramente aponta para uma ruptura tectónica na superfície terrestre durante um período de 150 dias, resultando em actividade vulcânica, terremotos e tsunamis.O Dilúvio de Noé produziria exactamente o tipo de registo geológico que hoje temos: milhares de metros de sedimentos claramente depositados pela água e mais tarde endurecidos até se transformarem em rochas contendo milhares de milhões de fósseis.
Se o Dilúvio é responsável pela maioria das camadas rochosas e pela maioria dos fósseis, então estas rochas e os fósseis nunca poderiam representar a história da Terra, como alegam os crentes nos milhões de anos. É também por isso que os evolucionistas atacam ferozmente o Dilúvio de Noé.
- O Senhor Jesus é Um Criacionista da Terra Jovem. O Senhor Jesus consistentemente tratou as descrições milagrosas de forma directa, verdadeira e como eventos que decorreram no espaço e no tempo (a criação de Adão, Noé e o Dilúvio, Lot e a sua esposa em Sodoma, Moisés e o maná do céu, Jonas na barriga do peixe gigante, etc). Ele continuamente afirmou a Autoridade das Escrituras sobre as ideias e tradições humanas (Mateus 15:1–9).Em Marcos 10:6 o Senhor declara que Adão e Eva estiveram presentes desde o princípio da criação, e não milhões de anos após o princípio, como seria de esperar se o universo realmente tivesse milhões de anos.
Portanto, se o Próprio Filho de Deus, o Autor da Criação (João 1:1-3), declara que o Universo é “jovem”, como é que os Seus fiéis discípulos podem pensar de forma diferente?
- A crença nos milhões de anos destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e em torno do Carácter de Deus. Seis vezes Génesis 1 diz que Deus chamou a criação de “boa”, chegando ao ponto de qualificá-la de “muito boa” depois do sexto dia da criação. O homem e os animais eram originalmente vegetarianos (Gen. 1:29–30: de acordo com as Escrituras, as plantas não eram “seres viventes” do mesmo modo que o são o homem e os animais).Mas Adão pecou, resultando no julgamento de Deus em toda a criação. Na mesma hora Adão e Eva morreram espiritualmente, e depois da Maldição, eles começaram a morrer fisicamente.
Eva e a serpente foram modificadas fisicamente e o próprio solo foi amaldiçoado (Gen. 3:14–19). Sabemos que “toda a criação geme e está juntamente com dores de parto” esperando pela redenção final dos Cristãos (Rom. 8:19–25), altura em que seremos testemunhas da restauração de todas as coisas (Actos 3:21, Col. 1:20) para um estado semelhante ao mundo antes da Queda, onde não haverá mais comportamento carnívoro (Isaías 11:6–9) nem doenças, sofrimento ou morte (Rev. 21:3–5) uma vez que já não haverá mais Maldição (Rev. 22:3).
Aceitar a ideia dos milhões de anos, juntamente com a ideia da morte e sofrimento animal antes da criação e Queda, contradiz e destrói o ensinamento Bíblico em torno da morte e Trabalho Redentor do Senhor Jesus Cristo. Torna Deus Num Criador Cruel que, sem causa moral alguma, usa (ou não consegue prevenir) a doença, desastres naturais e a extinção que desfiguram o Seu trabalho criativo e mesmo assim chama à criação de “muito boa”.
- A ideia dos milhões de anos não veio dos factos da ciência.A mesma foi desenvolvida por uma minoria de cientistas deístas e ateus do final do século 18, princípio do século 19. Estes homens usaram bases filosóficas e ideológicas para interpretar as camadas geológicas duma forma que claramente estivesse em oposição com a Bíblia, especialmente em oposição com a criação e com o Dilúvio de Noé.Muitos líderes religiosos (maioritariamente protestantes) rapidamente adulteraram os ensinamentos Bíblicos e acomodaram os milhões de anos com a Bíblia usando a teoria da falha, a noção da “dia-era”, o dilúvio localizado, etc., como forma de harmonizar os milhões de anos com o Cristianismo.
- A datação radiométrica não prova os milhões de anos. A datação radiométrica só foi desenvolvida no início do século 20, altura em que uma grande parte da população mundial havia já aceite a mitologia dos “milhões de anos”. Portanto não se pode usar como evidência um ramo da ciência que só se desenvolveu depois de já se ter aceite os “milhões de anos”.Há já muitos anos que os cientistas criacionistas citam muitos exemplos em artigos publicados em revistas científicas onde se observam instâncias destes métodos de datação a atribuírem idades na ordem dos milhões de anos a rochas formadas nas últimas centenas de anos ou mesmo há apenas algumas décadas atrás.
Em anos recentes criacionistas do projecto RATE levaram a cabo pesquisas experimentais, teoréticas e prácticas para desmascarar mais evidências deste tipo (ex: diamantes que os evolucionistas afirmarem terem “milhões de anos” foram datados com carbono14 e verificado que possuíam apenas alguns milhares de anos). Os cientistas mostraram também que as taxas de decaimento eram maiores no passado, o que encolhe as datas dos milhões de anos para milhares de anos, confirmando a Bíblia.
Conclusão:
Estas são algumas das razões que mostram como os milhões de anos são falsos e que contradizem o Génesis nos revela àcerca da Verdade em torno das nossas origens. A Palavra de Deus tem que ser a Autoridade Final em assuntos a que ela alude: não só morais e espirituais mas também ensinamentos que tocam em eventos históricos, arqueológicos e geológicos.
O que está em causa é a autoridade das Escrituras, o Carácter de Deus, a doutrina da morte e as bases do Evangelho. Se os primeiros capítulos de Génesis não são eventos históricos, então a crença no resto da Bíblia está fragilizada, incluindo os ensinamentos em torno da salvação e da moralidade.
Examinemos cuidadosamente toda a gama de evidências que Deus nos disponibilizou (como se pode vêr no final do artigo original). A saúde da Igreja e a eficiência da sua missão para anunciar a Boa Nova estão em jogo.









Também não acho que o planeta terra tenha milhões de anos.
Mas assim como Deus criou Adão já um ser adulto, talvez alguém calculasse a idade
dele em mais ou menos 30 ou 40 anos, para alguém que viveu 930 anos ,
é bem pouco.
Deus criou a terra mas não disse a idade do planeta, a terra fora criada vazia em sem forma.
Deus criou os luminares para governar o dia e a noite no quarto dia, pode ser que os
seis dias de Deus não sejam baseados em 24 horas.
” Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.” (2Pd 3,8)
Excelente artigo. Parabéns.
Por aquilo que tenho analisado sou bastante mais a favor desta “visão jovem” da Terra.
Abraços Mats
Antonio Porto,
Vê o final do primeiro e o segundo ponto. Segundo a Bíblia, não há espaço para se inserirem os mitológicos milhões de anos.
Olá!
Não sei.
Estou em dúvida.
Não concordo com a teoria da evolução. ID – Inteleligent Design, e Fine Tunning ftw.
E a teoria de criacionismo da terra jovem…
Acho que é como o W. Craig diz, estamos ler coisas nas entrelinhas.
Tenho acompanhado o teu Bom trabalho (nos teus blogs), e do CMI a respeito deste tema, mas como refutação da evolução e não como apologista do criacionismo jovem.
Acho que na reformulação da datação radiométrica segundo outros parâmetros.
Outra hipótese que me lembrei é a refutação pelos diamantes artificiais.
não sei…
Continua,
Abc,
João
Eu não defendo nem um nem outro.
Como já dizem, pra Deus um dia = mil anos, ele é atemporal. Então tanto a representação de milhões de anos pode funcionar, quanto a literal. Ela não muda em nada o resultado, no meu ver.
Eu estou acompanhando as descobertas científicas para dar suporte à data, mas como já disse, no meu ver tanto faz os milhões de anos ou os 6000 anos.
Mats:
Os criacionistas têm o mau hábito de serem demasiado autocentrados, numa espécie de narcisismo que não é nada cristã. Os “evolucionistas” têm mais do que fazer do que “[usar] bases filosóficas e ideológicas para interpretar as camadas geológicas duma forma que claramente estivesse em oposição com a Bíblia, especialmente em oposição com a criação e com o Dilúvio de Noé”.
“O que está em causa é a autoridade das Escrituras, o Carácter de Deus, a doutrina da morte e as bases do Evangelho.” Depende da forma como a Bíblia é interpretada. Mas de qualquer forma não é culpa dos cientistas cujos trabalhos apontam para o Universo ter milhões de anos e ser consideravelmente mais velho do que o sistema solar, no qual está incluída a Terra.
Já agora, como é que o dilúvio explica o facto em algumas rochas os estratos apresentarem-se quase verticais em relação ao solo. Como é que explica os rastos de pegadas de animais (principalmente nesses estratos verticais)?
Todas as referências que o Mats faz sobre o Dilúvio Universal têm como base e referência únicas a Autoridade da Bíblia. Fazer isso não é fazer Ciência (porque a Ciência não se baseia exclusivamente na Autoridade de uma pessoa ou texto, baseia-se na interpretação de factos).
“As taxas de decaimento eram maiores no passado”. Esperemos que não. Se não, são postas em causa teorias fundamentais da Física e da Química.
A interpretação dos fatos é diferente de cientista para cientistas.
Fatos podem ser interpretados erradamente, ainda assim
passar como ciência.
Dalton,
Se a Bíblia diz que a Terra é Jovem, então pensar o contrário é chamar Deus de “mentiroso”.
Eu acho que a questão da idade do universo é muito importante porque 1) Deus fala de modo claro nesse sentido e 2) os ateus usaram os milhões de anos para começarem a pôr em causa a História da Bíblia.
Se a História da Bíblia não está certa, não há necessidade de acreditar na moralidade da Bíblia.
Ana silva,
Aparentemente os evolucionistas (sem aspas) não tem “mais do que fazer” do que usar bases filosóficas contra a Bíblia. Todos os grandes evolucionistas do passado usaram o argumento do “mau design” como evidência contra Deus. O que a Ana diz contradiz a história da teoria da evolução.
Pelos vistos a Ana não se deu ao trabalho de ler os 7 pontos listados.
Não é culpa dos cientistas porque não são os cientistas que eu estou a criticar, mas os evolucionistas.
Mas mesmo assim, não há evidências que suportem os “trabalhos” que apontam para um universo com “milhões de anos”. Pelo contrário; temos encontrado várias linhas de evidências que contradizem esse mito.
Dê-me algum artigo para análise. De certo que não há nada neles que contradiga a Bíblia.
Por isso é que o título do post é “Sete motivos para o Cristão rejeitar os mitológicos milhões de anos”.
Curioso que os Físicos e os Químicos que concluíram que as taxas de decaimento eram superiores no passado não pensem assim.
Matts,
Agora tu me deixou em dúvida, existe algum trecho que afirme que a Terra é Jovem em idade? ‘-’
A data que podemos ter certeza, é após a formação do homem, que daí acredito nos aprox. 6000 anos. Mas antes, nunca encontrei trecho que provasse um ou outro; muito menos trechos nos quais fosse necessária a referência aos milhões ou milhares.
Por isso, pra mim não faz diferença realmente. Acredito no criacionismo, e que ele funciona tanto em uma como em outra data. E que Gênesis pode ser tratado literal ou figurativamente no quesito tempo (e se alguém se perguntar, não, o sol não foi criado depois das plantas… ¬¬).
Então, se o tempo foi dia apenas, perfeito. Se forem milhões de anos, beleza.
Simplesmente não faz diferença pra mim, entende?
Quem tem que lidar com as consequências de afirmar milhões de anos é a ciência ( e os evolucionistas ;D).
Dalton,
Claro. Primeiro Deus diz que TUDO o que foi feito foi criado no espaço de 6 dias (Êxodo 20:11). Não diz que só o que está na Terra foi feito em 6 dias.
Segundo, as geneologias de Génesis dão um tempo de cerca de 4000 entre Adão e o Senhor Jesus. Daí se infere que o universo não tem mais do que 6,000/7,000 anos.
Para aqueles que acreditam na Bíblia (e no que Deus diz) não há outra interpretação possível. Agora, aqueles que julgam que sabem mais do que Deus podem acreditar no que eles quiserem. Só têm que se lembrar que isso contradiz a Bíblia.
A própria Igreja Católica já se manifestou quanto a interpretação literal da Bíblia.
[[ Aquilo que Católicos, Evangélicos, Ortodoxos ou seja lá quem for diz, é irrelevante. O que interessa é o que Deus diz. -- Mats]]
O Papa João Paulo II declarou em documento de 1981 endereçado à Academia Pontifícia de Ciência: “A Bíblia nos fala da origem do universo e dos seus componentes, não para nos oferecer um tratado científico, mas para nos dizer a correta relação do homem com Deus e com o universo. A escritura sagrada simplesmente nos diz que o mundo foi criado por Deus, e, para nos ensinar essas verdades, ele se expressa em termos de “cosmologia em uso na época de sua escrita”(grifo meu).
[[Se o propósito de Génesis era só o de dizer que "o mundo foi criado por Deus", bastavam os primeiros 3 versículos de Génesis -- Mats]]
O livro sagrado diz aos homens que o mundo foi criado para o serviço do homem e para a glória de Deus.
[[Diz também, quando e como -- Mats]]
Qualquer outro ensinamento sobre a origem do universo e de seus componentes foge das intenções da Bíblia,
[[É a tua opinião. -- Mats]]
a qual não pretende nos ensinar como o paraíso foi feito, mas sim como alguém chega ao paraíso.
[[ Mas quem decidiu que a Bíblia não tenciona dizer como é que o universo foi feito? Isso é algo que tu arbitrariamente decidiste. ignorando os 7 pontos listados em cima. -- Mats]]
Santo Agostinho já argumentava que não havia nada sobre a estrutura do Universo nos textos Bíblicos que sustentasse uma visão geocêntrica:”Pergunta-se frequentemente o que a Santa Escritura nos diz sobre a forma do paraíso. Muitos escribas discutem longamente sobre esse ponto, mas tais assuntos nada trazem de concreto àqueles que procuram beatitude.. E, o que é pior, essas discussões ocupam o tempo que poderia ser dedicado ao que é espiritualmente benéfico. O que importa se o paraíso é como uma esfera e a Terra esteja suspensa no meio do universo, ou se o paraíso é como um disco e a Terra está acima dele pendendo para um lado?”
“Na questão da forma do paraíso, os escritores sagrados não pretendem ensinar ao homem fatos que não poderiam contribuir para a sua salvação”.
[[ Como é que isso refuta os 7 pontos listados em cima? Curioso que todos os defensores do milhões de anos IGNORAM o que a Bíblia claramente diz, e usam argumentos irrelevantes para o assunto. -- Mats]]
Mats:
“Todos os grandes evolucionistas do passado usaram o argumento do “mau design” como evidência contra Deus.” Sinceramente. Todos? O que é para si um “evolucionista”?
“Pelos vistos a Ana não se deu ao trabalho de ler os 7 pontos listados.” Li-os todos com muita atenção. Os primeiros 5 dependem directamente da autoridade da Bíblia. O sexto descreve os cientistas que defendem uma interpretação das “camadas geológicas” diferente da que vem referida pela Bíblia (conforme interpretada pelo Mats) como uma espécie de maus da fita. O último ponto listado refere-se à datação radiométrica, que apresenta como um método cheio de falhas e no qual não se pode, nunca, confiar (o que está muito longe de ser verdade).
“Não é culpa dos cientistas porque não são os cientistas que eu estou a criticar, mas os evolucionistas.” Não, está mesmo a criticar a generalidade dos cientistas (criacionistas e defensores do Designer Inteligente excluídos).
“Temos encontrado várias linhas de evidências que contradizem esse mito [um universo com “milhões de anos”]. Quais? Alguma dessas linhas não se baseia directamente na interpretação da Bíblia que o Mats segue?
“Dê-me algum artigo para análise”. Não conheço nenhum, porque esta é uma situação corriqueira, explicada pela Teoria de Tectónica de Placas (outra teoria que também exige uma Terra com “milhões de anos”). Mas conheço fotos de locais com estratos quase verticais em relação ao solo. Estão em livros. Experimente consultar livros escolares de Geologia.
“Curioso que os Físicos e os Químicos que concluíram que as taxas de decaimento eram superiores no passado não pensem assim.” Curioso, sim senhora. Recomendo a todos a frequência de um curso básico de Química e Física.
“Mas quem decidiu que a Bíblia não tenciona dizer como é que o universo foi feito? Isso é algo que tu arbitrariamente decidiste. ignorando os 7 pontos listados em cima.”
Não fui eu foi o Papa o outro foi Santo Agostinho.
Ricardo,
Que pena que eles não estão aqui para que eu os possa perguntar em relação aos 7 pontos listados em cima. Mas tu estás.
Qual é a tua explicação? Vais ignorá-los outra vez?
Ana Silva,
Sim, todos os grandes evolucionistas usaram o argumento do “mau design” como evidência contra Deus.
Aparentemente os evolucionistas (sem aspas) não tem “mais do que fazer” do que usar bases filosóficas contra a Bíblia.
Alguém que tem fé na teoria da evolução.
A Ana disse “depende da forma como a Bíblia é interpretada”. A isso eu respondo “a Ana não leu com atenção ao que eu disse”.
Como é que “em seis dias fez Deus os céus e a Terra” depende da “interpretação da Bíblia”? Ou a Ana não leu o que eu disse ou a Ana não consegue contextualizar uma frase do Livro.
Pronto. A Ana decidiu,. está decidido.
1. http://darwinismo.wordpress.com/2011/01/18/camarao-com-360-milhoes-de-anos-identico-ao-actual/
2. http://darwinismo.wordpress.com/2011/05/21/e-oficial-datacao-evolucionista-nao-funciona-2/
3. http://darwinismo.wordpress.com/2011/03/30/calor-da-lua-de-saturno-refuta-expectativas-em-torno-dos-milhoes-anos/
4. http://darwinismo.wordpress.com/2011/03/14/galaxias-maduras-embaracam-proponentes-do-mitologico-big-bang/
5. http://darwinismo.wordpress.com/2010/10/25/descobertas-recentes-revelam-mais-falhas-nos-metodos-de-datacao-evolucionistas/
6. http://darwinismo.wordpress.com/2010/01/29/e-oficial-datacao-evolucionista-nao-funciona/
Gostei muito, Mats!
Como escrevi e você não leu foi o Papa que declarou e Santo Agostinho diz a mesma coisa. Mas lógico que a palavra deles não vale nada e eles não estão aqui para que você possa perguntar, assim como Deus também não está, portanto…
Quando se usa algum argumento relevante você os tira do ar, Rosseti que o diga.
Ricardo,
Tal como disse em cima, tanto o João Paulo como Agostinho tem o direito de ter a sua opinião. A minha pergunta PARA TI é como é que harmonizas isso com os 7 pontos listados em cima?
Reparo que ainda não fizeste o mínimo esforço para refutar o que lá está.
Tal como eu disse em cima, os crentes no big bang querem falar DE TUDO menos do que a Bíblia diz.
Com este comentário ganhaste o direito de ser banido deste blogue. Obrigado pela tua breve e desnecessária participação neste blogue. Volta quando fores capaz de lidar com os argumentos levantados sem demagogia e falsa crença nas palavras de Cristãos antigos.
Mats:
Como referi no comentário que postei por erro no post errado (Galáxias maduras embaraçam…):
Existirem animais cuja forma não foi alterada não prejudica em nada a Teoria da Evolução. E não precisa de ir buscar um obscuro camarão. Porque não pegar nos crocodilos, cujos antepassados mais antigos já deambulavam, todos contentes, no tempo dos dinossauros. Existem também os náutilos e os tubarões, e todos s animais referidos como fósseis vivos.
O que me esqueci de referir é que estes fósseis semelhantes a animais que existem hoje em dia são uma percentagem muito, muito pequena dos fósseis conhecidos. A Teoria da Evolução não é prejudicada pela existência de fósseis vivos. Na verdade estes encaixam muito bem numa teoria que defende que sobrevivem ao teste do tempo os animais que melhor se adaptam ao meio em que vivem e às alterações que este meio sofre ao longo do tempo.
Dito de outra forma a existência de fosseis vivos é uma “observação” que está de acordo com a Teoria da Evolução. Não pode portanto ser utilizada como prova de que esta teoria está errada.
Mats:
Novamente o texto que coloquei como comentário no post errado.
“Enceladus é a única lua de Saturno que apresenta esta libertação anormal de energia? Existem luas de outros planetas (em particular os quatro grandes gasosos, Júpiter, Saturno Úrano e Neptuno) com características semelhantes às de Enceladus? É que Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno têm um grande número de luas. E as luas têm efeitos muito interessantes umas sobre as outras. Veja por exemplo o caso de Io, lua de Júpiter.”
“Se Enceladus é um caso único então não pode ser utilizado para contrariar a teoria de que o sistema solar tem “milhares de anos”. Se não, a teoria que explica a formação (e idade) do sistema solar tem de ser revista. Nada de especial. E é preciso não esquecer que uma falha na teoria que explica a idade do sistema solar não actua em favor da “teoria” que considera que todo o Universo tem menos de 20 000 anos.”
Agora pergunto: onde, no meu texto viu alguma referência à teoria do Big Bang?
Diz o Mats que “se o universo tem milhões e milhões de anos, não deveria haver luas com as características de Enceladus.” Porquê? Olhe que não é “irrelevante” saber se Enceladus é a única lua do sistema solar que apresenta esta libertação anormal de energia.
Não é a teoria do Big Bang que explica a formação e funcionamento do sistema solar, ao qual Enceladus pertence. (Já agora o Big Bang não é “nosso” e eu não me lembro de possuir um Big Bang em casa).
“O facto da lua Enceladus ainda estar a exibir uma temperatura anormalmente elevada para os milhões de anos”, PODE significar que a mesma é bem mais jovem do que os cientistas defendem. Mas pode significar muitas outras coisas. O facto de ser uma lua mais jovem ou a possibilidade de ter estado em ressonância com outra lua de Saturno são dois exemplos.
“Não prova os 6000/7000, mas é consistente.” Consistente com o quê?
Ana Silva,
Como já disse, não há observação que possa prejudicar a TE uma vez que esta não depende das observações.
Mesmo que fosse só um, é algo que não é consistente com a mitologia evolutiva. Ou pelo menos, coloca-a em questão uma vez que já não deveriam estar por cá, mas estão.
Pois.
Se não se encontram nos estratos mais recentes, é porque desapareceram. Mas quando os encontramos ainda vivinhos da silva, então é porque “melhor se adaptaram ao meio ambiente”. Ou seja, a vossa teoria acomoda duas observações declaradamente oposta.
Mas os fósseis vivos não estão de acordo com a TE, e é por isso que lhes chamam “fósseis”. Segundo o mito, eles não deveriam estar cá.
Acho que não, mas é irrelevante. Basta haver uma para colocar em questão os “milhões de anos”.
Isto é mesma coisa que colocar 500 ratos numa caixa hermética, e lançar a caixa no fundo do mar e deixá-la por 50 anos (sem oxigénio e sem comida de reserva). Depois volto a abrir e encontro um rato ainda vivo. Se eu disser “O facto de se encontrar um rato ainda vivo não quer dizer que a caixa não esteve debaixo da água 500 anos. Vamo-nos focar nos 499 ratos que estão mortos e não no único que está vivo”.
A Ana concorda com esta linha de pensamento? Claro que não. E sabe porquê? Porque a Ana claramente se apercebe que TODOS os ratos deveriam estar mortos.
Do mesmo modo, TODAS as luas deveriam estar vazias da estrutura de Enceladus. Se ela ainda está a “fumegar”, então o universo não tem os “milhões de anos” que vocês dizem que tem.
Mas esta é só uma evidência das muitas que há.
Vamos fazer uma interpretação económica e parsimónica e dizer que esta lua é bem mais jovem do que os evolucionistas dizem. Claro, isto coloca em causa todas as outras datas dos outros corpos celestes, mas isso já é um problema vosso.
Consistente com a teoria científica que diz que o sistema solar não tem milhões de anos.
Antonio Porto
Permita-me discordar de você…no ponto em q Deus criou a terra sem forma e vazia…bom a biblia não diz q Deus criou a terra sem forma e vazia…mas está escrito:No principio criou Deus os ceus e a terra,a terra porem estava sem forma e vazia(é diferente de dizer q ela foi criada sem forma e vazia)…Deus ao meu ver pela sua perfeição não criaria algo sem forma e vazio…então pq a terra ESTAVA sem forma e vazia?…se Deus é Luz e nele não há trevas alguma então qual a origem das trevas do abismo?…eu creio que lucifer é o x da questão…ele foi expulso dos céus e lançado na terra tornando-a sem forma e vazia…isso é um ponto de vista… pq em isaias 45 Deus fala claramente q criou a terra e não a criou vazia!
posso deduzir q o diabo caiu muito antes de adão e eva existirem…a biblia diz q o querubim habitava no éden…mas qndo Deus criou o homen posso deduzir q esse querubim já estava caido…sendo assim qndo esse querubim andou no éden?…por isso eu acredito q ele é a causa do terra estar sem forma e vazia…essa é uma questão q eu levanto,pq se isso for verdade,Deus criou a terra novamente?pois se Deus criou os anjos onde esses seres habitam,e desde qndo?só lucifer habitava no éden?…creio q seja discutivel…Deus não nos revelou tudo!
Bem, não dá pr dizer diretamente que Deus criou o mundo em exatas 168 horas. O que dá pra afirmar sem medo é que houveram tardes e manhãs – e daí se definiu dia e noite (e dia+noite, o ciclo).
Por exemplo, Adão teve que ser bem ligeiro pra listar os nomes dos animais no seu dia.
No fim das contas, não temos um filminho nem da Criação nem da Evolução, mas confesso que é difícil acreditar nesta (ainda que ela seja factível e contingente).
Tomas Turbano
“Por exemplo, Adão teve que ser bem ligeiro pra listar os nomes dos animais no seu dia”…. bom Tomas devemos verificar a situação de Adão na época?levantar hipóteses?(a biblia não diz o qnto o homem demorou para dar nome aos animais citados e tbm não diz qnto tempo o homem permaceu no éden…10 dias?1 mês?1 ano?10 anos?100 anos?… Adão estava no éden e ele deu nome aos animais do CAMPO e as aves do céu não deu nome aos seres vivos dos oceanos,aos animais selvagens ,aos répteis … é aceitavel crer q no éden não habitavam uma grande porcentagem de animais … com a expulsão do homem do éden e com a procriação ,o nome da maioria dos animais podem(hipotese) ter sido colocado por outros seres humanos e não apenas por Adão … bom estou apenas levantando meu ponto de vista q não tem como propósito distorcer oque está escrito mas apontar hipóteses plausiveis…
Olha iisso: “Em anos recentes criacionistas do projecto RATE levaram a cabo pesquisas experimentais, teoréticas e prácticas para desmascarar mais evidências deste tipo (ex: diamantes que os evolucionistas afirmarem terem “milhões de anos” foram datados com carbono14 e verificado que possuíam apenas alguns milhares de anos).”
Interessante que eles desmacaram usando o mesmo metódo: a datação por carbono 14.
[[ Por favor, lê o texto com atenção. Mats]]
Em relação alegação de que a datação radomica é inválida por que já se accretiava nos milhares da anos da terra, deve-se primeiro provar que a datação radomica somente surgiu para corroborar algo que já era acetio, invalidando o método. Apenas se colocou as duas questões sem se demostrar nexo causal entre as mesmas…
[[ Onde é que viste eu a dizer que " a datação radomica é inválida por que já se accretiava nos milhares da anos da terra" ? - Mats ]]
Ainda sobre isso, não foi demonstrado ou provado que se aceitava que a terra tinha milhoes e milhoes da anos. Será que isto é um intepretação histórica verossimel? Ou apenas alegação?
[[ Não entendi o argumento. Mats]]
O sr. afirma que não se pode usar um ramo da ciencia que só desenvilveu depois de já ter aceite os “milhões de anos”. Não afirmas diretamente que é inválida, mas que “não pode usar”…
Bom,eu sou ateu mas gostei muito do seu blog,realmente tem alguns argumentos muito bem estruturados.
Realmente Deus nunca disse diretamente que a terra tem 6 mil anos,todavia se qualquer pessoa calcular os eventos bíblicos chegara num consenso dessa data,e já que a bíblia é a palavra de deus…
Respeitosamente falando seu argumento final de que a terra tem milhares de anos não me convenceu.
Devo me desculpar por minha ignorância no assunto contudo darei minha opinião do mesmo jeito. Esse tal de RATE pode ter muito bem estudados diamantes realmente recentes,mas existem outras pedras(diamantes ou não) que foram classificadas como bem antigas,na casa dos milhões de anos.
É impossível RATE examinar todas,só desse jeito poderiam afirmar num terra jovem com 100% de certeza.
Para os evolucionistas basta comprovar que um pedaço de rocha tem milhões de anos para saber se a terra é velha.Nesse ponto os criacionistas estão infelizmente na desvantagem.
Espero numa atualização do post ou criação de outro para um argumento mais expressivo,pois estou curioso em relação a sua opinião um puco mais profunda para este assunto realmente quente entre criacionista e evolucionistas.
Um abraço ordepsi.
Creio que a terra deva ter cinco mil e alguma coisa, quase seis mil anos, pois o arrebatamento sucederá sete anos antes de se completarem os seis mil anos, depois quando se completarem seis mil anos, Jesus virá e estabelecerá o seu reinado milenar( mil anos). No calendário Judaico temos cinco mil anos e alguma coisa, mas só Deus sabe com precisão qual o tempo que estamos aqui, aliás é Ele quem estabelece tempos e épocas. Deus abençõe.
Existe um livro chamado ” As Maravilhas da Ciência e a Alta Crítica” pelo Prof. Júlio Minham de 1922. A primeira parte do livro ele trata cientificamente da idade da terra e de outras evidências da existência de Deus. Outras partes do livro ele mistura religião, pois é adventista. Mas a primeira parte é ótima. Vale a pena ler. Deus abencõe.